The Bela Arte

Um filme ondulado. Realizado pelo ex-Aventador Gustavo Carvalho. Passa hoje no Porto no velhinho Cinema Nun’Álvares, pelas 22h15. Quem quiser ir ver, é só enviar mensagem privada para a página do Facebook do filme, para reserva de bilhete. Bilhetes a 5 euros. Não se arrependerão. Poderão é sair enjoados com tantas ondas eh eh.

Gayteiros Galegos

Festividades de Sexta-feira: Músicos de Toledo.

A desobediência que se impõe

Pois é Carla, parece que não é só no preço da electricidade que Portugal lidera o ranking. Aparentemente, também somos líderes no que diz respeito ao preço da gasolina, ultrapassados apenas pela Grécia, Itália e 4 outros pobres países.

Tal como a EDP, a GALP também não se depara com dificuldades financeiras e também distribui dividendos milionários aos seus accionistas, à custa de um preço asfixiante que é cobrado aos portugueses através da imposição de um dos cartéis mais poderosos e protegidos do país.

Como disseste, e bem, “Quando a lei é injusta, a desobediência impõe-se”. Até quando estaremos dispostos a ser submissos? Será que algum dia seremos capazes do nos insurgir verdadeiramente contra a elite que nos comanda? A desobediência impõe-se mas insiste em não sair do armário.

Duo olho negro

duo olho negro

(composição retirada do Face sem autor conhecido)

Um dia de trabalho…

Teaser Nazaré (bruto) from SpinFilmesPortugal on Vimeo.

Aula de língua portuguesa

A privatização das escolas é mesmo para os capitalistas empreendedores, aprendam a ler com quem ensina.

Info

O governo americano elogiou a prontidão, quantidade e qualidade dos dados e informações com que os fiéis e veneradores governantes portugueses têm prestimosamente obsequiado os serviços secretos dos EUA. É isto. Com este governo, até os elogios metem nojo.

De volta em volta pelo Porto 1

Dei por mim a revisitar a minha cidade a meio deste Verão, no calor de Julho e de Agosto. Tenho o privilégio de sempre ter vivido na parte ocidental do Porto, junto ao mar e ao Parque da Cidade, onde passei a fazer toda a minha vida desde há seis anos, espraiando-me também pela orla marítima, para norte e para sul, e pela fluvial, e deixei quase por completo de ir ao centro, o que acentuou esta minha necessidade de revisita.

Comecei pela “nova” baixa, mas não me fiquei por lá.

As antigas ruas do centro, velhas cinzentas e despidas de interesse, mesmo as mais comerciais que sempre tiveram vida própria, embora que só durante o horário de funcionamento do comércio ou dos serviços, ganharam vida nova. Por todo o lado florescem  bares, restaurantes, esplanadas e até uma nova praça, e milhares de turistas, aos pares ou aos magotes, cirandam por ali, dando um colorido e uma alegria que eu só vira nas cidades modernas e evoluídas. Os autocarros turísticos, descapotáveis e apinhados de gente, polvilham a cidade com o seu colorido.  [Read more…]

fotocycle [101] twilight

Ver e amar tudo, pedalando e fotografando.

Porto – 13h00 – Rotunda da Boavista

Concentração em frente à EDP em solidariedade com os moradores do Bairro do Lagarteiro.

Victo Ngai

Victo Ngai. Muito bom.

A escuridão não tapa a miséria

Mais de 100 pessoas, estavam já pela meia noite, à porta do Centro de Emprego de Portimão.

Mais de 100 pessoas estavam já, pela meia-noite de hoje, à porta do Centro de Emprego de Portimão. (daqui)

Podemos apagar a luz para não ver a realidade, podemos dar-lhe voltas e olhar para o país com um milagre económico, como Pires de Lima fez ontem, descaradamente. Podemos ver as gargalhadas da ministra swap no Parlamento e, às vezes, achamos mesmo, mesmo, mesmo que vivemos num país diferente. Mas a realidade é como as baratas, sobrevive a tudo e, mesmo mascarada, entra-nos pela porta dentro com estrondo. [Read more…]

Laurie e Lou

«Aos nossos vizinhos: Que belo Outono! Tudo cintilante e dourado e toda esta suave e incrível luz. Água em torno de nós. Lou e eu passámos muito do nosso tempo aqui nos últimos anos, e muito embora sejamos gente da cidade, esta é a nossa casa espiritual. Na semana passada, prometi ao Lou tirá-lo do hospital e regressar a casa em Springs. E conseguimos! Lou era um mestre em tai chi e passou os seus últimos dias aqui a ser feliz deslumbrado pela beleza, o poder e a suavidade da natureza. Ele expirou no Domingo de manhã a olhar para as árvores e fazendo o famoso exercício 21 do tai-chi apenas com as suas mãos de músico movendo-se através do ar. Lou era um príncipe e um guerreiro e eu sei que as suas canções acerca da dor e da beleza no mundo repletarão muitas pessoas com a incrível alegria e o prazer que ele mesmo sentia pela vida. Viva para sempre a beleza que vem sobre, através e para cada um de nós.»

Laurie Anderson

Precisa-se de electricistas

No país onde se paga a electricidade mais cara da Europa, a EDP cortou hoje, com o apoio da polícia, o fornecimento de electricidade no bairro do Lagarteiro, um dos bairros mais pobres do Porto. Dezenas de moradores com facturas em atraso, muitos deles considerados pelos serviços sociais da Junta de Campanhã como em situação de “emergência social”, ficaram sem luz, sem aquecimento, sem fogão para cozinhar, porque não podem pagar o que a EDP exige. Entre eles, havia gente com crianças pequenas e até, como mostra a reportagem da RTP, um deficiente motor que, a partir de hoje, deixa de poder recarregar a cadeira de rodas eléctrica.

“Electricidade mais cara da Europa” não é figura de estilo nem recurso demagógico. É isto: [Read more…]

Lápis azul

no museu!

Aprender matemática

Há duas maneiras de fazer a coisa, sim, essa, a complicada: M-a-t-e-m-á-t-i-c-a!

Uns pensam uma Escola Pública que é de todos e para todos! Outros terão da Escola Pública uma visão diferente. No que diz respeito à matemática a visão não poderia ser mais diversa:

– David Justino faz uma opção.

Mas há outras!

As “*atividades inspectivas”: um Guião da cacografia do Estado

Depois de ter partido sem resolver o problema, Paulo Portas acaba de contribuir para um terrível golpe desferido no sonho que alguns persistem em manter acerca da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990. Por seu turno, se Paul Krugman soubesse português e tivesse lido o Guião ontem apresentado, os parágrafos de John Taylor seriam relegados para o segundo posto.

Efectivamente, fazendo um pequeno apanhado de co-ocorrências presentes neste Guião

  • acção (p. 32) e ação (p. 39)
  • adopção (p. 10) e adoção (p. 110)
  • aspecto (p. 12) e aspeto (p. 72)
  • activo (p. 55) e ativa (p. 84)
  • actividade (p. 8 ) e atividade (p. 69)
  • actual (p. 11) e atual (p. 81) [Read more…]

Postalinho de Barcelos (10)

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“Menos vinho não lhes fazia mal”

“Qual Governo? (…) Existe um bando de meninos, a quem os pais vestiram casaco como para um baptizado ou um casamento”.

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I Know Just What’s Missing On Your Mantlepiece… A Dictator!

I Know Just What’s Missing On Your Mantlepiece… A Dictator!.

Eu quero o meu PAI!

Sabemos todos que nada acontece por acaso e quase sempre, o que parece, não é!

Mas o que interessa isso perante a vontade expressa deste puto em continuar ao lado do Santo Padre?

Gosto da boa onda que Papa Francisco trouxe ao mundo!

Chantagem para ovelhas e outros tipos de gado

Podia estender-me horas (linhas) a fio sobre este mentiroso compulsivo em quem já só algumas ovelhas acreditam. Mas vou apenas focar-me em mais uma pérola com que este metafórico monte de merda hoje nos brindou.

Diz Pedro Passos “Tecnoforma” Coelho que o Governo pretende “baixar os impostos de forma permanente” mas que tal não será possível caso nos desviemos do “caminho de redução e controle de despesa” previsto no OE14. E, entre lirismos sobre o “momento da verdade” ou o “passaporte do país para o seu futuro pós-troika”, Passos Coelho atira a bola para o lado do PS pedindo compromissos a médio e a longo prazo para garantir que o povinho continua a pagar a crise que Passos se esforça todos os dias por nacionalizar.

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Vende-se

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Afinal quem é o presidente da junta?

O mistério da campainha incendiada, uma queixa-crime, a junta encerrada. Histórias (patéticas) do meu bairro.

Debate sobre o Orçamento do Estado em directo?

Óptimo. Quando se discutir a redacção do Relatório, avisem-me, sff.

Vou abrir uma escola nova

Aluno-tipo da minha futura escola

Aluno-tipo da minha futura escola


Entusiasmado com a proposta de Paulo Portas para a reforma do Estado, decidi abrir uma escola nova logo que possível. Já falei com alguns dos meus colegas – só quero os que dão melhores notas – e já estabeleci algumas regras básicas.
Na minha escola, só entrarão os melhores alunos. Média de 4 pelo menos. Alunos com nível 3 borda fora. Penso que a lei vai permitir, certo? Afinal, pelo que percebo, isto vai ser uma espécie de contrato de associação como nos colégios.
Espero que o Estado não boicote o meu projecto. Seria inconcebível! É que os nossos filhos devem poder escolher a escola, mas ninguém garante que a escola os escolha a eles. É assim que deve ser e não podia ser de outra forma.
Acho que vai ser um sucesso. Daqui a 3 anos a minha escola vai estar no topo dos «rankings»!

Recusas

A recusa do diálogo com a Troyka. A higiene. O mimo. O tau-tau. O eu-choro.

PT

A PT vai mudar de nome. É razoável. Com as suas sedes na Holanda e, agora, no Brasil; com o seu capital dominado por investidores brasileiros, angolanos e outros, nomináveis ou inomináveis, a permanência do nome Portugal na designação da empresa aparece como uma anedota amarga. Faça-se, pois, a excisão

A gaiola sombria

Motivos profissionais trazem-me, vezes sem conta, a esta “gaiola dourada” que é o Luxemburgo, um pequeno país onde toda a gente parece transbordar dinheiro e iPhones. Um paraíso do consumo em massa onde, ao contrário de Portugal, existe muito estado social e pouco sol.

Até há bem pouco tempo, o Luxemburgo era um oásis para emigrantes de todas as nacionalidades que procuravam uma vida melhor. A maior comunidade no país é a portuguesa (estima-se que sejam cerca de 90 mil – aproximadamente 16,4% da população total – números que não terão em conta todos aqueles em condições ilegais e os milhares já naturalizados luxemburgueses) e a nossa presença faz-se sentir um pouco por todo o lado: em cada esquina podemos ouvir a nossa língua, comer uma francesinha, beber uma SuperBock ou tomar um café decente, algo que não abunda por essa Europa fora.

Acontece que, como tudo na Europa, também o Luxemburgo está a mudar. Por estes dias, durante a minha habitual caminhada pós-jantar, deparei-me com algo que nunca tinha visto: na zona da Gare du Luxembourg (estação central da capital), dei de frente com um considerável amontoado de pessoas que, debaixo de um frio de rachar, por ali tentavam pernoitar. Vi pelo menos dois casais com crianças pequenas. Fiquei perturbado quando percebi que quase todos falavam português.

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Machete Já Sabia? Já. Nós também.

Paira no ar que o desfecho do tal processo do Departamento Central de Investigação e Acção Penal que envolvia o procurador-geral da República angolano, João Maria de Sousa, e que foi arquivado no passado mês de Julho, conforme se soube hoje, já seria do conhecimento do Ministro da Defesa, Rui Machete, confirmando a longa e sólida tradição arquivadora da nossa PGR.

Por isso Machete pôde pedir desculpas às autoridades angolanas, tranquilizá-las, minimizar o problema, falar, enfim, como falou, assunto arrumado. Se ele já sabia do arquivamento só agora divulgado, as autoridades angolanas também já deveriam saber, pelo que todo o folclore de amuo e mal-estar subsequente da cúpula angolana para com parte da cúpula portuguesa, que reagiu mal ao ajoelhamento de Machete e explorou a exposição mediática do caso por fugas de informação, foi apenas o reeditar de uma velha guerra que opõe duas linhas pragmáticas opostas de diplomacia portuguesa, oficial e não oficial, para com aquele Regime: uma, de hostilização directa de José Eduardo dos Santos e do seu CleptoRegime por parte dos nossos Partidos da Oposição, e quando na Oposição, especialmente o clã Soares, cujo filho João é ferocíssimo aí. Outra, de contemporização e estreita cooperação, isto é, de íntima submissão económico-financeira, com progressiva subalternização de Portugal aos interesses e investimentos angolanos, conduzida pelos nossos Governos, um após outro. Entre a bipolar liberdade de denunciar e necessidade de cooperar, portanto. Claro que em Luanda não há destas dicotomias. Só há uma voz e o seu inequívoco megafone, o Jornal de Angola. [Read more…]