
Hoje dá na net: O Mar é Nosso!
Leviandade&unanimismo.
Raramente misturo religião com política. É perigosa mistura. Sou católico, mas dificilmente me verão a comentar questões como o aborto ou o casamento entre indivíduos do mesmo sexo. Primeiro, não considero que sejam assuntos pertinentes quando há fome, há descrença ou falta de esperança. Depois, constituem, em parte, assuntos do foro da medicina e da jurisprudência. Podem e devem ser discutidos por todos, mas a leviandade com que algumas pessoas se coloca de um ou lado da barreira é que me assusta. “Sou a favor porque…” Ou fundamenta realmente muito bem a sua escolha (e quando digo fundamentar não é correr a alegar “direitos”), ou trata-se de mais um caso de um completo desconhecimento da realidade.
As coisas não são a preto e branco. O ser humano é complexo. [Read more…]
Ratificação das contradições de Krugman
A convite do primeiro comentador deste ‘post’, Krugman contra Krugman, assisti à homenagem a Paul Krugman, Nobel da Economia em 2008, na Aula Magna da Reitoria da Universidade Clássica de Lisboa. Ouvi-lhe alguns argumentos de estilo e conteúdos habituais, dos quais destaco:
- A Alemanha está a comandar energicamente a ‘zona euro’, optando por uma política ortodoxa de controlo orçamental e anti-inflaccionista, em vez de seguir a via expansionista, acompanhada por medidas de acesso a dinheiro fácil junto do BCE.
- O primeiro-ministro português está condicionado e tem pouca influência; do género das capacidades limitadas do governador de New Jersey nos EUA.
- A Grécia está definitivamente perdida e vai sair do euro.
- A Irlanda, ao invés do que se diz, não é um caso de sucesso.
- Portugal tem 75% de probabilidades de permanecer no euro.
- Cortes nas despesas acentuados causam perdas de receitas consideráveis dos impostos, a um ponto tal que o rácio défice/PIB piorará bastante.
- Mais austeridade é uma medida destrutiva.
Em conferência de imprensa, noticiada aqui e aqui, Paul Krugman voltou a defender que os salários dos portugueses deveriam ser reduzidos de 20 a 30%, tomando por referência à Alemanha.
Ainda que mal pergunte…
… o Senhor Presidente da República fez um roteiro pela Juventude, certo? Andou pelo Norte do país, certo? Falou sobre empreendedorismo, certo? Visitou exemplos de jovens empreendedores, certo? A iniciativa não teve nada a ver com aquela coisa dos jovens numa escola, certo? Aliás, a Presidência fez saber que já estavam a preparar o dito roteiro e que não foi uma coisa à pressão, certo?
Então, como se explica que estando o Presidente no Norte, dedicando uns dias à Juventude, não visitou a Capital Europeia da Juventude? Não sendo coisa organizada à pressão, caso contrário até se aceitava o esquecimento, o lapso, podemos ser levados a concluir que foi propositado. Sendo-o, qual o motivo? É que olha-se para o roteiro e compara-se com a Capital Europeia da Juventude e está la tudo: empreendedores, empreendedorismo, debate de ideias sobre o futuro, casos de sucesso, incubadoras de empresas de e para jovens, Universidades, etc.
Eu não quero acreditar. Por isso, só estou a perguntar…
Concursos – reuniões do MEC com FNE e FENPROF: novidade má
Durante o dia de hoje o MEC recebeu os representantes dos docentes para negociar as alterações à legislação de concursos.
As duas federações revelaram que é intenção do governo apresentar uma nova proposta que irá integrar algumas das propostas apresentadas.
A FNE (UGT), tal com a FENPROF (CGTP), exigem a antecipação para 2012 do concurso previsto para 2013 e colocaram em cima da mesa as questões já antes destacadas.
A possibilidade dos docentes das escolas privadas com contrato de associação foi até alvo de comentário do “Tudólogo de Domingo.”
Da reunião no MEC resulta um esclarecimento que coloca em cima da mesa uma situação completamente absurda: [Read more…]
Um plenário de desempregados
Organizar desempregados sempre foi uma enorme dificuldade dos movimentos sindicais e sociais pelo mundo fora. A situação de quem procura emprego é mais próxima do desespero e do salve-se quem puder do que de entender que juntos podem combater muito melhor a sua situação individual. Este plenário aprece-mo pois uma boa ideia. Espero que tenha sucesso (é já no dia 1).
Krugman contra Krugman
O prémio ‘Nobel da Economia’, atribuído a Paul Krugman, não lhe vale o estatuto de analista transcendente, cujos pensamentos e análises económicas sejam imunes à incoerência e a críticas. Vem a Portugal para ser agraciado com o grau de ‘Doutor Honoris Causa’, atribuído em dose tripla pelos Reitores das Universidades de Lisboa, Universidade Técnica e Nova de Lisboa.
Krugman, em artigos em ‘The New York Times’, tem-se revelado opositor de programas de austeridade de que os países europeus em dificuldades, Portugal incluído, têm sido alvo – por imposição de políticas de contenção orçamental, impostas pela Alemanha, argumenta. Segundo o jornal ‘i”, e referindo-se a Portugal, o conhecido economista norte-americano considera:
Se estiver a gerir uma nação periférica e a troika pedir austeridade, não tem outra escolha a não ser a opção nuclear de sair do euro.
Esta e outras afirmações consonantes são, de facto, a eloquente demonstração de que, para Krugman, a austeridade não é o caminho para os portugueses vencerem a crise.
O massacre de um manifesto
Os do costume voltaram a mandar uns bitaites sobre política energética. O Rui Curado Silva faz um desenho, diria eu que à comunicação social que come tudo e não investiga nada.
Já agora, falando de lambe-botas…

Num normalizado artigo de encher pneus em que requenta a sua expressa opinião do costume, o balsemado valentão-anti-cobardes Daniel Oliveira espuma por Passos Coelho não ter aderido ao documento glosado por David Cameron. Em boa verdade, muito daquilo que lá está escrito poderia ser suficiente para o governo português assinar de cruz, como aliás habitualmente tem feito desde há mais de trinta anos. Mas simplesmente não pode agora fazê-lo de ânimo leve. Porquê?
O sistema que pariu e tem mantido os danieisioliveiras, é precisamente aquele que hoje se encontra em apuros e sob o fogo cerrado dos mesmos eternamente irados danieisoliveiras. É o esquema do subsídio à farta para o mau cinema votado às moscas, para os grupos teatrais do rebola no chão e bate na lata, o subsídio para resmas e resmas de ilegíveis opúsculos de e para amigos, das fundações e gabinetes de comparsas, etc. O dinheiro acabou e isso parece insuportável, urgindo recorrer à chantagem para que o caudal volte ao leito a que se habituaram. Tarde demais, é impossível. [Read more…]
Óscares 2012: lista dos vencedores
Hollywood festejou-se, ontem, com o habitual desfile pela passadeira vermelha, numa cerimónia em que, como sempre, a indústria e a arte se digladiam, num combate com muitas perdas e alguns ganhos. Seja como for, a História do Cinema passa sempre por aqui. Esta ligação permite ficar a conhecer os oscarizados.
O passadismo nacional.
Quero tanto saber de Olivença, como de Zeca Afonso, ou seja muito pouco. Ambos os assuntos me soam vagamente passadistas: peças observadas do ponto de vista de um antropólogo ou um historiador. Ou talvez, mesmo, de um simples visitante de museu. Parece haver nas elites portuguesas, electrizadas ocasionalmente com assuntos de que apenas sabem falar pela rama, uma capacidade inata para se agarrarem a momentos do passado que logo transformam em coisas idolatradas. Vão transitando de anacronismo em anacronismo a tentar encontrar algo que os conforte para as circunstâncias do presente. Sem querer generalizar (mas generalizando) os monárquicos agarram-se à questão de Olivença e alguns de Esquerda, ao Zeca Afonso.
Aos primeiros sugiro a leitura atenta e repetida da História de Portugal – isto para não os obrigar a saber mais sobre a formação dos países, sujeitos a flutuações de propriedade. De resto, um bom monárquico mais depressa faria jus ao dístico que corria de boca em boa na Primeira República: antes um Afonso XIII que o Afonso Costa. Meus caros, a única guerra que força a nossa preocupação, hoje em dia, não é só de laranjas. É de laranjas e rosas. O resto é estória.
No concernente aos segundos lamento a proverbial incapacidade de se renovarem. É o triste síndrome marxista. Ainda houve quem tentasse adoptar os Deolinda como grupo de folk-intervenção, mas debalde. Zeca Afonso é um homem de um tempo. Duvido que o seu género singrasse nos dias de hoje, em melodia ou em conteúdo. Ponham-no a “tocar” numa sala cheia de adolescentes e procurem reacções.
De resto, o que será que o José Afonso clandestino pensaria dos assuntos fracturantes que fazem as delícias de uma esquerda actual? por esta entrevista não é claro, mas creio que seria uma desilusão para muitos.
Uma coisa é certa: já passou o tempo de qualquer uma destas cantigas.
Acordo Ortográfico: erro no “dictado”
O texto comentado já tem uns anos, mas serve para ilustrar alguns dos mitos criados pelo Acordo Ortográfico, que continuam em vigor.
Em declarações a este portal, Carlos Alberto Xavier, então assessor especial do ministro da Educação do Brasil, defendeu o Acordo Ortográfico:
Para facilitar a cooperação na África e no Timor, por exemplo, é fundamental essa ‘universalização’. Não dá para uma professora dizer ‘dictado’, seguindo um livro de Portugal e ‘ditado’ quando utilizar um livro do Brasil.
Não comento a possível insinuação machista ou feminista que reserva a docência às mulheres, mas a verdade é que um assessor especial de um ministro da Educação que queira pronunciar-se sobre as diferenças ortográficas não pode cair no erro de afirmar que em Portugal se escreva “dictado”.
Para além disso, seria interessante que o mesmo assessor especial do ministro da Educação explicasse o que deve fazer “uma professora” quando, após a aplicação do AO, deparar com diferenças como antônimo (Brasil)/antónimo (Portugal) ou recepção (Brasil)/receção (Portugal). Aproveitando, ainda, o texto do portal em que surgem estas declarações, o que deverá a mesma professora quando tiver de escolher entre registro (Brasil) e registo (Portugal)? Finalmente, como é possível uma professora conviver com expressões como “no Timor” (Brasil) e “em Timor” (Portugal)?
Quanto à afirmação de que “a existência de duas ortografias oficiais dificulta sua capacidade de difusão internacional.” seria importante que o assessor especial do ministro da Educação tivesse explicado como conseguiu o Inglês atingir essa mesma capacidade, tendo em conta tantas diferenças também ortográficas.
É, ainda, curioso confirmar, no mesmo texto, que o AO deveria ter sido ratificado por oito países, mas, para “agilizar a aprovação”, permitiu-se que o número passasse para três, o que não é mais do que a universalização do chico-espertismo, essa característica tão portuguesa.
Alguns comentários sobre a proposta de lei para os concursos de professores
Da nossa caixa de comentários, um texto que interessa partilhar, pela qualidade da análise:
1. A previsão de apenas 2 intervalos de horário é um absurdo e uma terrível falta de respeito pelos candidatos e pela sua graduação, pretendendo tornar equivalente e indistinguível a candidatura a horários entre 6 e 21 horas. Quem redigiu tal disparate não devia ser despedido, devia ser preso!
2. A divisão entre concurso interno e externo não é uma teimosia, é uma necessidade! As próprias palavras definem os dois concursos: um para quem já está dentro do sistema (já ocupa um lugar de quadro), outro para quem está fora e quer entrar (contratados, desempregados, docentes do particular e cooperativo). Claro que estes últimos, os candidatos do concurso externo, têm que vir depois dos candidatos do interno, não poderia ser de outra maneira!
3. A questão com os docentes dos quadros das regiões autónomas é uma falsa questão, pois eles já podiam, ao abrigo da legislação actual, concorrer em pé de igualdade com os do Continente, apenas não havia referência expressa aos mesmos.
4. A questão das prioridades do concurso externo, e, consequentemente, do concurso para contratação, é também gravíssima, concordando eu que o problema não está tanto na questão dos 4 anos, mas muito mais com a igualdade de tratamento de situações muitíssimo diferentes, ou seja, a colocação nesta 1.ª prioridade dos docentes dos estabelecimentos com contrato de associação. Na prática, esta aparente igualdade beneficia claramente os docentes dos colégios, pois estes muito mais frequentemente têm horários anuais e completos por anos sucessivos. E sem concursos, como se sabe… Ou seja, podem muitos destes passar à frente dos candidatos que sempre têm trabalhado no ensino público por terem mais tempo de serviço, mas também podem até ter muito menos tempo total e muito menor graduação, e, ainda assim, passarem à frente de quase toda a gente do público!…
Ainda assim, também é discutível passar-se de uma exigência que podia ser de apenas um dia de trabalho num estabelecimento público no espaço de 2 anos, para 4 anos completos nos últimos 6. E atenção que os candidatos podem ter 1460 dias ou mais nos últimos 6 anos, mas não cumprirem a condição de ter 4 contratos em horário anual e completo…
5. Chamo a atenção para a incongruência quanto ao concurso a Destacamento por Aproximação à Residência: num sítio (artigo 6.º n.º 2) diz-se que o concurso é anual, noutro (artigo 33.º n.º 1) diz-se que ocorre só no ano em que há concursos interno e externo, como actualmente.
6. Para o fim, deixei o que considero ser a melhor coisinha da proposta do MEC: o artigo 29.º n.º 6, que reintroduz o critério da graduação profissional para a determinação em cada escola / agrupamento de quem vai a concurso de DACL (horário zero). Espero que fique mesmo assim, para se acabar com a absurda discricionariedade dos directores nesta matéria!
Para já, chega!
José Manuel Costa
Nota: Este texto, como todos os assinados por mim, não respeita o Acordo Ortográfico de 1990, vulgo Novo Acordo Ortográfico.
Tínhamos avisado que a Escola não precisava de gestores
Agora é o MEC que o passa a Lei.
Ou antes, se calhar é mais do mesmo – Joaquim Azevedo (p.99) lembra que em 2010 a criação dos MEGA- agrupamentos implicou a saída de Directores que tinham sido eleitos um ano antes.
O Autor questiona:
“Como é que se explica que autarcas e Directores não se tivessem juntado para enfrentar e tentar impedir a execução dessa medida?”
Pois, mas ao contrário de Joaquim Azevedo, que defende um aprofundamento da prestação de contas do Director à autarquia, eu penso que a entrada dos partidos, através das autarquias, nos Conselhos Gerais e por esse órgão terem a possibilidade de escolher os Directores está a minar a liberdade das escolas. O pior da política local está hoje, mais que nunca, dentro das escolas – é dela que depende o Director para ser escolhido.
Mais leve do que o ar
Perdoe-se-me a veleidade, mas este é um post que me recorda o tempo em que eu próprio era piloto destes aparelhos. Porque é um amor que fica cá dentro, se aconchega no peito vida fora e bate mais forte com a aproximação da primavera.
Voo de Balão de Ar Quente em Torres Novas from airdesert on Vimeo.
Site do PSD novamente atacado
O Site do PSD – Lisboa foi novamente atacado – podemos ler a frase ” A verdade é uma merda” e ver um vídeo de Nel Monteiro.
Emigrar ou não emigrar – eis a questão
Ultimamente, fala-se muito em emigrar (coisa que para muitos nem passava pela cabeça até há bem pouco tempo). Este tema percorreu o PÚBLICO de ontem: “Privados não vão travar subida do desemprego”; Cavaco Silva desaconselha emigrar, apesar da taxa de desemprego (o que faz para evitar a emigração?); depois lemos uma frase irónica de Carlos Marques de Almeida (ver também Diário Economico, 24/2), “Pelo nível de desemprego, Portugal é um país que sofre de um excedente de portugueses”; por outro lado, há já emigrantes portugueses indignados pela mudança ocorrida nos vistos para os EUA – é necessária a deslocação a Paris (ao que já chegamos) para obter visto de residência – já não basta precisar de emigrar ainda têm que fazer viagem dispendiosa para tratar de documentos; finalmente, o historiador Paulo Varela Gomes, numa Carta do Interior (tão interessante), jurou “nunca mais voltar a partir, forem quais forem as circunstâncias, o descalabro do salário ou da pensão, a mudança do destino profissional.” [Read more…]
Vasco Graça Moura Nepalês
Presidentes de Juntas de Freguesia do Porto atravessaram a ponte ou…
No Público de hoje Menezes é visto como inconsequente.
Não poderia estar mais em desacordo. O sr ex-Presidente de Gaia, candidato a Presidente do outro lado do rio, é completamente consequente.
Ontem, sábado, inaugurou um pavilhão desportivo onde estiveram presentes inúmeros Presidentes de Junta, bem como responsáveis de associações e clubes da cidade.
Pequeno detalhe: os Presidentes e responsáveis eram do Porto.
Pequeno detalhe dois: a inauguração era em Gaia.
Mais consequente que isto…
A ministra do humor
A preocupação com o Ambiente tem a ver com a forma como consegue fecundar todas as outras áreas da governação.
A afirmação não é do Bruno Nogueira, é de Assunção Cristas e consta de uma longa entrevista que o Público dá hoje à luz. Confesso que fiquei pasmo. Imaginei o Ambiente, qual abelinha esvoaçando pelo Conselho de Ministros largando pólen no receptáculo do Gaspar e na gravata do Álvaro, ambos inebriados de comoção ambiental. Vislumbrei o Mexia e o Catroga gesticulando furibundos enquanto gritavam: Não me fecundem as barragens que nós chamamos os chineses. Pareceu-me ouvir Passos Coelho explicando serena mas firmemente a Paulo Portas que há limites numa coligação, e que se pode ir para lá da troika mas convém não exagerar.
Ultrapassados estes devaneios, desci à terra e lá entendi. Numa entrevista em que se afirma disposta a mexer na lei dos solos acabando com as mais-valias urbanísticas, dar a terra a quem a quer trabalhar e resolver o cadastro rural, a ministra, inteligente, deixou esta chave que nos permite a descodificação do discurso: vai mudar de ramo, dedicar-se ao humor, o Bruno tá tramado e os Gatos Fedorentos que se cuidem ou ela papa-lhes o contrato com a Meo. Estamos fecundados.
Concursos de professores Olímpicos: escolas privadas nos concursos públicos
Os concursos de Professores, como antes escrevi, são um acontecimento mediático ao nível de uns Jogos Olímpicos: são de quatro em quatro anos e o fundamental é participar.
Só consigo registar uma diferença: os Jogos Olímpicos são em ano bissexto e os concursos de professores, nem por isso.
Seguindo a natural esquizofrenia que alimenta a mente dos nossos políticos, qualquer equipa que tome conta do Ministério da Educação tem que mexer na legislação de concursos. E esta é a primeira nota a salientar – torna-se impossível gerir uma carreira nestas condições, em permanente mudança.
Na proposta que agora foi apresentada pelo MEC há duas questões que estão a monopolizar a discussão:
Ao cuidado de A. Cristas, ministra da Fé na Chuva
A net é como a farmácia, há de tudo e para todos. Fui dar com este vídeo, um mashup de Rain Song dos Day of Fire, com imagens de Jesus retiradas de uma série intitulada The Living Bible.
Eu, ateu confesso, te ofereço, Assunção, neste Domingo, com votos de muita chuva. Amen.
El caso Urdangarin.
La monarquía en España, como cualquier otra ideología, es un problema de nacionalismos. Sin monarquía, España no existe y eso, por supuesto, atrae a una gran mayoría que quiere dividir para gobernar. El caso Urdangarin es un excelente ejemplo de chivo expiatorio. No tiene implicaciones directas para el rey que es el jefe de Estado y que representa el país, pero este fue el fusible para quien en la actualidad prepara el asalto a la corona.
Varios cientos de manifestantes, según los medios de comunicación, se indignaron ante el tribunal donde el duque de Palma fué escuchado. Los manifestantes «foran convocados por la Organización de independencia Maulets, los Joves d’Esquerra Unida, Unidad Cívica Por la República (UCxR) y la Asamblea de Estudiantes de La UIB». ¿Es justo, todos los países tienen contristas – en una república son los monárquicos, en monarquía los republicanos. Pero es curioso que muchos de los carteles filmados por la televisión muestran frases que iban más allá de la simple manifestación: los protestantes son más que republicanos, son antimonárquicos. Esto demuestra claramente la incapacidad de estos grupos para el diálogo con la mainstream política y ideológica. Dudo que, para ellos, la propia idea de sistema republicano les sirva.
Y no hay ninguna cuestión si el yerno del rey es culpable o no. Si la esposa o la hija de un presidente de una republica está envuelta en negocios ilegales debería, por eso, terminarse el régimen?
Después de las acampadas, que eran particularmente expresivas y de la moda en España, se creó la ilusión de que a partir de ahora es más fácil para derrocar personas y regímenes. ¿Es coincidencia que esto ocurra en el país que ensayó la devastación de Europa en los años 30 y 40 del siglo pasado?
Creo que no.
Hoje dá na net: Detrás del dinero

Quaresma no Vale D’Este
Solenidades do Senhor dos Passos, Couto de Cambeses (Barcelos). Hoje.













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