Não se Arranja Aqui Uma Grevezita?

transatlanticoPorto de Lisboa prevê a chegada de 40.000 turistas até ao final de ano

Couratos, 1982

nenhuma sociedade democrática se pode manter se tiver como único horizonte a austeridade

Eanes.

Afinal quem foi engrolado?

A extrema-direita insurgente e blasfema acha que lhe caiu no sapatinho um Artur Baptista da Silva. Vai-lhes custar a entender como o presente estava envenenado.

Não querem contra-argumentar em relação ao que o homem disse (e que é de senso comum), tal como Pires de Lima comeu e calou num frente-a-frente televisivo  A festa surge porque podem atacar ad hominen, com razão, convenhamos, embora não tão extensível como pensei inicialmente em relação ao jornalista Nicolau Santos (um homem, que soube admitir o seu erro, coisa que nem sequer entendem, os fanáticos desconhecem a remota possibilidade de perderem a razão): a responsabilidade principal cabe a um desses clubes lisboetas onde se janta numa anglo-tradição de snobs, e pelos vistos um cartão de visita chega perfeitamente como credencial. Curiosamente não enrolou a Associação Abril, horror dos horrores, podia ao menos ser uma colectividade de Novembro,

Eu levo com o clássico argumento insurgente: faltam-me “uns rudimentos de economia”, e isto vindo de uma casa onde se confunde diariamente finanças e gestão com economia política e a ignorância sobre e História Económica e Social é crassa, esgotado o catecismo de Viena. De caminho levo com uma inovação vocabular, “engrupido“, seja lá o que isso for na língua em que foi imaginado. Nada de novo onde já me foi explicado que como professor de História do secundário não estava à altura dos doutos, por sinal ignorantes. [Read more…]

Não Cola, Patético, Mais Sacrifícios

pedro passos coelho
Palavras chave da oposição que temos a propósito da mensagem de Natal do senhor Primeiro Ministro, acrescidas da ideia mestra de não se dever renunciar ao pessimismo.

O caso das alegadas irregularidades que agora não interessam nada

Um sector sensível: um banco. Ainda por cima público. Ainda por cima o maior de todos.

Um administrador deixa o seu cargo.

Um jornal diz que o tal administrador saiu porque a administração optou por fazer de conta que não houve “denúncias de existência de ilícitos criminais praticados na década passada por directores em funções na instituição”.

Nogueira Leite

Seguem-se as cenas dos próximos episódios. Se os houver.

Instruções para o ano novo: o manual do perfeito grevista

chaplin

A greve é, só por si, um abuso, tal como o protesto, no fundo. A democracia e produtos derivados, aliás, devem permanecer num recanto da consciência e não devem ser exibidos em público, a fim de evitar atentados ao pudor.

O único grevista bom é, então, um grevista despedido, de preferência antes de chegar a pensar em fazer greve, porque isso já é, no fundo, uma heresia, um ataque à infalibilidade do governo e um desrespeito pelos nossos proprietários que só nos querem bem. E se o caminho for o empobrecimento de cada um de nós, há que aceitar, porque ínvios são os caminhos dos senhores e não nos cabe a nós alcançar os segredos da dívida interna.

Se, ainda assim, alguém sentir um impulso incontrolável por protestar ou por fazer greve, que saiba manter essa tara num recanto escondido do lar, longe na rua, longe, até, do cônjuge ou dos filhos. O cidadão responsável deverá fazer greve às escondidas, como deverá ser às escondidas que se dedicará às reprováveis práticas do onanismo. Aliás, num mundo ideal, em circunstâncias extremas, deveria ser normal a mulher bater à porta da casa de banho e perguntar, indignada, ao homem solitário: “Estás outra vez a fazer greve, grande porco?”

O grevista é, por definição, um milionário que ignora possuir uma fortuna. Assim, o grevista ganha sempre mais do que aquilo que é lícito e tem sempre mais direitos do que deveria ter, pela simples razão de que há sempre alguém que ganha menos, está desempregado ou teve papeira já na maioridade.

A greve deveria ser, no máximo, um direito reservado aos sem-abrigo, na condição de que estejam tão subnutridos que não tenham força sequer para balbuciar. O facto de não terem emprego faz deles, ainda, os grevistas ideais.

Felizmente, o nosso governo tem sabido contornar as maçadorias provindas de uma Lei cada vez menos Fundamental e antevê-se um mundo privatizado em que, por exemplo, os estivadores tenham medo de fazer greve. Já não faltará muito para que Portugal seja um paraíso semelhante à Coreia do Norte, graças à firmeza dos nossos queridos líderes.

Abreu Amorim vai passar a dizer que tem um primo muito alto que é polícia

… sempre que alguém criticar o governo. E vai chamar “feios” aos que não concordarem com ele. Bem feita!

Quem diz é quem é!

“Se aquilo que Manuel Martins quer para os ministros tivesse sido feito na Igreja talvez aquela desgraça intelectual hoje não fosse bispo…” (do facebook de Carlos Abreu Amorim).

A outra face do insucesso escolar

D. Manuel Martins diz que capacidades dos ministros deviam ser avaliadas

O natal das pessoas saudáveis

Dia de natal, sala de espera. Gente a chegar com cara de susto e de sono. Gente a cabecear nas cadeiras, a dormir sentado. Alguém comenta que no passado, não há tanto tempo assim, num dia como o de hoje estavam aqui muitas mais pessoas. O cartaz na admissão explica: são 20 euros por episódio de urgência. O cardeal de Lisboa celebra a missa na tv. Se eu estivesse em casa via um filme, comia uma rabanada. Tem-se fome e frio na sala de espera, mas não é que se tenha mesmo fome e frio, o que se tem é pena de si mesmo. O corpo pesa ao fim de umas horas, as cadeiras são duras e rangem, a vida parece sempre mais miserável.

“A luta mais importante na vida é contra a autocomiseração”, diz o bombeiro que entra agora pela porta automática. Não diz nada, é o meu sono ou a minha fome que me mentem. [Read more…]

Foi a malvada da Merkel

Deputados gregos votam contra investigação a lista de suspeitos de fuga ao fisco

O Café Mais Caro do Mundo – Crappuccino

O café mais caro do mundo é feito a partir das fezes da civeta (gato-de-algália).

Chama-se Kopi Luwac e uma chávena pode custar mais de 20€.

Ai se a moda pega por cá.

 

Natal, a festa da família

O espírito desta quadra, versão privatizações.

O futuro ao saque pertence

Natal é quando um Governo quiser.

Gays Podem Casar Mas Não Entre Eles

No que toca ao casamento, em França, não há discriminação dos homossexuais.

País está a discutir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Esquerdas pedem contas a Hollande

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Paris, 1981. Quando François Hollande era jornalista
(© Michel Clément/AFP)

Numa carta endereçada ao Presidente francês, quinze deputados pedem a François Hollande que responda à «aspiração legítima dos trabalhadores que votaram nele em melhorar as suas condições de vida materiais», exigindo que a agenda presidencial retome com urgência as questões do emprego e do poder de compra, colocando-as no mesmo plano prioritário das contas públicas e da competitividade, na senda da «grande reforma fiscal redistributiva anunciada por Hollande durante a sua campanha eleitoral.» Desemprego crescente, estagnação salarial, e dificuldades crescentes em chegar ao fim do mês com meios de subsistência – eis a vida da generalidade dos franceses, numa economia que em 2013 se prevê que entre em recessão. (fonte: AFP)

Para além dos números tortos, da imposturice e do cadastro criminal que preocupam tantos, o que Artur Baptista da Silva disse

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  • Que os efeitos devastadores desta crise replicam os resultados do programa anteriormente aplicado noutras partes do Mundo (e designadamente no Brasil), onde apenas gerou pobreza e subdesenvolvimento.
  • Que numa economia como a portuguesa, que de si já era frágil, o ataque que está a sofrer vindo de fora (com a diminuição do rendimento do trabalho, e os aumentos do desemprego, dos impostos, dos encargos sociais, do défice, e por fim, nessa cadeia recessiva, da dívida soberana), e em total contradição com o que foi prometido pelo programa de assistência, é o responsável pelos três milhões de pobres que contabilizamos já. “Uma população que está ao nível da indigência”.
  • Que os bancos se fizeram para ajudar os Estados e não o contrário. [Read more…]

Artur Baptista da Silva e o género humano

Ao cuidado do excitadissímo Miguel Noronha, a ver se aprende a discernir entre género humano e Manuel Germano: este não é o vigarista, mas apenas um megalómano, que ainda por cima embarretou o Expresso, o sonho de qualquer português honesto.

Os verdadeiros vigaristas, a quem não dedicou hoje dezenas de postadas, e que mexem com os nossos* bolsos, são estes:

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RTP Porto #4

Sabiam que em 2011, a reduzida equipa de produção rádio da RDP no Porto, (composta por quatro profissionais), produziu 801 horas de programas (média mensal de 66 horas e 45 minutos), correspondentes a programas regulares (diários e semanais) para a Antena 1 e Antena 3.

Acresce a esta, a produção regular e excepcional de conteúdos multimédia, para a Internet, e de programas especiais para as diversas antenas da RDP e de locuções de apoio para a RTP N/RTP Informação.

Bom Natal.

Passos Coelho na mensagem de Natal de há um ano

Queremos colocar as pessoas no centro da transformação do País.  (…) Uma sociedade que se preza não pode desperdiçar nem os mais jovens nem as pessoas que se encontram numa fase mais avançada da sua vida activa.”

Aldrabão por aldrabão, sempre prefiro o de cima

abs ppc

Feliz 1.º de Abril para todos!

Que Natal?


Ontem cansei-me de prazer, do meio da tarde até ao começo da noite, caminhando pelas ruas do meu Porto. De comboio até São Bento, depois subindo a 31 de Janeiro, com uma cena de ‘civismo’ a empatar o percurso do eléctrico, Santa Catarina, Aliados, Mousinho, Ribeira, e, para findar, travessia da Luíz I para o lado de lá, Gaia, que, na verdade é o meu lado de cá, onde um autocarro veio mesmo a jeito. Éramos seis. Filhas, esposa, irmã mais nova, sobrinho. Especámos a olhar para as montras das lojas mais tradicionais no Bolhão, os queijos, os Barca Velha, os frutos secos, os enchidos, um olhar à Charles Dickens. Não me foi pago o subsídio de desemprego, não há Natal.

Aritmética para mudar a história

“Porque apesar dos submarinos continuarem por ali, as barracas já não são nossas!”

O Natal cheira a fritos, cheira a fome.

 

Dos aromas mais presentes na minha memória quando me lembro do Natal da minha infância: o cheiro dos fritos espalhado pela casa. No dia 24 de Dezembro acordava invariavelmente com o cheiro dos fritos a dançar-me nas narinas, puxando-me para fora da cama. Era o único odor que conseguia encobrir um outro também muito marcante: o do cigarro matinal do meu pai.

Na manhã da véspera de Natal era o cheiro das rabanadas já fritas que reinava. A minha mãe levantava-se bem cedo para fazer as suas rabanadas, tão especiais que tinham que ser feitas antes que o meu pai saísse da cama. Tudo isto porque ele sempre detestou leite e recusava tudo o que era feito com leite. As rabanadas da minha mãe são especiais precisamente por serem feitas com aquele líquido… [Read more…]

Um Charlatão

Deu uma das entrevistas mais interessantes que ouvi nos últimos tempos. Pouco profissionalismo por parte de todos os que nem sequer questionaram a idoneidade do senhor? Pura ingenuidade? Ou o desejo, ainda que insconsciente, de fazer passar a mensagem? Não sei, mas gostei. Muito. Desde a entrevista ao caricato da situação. Parabéns, Artur Baptista da Silva!

Pode alguém ser quem não é?

Artur Baptista da Silva pode ser quem não é. Isso não muda uma linha do que disse e não vejo desmentido em lado nenhum. É uma ironia suprema que para alguém ter tempo de antena  dizendo a verdade sobre a crise tem de se fazer passar por detentor de um cargo na ONU que não existe.

Ironia porque Marcelo Rebelo de Sousa passou a vida a perder eleições, mas avalia semanalmente os que as ganham.

Ironia porque Marques Mendes não fosse a política nunca passaria de um modesto advogado minhoto, mas tem todo o tempo de antena para soltar o pior da intriga palaciana.

Ironia porque Medina Carreira mente diariamente sobre as origens da crise, ocultando o papel dos bancos e especuladores financeiros, mas sem contraditório pode continuar a disparatar à vontade contra a classe política a que pertence.

Para furar o bloqueio de mentiras com que se vende em Portugal a ideologia da austeridade, pelos vistos é preciso inventar um cargo. Quem ocupa o lugar de ministro das Finanças engana-se em todas as previsões, burla todos os dias a realidade, e não é por isso que é demitido. Estão bem um para o outro.

Site do CDS passou a apresentar o programa integral do governo

The server at www.cds.pt is taking too long to respond.

Aos da casa e a quem por aqui passa

Desejo-vos Boas Festas e aconselho seriamente a não abrirem a porta a Reis Magos: pode-vos sair o Gaspar na rifa!

Feliz Natal!

Uma Estalada Muito Bem Dada

A campanha “Papel por Alimentos”, lançada há um ano pelo Banco Alimentar Contra a Fome, recolheu mais de três mil toneladas de papel, que converteu em 300 mil euros em alimentos, mais prioritariamente leite, atum e azeite.

Felizmente as pessoas não se revêem nos comentários que por todo o lado escutamos ao longo do último mês.

Mistério: Quem é Artur Baptista da Silva?

Alguém com esse nome (será verdadeiro?) deu uma longa entrevista a Paulo Tavares da TSF na qualidade de coordenador de um programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.  E antes disso ao jornal Expresso e ao programa Expresso da Meia-Noite, na SIC-N.

A TSF  já veio esclarecer que “perante dúvidas surgidas ao início da tarde de hoje sobre a idoneidade de Artur Baptista da Silva“, vai retirar do site da estação o ficheiro áudio contendo a entrevista com o suposto economista supostamente ao serviço da ONU. Contactámos o jornalista da TSF, que informou estar a aguardar um desmentido oficial por parte das Nações Unidas (por que não veio antes?…). Certo é que o entrevistado, que tem um currículo que também ele suscita muitas dúvidas, tem também um discurso que, duma assentada, gerou muitos esclarecimentos relativamente à devastação dos países sob assistência financeira internacional.