Pensionista envia diploma da convergência das pensões para o TC
Dignidade

“O modelo de prova demonstra que os docentes tinham toda a razão em rejeitá-la. Quanto mais não seja, por uma questão de dignidade” (Editorial do Público).
Liberdade
Matias Alves, do terrear:
“Da natureza da função docente
Ora, a forma como se exerce o ensino (…) transcende a feição burocrática dos serviços públicos.
Não podem ser objecto de ordens, e reclamam antes uma fiscalização, até porque, em regra, nem são funcionários do Estado aqueles cuja acção é fiscalizada. E mesmo quando – como sucede com os médicos escolares, ou com os professores oficiais – esses indivíduos são funcionários, eles não estão sujeitos a determinações ou ordens relativas aos serviços que executam como os outros funcionários. A um professor nada se pode ordenar concretamente sobre o exercício das funções. Nenhum director geral pode dizer a um professor que ensine desta ou daquela maneira. Pode, porém, haver uma Inspecção que verifique se eles cumprem os seus deveres.
Um professor não pode deixar de ter liberdade.In António Pires Lima (1945). Administração Pública, Porto: Porto Editora”
Não me embalem
“Pelo quadro, dou-lhe um conto de réis; pela moldura, dou-lhe cinquenta contos”, dizia o potencial comprador de um quadro medíocre ornado de uma magnífica moldura. Lembrei-me desta cena enquanto assistia à enésima referência edulcorada à memória do presidente Kennedy. Verdade, verdadinha, é que em vão procuramos entre os disparates e dislates políticos – e, até, crimes – que tal personagem protagonizou, algo que justifique a adoração e mitificação a que se assiste. Já quanto ao cenário cultural, político e social do tempo não se pode dizer o mesmo.
Final da década de 50, inicio da década de 60. É o tempo dos sonhos, do emergir de uma nova era. É o tempo das lutas pelos direitos civis nos EUA, pela libertação do Vietname, de Cuba,das colónias em África. É o emergir da juventude como sujeito social. Na música, na literatura, na arte em geral, exalta-se o novo dia. É o tempo das revoltas poéticas. Tudo parece possível. Durante algum tempo, fomos melhores do que somos. Por razões pouco claras, quer-se que Kennedy surja como uma referência iconográfica desta época. Nada mais errado. Para lá do folclore, para lá de tudo o que envolve a sua morte, Kennedy não está com os que sonham. Está com os que os transformaram esses sonhos em pesadelos.
Rimos por último, rimos melhor. E que tal virar as baterias para quem realmente merece?
Voo TP 917 Zurique – Porto, massivamente ocupado por emigrantes de visita ao seu país natal. Chega a hora do lanche e as hospedeiras de bordo da TAP começam o desfile com os seus carrinhos de comes e bebes. Entre refrescos e petiscos, a infame Pepsi figura entre as bebidas…
– Para beber? – pergunta a hospedeira de bordo
– Para mim uma Coca-cola light por favor. – responde uma passageira
– Desculpe mas não temos Coca-cola, só Pepsi…
– Pepsi? PEPSI??? Mas vocês ainda não arrumaram com essa porcaria anti-Portuguesa?
Contrastes
Ser membro de ‘força de segurança’ ou civil não é bem a mesma coisa. É dos livros e acabámos de ter flagrante exemplo. O que, todavia, não valida a abjecta desigualdade da reacção institucional ao exercício idêntico de direitos de cidadania; sobretudo, com recurso aos mesmos formatos e no mesmo local (AR) – manifestações de contestação de políticas do governo.
Participei na manifestação da CGTP a que se referem as imagens seguintes. No final, em período de desmobilização do vasto número de participantes, um grupo, digamos inorgânico, de jovens ‘radicais’ desempedrou os paralelepípedos em frente à escadaria da AR.
Assisti com surpresa que o fazia nas barbas e perante arrastada passividade do pelotão do Corpo de Intervenção (CI), a quem as pedras eram arremessadas. De súbito, certamente por táctica ou estratégia na escolha da oportunidade, os elementos da CI agiram assim:
Mesmo transeuntes sem a mínima ligação com os acontecimentos não se livraram de bastonadas.
Istá iNdentificado u erru sinhor menistru
A prova continua a dar que falar, quase ao nível da Pepsi. Mas, para mim, que não gosto de comer os sugos com papel e que sou mais do género de suecas sem roupa, a reflexão em torno da prova continua a ser um dos motivos da minha existência. Sim, é mesmo uma coisa a sério – sou, desde há anos, um curioso pela estupidez humana e por isso teimo em escrever sobre este governo e em especial sobre os seus apoiantes.
Mas, voltemos à prova.
De acordo com o Guia que Nuno Crato desenhou para a prova,
Os erros de ortografia, de morfologia, de sintaxe e de pontuação estão sujeitos a desvalorização.
(…) Todas as ocorrências de um mesmo erro estão sujeitas a desvalorização. (…) São classificadas com zero pontos as respostas que não atinjam o nível de desempenho mais baixo ou
quando se verifique uma das seguintes condições:
– afastamento integral do tema;
– mais de seis erros de sintaxe;
– mais de dez erros inequívocos de pontuação;
– mais de dez erros de ortografia ou de morfologia.
Ora, acontece que irrar é o Mano e por isso a gente tem que compreender os erros do sinhor menistru Nonucratu.
Repare na imagem retirada da aplicação em que os examinandos devem efectuar a sua inscrição. [Read more…]
ACAPOR a partido, já!
Há imbecis que pedem a demissão de um deputado porque não passam de putedo. Ide a votos.
Não serve para nada
Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública aprova candidato sem qualificações. É um gozo!
Pressões
Nestes últimos dias a nossa inteligência tem sido severamente agredida. Quanto à agitada questão das “pressões” sobre o Tribunal Constitucional, vejamos se nos entendemos: não é a mesma coisa exortar o TC a que cumpra a Constituição e exortá-lo a que a não cumpra; não é igual alegar argumentos tendentes a demonstrar a inconstitucionalidade do OGE e, prescindindo de razões, ameaçar esse órgão e os cidadãos em geral através da chantagem mais abjecta.
Uma prova para o Sr. deputado
Há sempre uma surpresa ao voltar de uma página.
A FENPROF levou ao Parlamento a questão da prova de Nuno Crato aos Docentes Contratados. Trata-se de um instrumento humilhante para quem, há anos e anos, educa os nossos alunos. Gente com formações diversas, cada vez mais ao nível dos Mestrados e dos Doutoramentos, se calhar um bocadito, quase nada, ao nível de alguns dos nossos deputados…
Fui espreitar, confesso, o currículo destes representantes e eis que vi com agrado o currículo do Michael Seufert. Eu que não sou de intrigas, que não gostei nada das questões em torno das habilitações de outros personagens, fiquei curioso e tenho uma pergunta que talvez alguém me possa ajudar a responder:
– é possível frequentar um Mestrado sem ter concluído uma licenciatura?
Se calhar é, mas não deixa de ser curioso, que um estudante como este venha sugerir que os Professores façam a Prova! Deve ser para evitar repetir o erro dos docentes que o deixaram chegar à Faculdade. Só pode!
O Declínio do Império Ocidental

Há esta crise que arrasa a Europa e a América e temos que nos interrogar: onde é que isto começou? A notícia seguinte, da edição de hoje do Público, ilustra, com mais um episódio, o caminho que nos trouxe até aqui.
Quando um grupo de políticos decide que devemos ser competitivos com quem não precisa de seguir as nossas condições de trabalho, de fiscalidade e ambientais, está, objectivamente, a arruinar o nosso futuro. São estes os eurocratas, príncipes da manga de alpaca e coveiros do nosso futuro.
A ouvir a Aula Magna, um dúvida:
o que une o PS, o BE, o PC e o resto do povo de esquerda não é MUITO mais do que aquilo que nos separa?
Um jumento é um jumento
Mas um jumento simplex é mesmo um jumento com uma puta duma lata!
Pobres coitados…
Que mal fizeram eles que justifique tamanha agressão? É caso para ficar preocupado…
Guia anti-prova
A FENPROF acaba de divulgar um Guia Anti-prova e o SPN sugere que enviem um mail aos deputados da comissão e que, na segunda-feira, apareçam, na Vigília pela Escola Pública.
Parece-me que este é, a par da via jurídica, um dos caminhos necessários para impedir a sua realização.
Claro que será importante perceber de que forma os sindicatos se voltarão a entender numa Plataforma de acção comum, sendo que me parece haver da parte da FNE um problema – a agenda laranja de tomar o poder na UGT poderá complicar a unidade na acção com a FENPROF. Mas, se for essa a moeda de troca para conseguir que os sindicatos não levem a estocada final, força TSD’s. [Read more…]
De acordo, Helena Matos
Entre um curso de Bardo e Druida e uma Católica Business School, é tudo poção mágica.
O fantasma Relvas ainda esvoaça sobre a TAP
O neoliberalismo do governo é implacável. “Qual social-democracia, qual democracia cristã? Estranha, essa ideia de patriotismo e defesa dos interesses nacionais, mesmo os estratégicos.”
No referido tom, decorria o diálogo entre Coelho e Portas, na companhia do Pires que ainda adiantou: “Eu, que fui candidato a ‘nobel cervejeiro’, sem conseguir o prémio por maldade do ingrato Manuel Violas, tenho a autoridade reconhecida em matéria macroeconómica e sou categórico na defesa do princípio do Estado mínimo, sem obrigações sociais e sem uma empresa sequer no património – temos de convencer a velharia, até o Cavaco, a aceitar também a venda da CGD.”
O desespero da Escola Pública
Para ler no Público:
Desespero. Letras juntas sob a forma de uma palavra que pintam de preto a Escola Pública. Mas, a Escola Pública não é dele, não é deles. É nossa e só ela garante o nosso Futuro! Por isso, parece-me que vale a pena pegar nos lápis e nos marcadores e agir para pintar a Escola Pública de muitas cores. Para ser possível educar, ensinar e, acima de tudo, aprender!
O regresso ao ensino elitista
Santana Castilho*
A ascensão de Nuno Crato ao poder foi promovida por duas vias: o seu populismo discursivo, de que a desejada implosão do ministério foi paradigma, e a influência poderosa de grupos para quem a Educação é negócio. Chegou agora o momento em que o aforismo emblemático de César das Neves começa a colher prova no terreno das realidades: não há almoços grátis! O recentemente aprovado estatuto do ensino privado mostra ao que Crato veio e para quem trabalha. O seu actual direitismo, socialmente reacionário, está próximo, em radicalismo, do seu esquerdismo de outros tempos. O fenómeno explica-se, tão-só, por simples conversão de interesses e ambições aos sinais dos tempos. O resultado que se desenhou e ganha agora forma é o retorno a um sistema de ensino elitista, onde muitos serão excluídos.
Beleza nacional

Beleza Americana é um filme sobre as aparências, na forma como o vejo. O casal perfeito, o emprego perfeito, o másculo perfeito. Tudo uma perfeita aparência, até que o verniz estalou. Lester Burnham, interpretado por Kevin Spacey, decide mudar de vida e, no processo de transformação, sobressaem as fraquezas dos que o rodeiam, até aí encobertas numa moral vitoriana – se não se falar no assunto, pode-se fazer de conta que nada se passa. Lester acaba vitima desta metamorfose, como se se tratasse dum anti-corpo que precisa de ser expulso. [Read more…]
Pepsi Cola Killer
Como uma imagem (e foram três) trucidou uma marca em Portugal.
(clique para aumentar e parabéns aos criativos portugueses não identificados)
Reflexão sobre a Justiça Portuguesa
Se fossem angolanos estariam safos; mas, sendo portugueses envolvidos em fraude de 22 M € safam-se na mesma.
Linha do Douro, 2013.







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