Lamentavelmente, vão tarde e a más horas.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Lamentavelmente, vão tarde e a más horas.
Este homem que tem medo da populaça, rodeado de seguranças como nenhum candidato antes dele, ainda não entendeu que hoje só pode estender a mão para o levantarem do chão.
É, agora, apenas um vencido em fase de negação. Vai passar ainda muito tempo até que, finalmente, perceba que não o querem e que o detestam.
Apesar disso, os netos vão ter que o aturar aos domingos à tarde contando pela milionésima vez aquela velha história sabida de memória: Pois é, queridos netinhos, ainda está para nascer um primeiro-ministro melhor do que eu…
Pobres crianças. Tal como o avô, a viverem num mundo de faz de conta…
Octávio Ribeiro no CM
Não sou grande apreciador da lógica do voto útil. Já basta o massacre informativo que tenta condicionar a nossa opção seja aos “2 candidatos 2” ou aos “5 partidos 5“, coisa que pode ser pragmática mas não é democrática.
Útil é o voto em quem confiamos, em que defende aquilo em que acreditamos. Inútil é não votar.
Circunstâncias especiais, contudo, invocam lógicas particulares. É o caso do tempo que atravessamos.
Perante a realidade não tenho hesitação possível: voto em Coimbra, e em Coimbra o Bloco de Esquerda tem um deputado que pode manter, e a CDU nenhuma hipótese de o conseguir. Estando em causa a eleição de um deputado, vou votar no BE, como votaria na CDU em Beja ou em Évora. O parlamento precisa de deputados de esquerda, que serão sempre poucos. O resto é desperdício.
É o mais pesado dia antes das eleições legislativas, esse de por quem votar e qual é o meu partido.
Qual o meu partido, é claro para mim desde que me lembro, o socialista fundado por Marx: Socialismo refere-se a qualquer uma das várias teorias de organização económica advogando a propriedade pública ou colectiva e administração dos meios de produção e distribuição de bens e de uma sociedade caracterizada pela igualdade de oportunidades/meios para todos os indivíduos com um método mais igualitário de compensação. [Read more…]
Por muito que as sondagens se enganem, uma coisa é certa: no dia 5, o Partido da Troika (PT) alcançará a maioria absoluta. Embora pareça tratar-se de uma coligação entre os três maiores partidos, na realidade, é uma estrutura muito mais próxima de uma conspiração.
PSD, CDS e PS passaram a campanha a fazer duas coisas: em primeiro lugar, assumiram a sua candidatura a serventes da troika, numa situação comparável à do defenestrado Miguel de Vasconcelos; para além disso, tiveram o cuidado de não informar os eleitores daquilo que os espera, entretendo-se e entretendo os cidadãos com pequenas escaramuças que não são mais do que manobras de evasão.
Entretanto, lá virão mais congelamentos ou a descida da Taxa Social Única, entre outros prejuízos que fazem parte de um conjunto de documentos que o PT teve o cuidado de não divulgar, facto que só é possível graças à falta de vergonha dos candidatos e ao laxismo cívico de um país que continua a votar com base em emoções, numa atitude muito similar ao grito irracional do adepto futebolístico.
As incriminações sobre a blogosfera são conhecidas. Em especial da parte de intelectuais ou ‘pseudo-essa coisa’, tipo Miguel Sousa Tavares.
Todavia, e o ‘Aventar’ já o provou à exaustão com a tradução do ‘memorando da troika’, o mundo da blogosfera é dinamizado por muitos, bem habilitados a prestar o serviço público da informação oportuna, íntegra e, portanto, útil.
Ontem, aqui no ‘Aventar’, já havíamos trazido ao conhecimento público os gastos faustosos de José Manuel Barroso e seus comissários, com o ‘link’ para o jornal britânico ‘The Guardian’. Apenas hoje, como este exemplo o demonstra, a imprensa escrita traz o assunto a público. A blogosfera, esse diabólico mundo, mais uma vez venceu, mesmo sem a intenção de competir.
Domingo é um dia há muito aguardado. E não é, apenas, porque vamos assistir ao fim do governo que mais mal fez ao nosso País, mas, acima de tudo, porque a Democracia volta a ser mais translúcida.
Nos últimos anos os valores da comunicação política desceram para níveis inenarráveis. À pergunta “vale a pena mentir”, a resposta tem sido, invariavelmente, “sempre”. E na base deste paradigma está a assumpção quase pública de uma tese petulante que, pessoalmente, me repugna: o eleitorado é burro e come tudo.
Até domingo valia o engano, a dissimulação e o estratégico silêncio. Até domingo valia acusar os outros por aquilo que era nossa responsabilidade. Até domingo valiam as promessas vagas e fraudulentas. Até domingo valia transformar os insucessos em solicitações de aplausos e elogios. A partir de domingo, nada disto será permitido. As pessoas passarão a exigir (e espero eu, a ter) a verdade e a transparência.
No domingo a escolha nunca foi tão fácil e óbvia. De um lado temos aqueles que insistem em nada dizer acerca daquilo que pretendem fazer. Aqueles que se apresentaram a eleições, não com um programa verdadeiro, efectivo e exequível, mas, apenas, com uma mera declaração de intenções que pode ser, posteriormente, metamorfoseada e pela qual se não sentem, minimamente, comprometidos. Aqueles que apostaram num pântano ideológico que lhes permite agradarem a “gregos e troianos”, ainda e sempre, sob a premissa que o eleitorado “come tudo”.
Do outro, temos alguém que prescindiu de uma máquina de comunicação castradora e preferiu a sinceridade e a transparência. Alguém que arriscou tudo e disse sem rodeios e sem evasivas, exactamente o que iria fazer. Alguém que, aos olhos de muita gente, deu “tiros no pé” que mais não foram que as consequências da absoluta honestidade intelectual. Alguém que falou de esperança, não como uma “bacoca” forma de animação eleitoral, mas como manifestação de uma sentida fé na capacidade dos Portugueses e de Portugal.
Por isso eu e uma mole de Portugueses, no domingo, vamos votar Pedro Passos Coelho. E com isso, vamos fazer regressar a Democracia à sua forma mais pura. Sem rodeios, sem “spins” e sem perversões. Porque assim vale e valerá a pena.
Tem causado alguma indignação nos sítios do costume o acampamento, vulgo acampada, no adro de S. Cruz. Porque é panteão nacional, que está lá dentro o túmulo do rei fundador, uma pouca vergonha.
Convinha recordar aos distraídos que aos 19 anos Afonso foi acampar para S. Mamede. Três anos depois reune em Coimbra, à volta deste mesmo mosteiro que então manda construir, a jovem e em grande parte deserdada nobreza (e clero) com quem iria várias vezes acampar, sentados, a pé e a cavalo, até concluírem um país.
Donde fazem muito bem estes jovens em homenageá-lo, acampando à porta daquele que foi um jovem revolucionário, afrontou o poder então vigente, e aqui mesmo fundou Portugal.
Estou a comparar o incomparável? este pessoal está ali para fazer revoluções, não quer é trabalhar, tem mau aspecto e dali nada de bom há-de vir?
Aos 19 anos Afonso Henriques e os seus devem ter ouvidos tantas vezes o mesmo, que pelo menos nisso claro que se pode comparar.

Olof Palme, Primeiro Ministro de Suécia, assassinado em 1986.
Estamos a três dias de resolver a grande incógnita. Quem dos cinco líderes partidários será convidado ao Palácio de Belém pelo Presidente da República, para lhe solicitar que forme um novo governo ao seu nome e a nome do povo português? Cada um dos líderes partidários tem o direito a ser solicitado pelo representante da nossa Soberania, para organizar a governação do país para o povo da nossa Nação. Sem governo, a República seria uma hecatombe. O governo não reside na pessoa do Presidente da República. O governo de Portugal é a Assembleia da República, organismo que deve prestar conta, caso acontecer, ao tribunal constitucional e ao poder judicial, que fiscaliza. O nosso País é una Nação tripartida, com o Poder Executivo que manda cumprir o que acorda o Poder Legislativo ou Assembleia, que, pela sua vez, é observado pelo Poder Judicial.
Os jornais portugueses concentram-se na sórdida campanha eleitoral. Títulos sensacionalistas, ausência de imparcialidade e excessiva atenção aos atritos entre Sócrates, Coelho e Portas, o trio nacional que ratificou, perante a troika externa, a condenação dos portugueses à pobreza, uns, e à miséria, outros.
Do conteúdo do programa da troika ‘FMI-BCE-CE’, a divulgação e análise não constituem informação relevante. A nossa comunicação social confina-se ao sujo, ao mesquinho e ao colateral; em certas ocasiões, aquece o debate no ‘arco do poder’ com a intriga – ontem a SIC anunciava indevidamente haver uma 3.ª versão do acordo entre o governo e a troika; o ‘Público’, na edição online, navegou na mesma onda, mas, entretanto, retirou a notícia de circulação.
Em suma, tal como a campanha, a imprensa portuguesa tem-se revelado sórdida e desprezível para quem precisa de ser esclarecido da vida que nos espera de 6 de Junho em diante. O desapontamento levou-me a um périplo por jornais estrangeiros. Eis que, de súbito, embato de frente nesta notícia no ‘Guardian’.
É verdade, da mixórdia eleitoral portuguesa salto para o desaforo de gastos do nosso compatriota Barroso e sua equipa de comissários. Em cinco anos, gastaram 7,5 milhões de Euros, apenas no aluguer de jactos privados. O ‘Guardian’ refere outros despesismos e, embora a tradução sofra das imperfeições normais com o automatismo do Google, é possível apercebermo-nos da faustosa e dispendiosa a vida de Barroso, Comissários & Cia., ou seja, das gentes da Comissão Europeia.
Saber que os luxos são pagos por milhões de contribuintes europeus, alguns dos quais alvos de vidas sacrificadas, e deparar-me com a notícia de tal afronta é revoltante. Há dias em que um homem nem pode entrar na Internet para ler um jornal sequer. Mesmo estrangeiro. DASSE!
Agora que vai parecendo que o PS saltará para a oposição, os socialistas vão deixando a nota que será melhor serem convidados para o governo ou então haverá barulho na rua.
António Costa apela a «maioria social e política» para resolver crise – TSF
Em Leiria, o autarca de Lisboa entende que o problema não é a «maioria aritmética» no Parlamento, mas ter-se uma «maioria social que mobilize o país».
Qual era mesmo o líder que ainda ontem acusava outro partido de andar a fazer chantagem?
Ainda hoje de manhã aventava a possibilidade da criação do gabinete de crise e.coli para contabilizações diárias como aconteceu com a Gripe A. É uma questão de esperar por amanhã para confirmar se tal já começou a ser feito.
Para já, basta olhar para os diversos órgãos de comunicação social para perceber que há uma não-notícia a ser massivamente divulgada:
(…) as pessoas em causa “estiveram na Alemanha, adoeceram com cólicas gastro-intestinais e estão a fazer exames”. Mas “não estamos preocupados com a sua situação clínica” (…). “Há um risco mas é pequeno.” (…) “a situação [as infecções] está seguramente cirscunscrita ao Norte da Alemanha.” [PÚBLICO]
«No entanto, o responsável sublinhou que não há ainda certeza de infecção, acrescentando que não são quadros clínicos importantes.« [TSF]
Portanto, segundo o responsável da Direcção Geral de Saúde está tudo bem e no entanto esta não-notícia está plantada em todo o lado (Público, TSF, DN, JN, ionline, SIC, RTP, TVI, etc.). Um caso a seguir.
A fotografia, ao que parece, foi tirada recentemente num hipermercado onde sabe bem pagar tão pouco. Esperteza saloia, com o devido respeito pelos naturais do que em tempos foram os arredores da capital.
As autoridades de Hamburgo, não tiveram problemas em picar a credibilidade dos agricultores espanhóis. Como se Portugal não apanhasse por tabela (há tipos que ainda imaginam fronteiras) nacionaliza-se o pepino dos vizinhos. Mas em vão; diz o ministro da Agricultura estar preocupado “porque numa semana já tivemos prejuízos na ordem dos dois milhões de euros“. Vai daí, vamos pedir uma indemnização à Alemanha? Não.
Portugal vai pedir uma indemnização a Bruxelas devido aos prejuízos que os agricultores estão a ter com os pepinos, depois de as autoridades alemãs terem apontado pepinos espanhóis como causa de uma infecção bacteriana.
A Alemanha morde, tem as unhas afiadas, manda, e as costas de Bruxelas sempre são mais largas. Eterna cobardia dos fracos. Entretanto “há três pessoas com suspeitas de estarem infectadas com a bactéria E.coli sob investigação em Portugal” (Público). Uma bactéria alemã é uma ameaça perigosa. Esta pelos vistos não começou a atacar pela Grécia, mas pela nossa Península. É caso para ficar ainda mais preocupado.
Votar no BE e no PCP é, nestas eleições cruciais para a escolha do modelo de sociedade em que queremos viver, votar no BE e no PCP é eleger o governo da direita mais radical e reaccionária destes últimos 37 anos de democracia.
Aliás, para os dirigentes do Bloco e do PCP, que têm assegurados o seu bem-estar na vida e as suas comodidades – e os seus ordenados, e os seus ordenados! – nada melhor que a eleição de um governo de direita ultramontana, sob vestes neoliberais, para obterem o que sempre pretenderam: quanto pior, melhor. Só assim engordam politicamente.
É este o pesadelo que deseja quando acordar na próxima segunda-feira?
(clique na imagem para aumentar)
Por outro lado, depois de se ter aliado à direita para derrubar o governo do PS e provavelmente abrir o poder à direita, é evidente que o BE escolheu o seu caminho -como sempre, contra o PS.
Vital Moreira, depois de Almeida Santos, coloca a derrota do PS no campo da probabilidade mais que provável, e começa a lançar as culpas para cima dos outros usando a metáfora do tapete, que tal como a outra, a dos partidos que teriam servido de muleta, choca com a realidade onde o PS foi a cadeira de rodas da direita. A encenação PEC IV apenas engana os distraídos: José Sócrates escolheu o último momento em que ainda vislumbrou hipóteses de ser reeleito.
Pela forma como governou durante estes anos, por ter chamado os agiotas do FMI em socorro dos banqueiros que sempre governaram este governo e os que o antecederam. Por aquilo que sempre foi enquanto político: mentiroso compulsivo, campeão da demagogia e da imagem, da supremacia da comunicação na forma esvaziando o conteúdo da mensagem. Destruiu a escola pública, continuou a privatização da saúde, retirou direitos básicos de quem trabalha, engordou os do costume, numa contínua traficância entre sucateiros e construtores civis. [Read more…]
Ontem no telejornal da RTP fez-se a análise da evolução do voto nas sondagens com base num gráfico com uma escolha de cores curiosa, como aqui se vê:
Estará alguém na RTP a precisar duma Novas Oportunidades em termos de, por exemplo, grafismo e cores partidárias? O vídeo em causa pode ser visto aqui: A evolução do voto nas sondagens.
Tal como em 2009 com a Gripe A*, talvez a ministra da gripe ainda consiga organizar um gabinete de crise E.coli a tempo da presente campanha eleitoral.
Extrema-direita ataca Bloco de Esquerda em Caldas da Rainha
O incidente ocorreu à meia-noite de ontem. Segundo o Bloco de Esquerda, “uma brigada de colagem de cartazes do BE/Caldas da Rainha, foi atacada na Praça da Fruta por elementos ainda jovens da extrema-direita, sendo alvo de agressões”.
Um elemento da concelhia de Caldas da Rainha do BE, Paulo Freitas, foi agredido e cuspido(…)
Em comunicado, o BE lembra que “há anos que se encontra identificado um núcleo caldense da extrema-direita que, também há anos, chegou a organizar, integrado no PNR, um desfile no 1º de Maio pelas ruas da cidade termal”.
A não-noticia
Não é ainda noticia (e provavelmente é coisa que não chegará à televisão e aos jornais), mas ésuficientementebastante grave, para que seja absolutamente necessário publicar e divulgar.
Na passada noite, de 1 para 2 de Junho, elementos da JCP foram agredidos por elementos ligados à extrema direita, em Lisboa, enquanto procediam à afixação de propaganda da Juventude CDU.
Repito: Jovens que procediam à colocação de propaganda politica, em pleno periodo eleitoral, foram agredidos por elementos ligados à extrema direita!

Quando os nazis levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista.
Quando eles prenderam os social-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata.
Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista.
Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu.
Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse”
Como homem de Esquerda, no Domingo, gostaria de comemorar duas coisas eventualmente incompatíveis: a derrota do socratismo e a inexistência de uma maioria absoluta PSD-CDS.
Se, do ponto de vista programático, pode haver diferenças entre o PS e o PSD e o CDS, na prática, os seis anos de socratismo foram anos de políticas de direita, pelo que não há diferença nenhuma entre estarem uns ou outros no poder. Aliás, PS e PSD souberam entender-se imediatamente, quando foi preciso escolher o caminho das políticas que estão, agora, plasmadas na troika, o texto que, na realidade, corresponde ao programa de governo de qualquer um dos dois partidos.
O PS tem mantido, ao longo dos anos, uma divisão de personalidade, virando à direita, quando governa, mostrando-se de esquerda, na oposição. O socratismo manteve essa característica, mas foi muito mais longe na apropriação dos aparelhos de Estado e do aparelho partidário, com base em clientelismo, em incompetência (quando não má-fé) e em mediocridade. Aliás, se o PS perder, mesmo que Sócrates se demita (o que não está garantido), o cheiro perdurará por muito tempo. Não me apetece imaginar o que será se ganhar.
É certo que a vitória do PSD não me preocupa menos, pois também já deu provas sobejas de incompetência em tempos idos, bastando lembrar que devemos a Cavaco Silva, entre outras benfeitorias, a destruição das pescas e da agricultura. Mais recentemente, pudemos confirmar a falta de carácter de Durão Barroso e o apoio desastrado a um desastrado Santana Lopes, com o CDS a manter uma reserva cínica que não disfarça a cumplicidade.
Os votos que forem para o Bloco e para o PCP enfraquecerão o PS, é verdade, mas o PS e a Esquerda serão derrotados pelos votos flutuantes do centro que Sócrates terá, finalmente, afugentado. A clique socrática mostrou incompetência e arrogância, afastando-se da Esquerda e afastando, também, eleitores de Esquerda.
No Domingo, festejarei a derrota de Sócrates e lamentarei a vitória da Direita, o que trará uma melhoria relativamente às duas últimas eleições em que lamentei a vitória de Sócrates e a da Direita. É fraco consolo, mas já não é mau se mudarem as moscas.
Resta à Esquerda, enquanto não chega ao governo, vigiar e protestar, ao mesmo tempo que deve reflectir sobre os seus próprios erros, erros de forma e de conteúdo. Resta à Esquerda continuar a preocupar-se com os direitos sociais e laborais, esse empecilho para o capitalismo desavergonhado que governa o mundo de braço dado com a especulação descontrolada e com os defensores dos privilégios dos que sempre foram privilegiados.
Qualquer voto no Bloco de Esquerda ou no Partido Comunista é, portanto, um voto útil. Qualquer outro voto é um voto na Direita.
Os bancos já têm garantidos mil milhões até ao fim do mês. Se os políticos que temos estivessem interessados em ter uma campanha eleitoral para informar os cidadãos, então este seria seguramente um dos pontos em discussão – dadas as circunstâncias, talvez o único ponto em discussão. Em vez disso perderam-se em agitar bandeirinhas, pequenos insultos, chicanas políticas e outros jogos de crianças, tratando o cidadão eleitor como débil mental. O PS/D + PP tentou a todo o custo iludir esta questão. Afinal que interessa para umas eleições a política económica e social dos próximos anos? – Para os políticos, absolutamente nada.
Assim, porquê tanta pressa em disponibilizar o dinheiro aos bancos? – que ainda há pouco diziam estar perfeitamente capitalizados. – O motivo é simples, os bancos portugueses estão falidos, e não sou eu quem o diz, é o próprio governo. Se lerem o Memorando de Políticas Económicas e Financeiras, ontem divulgado pelo FMI, mas que já era do conhecimento público há muito tempo, poderão ler:
Mouseland, legendado em português.
A fábula da Mouseland ((…) foi inicialmente contada por Clarence Gillis e mais tarde popularizada por Tommy Douglas, líder dos partidos políticos Co-operative Commonwealth Federation (CCF) e de seu sucessor New Democratic Party (NDP), ambos social-democratas, na província canadense de Saskatchewan. A fábula expressava a visão do CCF de que o sistema político canadense era falho em oferecer aos eleitores um falso dilema: a escolha de dois partidos, dos quais nenhum representava seus interesses e vontades.
wikipédia
Use 5 minutos do seu tempo, vai ver que não o dará por mal empregue. Na impossibilidade de o fazer, ligue a televisão no domingo, pelas 20h. Passa em todos os canais.

sintese do meu novo livro lições de etnopsicologia da infância, p0de ser lido em:http://estrolabio.blos.sapo.pt/1494905
Depois de ter saído do BES para ser ministro e de ter saído de ministro para ir dar umas aulas nos states, pagas pela EDP, Manuel Pinho sugere que ele merece continuar a ter emprego. Depois há quem se irrite por causa de certos desagrados.
E armado em Frei Tomás, Pinho falou numa “crise moral muitíssimo maior do que a crise económica.” Não faço ideia do que é que ele estará a falar. É que não estou mesmo a ver.
Mas estou com ele quando brama que “agora parece que o governo fez tudo mal, parece que o PS fez tudo mal”. É um exagero. Tirando aquela coisa da banca rota, dos ajustes directos, das PPP, das SCUT, da desavaliação docente, do fecho de centros de saúde, dos cortes das pensões e dos subsídios de emprego, do desemprego record e da fachada Novas Oportunidades, nada há a pontar a este brilhante governante que, pelas próprias palavras, afirmou ainda estar para nascer um primeiro-ministro que mais tenha feito pelo défice.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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