Nunca acreditei na muitas vezes vendida teoria de que os Bourbons castelhanos ficam mais baratos aos nossos vizinho que o Palácio de Belém. E um dia o azeite viria à tona de água. No orçamento de 2010 tivemos “como despesas orçamentadas da Presidência da República: 17.464.000,00 €”, cito um blogue de propaganda monárquica.
Hoje o Público apresenta-nos os custos no ano transacto da família real: 8.434.280 euros,
Pero los 8,43 millones son sólo una parte mínima del coste real de la Corona. Hay que sumar las partidas que el Gobierno reserva para Juan Carlos y su familia –viajes oficiales, recepciones, salarios del personal de la Zarzuela…– y para la conservación de los palacios y jardines, y que figuran en otras partidas de los Presupuestos. Escondidas, pero ahí están. Ello haría un total de 59,28 millones. Aún habría que añadir los gastos de seguridad, de coches y chóferes, o de la Guardia Real. Estos costes los asumen los ministerios del Interior, de Defensa y de Hacienda, pero el importe se mantiene en secreto.
A mentira, as monarquias e os seus gastos ocultos sempre andaram de mãos dadas. Esta semana teremos números mais exactos.







Hoje, dia 24 de Dezembro, José Pacheco Pereira (JPP) desejou-nos «Um Natal triste».
Rejubilou recentemente a alma da Pátria. O Fado foi considerado património imaterial da humanidade. Ressuscitou Amália Rodrigues em infindáveis momentos televisivos de fervor patriótico. Voltámos a “dar de beber à dor”! Portugal ressurgiu de novo, patrioteiramente, numa hiperbólica liturgia colectiva, só entendível dentro de uma perspectiva secular e mítica da “maneira de ser português”, que se desejaria definitivamente abolida. Devo repetir uma vez mais o que já, por diversas vezes, tenho dito e escrito – gosto muito de fado, mas não gosto do Fado. Entendamo-nos. Gosto de ouvir fado, sobretudo quando cantado por mulheres. Mas não gosto do Fado enquanto símbolo mítico da Pátria, porque dá voz a um Portugal salazarento, pobre, pequenino, resignado, vencido. Não gosto do Fado enquanto mitificação de uma tristeza congénita, de um luto mental, em viagem permanente num “barco negro” existencial de um povo que, desgraçadamente, continua a viver um momento histórico de resignação, de subserviência, de conformismo fatalista, tradutor de um estado de alma tão passivo quão deprimente. Por isso, a atribuição ao Fado de património da humanidade não me aquece nem me arrefece. Não passa de um fait-divers, de uma patetice como outra qualquer. Mas continuo a gostar de fado. Muito. 


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