Pior que não saber perder, é não saber ganhar:
Deputado português só come perdiz, lebre, pombo torcaz e camarão/gamba grande
Sempre soubemos que os deputados portugueses se tratavam bem, mas até agora não sabíamos até que ponto podia chegar o descaramento.
No caderno de encargos do concurso de fornecimento de refeições na Assembleia da República, o critério mais importante na selecção do fornecedor não é o preço, como seria de esperar num país mergulhado na crise, mas a ementa apresentada na cantina e nos 2 restaurantes de luxo existentes.
Os senhores deputados não podem comer qualquer coisa e alimentos como perdiz, lebre, pombo torcaz, rola e similares, lombo de novilho, lombo de vitela, lombo ou lombinho de porco preto (bolota) e camarão/gamba grande (24 por Kg ou maior) são receita garantida para ganhar o concurso. É ainda obrigatório disponibilizar diariamente aos representantes da nação 5 pratos à escolha, 8 variedades de sobremesa, uma mesa com um mínimo de 8 complementos frios e uma mesa com 4 componentes de comida vegetariana.
O caderno de encargos chega ao ponto de indicar a única espécie de bacalhau permitida, o tipo de café servido aos deputados (de 1.ª, obviamente), o tipo de músculos a partir dos quais se devem obter os bifes e por aí fora. No bar, a empresa vencedora deve garantir 3 variedades de vodka, 16 tipos de whisky, 4 vermutes, 4 brandies e 8 licores. [Read more…]
Cheira Mal, Cheira a Troika
Como é que chegámos à situação de bancarrota ou pré-bancarrota?! E porquê insistir na narrativa que o senso comum já assimilou e reproduz todos os dias, culpando o passado e não tanto o caminho aselha seguido agora? Porque, salvo raros media, parece proibido assacar e imputar ao PS, e ao sapateiro que o guiou, responsabilidades crassas pelo que nos trouxe até aqui. Veja-se o Público: obnubilação completa dos casos e podres do espécime sob a égide de São José Almeida, uma das opinadoras residentes mais profundamente suspirante e messianística do passado rançoso recente do seu partido.
Se é certo que o TGV não se concretizou e, quanto a aeroportos, nasceu somente o elefante branco do de Beja onde as ervas e os chaparros medram, muito dinheiro foi queimado em estudos e compromissos, coisa a não escamotear no seu impacto. Perante a rebaldaria completa e a captura do Estado pelos fautores de negócios chorudos para si à conta de PPP e de outros desmandos grosseiros contra Portugal, o FMI, que é uma rigorosa merda falhenta e caolha, seria infinitamente melhor que continuarmos sob saque socialista, com os saqueadores socialistas de orçamentos sempre sorridentes, protegidos pela Procuradoria e pelo Diabo-a-Quatro, dignos de repouso e sossego.
Depois veio Passos com a Troyka, outra merda atrevida e caolha, inocular um zelo desmesurado na aplicação de uma receita sacana, estranguladora, subindo impostos como os outros, sacrificando os mesmos como os outros, desengordurando o Estado, mas pouco, coisa a que os outros se recusavam, porque estar no Estado, usá-lo, e sugar-lhe tudo para si, sempre foi o desígnio supremo dos ratos do Rato, a começar pelo devorista exemplar Soares, pai carnal e espiritual deles todos. [Read more…]
Cantando processarei por toda a parte, se para tal me ajudar o engenho que não tenho arte
Depois de publicar o vídeo sobre a Segmento Azul, descubro agora que está tudo processado.
Lei de Arrendamento e Repúblicas
Explicado este assunto republicano, sempre acrescento que até o PSD tem deputados que podem fazer um desenho à ministra.
Segmento Azul, a saga da Ambição Internacional Marketing continua
Ou como conseguir projecção nacional através dos tribunais.
Entretanto os comentários vítimas de providência cautelar apareceram no Pasterbin. Aguarda-se a todo o momento que um juiz português mande suspender a internet. [Read more…]
Para que serve o Ministério da Educação?
Para além de prosseguir com a aplicação de medidas ruinosas, como a criação de mega-agrupamentos e o aumento do número de alunos por turma, o Ministério da Educação exige às escolas que indiquem, nesta altura do ano, os professores que ficarão sem alunos no próximo ano lectivo, o que, na realidade, é impossível, uma vez que nenhuma escola sabe, neste momento, quantos alunos vai ter.
Os professores que forem contemplados com o chamado horário zero, isto é, todos os que ficarem sem alunos, serão obrigados a concorrer. Impõe-se, então, a pergunta: e se, entretanto, se verificar que, fechadas as turmas, os professores que concorreram voltam a ser necessários? Segundo parece, há uma solução mirabolante para isso, mas não vamos desvendá-la, porque seria fazer concorrência desleal ao Inimigo Público.
Vale a pena, como é costume, ler a opinião ponderadamente revoltada do Paulo Prudêncio acerca da mesma notícia a que faço referência.
Respondendo à pergunta que está no título: o Ministério da Educação só serve para acrescentar dificuldades àquelas que são inerentes à vida das escolas.
Obscura, leviana e arrogante
Recomendo a leitura deste artigo a todos aqueles que elogiam o Acordo Ortográfico de 1990.
O presidente da Associação Portuguesa de Escritores lembra os erros de natureza técnica e chama a atenção para o “risco de uma perigosa deriva da língua”.
Por seu turno, o presidente da Sociedade Portuguesa de Autores recorda a “forma obscura, leviana e arrogante” como o processo AO90 foi conduzido.
José Manuel Mendes e José Jorge Letria estão obviamente de parabéns. Não é todos os dias que a verdade é dita de forma tão clara.
Nota: no artigo mencionado, as pseudo-palavras *adotar, *detetam, *adoção” e *ativos correspondem, respectiva e correctamente, às palavras portuguesas adoptar, detectam, adopção e activos. Repito: adoptar, detectam, adopção e activos.
Agenda para o crescimento: uma cena tipo coiso
Na Califórnia imaginária do século XIX da minha infância, acompanhei Zorro, o valente mascarado; no Portugal infinitamente merdíocre em que vivo, não conseguimos arranjar mais do que um Zorrinho. O primeiro usava a espada para ensanguentar com um Z decidido o peito dos opressores; o nosso Zorrinho serve-se da caneta de tinta permanente para traçar um Z vaidoso e vão com que finge não oprimir.
Zorrinho, por ser pequenino, descobre, na adenda agendada, uma grandeza épica: depois de ter participado, durante seis anos, numa agenda de encolhimento do país, simula acreditar no poder mágico da escrita e obriga a maioria a inscrever as palavras “crescimento” e “emprego” num tratado orçamental que provocará o inverso, o que será explicado a seu tempo com culpas para a meteorologia ou descobrindo um desalinhamento planetário. [Read more…]
Dívida Existencial
Como é que esta hábil mocinha consegue isto? O que é que ela tem que eu não tenha?! Sou infinitamente mais bonito que ela, diz-mo o meu espelho e o meu Facebook, e eles não mentem. Ok, visto a mesma roupa quase uma semana inteira e só mudo de calças [de ganga, sempre de ganga!] quando já começam a cheirar a uma multidão de romenos na gare da Trindade, mas é precisamente para disfarçar essa minha drástica medida anti-crise, em consonância com o grande depenar nacional do Governo Passos-coelhoniano, que serve um bom perfume e eu não me poupo em borrifos. Lavo-me. E muito, tá?! Tudo bem que raramente mude de casaco, se ele me evita o frio e disfarça um bom ventre quarentão feliz. Passam meses sem comprar roupa.
Sim, também não tenho nem uso pulseiras, colares, nem relógios ou maquilhagem. Não percebo nada de malas, brincos, cintos, vernizes. Impressionante o sucesso reprodutivo de uma Pipoca, aliás cada vez mais chique e cada vez mais rica, dinheiro faz dinheiro e a publicidade, ali, é um tubo de gás natural acoplado ao furico da referida moça, cuja boca só pode regurgitar petróleo para a marmita.
PS limpa o rabo ao governo
Como todos nos lembramos PS, PSD e CDS aprovaram o pacto Merkozy, aquele tratado completamente idiota que tenta fazer lei a ideologia do Keynes nunca existiu e a depressão dos anos 30 foi resolvida porque sim.
Agora que não existe Merkozy (e convém lembrar que nem a Alemanha aprovou tal excremento, que lhe falta maioria para tal), os meninos obedientes, servis, venerandos e bate-me mais que o meu povo gosta iam aparecer em Bruxelas, envergonhados, como os únicos assinantes da poia (a Grécia não conta, que nem governo tem).
Sempre oportuno o PS* apresentou uma adenda, hoje em aprovação para lamentar. O governo agradece, sempre disfarçam o tolice, não deixando de fazer triste figura lá fora. Dizem que são uma espécie de europeístas, a espécie colonizada, convenhamos
* ouvi o Zorrinho a proclamar que o tratado era recomendado pelos melhores economistas. Para quem perceba um mínimo de História Económica só há duas hipóteses: ou está a subscrever a candidatura de João Duque e Vítor Gaspar ao Nobel (e ainda ganham) ou quando for grande vai ser um rolo de papel higiénico, pensando melhor, a hipótese é só uma.
Eduardo Lourenço, nascido em S. Pedro de Rio Seco, há 89 anos.
«Num presente tão ocupado consigo mesmo e hoje, como o de todos os povos, em estado de obsolescência permanente, esta nossa maneira de ter passado como se o não tivéssemos, ou tendo-o para nos exaltarmos oniricamente com ele, é um sério obstáculo para conceber um futuro onde o que nos sonhamos de melhor e específico seja realmente, como toda a pulsão futurante deve ser, filho das exigências e dos imperativos de um presente singular»
Eduardo Lourenço, “Nós como futuro”
Vence, 14 de Julho de 1997
Parabéns
Mesmo que ele não oiça, eu lhe digo, eu lhe escrevo do meu lugar insignificante e desconhecido das grandes estrelas: «Parabéns».
Parabéns, professor Eduardo Lourenço, pelos seus 89 anos. Muitos a pensar, numa permanente interrogação! Muitos pensamentos sobre isto do que é viver, sobre isto que é Portugal e os portugueses. É um orgulho para nós que seja português e, sobretudo, um filósofo português.
Escolher entre tanto pensar é difícil. Eis alguns pensamentos:
Que o português médio conhece mal a sua terra – inclusive aquela que habita e tem por sua em sentido próprio – é um facto que releva de um mais genérico comportamento nacional, o de viver mais a sua existência do que compreendê-la. (…)
Como a palavra comum, e mais do que ela, a escrita é um risco total. De uma maneira geral ninguém a lerá como o seu autor a concebeu. Ela será ocasião inevitável de desentendimento, desatenção, porventura irritação ou desprezo, mas igualmente de comunhão possível, de entusiasmo, sobretudo de veículo para o transporte do próprio sonho. [Read more…]
Que ficou do Es.col.a?
Não é preciso calcorrear muito o Porto para confirmar que a cidade se vai transformando numa sucessão de edifícios em ruínas. Propriedade privada e pública entregue às pombas e aos ratos, a ruir lentamente aos olhos de todos. Os proprietários privados não podem ou não querem recuperar os seus edifícios, ou simplesmente estão longe e tanto lhes dá (experimentem pedir o contacto dos proprietários de prédios em ruínas e verão quantos moram fora da cidade).
A Câmara do Porto não dispõe de meios para recuperar todos os edifícios sob a sua alçada, já sabemos. Ora, essa insuficiência de meios poderia fazer supor que a autarquia aceitaria de bom grado, até com gratidão, qualquer proposta de intervenção cívica, não dependente de subsídios camarários, que pretendesse reabrir espaços que a autarquia foi deixando encerrar e os devolvesse à comunidade, mas a actuação recente da autarquia demonstra, de forma totalmente ilógica, o contrário. [Read more…]
Hugo Viana Dar-nos-á o Europeu
Já não há dúvidas: Hugo Viana foi chamado por Paulo Bento para o Euro 2012. O médio do Sporting de Braga toma o lugar de Carlos Martins, afastado dos trabalhos da Selecção Nacional devido a uma lesão muscular. Hugo Viana chegará a Óbidos nas próximas horas. O futebol de posse do nosso Seleccionado recebe, portanto, o que lhe faltava, um colocador milimétrico de bolas imprevistas e improváveis, lá, onde for preciso, no oportunismo letal de Ronaldo, na desmarcação mortífera de Nélson Oliveira. No fim, talvez possamos dizer que foi o Hugo a dar-nos finalmente um Europeu.
Ao Carlos nada lhe falte nesta hora crucial. Estamos todos com ele.
Acertar à primeira
O Sr. Dr., quando chegar ao lugar dos Couços, pergunta pela casa da Rosa da Eira que toda a gente conhece. Ela não se pode dizer que esteja muito mal, mas diz que tem fisgadas no baixo ventre que lhe causam trupos no coração. E que há que Deus, tem de ser vista pelo Sr. Dr.
A dislexia das crianças e a dislexia dos que mandam
Santana Castilho *
1. O júri nacional de exames (JNE) recusou que a uma aluna de 14 anos fosse lido o enunciado do exame a que se submetia, obrigatoriamente. A aluna é disléxica. A leitura era prática seguida há anos. Aparentemente, a questão resume-se a saber se a um aluno disléxico devem ou não ser lidos os enunciados dos exames. O JNE diz que não. Os especialistas dizem que sim, pelo menos em casos determinados, dependendo da dificuldade do aluno. No caso em apreço, a escola da aluna recomendou a leitura. A terapeuta que a assiste também, aliás secundada pela respectiva direcção regional. Alega o JNE que os alunos disléxicos têm uma tolerância de 30 minutos relativamente ao tempo de duração das provas e são classificados segundo regras concebidas para que as suas limitações não se reflictam no resultado final. O JNE invoca uma generalização de abusos quanto a condições especiais, que se tornaram regra para alunos disléxicos. Da literatura disponível sobre a matéria inferem-se factos, a saber: a dislexia é uma limitação do foro neurológico, com diferentes graus de gravidade; uma dislexia moderada pode dispensar a leitura do enunciado dos exames, mas uma dislexia severa não; assim, alguns disléxicos podem cognitivamente dominar um saber e prová-lo se interrogados oralmente, embora não consigam entender ou sequer ler a pergunta, se esta for formulada por escrito. [Read more…]
ASS e Câncio, Mofo na TVI24
Umas das coisas mais prodigiosas da sub-democracia portuguesa é a flexibilidade funcional dos seus actores políticos: depois de exercerem funções ministeriais ou de deputação, funções aliás guardadas caninamente como se fossem absolutos e propriedade privada [no caso de ASS, são o supremo altar a si mesmo] dão em comentadores nas TV. Que cansaço! Uma pouca vergonha.
Isenção? Zero. Distanciamento crítico? Nulo. Que é que se pode esperar de novo, autónomo, pessoal, de cromos sistémicos, repetidos, melífluos, como ASS ou a matrafona Câncio vagamente jornalista?! E depois há isto: são sempre os mesmos. Sempre. Sobretudo socialistas; os socialistas abancaram-se nos media para evacuar inanidades, encher de verbo e pastéis-pentelho todos os interstícios de antena, mal refeitos da grande festa rapace. Uma pouca vergonha.
Ver Vieira da Silva em grandes perorações morais de dedo indicador, no Parlamento, revolve as tripas, tal como saber que há um ASS na TVI24, por exemplo a ‘analisar’ o Affaire Relvas, esse nó górdio de aselhice na legislatura em decurso. ASS e Câncio, com as suas cábulas manhosas, são faces de uma mesma moeda jurássica: extintos, corridos, e ainda estrebucham qualquer coisa repleta de mofo para dizer e que de todo não vale a pena ouvir. Uma pouca vergonha!
O Bispo de Beja, de Homem-Pessoa

Em 1980 a &etc publicava um folheto poético, datado de 1910, “denunciando a vida sexual de um bispo com uma perspectiva exclusivamente qualitativa e, aí, conservadora, se não inquisitorial“.
Valeu a Armando Silva Carvalho
ter sido apreendido pelas polícias Judiciária e de Segurança Pública à ordem do Ministério Público, seguido de processo instaurado ao editor por crime de abuso de liberdade de imprensa (isto em 1982, seis anos volvidos sobre a liberdade instaurada a 25 de Abril)(…). Processo arquivado sem água-vai ao editor, regados a gasolina e sujeitos a Auto-da-Fé no pátio do Tribunal da Boa-Hora os exemplares “apreendidos”,
Não fui proprietário da preciosa edição, mas fotocopiada a de um amigo, aqui se oferece devidamente digitalizada, à prova de combustíveis.
O Bispo de Beja
Corpo e espírito
Ontem, o professor americano Peter Colosi esteve na Universidade Católica (Lisboa) para uma palestra onde terá dito, por estas ou outras palavras, que:
O nosso corpo e o nosso espírito são um só.
João Paulo II dizia que nós somos o nosso corpo, não porque era materialista, que não era, mas porque a alma está tão intimamente ligada ao corpo, tão presente.
Hoje separamos as coisas. As pessoas pensam que os seus corpos estão separados de si mesmos, que podem fazer todo o género de actos sexuais, ou que podem fazer um aborto, e que isso não os vai afectar. Levar as pessoas a compreender esta união profunda entre o espírito e o corpo é o primeiro passo que é difícil de explicar, porque vivemos numa sociedade dualista.
Para quem acha isto uma grande idiotice ou disparate, ou que seja incrédulo nestes assuntos «transcendentais», sugiro que pense, como exercício, em qualquer forma de arte. Imagine uma bailarina, pense na música, na representação perfeita de um ator, etc.
Peter tem o seu blog para quem estiver interessado em conhecer o seu trabalho.
Axel Market, Infolivre, Tons de Exemplo…
Enviei há dias uma denúncia sobre a campanha da UNICEF pela axes market, que em Coimbra é Infolivre, em Aveiro é a Tons de Exemplo, que tem lá um coordenador com 21 anos que é um autentico pau mandado e tem neste momento 3 funcionários a recibos verdes que ganham a 2.50€ à hora e têm que angariar 20 donativos para começar a receber comissões! Andam a trabalhar de graça e ainda pagam impostos! Se virem algum anúncio com estas referências afastem-se!!`´E que apesar de serem diferentes campanhas, os métodos são os mesmos…impressionante! já alguém viu vídeos de um mexicano a falar sobre motivação? em 5 meses vi-o praí umas 6 vezes..
No Porto abriram outro escritório mas não sei o nome, vou tentar descobrir.
dos comentários suspensos aos Precários Inflexíveis. Partilhe-os todos antes que seja tarde.
Cuidado com os anúncios enganadores!
Estas propostas de emprego são falsas! As “vagas” são todas para venda porta a porta, à comissão, sem salário base e sem pagamento de despesas.
Anatomia de uma fraude
Eis o que o juiz quer que se esconda:
A minha experiência:
Hoje fui contactado para uma entrevista de emprego que se iria realizar umas horas depois. Supostamente, era para o departamento de Markting e Comunicação mas quando lá cheguei tive um sentimento de “Deja-Vu” devido ao discurso da “suposta Dra” ser idêntico a um que tiveram comigo há cerca de um ano e meio em Vila Real, em que quase me conseguiram enganar.
Não esclareceram quais os “serviços” com que trabalham, a remuneração, nem sequer as funções que iremos exercer.
Quando questionados sobre o assunto respondem: “Eu não posso responder a essas questões, apenas estou aqui para realizar as entrevistas.”No caso de Vila Real e certamente no de SMFeira, o método é:
– 1ª entrevista (máx. 5 minutos – como eu desconfiei consegui estar lá cerca de 15 a questioná-los sem conseguir respostas)
– Formação (baseia-se em efectuarem uma viagem de 50 km para vos obrigar a ficarem o dia completo e só depois vos dizem qual o produto. No caso de Vila Real, presenciei o “formador” a enganar um casal de idosos, fazendo-se passar por funcionário da PT, conseguindo trocar os telefones e, como o casal não sabia ler, foi fácil com que assinassem todos os documentos necessários. Relativamente à legalidade do contrato, nada mais como tirar fotos aos documentos e depois imprimir.
– No final do dia, explicam-vos o esquema de pirâmide e dizem-vos que têm de ir novamente à formação no dia seguinte (o que comigo não funcionou, apesar de ainda ter recebido ameaças para nunca mais tocar no assunto) [Tirado daqui]
Não se pode suspender o juiz? e a Axes Market pode vigarizar à vontade? tá mal
Um tribunal mandou suspender a publicação de vários comentários no blogue dos Precários Inflexíveis, porque ali várias vítimas se queixavam da Axes Market, uma daquelas empresas especializadas em explorar trabalho precário e que também se denomina Ambição International Marketing.
Se calhar é altura de o CEJ abrir uma disciplina de Net para Totós e os juízes necessitados irem rapidamente à reciclagem. Na net nada se suspende, pouca coisa se apaga, e tudo se pode multiplicar num instante. Os comentários, por exemplo, passam a estar disponibilizados em formato pdf no Aventar, e sugerimos que mais blogues façam o mesmo (podem utilizar o ficheiro, é era pesado, já está formatado e é grátis).
Vamos ver se a Axes Market ganha juízo (improvável e incompatível com o seu negócio) e se o juiz, ou juízes, aprendem à sua própria custa.
Passos Coelho defende alternativas à vida
Face às conclusões do último relatório da OCDE, em que os portugueses se mostram pouco satisfeitos com a vida, Passos Coelho veio defender que é necessário procurar alternativas, combatendo o imobilismo piegas que leva a que as pessoas fiquem agarradas a velhos hábitos como o de respirar e dependentes de vícios como o da alimentação: “É preciso procurar uma vida para lá da vida e, se preciso for, uma vida para além da morte. O governo português está, neste momento, a desenvolver vários programas que poderão ajudar os portugueses a morrer, o que deve ser encarado como uma oportunidade e não como um estigma.”
Desconto de 100%
Não se consegue perceber por que razão é detido um homem tão dotado de empreendedorismo e que se limitou a tentar usar as leis do mercado a seu favor, acomodando cuidadosamente bacalhau no interior do casaco.
Há pouco tempo, muitos defenderam o Pingo Doce. Seria de uma hipocrisia sem nome que os mesmos criticassem, agora, um homem que propôs um desconto de 100%.
Coimbra e a Académica
A conquista da Taça, no Jamor, deu a Coimbra a oportunidade de ter um momento de euforia colectiva. Se a religião é o ópio do povo, o futebol , com todas as paixões que suscita , é uma droga dura, capaz de unir os amantes mais improváveis. A Académica está de parabéns por ter conseguido galvanizar uma cidade tristinha e amodorrada, que só parece acordar sob os fulgores etílicos da estudantada.
Na última década Coimbra tem perdido protagonismo (não apenas futebolístico,) à escala nacional. Sem um projecto, sem uma estratégia de fundo, (sem uma marca, como dizem por aí), com pouco amor à camisola, com as costumeiras divisões internas e um certo espírito coimbrinha no seu pior, Coimbra parece rendida à sua condição de pequena cidade provinciana (é assim que é vista de lisboa), atirando para a urtigas séculos de história e liderança no domínio da arte, da cultura, da ciência e da política. Lentamente os centros de decisão, de inovação científica ou de criação cultural foram sendo atraídos para ouras regiões. E se é verdade que existem poucas mas sólidas excepções a este panorama, Coimbra continua adormecida numa certa desesperança, contentando-se com pequenas migalhas de poder, rendida a uma cultura endémica de picardias, maledicências, um certo culto do elitismo serôdio e muita partidarice medíocre.
Os turistas ficam em coimbra três horas e dizem que está tudo visto – um triste peregrinação apressada pela alta, a descida suada pelo quebra costas e ei-los enlatados a caminho de fatima ou coisa parecida, ávidos de emoções intensas que coimbra parece não ter para oferecer.



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