Noites no Observatório – Global Star Party

O Observatório Astronómico de Lisboa desenvolve várias actividades extremamente interessantes ao longo do ano relacionadas com a astronomia e com o próprio observatório (que só por si tem um enorme valor histórico). No próximo dia 28 vai haver mais um evento inserido no nas “Noites do Observatório”.

Depois do corte reproduzo o mail de divulgação desta actividade.

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E entretanto num universo paralelo

Roubado no facebook

Hoje dá na net: Pixote – A lei do mais fraco


É considerado um dos melhores filmes brasileiros. Dirigido em 1981 por Hector Babenco, o mesmo realizador de Estação Carandiru, e contando com a participação da grande Marília Pera, «Pixote – A Lei do Mais Fraco» retrata o sub-mundo do crime em S. Paulo e sobretudo a delinquência juvenil. A personagem central é Pixote, interpretada por Fernando Ramos da Silva, um menino de rua transformado em actor propositadamente para o filme. Acabou por ter um destino trágico, assassinado aos 19 anos pela Polícia depois de ter seguido as pisadas da personagem que interpretou, ou seja, tornando-se um criminoso. Anos depois, viria a ser feito um filme baseado na sua história, «Quem matou Pixote?».
Está disponível na net o filme integral legendado em inglês, antecedido e intercalado por um breve documentário de contextualização do filme. O facto de estar dividido em 13 trechos torna-se irrelevante, neste caso, devido à importância da obra. Para os adeptos de outras línguas, está também disponível o filme completo dobrado em russo.

Um plebiscito diário: a Monarquia

Sem sequer recorrermos às elaboradas teses velhas de séculos que consolidaram ou pelo contrário procuraram minar o poder real, parece-nos certo atalhar e colocar como padrão esta verdade insuspeita e indesmentível: o edifício monárquico do Estado é o mais justo, mais estável e aquele que propicia a melhor harmonia social.

O Rei João Carlos I cometeu um erro crasso, dando o gosto ao dedo no gatilho. Desde sempre a caça me pareceu uma coisa detestável e ainda criança, vivendo no paraíso cinegético que era Moçambique, sempre me recusei a esse tipo de “cretinismo escopeteiro”. No caso em questão, um disparate imperdoável, uma indecência.

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PPP e o Petróleo Argentino, um combustível original

Uma PPP, sabe-se, é  suportada por contratos legais, fortemente blindados. Independentemente dos serviços abrangidos, vias de comunicação, transporte, unidades de saúde ou outros, é objectivo dominante o sector público garantir resultados lucrativos aos privados, sob esquemas e condições pré-estabelecidos na blindagem contratual.

Portugal, infelizmente, tornou-se um ávido e insaciável utilizador do modelo, desde os tempos de Cavaco Silva, apontado como excelente aluno de Margaret Thatcher, a fundadora e catedrática na matéria, na Europa e no Mundo.

Sabemos, pois, o que é de facto uma PPP e que esta não tem a mínima analogia com processos de nacionalização ou de privatização. Apenas por desconhecimento ou má-fé, se pode afirmar que renegociar PPP é equivalente à deliberação da Presidente Argentina nacionalizar 51% de capital da YTF, propriedade da Repsol. Mas a manifestação de falta de bom senso ainda se torna mais acentuada, quando o autor reincide num raciocínio idêntico em relação à Venezuela. A mistura de PPP com Petróleo Argentino já seria um combustível original, para fazer arder a paciência a alguém ajuizado. [Read more…]

25 Poemas de Abril (X)

XÁCARA DAS BRUXAS DANÇANDO

1.

Era outrora um conde
que fez um país,
com sangue de moiro,
com laranjas de oiro,
como a sorte quis.

Há bruxas que dançam
quando a noite dança,
são unhas de nojo,
são bicos de tojo,
no tambor da esperança.

Ventos sem destino
que dizeis às ramas?
Desgraça bramindo
é a nós que chamas.

No país que outrora
um conde teceu
com laranjas de oiro,
com sangue de moiro,
tudo apodreceu. [Read more…]

Reflexão sobre o sistema de pensões

Escuso-me a fazer mais comentários, a situação é explicada de uma forma clara neste vídeo.

Afinal, Há Dois ou Três Zorrinhos

Ontem, depois de ouvir atentamente Zorrinho no Masturbódromo Parlamentar do PS, percebi que me precipitara no optimismo relativamente à por mim suposta reconversão interior zorrinhoniana. Afinal, não há um, senão dois ou talvez três Zorrinhos. E parecem virtualmente incompatíveis entre eles. O Zorrinho solidário com António José Zeguro existe, mas depois há o Zorrinho que faz discursos segundo a narrativa urdida pelos Órfãos de Zócrates. Ora, se são estes espécimens dissolutos a fazer-lhe as homilias, no fundo, levando o Carlos a dizer que estamos pior e ficaremos pior por causa da rejeição do PEC IV e da grande conspiração anti-PS levada a cabo por BE, PCP, Verdes, CDS-PP, PSD, Presidente da República, os media, a Banca, todos os broncos que espumam de raiva contra o Primadonna Playboy PPP Parisiense, toda a gente rasca, eu e quantos andam por aí, então isso quer dizer que temos um segundo Zorrinho em conluio com os que têm feito a vida do TóZé um inferno. Ora, se temos um Zorrinho ao mesmo tempo solidário com Zeguro, mas ainda dependente dos assessores unha com carne de Zócrates, demasiado íntimo do velho spin de falsificar, isso quer dizer que temos um terceiro Zorrinho. Um Zorrinho em que se não pode confiar: não podemos confiar nele, apesar de ser boa pessoa. Não pode Zeguro confiar nele, apesar de lhe ser solidário. Não pode Zócrates e os assessores de Zócrates confiar no tríplice deputado e líder de bancada, apesar de este lhes ler os discursos manhosos. Se Zorrinho fosse só um, não encabeçaria a tese-mofo das desculpas e justificativas socialistas pela devastação corrupta e endividante do Estado Português que o odioso zocratismo pariu em primeiro lugar. Como Zorrinho afinal são três, então que organize um torneio de Bisca. Sempre ganhará de todas as vezes.

Presidente da Assembleia Municipal recebe dinheiro das Empresas municipais

A afirmação do título pretende transportar o leitor para um exercício teórico.

Imagine, caro leitor que um cidadão (podia escrever popular, contribuinte, eleitor, mas no caso concreto preferi recorrer à antítese) não tem qualquer relação laboral ou financeira com a autarquia ou com qualquer das suas empresas municipais. Isto é, quando o cidadão foi eleito Presidente da Assembleia Municipal não recebia e não trabalhava sob qualquer tipo de forma para a autarquia.

Depois de eleito Presidente da Assembleia Municipal passou a receber dinheiro das Empresas Municipais.

O que vos parece? Ilegal? Imoral? Um caso de polícia?

Cinco anos a roubar biclas

Parabéns. E se quiserem rever o original… I Ladri di Biciclette.

Época de caça

As pontes da outra margem

Claro que não! Então com ideias destas, quem ia fazer tal coisa?

Se calhar tens mesmo razão e este Homem é um senhor. A proposta é totalmente coerente com o pensamento do autarca, mas poderia ter alguns melhoramentos: [Read more…]

Ir a Espanha por estes dias

Viagem ibérica com a Ana Vidal.

O sol, e também a lua, nascerá para todos nós

Sendo que duas coisas perdi pela mesma idade, a virgindade e a ilusão de que um país pode ser o farol do mundo, e ganhei outras, como a de aprender que a  história pode andar muito depressa quando pensamos viver muito devagar, a certeza de que vamos dar a volta a isto, via-a ontem, quando o mundo se deitou assim:


E viva a Argentina. O que se privatiza também se nacionaliza. Um dias destes é  a vossa vez de terem medo.

fotografia de Juan Cruz Ordóñez

Fenómenos de alavancagem em Espanha

alavanca interfixa

Alavanca Interfixa

A Espanha está submetida a um processo de autoflagelação, segundo as leis da física, pelo sistema da alavancagem: cai o Rei, sobem os juros.

O Rei, diz-se, está a recuperar; mas, no reino dos juros, o ambiente é agitado e suscita enormes apreensões: para empréstimos de dívida pública a 18 meses, os juros subiram de 1,711% para 3,11%, ou seja, um acréscimo de 81,8% no espaço de um mês.

O panorama não é apenas assustador para Espanha. As densas nuvens dos custos da dívida pública já causam temores de forte contágio a Portugal, segundo afirmações de Luís Verenne do IGCP.

Parece, pois, recomendável que os nossos responsáveis políticos, a destempo, não comecem a entoar falsetes acerca da queda dos juros da dívida para compensar desvios desfavoráveis da execução orçamental. Haja honestidade, prudência e sensatez… ao menos nisto.

Concursos de professores

O serviço público Aventar a funcionar em pleno. Permitam-me que lembre os menos atentos que está a decorrer o concurso para Professores contratados até às 18h do dia 27!

17 de Abril :: Feriado Nacional

O dia 17 de Abril deveria ser feriado nacional!

O Américo Tomás do século XXI

Luís Manuel Cunha

Costuma dizer-se que a história tem tendência a repetir-se. Primeiro como tragédia, depois como farsa. Estávamos em 1969. Em 22 de Junho de 1969. A Académica preparava-se para disputar a final da Taça de Portugal com o Benfica no Estádio Nacional, no Vale do Jamor. Estava-se em plena crise académica despoletada após a prisão de Alberto Martins, então presidente da Associação Académica e na subsequente greve aos exames. A equipa de futebol, constituída maioritariamente por estudantes universitários, respeitava escrupulosamente o luto académico decretado em Assembleia Magna da Academia. Preparavam-se grandes manifestações dentro dos estádios, de apoio aos jogadores, de informação à população e de divulgação das razões da luta estudantil. O Vale do Jamor e particularmente o Estádio Nacional iriam transformar-se no maior comício alguma vez feito contra o regime salazarista. Que fez então Américo Tomás, a quem competiria entregar ao vencedor a taça conquistada? Simplesmente não apareceu. Cobardemente. [Read more…]

Afonso: vamos conseguir!

O Afonso é um menino do Aventar, acho que posso escrever isso, não posso camaradas aventadores?

O movimento em torno do Afonso continua a crescer de forma fantástica e gotinha a gotinha o nosso beija-flor vai conseguindo.

Nos últimos dias tivemos algumas informações que são úteis para mostrar a todos a seriedade que toda a gente coloca nesta campanha. São informações que nos chegaram directamente da família: [Read more…]

Hoje dá na net: Argentina – Memória do Saque

Quando a Argentina recomeça a recuperar o que é seu, e perante todos os discursos aí jesus que hoje se vão ouvir esquecendo a privatização anterior, nada melhor que ver ou rever este documentário:

Premiado com o Urso de Ouro em Berlim e Melhor documentário em Havana, o filme mostra de que forma a Argentina foi saqueada pela grandes corporações, e como o governo neoliberal de Menem conseguiu levar o país a bancarrota, privatizando tudo e servindo aos interesses do FMI, Banco Mundial e OMC

Realizado por Fernando E. Solanas, legendado em portuguêsMemoria del Saqueo, ficha IMDB.

Lista de reprodução youtube. Partes seguintes também depois do corte.

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As Nossas Idiossincrasias Positivas

«A outra idiossincrasia que está a funcionar bem é aquilo a que o governador do Banco de Portugal chamou na sexta-feira no Parlamento de flexibilidade tácita do mercado de trabalho. Muitas empresas exportadoras estão a ser mais competitivas por causa daquilo de que os trabalhadores abdicam. Ao contrário do que acontece nas grandes empresas e no Estado, há muitas PME cuja competitividade está a ser financiada pelos trabalhadores, que interiorizam as dificuldades de sobrevivências das próprias empresas – e nivelam as suas condições à conjuntura. O caso mais radical são os salários em atraso: os trabalhadores preferem tentar preservar o seu posto de trabalho a recorrer a um tribunal e fazer valer os seus direitos. Este é o caso máximo de partilha de risco. E muitas empresas estão a safar-se à custa disso. Um exemplo claro: os trabalhadores dos Estaleiros de Viana do Castelo acabam de fechar um acordo em que trocam as férias de Agosto para poderem terminar a construção de asfalteiros para a Venezuela.» Pedro Santos Guerreiro

Ainda há vida no planeta Monarquia

Parabéns ao João Ferreira do Amaral, que eu tenha reparado o primeiro monárquico que se levantou depois da queda geral debaixo do elefante. E com nível.

Também há ministros à rasca

Esperamos que esto no sea el principio de una escalada”, disse Juan Manuel Soria, ministro do governo empossado pelo assassino de elefantes perante a nacionalização do saque da Repsol à Argentina.

25 Poemas de Abril (IX)

NOTÍCIAS DO BLOQUEIO

Aproveito a tua neutralidade,

o teu rosto oval, a tua beleza clara,

para enviar notícias do bloqueio

aos que no continente esperam ansiosos.

Tu lhes dirás do coração o que sofremos

nos dias que embranquecem os cabelos…

tu lhes dirás a comoção e as palavras

que prendemos – contrabando – aos teus cabelos. [Read more…]

O vómito e a revolta

«Quando num tratado internacional supostamente escrito em PORTUGUÊS (“unificado” — assinado por um governo português, aprovado por um parlamento português e ratificado por um presidente português — se lê, como lá em cima no número 7 da Base X, uma monstruosidade como “as formas rizotónicas/rizotônicas acentuadas fónica/fônica e graficamente” a única reacção possível é o vómito e a revolta»
António Emiliano, 16/4/2012

http://issuu.com/roquedias/docs/ae_nota_xlix/1

Limitação de mandatos em Gaia

A limitação de mandatos continua a fazer o seu caminho, quase sempre ao contrário do que seria a natureza da Lei ou o espírito de quem a pensou. Juntam-se freguesias a pensar nas possibilidades que o autarca A tem de ir roubar as freguesias B e C a outro partido. Vais tu para ali, venho eu para aqui. Há também quem deixe o Governo e há quem troque de margem. O ex-Presidente de Gaia agora candidato no Porto depois de ter inaugurado obras em Gaia com a presença de “pessoas do Porto”, continua a inovar: comemorou o 25 de Abril no dia 14. Pelo menos acertou no mês.

No fundo, é sempre que o Homem quiser

Grandes momentos digitais:

Quando dois esquerdistas se encontram fazem uma tendência. Quando se junta um terceiro há sempre uma cisão – RMD no 31 da Armada.

Como tu tens razão CAMARADA… como tu tens razão! Nesse aspecto, os direitistas são mais práticos – logo que cheire a poder, estão todos UNIDOS! – João Paulo do Aventar em comentário no meu facebook.

Afinal parece que há alternativas

E o caminho não é vender tudo aos privados.

Acordar – Hino da acção “Zero Desperdício”

Viva o Rei

O Rei vai nu!