Car@ leitor@, permita-me que antecipe a sua dúvida e recorra ao dicionário para o esclarecer.
Para alguns o contínuo – Funcionário que em ambiente escolar desempenha funções nas áreas da organização, higiene, limpeza e vigilância, para outros os auxiliares de educação ou os “empregados“.
Pois bem. Estamos num tempo novo e a função tem um nome bem mais interessante: Assistente Operacional.
E, está aberta a caça ao Assistente Operacional, quase tão raros como os pontos do Campeão Nacional.
Vamos imaginar que existe uma escola com cinco turmas e 115 alunos. Vamos continuar a imaginar que na próxima terça-feira as aulas começam.
Nessa escola que estamos todos – eu e o caro leitor (singular) que se conseguiu manter acordado nesta prosa – a imaginar está colocado um só Assistente Operacional. Sim, Um só para um horário entre as 8h30 e as 18h.
Se o nosso Guterres estivesse por cá poderia fazer a conta por nós, mas como é que uma funcionária com um horário de trabalho de 8h consegue estar na escola quase 10horas? E se houver uma emergência? E quem consegue limpar a escola toda, estar no portão…
A responsabilidade anda a saltar entre a administração educativa e a autarquia, mas no meio disto tudo a eficiência tecnológica do senhor que foi Primeiro antes de Engenheiro, deu nisto – incompetência!
Esta escola que só existe na nossa imaginação não pode abrir na próxima terça-feira e seria muito importante que a Administração Educativa o soubesse antes da TVI…
Foi você que pediu um assistente operacional?
Ter sucesso na crise…
…só com muito trabalho. Um exemplo de uma empresa da Maia, as Tintas 2000:
Podia ser pior
Continua hoje a 4ª jornada, com o encontro no Dragão entre as duas equipas que, tudo o leva a crer, vão disputar o título.
Entretanto uma pequena observação: dado que Portimonense e Rio Ave se cruzam nesta jornada, é matematicamente impossível que ela termine com o Benfica em último lugar, ou seja: ainda podia ser pior. Já para a semana que vem a matemática será outra, mas haja tranquilidade, o empresário L. F. Vieira já puxou as orelhas ao chefe da arbitragem.
Não há nada como um regresso à normalidade.
último discurso de Salvador Allende

con su discurso del Palácio Presidencial a arder, Allende evitó guerra civil
Amigos míos:
Seguramente esta es la última oportunidad en que me pueda dirigir a ustedes. La Fuerza Aérea ha bombardeado las torres de Radio Portales y Radio Corporación.
Mis palabras no tienen amargura, sino decepción, y serán ellas el castigo moral para los que han traicionado el juramento que hicieron… soldados de Chile, comandantes en jefe titulares, el almirante Merino que se ha auto designado, más el señor Mendoza, general rastrero… que sólo ayer manifestara su fidelidad y lealtad al gobierno, también se ha nominado director general de Carabineros.
Da série «Já baixámos o défice uma vez»
O Estado e a Casa Pia
Através de órgãos da comunicação social, aqui e aqui por exemplo, soube-se que o acórdão do tribunal sobre o processo ‘Casa Pia’ será distribuído, apenas, na próxima semana. Trata-se de mais um episódio de um caso, bem triste, de cujas responsabilidades o Estado e a instituição Casa Pia não podem considerar-se isentos.
O adiamento da entrega do acórdão aos interessados – mais do que a divulgação pública para alimentar mediatismos e polémicas – evidencia aberrantes ineficiências e ineficácias do Sistema de Justiça português, já de si debilitado na imagem por outros casos noticiados até à exaustão.
Além de interesses particulares, provavelmente até de arguidos, este adiamento serve de feição os argumentos e objectivos daqueles que, a cada oportunidade, procuram desacreditar o papel social do Estado. A meu ver, esta ideia não se aplica a Maria José Nogueira Pinto que, em artigo de opinião, critica o Estado, mas fala “em cúmplices do que se passava”.
Conheço razoavelmente a Casa Pia. Tive um familiar casapiano (“ganso”, na gíria interna), assim como colegas de trabalho e amigos, ex-alunos. Uns do Colégio ‘Pina Manique’, outros do ‘Maria Pia’. Deste último, e desde que nasci até aos trinta anos, fui vizinho próximo. Tão próximo que do terraço de casa dos meus pais via as instalações do recreio, constituídas por diversas zonas, entre as quais um campo de futebol, um campo de basquetebol e andebol e, ainda, um tanque adaptado a piscina.
O presente do Natal de 2000
E cá estamos nós, que não andamos de volta dos refugiados, para pagar.
O chapéu dos impostos
O certo é que a solução será sempre a mesma enquanto se puder aumentar a receita e não houver coragem para enfrentar os que tenham a perder com cortes na despesa. Especialmente quando um país inteiro vive à sombra do orçamento de estado.
O Diário do Professor Arnaldo – 10 de Setembro
Terminaram ontem os primeiros Conselhos de Turma do ano. Devo confessar que acho algo extemporâneo estar a fazer Conselhos de Turma nesta altura, quando, muitas vezes, nem os Directores de Turma conhecem os respectivos alunos.
Seja como for, fiquei muito sensibilizado com uma colega do 7.º ano que dirige a turma pelo segundo ano consecutivo. A certa altura, quando falava de um menino que em criança foi abandonado pelo pai (toxicodependente) e pela mãe (prostituta) e que acabou por ser adoptado por uma família desconhecida, emocionou-se e começou a chorar copiosamente. É que, ao que parece, o miúdo é hoje um aluno fantástico e uma criança exemplar.
Finalmente, deram-nos os horários agora de manhã. Tive algum azar. Vou ter de ficar os fins-de-semana aqui na terra, porque tenho aulas até às 21 horas de 6ª feira (os CEF’s nocturnos) e começo na 2ª feira logo às 8.30 com um 9.º ano. A carreira não funciona ao fim-de-semana e à 6ª Feira a última camioneta é às 19 horas.
Sou o único professor da escola sem dia livre. Fico contente pelos meus colegas. Alguns são daqui da terra e têm dia livre à 2ª ou à 6ª Feira. Tiveram muita sorte, mas alguns nunca estão contentes. Um deles, que já tem uma certa idade, protestava porque à 6ª Feira vai ter dia livre e era obrigado a ir à escola na 5ª à tarde.
SCUTs: Mais um prego no país a várias velocidades
Um país inclinado para o litoral, com uma balança financeira a pesar cada vez mais para a região de Lisboa e Vale do Tejo, com uma máquina estatal demasiado dispendiosa, acaba de ganhar mais uma desigualdade.
Uns marmelos, muito provavelmente portugueses de segunda, vão começar a pagar mais cedo portagens nas SCUT que utilizam com mais frequência. Um alegado Governo de todos nós assim decidiu. E ainda têm coragem de dizer que todos têm de ajudar a combater a crise. Ah, acho que ainda ofereceram uns doces, para compensar.
Lautaro. Política indigenista. Bodes expiatórios

com um Lautaro líder, o povo Mapuche não era perseguido pelos Huinca
Gritam os Mapuche desde o centro do Chile: pulchetun… pulchetun… Esta palavra, na língua dos “hombres de la tierra: mapu-che”, quer dizer: faça deslizar a flecha mensageira. Para quem escreve, a mutação da palavra flecha é para chamar à atenção para mais uma das incontáveis dores que o povo originário chileno está vivendo. Desde o dia 13 de Março, um grupo de quatro pessoas, três delas Mapuche, vivem uma greve de fome. Passam mais de cinquenta dias e a situação chega a seu ponto crítico, visto que a partir do primeiro de Maio, os quatro decidiram nem beber água. A vida se esvai e muito pouco está sendo feito para denunciar o terror.
Os grevistas são prisioneiros do Estado, acusados de terem incendiado instalações de uma empresa florestal multinacional. A empresa é responsável pela destruição das florestas e da vida do povo Mapuche que é, afinal, o guardião de Mapu (a terra) e por isso, têm como responsabilidade cuidar de tudo o que fazem com ela. Mas, lá, no Chile, quem virou vítima é justamente quem destrói Mapu e não quem luta para proteger a vida.
Perante esta situação, apenas é possível gritar pulchetún, envie a flecha mensageira a Lautaro o para um como ele., nos tempos de hoje…podia salvar a Pátria e a Nação Mapuche, como fez o Lonco Lautaro no seu tempo – Rei em Mapudungum, a língua da terra em português.
Parece uma lenda mas é uma verdade que não se duvida. Duvidar da existência de Lautaro, e dos Lautaro de hoje, seria duvidar da forma heróica em que se defenderam os Mapuche do Chile da sua habitual liberdade Bem sabemos que o Chile foi a derradeira colónia organizada pelos conquistadores hispânicos, na hoje denominada América Latina.
Foi fundada por Pedro de Valdivia apesar de ter ser descoberta antes por Diego de Almagro em 1535. Mas achou o país pobre e perigoso e não havia a riqueza em ouro que ele pensava encontrar. Bem se sabe que estes espanhóis não eram soldados, eram convictos espanhóis que andavam a pilhar. Valdívia não, era de profissão soldado do Rei da Monarquia Espanhola. Sabia o que fazia.
O Reino do Incompreensível:
Felisbela Lopes bateu com a porta. Fez bem. Fica a perder a RTP.
Não tive o prazer de ser seu aluno mas muitos que o foram multiplicam elogios. De vez em quando vejo-a na RTP-N a “resumir” os jornais do dia. Uma vez, em Sevilha, num congresso de Jornalismo ibero-americano vi-a a moderar um debate bastante interessante (se a memória não me falha o painel era constituído por um Catalão, um Basco e um inglês, salvo erro). No final, a minha alma ficou parva com a qualidade do resumo que ela fez das intervenções.
Pareceu-me uma professora brilhante. Por isso reafirmo, a RTP é que ficou a perder.
Luiz Felipe Scolari foi despedido pela Federação Portuguesa de Futebol

O seleccionador nacional, Luiz Felipe Scolari, foi hoje despedido pela Federação Portuguesa de Futebol. O Presidente Gilberto Madaíl, responsável pela sua contratação, leu o comunicado.
Este despedimento vem na sequência de uma agressão bárbara protagozinada em directo pelo treinador brasileiro no final do jogo Portugal – Sérvia. Milhões de pessoas, em todo o mundo, testemunharam um soco tão certeiro quão inesperado ao atleta sérvio Dragutinovic. Na altura dos acontecimentos, Scolari começou por negar tudo, vindo depois a assumir a agressão com a desculpa de que estava a defender «o minino».
A UEFA começou por castigar de imediato Scolari por 4 jogos (dois meses e meio), mas a Federação recorreu do castigo. No entanto, acabou por voltar atrás e optou pelo despedimento do seleccionador brasileiro. Uma atitude tão mais coerente quando se sabe que estamos em plena fase de qualificação para a fase final do Europeu de Futebol e que este despedimento vem pôr em causa a qualificação da nossa selecção.
Alguns estão habituados a prevaricar e são sempre desculpados. Se fosse um treinador português, decerto que se passaria de imediato uma esponja sobre o assunto. Felizmente, não foi o caso com Luiz Felipe Scolari, que teve o castigo que merecia pela forma como envergonhou os portugueses perante todo o mundo.
Gilberto Madaíl está de Parabéns pela atitude tomada, bem como o Secretário de Estado, Laurentino Dias, que foi o primeiro a exigir a demissão do seleccionador brasileiro. Bem esteve ainda aquele que realmente manda na Selecção Nacional, Cristiano Ronaldo, que nos jornais da manhã dava a sua aprovação à escolha do novo seleccionador, o carismático Paulo Bento. «Forever Paulo Bento» terá então dito o inteligente capitão da «Selecção de todos nós», que ressalvou, ainda assim, não saber o significado de forever.
Tudo está bem quando acaba bem.
Compras urgentes para o Conselho Superior da Magistratura
Tribunal falha entrega do acórdão Casa Pia pela terceira vez. Depois de ontem terem alegado problemas de impressão, hoje parece que são outros problemas informáticos. De formatação dos textos, consta.
A Ópera Bufa
“Tribunal falha entrega do acórdão Casa Pia pela terceira vez”
Finalmente a República, de tão fodida que tem sido, sucumbe…
post scriptum:
O bater das asas da borboleta
“O bater de asas de uma borboleta em Pequim pode gerar um tufão no outro lado do mundo”. Mais palavra, menos palavra, esta é uma das premissas da Teoria do Caos, a qual estipula que fenómenos dinâmicos não padronizados podem gerar efeitos muito aumentados, não previsíveis e não expectáveis.
Aplicada a fenómenos da física e da matemática, a teoria do caos pode igualmente ser interpretada no plano das relações humanas. Utilizando ainda linguagem para-científica, a uma causa sucede uma consequência, a qual pode ser causa de outra consequência e assim sucessivamente. A questão, o seu busílis, está na previsibilidade da consequência, e aqui, no campo das relações humanas, a ciência deixa de o ser pela absoluta irrepetibilidade das condições da experiência, logo da consequência.
Não é avisado desprezar que podemos estar a viver tempos, em termos de civilização humana, de aparente novo paradigma, ou até mesmo, e apenas o tempo futuro o dirá, de mudança de matriz civilizacional. No estado actual das coisas, entre centenas de sinais contraditórios, as religiões reganharam uma força há poucas décadas insuspeita – um exemplo de sinal contraditório é que, se em alguns lugares do mundo é mais fácil, hoje, um indivíduo assumir-se como ateu (negar a existência de Deus), noutros a mesma assumpção tornou-se muito mais perigosa e geradora de condenação à morte.
Um grupúsculo fundamentalista cristão, sedeado numa ignorada aldeola americana, pretende queimar o Corão no próximo dia 11 de Setembro. [Read more…]
O Diário do Professor Arnaldo – 9 de Setembro
Devo começar por apresentar-me. Sou um beirão honesto (mas daqueles honestos mesmo) a leccionar há cerca de 20 anos. Apesar de já ser antiguito na profissão, ainda estou colocado a mais de 130 quilómetros de casa – por agora, omito o nome da Escola, dizendo apenas que fica no centro do país.
É a primeira vez que estou aqui e valha a verdade que não sei muito bem o que esperar. Dizem-me que os alunos são problemáticos e que este ano vai ser pior porque agora é mega-agrupamento. Aliás, vou ter de dar aulas na Secundária e na Básica cá da terra ao mesmo tempo.
Vai ser complicado, porque não tenho carro e, apesar de serem próximas, as duas Escolas estão separadas por um pequeno monte que torna o caminho bem agreste. Resta saber quanto tempo terei para me deslocar de um sítio para outro.
É que faltam três dias para começarem as aulas e ainda não tenho o meu horário. Só alguns privilegiados, os do costume, é que já puderam espreitá-lo. Dizem-me por aqui que o colega responsável pelos horários costuma fazer uns jeitos aos mais antigos… mas não acredito nisso.
la nación mapuche y su história
bandera mapuche
Me parece muy difícil escribir en pocas líneas, lo que está anunciado en el título. Mis primeras impresiones de los Mapuche, aparecieron en mi entendimiento y sentimiento por causa de una nana que tenía y se encargaba de mí, de mi limpieza, de mi saber comer, de que no me ensuciara porque era mal visto, que aprendiera a usar toda la vajilla y cuchillería, difícil de hacer: eran tantos y todos diferentes para las diversas comidas. En síntesis, saber usar la vajilla para poder comer en la mesa de los adultos. Éramos cinco hermanos y hermanas, y con el aprendizaje de tan difícil trabajo, quien aprendiera primero, podía sentarse en la mesa de los adultos. Nosotros los niños, comíamos en el repostero, que en portugués llaman copa. Los papás, en el comedor, bien servidos y mejor tratados.
No cuento esta parte de la historia por orgullo, es con vergüenza que hablo. Existía la idea entre el pueblo chileno, de que los nacionales Mapuche eran para servir, ser inquilinos, que no debían saber leer ni escribir para que no se sublevaran y atacaran a los Huinca, palabra Mapungun, su lengua, que significa en castellano el habla de la tierra, e Huinca, los extranjeros, que éramos nosotros, los chilenos. Bueno, eso de extranjero, en nuestro caso se aplicaba como realidad: hijos de españoles, Chile no era nuestra tierra, a pesar de que con los años allí vividos, desde la conquista del país, robado a los Mapuche, eso de ser chileno era una alegría. Especialmente cuando íbamos a nuestras tierras, trabajadas por Picunche, un clan de los Mapuche, que trabajaban por nada: se les daba un trozo de tierra que debía ser trabajada por su familia, en cuanto el hombre de la casa debía servir en la casa y tierras del patrón.
E além do blogue…
…anda igualmente pelo Twitter e pelo Facebook sem esquecer, como recordou o J. Mário, o Combate Desigual o seu blogue.
Um candidato muito dado às redes sociais. Faz muito bem!
"Memórias de Moçambique"

Pintura documental, na qual se retrata as derradeiras décadas da soberania portuguesa em Moçambique: a vida administrativa, económica, familiar, usos e costumes de colonos e populações nativas.
Exposição a ser inaugurada a 11 de Setembro, pelas 16.00h no Palácio dos Aciprestes, Fundação Marquês de Pombal, em Linda-a-Velha
Av. Tomás Ribeiro 16
“Ana Maria (Plácido Castelo Branco Graça Ferreira) nasceu no povoado Errego, sede da circunscrição do Ile, Província da Zambézia, na então colónia portuguesa de Moçambique, a 27 de Abril de 1933. É filha de Arlindo Dias Graça, por sua vez filho de um brasileiro, proprietário, de Ouro Preto (Minas Garrais) e de uma portuguesa de Valadares (Vila Nova de Gaia); a Mãe, Alice Augusta Castelo Branco, nasceu em S. Miguel de Seide (Famalicão) naquela que é hoje a Casa-Museu Camilo Castelo Branco sendo, por esta via, bisneta de Camilo Castelo Branco e de Ana Plácido. O Pai, funcionário administrativo, era um curioso amante das artes e na família materna há vários artistas amadores, quer de Pintura, quer de Escultura.
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Holly Wood vai ser executado amanhã
A sala de execução do Alabama
O norte-americano Holly Wood vai ser executado amanhã, 9 de Setembro, no Alabama, acusado de ter assassinado a antiga namorada.
Cidadão negro de 50 anos, apresenta uma idade mental de 8 anos, equivalente a uma criança da 3.ª classe. O seu QI é de 59, sendo que o Estado do Alabama estabelece que o detentor de um QI abaixo de 70 tem funções intelectuais muito limitadas. Ou seja, é o seu caso. De resto, passou toda a sua escolaridade em turmas de Ensino Especial.
Na altura do julgamento, em 1994, foi defendido por um advogado oficioso que tinha 4 meses de experiência e que, como é óbvio, nunca tinha trabalhado num caso de pena de morte. A lei do Alabama, saliente-se, obriga a que um possível condenado à morte seja defendido por um advogado com 5 anos de experiência.
A um júri constituído por 12 cidadãos, dez brancos e dois negros, bastou uma hora para condenar Holly Wood à morte. Os dez jurados brancos votaram a favor, os dois jurados negros votaram contra. Durante a selecção do júri, vários negros foram convenientemente afastados.
Para Holly Wood, não houve manifestações nem histriónicas vozes de protesto, a não ser do embaixador da União Europeia em Washington, João Vaz de Almeida.
É porque são a favor. E é por isso que ele vai ser executado amanhã.
O Professor Oceano e o menino Carlinhos
O Professor Oceano mostra como faz um homem, quando o é, para manter a honra e o prestígio intactos. O menino Carlinhos mostra como um menino, quando o é, quanto mais insiste em lavar a sua honra mais se desonra, queimando e sujando tudo à sua volta. As crianças, quando se julgam o Super-homem e o Homem-aranha, acreditam mesmo. E na luta contra os “maus” vale tudo, até prejudicar os interesses do tal, noutras ocasiões tão propalado e sacrossanto, colectivo (a dita equipa de todos nós, como poeticamente alardeiam quando as coisas correm bem).
É assim que o PSD quer ser alternativa de governo?
O deputado do PSD, Bacelar Gouveia, rebelou-se. Incompatibilizado com Paulo Teixeira Pinto (PTP), que preside à comissão do projecto de revisão constitucional ‘laranja’, o demissionário acusa o citado presidente de prepotência e falta de respeito pelos pareceres de terceiros. Em particular, de manipulação da informação veiculada por PTP para Pedros Passos Coelho (PPC).
Seguidor de ideais afastados do republicanismo e da social-democracia, Paulo Teixeira Pinto era a pior escolha que Pedro Passos Coelho poderia ter feito para tamanha tarefa. E a história das divergências na comissão já vêm do passado, como então destacámos no ‘Aventar’.
Por muito que Miguel Relvas – o Vitalino Canas do PSD – queira disfarçar as divergências em matéria tão séria como o projecto do texto constitucional, são cada vez mais evidentes as dificuldades e incapacidades do PSD quanto à concepção desse projecto. Alegam ainda por cima ser vital para o país. Com estas demonstrações de inabilidade, a verdade é que pouco ou nada distingue PSD do PS de Sócrates. E queiram ou não, ambos estão condenados pela UE a entender-se sobre o OGE. Façam o ruído que quiserem. É folclore.
Tudo isto e muito mais me faz acreditar tanto no PSD como no PS; ou seja, rigorosamente nada.
Os motivos para desconfiar de ambos são inúmeros e eloquentes. Desde há 34 anos, quando se iniciou a saga do ‘bloco central’, em alternância ou coligada, assisti ao desmantelamento cavaquista da indústria – tarefa delegada no comissário Mira Amaral – da agricultura e das pescas; depois, ao esbanjar guterrista de avultadas somas de fundos europeus na continuação de incessantes obras de estradas, de auto-estradas e de outras faraónicas; Guterres acabou por se refugiar na ONU; veio o Barroso que, logo que teve oportunidade, também fugiu do pântano, a caminho da fama e do proveito pessoal (o país que se lixe!); tivemos o interlúdio santanista e, finalmente, viemos parar à governação de Sócrates, com o desfile das políticas desastrosas, que sofremos no dia-a-dia.
Arranque do ano lectivo – a confusão continua (ou contínua)…

O dia de hoje (8 de Setembro de 2010) é assinalado pelo Governo com o arranque do ano lectivo.
Ninguém estranha que o Primeiro Ministro apareça num centro escolar novo cheio de MG2 – a versão mais recente do Magalhães. É parte da herança Maria de Lurdes que continua bem presente quer pela presença do Sr. Secretário de Estado, Doutorando em Sociologia no ISCTE, quer pela ausência da Srª Ministra Maria Vilar.
A agenda educativa tem sido muito marcada pelas questões em torno da carreira dos professores e sobre essa será significativo dizer que desde 2004… nunca mais fui objecto de qualquer tipo de avaliação – Sócrates tomou posse em 2005 e até agora… zero! [Read more…]
o crescimento das crianças-6ªparte-II-indigenismo

ritual Mapuche, praticado pelos Picunche,para a sua defessa dos Huinca Chilenos
Nguillatun – Ceremonia religiosa
Capitalismo agrário, subdesenvolvimento agrário: imdigenismo
Talvez, podia pensar como Jack Goody fez para a Ghana em 1963, quando pertencia ao Partido do Povo que libertou a Ghana do colonialismo inglês. Quando tentou entender a situação do País com os conceitos ocidentais de Feudalismo e escreve o seu texto Feudalism In Africa? que depois passa a ser o livro de l971, Technology, tradition and the State In Africa, onde tenta perceber a continuidade política que for capaz de guardar a continuidade entre gerações que vivem uma diferente experiência. Mas a sua reflexão, que continua em Production and Reproduction, 1976, não ajuda ao País que é iletrado e que tem as suas próprias continuidades e descontinuidades, que faz estalar a guerra., que tem as suas próprias literacias em signos não escritos, entendidos por eles e não multilingues. Essas guerras já vividas pelos Picunche e Espanhóis, pelos Galegos nos séculos dezanove e vinte. Pelos portugueses, nos mesmos séculos, até acabarem Espanha e Portugal em vias pacíficas para a igualdade subsumida ao capital. E o Chile, numa desigualdade esfomeada também pelo capital subdesenvolvido. O crescimento das crianças de hoje, é fundamentalmente diferente ao crescimento de ontem. O de ontem, tinha um objectivo centralizador da actividade familiar, o obter a terra por meios para todos iguais. Os de ontem, são criados no derrube de um sistema da aristocracia, que eles têm que reconstruir outra vez na base da sua própria força. Os de hoje, têm um objectivo igual, mas que dispersa e tira do elo estruturador antigo, a propriedade rural. O capital é o objectivo individual e autónomo. Como diz o Presidente do Sindicato de Agricultores da Extensão Agrária Galega, há muita gente no campo e é preciso limpar e redistribui-los pelas outras tarefas, encher as cidades e as habilitações, as industrias e a poupança. Fazer de cada um, uma força empresarial. Que já existe na sua mentalidade. Embora Victoria, Pilar e Anabela continuem na ideologia ocidental cristã, esta ideologia não é outra que a que se adapta à
A expectativa dos grandes para o futuro dos miúdos
“O que queres ser quando fores grande?”
A pergunta adivinhava-se a todo o instante. Os adultos têm destas coisas, uma vontade tremenda de saber o que a miudagem quer ser quando ‘for grande’. Os petizes é que não estão para essas coisas, querem é que os deixem em liberdade. O que querem ser quando forem grandes não faz parte da ementa nestes dias de pouca responsabilidade.
Mas exigia-se a resposta. Os enormes olhos dos grandes aguardavam, em expectativa muda. “Mecânico de automóveis”. A resposta foi dada em instantes, quase sem pensar. Não queria nada ser mecânico de automóveis, mas tinha ouvido uma conversa onde alguém, um outro grande, disse que era profissão um pouco suja mas segura e com rendimentos garantido.










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