Socialistas de capacho

A Grécia devia ao mercado, ou seja, aos bancos que acharam uma boa oportunidade de negócio emprestar aos fidelíssimos governos do Pasok e da ND.

Quando a coisa correu mal, com governantes ao nível dos nossos era de esperar, os governos dos países desses bancos correram a emprestar para que essas dívidas fossem saldadas, aos seus bancos. Em troca exigiram aos gregos o inferno.

Agora dizem que a Grécia lhes deve dinheiro. Eu diria que os bancos que salvaram lhes devem qualquer coisinha, e os governantes-actores desta benemerência, uma clara intromissão do estado nos mercados e na livre concorrência, puro socialismo, pelo menos uma explicação aos seus eleitores. A Grécia deve sim, a si e aos outros, a obrigação de mudar de governantes.

Repetir o contrário, é mentir, aldrabar, numa palavra: servir de capacho aos bancos. Cada um limpa os pés a quem lhe apetece, mas um pouco de pudor não fica mal a ninguém.

 

E o ex-ministro do ambiente era…?

É tudo bons rapazes, eu sei, com tendência para a honestidade e para a verdade só comparável ao Grilo Falante gritando conselhos ao Pinóquio.

No entanto – e vale o que vale- um senhor inglês, daqueles que não hesitam entre lucro e ética, disse hoje em tribunal que outro senhor inglês (daqueles que não hesitam entre ética e lucro) lhe disse que um ex-ministro do ambiente recebeu uns trocos ilegais em troca da licença ambiental para a construção do Freeport em Alcochete.

Eu, que tenho fraca memória, bem puxo pela cachimónia e não consigo descortinar quem possa ter sido tal aventesma. Um ex-ministro desonesto? Em Portugal? Deve ser da tal lendária mania de superioridade inglesa. Mais um bocado e ainda dizem, fleumaticamente, que o dito cujo chegou a primeiro ministro.

Dou um doce, dos grandes, a quem me disser o nome de um único ex-governante português desonesto e, em particular, do tal ex-ministro do ambiente. Têm cá uma lata, estes ingleses!

Amar Portugal

Fartos de misérias e miseráveis, temos sede de palavras e pessoas que nos inspiram, nos atiram para a frente e nos ajudam a ver claro e positivo.

«Amar Portugal», escreveu ontem João César das Neves no DN:

Ainda há muita gente que ama verdadeiramente Portugal. Ama-o, não por ser grande e próspero, não pelas suas obras e feitos, não omitindo fraquezas e misérias. Ama-o por ser o que é. Ama-o por ser nosso. Ama-o por ser aquilo que somos.

Hoje é preciso dizer isto, pois o que se ouve é precisamente o contrário.

Eu também amo Portugal.

A resposta do ano

Boa noite, Sou jornalista do Semanário Sol e estou a fazer um artigo sobre a morte da Donna Summer. Gostaria, se possível, que me explicassem porque é que ela é considerada um ícone gay e de saber em que medida a música dela influenciou a vossa discoteca.
Aguardo resposta.
Obrigada.
Cumprimentos,
Rita Osório.

Resposta do Trumps

Pergunte ao seu Diretor que é a pessoa que melhor sabe analisar o fenómeno gay no Mundo inteiro a começar na FNAC do Chiado.

Publicado no Facebook da Trumps

os putos

Crato é a tua vez!

Professores de Gaia vão sair à rua contra os MEGA – AGRUPAMENTOS, em defesa da Escola Pública.

Experiência certificada

Asfixias e Bois Infinitos

Asfixia dos milhões abichados em comissões políticas a apunhalar Portugal, ó Infinito Boi. Essa memória de barata não retém as ameaças e pressões infinitas do inexcedível filho da puta parisiense, pressões sobre jornalistas no sentido de tentar condicionar a informação, telefonemas ao Expresso, ao Público de José Manuel Fernandes; perseguição cretina e contumaz a António Balbino Caldeira; pressões através do telefone para alterar a linha editorial da TVI, alterando também a jornalista Manuela Moura Guedes e o marido para a Ongoing; pressões para a não publicação da matéria relativa à Licenciatura Nula, ao Freeport; pressões sobre o rei de Espanha por causa da Prisa; pressões de António Costa, no dia da prisão do deputado Paulo Pedroso; pressões de Jorge Coelho no seu tempo de ministro; sonegação de dados e pressões sobre o Tribunal de Contas a propósito das PPP, enfim, putices infinitas do filho da puta parisiense. Comparado com isto, Relvas é um ingénuo menino de coro.

Hoje dá na net: Stephen Hawking – Uma Breve História do Tempo (1991)

Adaptação de Uma breve História do Tempo, com argumento do próprio Stephen Hawking, de quem no fundo é uma biografia.

Legendado (clique em CC para activar). Ficha IMDB.

Banksy volta a atacar, desta vez o trabalho infantil

Um génio é um génio e chama-se Banksy. Fazendo bandeiras para a festinhas da rainha. Ah, o império globalizado é tão bonito…

via Street Art Utopia

A diferença


Cavaco Silva está de visita a um país recentemente independente pela força e vontade do seu povo. Um país que Portugal abandonou aos invasores. Em Timor faltam estradas, casas, empregos, hospitais e medicamentos, comida, sapatos e roupa para os seus habitantes. Timor possui um Fundo do Petróleo, um “pé de meia” precioso para o desenvolvimento.
Oficialmente, o cavalheiro 23%, consumidor de dezassete milhões e quinhentos mil Euros anuais – fora os “outros comensais” na retraite e o resto que não sabemos -, decidiu-se a uma visita de cortesia para saudar o novo Presidente da República de Timor-Leste, Sua Excelência Matan Ruak, herói da libertação nacional. Essa é a desculpa oficial para a ausência, mas certa, certa, foi a sugestão a tresandar a pedinchisse que me deixou vermelho de vergonha. Como se atreve a fazê-lo, quando foi ele próprio que não soube administrar o equivalente a dezenas de frotas de naus carregadas de pimenta, charões, lacas e porcelanas da China e ouro e diamantes do Brasil, desta vez sob a forma de Fundos da antiga CEE?
O video mostra toda a diferença. Imagens como estas jamais serão vistas em Portugal, nem que vão até Plutão arrebanhar todos os Cavacos, Sampaios, Soares, Tomases, Carmonas, Craveiros Lopes, Bernardinos e Almeidas que encontrarem. Nunca! Realmente, os poderes fécticos não são, nem podem ser eleitos. Basta de camarilhas.

O Coio

Toda a história recente de Duarte Lima vem dar esperança aos que desejam um Estado de Direito efectivo em Portugal. Seria fantástico rebentar com o coio dos habituais fortes que, em conluio com Políticos Venais e algum pessoal venal da Justiça, coleccionam milhões subtraídos ao Fisco, encaminham-nos para offshores, traficam influências, compram-se e vendem-se as consciências e a lealdade devida ao Corpo Nacional, traído e espezinhado. Riem-se da nossa miséria porque no-la vampirizam. O que se deve gritar é isto: deixem o juiz Carlos Alexandre trabalhar em paz. Dêem-lhe sossego, isto é, ponham, por exemplo, um Marinho e Pinto no caralho, em pousio dos media, impedido de perturbar com a habitual sofreguidão inconsequente em voz de catarro, impedido de agoirar. Chega de sugestões poeira para os olhos. Basta de bojardas selectivas, que nunca incluem a insuportabilidade dos ladrões sorridentes acoitados em Paris. Chega de meter o bedelho farronca e de espingardar à toa. Já basta a falta de nível contra a Ministra da Justiça, coisa inédita e insuportável. [Read more…]

A Saúde em Portugal

Serve este post para mandar àquele sítio a Saúde em Portugal!

Imagine-se numa cidade como Santa Maria da Feira…

Ao jantar, por algum descuido, engasga-se com um pequenino osso que não há meio de sair da garganta. Vai ao hospital: já não o atendem porque já passou da hora…

Mandam-no para o S. João no Porto. Não lhe resolvem o «pequeno problema»: é preciso fazer uma endoscopia. Entregam-lhe uma carta: «Vá ao Santo António»… Passa lá umas boas horas.

Há portugueses de primeira e de segunda. Há os que têm, não obstante o azar de engolir um corpo estranho, a «sorte» de viver numa grande cidade como o Porto ou Lisboa…O resto é paisagem…

Há horas para engolir corpos estranhos!!!

E há horas para se precisar de médico (em algumas cidades e vilas em Portugal).

Aviso: se não viver numa daquelas duas cidades, não fique doente pela sua saúde!

Carta do Canadá: Fugir ao dever

Que o pagar é certo,  diz o nosso povo.  E diz muito bem, como se verá adiante.
De vez em quando vou a Otava, a capital federal do Canadá, uma cidade pequena, com dois rios, toda rodeada de árvores e parques,  harmoniosa e linda, silenciosa e calma, que se destina a albergar o parlamento e o governo, bem como as representações diplomáticas dos muitos países que mantêm ligações com o Canadá. Há ali duas prestigiadas universidades, a  Univ.de Otava e a Carleton.  Na primeira é professor de Sociologia  Victor Pereira da Rosa,  homem de grande sabedoria e honestidade, com vasta obra publicada. Na Carleton, formou-se em jornalismo Dale Brazão e ali foi pescá-lo The Toronto Star, um jornal generalista nacional que tem um milhão de exemplares de tiragem diariamente.  Brazão, que é algarvio e veio garoto para estas terras, especializou-se em jornalismo de investigação criminal e é um dos jornalistas mais premiados do Canadá. No Supremo Tribunal, é juíza Maria Teresa Linhares de Sousa, nascida na Madeira, a única pessoa de língua portuguesa na magistratura canadiana. Um número apreciável de luso-canadianos trabalha nos departamentos governamentais. [Read more…]

Descubra o estudante do Técnico que há em si

grata superveniet, quae non sperabitur hora

Hor. Ep. 1.4.14

Os estudantes do Instituto Superior Técnico preparam-se para testar a excelente e reconfortante, mas tão esquecida, base doutrinária lançada por José António Pinto Ribeiro, um dos mais fervorosos apoiantes do Acordo Ortográfico de 1990 e segundo ministro da Cultura do XVII Governo Constitucional: “Ninguém será abatido, preso ou punido se não aderir às novas normas”.

Os estudantes do Técnico apresentaram uma moção com uma vontade muito clara: a de que “nenhum estudante seja prejudicado por recusar escrever segundo o Acordo Ortográfico”. Estão de parabéns os estudantes do Técnico e estarão de parabéns todos os estudantes que seguirem esta prática.

Descubra o estudante do Técnico que há em si.

Inteiramente de acordo

Que criaturas são estas, tão favorecidas pelo tempo, que ainda lhes sobra algum para se meterem na vida dos outros?

A ler Ricardo Lima no Insurgente.

Missão de resgate na Guiné-Bissau

Alguns contos de Dalton Trevisan, Prémio Camões 2012

Dalton Trevisan, escritor brasileiro nascido em 1925, em Curitiba, sucede a Manuel António Pina como vencedor do Prémio Camões.

Considerado o maior contista vivo do Brasil, conhecido como “O Vampiro de Curitiba” – título de um livro seu, mas que se tornou sua alcunha – Dalton Trevisan é avesso à exposição mediática e aos corredores da mundanidade.

Eis como o descreve Duílio Gomes:

“Seu nome: Dalton Trevisan. Seu instrumento de trabalho: o conto. Sua vítima: o leitor incauto. Sua meta: amedrontar, deliciando. Sua cara: pouco veiculada. Seu endereço: desconhecido. Seu diálogo com o público: um monólogo interior. Sua foto mais conhecida: a tirada por um repórter com teleobjetiva atrás de uma árvore emuma tarde de outono. Seu número de telefone: nem mesmo sua família sabe.” [Read more…]

O fantasma e a vizinha

Tenho uma vizinha que vive com um fantasma. Em certas noites, quando a lua está na posição ideal, e eu me assomo ao lado direito da varanda, e me debruço um pouco para fora (não é fácil espiar os vizinhos) vejo-a a pôr a mesa para dois. Anda num vaivém entre a sala e a cozinha, mas sem alvoroço, sem sinais de nervosismo, e isso começou por espantar-me porque não a imaginava assim, tão confiante. Na primeira noite voltei para dentro antes de que ele chegasse, envergonhada por estar a espiar a vizinha, mas não resisti a espreitá-la uma última vez antes de ir dormir. E foi então que o vi. Ou melhor, não vi, e assim fiquei a saber que ele é um fantasma.  [Read more…]

Roda Livre – Estafetas em Bicicleta no Porto

“A Roda Livre no trânsito em horas de ponta consegue vencer os outros veículos com uma “roda às costas”. Para nós, ruas de sentido único não são obstáculo, o estacionamento não é preocupação e passamos em todo lado. Não querendo mudar o mundo, é uma forma de incentivar as pessoas a andar de bicicleta pelo Porto, incluindo mesmo aqueles que dizem ser impossível!.” (via BiciCultura).

Música e poesia

    (adão cruz)

 Passei o dia a ouvir música

Passei o dia a ouvir música sempre a mesma alternando Madredeus e Erik Satie
Como foi possível parecerem-me tão semelhantes
Que percebe de sons este monocórdico espírito
Mas foi o mesmo o que produziram em mim a sensação amarga de ter atirado fora uma paveia de sentimentos [Read more…]

Trabalhadores Sortudos

Roubado daqui.

Até que enfim! Medidas para salvar o país.

Hoje dá na net: 25 de Abril – Uma Aventura Para a Demokracya

Documentário experimental no inconfundível estilo de Edgar Pêra, mais ao jeito de “remix”, com base nos arquivos do 25 de Abril. É um filme sobre o fim do fascismo e o 25 de Abril, visto a partir das ruas e dos rostos das pessoas. Mais do que mostrar a revolução militar, revela a adesão popular ao movimento. Imagens e sons do passado (a ditadura e a libertação) misturam-se com imagens e sons do presente (manifestações de apoio à independência de Timor).

Ficha IMDB

Em Coimbra, a noite é esta

 

Relvas está em pânico, nunca no mundo houve uma manifestação com tanta gente de preto, só podem ser Black Box.

Final da Taça – 1969 e Hoje

Diferenças e semelhanças.

Briooooooosa!

Em Coimbra o Bono entrou aos gritos: Briooooosa. Hoje, o nosso JJC anda pelas ruas da sua Coimbra a imitar o Bono. É para ele, para o nosso JJC, que dedico este vídeo:

Os mega-agrupamentos de Escolas – aulas longe do centro de decisão.

O Ministério da Educação e Ciência aproveitou a confusão Relvas, o diz que disse e não disse que pediu desculpas de uma coisa que afinal não tinha feito e tal…

E… Pimba! Eis os novos Mega-agrupamentos.

São muitas as questões em torno dos MEGA – AGRUPAMENTOS, mas para os menos entendidos nestas coisas da educação e das escolas públicas, importa explicar que estamos a falar sobre a gestão das escolas, isto é, dos antigos, muito antigos Reitores, agora Directores, que pelo meio foram Conselhos Executivos ou Directivos. Mas, fosse qual fosse o modelo, em cada escola “grande”, tipo “Preparatória ou Secundária” havia um. [Read more…]

Água abaixo

Pedro Quartin Graça sabe do que fala. A intenção de privatizar a água, consistirá num clamoroso erro do governo e disso tenho pena de não me ter lembrado de dizer ao ministro Álvaro Santos Pereira. Se nos media, sector betoneiro-bancário, distribuição e energia, o empresariado atrelado ao Estado português é o que se sabe, imaginemos então este bem estratégico, a água que é o ouro do futuro, nas mãos de gente sem escrúpulos?

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Relvas, a coisa

A coisa chamada Relvas mentiu na Assembleia da República, foi apanhada por uma jornalista, ameaçou, pediu desculpas de mau pagador, e agora acusa o Público de fazer jornalismo interpretativo. A coisa queria um jornalismo submetido: ele ditava, o jornal publicava e não se falava mais nisso.

Passos Coelho não sacode a coisa do governo, demonstrando duas coisas: que não manda e que já se cansou de ser primeiro-ministro. Não é preciso explicar porque acabam os governos que têm destas coisas, pois não?

De 1939 para 2012, a taça é da Académica

São horas de emalar a trouxa.
Boa noite tia Maria.
Que a malta ganhava a Taça.
Já toda a gente sabia!