Aguiar – Branco entrega assinaturas

Mais de duas mil assinaturas, mais que as necessárias, foram entregues hoje pela candidatura de Aguiar-Branco.

Parece que o problema foi terem sido entregues por “pdf”, mas agora estão todas em papel e com o carimbo do notário. Teria sido uma tentativa de “juntar” a candidatura, à força, com a de Rangel? Porque é que a candidatura de um homem com vida profissional feita, com experiência parlamentar e ministerial acolhe tantos anti-corpos? Não fala bem? É um orador medíocre? Não me parece. Não é um mentiroso compulsivo que diz o que lhe vem à cabeça mas está longe de ser um Cavaco Silva, esse sim, um péssimo orador o que não o impediu de ser quem foi e o que é!

Rangel, tem atrás de si Manuela Ferreira Leite, como se percebe pelos apoios de António Preto , (o tal que deu a primeira machadada séria na candidatura do PSD nas legislativas) e de Cavaco Silva, que sempre apoiou MFL. Pedro Passos Coelho, tem consigo importantes estruturas do partido que tem conquistado desde há vários anos, na preparação de uma candidatura para a qual se preparou, honra lhe seja, a tempo e horas. Aguiar -Branco, não tem estruturas do partido a apoia-lo. É uma desvantagem? Pelo que sabemos e a experiência nos ensina, é mau para o próprio mas pode ser muito bom para o país e para o próprio partido. Foi sem apoios mas com um “boca de sapo” em rodagem que Cavaco ganhou o partido na Figueira da Foz.

Ser independente em relação às estruturas partidárias é o primeiro passo para se poder vir a ser bom governante!

Rangel e os Animais:

Recentemente, um elemento do Aventar, no nosso fórum privado, falou-nos da dor sentida pela morte, nesse dia, do seu gato. Todos partilhamos com ele a nossa solidariedade.

Ao longo da minha vida tive a felicidade de a partilhar com animais, inúmeros gatos e outros tantos cães sem esquecer a galinha Anastácia, criada com muito carinho pela minha irmã o que motivou inúmeras piadas e sessões fantásticas de gozo, até a minha irmã atingir o ponto de caramelo, eheheheh.

Quando a minha filha nasceu já por cá andava o nosso gato e duas cadelas. Nem imaginam a forma como o gato e as cadelas foram (e são) fundamentais na educação da minha Mafalda. Só quem nunca teve o privilégio de viver com animais é que não sabe duas coisas absolutamente fundamentais: a importância destes na nossa vida e a necessidade imperiosa de lhes reconhecer direitos.

Quando estudei direito tive um professor que se pelava sempre que se abordava o tema dos direitos dos animais. “Os animais são coisas, meus caros”, afirmava ele do alto da sua douta ignorância. Uma vez respondi-lhe à letra, o que me valeu uma profunda inimizade: “Animais somos todos, Professor”.

Ao ler no Facebook esta entrevista de Paulo Rangel, fiquei sem pinga de sangue.

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Uma Opção Para Portugal

O Congresso do PSD em Mafra foi esclarecedor. O candidato José Pedro Aguiar Branco demonstrou, uma vez mais, que partiu tarde. Por uma questão de palavra, JPAB acabou por prejudicar a sua candidatura e ver os falsos amigos fugirem para o outro lado da barricada. Caso contrário, como se viu nos debates e no Congresso, seria um forte candidato.

Por sua vez, Paulo Rangel, manteve o seu estilo populista, fazendo lembrar Paulo Portas, com um discurso cheio de sound bites (pedir maioria absoluta, falar em sonho, classe média, as entranhas dos portugueses, refundar Portugal, etc.). Nisso assemelha-se a Portas e ainda não descolou do passado. O seu pecado maior é a colagem a esta direcção e nisso Fernando Costa disse tudo. Daí a sua segunda intervenção ter sido uns bons furos abaixo da primeira.

Já Pedro Passos Coelho mostrou que é o que está melhor preparado para ser Primeiro-ministro e percebe-se a razão de ser o preferido dos portugueses. O seu primeiro discurso foi arriscado. Foi corajoso. Desmontou os mitos. O mito do seu passado e da constante crítica subliminar de ser jovem. Tenho a impressão que aos sessenta ainda o vão criticar por ser muito jovem. Enfim. A forma como abordou Jardim foi de uma bravura exemplar. Mesmo arriscando-se a perder imensos votos, mesmo pondo em causa a sua eleição como Presidente. Eu gosto de homens com audácia e PPC teve-a onde muitos, quase todos, se acobardam. O seu segundo discurso foi bastante incisivo, colocando a verdadeira questão: que PSD pode vencer as legislativas, qual o que está melhor preparado?  O importante é ter um projecto para governar Portugal e essa é a verdadeira questão. E esse projecto terá de ser profundamente diferente do de Sócrates mas, igualmente, distinto do da actual direcção do PSD.

A verdade, como se viu no seu último discurso, é que Passos Coelho fala para o país mesmo que o partido pretenda que lhe massagem o ego. Uma opção corajosa e realista. Uma opção por Portugal.

Colocar o dedo na ferida:

Nem sempre se pode ter razão. Os erros são uma fatalidade. Mas em política deve sempre saber-se o que se quer e só querer o que se sabe ou pode fazer. As hesitações ou inflexões não são sinal de ponderação mas quase sempre da sua falta. Paulo Teixeira Pinto

Podemos não concordar, quiça não gostar, mas devemos sublinhar a coragem. A coragem para enfrentar as dificuldades, coragem para enfrentar os mitos. Coragem para enfrentar Jardim.

A obra de Alberto João Jardim na Madeira é indiscutível e merecedora do nosso aplauso mas isso não nos pode cegar, não nos pode impedir de criticar um estilo político. Mal de nós se olhamos e nos comportamos  de forma diferente por um qualquer receio de uma qualquer putativa vaca sagrada. A obra de Alberto João Jardim, do PSD-Madeira e dos madeirenses não esconde uma forma de estar, uma vertigem de constante ajuste de contas com quem não concorda com AJJ, seja o Sr. Silva, o Sr. Pinto de Sousa ou agora o Sr. Passos. Já chega de fazer de conta que não vemos a boçalidade, a falta de educação e o modo rasca como trata todos os que ousam criticá-lo.

Ora, Pedro Passos Coelho, bem ou mal, ousou. Ousou colocar o dedo na ferida, criticar a forma inadmissível como AJJ procurou utilizar a desgraça dos outros, a tragédia dos madeirenses, como arma de arremesso político interno mentindo, afirmando que PPC foi o único político que não se solidarizou com os madeirenses sabendo, como hoje se percebeu, que estava a mentir.

No final, AJJ foi-se sentar ao lado de Rangel. O olhar de menino traquina de Rangel disse tudo. Nada mais a acrescentar além disto: diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.

Paulo Rangel: um paradigma de ruptura

Acredito que o candidato social-democrata procurava uma frase-chave (um chavão, se quisermos). Algo que resultasse como o “Yes we can” de Obama, que fosse apelativo, mobilizador.

Certamente a sua atabalhoada candidatura não deu tempo para mais. Isto é: não deu tempo para melhor.

Terá, por isso, decidido pegar numa palavra, numa só ideia, e repeti-la à exaustão: “ruptura”.

Acontece que “ruptura” reporta-se ao acto de romper, ou seja de rasgar, dilacerar, desfazer. Da ruptura resulta um rompimento, resulta que algo fica rompido, ou seja roto. Ora esta não é uma boa opção para um mote que incentive, que estimule vagas de fundo. Não há grande apelo a ser-se roto ou a participar em rompimentos.

No entanto, Paulo Rangel insiste, investe todas as suas forças, erguendo-se bem alto em bicos-de-pés para exortar uma e outra vez à ruptura. Como se tal lhe estivesse no sangue. E penso que a razão será mesmo essa: a ruptura está-lhe mesmo na massa do sangue. Assim foi quando rompeu com a promessa que ficaria no Parlamento Europeu. E, também, assim foi quando rompeu com o entendimento estabelecido com Aguiar-Branco, quanto ao combate pela liderança do PSD.

Paulo Rangel é o alvo do seu próprio combate.

Se eu fosse militante social-democrata, votaria Aguiar-Branco.

Se tivesse de escolher entre Paulo Rangel e Pedro Passos Coelho, votaria Pedro Passos Coelho.

Tudo faria para romper com paradigmas de ruptura como Rangel.

Uma pergunta a Paulo Rangel

Desde que se apresentou como candidato à presidência do PSD, e mesmo sem ter ouvido qualquer debate, já ouvi Paulo Rangel proferir a palavra ‘ruptura’ umas cinco dezenas de vezes.

Com tanta ruptura, não seria melhor Rangel fundar um partido novo?

Sobre o debate:

Em democracia, a melhor ruptura obtém-se pelo voto. Nenhum militante antigo ou recente, diga Paulo Rangel o que disser, imagina Sá Carneiro ou Cavaco a perder uma eleição contra Sócrates como sucedeu ao PSD de Manuela Ferreira Leite. Os seus herdeiros políticos terão de responder por isso nesta campanha interna. E Rangel é um herdeiro político de Ferreira Leite, o que talvez explique a incomodidade que revelou neste debate.

Pedro Correia no Delito de Opinião

Adendas pela madrugada: Aguiar Branco inaugurou a sua sede de Lisboa. Arnaut apoia Rangel e o i resume o debate.

O Debate # Final

A minha alma está parva! Esperava mais, muito mais de Paulo Rangel neste debate. Considero que foi, literalmente, cilindrado por Passos Coelho.

A boa preparação de Passos Coelho é notória. Domina melhor os diferentes dossiers, é assertivo nas críticas e teve o killer instintc fundamental nos momentos certos: a da ruptura de Rangel ser o seu abandono do PE foi um must. Fez falta a presença de Aguiar Branco e ficou mal, muito mal, a Rangel enviar uma farpa a quem não estava presente e que, ainda por cima, é o seu “padrinho”.

Foi um debate esclarecedor para os militantes e, julgo, uma vitória forte de Passos Coelho. Agora é esperar pelo debate final, numa das televisões de canal aberto, preparado para a última semana de campanha.

O Debate #6

A velha escola e a nova escola é uma boa metáfora para definir estes candidatos: Rangel está muito próximo da velha direita enquanto Passos já milita na direita moderna.

O Debate #4

A discussão está óptima no Twitter. A maioria considera que, por agora, Passos Coelho está a ganhar o debate.

O Debate #3:

Como se previa e já se comentava durante o dia, Rangel prefere uma postura agressiva e populista, mais vocacionada para procurar convencer os eleitores fanáticos esquecendo o país. Neste ponto, Passos Coelho está a ganhar por ser mais pausado e esclarecedor.

Agora vamos ao país. Ainda bem. Uma boa malha de Passos Coelho ” eu estou é ao lado e preocupado com o país”.

O Debate #2

Passamos do civilizado ao debate de ataque, (2-3-5)! Alguém convenceu Paulo Rangel que Passos Coelho é do PS. Ainda vai sobrar para o CDS…

O Debate #1

Neste arranque, tudo muito civilizado como mandam as regras. Ainda bem.

Passos Coelho ataca, forte, com a péssima estratégia do actual PSD nas últimas legislativas e com a questão da ruptura afirmada por Rangel. A forma como encara o passado e se apresenta como alternativa do futuro é mais moderada e menos populista. Rangel não concorda e a réplica centra-se nas rupturas. Eu li, diz Paulo. Eu estive lá, afirma Passos Coelho. Rangel explica ruptura com o actual PS e não com MFL. Colando Passos ao PS. Hummm, isto de falar de partidos ainda vai dar chispa…

E se 'cristo' (i.e. Marcelo Rebelo de Sousa) voltar a descer à terra?

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Hoje Marcelo Rebelo de Sousa é um homem livre. O professor teve ontem o seu último dia de vínculo à RTP. Fez as suas derradeiras escolhas. Que se saiba, apesar de alguns rumores, não está ainda ligado a nenhuma outra estação televisiva, seja para fazer exames, análises, comentários ou escolhas.

É hoje um homem livre e assim deverá continuar até ao dia do congresso nacional do PSD, a 13 e 14 de Março. Há uns meses fez saber que até poderia ser candidato se houvesse um vislumbre de união, numa espécie de vaga de fundo consensual que o transportasse até ao trono de líder. De novo. Como a nobreza do PSD não se entendeu, Marcelo tirou as devidas consequências e não avançou. Há dias fez saber que se calhar nem iria ao congresso. A decisão dependia do que acontecesse neste processo pré conclave ‘laranja’.

Na corrida entraram, entretanto, dois candidatos, somando-se a um primeiro pretendente que há muito tinha ouvido o tiro de partida. Passos Coelho saiu bem na frente, com Rangel e Aguiar-Branco a seguir. Consta que no meio de algumas facadas. Consta ainda que são dois elementos da mesma área do PSD. Talvez não seja assim. Aos apelos de dois em um, ambos recusaram.

Mas, e se, Marcelo decidir avançar? E se, para não deixar Passos Coelho vencer as eleições internas, num esforço de cidadania em prol de Portugal, o professor ex-líder quiser regressar à liderança?

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As contradições de Rangel

Francamente, não consigo compreender a natureza humana.

Tenho o Paulo Rangel em conta de pessoa inteligente. Um homem da universidade, com experiência política e com vida para além desta. Ou seja, não consigo compreender estes últimos tiros no pé. Vejamos:

Primeiro jurou que era apenas e só candidato a Deputado Europeu, ao contrário de alguns dos seus adversários de circunstância. Mais tarde, informou que não seria candidato à liderança do PSD. Pelo caminho não se lembrava da sua eventual militância anterior no CDS-PP, como se tal facto fosse crime. Depois cometeu um erro de principiante com aquela sua intervenção despropositada no Parlamento Europeu. Já por esta altura, e confiando em pessoa que tenho por boa fonte, aparentou estar de pedra e cal com José Pedro Aguiar Branco, seu amigo. De repente, avisando por SMS alguns dos seus companheiros, apresenta-se como candidato à liderança do PSD. Não contente com tantas contradições, revelou em entrevista que viveu intensamente o 25 de Abril quando, pasme-se, tinha seis anos de idade (como jocosamente reparou CBO aqui).

Por último, como já a mesma fonte me tinha garantido, provou-se que foi militante do CDS-PP entre 96 e 99 – hoje, com piada, Ricardo Araújo Pereira na TSF destacava o facto de não se lembrar de entrar mas saber perfeitamente quando sair – e eu pergunto: qual o temor de Rangel? Por acaso é crime ter sido militante do CDS-PP?

Espanta-me esta sucessão de contradições. Assusta-me esta facilidade para a mentira. Pode, depois de tudo isto, ser candidato a Presidente do PSD? Pode, até Sócrates chegou a Primeiro-ministro…

Diálogo de surdos

Depois da entrevista de ontem, José Sócrates disse o que irá dizer sempre.

Depois da entrevista de ontem, a Oposição irá continuar a questionar José Sócrates sobre as mesmas coisas.

O Primeiro-Ministro disse, taxativamente, duas coisas lapidares:

1 – Não deu ordem para qualquer plano ou avanço da PT sobre a TVI;

2 – Não comenta nem tem qualquer reponsabilidade por aquilo que afirmam ou conversam terceiros, mesmo que esses mesmos terceiros envolvam o seu nome.

Face a isto, das duas uma: ou se descobre provas de que tal é mentira, ou mais vale parar com um diálogo de surdos em que alguém repete sempre a mesma coisa e um outro insiste em que seja dita coisa diversa.

No ponto em que estamos, isto parece aquelas investigações criminais – à boa maneira do Estado Novo e que ainda vai dando sinais nos tempos que correm -, que são orientadas para a confissão do suspeito.

O mal disto é que não há verdadeira  investigação: alguém vendeu a bom preço as escutas – não sei se transcritas ou não -, e o Despacho do Procurador. Fez bom dinheiro, e a imprensa fez bons títulos. Isto não é jornalismo de investigação. É um negócio de tiragens, à custa da clássica “fonte anónima” e de fugas de informação, de atropelo em atropelo à Lei. Isto é luta político-partidária, a querer corroer um Governo à custa de ausência de ideias ou de vontade em assumir compromissos – até Paulo Rangel já disse que com ele não haverá moção de censura, pois neste momento não é “apetitoso” governar.

Já o disse em tempos e reitero: entendo que José Sócrates não tem as condições pessoais necessárias para liderar o Executivo. Mas sei que não se demitirá. Não é do seu temperamento. E, também, há que o dizer, ninguém neste momento quer calçar os seus sapatos e fazer-se à espinhosa estrada. Seja esse alguém do PS ou da Oposição.

Assim sendo, a menos que se obtenha provas concretas que José Sócrates participou no alegado plano, que tal lhe seja ouvido, ou lido, seria bom que se parasse de vez com o Carnaval. O país deveria estar já preocupado a discutir o PEC e as respectivas opções estratégicas para os próximos 4 anos. A agenda política deve ser ditada pelo interesse nacional, não pela imprensa.

Está tudo louco…

Como é possível que venham políticos criticar as presões políticas sobre a comunicação social?

Agora é a vez de Jerónimo de Sousa, criticar tais pressões que não sendo crime, na óptica do Procurador-Geral da República, são, para o comunista, inaceitáveis. Não sei se o mesmo ainda se recorda dos saneamentos políticos no Diário de Notícias? Pelos vistos não.

Figo, garantiu que o seu apoio a José Sócrates foi pessoal, não havendo qualquer contrapartida. Algo que contraria a tese do “Polvo” (a lembrar a série italiana de televisão dos anos 80), pois que na Máfia nada é pessoal, simplesmente negócios. 

Paulo Rangel cola a candidatura de Pedro Aguiar-Branco à de Pedro Passos Coelho. E agora diz que a ruprtura é com a governação socialista e com o estilo de se fazer política em Portugal. Para alguém que avançou como avançou com a sua candidatura, é notório que é muito diferente a fazer política em relação aos demais, não haja dúvida…

Pelo meio, o blogger Carlos Santos, cujo percurso na blogoesfera foi errante (no sentido amplo do termo), vem deitar achas para a fogueira socialista. E assim, a blogoesfera entra para o habitat do alegado polvo.

Às 20 horas, o Primeiro-Ministro vai falar ao país. Irá fazer uma declaração à visada, ou seja à comunicação social. A “hipótese pântano” parece estar afastada, embora nunca fiando…

Estranhas manobras

O surrealismo lusitano, canta e ri, corre e dança, inebriante, vicioso, contagiante. Num carrossel contínuo que mal permite repor o fôlego. Tudo é informação, tudo é actualidade, e no entanto nada parece verosímil.

Dois episódios de ontem, deste carrossel:

1 – A escova de Francisco Louçã sobre os ombros de José Sócrates, no plenário parlamentar, em híbrido gesto de solidariedade para com o Primeiro-Ministro, acerca das escutas.

Não bate certo, algo está por trás disso. Talvez as presidenciais. Talvez.

2 – O estranho avanço de Paulo Rangel, numa sôfrega candidatura à presidência do PSD, a dividir um eleitorado com Aguiar-Branco, e a solidificar um outro eleitorado, o de Pedro Passos Coelho.

É uma candidatura tardia, incoerente e desleal. Imprópria para quem assumiu o compromisso de que ficaria no Parlamento Europeu, e que as excepcionais razões do actual momento político por ele invocadas, só servem de injusto atestado de incompetência a Aguiar-Branco.

Parece que o Norte continua a assustar as ditas elites do PSD, desde os tempos de Francisco Sá Carneiro.

Pedro Passos Coelho agradece.

Num inebriante começo de mês, estas são apenas duas voltas de um carrossel de estranhas manobras. Tudo à roda, sem tino ou razão.

Por que razão há tantos candidatos ao PSD?


Porque, cheirando a morte, já todos parecem interessados. Não há fome que não dê em fartura e, agora, os coelhos não param de sair da toca.

Paulo Rangel, futuro primeiro-ministro de Portugal

Paulo Rangel deu hoje o sinal de partida que o levará a ocupar, em breve, o cargo de primeiro-ministro de Portugal. É auspicioso o seu futuro, a julgar pelas qualidades que já demonstrou em tão pouco tempo.
Aliás, sem querer abusar dos meus dotes adivinhatórios, presumo que Paulo Rangel, depois de alguns anos em S. Bento, será o candidato da Direita às Presidenciais de 2026. Então com 58 anos e muito fortalecido por anos e anos de Papa Mayzena, será a imagem de uma pessoa sério e com carisma. Galhofando, não querendo acreditar no que aconteceu 16 anos antes, será lembrado por ter sucedido em 2010 a alguém que enganou tudo e todos durante anos antes de cair na desgraça, prestar contas à Justiça e passar a ter de usar uma fatiota às riscas.

O Coelho e as Lebres

Hoje os diferentes jornais falam na possibilidade de Paulo Rangel e Aguiar Branco se candidatarem à presidência do PSD.

O primeiro a desmentir foi Paulo Rangel. Não senhor, não será candidato e não, não foi pressionado por Durão Barroso. Já Aguiar Branco nem necessita de grandes desmentidos, percebeu-se ontem, na Quadratura do Círculo que não vai ser candidato.

Ou seja, ninguém quer fazer o papel de lebre e como se percebeu nas duas sessões de apresentação do livro de Pedro Passos Coelho, sente-se um forte cheiro a poder e um alinhamento quase unânime em torno da sua candidatura.

Os recados…

Nada como um recado mal dado, estilo “rabo escondido com o gato de fora”. Sim não é engano, é mesmo assim tal a forma como se dá nas vistas:

Paulo Rangel fortemente pressionado dentro e fora do PSD para se candidatar à liderança do partido“, lê-se no DN. Mais à frente, a fonte: “fontes próximas do eurodeputado”. Ou seja, o próprio a mandar recados e a ver se surge uma vaga de fundo… Fica-lhe mal.