Um bando de idiotas perigosos

O que se passou na madrugada de sexta-feira, numa reunião de idiotas à solta que tratavam do resgate cipriota, além da gravidade da decisão em si, demonstra que estamos mesmo entregues a imbecis muito, mas mesmo muito perigosos.

Comparar Merkel a Hitlter não faz muito o meu género, acima de tudo porque o Adolfo deixou milhões de cadáveres atrás de si e aparentemente este governo alemão quanto muito deixaria a Europa do Sul  morrer à fome para salvar a sua própria economia, esquecendo que a ergueu por conta de uma moeda feita à sua medida.

Mudei de ideias. A irresponsabilidade desta gente é total, e não olham a meios para atingirem o que pensam ser os seus fins. Brincar ao capitalismo financeiro nesta altura do campeonato é acima de tudo uma medalha de ouro na modalidade olímpica mais em voga, o tiro no pé. Conseguiram o lugar no podium. A lógica do castigo aos meninos mal comportados sobrepõe-se a tudo, incluindo os próprios interesses da arrogante Alemanha, onde o governo nem sequer entende que inevitavelmente irá atrás numa queda livre da zona euro, e quanto mais alto se está maior será o tombo. [Read more…]

Chipre: a russa Gazprom pode substituir a UE

Da União Europeia, demonstrado à exaustão, sobra uma instituição destroçada, se é que algumas vezes existiu em estado saudável. Segundo os ideais de entusiastas impulsionadores da agregação iniciada com a CECA – Comunidade Europeia do Carvão e do Aço,  os franceses Schuman e Monet, os princípios e objectivos começaram por ser económicos (o carvão alemão + o aço francês). Com um manancial de tratados, inconsequentes e/ou desrespeitados, e uma moeda, euro, que apenas 17/27 adoptaram, a UE foi-se dilatando, estendendo-se da fria e fleumática Suécia ao cálido e temperamental Chipre.

No fundo, o objectivo supremo da citada UE,  tal como nos primeiros tempos da CECA, jamais deixou de ser o benefício económico dos fortes, a quem, entretanto, a desregulação financeira e o ‘sistema financeiro internacional’ ergueram alguns obstáculos, resolvidos a seu contento.

A beligerante Alemanha, em 1952, beneficiou de 50% de dívida perdoada.  Graças à conivência das potências ocidentais, EUA, França e Reino Unido, aproveitada pelo hábil chanceler Konrad Adenauer, os germânicos retomaram a força do poder na sociedade internacional; em especial na UE, que é aquele que a chanceler Merkel, em conjugação com os sudetas actuais, Holanda e Finlândia, tem utilizado para humilhar os povos do Sul da Europa – a extorsão através do fornecimentos de equipamentos navais e militares, da adjudicação de grandes obras a empresas internacionais alemãs e uma variedade de negócios contribuíram decisivamente para as crises soberanas de Grécia e Portugal, onde os maiores sofrimentos atingem  cidadãos sem emprego, a viver sob condições intoleráveis de pobreza e miséria – junte-se-lhes Espanha, Itália e Irlanda, se se pretender. [Read more…]

Partido de Merkel perdeu

A CDU de Angela Merkel perdeu nas eleições de ontem na Baixa Saxónia. A coligação SPD+Verdes ganhou a maioria dos votos dos oito milhões de eleitores.

Os ibéricos, esses malandros

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(c) Parlamento Europeu
Mário Soares, Rui Machete, Jaime Gama e Ernâni Lopes assinam o tratado de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia

12 de Junho de 1985: após oito anos de negociações, Portugal assinava o tratado de adesão que o colocaria em 1986 no clube dos consumidores europeus e grandes exportadores mundiais, então 320 milhões de indivíduos. A Europa dos ricos alargava as suas fronteiras aos pobres e recebia de uma assentada três milhões suplementares de desempregados. Jacques Delors celebrava o esforço comum empreendido em favor de «um mesmo ideal [que serviria] para reforçar as nossas economias, confortar as nossas democracias e partilhar as nossas culturas.» E foi assim, a imaginar que estávamos num clube filantrópico de amigos beneméritos, que deixámos a corrupção de sempre (a do sistema de poderes de tráficos e influências que prossegue minando de injustiça e imoralidade a vida dos cidadãos) tomar conta do Estado democrático. [Read more…]

Batendo os recordes de Honecker

Merkel reeleita com 98% dos votos

Para português ver

58 000  visualizações em alemão.

83 000 em inglês.

308 000 em português, fora a televisão.

Boa Marcelo, lá fora o folclore não compensa mas cá dentro ainda chegas a Belém.

Egrégios avós

Em 1903 os avós dela mandaram colocar em duas das mais nobres pontes da cidade quatro estátuas de quatro grandes homens: James Cook, Cristovão Colombo, Vasco da Gama, Fernão Magalhães. Quatro gigantes, dois portugueses. Ou três, há quem o jure.
Em 1944 as estátuas de James Cook e Fernão Magalhães foram destruídas em nome de uma Europa que a Alemanha dos pais dela atacava.

Em 1954 na cidade dos quatro grandes homens nasceu Angela Merkel.
Hamburg. Foi por lá que a talvez doce Angelinha terá visto o primeiro português, um tal de Vasco da Gama que as gentes dela respeitavam e quiseram homenagear.
Não, não tinha cara de manso e era bom que a agora Senhora Merkel se lembrasse disso quando pensa nos netos dele.
PS (Conseguir pôr um PS no primeiro post é obra): O “bazert” lá de cima é Teresa aqui em baixo e um dia destes, tenho fé, irei vencer a teimosia do wordpress e conseguir que o Teresa passe lá para cima. Sim, dizem que agora eu também ando por aqui, bota abaixo um copo, bota aqui a assinatura, pronto, já está, não doeu nada, agora que tens a chave da casa desembaraça-te e é se queres. Quis. E, já agora, boa tarde. Se nos vamos voltar a ver convém que seja educadinha)
PS2: Se o post saiu torto e a fotografia de lado a responsabilidade é do jeropiga de ontem que a modos que tolheu a minha vontade de aprender a mexer neste bicho e a vontade deles de me ensinarem.

Alemanha invade Portugal

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Ainda ontem comemorávamos o fim da primeira guerra mundial, começada pelo Império Alemão, Governado pelo denominado Kaiser Guilherme II da casa de Hohenzollern. Ainda ontem era comemorado o Armistício no Cenotáfio construído em Londres em honra de todos os mortos dessa guerra, milhares deles, onde está enterrado o corpo de um soldado desconhecido que representa os mortos durante essa guerra.
A Alemanha recuperou e passou a uma segunda Guerra, tendo como aliados o Império do Japão e a Itália de Mussolini. Precisavam de espaço para induzir a ideologia nazi de Hitler.
Por causa dos antecedentes, o que esperamos de Ângela Merkel, a Chanceler Alemã? Um armistício, como o comemorado no dia de ontem no Cenotáfio londrino, uma colaboração em investimentos em fábricas e indústrias? Uma publicidade da sua pessoa que entrou na Direção da União Europeia sem convite? Uma renovação do seu mandato? Porque Passos Coelho a visita tanto e o nosso Presidente lhe oferece um almoço? Por conveniência de serviço? Para ultrapassar a imposta austeridade deste desgoverno? [Read more…]

Mal vestida

São muitos e variados os motivos para não gostar de Merkel.

Mas só um é verdadeiramente importante  e foi a sonda Curiosity que a confirmou- é a primeira vez que alguém, pelo menos nos Planetas Terra e Marte, se consegue vestir pior que a Maria Cavaco Silva.

O Aventar é uma casa especializada em altura costura desde sempre. Ou não. Se calhar é só, deixa ver, há precisamente meio minuto – o tempo necessário para escrever as primeiras linhas deste post.

Pelo contrário, em Inglaterra, há muito tempo descobriram o problema da prima Angela- só espero que ela tenha tomado banho nos entretantos.

Sabemos todos que a líder alemã não fica a dever muito à beleza e, claro, isso não nos leva a todos para a rua – estamos de acordo, nem todos seriam bem-vindos. Até por causa do cheiro – já nos chega a amiga Angela.

Mas há uma solução na net. Aliás, na net há solução para quase tudo. Até para encontrar o marido de Maria Cavaco Silva, que insiste em não sair da net. Ninguém me tira da cabeça que o almoço entre ele e a Angela será via Facebook.

Mas, falava eu da solução. Querem arriscar?

Eu, pelo sim, pelo não, não arrisco. Ainda anda por aí alguma sonda enviada por Jupiteriano qualquer e depois temos um problema maior que o nosso défice.

E já nos chega o Gaspar!

Um vídeo para Merkel

Mesmo que não se concorde, em absoluto, com o conteúdo do vídeo, tem, no mínimo, um valor documental. No dia em que Merkel visita aquilo que considera uma das suas colónias, o valor é, também, simbólico. Uma iniciativa de Marcelo Rebelo de Sousa, secundada e produzida pelo Rodrigo Moita de Deus, dois perigosos esquerdistas radicais.

Carta aberta a Merkel

A senhora vem aos saldos.

Num mundo que se forma, cada vez mais a dois, a poderosa China e os states talvez sejam dois hemisférios. Será neste enquadramento que a Chancelarina quer, com a sua Alemanha, fazer de equador?

Será que é intenção de sua eminência transferir parte da produção a baixo custo, uma espécie de produção à chinesa para o sul da Europa? Pensará esta gente que o futuro da Europa se faz com Portugal, Espanha, Grécia e Itália como fábricas dos ricos do Norte?

Não me parece grande opção e só entendo o ok dos queques de leite do PSD e do CDS a esta ideia porque estão a ver se conseguem um tachito. A maioria deles nunca trabalhou – passaram por Gaia, fugiram atrás de coisa maior e estão a ver para onde cai.

Para aqui (PORTUGAL) e por aqui (PORTUGAL), não! Obrigado.

Minha cara mulher de verde, qual vegetal insosso, não é bem-vinda a Portugal.

A porta de saída é a serventia da casa e pode ir acompanhada.

 

 

Amén

Continua a haver um conjunto muito diversificado de opiniões sobre a presença da TROIKA por cá:

– o BE e o PC: TROIKA, rua!

– o PS, esta não! Outra talvez…

– PSD está para esta TROIKA como o Cardozo para os Benfiquistas – desde que dê para ganhar…

– CDS que não é carne nem peixe, está com um pé dentro e com as duas mãos fora do Governo.

Para uns, Portugal tem que seguir um caminho de austeridade, vareia o percurso.

Para outros, este é o caminho do sucesso. Também a Dama lhe deu para opinar sobre o Drama Luso. Claro que não é Merkel a mãe do nosso problema – isso é com outra Maria. Agora, há uma coisa que sua excelência não tem razão:

– Esta receita não vai resultar! É um erro continuar a acreditar nisso!

Podemos até concordar no erro das auto-estradas, podemos até concordar que foi um erro Cavaco Silva ter dado dinheiro europeu para abater barcos e acabar com as nossas pescas. Temos ainda toda a paciência para lembrar o que Cavaco Silva fez à agricultura nacional. Há até toda a capacidade de encaixe para ouvir os meninos de leite do CDS e do PSD virem agora falar do regresso à produção nacional.

Mas já não há qualquer tipo de pachorra para nos dizerem que o caminho é este!

Não é!

Salvamos a Espanha para salvar os bancos alemães

– Jürgen Donges, o senhor que disse isto é conselheiro da Sra. Merkel. Nada que não tivéssemos falado já no Aventar (em 2010).

Portugal com má nota dada pelos seus

“Entre os europeus, portugueses são os que dão pior nota ao seu país. Quase 70% dos portugueses de classe média dizem que o seu nível de vida piorou no espaço de um ano”, lê-se no Público de hoje.

Este estudo do Barómetro Europeu do Observador Cetelem, não nos diz nada de novo.

É o descontentamento social “onde a precaridade atinge quase 30% da população”.

A Alemanha é a excepção à regra do resto da Europa. Têm que agradecer à Angela e aos seus antecessores.

Nós, estamos gratos ao Pedro e a todos os que lhe antecederam.

Nunca estivemos tão optimistas!

Cuida-te

Sim! É para Vossa Senhoria que estou a falar!

Cuida-te! Este, no chão, também é alemão!

 

Tragédia Americana

E já agora, também alemã.

Nação sem estado

“Portugal está no bom caminho”, diz líder parlamentar alemã

A Alemanha e os 556.000 milhões de mitos explicados por S. Gabriel

É falso apresentar permanentemente a Alemanha como o pagador da União Europeia: não somos um contribuinte líquido, mas sim um ganhador líquido”, disse Gabriel. Desde a criação da união monetária a Alemanha ganhou 556.000 milhões de euros mais do que aquilo que destinou a ajuda financeira: somos o beneficiário líquido da UE e isto tem de ser dito alto e claramente”

O Gabriel que fala chama-se Sigmar Gabriel, não é um anjo anunciador é o presidente do SPD e, espera-se, o homem que vai correr com Merkel do governo alemão. Uma Europa à procura da verdade e mais que não seja desta aspirina, bem precisa.

via derterrorist

Carta do Canadá: Eleições e Lições

Que a Grécia esteja  a ser governada por dois partidos que obtiveram um resultado tangencial nas eleições, a Nova Democracia e o Pasok, afigura-se tão grotesco como pôr pirómanos a apagar incêndios. Porque foram eles os grandes responsáveis pelo estado a que o país chegou, já que se alternaram no poder por dezenas de anos. Por acção, omissão,cumplicidade e incompetência, foram eles que institucionalizaram a corrupção, a ausência de reformas estruturais atempadas, a completa vigarice nas contas apresentadas a Bruxelas, o mais relaxado deixa andar no abandono da agricultura e pescas, a estúpida indiferença face ao declínio industrial. Desgraçaram o povo e encheram os bolsos aos bancos, aos milionários armadores, aos especuladores desenfreados. Puseram a Grécia de joelhos, à beira da bancarrota e da perda de soberania, quando celebraram contratos ruinosos na compra de submarinos, navios e material de guerra com que a Alemanha os seduziu. Insulto sem perdão a um povo que pagou a invasão do seu território pelas tropas nazis, durante a Segunda Guerra, por um inenarrável preço de sangue e escravidão. Perfeitos traidores. [Read more…]

Não perdem pela demora

Itália tira a Alemanha do Euro. Merkel já ordenou um plano de austeridades para os italianos.

Quem tem medo compra um cão

Portugal 0- Alemanha 1. Quando é que Mourinho se reforma como seleccionador nacional?

Israel arma submarinos com mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares

O governo alemão paga a maior parte da factura e antigos altos funcionários alemães confirmam. [Também no Público]

Submissão

Não é uma ideia nova, mas de cada vez que penso no assunto, fico sem entender como é que o Presidente da FRANÇA tem como primeiro acto público uma viagem à Alemanha.

Não se entende.

O que deveria fazer a Esperança da Esquerda europeia era fazer render o peixe, o estado de graça, deixa a nazi a falar sozinha por uns tempos, mandar uns recados um pouco para todo o lado e ganhar o povo francês para o lado que interessa.

Assim, não se entende. Resta-nos a ESPERANÇA no povo GREGO!

Para o ex-Esperança, uma música dos Xutos:

[youtube:http://youtu.be/GSiCdoVM-Pc%5D

Mário Soares ao Jornal I

Toda a gente percebeu tanto em Portugal como na Espanha que só com austeridade não se vai lá.”

Eu não sei se TODA a gente já percebeu, mas há pelo menos dois tipos de pessoas que perceberam: os desempregados e os funcionários públicos!

Sabes Alemanha, no futebol a conversa é outra

Sabes Alemanha, o futebol pode fazer em 90 minutos aquilo que nos fazes todos os dias. Temos umas contas a ajustar, num relvado de dois países que têm sido teus súbditos no intervalo de o serem da Rússia.

Com o cigano Quaresma e o madeirense Ronaldo na forma em que estão, tudo gente de povos inferiores, daqueles que desprezas todos os dias, corremos contigo do Euro. O Nani pode ficar como suplente de luxo.

Sabes Alemanha, no jogo dos pobres, os ricos também perdem.

No vídeo os dois golos do Quaresma no último fim de semana. Duas obras-primas.

Eu também não sei alemão

O Governo alemão chegou a um acordo para reduzir o salário mínimo dos trabalhadores qualificados naturais de países fora da União Europeia e que são contratados por empresas da Alemanha, dos atuais 66 mil euros anuais para 44.800 euros.

Escreve a Agência Financeira e a Lusa retransmite para vários jornais online repetirem. A fonte da notícia  é que não está de acordo. Até sem saber alemão lá se chega: trata-se não de salário mínimo mas do rendimento mínimo para se ter autorização de trabalho, que será mais baixo,  e também se  aumenta o tempo de estadia na Alemanha para quem está à procura de trabalho (que passa a ser de 6 meses). Além disso na Alemanha nem sequer há salário mínimo.

Eu também não sei alemão mas leio os comentários de quem sabe no artigo do Público, por exemplo, confirmo com um tradutor automático, riu-me, ah, e também não sou jornalista.

Isto vai de certeza acabar bem…

O Governo alemão chegou a um acordo para reduzir o salário mínimo dos trabalhadores qualificados naturais de países fora da União Europeia e que são contratados por empresas da Alemanha, dos actuais 66.000 euros anuais para 44.800 euros. [Público]

O pão nosso de cada dia devia ser assim todos os dias

Alemanha confisca dinheiro escondido em pães

Carta do Canadá: Ou vai ou racha

Fernnanda Leitão

Há dias podia ler-se num editorial do New York Times, todo ele dedicado à situação na União Europeia: ”Porque é que os líderes da Europa se empenham em negar a realidade? A chanceler Angela Merkel,da Alemanha, e o presidente Nicolas Sarcozy, da França, mostram-se incapazes de admitir que vão por caminho errado. Estão deslumbrados com a sedutora mas ilógica noção de que todos os países devem copiar o “modelo exportador” da Alemanha, sem décadas de investimento público e taxas artificialmente baixas, cruciais para o sucesso germânico?  A Sra Merkel também parece determinada a inclinar-se perante os preconceitos dos eleitores alemães, os quais acreditam que o sofrimento é a única maneira de a Grécia,e os outros países da Europa do Sul, entrarem no bom caminho”.

Que esses dois líderes pensem de forma tão redutora e pobre, não surpreende quem tem boa memória ou o salutar hábito de ler o que a História ensina. Há países onde as televisóes se preocupam em não deixar apagar-se a memória do sofrimento que a Alemanha, por má liderança, e a França, por cobardia das elites, inflingiram a milhões de pessoas. O Canadá é um desses países. Devo acrescentar que a cada passo oiço canadianos dizer a propósito da situação na UE: “A Alemanha, outra vez!”. E anglo-saxónicos puros e duros desabafando: “A França é  sempre a mesma doida”. Nestas expressões há receio, há desagrado, há um escondido grito de alarme. Dirão: é a mania da superioridade dos ingleses. Será, mas têm boas razões para isso: se não fossem eles, patriotas, a dar o primeiro grande passo da resistência, a Europa teria sido esmagada e abastardada por um punhado de facínoras. [Read more…]

Porque deve a Alemanha aumentar os seus salários?

Porque os baixou. O que se segue, com uma ligeira adaptação, vem de um rascunho inspirado numa cimeira europeia, escrito se não erro em novembro. A visita de Paul Krugman e a sua afirmação de que devemos reduzir os salários comparativamente com os da Alemanha, embora  fosse “preferível subir os salários dos alemães – de modo a estimular o consumo no país e, consequentemente, as outras economias do euro“, fez-me ir ao baú.

Há duas crises na Europa, que se multiplicam: uma, desde 2008, foi provocada pelos mercados à solta com epicentro nos EUA, a outra chama-se Berlim. A Alemanha recuperou da reunificação moldando a Europa, particularmente os países do sul,  aos seus interesses, substituindo um marco que não lhe dava competitividade por um euro feito à sua medida.

A reunificação serviu em primeiro lugar como desculpa para retirar ao trabalhador alemão os seus direitos:

Quando vim viver para cá, há vinte anos, não era preciso trabalhar mais do que oito horas por dia para ter direito a ganhar muito bem. Na primeira empresa em que trabalhei, todos os minutos dados a mais eram somados e convertidos em dias de férias. Todos os minutos.
Agora, os contratos de trabalho são feitos com isenção de horário.  (Helena no 2 Dedos de Conversa)

O Euro “foi o dumping salarial na Alemanha que originou um grande superavite na balança comercial” e quem acusa Angela Merkel de ser a mulher mais perigosa da Europa não sou só eu, é um dirigente da esquerda alemã.
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