Experiência certificada

Bandex – Um sinal negativo

O coiso de Álvaro Santos Pereira

Foi preciso importar um português do Canadá para confirmar que o grande problema de Portugal é o coiso.

Os mais puristas poderão censurar ao Ministro da Economia e do Emprego a utilização de um termo tão pedestre, mas a verdade é que não lhe resta outra solução. Na realidade, num país em que a economia está em coma e o emprego em extinção, só resta a Álvaro Santos Pereira ser ministro do coiso. Aliás, talvez antevendo a inutilidade do ministério a que ia presidir, foi ele próprio a pedir que não o tratassem por ministro: seria algo tão absurdo como chamar governo ao actual governo.

Finalmente, um país com tantos problemas já não tem designações que cheguem. É, portanto, natural, que se use “coiso”, a palavra que, em Portugal, é uma espécie de etc.

Depois de, há uns anos, termos seguidos o cherne, resta-nos agora atentar no coiso.

Portugal

terra de oportunidades.

Fátima. O ano em que os portugueses foram pedir emprego a Nossa Senhora*

Não dura sempre. Um dia deixam de pedir de joelhos, e exigem-no de pé. Fiem-se na virgem e não corram e vão ver o trambolhão que levam. Tenham medo, muito medo, Portugal não é a Grécia, é mais Maria da Fonte e sobretudo Revolta do Manuelinho. É de uma vez, sem sindicatos ou partidos e vai tudo raso.

*Título roubado a uma excelente reportagem de Rosa Ramos.
Sobre as alterações populares que no final da 3ª dinastia fizeram do cobardolas João de Bragança o “corajoso” João IV, há muito estudadas por António Oliveira e outros, falta material de divulgação na net. Se mais ninguém o fizer um dia destes trato disso.

Tristes políticos

Passos Coelho disse que “estar desempregado não pode ser, para muita gente, como é ainda hoje em Portugal, um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida (…)”.

Ferreira Fernandes, jornalista do DN, escreveu ontem sobre as tristes declarações do PM partindo do «estigma»: “Do que menos precisamos é de um primeiro-ministro armado em psicólogo. Queremos um que trate das coisas. Podia começar por isto: arranjar quem lhe corrija os discursos”.

Por seu turno, no mesmo dia e no mesmo diário, Paulo Baldaia (TSF) preferiu ter como ponto de partida a ideia «mudar de vida». Perguntou “com honestidade”: “alguém pode considerar que o primeiro-ministro estava a defender que não é mau estar no desemprego? [Read more…]

Um Primeiro-Ministro Herético

O que é que o socialismo português inventou? Caciquismo e dependências, rendimentos mínimos ou máximos em troca de um voto fidelizado e da protecção ao mais alto nível para toda a forma de corrupção ao mais alto nível. Passos gosta de mandar farpas polémicas e mandou mais uma, na tomada de posse do Conselho para o Empreendedorismo e a Inovação. Não é mentira que, havendo incentivos à ociosidade, o que mentalmente impere seja a ociosidade passiva, derrotada, e não o risco e o sentido de oportunidade, como o de alguns que, do dia para a noite, se atiram à Inglaterra e hoje fazem quase mil euros semanais, no duro, enquanto por cá vegetavam e certamente vegetariam. Isto não funciona para todos, mas é toda uma mentalidade sem rede a fazer a diferença para si mesmo, derrubando a vaca de todas as certezas precárias no abismo dos possíveis. [Read more…]

Entendam-se pá

Caramba… Parvoíce, por parvoíce, a gente ficava só com uma!

Ou bem que é uma oportunidade ou bem que é uma tragédia pessoal?

Moedinha ao ar? Ou então, iam os dois experimentar para depois decidir, boa?

Estar desempregado é uma oportunidade para…

Segundo Passos Coelho, ser despedido ou estar desempregado pode ser uma oportunidade. Concordo e acho que, politicamente, é uma frase brilhante, reveladora de grande sensibilidade social. Vejamos algumas oportunidades imediatas:

– Ir à pesca (se alguém pagar a licença).

-Conhecer melhor a sua cidade (a pé).

– Apanhar beatas do chão (se não for fumador pode pô-las no caixote do lixo  ajudando a limpar as ruas).

– Estar à porta dos cafés a conversar animadamente com quem lá está dentro a consumir.

– Alimentar pombos nos jardins (se alguém fornecer o pão).

– Jogar à sueca (enquanto se virem os naipes do baralho e as cartas não se desfizerem).

– Caçar gambozinos (sempre fornecem alguma proteína). [Read more…]

Passos mente, Coelho também

Estar desempregado não pode ser um sinal negativo tem derepresentar também uma oportunidade

Sobre a nacional-mitologia do empreendorismo, ler Empreendedorismo em Portugal – as mentiras e os factos seguido de Passos Coelho e o desemprego: ignorância ou mentira deliberada?

Pensava que os desempregados eram pessoas

Afinal, são apenas algarismos.

Nojo

O respeito que os nossos líderes nos merecem está ao nível do meu subsídio de férias. Ou melhor, porque isso poderá ser um exagero. Está ao nível do meu subsídio de natal. Deste ano. Ou melhor, deste e do próximo e do que virá a seguir e do outro que vem depois e, talvez um dia, ao ritmo da chuva pedida a Deus pela ministra, chegue uma migalha por ano até o pobre ter o pão todo.

Estes líderes são um nojo e merecem o nosso mais profundo vómito! Por vós, saio à rua!  Hoje, na Avenida dos Aliados, vou gritar – vão TODOS para a PQP!

Ninguém? Vítor Constâncio o habitual cego que vê

Vítor Constâncio vê com preocupação o desemprego a crescer (…)

«é certo que em determinados países há recessões, mas já estava previsto e ninguém previu no entanto que o desemprego aumentasse tanto», explica.

Estimulemos então: Vítor Gaspar para o desemprego, já

Vítor Gaspar: “Evolução do desemprego é um estímulo para acelerar reformas estruturais”

A inexplorada riqueza do ser humano

                                                                                                                                            O Público de 25 de abril de 2011, Dia da Liberdade, agendava a publicação em Portugal, pela Dom Quixote, de E Agora, Zé Ninguém? escrita por Rudolf Wilhelm Ditzen (1893-1947) ou Hans Fallada em 1932.

Um ano antes da morte de Ditzen, um outro Wilhelm, W. Reich (1897-1957), médico psicanalista austríaco, escreveu Escuta, Zé Ninguém!, também da Dom Quixote e já com mais de 10 edições.

Ambas as obras se centram no homem comum, nas suas dificuldades. A primeira obra, sendo um romance, fala-nos de um problema contemporâneo, a história de homem que se vê, a dada altura da vida, entre os milhares de desempregados, “transformado num desesperado zé-ninguém”. [Read more…]

Num novo Titanic

Às vezes é difícil adormecer. Fica-nos na cabeça notícias como esta, que nos dão em primeira mão lá em casa: «Mais um colega que foi despedido…».

Temos medo de perder o emprego. Até quando podemos contar com ele? É a sorte grande ter um.

Saímos de casa para o trabalho mas não sabemos se o teremos no dia seguinte.

A Sony pretende despedir 10 mil funcionários. Como é possível? O que vai fazer esta gente?

Quem nos prepara para o pior? Quais as soluções e opções?

Estamos todos num Titanic e só alguns têm direito a bote salva vidas…

A Páscoa dos Mercados

Peter Paul Rubens, A Ressurreição, painel central, 1612

Cada tempo com sua religião. Agora que a fé no Mercado move relvas e petrifica coelhos, não sendo ao terceiro dia (é um deus com poucas pressas) vai ser portanto em 2013. Ou será em 2014? bem, 2015 é o ano a seguir a 2014, e aí, é essa a nova fé, ressuscitará a economia, trovejarão os investimentos, o desemprego será convertido em emprego como da água se milagra o vinho, o maná virá dos céus, cumpridas por nós pecadores todas as merecidas penitências com que fomos castigados por termos andado a pecar acima das nossas possibilidades. Sacrifiquemo-nos, imolem-se os pobres, aguardemos pois a ressurreição.

Ou como muito avisadamente usava dizer a minha avó, fia-te na virgem e não corras e vais ver o trambolhão que levas. Aplica-se a netos e aos povos.

Professores: exame para ficar desempregado

Os leitores mais atentos ao aventar terão reparado numa série de posts sobre as questões do desemprego docente como consequência das medidas da TROIKA e do MEC: os mega – agrupamentos e as alterações do currículo são as mais visíveis.

E agora surge Nuno Crato a falar de uma prova de acesso: “para entrar na profissão, em termos definitivos, vai haver uma prova de acesso.”

Cá está, mais uma promessa que vai ficar por cumprir.

E porquê? [Read more…]

Silêncios

São um sim?

Com o despedimento previsto para as nossas escolas, quer pela reorganização curricular, quer pelos TERA-agrupamentos, o que falta para um MEGA – levantamento dos Professores?

Será que foi só a incapacidade comunicativa de Maria de Lurdes?

Não entendo…

Contratados, deixem-me ver se consigo dizer isto com as letras todas:

– no próximo ano TODOS os contratados vão estar sem colocação, isto é, vão ser TODOS despedidos! Dá para perceber isto ou não?!!!!

Greve e desemprego

“Será que este deputado se lembra que, fruto de políticas desastrosas que ele e seus pares têm defendido, mais de 770 mil portugueses e portuguesas todos os dias são impedidos de irem para o trabalho, porque estão desempregados?”

Carvalho da Silva, no JN

Dia do Pai

Hoje pensamos, com redobrada atenção, nos pais do mundo inteiro. Mas, sobretudo,
naqueles que estão velhos e (muito) sós,
nos que morreram sem a despedida merecida, sem os filhos por perto e sem o aperto das mãos;
também naqueles que sobreviveram aos filhos e choram por eles todos os dias sem compreender – «Porquê?»;
nos que lutam pelo «pão nosso de cada dia»;
nos que já nem isso podem pôr na mesa e passam o dia deambulando de um lado para o outro, sobrecarregados sob o jugo do maldito desemprego;
nos que se viram obrigados a deixar mulher (mães coragem) e filhos para emigrar e não podem ver os pequenos crescer e, por isso, sofrem silenciosamente de outra doença, a saudade.
Ficamos felizes por todos os pais que sabem e querem aprender com os filhos, que os amam e por eles são loucos. Que os adoram a seu jeito, à sua maneira, talvez um pouco como os próprios pais o foram…

E, finalmente, a todos os que se esforçam por conseguir fazer o seu melhor, um abraço.

Um especial para o meu pai!

Concurso de Professores: Efectivos e contratados, resultados diferentes

O tempo vai passando e a troca de argumentos continua, mas a questão central é a mesma: o acordo assinado entre alguns sindicatos, pouco representativos e o MEC é um bom acordo?

Depois de ter feito uma análise ponto a ponto, é hora de ver o documento de forma mais ampla.

Para os docentes do quadro, o acordo é quase inócuo. Clarifica a questão dos horários zero e isso é muito positivo. Tudo o resto é pouco ou nada importante.

Para os professores contratados o documento é muito mau!

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Análise ao acordo entre o MEC e alguns sindicatos

Depois do acordo entre o MEC e alguns sindicatos, este é o momento de analisar o que foi assinando, comparando o acordo com a legislação hoje existente. Será falta de honestidade argumentar que entre a primeira proposta do MEC e esta última há muitas coisas melhores. Pois, mas essa todos perceberam que era, a primeira, apenas um isco.

Vamos lá então analisar o que está assinado:

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Concursos de Professores – há acordo (de alguns) com o MEC

O MEC e alguns sindicatos chegaram a acordo para regulamentar os concursos de Professores. Tal como ontem se previa no Aventar, tudo seguiu a lógica. A FNE assina.  A FENPROF não.

Da parte de uns, os que assinaram, a proposta vem de encontro aos interesses dos seus associados.

Para os que não assinaram, nomeadamente a FENPROF, a questão por agora, coloca-se na necessidade de ir ouvir o que pensa o seu Conselho Nacional sobre a última proposta do MEC. Logo que possível faremos  uma análise à última proposta do MEC.

Concursos de Professores sem acordo

Dos interessados.

Hoje, 2ª feira, decorre no Ministério da Educação e Ciência a segunda ronda negocial em torno dos concursos de Professores. Diz-se ao telemóvel que tudo ficará adiado para amanhã, para uma nova reunião…

A segunda proposta do MEC, agora em discussão, clarificou alguns aspectos e torna-se mais interessante do que a primeira, mas ainda muito longe do que deveria ser um documento central para a gestão do maior grupo profissional da administração pública central: o MEC continua a manter, com o acordo da FNE (SPZN), os docentes do privado em vantagem relação aos colegas das escolas públicas.

No entanto, estão ainda contempladas um conjunto de situações que não vão merecer o acordo dos sindicatos, nomeadamente da FENPROF.

Mas, da parte dos representantes dos professores com menor expressão poderão aparecer algumas surpresas. Parte deles é dirigido por quadros do partido do governo – o PSD e depois do acordo da UGT com os patrões e o governo, este pode ser, ao contrário do que pensava há dias, o passo seguinte do frete dos sindicalistas laranja ao governo da mesma cor.

Concursos de professores – aí está a segunda proposta do MEC

Para mais tarde fica uma análise. Por agora o dito cujo.

Alguém tira este pé de cima da nossa cabeça?

Portugal está a ir ao fundo, ou antes, os portugueses estão a ir ao fundo e o Gaspar & Companhia ainda têm o descaramento de empurrar mais e mais… Será que não é claro que isto assim não pode ser?

“Segundo a UTAO, a execução orçamental de Janeiro mostra uma queda de 2,3% na receita fiscal da administração central e segurança social. No Orçamento do Estado (OE) de 2012, o Governo prevê um crescimento anual de 3,8%.”

Nós, os piegas de Portugal

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Já nem sei como nem porque escrevo. Custa-me tanto mexer os braços! Estou muito bem sentado no meu sofá, cheio de sono e de preguiça. Está-se tão bem sem nada fazer! É evidente que as minhas entradas deixam de existir, acaba o dinheiro e passo fome. Mas, só pensar  que tenho que sair para comprar e me alimentar e assim sobreviver, eleva a pinha preguiça à raiz cúbica. [Read more…]

O Álvaro diz que Portugal está melhor

Álvaro Santos Pereira, Álvaro para os inimigos, o inventor do pastel de nata franchisado e o criador do gestor de carreira para desempregados, o Álvaro-emigrante-com-orgulho, apareceu agora a dizer que Portugal está “em condições muito melhores” do que quando o Governo tomou posse.

Ciente da minha profunda ignorância sobre as cerimónias religiosas que o Álvaro praticará no altar dos mercados e ignorando que fumos inebriantes inalará durante os sacrifícios humanos em que participa, ficarei sempre espantado com esta ideia, decerto miraculosa, com certeza salvífica, evidentemente estúpida, de que é possível um país melhorar à medida que a vida dos cidadãos piora, porque, de acordo com alguma ciência oculta, parece não haver nenhuma relação entre um país e os seus habitantes. Deve ser possível, porque o Álvaro até é professor de Economia e, portanto, deve perceber imenso acerca de dinheiro e de pastéis de nata e era o que faltava que o Álvaro, coitado, se pusesse a falar de pessoas.

Façam-me um desenho

 

(Figura do site Urbanidades)

Há dias li, de Paulo Trigo Pereira, uma bela sugestão: façamos perguntas incómodas aos nossos políticos. Exijamos esclarecimentos.
Exliquem-me que eu não percebo. É difícil aceitar e engolir «coisas» como: uma taxa de desemprego que deixaram chegar aos 14% , a maior percentagem de sempre de empresas falidas (uma subida de 60%),  a subida de impostos (não há margem para fazer subir mais), os cortes nos salários (se forem dar ouvidos ao Nobel da Economia, Krugman, eles vão cair na ordem dos 20 a 30%) e, sobretudo, que se despeçam trabalhadores “para assegurar a necessária diminuição de custos” quando, ao mesmo tempo, assistimos ao pagamento por parte da CGA de 31 escandalosas “pensões douradas” acima dos 4 000 euros.
Ainda podemos aceitar ou compreender que se possam providenciar pensões de

6 788,77 euros? [Read more…]