Somewhere over the rainbow (um ano de Aventar)

Não fui um dos fundadores do Aventar. Apenas comecei a publicar regularmente em Junho. Nestes dez meses, muita coisa mudou. Por exemplo, eu mudei a maneira de apreciar os blogues (de céptico passei a blogo dependente) e, por outro lado, o Aventar também foi paulatinamente mudando. Quanto a mim para melhor.

A qualidade média dos posts parece-me ter subido. Um regionalismo e um clubismo exagerados, com que deparei à chegada, estão bastante atenuados. O Aventar está mais pluralista do que era no Verão passado. Mas tem ainda margem de progressão. Eu diria que era necessário erradicar completamente a futebolite e o regionalismo excessivo, sem abdicar de analisar o futebol com serenidade e objectividade e de discutir com seriedade a questão da regionalização. O Aventar deve ser um blogue de todo o País, em que um algarvio e um minhoto se sintam tão à vontade como um tripeiro ou um alfacinha. [Read more…]

Parabéns a mim

Hoje de manhã, quando olhei de relance para o espelho com o ar fugidio de quem evita prender o olhar para não encontrar mais uma ruga, ele falou comigo e exigiu-me atenção. Eu sei que é um lugar comum de quem ficciona pôr o espelho a falar. Mas, comigo, é também lugar comum o espelho pôr-se a atirar sentenças.

– Então hoje estás de parabéns.

– Eu? Porquê?

– Por causa do Aventar, porque é que havia de ser?

– Quem está de parabéns é o Aventar.

– Não sejas vaidoso, pá. Tu é que estás de parabéns. Foste convidado, aceitaste o convite, fazes parte daquela equipa, és um aventador, fizeste amigos que não conhecias, partilhas um espaço de liberdade, deixam-te escrever, estás de parabéns, deixa-te de caganças.

– Queres dizer modéstias.

-Caganças. Deixa-te de caganças. O Aventar é que é bom. Tu, quando muito, estás de parabéns por lá estares.

Pela primeira vez, desde há uns tempos, olhei para o meu espelho com simpatia. Não reproduz com a beleza necessária a minha sedutora imagem. Mas não é burro de todo e até tem dias em que acorda bem disposto.

Primeiro Aniversário do Aventar

Hoje o Aventar festeja o seu primeiro aniversário e fá-lo com todos os leitores nesta semana aberta especial.

Quando o Zé Freitas me convidou para este projecto eu andava pelo Sinaleiro, o meu blog pessoal, depois de cinco anos dividido por vários blogues. Nem pensei duas vezes. Eu sentia que este projecto tinha tudo para dar certo. E deu. Entretanto muitos mais chegaram.

Há tempos perguntaram-me qual o segredo do sucesso do Aventar. Simples: a diversidade. Temos por cá gente de esquerda, de direita, do centro, das extremas, católicos, judeus, agnósticos, ateus e muçulmanos. Gente do Algarve ao Minho, passando pelo Interior profundo. Convivem portistas com benfiquistas e sportinguistas, adeptos do belenense e da briosa e malta que detesta futebol. Mulheres e homens, de todas as idades e de gerações tão diversas. Diferentes formas de ver e estar no Mundo.

Francamente, conhecendo eu tão bem a blogosfera e estudando profundamente as Redes Sociais, pelo menos boa parte delas, ainda não encontrei um blog assim, com tal diversidade.

Há blogues melhores? Certamente. Não temos a qualidade do Blasfémias ou do 5Dias, a originalidade do 31 da Armada, a irreverência do 31 da Sarrafada, o mediatismo do Jugular ou do Abrupto, a profundidade do Insurgente ou do AspirinaB, o bom gosto do E Deus Criou a Mulher, a sabedoria do Origem das Espécies, a acutilância do Delito, do Corta-fitas, do Cachimbo ou do Albergue, a dimensão do Arrastão, a especialização do Educação no meu Umbigo ou as audiências do Gatas-qb. Não, não temos mas procuramos, tentamos, esforçamo-nos.

Num ano foram quase 400 mil os que nos visitaram, 900 mil as pageviews, mais de 1000 seguem-nos no Twitter e mais de 2500 no Facebook. São números que falam por si e que muito nos orgulham. É muita fruta. Mas sabem quais são os números que mais nos orgulham? Eu digo-vos: mais de 6300 post e mais de 17 mil comentários. O nosso orgulho!

Somos os “maiores, carago”? Não, mas vamos ser!

Há um ano, o Aventar começou assim

Exactamente há um ano, passava um minuto da meia-noite, o Aventar começou assim…

CORO

“Mãos de mulheres, cheias de ternura,
cozinharam seus filhos,
que lhes servirão de alimento,
quando da ruína da filha do meu Povo.”
Bíblia. Livro das Lamentações, Jod

«O que é um homem bom?»
O que é um homem bom?, penso e pergunto-te
sem medo da palavra que não trova com o mundo,
de quando em vez, acosso-te: «O que é um homem bom?»
novamente assomo sem pudor de te perturbar ainda; vivo assim:
sem medo da tua pele tão à beira de mim, sem me retrair nos olhos
e fico de borco desejando despenhadeiro – tua voz – essa vida com sotaque vigilante
e se a minha palavra se abeirasse dos teus olhos
não sei se seria um lago, neve, iogurte dentro do prazo, a leve vida,/
ou Elisa cantando: Tanzânia, T-a-n-z-â-n-i-a, T-a-n-z-â-n-i-a,
T-a-n-z-â-n-i-a sem adivinhar um punhal
levando a morte ao seu corpo;
sei, talvez, que essa palavra seria sempre um objecto secundário,
um acessório de uma memória suja, demente ou ambição de vertigem
face de um fragmento rudimentar com que irias à procura
de qualquer coisa que te lembrasse
que não existe diz-que-diz-que na solidão
essa pele que absorve a fundo a noite
outra vez vem ter comigo, imploro!
acossa de relance – nos meus olhos – a tua mão, par
da mão que desossa com o cutelo os ossos, toca piano,
mão engatilhando, levando a extinção na sua força, fixando
os corpos no seu tempo “ A guerra foi há duas semanas”, diz o homem
com as duas mãos no volante
. O que é um homem bom?, vacilo
— a mão de Sacha nas mãos
da mãe de Sacha; os olhos das mães crescendo
como a tensão nas mãos da mãe de Sacha

tanta face de lume! quando pensas noutro humano
tão impartilhável como é para mim o teu corpo de remendos,
depois vêm as palavras que seguram
o homem empoleirado, podando a preceito os ramos
de árvores russas, isso, as árvores eram russas,
as copas das árvores russas, a cidade ao fundo,
um enquadramento, um plano
tal como o rosto de infância a ser enterreado
na improvisada vala comum,
a areia tapando o rosto infantil de olhos abertos,
os corpos amontoados na carrinha de caixa aberta,
mas esse relâmpago em câmara-lenta — a última imagem — os olhos abertos
o bebé, e outras palavras juntam-se a ti
: manga-curta manga-comprida
porco-preto porco-branco
« o porco-preto é mais difícil de conseguir, corre mais
»

e os corpos arrojados até à porta da embaixada
as copas das árvores russas, os sacos de comida para o gato
a cultura do açafrão, Maria, a campa da Maria, as mãos da Marias
separandos as lágrimas do rosto, para se sentir mais na morte do filho,
o filho da Maria a galope do cavalo entrando pelo lago num dia de verão
russo, a aldeia russa da Maria, o marido da Maria e a nova mulher nova
a Maria entrando terra adentro com as suas mãos respirando a força do sol,
a comoção do realizador com a morte e campa da Maria, com as palavras da filha da Maria,/
a Maria fixando-se palavra viril
e ficas a pensar na possibilidade do nome das coisas, das tuas coisas quotidianas, tão a jeito e próximas da tua indiferença,
« o porco-preto é mais difícil de conseguir, corre mais»

De Puta Madre

A prenda de feliz aniversário do Aventar

Já fomos várias vezes citados em jornais e em programas radiofónicos, não é para nós surpresa, mas não deixa de ter piada sermos hoje, logo hoje, abundantemente citados na secção “Blogues em papel” no Público.

E somos citados propondo uma série de medidas políticas que de tão óbvias, só ainda não foram implementadas por irem contra o interesse de quem verdadeiramente manda neste pobre país. O diagnóstico está há muito feito é só preciso ter coragem de andar para a frente, implementar medidas tendo como horizonte o interesse nacional.

Nessas sugestões falamos da autonomia da escola, da política do medicamento, do papel do Estado na economia, na Justiça na dependência da Assembleia da República e do Presidente e, apontamos o dedo à chantagem dos nossos gestores e empresários que passam a vida a dizerem que se vão embora do país, como se encontrassem algum lugar na terra onde os mercados sejam tão protegidos e o Estado distribua tão generosamente ajudas financeiras, fiscais e outras menos “on shores…”

Como Passos Coelho se reuniu agora, de várias pessoas para concretizarem o seu programa de governo, talvez leiam o que aqui escrevemos. É que ouço falar destas medidas há vinte anos…

Aventar: 1 Ano

Com som…: Aventar: 1 Ano by jmcf
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Aventar, o blogue totalmente público

Viemos para inovar. Para fazer igual aos outros, não valia a pena.
A partir de hoje e até ao próximo Domingo, de forma a comemorar o primeiro Aniversário, o Aventar será um blogue totalmente público. Todos os nossos leitores poderão ser, por uma semana, autores do blogue. Todos os «posts» serão publicados desde que não enveredem pelo insulto ou pela difamação. Não temos tabús, por isso publicaremos tudo o que nos chegar. De comentadores do Aventar, de comentadores de outros blogues, de autores da concorrência, de amigos, inimigos e adversários ou de gente anónima.
Basta que nos enviem os vossos «posts» para o formulário acima indicado em Contacto, acompanhados do nome com que pretendem ser identificados e, se for esse o caso, do nome do vosso blogue. Podem começar a enviar desde já.
Esperamos surpresas. Queremos ser surpreendidos. A frase que se segue é azeiteira mas verdadeira: «Liberta o Blogger que há em ti!»
Quem sabe se não chegamos ao fim da semana com novos autores para o Aventar…
O que acham?

O Novo Aventador Francisco Moita Flores:

Nos últimos dias os leitores do Aventar tiveram o privilégio de ler, em exclusivo, dois textos brilhantes de Francisco Moita Flores. Através de um amigo do Aventar, Francisco Moita Flores apareceu por aqui e provocou belos estragos. Duas postas acutilantes que percorreram a blogosfera, o Twitter e o Facebook. Não me vou alongar em apresentações. Moita Flores é sobejamente conhecido de todos. A sua presença na blogosfera será, não tenho dúvidas, um enorme sucesso e uma enorme mais-valia para todos. É um privilégio tê-lo entre nós, aqui neste blogue do livre pensamento, o Aventar.

Conhecido por ser um trabalhador incansável, minucioso e rigoroso, embora com uma actividade policial intensa foi sempre estudante-trabalhador. Licenciou-se em História, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.Simultaneamente desenvolveu intensa actividade como escritor. O seu nome está ligado aos projectos da maior qualidade da televisão portuguesa. Várias vezes premiado em Portugal. Colabora regularmente em vários jornais e revistas nacionais. Desenvolvendo estudos sobre a violência e morte violenta, dirigiu a equipa que identificou e trasladou os mortos do cemitério da Aldeia da Luz, numa das operações científicas mais impressionantes dos últimos anos.

No que respeita à política é independente. Depois de na juventude ter vivido a euforia decorrente do 25 de Abril (que o apanha com 21 anos), afastou-se de qualquer actividade política. Já depois de ter abandonado a PJ, aceitou por duas vezes integrar, na qualidade de independente, listas do PS à autarquia de Moura mas com o aviso prévio que não estaria disponível para aceitar lugares de acção política. Sempre repetiu que se alguma vez experimentasse a política seria de forma dedicada e com espírito de missão. O momento chegou agora. Residindo em Santarém (S. Bento), confrontado com a degradação da cidade e do concelho, depois de pressionado por amigos, estimulado pela dificuldade da tarefa que tem pela frente, decidiu avançar. O PSD deu-lhe apoio depois de ter ficado claro que o combate que vai travar é pela população e para trazer Santarém para a ribalta do país, sem preocupações político-partidárias.

Na última semana o Aventar recebeu dois novos Aventadores de peso: Mário Frota e Francisco Moita Flores. A blogosfera portuguesa está mais rica.

Almoço Aventar

Lamentando a ausência dos que não estiveram presentes por motivos devidamente justificados, para quem não foi porque não lhe apeteceu aqui fica uma pálida imagem da francesinha.

Estavam mesmo boas.

Se alguém me disser Bom Dia e eu não achar esse cumprimento importante, então não respondo


O Aventar no Público!

Ana Paula Fitas no Aventar

O Aventar tem o enorme prazer de anunciar a entrada de um novo elemento, Ana Paula Fitas. Bem podemos dizer que era um sonho antigo do Aventar. O convite já tinha alguns meses, mas só agora se concretizou.
Professora universitária, doutorada em Ciências Sociais, participou no «Simplex», blogue de apoio ao PS nas últimas Legislativas, e mais tarde em «A Regra do Jogo». Mantém o seu blogue pessoal, «A Nossa Candeia».
No Aventar, escreverá sobre o que quiser. Todos sabemos que os seus interesses são muito diversificados e que, no que diz respeito à política, revê-se nas políticas do Governo liderado por José Sócrates. Que seja muito feliz por aqui.

Aventar com Vivaldi


Os homens notáveis são aqueles cujas existências e obras perduram na memória e admiração da humanidade, geração após geração, século após século. Ontem, com o “Aventar em obras”, não tive a oportunidade de homenagear António Vivaldi, nascido em Veneza em 4 de Março de 1678 (4 de Março é também a data de aniversário da minha filha mais nova).
Este género de homenagem a compositores musicais proporciona-me igualmente um sabor especial: o prazer de diminuir todos aqueles que de forma sistemática, na blogosfera ou fora dela, se entregam ao prazer mórbido da cabotinagem.
Apesar da dita homenagem não ter podido realizar-se ontem, aqui, não me dispensei de o fazer hoje com recurso a um video das famosas “4 Estações”.
Vencidos, à primeira hora do primeiro dia da primeira estação, os cabotinos iniciam o regresso à toca, mudos e de orelhas caídas. Coitados! … mas voltam sempre a cabotinar.

O Aventar volta sempre ao local do crime

Acessos contabilizados pelo sitemeter a 3 de Março

Ontem, 3 de Março, o Aventar publicou um anúncio no jornal Público procurando o que nos falta para sermos um blogue completamente pluralista: alguém que defenda o actual governo.
Pelas 14.00 ficámos offline.
Segundo a empresa Esotérica, que nos prestava o serviço de alojamento do blogue num servidor partilhado o excesso de tráfego do Aventar tinha mandado abaixo todo o servidor
Não sendo a primeira vez que tal sucedia, e tendo o Aventar entre as 13h e as 14h cerca de 200 visitantes, a solução que nos foi apresentada pela empresa passaria por mudarmos para um servidor dedicado, pela módica quantia de 60 € mensais, mudança que só seria possível a partir da tarde de hoje.
Deixando de lado algumas trocas de palavras mais rocambolescas, optámos por mudar de fornecedor. Solicitado à Esotérica acesso por ftp aos nossos ficheiros tal foi-nos negado.
Ao fim da tarde o Blasfémias publicou estes factos.
Após essa publicação tivemos acesso aos nosso ficheiros.
Neste momento voltámos.

Entretanto  houve algumas respostas ao nosso anúncio, a despeito de termos ficado quase incontactáveis. Continuamos por isso mesmo abertos a mais propostas.
Queremos agradecer aos blogues que se solidarizaram connosco, em particular ao Blasfémias, 5 Dias, Fliscorno e Palavrossavrvs Rex. Nas suas caixas de comentários surgiram algumas hipóteses mais ou menos mirabolantes tentando explicar o sucedido. Não podemos deixar de desmentir que tudo isto tenha passado por um telefonema de Sócrates ao rei de Espanha, que por sua vez teria telefonado não se sabe bem a quem. No Aventar temos um fervoroso monárquico que se encarregou pessoalmente de impedir tal desiderato.

Não deixa de ser verdade que se tivéssemos entre nós um defensor governamental nada disto teria acontecido, pela simples razão de que não teríamos tido necessidade de publicar o anúncio.  Agora também é verdade que 200 visitas numa hora mandar abaixo um servidor é  razão para mudarmos de alojamento e não motivo para imaginarmos situações mais complicadas.

Precisa-se de Blogger socialista: Uma explicação


Ainda a propósito do anúncio que publicámos no «Público» de hoje.
A verdade é que, depois de um «post» do Luis Moreira com alguns meses, não apareceram candidatos. Sendo um blogue plural, com elementos à Direita do CDS e à Esquerda do Partido Comunista, não temos no entanto qualquer elemento da área da Governação, o que é chato.
Não foi por falta de tentativas.
Ao longo dos meses, convidámos umas 10 pessoas e todas recusaram. Ou nem sequer responderam, o que mostra bem a educação de algumas delas. Dos que recusaram de forma gentil, lembro-me do Rui Herbon, da Ana Paula Fitas, do José Reis Santos ou do Tomás Vasques, a quem agradeço a simpatia de uma resposta.
Mas como não queremos continuar sem socialistas, logo agora que eles estão a passar um mau bocado, decidimos colocar um anúncio no jornal, porque parece não haver outra hipótese.
Isto é a sério: estamos desesperados por um socratista. Os socratistas é que parece que não querem…

Precisa-se de Blogger simpatizante de José Sócrates


Anúncio publicado hoje na secção de Classificados do «Público». As candidaturas estão abertas…

O vício foi mais forte

Eu, com o meu fato de atleta dotado pela Natureza, a snifar uma dose de Aventar

Pois é, o vício foi mais forte e acabo, afinal, por não sair do Aventar. Prometi que saía, por causa de desavenças internas provocadas pela entrada de Carlos Santos, mas parece que não consigo manter uma reles promessa. Nunca mais digo mal dos políticos que não cumprem promessas – eis mais uma promessa para quebrar ainda hoje.
A culpa nem sequer é minha. Para o meu regresso, concorreu uma incrível vaga de fundo como eu nunca tinha visto até hoje. Foi preciso viver até aos 39 anos para acreditar que as vagas de fundo existem mesmo.
Vou deixar-me de tretas. A verdade, verdadinha mesmo, é que eu sou do Aventar desde pequenino…

Carlos Santos no Aventar

Carlos Santos é professor de economia na Universidade Católica e analista de política internacional. Na blogosfera, começou com o seu blogue pessoal, «O Valor das Ideias». Durante o Verão de 2009, colaborou no «Simplex», blogue colectivo de apoio ao Partido Socialista. Terminado esse projecto, fundou «A Regra do Jogo», que teve uma duração efémera.
Convidei o Carlos Santos para o Aventar logo que terminou o «Simplex», porque fazia-nos falta alguém com queda para a economia e que estivesse mais ou menos na área socialista – temos gente que está à Direita do CDS e gente que está à Esquerda do PCP, mas nunca conseguimos que alguém da área do PS aceitasse o nosso convite.
Na altura, o Carlos Santos estava empenhado em «A Regra do Jogo», mas deixou a porta aberta para um futuro próximo. Que é hoje. No Aventar, vai analisar sobretudo a evolução dos mercados, os problemas orçamentais do país e a política internacional. Como todos os aventadores, poderá sempre que quiser estender-se por outras áreas.
Todos sabemos o que se passou nos últimos dias, por isso seria estúpido fingir que não aconteceu nada. Aconteceu sim, mas no passado – e neste momento, sinceramente, a hora é de olhar para o futuro. Sendo assim, que o Carlos Santos seja muito feliz por aqui e que nunca deixe que os seus defeitos – entre os quais se encontra um benfiquismo cada vez mais dominante no Aventar – apaguem as suas grandes qualidades.

De regresso ao ‘Aventar’

Saravá Carla, saravá Ricardo, saravá Luís, saravá José de Freitas, saravá a todos os outros, anteriores e novos companheiros do ‘Aventar’, sem excluir antigos e recentes comentadores, sejam estes cordatos ou contestantes. Saudações, pois, a tantos quanto as queiram aceitar, neste momento de regresso ao ‘Aventar’; a minha retirada, agora demonstrada claramente como temporária, fundou-se em motivos de ordem pessoal que, em devido tempo, explicitarei ao Ricardo – devo-lhe um almoço, a pagar em Março, em qualquer restaurante do Porto, Matosinhos, Maia, outro lugar à sua escolha; um almoço para breves cinco minutos de esclarecimentos, ficando o tempo remanescente para tudo quanto o improviso e a conversa suscitarem.

Volto, pois, a abrir no quotidiano mais uma frente de luta com a inspiração, essa substância gasosa, intangível, que tantas vezes me desampara nas horas de reflexão; assim fico reduzido a pensamentos por caminhadas sem rumo e sem nexo. De tal desencontro, mais se agrava o meu lado controverso. Mas cá estou, de novo, para o desafio de exprimir ideias e opiniões, umas vezes melhor, outras pior.

Deixo, por ora, os desabafos e as lamúrias, e para provar que nem sempre são desejados os regressos a felicidades passadas, reproduzo um soneto semi-anónimo, obra única atribuída a um tal Octávio Rocha, intitulada ‘Romance’:

“Venha me ver sem falta… Estou velhinha.
Iremos recordar nosso passado;
a sua mão quero apertar na minha
quero sonhar ternuras ao seu lado…”

Respondi, pressuroso, numa linha:
“Perdoe-me não ir… ando ocupado.
Ameia-a tanto quanto foi mocinha
e de tal modo também fui amado.

Passou a mocidade num relance…
Hoje estou velho, velha está… Suponho
que perdeu da beleza os vivos traços.

Não quero ver morrer nosso romance…
Prefiro tê-la, jovem no meu sonho,
do que, velha, apertá-la, nos meus braços!

Mesmo no ‘Dia dos Namorados’, quando podemos escolher, é muitas das vezes preferível optar pela saudade em detrimento da revivescência. Não é o caso do meu regresso ao ‘Aventar’.

Já pode seguir o Aventar através do Google Buzz

Já tem mais uma forma de acompanhar tudo aquilo que se passa no Aventar. E de partilhar o que mais gosta no nosso e vosso blogue com os amigos e conhecidos.

Para além do poder acompanhar todas as actualizações pelo Twitter do Aventar, pode faze-lo igualmente pela página do blogue no Facebook, via correio electrónico e agora também através do Google Buzz.

Pode ainda partilhar o conteúdo do Aventar através de várias redes sociais, incluindo o Twitter, Facebook, correio electrónico, Google Buzz. Para isso basta utilizar a barra de ferramentas no final de cada post.

Pela Liberdade…de todos mesmo quanto alguns se baldam.

Obviamente, eu compreendo a posição dos blogues do situacionismo. Nem deles, em coerência, se podia esperar outra coisa.

Obviamente, eu entendo o alinhar sem reservas do Aventar – um blogue onde convivem pessoas de diferentes ideologias, múltiplas proveniências e diversas experiências de vida só se podia esperar uma decisão em prol da Liberdade.

Obviamente, eu não compreendo a posição da esmagadora maioria dos membros do Arrastão. E menos a entendo quando leio a primeira das razões apontadas. Por me custar ver este tipo de sectarismo, quando no referendo sobre o IVG vi o Daniel ao lado do CAA sem que os parentes de um e de outro caíssem na lama. Não compreendo. Deve ser problema meu.

Obviamente, razões que a razão desconhece. E sim, sim estamos todos a falar do mesmo: LIBERDADE!

Rapidinhas Aventar #1:

Meus caros, se este restaurante é o primeiro a permitir fazer sexo no WC, nós somos o primeiro blog a permitir fazer sexo nas nossas caixas de comentários. Cada tolo a sua mania.

Aproveitem enquanto a gerência do Aventar está a dormir.

Por falar em audiências

As nossas voltaram à normalidade depois de uma crise em meados de Outubro seguida de hibernação num sapal.

Claro que isto tem umas explicações técnicas, mas não vos vou chatear com minudências. Fiquemos pelo é sempre bom saber-se que valemos por nós próprios. E chega.

António Pedro Ribeiro, candidato a Presidente da República


A um ano das Eleições Presidenciais, aí temos a primeira candidatura oficial. Entre um que diz é poeta mas que se fica pela disponibilidade para concorrer, temos o primeiro que realmente anuncia a sua candidatura: António Pedro Ribeiro, POETA ANARQUISTA, apresenta amanhã à noite o seu projecto.
É sabido que o Aventar vai também apresentar o seu candidato presidencial. Se será ou não António Pedro Ribeiro, diremos apenas: «Não é este o momento. Depois da discussão do Orçamento de Estado veremos».
Quanto ao Poeta Anarquista, aí está o seu Manifesto de Candidatura:

«António Pedro Ribeiro, poeta anarquista, diseur, performer e aderente nº 346 do Bloco de Esquerda anuncia amanhã, quarta, 20, pelas 23,30 h, no bar Púcaros no Porto (à Alfândega) a sua candidatura à presidência da República nas Presidenciais/2011. O anúncio da candidatura coincide com a apresentação do livro “Um Poeta no Piolho” (Corpos Editora) no mesmo local e à mesma hora. A candidatura de António Pedro Ribeiro, embora respeite muito a figura de Manuel Alegre enquanto poeta e humanista, vai contra os entendimentos de mercearia entre o Bloco de Esquerda e o PS de Sócrates que se desenha em torno da candidatura do poeta. A candidatura de António Pedro Ribeiro é a candidatura do homem livre que está contra a economia de mercado e a social-democracia de mercado que nos infernizam a vida. [Read more…]

Ataque ao Aventar

Após o primeiro ataque ao Aventar a partir da Índia, tivemos um segundo ataque, agora a partir de Portugal pelo que teve  consequências bem menores, mas nem por isso, menos significativas.

Na quinta- feira o meu computador estava desligado e fiquei dia e meio sem poder aceder ao Aventar. Procedi de imediato a uma investigação tipo CSI e comecei, como mandam as regras científicas investigatórias, pelas pessoas com acesso físico ao meu escritório.

Após estudos ADN, descobri que o ataque tinha partido da D. Emília, a senhora que vem fazer a limpeza cá a casa. Ofereci-lhe um cafezinho, e calmamente perguntei-lhe se tinha sido abordada por alguem e se lhe tinham falado no Aventar. Então como explicava ela que o computador estavesse desligado, quando naquela manhã só ela e eu tínhamos entrado no escritório?

Após várias tentativas de explicação, ela confessou que quando chegou ao escritório estava cansada e que apressou o trabalho do aspirador, tendo tocado várias vezes no equipamento. Acalmei-a, explicando que num caso destes a discrição era muito importante e que não dissesse nada a ninguem, se fosse preciso mentisse, pois a responsabilidade é muita.

Respondeu-me que é Testemunha de Jeová e que por isso não pode mentir. Perante este facto, combinamos que só pode aspirar acerca de um metro do equipamento e que o resto deixa comigo. Fartou-se de chorar porque diz ela que eu nunca limpo nada e que  perdi a confiança nela.

E pronto, agora ando a recuperar psicologicamente a D. Emília !

Obrigado.

Um dia li algures: “Não expliques, os teus amigos não precisam e os teus inimigos não acreditam”. Um tipo lê tanta merda na vida que se esquece onde leu coisas realmente interessantes.

Daí ter perfeita noção que este post é desnecessário. Mas seria injusto se não partilhasse com todos o que me vai na alma sobre o apagão do Aventar. Todos nós aventadores estamos aqui por prazer, pelo gozo da partilha de ideias, pelo divertimento que o blog nos dá e pela possibilidade, quiçá utópica, de criar opinião interessante e importante para os outros. Tal como milhões de bloggers por esse Mundo, é por gosto e com gosto. Os minutos e as horas no Aventar são retiradas aos amigos, aos familiares e a tantas outras coisas que nos rodeiam. Assim se explica a nossa raiva quando ficamos offline.

[Read more…]

O Acordo Ortográfico discute-se aqui

acordo_ortograficoDizem que entrou ontem em vigor, mas nem parece. Apenas um jornal e a Agência Lusa afirmam começar desde já a utilizá-lo.

Discutido ao longo dos anos pelos profissionais do ramo, abrimos a porta para que avente a sua opinião, nós iremos deixando aqui a nossa.

Ao longo dos próximos dias os aventadores  explicarão se aderem, e porque o fazem.

Tentaremos igualmente deixar sugestões de páginas na net que possam ser úteis a quem queira escrever de acordo com as novas regras, e não sabe como fazê-lo.

Pode participar através de comentários, ou deixando a sua opinião no sítio do costume.

Todos os textos serão publicados, desde que respeitem as regras da casa, é claro.

Happy New Year, Feliz Ano Novo, 2010!

O ano está a terminar. Um ano e uma década que ficam para trás. Para mim foi um ano cheio e uma década activa.

Nasceu o Aventar e com ele regressei aos blogues colectivos, conheci outras pessoas e aprofundei a amizade com um dos seus mentores. Ao mesmo tempo, congelei o meu doutoramento e disse “adeus”, por uns tempos, ao jornalismo. Profissionalmente foi um ano intenso, inacreditavelmente enérgico. Um ano com três eleições, imensas inaugurações e outras tantas iniciativas de todo o género. O país, a Europa e o Mundo, sobretudo estes dois últimos, viveram uma das piores crises económicas da história e a pior para a minha geração. Quer dizer, Portugal em crise? Bem, nesta década foi sempre assim, de mal a pior. A minha região continua a bater recordes negativos para desespero de todos. O Douro continua a ser a excepção, crescendo a todos os níveis: económicos, turísticos e culturais. O Douro e o F.C. Porto, o grande vencedor da década (Taça UEFA, Champions League, Ligas, Taças de Portugal, Supertaças, Campeão do Mundo de Clubes, etc.). Nesta década nasceu a minha filha e neste ano começou, a sério, a sua vida escolar. Em termos musicais foi a década dos Sigur Rós; em termos culturais destaco o renascer do movimento cultural portuense cujo expoente máximo é, sem dúvida, a Miguel Bombarda e toda a zona envolvente. [Read more…]

A máquina do tempo: vale a pena?

Colaborar no Aventar, transformou-se num vício. De manhã cedo, antes de me deitar ao trabalho, a primeira coisa que faço é visitar o blogue. À noite, antes de me deitar, dou-lhe uma última olhadela. Pelo meio, quando vejo mensagens na caixa do correio, vejo se são comentários; se sim, respondo ou não. A pergunta é – valeu a pena este trabalho?

A pergunta faço-a a mim mesmo. E fico agradecido se não me citarem o poema da «Mensagem». O Pessoa merece ser recordado por outras obras. Valeu a pena? O Professor Moniz Pereira, que formou tantos atletas de alta competição, compôs um bonito fado, afirmando que «valeu a pena». Canta-o muito bem Maria da Fé. Eu não afirmo – pergunto: «vale a pena?»Às vezes penso que sim. Outras vezes penso que não. [Read more…]

Almoço do Aventar

DSC07797 500x almoço Aventar

O Aventar foi almoçar.

Estiveram presentes vários aventadores, desde o fundador ao elemento mais recente e tivemos uma excelente recepção do aventador JJC.

Futaventar: abrir hostilidades

Daqui a pouco, o Glorioso tem um jogo a feijões e não me importo de, adiantadamente, aconteça o que acontecer, dar o flanco.

Já o pessoal do Aventar vai ter um sábado muito preenchido. Desejo-lhes um dia bem passado e que se divirtam. Eu estarei a uns milhares de quilómetros de distância e não poderei acompanhá-los. À noite, para digerir, haverá águias contra dragões, que não poderei também acompanhar.

Espero que tenham todos um dia em cheio, mas que os dragões acabem com uma ligeira azia…