ME escreve o que os Professores têm que dizer

Ora cá está! Finalmente.
Eu sempre achei um absurdo a forma como o centralista (como nunca, nos dias que correm!) Ministério da Educação nos dirige e costumar apontar como exemplo o dia das provas de aferição. O manual de aplicador é bem claro nas instruções que dá: não pense, não respire. Limite-se a ler.
Eu tenho uma teoria mas, não sei se com algum fundamento – esta medida visa estimular a leitura e enquadra-se no Plano Nacional de Leitura…

Imagem do Manual de Aplicador

Hoje o Público pega e bem na matéria que vem mostrar de forma evidente que a Autonomia das Escolas é apenas um conceito usado na mesma frase da palavra demagogia!
São coisas como estas, aos milhares, durante anos e anos, que nos fazem, a Nós Professores, estar num estado de pré-desistência total e absoluta. Escrevo repetidamente para que sejamos ouvidos: a nossa luta é também profissional claro, mas é muito mais pela nossa dignidade e pelo direito ao exercício da profissão. É muito isto.
Bom, vamos lá ler o Manual de Aplicador porque amanhã lá estarei, qual boneco articulado a ler as instruções.
Fiquem bem e façam por ser boas pessoas…

Manuela Ferreira Leite na prevenção do suicídio

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Não sei o que deu à equipa ‘criativa’ que imaginou e concebeu os cartazes do PSD onde surge Manuela Ferreira Leite. São pobres de conteúdo e de imagem. Falta-lhes vida. No entanto, acabam por conseguir o efeito desejado: que sejam falados. Não pelas melhores razões mas isso é outra história.

Depois de confundida com a “Marta” dos seguros, ou uma outra qualquer operadora de call-center, a presidente do PSD mereceu o título de combatente do suicídio. Não há mal nenhum nisso, antes pelo contrário, mas não é, certamente, esse o objectivo dos cartazes.

Ex-jornalista em Portugal e agora correspondente do jornal catalão “La Vanguardia” na Índia, Jordi Joan Baños escreveu, ontem, um texto sobre Portugal, em concreto sobre o momento político. Fluente em português, o jornalista mostra que, mesmo do outro lado do mundo, em terras onde Vasco da Gama aportou há mais de 500 anos, continua atento ao que se passa em terras lusitanas. Dos casos de Sócrates, às ambições de Durão Barroso, ao PC “mais ortodoxo do Ocidente”, passando pelo Bloco de Esquerda, que tem um líder “visionário”, Jordi Joan Baños olhou para os cartazes de Manuela Ferreira Leite e o que viu?

“Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.”

Via Escrita em Dia

Um governo de cócoras

Lembram-se da recente zaragata entre o Sr. Cordeiro das Farmácias e a Ordem dos Médicos, tudo benzido pela Ministra da Saúde? As preocupações com os doentes, preços mais baixos etc e tal, depois soube-se que a ANF já era proprietária da segunda maior distribuidora de genéricos, os médicos porque querem manter na sua mão a exclusividade de receitar e escolher o medicamento (principio activo e marca), o SNS quer avançar com a unidose…
Pois, já aí está, um Projecto-Lei em análise junto dos interessados (os de cima e os mesmos de sempre) propondo a desregularização dos preços dos medicamentos. Quem ganha? As farmácias que vão poder vender ao melhor preço! Quem perde? O cliente, que só em teoria vai poder andar pela cidade à procura do melhor preço e nos casos em que só há uma farmácia, nem opções tem!
Já tinham percebido porque é que as corporações cá no burgo são quem verdadeiramente mandam? Porque os governos estão de cócoras perante os interesses corporativos instalados. O Sr. Cordeiro apareceu de voz grossa, a ministra entrou em conversações, o Sr. Cordeiro deixou cair a exigência (hipócrita, porque inadmissivel) de poder trocar a receita do médico, e o cliente vai pagar mais caro! É preciso um desenho?

YES! m. Educação e governo recuaram

Pelas escolas, nos últimos dias todos ouviram aquela “história” da passagem de toda a gente do quadro para um regime de contrato, certo?
Pois bem, a nossa luta começa a dar os primeiros resultados.
O Ministério da Educação e o Governo recuaram: as escolas devem retirar as listas que haviam publicado e, para as que ainda nada tinham feito, segue a indicação para nada fazerem.
Neste momento a nossa passagem para contratados já não está em cima da mesa.
Dia 30 temos que continuar a LUTAR!

Dia 30 vamos voltar a encher Lisboa

Dia 30 vamos voltar a encher Lisboa

ainda bem que vivemos num Estado laico

caso contrário levaríamos com 4 horas de directo na televisão paga por todos nós para assistirmos em directo ao passeio da Virgem ao Miradouro.

Patxi Andión

Quem?
Sim. Patxi Andión.

Eu também passei por essa experiência quando há quase dez anos alguém me dizia que seria ele a presença musical no Congresso do SPN. Depois de ouvir fiquei, ficamos Apaixonados! Eu e a minha namorada!
Que voz, que comunicador!

Viver sendo livre

Viver sendo livre

Um brilhante intérprete de música, quase sempre em Castelhano, mas também em Basco e Português.
Esteve ontem na Casa da Música.
Eu também estive, estivemos -que concerto!

A Web surprendeu-me pela ausência de informação sobre ele, mas podem sempre ver a Wikipédia, mas em Castelhano.

No guia distribuído à entrada podemos ler o que escreveu o autor sobre ele mesmo, o outro eu, a quem ele pergunta “Quem és?” Escreve assim:
“Consumido pela febre de viver, a minha obra é a minha vida e as minhas canções não são mais do que pretextos para essa chama que alimenta o sonho dos poetas e arde no coração dos rebeldes: Viver sendo livre!

Para ver:
– Vídeo dos 20 anos: 20 anos de Patxi Andión;
– Vídeo da actuação no Coliseu dos Recreios: Patxi no Coliseu dos Recreios

Para comprar os “30 Grandes Êxitos” e ouvir… Bem coladinho, bem juntinho! Sucesso garantido!

A injustiça social e os chás dançantes

Lembro-me de estar deitado numa cama de um hospital militar e receber a visita das senhoras do Movimento Nacional Feminino. As mesmas cujos filhos e genros não iam para a guerra. Foram lá oferecer-me um saco de plástico com umas bugingangas que nem sequer podia comer. Mas estavam ali a lavar a consciência junto dos que eram arrancados às famílias e que davam com o coiro na tropa! Famílias onde faltava quase tudo mas onde sobrava amor e afecto.
As minhas três irmãs mais velhas não puderam estudar para “o homem” da casa ir para a escola. Faltava tudo desde uma alimentação regular e suficiente, até ao médico que só se visitava quando o caso era para morrer. Os sapatos que não se tinham à roupa (pouca) que andava junto ao pêlo. Um país profundamente pobre e injusto, com meia dúzia de famílias a abocanharem grande parte da pouca riqueza que se produzia.
Mas esse mesmo “regime fascista” tentava compor o ramalhete social promovendo uma espécie de “caridadezinha” que os “ricos que comiam tudo” levavam à prática como branqueamento da injustiça de que só eles eram culpados. Nos tempos de crise vamos vendo quem sempre se calou perante o ataque organizado às empresas e às injustiças friamente cometidas, armar agora em “caloroso” irmão na miséria.
Felizmente que há muitas Organizações não governamentais (ONG) que fazem um grande serviço de apoio aos mais pobres, lançando mão dos desperdícios que esta sociedade injusta produz sem cessar! Mas que fique bem claro que não é de “chás dançantes” que esta sociedade precisa!
Precisa de um política de rendimentos justa e de meter na cadeia quem envia para o desemprego os mais frágeis!

Médicos portugueses em pleno Congresso de Ginecologia


Agora sim, percebemos as verdadeiras razões pelas quais os médicos portugueses não querem a troca de medicamentos de marca por genéricos.

Por que festejamos os 50 anos de um miradouro?

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Sim, eu sei que este é um país muito religioso (embora já tenha sido mais). Sim, sei que gostamos de festas (apesar do nosso ar tristonho). Sim, sei que qualquer coisinha que envolva a imagem de Fátima é sagrado (embora não perceba bem porque se há-de fazer festa tão grande com uma escultura).

Apesar de saber tudo isto, reconheço sérias dificuldades em entender as causas de tanta festa por causa de um miradouro. Se alguma alma tiver a caridade de me explicar, ficam os meus agradecimentos.

Nobel da Paz para Berlusconi

Foi constituído o comité que irá preparar a candidatura de Sílvio Berlusconi ao prémio Nobel da Paz, pelo “seu empenho humanitário no campo nacional e internacional.” Não sei exactamente que medidas tomadas no plano interno têm em mente os patrocinadores desta candidatura, uma vez que a notícia que está a ser avançada apenas refere a actuação do Cavaliere na cena internacional, mas creio que bastaria citar a nova lei da imigração, aprovada há dias, e as suas humanitárias propostas, para justificar a atribuição do Nobel a Berlusconi: – Criminalização da imigração ilegal, com aplicação de uma multa de até dez mil euros a quem entrar ou permanecer no país sem visto; – Aumento do tempo máximo de permanência de imigrantes em situação irregular nos Centros de Identificação e Expulsão (o nome diz tudo); – Proibição às mulheres estrangeiras sem visto de permanência de registarem os filhos que tiverem em território italiano, o que, a ser cumprido, abrirá caminho a que percam a guarda das suas crianças quando forem expulsas do país; – Legalização das milícias populares formadas por cidadãos que pretendem garantir a segurança pública (as “guardias padanas”) e que até aqui se têm dedicado a vigiar os imigrantes em situação irregular; – Proibição do arrendamento de imóveis (casas ou quartos) a imigrantes em situação irregular, com aplicação de multa e detenção até três anos para os senhorios infractores. Bem vistas as coisas, porquê parar por aqui? Por que não reclamar o Nobel que a Cosa Nostra há tanto merece? Ou exigir a Oslo que, ainda que a título póstumo (bem diz o povo que mais vale tarde do que nunca), distinga o pacifista Benito, e assim redima Il Duce daquela morte patética, de pernas para o ar, exposto à multidão desrespeitosa naquela praça de Milão?

Investimento Sócrates: 4 estádios às moscas

Investir sem parar em obras públicas é o remédio de Sócrates para a crise!
Em quê? Não interessa! Em tudo! De todos os quadrantes, incluindo dos empresários, clamam vozes avisadas que neste quadro frágil e, principalmente, incerto, ninguém sabe o que aí vem, a prudência é o caminho a seguir. Obras de proximidade, recuperação de escolas, hospitais, lares, centro das cidades, renovação das redes de distribuição de água e electricidade, ampliação da rede de distribuição do gás. Melhorar o ambiente, as praias, os acessos às áreas de lazer, facilitar o turismo, o Patrimónimo Histórico que está a apodrecer…
Não, o homem quer obras megalónomas, que depois de lançadas já não andam para trás, que ninguém controla, onde o risco é medonho e a irresponsabilidade um crime! Obras que importam do estrangeiro grande parte do Know How e dos equipamentos, que nos próximos dois anos não têm nenhum efeito no emprego. Não, o homem quer grandes obras!
Obstinado, este mesmo Sócrates já esqueceu que foi por não ouvir ninguém que se deitaram para o lixo 200 milhões de Euros em quatro estádios que todos sabiam não serem necessários: Estádio do Algarve, Leiria, Coimbra e Aveiro. Não só não têm espectadores como as próprias Câmaras não têm capacidade financeira para suportar a sua manutenção. Fez-se um Europeu de Futebol na Holanda e na Bélgica e cada um dos países construiu dois estádios!
Se este homem fosse chamado à responsabilidade deste enorme prejuízo, talvez fosse mais humilde e não cavasse a nossa sepultura! E comparasse o que se faz naqueles dois países para perceber uma série de coisas! A responsabilidade na alocação dos dinheiros públicos, a rentabilidade dos projectos e, porque é que eles são ricos e nós cada vez mais pobres!

FREEPORTGATE, AINDA E SEMPRE

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O PRIMO HUGO DISSE AO JORNAL QUE O PRIMEIRO MENTIU E CONHECIA O SMITH E O PEDRO
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O primo, o tio, o filho do tio, o sobrinho, o ministro, Ministério do Ambiente, o nosso Primeiro, o Smith, o Pedro, a China, Kung Fu, fugas, mentiras, meias verdades, dinheiro, suborno, corrupção, Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, eleições de 2002, Shaolin, monges, processo, Ingleses, Portugueses, emails, Polícia Judiciária, Procuradoria Geral da República, DCIAP, Jornal O Independente, culpa, inocência, arguidos, família, reuniões, Alcochete, ninguém acusa ninguém, todos são não culpados, o dinheiro desapareceu, ninguém se demite.
Quase cinco anos de histórias desde a denúncia do jornal “O Independente”, fazem uma campanha caluniosa, infame e de cor escura, mesmo até preta, segundo os amigos e defensores do Primeiro de Portugal.
Esta trampa nunca mais acaba, e …
Nunca mais é Outubro, caramba!

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A ética e a confiança não têm lugar num risco de bâton

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Que me desculpem os defensores do “jornalismo corajoso”, como o Ricardo Santos Pinto aqui apelidou há dias, do Jornal Nacional das sextas-feiras da TVI. Até posso reconhecer a “coragem” de enfrentar alguns poderes instalados na nossa sociedade, como o primeiro-ministro. Quanto ao resto, tenho muitas dúvidas.

Gostava de saber, por exemplo, há quanto tempo a TVI tinha o famoso DVD da conversa de Smith e companhia. Gostava de saber porque é que optaram, primeiro, por passar o som, mas não a imagem, reservando-a para uma fase posterior. Admito que haja uma justificação aceitável mas como não a conheço, suponho que a ideia era prolongar o efeito, manter o caso em fervura lenta mas permanente, com evidentes objectivos de audiência e de afectar politicamente um homem com o qual a dupla José Eduardo Moniz / Manuela Moura Guedes não vai à bola, nem a qualquer outro lado. Confira-se, pois, o tom dos restantes espaços informativos e o de sexta-feira. Há ali diferenças e não estão apenas no estilo dos apresentadores.

Respeito mas não gosto do género de apresentação de Manuela Moura Guedes. Não é por causa de Sócrates, garanto. Já não apreciava antes e continuo a manter a mesma posição. Hoje fiquei a conhecer um novo aspecto. O Expresso enviou para a TVI a capa da edição de hoje, dando conta da entrevista exclusiva com o primo de Sócrates, sobre o caso Freeport. A capa do jornal foi disponibilizada para ser mostrada na revista de imprensa deste sábado, com pedido de embargo até às 24 horas. Um pedido de embargo significa que ninguém pode utilizar as informações disponibilizadas até à data em causa. A informação é cedida com o objectivo dos jornalistas a poderem trabalhar, possibitando a posterior apresentação da notícia mal o embargo termine.

Leio hoje no DN que esse pedido não foi respeitado. Fiquei, assim, a saber que a paladina da liberdade e do jornalismo “corajoso” não liga muito à deontologia e à ética profissional. Pior, fiquei a saber que Manuela Moura Guedes, não é de confiança.

Foi assim tão má a opção tomada? Tanto mais que o Expresso já andava, há dois dias, a anunciar essa entrevista no site da Internet? Um exemplo, com algum exagero, reconheço, mas que funciona. Imagine que um amigo, que toda a gente sabia que tinha feito uma biopsia, lhe conta que, de facto, tem um cancro e lhe pede para não revelar a ninguém durante as próximas quatro horas, porque prefere ser ele a dizer aos amigos e à família. Você, alegremente, esquece o pedido e a consideração que o amigo lhe merece e, para brilhar, para ser o primeiro, desata a telefonar a toda a gente e a contar o que sabe. Garanto que além de se transformar num estafermo, o seu amigo, provavelmente,o irá apagar da lista de contactos.

Lisboa e Porto – e o Alentejo?

Sou lisboeta, filho de lisboetas, e gosto do Porto. Detesto, por isso, patéticas disputas entre gente das duas cidades; muitas vezes, a meu ver, não passam de manifestações de bacoco provincianismo. Contra tais polémicas, assalta-me a vontade gritar que há mais país, para além de Lisboa e Porto. O imenso Alentejo é um exemplo de região merecedora de estar mais presente na discussão pública, e em acertadas decisões políticas. Se outros valores não existissem, a solidariedade e a coesão nacional seriam suficientes para o justificar.

O Alentejo, como outras regiões, pode ser observado e analisado em diferentes perspectivas. Dos quadros da natureza, retiramos as deslumbrantes paisagens de final de tarde, em dias quentes e límpidos. De modo ascético, contemplo a enorme planície, suavemente dourada pelo Sol, e saboreio o estado do nirvana, como serenidade perpétua. Todavia, à natureza contrapõe-se a paisagem humana e esta causa-me sentimentos antagónicos. O deslumbramento e a serenidade cedem o lugar à tristeza e à compaixão.

Percorro vilas e aldeias do Alentejo. O cenário de uma população envelhecida, e abandonada à sua sorte, é comum. As idosas lá se arrastam nas tarefas de casa. Eles sentados no banco corrido, à porta da tasca ou do café, esperam tranquilos que este e outros tempos passem. O retorcido cajado, para alguns, é também inseparável companheiro, de todas as caminhadas, incluindo as do tempo.

O Alentejo teve quase sempre o desprezo do poder central. É uma história antiga, que o poeta João Vasconcelos e Sá satirizou, num jantar de Carnaval de 1934, na presença do Ministro de Agricultura de Salazar, Leovigildo Queimado Franco de Sousa, precisamosdemerda.

Nos tempos recentes, anos atrás, ofereceram-lhe a Barragem do Alqueva, a grande infra-estrutura que iria impulsionar a agricultura alentejana para um enorme desenvolvimento. Submergiram terras, casas e a Aldeia da Luz, cuja réplica foi traçada e construída a preceito, para que o sofrimento dos habitantes ficasse minimizado. Foi garantido que, depois, desfrutariam dos benefícios de uma terra produtiva e próspera. Mas os políticos, de novo, mentiram. Há pouco tempo o ‘Expresso’ noticiou que a nova Aldeia Luz está a ser abandonada pelos mais jovens. A escola, cada vez com menos alunos, corre o risco de encerrar dentro de algum. Ficarão os idosos, como sempre.

É este o ‘novo Alentejo’ prometido e não cumprido. Julgo criminoso usar avultados montantes de dinheiro público para facilitar a construção de ‘resorts’ e campos de golfe, projectos que só a crise fez questão de parar… e não o bom senso dos nossos políticos.

O Alentejo precisa de contratar um Alberto João qualquer. É o meu palpite de hoje.

Estou confuso…

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Deveras que estou. Pergunto-me o que foi o nosso Primeiro-Ministro fazer durante 6 horas à Madeira. Pergunto-me porque só ao fim de 4 anos de governação, se deu ao trabalho de fazer uma viagem tão grande sobre o Oceano Atlântico, apenas para ver distribuir 200 computadores a meninos. Terá ido apenas passear, para arejar um pouco a cabeça, deixando para trás os Vitais Moreiras, os Manuéis Alegres e os Lopes das Motas? Terá ido à Madeira para mostrar ao nosso Presidente da República que quando é preciso ir desanuviar um pouco desta canseira da crise, pode-se “ir para fora cá dentro“? Terá ido porque hoje era o seu dia de folga? Terá ido porque era o último sítio do Planeta onde ainda não foram distribuídos os Magalhães? Terá ido para conhecer pessoalmente esse grande entertainer nacional, Alberto João Jardim? Terá ido apenas, relembrando os tempos de Ministro do Ambiente, apreciar a flora ou a fauna MARINHA? GRANDE confusão que isto me mete!

O Bloco e o Alberto Gonçalves:

O sociólogo Alberto Gonçalves, a par com o Carlos Abreu Amorim (Correio da Manhã) e o Ferreira Fernandes (DN) são os meus comentadores preferidos da imprensa escrita.
O Alberto Gonçalves (Sábado) é dotado de um sentido crítico (e humor) absolutamente fantástico. Ontem, no seu “Juízo Final” transcendeu-se: “Nas últimas trés décadas, o meu contacto com as artes circenses tem estado restrito a uma trupe que acampa na minha vizinhança e às proezas do Bloco de Esquerda”. (Ler tudo AQUI).
Fantabulástico! As suas crónicas deviam ser de leitura obrigatória no ensino secundário, ehehehe!

Sócrates, Lopes da Mota e a demissão… de Sócrates

A discussão em torno do processo disciplinar instaurado a Lopes da Mota (ilustre presidente do Eurojust) anda a passar completamente ao lado das questões essenciais.
Obviamente que a comunicação social também é responsável por este desvio de atenções (o Fórum TSF no dia seguinte a esta notícia tinha como tema “a credibilidade e representatividade dos políticos” e não discutiu as pressões), mas o que me surpreende é mesmo a posição de todos os partidos da oposição.
Todos nós sabemos o estado da justiça, todos nós já emitimos opiniões e todas elas convergem. Mas a discussão hoje não deve, nem pode ser em torno do estado da justiça, nem mesmo em torno da demissão ou não de Lopes da Mota. O que se deve discutir seriamente é o facto de um governo querer a todo o custo controlar este processo que deveria estar apenas alocado aos protagonistas judiciários. Este caso prova uma vez mais que o actual elenco governativo também pretende manipular a justiça. Isto não é grave… é muito grave!
Num país normal, o mínimo que tinha acontecido era a demissão imediata do governo, ou seja, a demissão de José Sócrates.
Não é normal que não se questione o porquê das pressões. Lopes da Mota pressionou a justiça apenas com o intuito de beneficiar aparentemente o seu amigo José Sócrates, primeiro ministro de Portugal.
Esta atitude déspota do governo português põe em causa todo o sistema democrático e a discussão política está quase toda ela a passar ao lado do essencial.
Exigem-se consequências! Portugal não pode continuar a conviver com casos mal explicados que envolvem altas figuras do estado. Por muito menos, Miguel Cadilhe, Murteira Nabo, António Vitorino, demitiram-se dos respectivos governos.
A bem da democracia, José devia demitir-se e não ser candidato a primeiro ministro nas próximas eleições.

O amor é lindo!

“Estar na Capadócia era um sonho da minha mulher”. Cavaco Silva, Presidente da República, hoje, na Turquia.

Médicos em passeio pago

Depois o povo é que é mauzinho e pensa mal desta gente muito qualificada! Umas centenas de médicos foram a um congresso médico e a seguir tiveram direito a um cruzeiro a uma parasídiaca ilha Indonésia. Tudo pago por uma farmacêutica.
Claro que é importante os médicos actualizarem-se conhecendo as novas propostas terapêuticas. É bom para os doentes que passam a ser tratados com medicamentos mais recentes, mais eficazes e com menos efeitos secundários. O problema é quando não é assim e os médicos, por terem viajado gratuitamente, se sentem na obrigação de prescrever o medicamento ou medicamentos daquela farmacêutica. Muitas vezes são medicamentos que não acrescentam nada ao arsenal farmacológico já à sua disposição. E, por serem novos, são mais caros e não são mais eficazes que os já existentes.
Todos sabemos que não há almoços gratuitos e isto volta a colocar em cima da mesa a questão dos medicamentos genéricos, mais baratos e tão eficazes como os de marca! Mas com uma percentagem muito pequenina de mercado quando em países mais ricos e com maior capacidade de negociação a percentagem é bem maior.
Que fazer? As medidas administrativas de controle podem ser um peso insuportável no sistema. As instituições de certificação nacionais e internacionais já filtram com eficácia e no mínimo não deixam vender gato por lebre. Mas se calhar é o preço que temos de pagar por uma contradição insanável.
Não é verdade que alguem tem que estar doente e infeliz para outros poderem ter lucros?

Dados

wolframÉ um maluquinho dos dados? Óptimo, eu também! Para todos os viciados em notícias, matemática, estatística e dados em geral, o Wolfram|Alpha promete fazer maravilhas. Dizem os criadores do motor de pesquisa, que se pode cruzar informação de todas as maneiras e feitios. Vale a pena dar uma vista de olhos. Para ver uma apresentação interessante carregar aqui. Pode ser um boa ferramenta de pesquisa.

Declaração de interesses: O meu blogue colectivo ideal

O Paulo Jorge, no «5 Dias», armou-se em Seleccionador Nacional da Blogosfera e tratou de escolher aqueles que, na sua opinião, fariam o blogue colectivo ideal. Naquela cabeça confusa, o Paulo Jorge junta malta do «5 Dias» com malta do «Jugular» com malta do Arrastão com outra malta que não conheço e até com com malta do Aventar (sim, sim, eu próprio).
Ora bem. A menos que o Paulo Jorge queira ver porrada da velha na blogosfera e tudo à batatada, só se percebe esta selecção com aquilo que ele diz no final do «post»: Utopia. Pois é, só mesmo em sonhos, puto.
Mas já que o Paulo Jorge desafia-nos a fazermos o nosso blogue colectivo ideal, deixo aqui a minha utopia, aquele que na minha opinião seria o blogue colectivo ideal. Seria composto pelo Adalberto Mar, pelo Antero, pela Carla Romualdo, pelo Carlos Fonseca, pelo Fernando Moreira de Sá, por uma Glória Colaço Martins que escrevesse, pelo Isac Caetano, pelo João Paulo, pelo José Freitas, pelo José Magalhães, pelo Luis Moreira, pelo Miguel Dias, pelo Ricardo Almeida e pelo Vítor Silva.
Seria uma equipa de sonho, seria a minha equipa ideal. Os meus meninos, mesmo aqueles meninos com idade para serem meus avôs (sem ofensa, Luís).
Mas como melhor é sempre possível, iria ainda ao mercado e contrataria, no «5 Dias», o Paulo Jorge e o Tiago Mota Saraiva; à «Educação do Meu Umbigo», ia buscar o Paulo Guinote; ao «Do Portugal Profundo», ia buscar o prof. António Balbino Caldeira; e ao Aventar, ia buscar o Pedro Namora. 🙂
Para comentadores, concordo com o Paulo Jorge: a presença do pândego Rogério da Costa Pereira seria fundamental, mas acrescentaria ainda o brincalhão Paulo Pinto (correndo o risco, claro, de ele, quando saísse, querer levar os comentários com ele) e, como não podia deixar de ser, os inefáveis Chico da Tasca e Gilson e ainda o João Pedro Henriques.
Só ficava a faltar a mulher da limpeza (sem machismos, claro, apenas porque a expressão dá jeito). Ah, já sei onde ia buscá-la. Mas não posso dizer, senão ainda me mandam jugular.

O FIM DE UM PEQUENO TABU

Num país de tabus, acabou mais um. Desta vez foi o deputado poeta que acabou com o seu (dele) tabu. Continua no PS e não vai ser candidato a deputado nas próximas eleições.
Quem mais ganha com tudo isto é o nosso Primeiro.
Vendo sair um dos mais antigos deputados da nosso Assembleia, depois de eventualmente não ter chegado a acordo com ele para os lugares que o deputado queria dar aos seus apoiantes, pode renovar quadros e fazer propaganda (o homem é bom nesssas coisas de publicidade) nesse sentido. Para além disso, sai da bancada do PS um elemento incomodativo, o que é sempre agradável.
Sendo Alegre um putativo candidato à Presidência da República, poderá vir a apoiá-lo, e assim haja ou não bloco central, não terá de apoiar Cavaco Silva.
Continuando Alegre no PS, vai por certo aproveitá-lo para a campanha eleitoral que se avizinha, de molde a captar votos à esquerda.
Tudo a ganhar nesta batalha que travou com o poeta.
Estava escrito e só assim todos os intervenientes neste caso saem a ganhar. Uns muito, sr Pinto de Sousa, outros menos, Manuel Alegre.

Alegre consequente

Afinal, ao contrário de algumas opiniões (como a do nosso r), Manuel Alegre decidiu ser consequente e partir. Não partir do PS, coisa que já tinha afirmado há mais de uma semana que não faria, mas deixar de ser candidato pelo partido nas eleições legislativas.

É o que dizem os jornalistas que se encontram a acompanhar a reunião de Alegre com os elementos que fazem parte do núcleo duro do seu movimento. Ansiosos, os jornalistas contam-nos tudo ao minuto, como uma grande família desbocada à espera do momento do nascimento do rebento.

Não percebi esta ansiedade, admito. Mas percebo Alegre. Um percurso político como o dele merecia esta resposta. O seu afastamento do PS de Sócrates tinha criado um fosso de tal dimensão que seria ridículo aceitar participar de novo nas listas para as legislativas debaixo de um projecto político que não era o seu.

A Economia não mente. O Governo, sim!

Agora a última, face aos novos números aterradores para a economia, é que nós não descemos tanto com os outros países! Pois não!É como aquele barco que já está no fundo do mar, ou perto disso, cada vez desce mais devegar. Os que estão à tona de àgua têm todo aquele espaço para descer, fazem-no a velocidade maior.
Mas quem é que quer estar a bater no fundo? Não conseguem falar sem mentir ou pelo menos nunca dizem a verdade toda! Não querem apresentar o Orçamento Rectificativo porque estão a esconder as contas que estão bem piores do que nos dizem. O déficit vai pular para perto dos 7% e o desemprego vai chegar aos 10%.
Mas para o governo, a notícia a passar é que descemos menos que os outros. Pudera, quem bateu no fundo não desce mais!

Manuel Alegre

É hoje o dia.
Manuel Alegre vai anunciar se fica. Ou se sai. E se sair, se é para fora do Parlamento. Ou se é para outro Partido. Ou se é para criar outro Partido.
Dizia o grande João Pinto que prognósticos só no fim do jogo. Ainda assim, vou atrever-me: vai ficar.
E nós vamos poder dizer: é igual aos outros. Tanta coisa para isto?

Apetece-me mandar alguém à m&$d@*!

cutileiroProcurava eu alguns recortes antigos de jornal quando tropeço num anúncio do BPP anterior à crise. Ainda não percebi porque não mantêm a publicidade. Aliás, como diz João Rendeiro, o senhor BPP, no seu livro “Testemunho de um Banqueiro – A história de quem venceu nos mercados”: “É nos períodos difíceis que devemos reagir e avançar ainda mais”. Desconfio que o livro não deva estar a vender muito bem…

Mas desviando um pouco a questão, apetecia-me, tal como o sr. João Cutileiro, o Escultor, mandar alguém à m&$d@! Mas obviamente, eu não posso! E não posso, obviamente, por vários motivos. Primeiro, porque não sou o “rosto da irreverência” como o Pedro Mourinho da SIC Notícias. Segundo, porque não sou uma personalidade influente na sociedade como aqui o sr. Cutileiro (sinal positivo para as suas esculturas [e as fotos também!]), o João “Cuecas” Jardim, o Herman “sem piada” José, ou as “personalidades famosas”. Em terceiro, porque não tenho aquela forma inteligente do Miguel Esteves Cardoso (K ainda actual!) de mandar alguém à m&$d@ e ainda arrancar três dúzias de aplausos. Em quarto, porque não me pagam (muito bem) para isso. Como exemplo, o BES pagar ao Cristiano Ronaldo, oh… perdão, ao “nosso” Cristiano Ronaldo para mandar à merda os seus clientes. Podia haver quem não gostasse da ideia, mas os verdadeiros fãs – aqueles que coleccionam pequenas gotas de suor apanhadas nos treinos ou cuspo seco do relvado – de certeza que ficariam entusiasmados com tamanha irreverência publicitária. Por último, porque sou um “teso” e ninguém convida um “teso” para fazer publicidade. Melhor dizendo, sou um daqueles que nunca viram um cheque com 4 dígitos, e sim, sou um daqueles estranhos seres que (sobre)vive a recibos verdes (FERVE!, estou convosco! Mas a vossa/minha luta é uma luta perdida, mas podemos continuar a fazer barulho!). Como parece que “a culpa é nossa”, devemos estar quietinhos e caladinhos. E sem hipótese de fazer publicidade…
Aqui em Portugal, só há duas opções para enriquecer: estar ligado à “Administração” ou ser premiado com o Euromilhões. Eu estar ligado à “Administração” é impossível, porque ainda tenho um pingo de vergonha e moralidade que me impedem de subir os actuais degraus enlameados rumo ao topo. Resta-me o Euromilhões, como o resto dos portugueses.
Mas aproveitando a oportunidade da blogosfera e de (ainda) poder dizer o que me vai na alma, perante o panorama social, económico e humano deste país, digo-o aqui, que se eu tivesse a sorte de acertar nos números e estrelinhas premiadas e ganhasse essas enormidades de dinheiro que para aí se falam, gastava montes de dinheiro em indeminizações a processos de injúrias, para, juntando todos os gestores de empresas idiotas, banqueiros idiotas, políticos idiotas, escritores idiotas, actores idiotas, directores de programas de tv idiotas, encenadores idiotas, pintores idiotas, jogadores de futebol idiotas e qualquer outro idiota que me chateasse, os mandar TODOS à grandessíssima merda!
…mas não posso!
Vou ter de continuar a tentar a minha sorte com os números e as estrelinhas…

* (é engraçado que para algumas pessoas, até a merda passa a ser “um local nauseabundo para onde se manda aqueles que nos incomodam”)

[retirado do anúncio BPP: «Mais longe do Everest, mais perto das nossas Penhas Douradas, há uns poucos de anos, num restaurante, em alta voz, de outra mesa para a minha, um Presidente de Câmara perguntou-me: “Oh Cutileiro, mas para que é que você quer tanto dinheiro? – Simples: para poder mandar à M*(7) os Presidentes de Câmara, que me chateiem(8)”»
(7): local nauseabundo para onde se manda aqueles que nos incomodam
(8): E outros Senhores que também me chateiem.

Lopes da Mota de patins

Este caso das pressões é intolerável! Em democracia um magistrado, que já esteve envolvido em coisas pouco claras no caso “Fatinha de Felgueiras” e, que agora tenta pressionar colegas, só tem um caminho. A demissão!
Este governo e o PS querem fazer-nos crer que tudo isto não tem uma leitura política, que é meramente administrativa, junta-se a todos os outros e vai para o saco do lixo e do esquecimento. Mas este homem foi nomeado por um governo socialista para um lugar internacional, como aparente paga do que fez no caso de Felgueiras, foi secretário de Estado num governo socialista e é membro do Partido Socialista.
O lugar que ocupa está no centro da ligação entre polícias o que o coloca no centro do caso Freeport. Por estes dias vai ter que dar andamento a nova carta rogatória da polícia. Que garantias dá este homem de isenção?
E insisto. Ele utilizou o nome do Primeiro Ministro e do Ministro da Justiça nas conversas que teve com os colegas que estão à frente do caso Freeport. Há testemunhas. Uma das testemunhas é um dos juízes mais reputados do país! E, das duas uma! Ou usou o nome dos governantes sem seu conhecimento e isso é um abuso de confiança punível criminalmente, ou os governantes tinham conhecimento.
Num caso ou noutro só há um caminho. A porta de saída! Não podemos calar que homens a quem entregamos funções tão importantes se comportem como pessoas que não são dignas! É a Democracia que se descredibiliza é o Estado de Direito que se desmorona! Demitam-se!

Votar em Branco

Votar em Branco

Votar em Branco

Uma pergunta para ocupar o fim-de-semana:
Será que é desta que a ideia de Saramago faz sentido?
E se uma boa parte da população Lusa votasse em Branco?
E se esse voto for maioritário?

Arrepiante !

Diz o nosso Primeiro Ministro que há “estórias” arrepiantes nos bancos! Os tais bancos que salvou com o nosso dinheiro.
Mas pelos vistos foi tudo arquitectado e executado por um só homem, o único que está na cadeia. Todos os outros andam a escrever livros,dar conferências de imprensa, jogar golfe e gastar os milhões de indemnizações a que tiveram direito.
Ninguém sabe nada do que se passa nos bancos espoliados e em análise. Não temos direito a ser informados, tudo se passa no aconchego dos gabinetes, mas o dinheiro que lá se afunda é nosso!Isto é que é arrepiante, ter um Primeiro Ministro que acha que não deve explicações ao país depois de optar por uma política que não dá frutos.
Agora, se fosse preciso melhor exemplo, vai comprar a Cosec. O que é e o que faz? É uma companhia de Seguros que nasceu para dar cobertura aos riscos de facturação na exportação e que,sem explicações, foi parar às mãos de privados!
Como a saída da crise passa pelo aumento das exportações e estas passam pelas PMEs que não tiveram nenhuma ajuda, nem conseguem créditos dos bancos que receberam o nosso dinheiro, e como as exportações estão a cair de uma maneira dramática, Sócrates vai agora a correr a ver se vai a tempo.
Não quis ouvir ninguém!
Hoje apareceu uma luzinha, muito pequenina, a informação que há índices avançados da economia que dão sinais de recuperação, nos US e na Alemanha. Aí está a razão para ir comprar a Cosec, ajudar os seguros nas exportações! Tudo previsto à distância, nada a reboque dos acontecimentos!
É arrepiante,é!

Procuro lema para a MANIF do dia 30- querem sugerir?

Car@s Professor@s,
car@s leitor@s não professor@s,

como sindicalista de serviço ao Aventar vinha convidar tod@s e cada um de vós a dizer qualquer coisa sobre o assunto:
digam lá – o que deve dizer o pano que vamos levar no dia 30?
‘bora lá a puxar pela cabeça!

JP

Deixem-nos ser Professores

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