“O massivemov é a mesa de café com os amigos! A mesa de jantar lá em casa com a família, a sala de reuniões com o investidor, o gabinete do gestor de cliente no banco. É isto tudo e muito mais!
É onde podes apresentar a tua ideia, o teu projecto, a tua paixão.
O teu empreendedorismo precisa de apoio, não precisa que lhe emprestem dinheiro! Precisa de apoio e é esse o convite que vais fazer às pessoas que conheces e á comunidade do massivemov.”
Se a sociedade é produto dos homens, também as ideias contêm uma explicação histórica, quer no sentido da passagem do tempo e na acumulação da experiência do grupo social, quer no facto de pertencer a um tipo de explicação positiva da sociedade. Enquanto facto, o pecado é sujeito da produção humana e tem-se desenvolvido através do tempo e pertence à experiência das relações sociais das diversas culturas do mundo, hoje ou no passado. E digo como um facto, porque a ideia é um conceito genérico que subordina, envolve, define diversos comportamentos mutáveis através dos tempos, reprovados pelo grupo social e por alguma autoridade que sancione a opinião do grupo, autoridade que se baseia mais no que, sendo desconhecido para o conjunto da população, é por ela explicado. 


1. O Problema.
Um ensaio com semelhante título deveria constituir um debate alargado e aprofundado de várias centenas de páginas. Os conceitos de religião e de reprodução social são, por si só, controversos, estando a proposta de trabalho que o título encerra em desacordo com as melhores hipóteses de estudo do campo religioso. Desde que Tylor (1871) e Frazer (1887), na perspectiva evolucionista e positivista (racionalista) do século XIX, decidiram que a religião era o preâmbulo da ciência, o tema tem sido debatido no campo do ideológico. As próprias contribuições de Marx e Engels (1844, 1846, 1867, 1878, 1892) abordaram geralmente a religião enquanto um conjunto de representações que desaceleram a passagem de uma a outra forma de trabalho na história dos povos. Durkheim e a tradição que fundou, prolongada em Malinowski, Radcliffe-Brown, Mauss e Lévi Strauss, separam do campo do quotidiano os assuntos que constituem matéria de acções e pensamentos que são criados mas não entendidos.









O Senhor Engenheiro estava longe de se sentir um homem feliz. Tinham-lhe tirado o barco e o mar, especialmente a sua navegação. Adorava dar a volta ao mundo levando mercadorias no barco que comandava, e trazer de volta produtos exóticos, como crocodilos dissecados, dentes de elefante, peles de tigre, alfombras de Pérsia hoje Iraque -, que repartia entre todos os membros da família. Dar presentes era a sua felicidade, sentia-se mais dentro de família da sua mulher, por outras palavras, sentia-se em família. Com a sua família paterna as relações eram fechadas. Se a família da sua mulher tinha indústrias e propriedades ao longo do país e terras para lavrar pelo único filho varão do seu sogro, Engenheiro Agrícola, a família era grande e os trabalhos e propriedades eram repartidos ente todos, assim como os lucros. 






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