Quanto custa acabar com o livre-arbítrio
É barato, para garantir uma nação de gente sem voz.
Evidentemente que os professores e funcionários do privado não poderão dizer mal de quem lhes enche (pouco) os bolsos, nem que seja a prestações e contra emissão de recibos verdes. «Pelo menos trabalham, nem todos se podem gabar do mesmo».
Já nem falo daqueles cujos bolsos e cujas panças se avolumam cada vez mais.
Falta colocar as fotos de ppc e de acs nas paredes das salas de aulas dos colégios…
Adeus, Pátria e Família.
E agora, para algo completamente diferente
Inocência ou estupidez? A ver se esquecemos um bocadinho toda a perfídia que nos rodeia…
Novamente os vídeos pornográficos da professora
Isto começa a ficar complicado – então agora o MEC publica uma portaria para empurrar os profs pela porta fora e o pasquim do país vem logo dizer que os pais estão em choque com a senhora que andou a contribuir para a cultura lusa? Não me parece bem este aproveitamento parental da legislação publicada e, logo assim, em cima da hora?
A professora nem tem tempo para se vestir.
Vamos lá ver uma coisa – que Nuno Crato queira obrigar as professoras a participar numa espécie de factor X, parece-me uma perfeita estupidez, quase ao nível de um Rui Machete!
Agora, Nuno Crato, poderia, por exemplo, solicitar a realização de um vídeo a cada candidata a professora. Os serviços do MEC colocavam as realizações no youtube e os pais votariam na Docente mais adequada, segundo os critérios absolutamente rigorosos a definir pelo Bispo. Há ainda uma outra dimensão a considerar com esta proposta de seleção youtubista das Professoras – o MEC não precisava de se dar ao trabalho de contratar nem chulos, nem abutres!
O país vota sem segredos na candidata com melhores atributos! Depois, é só contactar com o José Manuel Fernandes e fazer um ranking!
Erecções a Gosto
Nada será como antes. Em Braga, o novo executivo municipal, e por proposta da CDU (contra a estátua), votou hoje a permanência ou remoção da estátua do cónego Melo de espaço público. A mesma havia sido permitida pelos votos maioritários do PS a poucas semanas do fim do último mandato de 37 anos de Mesquita Machado. Repetida a votação – por entre abstenções e ausências – de uma figura nada consensual na cidade, a decisão de manter esta estátua no espaço público abre o caminho a todo o tipo de manifestações “artísticas” nas ruas e praças da cidade.
Ora, considerando que não são claras nem unânimes as razões por que o prelado deva ter um monumento levantado num espaço público, não é de desconsiderar que, por exemplo, um grupo de cidadãos reclame igual direito de laudar na praça pública os seus heróis, os seus benfeitores, os seus ícones. Para quando, pergunto eu, uma merecida homenagem ao pato Donaldo, ao rato Micke, ao Pluto, ao Sandokan?
Deixo a minha visão © sobre o que poderia ser o louvor ao Picaxu no jardim de Santa Bárbara… Doravante… tudo é possível.
Provavelmente, o melhor golo do ano
O excelente golo de Matic, marcado ao F.C. Porto, durante a 14.ª jornada da época passada, é um justíssimo candidato ao prémio Puskas deste ano.
No dia 9 de Dezembro, serão divulgados os três finalistas. A ver, a rever e, principalmente, meu caro Matic, a repetir daqui a dois meses.
Post scriptum: Infelizmente, a organização chefiada pelo Sr. Blatter não permite que este golo seja apreciado directamente no Aventar.
A elegia do fascista
Querendo elogiar Álvaro Cunhal um salazarista compara-o a Salazar. Insulta os dois, mas deus, como não existe, distribuiu a inteligência e a cultura em forma de mijo: uns ficaram só com os pingos.
Marinho e Pinto: Por quem os sinos dobram
O ainda bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho e Pinto, escreve no JN sobre “O crime de corrupção jornalística (2)”.
Eu hesitei no título deste post. A dúvida foi entre “Eu sei o que fizeste no verão passado” e “Por quem os sinos dobram”. No primeiro caso por um conjunto de motivos que considero importantes para o caso: o facto de, pelo que vi escrito por um dos principais consultores de comunicação nacionais, Marinho e Pinto já ter exercido, no passado, funções na área da consultoria/assessoria de imprensa; por o autor do artigo do JN já ter sido jornalista; por saber que a sua revolta actual nasce da fraca adesão da imprensa aos momentos (supostamente) mediáticos da candidata que apoia e, relevante a meu ver, por ter apoiado Marinho e Pinto no passado na chamada “comunicação 2.0”.
Acabei por escolher “Por quem os sinos dobram” graças à semelhança entre Marinho e Pinto e o “Jordan” de Hemingway. AMP começou, cedo, a aprender a mexer em explosivos e não hesita, nem por um instante, em fazer explodir seja uma ponte, um simples veículo de quatro rodas ou mesmo um canídeo. Em suma, ele faz explodir tudo o que mexe. No caso em apreço: jornalistas, jornais, consultores de comunicação, consultoras, políticos, candidatos a tudo e mais qualquer coisa. Tudo corrido à bomba.
Maldita cocaína
Perante uma crise financeira duríssima (…), Portugal vai conseguir, assim como a Colômbia conseguiu ultrapassar a ameaça do terror e do narcotráfico – snifou Paulo Portas.
Não me apetece
Não me apetece isto. Não me apetece mesmo. Da mesma forma que cumprimentei ao entrar, cumprimento ao sair. Não me apetece. Não me apetece a condescendência, que me irrita tanto. Sou a favor do insulto claro e limpo, do confronto de ideias, da luta das palavras e de tudo o resto, mas não me apetece. [Read more…]
Cunhal, Papel Químico de Salazar
Cunhal foi-nos perigoso na sua servil e irredutível fidelidade à URSS e depois, com o passar do tempo, transformou-se apenas em mais um venerável e inócuo idoso pré-mumificado, ainda carismático, coerentemente petrificado, enquanto a URSS desaparecia e ficavam apenas as deletérias cinzas dela, milhões de mortos, presos políticos, silenciados, estrangulados nas liberdades mais elementares. O Político falhara. Surgiu o Artista. Avultou o Romancista. E esses são para amar e venerar, sem lentes nem peias, porque é sobretudo a humanidade, mais que a fria postulação política, a manifestar-se. [Read more…]
O Wando da blogosfera
S. Martinho tomado de repulsa e pena
Na Lenda do S. Martinho, versão MRP, o pobrezinho não só não leva nem um terço da capa, como ainda tem de ouvir o S. Martinho a gritar-lhe, do alto do seu puro-sangue de Alter do Chão:
– Ouça lá, levante-se já daí e pare imediatamente com essa falta de civismo. Não vê que tá a irromper e a perturbar o trabalho das pessoas que tão a tentar governar o país?!
E em sinal de aprovação divina, no céu irromperia um magnífico sol de Outono, ideal para um fim de tarde com um cocktail na esplanada do BBC, sei lá.
Braga, Cidade Medieval
A dita terceira cidade de Portugal regressa à Idade das Trevas.
O Álvaro vende bem
Álvaro Cunhal vende bem, dentro e fora da www. Na passagem do centenário do seu nascimento, não faltam artigos que valem cliques que valem publicidade, como não faltam livros sobre livros sobre diz-que-disse Cunhal.
No vídeo acima, Odete Santos é clara e desmonta os mentiras que este livro contém. Não faltam convidados para falar de Cunhal como frio, calculista, sectário. Um monstro, ao que parece, e a quem a ideologia dominante não perdoa o carisma, a simpatia popular de que gozava e a admiração que alguns, mesmo adversários, lhe tinham. Não podem, que os tempos não são fáceis quando o tempo prova que o PCP teve razão antes de tempo, sobre o euro, sobre a UE, sobre as políticas desastrosas de PS, PSD e CDS que levaram o país a um estado de não Estado.
Nos dez minutos do vídeo acima, Odete Santos arrasa autor e imprecisões do livro. Talvez por isso sejam poucos os militantes do PCP convidados para falar nas apresentações dos muitos livros que foram e serão lançados em torno de Cunhal: [Read more…]
Matrículas por sorteio puro
Agrada-me a ideia do João:
Para todos os efeitos tal obrigaria a um sistema de matrículas único. E aí está o argumento com que deve ser confrontado a partir de agora Nuno Crato: cheque-ensino? vamos a isso, mas incluindo a obrigatoriedade de as escolas aceitarem aleatoriamente os alunos candidatos à matrícula, sem qualquer possibilidade de selecção humana. Depois veremos como ficam os rankings e quantos colégios aceitam jogar de igual para igual com as escolas públicas.
Num comentário a um post anterior sobre este tema alguém questionava qual seria o problema deste tipo de informação ser tornada pública:
Os pais, se puderem, colocam o filho na escola que melhores garantias de futuro lhe dá. Sinceramente, nunca entendi esta polémica toda que todos os anos se verifica com os rankings. Desde quando ter informação é algo de negativo? [Read more…]
Para que serve um ranking das escolas?
Imaginem uma lista ordenada da exposição solar das casas portuguesas. Sem ninguém se rir, misturavam-se as viradas a norte com as orientadas a sul, as do Algarve com as da Beira Alta, e proclamavam-se as virtudes e defeitos dos arquitectos que tivessem obtido mais luz natural na sala de jantar. Esta modalidade de comparar o incomparável, e ainda por cima premiar os vencedores com publicidade completamente gratuita, existe em Portugal.
Aquela que será provavelmente a maior fraude jornalística da República nasceu por pressão de vários chico-expertos, encabeçados por José Manuel Fernandes, um jornalista de causas, da Voz do Povo a porta-voz dos Belmiros e neste caso do negócio dos colégios. Falo da entrega pelo Ministério da Educação ao belo prazer da comunicação social de dados respeitantes aos resultados dos alunos do básico e secundário, convenientemente manipulados em tabelas a que chamam ranking das escolas portuguesas. [Read more…]
Actualização: *impato

Paul Cézanne
A pedreira de Bibémus (http://bit.ly/1bhb2GZ)
Sim, em princípio, serão dezasseis (16) os *impato ocorridos no Diário da República desde 22 de Março deste ano — trata-se de resultados preliminares, podendo sempre haver alguma ocorrência escondida, mas, na devida altura, apresentarei os resultados definitivos e aproveitarei para actualizar a tabela da página 6. Se me perguntardes o porquê de me referir a ocorrências de *impato (16) de 22 de Março de 2013 até anteontem, responder-vos-ei: pois, evidentemente, porque foi no dia 21 de Março de 2013 que o ILTEC nos garantiu
o AOLP90 já foi quase plenamente aplicado, como o Estado determinou, sem problemas de maior [Read more…]
Esvaziar porque sim
Isabel Mões
Por todo o País fecham ou irão fechar tribunais, escolas, centros de saúde, repartições de finanças e por ai adiante. Estima-se por exemplo que no distrito transmontano fechem entre onze a catorze repartições de finanças a que se somam mais onze no distrito de Évora e por aí fora. Ainda esta semana aparecia nas notícias o fecho das finanças e do tribunal em Nisa fazendo os seus moradores deslocarem-se até Portalegre para resolverem o mais básico dos assuntos.
Em distritos envelhecidos e sem uma rede de transportes que supra as necessidades das populações percebemos o que significam todos esses fechos. Para quem viveu como eu no Alentejo sabe o que é ser servido por um autocarro de manhã e outro à noite, e por isso não preciso de dizer mais nada. [Read more…]
Murros no estômago
Ontem à tarde, numa mercearia de Campanhã, zona oriental do Porto, o merceeiro comentava que, nos muitos anos que ali leva, perto da escola secundária, estava habituado a ver os miúdos passarem à sua porta sempre satisfeitos quando não havia aulas. Ontem, dia de greve, passavam quase todos cabisbaixos. A cliente quis saber porquê.
– Acho que é porque a cantina está fechada.
Já ninguém disse mais nada.
O desemprego visto pelo jotinha
De toda a estupidez, servilidade e desonestidade que poluem violentamente a quase totalidade da nossa Assembleia da República, nada me irrita mais do que os jotinhas pró-austeridade que fazem o papel de caixinha patética de ressonância dos patrões dos seus patrões. Irrita-me porque são jovens, irrita-me porque acham que falam em nome dos jovens e irrita-me sobretudo porque são a prova de que a classe política insiste na incapacidade de se renovar e continua a produzir lixo, carreiristas e lambedores de botas à custa do erário público. Estranho conceito de mérito.
Dei com o chefe das camadas jovens laranjas, um rapaz caro de manter num pais sem dinheiro para pagar salários, a falar sobre o desemprego em Portugal. Ver um jotinha, principalmente um que exerce funções de deputado, a falar sobre desemprego, causa-me sempre alguma confusão. Fica no ar a sensação de não saber muito bem do que está a falar. Não só porque nunca esteve desempregado, mas principalmente porque joga num campeonato diferente no que toca ao acesso ao emprego, já que fez a sua carreira nos corredores da jota, serviu as pessoas certas e agora é mais um deputado sem experiência nenhuma para o ser apenas e só porque a meia-dúzia que manda no PSD o escolheu para o lote de “seleccionáveis” no qual os partidos políticos nos permitem votar.













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