Mobilidade Especial via Paris

Agora já percebi! Finalmente, ufa!

Vejamos: Sócrates, que foi primeiro antes de ser engenheiro, seguiu a dica do Relvas e foi atrás de uma oportunidade lá fora, creio que em Paris. E o sucesso é total – depois de dois anos com horário zero na cidade Luz é colocado, em Mobilidade Especial, na RTP. Creio que, também neste caso, há mão do Relvas – como diz o Pacheco Pereira, é melhor ter o mal ao virar da esquina. [Read more…]

Crato mentiu (III)

Qualquer menino do 5º ano que estude a água sabe o que acontece quando soluto e solvente tentam ser água e azeite. Sabiam muitos professores qual seria a relação entre Nuno Crato e a verdade. Mas, em relação a esta questão da mobilidade aplicada aos docentes, há algo que importa questionar:

– um Professor do quadro (efetivo) que fique sem horário está obrigado a concorrer para tentar apanhar um horário numa outra escola do seu concelho, isto, considerando o Porto e Lisboa como excepções.

– um Professor dos Quadros de Zona Pedagógica (também efetivo, mas numa área geográfica mais ampla) está obrigado a concorrer para qualquer escola do seu QZP e a, pelo menos, uma outra escola de um QZP que não o seu.

Assim, num primeiro momento, a alteração à dimensão dos QZP que o MEC ontem apresentou será aplicável apenas aos docentes dos QZP, não tendo qualquer relação com os professores que pertencem aos quadros das escolas / agrupamentos. Certo?

Ou será que o MEC vai também alterar a Lei dos Concursos obrigando um docente dos quadros de uma escola de Matosinhos a concorrer para Bragança ou para Viana? Não me parece que isto faça algum sentido.

Mas, há mais.

Vamos imaginar que o Professor 1 está na escola A e o Professor 2 na escola B. Um tem melhor graduação que 2.

Pode acontecer que na escola A,o melhor graduado não tem lugar, mas na escola B o professor 2 tem lugar.

Ora, o encaminhamento para a Mobilidade, de acordo com o que está legislado, terá que obedecer ao quadro TOTAL do MEC, não? Ou seja, no exemplo apresentado, o Professor 2 iria para mobilidade e o Professor 1 teria que passar para a escola onde tem horário. Isto significaria o CAOS nas escolas deste país porque o MEC teria que fazer uma lista completa de todos os docentes e teria que indicar para horário zero (=mobilidade?) os últimos dessa lista. Depois teria escolas com necessidade de professores, sem docentes e outras com docentes que não necessitam.

Eu sei que é confuso, mas vale a pena discutir antes que apaguem a luz!

Crato mentiu (II)

Segundo a Comunicação Social Nuno Crato mentiu quando disse que não pretendia despedir professores e que a mobilidade não seria o destino dos docentes:

“Não está em cima da mesa nenhuma discussão sobre a mobilidade dos Professores”, disse.

Na altura NC referia-se à FENPROF, que, para o melhor e para o pior, continua, hoje, como ontem, disponível para lutar contra esta gente que quer destruir a escola pública – será que a FNE estará? Na altura a FNE deu a mão – e agora?

Exames do Salazar

O Sr. Ministro Nuno Crato resolveu introduzir exames no fim do 4º ano. Trata-se de mais uma medida ideológica que nãoEnsino Primário tem qualquer enquadramento pedagógico, mas que é muito bem aceite pelo sr. Senso-comum, que, infelizmente, também é parte importante da reflexão de muitos professores. Neste ponto, infelizmente, a ignorância de quem manda é acompanhada pelo desespero de quem trabalha.

Explico:

É normal (sim, a palavra não é excessiva!) encontrar alunos no 5º ano que não sabem ler ou escrever e quanto às operações, as tabuadas e outro tipo de conteúdos a situação é, em muitos casos catastrófica. Ora, para muitos docentes, a possibilidade de impedir a progressão dos alunos entre o 4º e o 5º é a solução para esta questão – ficam lá trás sugadinhos e não nos incomodam aqui. Pouco parecem preocupados em limpar o rio na nascente e estão apenas a pensar na foz.

Mas, Nuno Crato, na sua dimensão ideológica pró-pidesca, desconfia de tudo e de todos e resolveu fazer chegar às escolas um conjunto de normas para a organização destes exames que são absurdas e que mostram a desconfiança com que a administração olha para as escolas e, neste caso, para os professores. [Read more…]

A vergonha vai à escola e uma vergonha de escola

peregrinaçãoDeve fazer parte do processo de regresso ao passado em curso: uma procissão religiosa interrompendo actividades lectivas, dentro de uma escola, neste caso em Mafra. Num estado constitucionalmente laico isto é completamente ilegal, e absurdo. As estátuas não ensinam, as crenças de cada um não se passeiam pelos templos do saber.  Mas pelos vistos aqui governa a ignorância.

Desfazer a Escola Pública vai começar

Ou antes, continuar!

O Ministério da Educação, na linha do Primeiro-ministro Vítor Gaspar, tem uma linha bem clara que o separa da escola pública – a linha que o leva da defesa da Escola Pública à sua venda.

Podemos ter muitos olhares sobre o que é e o que deverá ser a Escola Pública, mas este não é o momento para grandes discussões porque o trabalho de Crato tem sido muito claro.

A aposta do Governo no apoio aos colégios privados e na passagem da Formação Profissional para o IEFP são apenas duas das medidas de que se fala. Imaginem o que vai acontecer à Escola Pública, nomeadamente às Escolas Secundárias, se todos os cursos profissionais passarem para a gestão do IEFP:

– Quantos horários zero? Quantos professores iriam para a mobilidade? Quantos serão despedidos?

Nota: houve escolas secundárias que foram contactadas para receberem, nas suas instalações, cursos do IEFP.

2M: Maré da Educação (II)

No Porto,  às 15h, em frente à DREN.

Em Lisboa, às 14h30, em frente ao MEC.

Mais informações no Face do evento.

14.095 oportunidades docentes

Que trio de incompetentes! Um mês atrás do outro

Calendário de Exames 2013

O Ministério da Educação e Ciência publicou o Despacho (pdf)  que define o calendário dos Exames Nacionais para 2013. Aqui ficam as datas mais importantes para os exames do ensino básico:

4º ano : Língua Portuguesa – 7 de maio, terça-feira; Matemática – 10 de maio, sexta-feira. Provas às 9h30.

– 6º anoLíngua Portuguesa – 20 de junho, quinta-feira; Matemática – 27 de junho, quinta-feira. Provas às 9h30.

– 9º anoLíngua Portuguesa – 20 de junho, quinta-feira; Matemática – 27 de junho, quinta-feira. Provas às 14h00

Despejadas por não terem respondido a um inquérito

Ferem sempre mais as injustiças que atingem aqueles que conhecemos, é sabido. O Jornal de Notícias conta hoje que a Câmara Municipal do Porto deu ordem de despejo a duas idosas moradoras no bairro do Cerco do Porto (um dos maiores bairros camarários da cidade), apesar de ambas terem as rendas em dia, por não terem respondido aos inquéritos obrigatórios que a autarquia realiza. Se isto é verdade (e digo “se” porque me parece que até para a escala Rui Rio isto é de mais), parece-me de uma prepotência desmesurada e gostava de ouvir juristas a pronunciarem-se sobre esta matéria.

A notícia, que me indignaria sempre, indigna-me ainda mais porque uma das despejadas chama-se Ilda Cabral e para todos os antigos alunos da Escola do Cerco do Porto continua a ser a D. Ilda, a mais afectuosa auxiliar de todas as escolas por onde passei, sempre atenta às injustiças e cúmplice das nossas brincadeiras. Quem por lá passou lembra-se dela, de certeza.

Se entre os miúdos que ela viu crescer houver, e há de certeza, quem se tenha feito jurista, este é o momento de se chegarem à frente.

As ofertas de escola

Não, ainda não – as escolas não estão a oferecer nada!hb29

Trata-se apenas do nome dado ao processo de selecção dos professores contratados pelas escolas nos dias que correm – há um professor que vai para a reforma, que fica doente, etc…, e então a escola abre um processo para escolher o “novo” docente  – a isto foi atribuído o nome de ofertas de escola.

Felizmente (digo eu!) o MEC resolveu colocar alguma ordem nestes processos e minimizou as possibilidades dos  Directores das Escolas e dos Agrupamentos, hoje fortemente envolvidos nas dinâmicas partidárias locais, poderem escolher quem queriam. Uma vezes até poderia ser pelos melhores motivos, mas em parte significativa dos casos conhecidos a amizade era um bom motivo… [Read more…]

Crato é um mágico da matemática

Ou não! jp20

Eu explico.

No sábado passado mais de quarenta mil professores ( somos cerca de 100 mil hoje nas escolas) estiveram nas ruas de Lisboa. Foi consensual entre todos que a média etária dos presentes se aproximava mais dos limites superiores do que dos limites inferiores.

Não é estranha a essa situação a instabilidade que o famoso relatório do FMI colocou em todos os docentes – afinal são uns largos milhares os que têm a porta da rua aberta.

Assim é quase impossível encontrar uma explicação para o concurso extraordinário – como é que o governo abre um concurso para vincular professores aos quadros, quando está a pensar despedir os que já estão nos quadros?

Claro que os professores mais novos, até porque estando desempregados, não lhes falta tempo, olham apenas para a folha que está à frente do nariz e sem ver a floresta toda não irão entender o que está em cima da mesa. [Read more…]

Limpar armas

Sábado foi dia de mais uma enorme Manifestação em Lisboa e os Professores que viajaram do Norte tiveram uma participação fantástica.DSC00360Isto, apesar de nos últimos dias, os agentes ao serviço do PSD, procuraram tirar sentido à manifestação – alguns escreveram no Público, outros nos blogues e até houve alguns que visitaram escolas de Vila Nova de Gaia.

Há muitos e variados motivos para colocar os nomes nestes bois, mas em tempo de guerra não há armas para limpar.

Vamos juntos, vamos todos, como ontem sugeria Mário Nogueira.

Quanto aos que acham que é preciso lutar, mas não desta forma, que são, aliás, os mesmos que dizem que a coisa não vai lá com greves (não vai com greves, não vai com manifestações,…) seria interessante que nos deixassem algumas sugestões. Fica o desafio.

Que besta!

Miguel, confesso que já não tenho paciência para essa gente!

manif profsComo se diz por aqui, só à cabeçada!

Horário de trabalho nas escolas e em casa

Confesso que nunca tive muita paciência para o habitual discurso dos profs de que trabalham muito e tal. Como muitos outros quadros com formação superior trabalham muito e, na maioria dos casos, bem – daí aquela ideia consensual, que as Escolas funcionam apesar do Ministério da Educação e dos Ministros.

Existe, no entanto, uma diferença muito substancial em relação a outros profissionais – o peso do trabalho individual e, tradicionalmente doméstico. No caso dos Professores, ou pelo menos de uma parte muito significativa, o peso do trabalho que se leva para casa é muito maior do que o trabalho que a generalidade dos quadros, até da Função Pública, tem depois de sair do escritório. Este trabalho individual é mais intenso em dois momentos – o da preparação e o da avaliação, ou seja, nos momentos em que se começa um período, uma temática ou unidade nova ou então quando existem trabalhos / testes para corrigir.

E repare, caro leitor não docente, que não se pretende com este texto recolher sentimentos de pena ou de compaixão. Nada disso.  [Read more…]

Ser Pai, que papel perante a Escola?

Nos últimos tempos, se calhar por força da idade – à média de um por ano, todos vamos avançando – tenho usado duas ideias muito próximas:

Nós Somos Nós e as nossas circunstâncias e
Um ponto de vista é sempre uma vista a partir de um ponto.

E a minha relação com a Escola, de onde não consigo sair desde os 6 anos, tem mudado muito, em particular no último ano, onde a dimensão de pai, com filhos na escola, me levou para um novo olhar sobre a Educação.

Com alguma facilidade em apoiar os meus pequenos nas tarefas escolares, tenho vacilado no papel que devo ter – entre o resultado imediato e o trabalho de médio, longo prazo, por exemplo.

Entre o discurso “se o professor que assim, vamos fazer assim”, ainda que …

E onde deve estar a fronteira entre o professor / colega e o pai de um aluno?

Mesmo correndo o risco deste ter sido o post mais estúpido da história do Aventar, não quis deixar de vos pedir ajuda: como é que fazem esta gestão?

E para não dizerem que foi tudo tempo perdido, deixo o link para um blogue que tenho vindo a construir com os conteúdos que eles precisam na escola.

FMI e os despedimentos na Educação

De acordo com o Jornal de Negócios o FMI elaborou um estudo onde aponta caminhos:digitalizar0001

São vários os caminhos para a reforma do Estado. Todos são dolorosos e uns são mesmo classificados como radicais. O FMI diz que chegou a hora de fazer mudanças “inteligentes” para cortar na despesa.

Uma leitura rápida do que foi publicado permite, por um lado, perceber que se trata do mesmo – o FMI não sabe outro caminho e sugere corte atrás de corte quando todos já perceberam que não é por aí.

No entanto, o detalhe de algumas medidas, no que diz respeito à Educação, mostram que há algum caminho feito na reflexão de carácter técnico, ou seja, parece que já meteram a mão na massa:

– “colocar 30 a 50 mil funcionários da educação na mobilidade especial permitira poupar entre 430 e 710 milhões;” [Read more…]

Governo quer dispensar 50 mil profissionais na Educação

Será que ainda precisam de mais motivos para participar na manifestação ou está bom assim?Manif_26jan2013

Será que é preciso mais algum exemplo para provar que esta gente não está nada preocupada com o Sistema Educativo, nem com a qualidade do que lá é feito?

Dispensar na Educação, sejam Professores, sejam Funcionários só poderá acontecer à custa da qualidade, isto é, do serviço que é prestado aos alunos – quem é pai sabe em que condições estão as escolas ao nível dos funcionários.

Para dispensar Professores só fazendo uma de duas coisas, ou ambas:

– aumentar o número de alunos por turma (mais de 30?);

– aumentar o horário de trabalho dos Professores. Neste caso, obviamente, se trabalho mais tempo com mais alunos, alguém (além do próprio!) irá ficar a perder: os alunos.

Confesso que já não há paciência para o e-bio, para a avaliação e até para quantos entram no IEFP ou quantos foram excluídos – o que está em causa é a ESCOLA PÚBLICA!

Matou e fugiu!

Hoje é um daqueles dias que não deveria existir. O fim do mundo chegou. Para nós por uns minutos, os do choque. Para a passadeiramãe, para o pai, para o irmão chegou de forma definitiva – A menina deles morreu!

Uma Aluna do 5º ano, ainda com a manhã triste, tão triste que parecia noite, estava a chegar à escola (o Google Maps mostra a localização). À sua, à nossa escola. Despediu-se da mãe, a caminho do trabalho, colocou o pé na passadeira, depois outro e foi o FIM…

Morreu!

E quem matou, fugiu!

E quem mata assim e foge é um FILHO DA PUTA! E vai ter que viver com uma dor para todo o sempre. O de ser um assassino. Ainda por cima, um cobarde que deixa uma mãe com a filha nos braços, debaixo de uma noite longa que escurecia a manhã, que parecia não querer chegar.

Não sei se a culpa é da localização da passadeira ou da porta da escola, se da localização da própria escola, metida entre dois acessos à A1, perto da ponte da Arrábida.

Mas alguém tem que fazer alguma coisa – as Estradas de Portugal? A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia?

Ninguém pode voltar a ser vítima daquela passadeira!

Aulas assistidas? Este ano, não!

Caríssimo Professor, se anda atrás do Excelente, sugiro que termine a leitura do post agora mesmo. Se é, como eu, dos que está farto destas amostras de avaliação que os Governos, uns atrás dos outros, teimam em tentar implementar então faça o favor de continuar.

E vamos começar pelo fim, só para facilitar a leitura.

O SPN e a FENPROF tinham já, nos respectivos sites, respondido às questões sobre avaliação. O MEC  decidiu copiar o modelo e divulgou há dias um conjunto de esclarecimentos onde podemos encontrar esta questão respondida de forma muito clara:

Questão 6. Quem deve apresentar requerimento com vista à observação de aulas no ano  letivo de 2012/2013?
Devem apresentar requerimento com vista à observação externa de aulas no corrente ano letivo:
i) Os docentes de carreira posicionados no 2.º e 4.º escalões que completem o  tempo de serviço de permanência no escalão entre 1 de janeiro de 2014 e 31 de  agosto de 2015, desde que optem por realizar a observação externa de aulas no corrente ano lectivo e não pretendam recuperar a classificação da observação de aulas obtida em modelos de avaliação do desempenho anteriores;

Assim sendo, há duas coisas que são certas: [Read more…]

e-bio: mais uma trapalhada do MEC

No contexto que o país vive até parecem anedota alguns dos procedimentos deste Governo. No caso presente o Ministério ebioda  Educação e da Ciência resolveu enviar uma mensagem de correio electrónico a uma parte dos professores no sistema – curiosamente há gente a leccionar que não recebeu e docentes sem colocação que receberam, mas enfim.

Nessa mensagem os serviços do Ministério apresentam uma nova aplicação electrónica – o registo biográfico que, dizem, será uma versão digital da informação de carácter profissional (alguma pessoal, claro) que permita uma gestão mais fácil deste tipo de dados. E quanto a isso, é uma opção do patrão que não me incomoda.

Obviamente, sempre que o MEC mexe um dedo, anexa um manual para ajudar os imbecis – licenciados, mestres, doutores – a seguirem o SEU (deles?) caminho. São procedimentos de sempre, com um percurso histórico de trapalhadas que minam toda a confiança no sistema. E desta vez a questão pode não ser de detalhe: – quando os docentes são chamadas a indicar a natureza do seu vínculo profissional, os que pertencem aos quadros são “obrigados” a ficar com uma opção que é única: Contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado. [Read more…]

Professores correm para a aposentação

Continuo sem encontrar um único motivo para tal movimento! Esses malandros!

Ensino e Educação – negócio e sociedade

Está longe de ser uma posição que recolha grande aplausos, mas continuo a bater na tecla – o que está em cima da mesa em termos de sistema educativo é a passagem de uma lógica em que se educa para um ambiente em que apenas se ensina. Uma escola que parece ser um negócio para alguns, poucos, e uma opção péssima para muitos. E agora a ligação que vai surpreender, mas onde podemos ler, globalmente, algo que faz muito sentido – Menos despesa, mais educação.

Educação: a ignorância atrevida dos governantes

Pedro Passos Coelho anda um bocadinho perdido – por muito menos o outro Pedro levou uns patins.

A confusão sobre o financiamento da Educação está instalada e já não há nada a fazer – todos percebemos o que querem os boys: garantir à custa do dinheiro do estado uma renda certinha, tal e qual o grupo GPS. Não se trata de iniciativa privada, de retirar ao público para deixar a iniciativa à esfera privada. A questão é muito mais simples e as declarações da CONFAP provam isso mesmo.

Não deixo no entanto de também considerar como lamentável a prestação da assessoria de comunicação do Governo – bastaria explicar a diferença entre obrigatório e básico. Entre ensino básico e escolaridade (educação?) obrigatório. [Read more…]

TVI – As Escolas do Grupo GPS

Uma reportagem de serviço público! Nada poderá ficar como estava depois da reportagem de hoje sobre os colégios GPS! Custa-me, sempre, perceber como estes FILHOS da PUTA se governam às nossas custas!

Foi a Merkel que mandou

Está na cara. Fez-se porque foi a patroa que ordenou. Era o que faltava haver responsabilidades cá.

Uma verdade repetida muitas vezes

Poderá um dia ser vista como A verdade.

A vontade salazarista de cortar e destruir tudo o que é público, tudo o que se possa assemelhar a algum tipo de redistribuição da riqueza do país tem feito algum caminho, com os resultados que estão à vista – de PEC em PEC, cortando mais do que nos exigia a TROIKA e eis o resultado: o abismo.

Já se fala em novos cortes, especialmente na Educação onde Nuno Crato tem defendido a natalidade como a Mãe de todos os problemas.

Mas são os documentos do próprio Ministério que desmentem o sr. Ministro.

Os números são claros: de 2004 a 2011 o número total de alunos passou de 1683008 para 1822153, enquanto o número de docentes desceu de 180483 para 177251 – nestes números estão considerados todos os sub-sistemas, públicos e privados.

Caros leitores, a verdade é esta: o número de alunos no sistema educativo aumentou! [Read more…]

Desemprego entre os professores sobe 69,5%

Os números oficiais do IEFP não deixam qualquer margem para dúvidas: o desemprego entre os Professores subiu, entre setembro de 2011 e setembro de 2012 69,5% e quando se compara Setembro com Agosto então a subida é de 42,4%.

Há um ano os docentes desempregados inscritos eram 11874 e agora são 20130. Os números são isso mesmo – números! Mas são também o espelho de uma política de Nuno Crato para a Escola Pública – este acréscimo de mais de 8 mil docentes nos centros de emprego é só a consequência natural do MEGA-despedimento que o PSD e Nuno Crato provocaram nas Escolas.

Tinha escrito ontem que Nuno Crato tinha contratado, até ao momento, menos 8958  docentes, tendo por base o maior despedimento colectivo alguma vez feito no nosso país! Basta lembrar que a Auto-Europa tem menos de 3 mil trabalhadores e a EDP no mundo inteiro tem 12 mil. Ou seja, o que fez Nuno Crato corresponde quase ao despedimento de 3 Auto-Europas ou a uma EDP.

Temos agora a prova do que aconteceu – eles saíram das escolas e estão a receber subsídio de desemprego. Do ponto de vista da despesa acaba por ser um opção completamente  sem sentido porque a poupança entre os salários e o subsídio de desemprego é comida pela diminuição da receita fiscal que estas medidas provocam.

E, para além das questões financeiras, há ainda as pedagógicas: nas escolas os alunos precisam destes Professores!

Sim, são os seus filhos que, em última análise, ficam a perder com isto!

MEC vai negociar vinculação dos Professores?

O Ministro da Educação falou, está falado!

Apesar de ninguém lhe ter perguntado nada, o ex-comentador repetiu vezes sem conta a vontade política de vincular professores, isto é, vai “meter nos quadros” os professores que trabalham há muitos anos a contrato.

Confesso que não acredito muito (nada!) nas palavras de Nuno Crato – penso, aliás, nos milhares de docentes dos quadros que ainda estão sem horário.

Mas por economia de tempo, vamos assumir que desta vez as palavras são coerentes com a intenção e o Governo pretende mesmo “meter nos quadros” alguns professores – da última vez foram pouco mais de trezentos, mas isto poderá servir para a FNE fazer o frete do costume.

Com Nuno Crato a educação passou a viver sobre uma matriz – a do despedimento. Se o ano passado foram uns milhares, este ano não lhe fica atrás. Estão hoje em casa alguns milhares de professores com muitos anos de serviço: há dois anos estavam no sistema mais de 38 mil contratados. Este ano, nem 10 mil estão a trabalhar. [Read more…]

Movimento pela extinção real dos PCT

No ad duo e nos Professores Lusos a questão já tem uns dias, mas meus caros colegas, o tema tem toda a actualidade.

A legislação que regulava o ensino básico era de 2001 (Dec. Lei 6/2001, de 18 de janeiro) e na sua introdução, a referência ao Projecto Curricular de Escola e ao Projecto Curricular de Turma (PCT) era evidente:

“No quadro do desenvolvimento da autonomia das escolas estabelece-se que as estratégias de desenvolvimento do currículo nacional, visando adequá-lo ao contexto de cada escola, deverão ser objecto de um projecto curricular de escola, concebido, aprovado e avaliado pelos respectivos órgãos de administração e gestão, o qual deverá ser desenvolvido, em função do contexto de cada turma, num projecto curricular de turma, concebido, aprovado e avaliado pelo professor titular de turma ou pelo conselho de turma, consoante os ciclos.” [Read more…]