-A confirmar-se esta notícia, ficamos a saber que não existe diferença entre Teixeira dos Santos e Maria Luís Albuquerque, ou se preferirem entre Pedro Passos Coelho e José Sócrates. É mais do mesmo! Nacionalizar um Banco, mesmo que de forma parcial, significa enviar uma factura aos contribuintes. Uma vez mais, escusam de contar com o meu voto…
Do “posto” de turismo à Loja Interactiva:
Conheci o Nuno Botelho no final dos anos noventa no mundo académico do Porto. Ao longo destes anos acompanhei à distância a sua carreira. Brilhante, por sinal. Tanto na Associação Comercial do Porto como na organização de eventos. Num e noutro caso com elevado sucesso, algo que não me surpreendeu.
Ontem, num jantar de amigos comentou-se a sua recente entrevista ao Jornal de Notícias em que criticou o investimento nas Lojas Interactivas de Turismo do Porto e Norte (TPNP). Fui ler com atenção.
As lojas interactivas lançadas pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal recorrendo a fundos comunitários disponíveis para esse efeito foi um projecto que acompanhei e que conheço minimamente. Através delas qualquer turista que chegue ao Porto de avião fica a conhecer, seja a que hora e dia for, não só a agenda cultural, de lazer, os restaurantes e hotéis do Porto como de qualquer outra cidade na região Norte. À distância de um clique pode o turista ficar a saber que, por exemplo, em Santa Maria da Feira está a decorrer a Feira Medieval e como pode lá chegar, o que vai encontrar e o que pode fazer. Ou saber o que se passa em Vila Real ou Bragança este fim de semana. Além disso, como sempre defendeu o “pai” do projecto, Melchior Moreira (presidente do TPNP), as lojas interactivas de turismo deixaram de ser um mero “posto” de turismo para passarem a ser uma verdadeira montra da região e do concelho onde se inserem, onde se faz do turismo “negócio” e se potencia os produtores e criadores locais e regionais.
Violence is in the eye of the beholder

Pelo caminho enviem mais umas munições para os moços que ainda lá existem umas escolas e uns hospitais cheios de mísseis e terroristas. Yes you can!!!
E você? Confia no seu governo?
(Quem no seu perfeito juízo não confiaria em tão simpáticos governantes? Melhor só com o Relvas na fotografia!)
A ONU, organização supranacional que, como todos sabemos, é controlada por comunistas, professores, juízes do Tribunal Constitucional e sindicalistas em geral, apresentou na passada Sexta-feira um estudo que nos dá conta de que, num universo de 144 países analisados, Portugal ocupa o 10º posto entre aqueles que menos confiam no seu governo. Claro que estes números só podem ser resultado da governação de José Sócrates. É que com esta gente honesta, trabalhadora e cumpridora das metas a que até ao momento se propôs no leme do país, tudo mudou. Até nos tachos!
SIC – Esta televisão é sua (1997)
Contributo fundamental de Mariana Otero para a história da televisão privada em Portugal.
Reaparição de Luiz Pacheco
Quando o Luiz Pacheco esperava a morte num lar no Príncipe Real, em Lisboa, fiz-lhe uma entrevista que a revista do Público fez o favor de publicar, dando honras de capa ao mal-escrito (i.e., ao maldito, na sua própria e justíssima definição). Depois disso, passei a visitá-lo regularmente, a cada vez levando-lhe as suas bolachas predilectas: as araruta, que ele adorava, e podia comer à vontade, e que eu procurava identificar em diferentes lojas, versões e receitas, um jogo prazeiroso porque eram difíceis de encontrar. Bolachas antigas, para pessoas antigas, diziam-me os poucos que sabiam o que eram.
Uns meses depois de o Pacheco morrer, apareceu por esses dias na escada do prédio uma pequena arara que alguém acorrentou dentro de uma gaiola e que era estranhamente parecida com ele. A aparição seguia de perto uma outra de Fernando Pessoa, com que António Manuel Venda havia sido contemplado na parede da sua casa-de-banho – um lugar bom como qualquer outro para uma aparição. A mim coube-me o Pacheco, na forma dessa arara que passou uns dias no segundo andar, a fazer de porteiro do patamar, espreitando sem pudor os que subiam e desciam, sobretudo as mulheres.
A noite passada, num sonho maluco, voltei a ver o Luiz Pacheco, desta feita entretido a tratar das frutas e legumes da mercearia da Dona Joaquina. Fui lá comprar pão alentejano e eis que sou recebida pelo Pacheco, enfiado atrás do balcão da Joaquina como se fosse o seu lugar natural. Nem perguntei pela Joaquina, de tal forma me encheu de alegria o reencontro com o Pacheco. Perguntou-me se eu queria pão de Évora ou se preferia o da Vidigueira. Respondi o da Vidiguêra, perguntei como ia a morte, disse-me que era um descanso, quis saber da minha vida, disse-lhe que era uma canseira, despedi-me dele apertando-lhe as mãos esguias, aquilinas (de águia, lá está) como narizes e de unhas finas, e realmente muito parecidas com patas de ave.
1ª edição dos Encontros de Fotografia de Lagoa
Legados e Heranças

252.494.854 euros é quanto falta aos cofres públicos dos bracarenses. Se não me equivoquei na leitura do memorandum de conclusões, os encargos com parcerias várias (em que os investidores privados têm sempre lucro garantido) não estão contabilizados; algumas dessas parcerias (e respectivas rendas) valem durante 25 anos.
Postas as evidências, é lícito e justo que se refira que o autarca Mesquita Machado [37 anos de poder em Braga] teve, tem e terá um impacto directo na vida dos bracarenses num espaço temporal de 62 anos. Notável.
Um defensor do AO90 contra a simplificação da ortografia
Marcos Bagno é um linguista brasileiro e defende o acordo ortográfico (AO90) com a mesma frontalidade com que critica o “preconceito linguístico”. Acrescente-se que é um homem de esquerda, preocupado, portanto, com os mais desfavorecidos, que o são, também, por serem desfavorecidos em termos educativos.
Continuo a só encontrar defeitos no AO90 e sinto algum desconforto diante de algumas opiniões do autor brasileiro no que se refere à questão do preconceito linguístico. Esse desconforto é consequência de uma reacção, uma vez que o meu conhecimento dos textos de Bagno resulta de leituras dispersas e superficiais; um dia, poderei ter uma opinião sobre o assunto.
No que se refere ao campo ideológico, teremos, provavelmente, muito em comum.
Em Portugal, alguma esquerda tem defendido o AO90, argumentando que “a simplificação das regras de escrita [resultantes, depreende-se, do AO90] constitui (…) uma forma de democratização da língua portuguesa.” No Brasil, o Movimento Acordar Melhor defende que a simplificação ortográfica deve ir mais longe, sempre com o objectivo de facilitar a aprendizagem.
Confesso que, tendo em conta as minhas leituras superficiais sobre Marcos Bagno, esperaria dele uma opinião semelhante. Foi, portanto, uma agradável surpresa ter descoberto, no Facebook, que defende precisamente o contrário, com argumentação inatacável. O texto foi originalmente publicado na revista Caros Amigos e o autor resolveu disponibilizá-lo nas redes sociais. A seguir ao corte, está a transcrição. [Read more…]
Askatasuna!
E assim começa um processo revolucionário na Madeira. O regime jardinista que se cuide…
Histórias para embalar ovelhas
(Passos Coelho efectivamente avisou ao que vinha senhor deputado. O vídeo do Ricardo Santos Pinto é a prova viva disso mesmo…)
Duarte Marques, qual cruzado passista, continua a usar do seu espaço gentilmente cedido pelo Expresso para simpáticas lições de propaganda social-democrata, conhecimentos quiçá adquiridos na universidade de Verão lá da jota, ora louvando Passos Coelho, ora veiculando falsidades, o que no fundo também se enquadra no acto de louvar o primeiro-ministro, esse exímio contador de mentiras.
Opinião de um pai sobre a chamada avaliação de professores
O texto de João Fraga de Oliveira no Público de hoje merece uma leitura atenta, pelo que revela de poder de síntese e de sensatez. Eis o título: “Avaliação de professores: o “politiquês” em discurso directo?”
Vale a pena relembrar que a Educação não é um problema exclusivo dos professores, mas da sociedade. Vale a pena, ainda, relembrar que os problemas dos professores são, também, problemas da Educação e, portanto, da sociedade. Coisas fáceis de perceber, independentemente da área ideológica que se frequente.
A propósito de coisas fáceis de perceber, ou seja, a propósito de bom senso, realce-se e releia-se a seguinte proposta de João Fraga de Oliveira: “Apesar de ser controverso (qualquer candidato a professor é titular de inerente licenciatura, para o que aí, na universidade, deverá ser exigentemente avaliado), é de admitir que, para o início (e não já depois de vários anos) do exercício de uma profissão tão socialmente responsabilizante e responsabilizável como é a de professor (ainda para mais vinculado ao Estado), deva haver um processo (e não só, necessariamente, uma mera prova escrita) prévio de avaliação/integração, visando efectivamente garantir “conhecimentos e capacidades” fundamentais para o desempenho de tal profissão, tão fulcral do (no) ensino esta é.” (perdoe-se-me o abuso do bold, mas, repito, o bom senso merece ser realçado).
Claro que privatizar sem travões fica mais barato
No Metro de Lisboa um comboio não travou.
Propaganda e Circo
Os académicos do regime, da blogosfera à comunicação social financiada pela direita militante ou outras clientelas, têm explorado à exaustão o suposto murro na mesa de Passos Coelho que recusou, apos suposto pedido de Ricardo Salgado, uma intervenção do estatal no banco que alguns dos seus correligionários tomaram posteriormente de assalto, quais Armandos Varas enviados por Sócrates para o BCP. A tal comunicação social que a propaganda refere como sendo de esquerda, apesar de controlada por homens da direita liberal, tem feito das tripas coração para beatificar São Pedro da Tecnoforma e a sua coragem sem paralelo de tirar o tapete ao banqueiro caído em desgraça. Apenas e só quando caiu em desgraça, algo que ilustra bem a coragem do indivíduo.
Já que de religião falamos, venha o Diabo…
Não simpatizo com Estados religiosos. Cristãos, Judeus, Árabes ou outros, plasmam na Lei a fé ou doutrina da maioria da população, sem respeitar o Direito à diferença e Liberdade dos restantes indivíduos. Foi sempre assim ao longo dos tempos…
Sobre o conflito Israelo-palestiniano, sem apoiar qualquer dos contendores, deixo o meu ponto de vista.
Israel é um Estado Judeu. Tem no mínimo o mesmo direito à existência que Estados islâmicos como Irão ou Arábia Saudita. O não reconhecimento do Direito à existência do Estado de Israel, implicaria uma intervenção da ONU no sentido de desmantelar os Estados religiosos. Todos eles, não apenas os monoteístas… Solução em que não acredito, pois significaria a perda do direito dos povos à sua autodeterminação. Não é aceitável qualquer ordem ou polícia mundial.
Os cidadãos de Israel ou de qualquer outro lugar no mundo, têm direito a viver em paz e segurança. Muitos dos que contestam o isolamento a que Israel condenou os habitantes de Gaza, já esqueceram as quase diárias explosões de criminosos bombistas suicidas a soldo de fundamentalistas, em cafés, autocarros ou praças, servindo os intentos de organizações terroristas. Os muros, passes e postos de controlo puseram fim a tal barbárie, intolerável no século XXI. A consequência foi condenar um povo à pobreza e exclusão. Muitos estão a pagar pela loucura de alguns, mas a sociedade israelita assim o exigiu, sair à rua em segurança é um Direito.
O Hamas insiste em lançar rockets sobre Israel, nunca reconheceu o Direito à existência do Estado Judaico, ao mesmo tempo que luta por estabelecer na Palestina um Estado que a existir iria praticar a Sharia. Lamento, mas por mais que custe isso não representaria qualquer avanço civilizacional, mas seguramente um retrocesso. O que por si só não absolve Israel dos crimes que diariamente pratica. Uma coisa é controlar fronteiras e defender território. Outra bem diferente é o sistema de apartheid que existe no seu interior. Porque Judeus e Palestinianos não têm exactamente os mesmos Direitos em Israel. Mesmo que ali nascidos, cidadãos honestos e trabalhadores. E disso poucos falam.
Falar em bons e maus, preto ou branco, neste conflito é um pouco difícil…
o Banco do regime
-Sobre os restantes era mais ou menos expectável, mas nem o PCP foi excepção…
Francisco Martins, 1946-2014
Gaza: «Muito gostam os políticos de pregar a reconciliação divina
e de rezar juntamente com o Papa, transferindo para os ombros de Deus a responsabilidade pelo estabelecimento da paz.» Alain Finkielkraut sobre o conflito israelo-árabe e o futuro dos judeus na Europa.
postais da ria (7)
Música da semana – II
-Já com alguns anos de carreira, a londrina Lily Allen é a minha escolha da semana.
Já faltou mais para o Estado
ter de resgatar o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias. A Controlinveste quer vender os edifícios históricos onde funcionam as redacções.
Ninguém para a Guiné Equatorial!
Ou Ninguém *pára* a Guiné Equatorial? Bagão Félix ontem no Público.
Paris a arder

© Laurent Troude
Manifestação pró-Palestina em Paris (19 de Julho de 2014). Esta tarde, e embora interditada pelo Ministro do Interior, preocupado com o anti-semitismo, deverá haver outra. O Novo Partido Anti-Capitalista apela à mobilização dos parisienses
Manuel Pinho nunca existiu
Nem a Maria de Belém se meteu com o Espírito Santo. É preciso ter lata.

















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