“Emigrem”, disse o idiota. Quem recebe a mão de obra sem custo de formação agradece. Eis um país mais empobrecido decorridos 42 meses de mentira, avalizada pelo faz de conta de belém.
Iluminação de Natal em Campolide
Na memória de muitos de nós, 2014 ficará marcado como um ano de escassez. Dos que têm sorte, claro, pois outros há que têm a miséria deste ano marcada na carne. Ou nos olhos que se fizeram sombrios à custa de tanta pobreza. O País está mais pobre. Os jovens não têm emprego, os trabalhadores viram os seus direitos subtraídos e os idosos estão cada vez mais desamparados. [Read more…]
2014 e a degenerescência do ensino público
Santana Castilho*
É obra a que este Governo, marcado pela arrogância e contumaz na mentira, produziu em três anos e meio de desgoverno: um empobrecimento e uma emigração sem paralelo recente, finanças e economia centradas na transferência de capital para o estrangeiro e, sobretudo, um sistema de ensino público em desagregação, dilacerado pelo retrocesso inimaginável, fria e calculadamente promovido, medida após medida.
O lapso da funcionária da Escola Secundária Alberto Sampaio, de Braga, quando em dia de Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades, vulgo PACC, tratou professores vexados por “meninos” e lhes ordenou que fizessem “fila indiana sem stress”, tem o valor simbólico de um triple play: a natureza ideológica de uma política, o claudicar de uma classe profissional e a baixeza de um ministro.
Em três anos e meio desta legislatura foram retirados ao financiamento do ensino público 3.294 milhões de euros e despedidos colectivamente 30.464 professores. O ano de 2014 destaca-se do conjunto por ter exacerbado os dois ódios de estimação de Nuno Crato: a escola pública e a Ciência, onde, de uma penada e com uma avaliação trapaceira, foi liquidado o trabalho criterioso de Mariano Gago. Alguns episódios, de entre tantos, merecem destaque no balanço do ano, por reveladores de um modo de estar e fazer política. [Read more…]
A Grécia dá uma oportunidade à democracia
Giannis Varoufákis, 30-12-2014, trad. Carlos Leite, em Atenas
Há algo que não está certo nesta nossa Europa.
No momento em que o processo constitucional duma democracia europeia parecia conduzir, justamente, a eleições (como na Grécia desde o Outono), a Comissão Europeia, diversos Governos e todos os comentadores em geral, apresentaram a perspectiva de eleições (momento culminante do processo democrático) como uma corrida para o desastre; como uma calamidade que deve evitar-se a todo o custo.
Quando as eleições se tornaram inevitáveis, os mesmos decisores políticos começaram a pregar aos cidadãos desta pequena e orgulhosa nação sermões sobre como devem votar. E quando esses mesmos eleitores pareceram interessados em votar de maneira diferente, as autoridades europeias avisaram logo que seja qual for o Governo que resulte dessa votação o mesmo deverá executar fielmente os acordos que o Governo anterior celebrou com a União Europeia — que qualquer ideia de os renegociar deve perecer imediatamente. [Read more…]
Um Equívoco Democrático em Ruílhe
“Natal “impõe-nos” a tolerância! Transforma-nos e faz-nos perceber, que vivemos efectivamente em comunidade”
Esta é uma das frases que se pode ler na mensagem de Natal da página da Assembleia de Freguesia de Ruílhe (Braga), assinada que está pelo seu jovem presidente, Hugo Miguel Vilaça Martins.
Por ocasional coincidência, estas frases – mas assinadas por vários autores – aparecem, por exemplo, nos sites da JF Avanca (Estarreja) e JF São Miguel (Açores), assim como também no site da JF da Salga (Açores) e no da JF de Gême (Vila Verde).
Enfim, um texto emotivo, pessoal, pessoalizado mas assinado por muitos autores em simultâneo em geografias muito distintas.
No caso de Ruílhe, uma mensagem aparentemente duplicada (quem plagiou quem?) tinha aparecido no mesmo site oficial da AF de Ruílhe há um ano, no Natal de 2013. Na altura como agora, foi publicamente chamada a atenção para o facto por vários cidadãos na página de facebook daquele orgão democrático.
A façanha da duplicação de textos emotivos mas com autores diferentes repetiu-se agora e ontem, novamente, tal foi comentado na mesma página. E, novamente, o jovem presidente da Assembleia de Freguesia de Ruílhe não terá gostado do reparo e, num esquema evolutivo e perigoso, removeu vários comentários sobre este assunto, inclusive o meu comentário.
Não contente, o presidente deste orgão democrático, Hugo Miguel Vilaça Martins, bloqueou totalmente o acesso a pelo menos duas pessoas que educadamente havia feito o comentário.
Quem perde com este comportamento despótico e fascista?
Perde a freguesia de Ruílhe, perdem os ruilhenses. Merecem melhor, merecem o melhor possível.
Perde a democracia portuguesa ao ver-se violentada por um jovem, mais jovem que a própria democracia. E isto é particularmente assustador.
Perde o presidente da Assembleia de Freguesia de Ruílhe. Perde a oportunidade de se livrar de um embaraço escusado, retractando-se e, com isso, elevando-se a ele e ao orgão a que preside.
Em democracia, falhar é muito normal (só não falha quem nada faz); insistir no erro é pedante.
Fico a aguardar o pedido de desculpas. Fascismo nunca mais.
Um homem não faz uma percentagem
Morreu um homem no Hospital de São José, depois de ter estado seis horas à espera de ser atendido. Não sei se terá morrido por ter estado seis horas à espera de ser atendido, porque nem sempre o que é posterior é consequência.
Recentemente, o tempo de espera nas urgências dos hospitais aumentou. Diante de uma frase destas, a única solução razoável é ser-se ingénuo e perguntar: mas uma urgência não implica, exactamente, que o tempo de espera diminua e rapidamente? Se isso não acontece, de quem é a culpa (quando algo põe em causa a saúde das pessoas, só se pode usar a palavra culpa)?
A verdade é que os profissionais de saúde continuam a fazer referência à falta de recursos humanos nos hospitais e centros de saúde. Recentemente, o Hospital de Amadora-Sintra foi autorizado pelo governo a angariar médicos recorrendo a manobras que oscilam entre o leilão e a negociação, quando qualquer hospital deveria ter pessoal suficiente para cobrir as necessidades e não dedicar-se a tapar buracos em ocasiões de maior aperto.
Não tenho a sorte de ter a certeza de que haverá vida para além da morte. Depois da morte, apenas a morte está garantida e antes dela nem a vida é certa. Acredito em poucos milagres ou talvez num único: a vida de cada indivíduo é sagrada e, portanto, a vida de uma única pessoa é uma religião. Se há gente a adoecer ou a morrer por incompetência, descubramos os incompetentes e não esperemos por castigos no Além, porque há o enorme risco de não existirem. [Read more…]
Cartas de amor quem as não tem
Ecos de mudança
Enquanto a sociedade portuguesa se mantém fiel ao cancioneiro “hooliganista” que educadamente nos relembra a adaptação futebolística desses tão nossos “brandos costumes” – “levais no cu e não dais luta” – em Espanha e na Grécia os movimentos anti-sistémicos avançam e posicionam-se na pole position para as próximas legislativas. Se já não era novidade que o fenómeno Podemos lidera as intenções de voto no país vizinho, na Grécia cozinha-se uma autêntica revolução no sistema político com o Syriza a ombrear com o bloco central grego na disputa das próximas legislativas, antecipadas para 25 de Janeiro.
Aos nossos leitores
Cinco anos e quase cinco dias depois, voltámos ao mesmo local 007 do crime num almoço de confraternização dos que escrevem o Aventar, aqui erguendo um brinde aos nossos leitores.
Entretanto o próximo repasto ficou conversado para a zona de Évora, falta-nos escolher o restaurante e consultar o regulamento dos serviços prisionais.
Fundamentalismos católicos apostólicos romanos
(Imagem: Anthony Hopkins, padre exorcista em O Ritual)
Em Valladolid, uma adolescente de 16 anos com problemas de ansiedade e transtorno alimentar foi submetida a 13 exorcismos a pedido dos próprios pais, pedido rapidamente atendido pelo arcebispado que remeteu o caso para o único exorcista autorizado a levar a cabo estes estranhos e anedóticos rituais. Pelo caminho, a jovem submetida a esta prática paranóica e absurda tentou o suicídio. Várias vezes.
Chronicle na Éireann (crónica da Irlanda) – 1
Manifestação contra a taxação da água
Neste momento, a água no mercado doméstico da Irlanda é um bem sem ter o preço baseado no consumo. Existem impostos indirectos que colmatam as necessidades financeiras decorrentes da distribuição de água mas consumir mais ou menos água não é uma variável na equação aquífera.
Não é actualmente. [Read more…]
Um conto de Natal por Santana Lo(L)pes
(foto: blogue Voar fora de casa)
Vem a foto em cima a propósito de recentes declarações de Pedro Santana Lopes, o primeiro nesta fila de devotos praticantes da palavra do Senhor que, no seu artigo de 17 de Dezembro no Jornal de Negócios, nos trouxe uma bela história de embalar na qual o seu partido têm mais dificuldade de acesso aos grandes grupos económicos portugueses do que o seu congénere socialista. Será um conto de Natal de um homem que reza na companhia de Dias Loureiro, Miguel Relvas e José Luís Arnault? Ou apenas uma perninha eleitoralista com Belém no horizonte?
Passaram 100 anos…
-Decorria a brutal primeira guerra mundial, os combatentes, desobedecendo a ordens superiores, após os seus governos terem ignorado um apelo do Papa, para observação duma trégua natalícia, decidiram realizar eles a trégua. Existem relatos de árvores de Natal, troca de prendas entre inimigos, até jogos de futebol entre alemães e ingleses em terra de ninguém. Para lá da fé individual de cada um, Natal também é uma época de paz e boa vontade.
-Fonte:wikipédia
The truce began on Christmas Eve, December 24, 1914, when German troops began decorating the area around their trenches in the region of Ypres, Belgium, for Christmas. They began by placing candles on trees, then continued the celebration by singing Christmas carols, most notably Stille Nacht (Silent Night). The British troops in the trenches across from them responded by singing English carols.
The two sides continued by shouting Christmas greetings to each other. Soon thereafter, there were calls for visits across the “No Man’s Land” where small gifts were exchanged — whisky, jam, cigars, chocolate, and the like. The artillery in the region fell silent that night. The truce also allowed a breathing spell where recently-fallen soldiers could be brought back behind their lines by burial parties. Proper burials took place as soldiers from both sides mourned the dead together and paid their respects. At one funeral in No Man’s Land, soldiers from both sides gathered and read a passage from the 23rd Psalm:
The Lord is my shepherd. I shall not want. He maketh me to lie down in green pastures. He leadeth me beside the still waters. He restoreth my soul. He leadeth me in the path of righteousness for his name’s sake. Yea, though I walk through the valley of the shadow of death, I will fear no evil.
The truce spread to other areas of the lines, and there are many stories of football matches between the opposing forces. The film Joyeux Noël suggests that letters sent home from both British and German soldiers related that the score was 3-2 in favour of the Germans.
In many sectors, the truce lasted through Christmas night, but in some areas, it continued until New Year’s Day.
The truce occurred in spite of opposition at higher levels of the military. Earlier in the autumn, a call by Pope Benedict XV for an official truce between the warring governments had been ignored.
British commanders Sir John French and Sir Horace Smith-Dorrien vowed that no such truce would be allowed again. (However, both had left command before Christmas 1915.) In all of the following years of the war, artillery bombardments were ordered on Christmas Eve to ensure that there were no further lulls in the combat. Troops were also rotated through various sectors of the front to prevent them from becoming overly familiar with the enemy. Despite those measures, there were a few friendly encounters between enemy soldiers, but on a much smaller scale than the previous year.
Os Maquinistas Portugueses…
Concretizam há décadas a essência da palavra “solidariedade”. (via maquinistas)
Não há pai para Marques Mendes
Marques Mendes em jantar comício na Trofa (fotografia@Notícias da Trofa)
Na minha terra, a Trofa, a mitologia social-democrata local alude a Luís Marques Mendes como “o pai do concelho“. Motivo? Em 1998, quando a elevação a concelho acontece, Marques Mendes era o líder parlamentar do PSD e apoiou as aspirações dos trofenses. Claro que, como poderão imaginar, o interesse de Marques Mendes não residia propriamente nas aspirações independentistas dos trofenses mas antes no facto de Santo Tirso, a autarquia que governava a Trofa, ser território socialista. Juntou-se o útil ao agradável.
Para resolver tudo, clique aqui
«No final de Setembro, Matteo Renzi visitou a Singularity University, templo californiano da inovação tecnológica exponencial. Em Fevereiro de 2013, François Hollande recebeu com pompa Eric Schmidt, o patrão da Google, quando ele foi a França anunciar uma ajuda à reestruturação digital da imprensa francesa. «Os governantes europeus parecem fascinados pela Silicon Valley. É ingénuo e perigoso», alertou Evgeny Morozov numa sua recente passagem por Paris, aquando do lançamento da tradução francesa do seu estimulante ensaio To save everything, click here [Para resolver tudo, clique aqui], publicado em 2013.
Impotentes para encontrar uma saída para a crise, os políticos europeus acham «cool» exibirem-se ao lado dos magnatas norte-americanos da web e anunciam o digital como a única solução para o crescimento e a criação de emprego, analisa Morozov. «Mas não creio que percebam que as soluções defendidas pela Silicon Valley não são neutras: elas veiculam uma ideologia política.» O autor emprega o termo Silicon Valley para designar o lobby das industrias digitais, tal como Wall Street designa o da finança.
Quais são, então, as consequências nefastas dessa «dominação do digital», desse «Silicon Paradise», em que a Google, a Amazon, o Facebook, a Apple, etc. e a geração digital que influenciaram procuram fechar-nos? [Read more…]
Cavaco Silva e Passos Coelho reprovados em concurso para lixeiro da Póvoa de Varzim
Há pouco tempo, três funcionários da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim encontraram um envelope com 4407 euros e devolveram-no. O gesto dos três profissionais tem sido amplamente louvado.
Há quem diga que quem faz a sua obrigação não merece ser elogiado, mas a verdade é que vivemos num país em que há demasiadas pessoas que prosperam por não cumprir os seus deveres.
Cavaco Silva recebeu os três lixeiros em Belém e aplaudiu a sua conduta, lembrando que o dinheiro encontrado corresponde a quase dez salários de cada um dos funcionários municipais.
Provavelmente, a situação dos homenageados poderá ter feito com que Cavaco relembrasse a sua periclitante situação financeira de aposentado sem posses para fazer face às suas despesas.
Para além disso, talvez Cavaco tenha experimentado um sentimento que mistura inveja e admiração, algo que todos sentimos diante de proezas que seríamos incapazes de realizar. A verdade é que o ainda Presidente da República, mesmo podendo fazê-lo, não contribui para a devolução do dinheiro que muitos trabalhadores têm perdido, num período que, curiosamente, teve início desde que chegou a Belém.
É claro que Cavaco não está sozinho, já que Passos Coelho não lhe fica atrás: na realidade, mal chegou ao governo, pegou nos envelopes que continham ordenados, retirou dinheiro em que tinha prometido não mexer e tem estado a entregá-lo aos seus donos. Seus, dele, Passos.
Em resumo, Cavaco e Passos não reúnem condições para trabalhar na recolha do lixo da Póvoa de Varzim. Percebe-se porquê: os governantes são políticos; os lixeiros da Póvoa sabem o que o dinheiro custa a ganhar.
Dúvida
Pediram-me uma entrevista. Estou na dúvida e preocupado. A quem vou pedir autorização para exercer a minha liberdade de expressão? Aos Serviços Prisionais não, uma vez que não estou preso (em todo o caso, tanto quanto me vou apercebendo, não ia ter grandes hipóteses). Talvez à Junta de Freguesia. Ou mesmo à Câmara Municipal. Ao pároco de S. José, não, já que sou ateu. O pior é que, depois, quem estará habilitado para fazer a censura…perdão, a avaliação do texto da entrevista? Caramba, o exercício dos direitos está a ficar cada vez mais esquisito nesta democracia.
House of Cards – Da realidade #1
Eu sou daqueles que fogem a sete pés das séries televisivas. O grande culpado é o House. Um dia tropecei no House num dos canais generalistas da nossa televisão (já não recordo se foi na Sic ou na Tvi). Fiquei viciado. Contudo, graças às interrupções para publicidade os episódios terminavam a altas horas da madrugada e no dia seguinte andava de pé com os olhos fechados. Um dia rompi com o hábito e deixei de ver o House prometendo não mais voltar ao vício.
Campanha Serviços Públicos Essenciais
A propósito dos “cortes-surpresa”.
O que são serviços públicos essenciais?
Numa fórmula simples, os que proporcionam condições de dignidade à vida humana.
E quais são hoje em dia, entre nós, os serviços públicos essenciais?
. água
. energia eléctrica
. gás
. gás de petróleo liquefeito canalizado
. comunicações electrónicas
. serviços postais
. saneamento
. resíduos sólidos urbanos (recolha de lixos)
Que obrigações principais recaem sobre as partes no contrato?
Memórias de um tempo não muito distante…
Recordo o tempo em que o petróleo subia, se anunciavam cenários no horizonte em que o preço superaria os 200 dólares por barril, quiçá até nas versões mais apocalípticas poderia alcançar os 250 dólares. Existe uma diferença entre realidade e ficção. Mas os delirantes guionistas que então escreviam o futuro de Portugal, José Sócrates, Manuel Pinho & ca. plantaram uma série de turbinas eólicas nas paisagens do país, apostaram na energia do mar, solar e tudo o mais que se lembraram, porque indiferentes aos custos, para eles a contabilidade é sempre uma arte criativa. Era investimento público que iria modernizar Portugal e promover o crescimento económico. O tempo passou, o crescimento não veio, ficaram os encargos. A economia tem ciclos, não depende da vontade dos políticos como gostariam os socialistas. Convém ter presente este facto quando o petróleo voltar a subir, o que acontecerá a seu tempo… Como a política também tem ciclos, está para breve o regresso destes ficcionistas, o que é representa o lado mau da questão, o lado bom é que os actuais estão prestes a receber guia de marcha. Não se pode ter tudo…
Notícias da quadra
– Pontapeando a letra e o espírito da Constituição da República, o governo decidiu, mesmo antes de negociar serviços mínimos – como manda a lei – decretar a requisição civil na TAP. Nem discuto aqui as razões da greve em causa nem me importa trocar comentários sobre a sua justeza. Já se ultrapassou esse ponto. É um direito que é gravemente ferido. Mais um.
– Título de um jornal: “Polícia de Intervenção pronta para exame dos professores”.
Não. Não é um bom Natal. Não me peçam paz.
Chiça!
Já não era sem tempo de surgir alguém que sabia o fazia e que sabe o que fez.
Só podia ser de Angola.
“Durante os dez anos que estive à frente do BES Angola mantinha-me informado sobre tudo o que lá se passava. Assumia as minhas decisões“, afirmou Álvaro Sobrinho, na sua intervenção inicial na comissão de parlamentar de inquérito (CPI) do GES/BES.
Selfie mortíferas

Um casal de polacos em férias em Portugal tentou fazer uma selfie à beira de um penhasco em 10 de Agosto de 2014. . . ambos caíram para a morte. [outras]
Submarinos, Estaleiros de Viana, corrupção internacional: uma investigação jornalística
Entrevista com o autor do documentário pela Renascença aqui.
Memória dos anos 80 e seu Bloco Central
Não sei o que bebem nos jantares parlamentares de Natal, mas produz efeitos notáveis. António Costa recordou e exaltou os tempos do Bloco Central dizendo que nos anos 80 “tudo teria sido impossível sem a grande capacidade de mobilização, sem a capacidade política mobilizadora do colectivo nacional que Mário Soares assegurou e nos permitiu sair da crise”. Como há sempre uma emenda pior do que o soneto, já reforçou a asneira:
O que eu quis sublinhar é que o bem mais precioso que o país tem perdido ao longo destes anos é a confiança e que não há nenhum país que seja capaz de vencer uma crise, de superar as suas dificuldades sem recuperar a confiança e dei o exemplo do doutor Mário Soares e da forma como liderou esse Governo.
Deve pensar que a malta anda com amnésia, ou que a tia Merkel também nos ofertou a prima Alzheimer. Nem de propósito esta tarde passei pelo meu sótão e como de costume não encontrei o que procurava mas dei com um saco onde, entre outras memórias do meu tempo de estudante, estava esta preciosidade:
O artigo tem a curiosidade de ter sido escrito pelo Marinho da Anop, hoje mais conhecido por António Marinho Pinto, que me substituíra na coordenação do primeiro jornal da Secção de Jornalismo da AAC, episódio que, esse sim, deixo para trás, pela consideração que me merecem vários dos envolvidos. O mesmo não direi da Luís Parreirão, que de presidente da Direcção-Geral saltou para uma conhecida carreira na política e negócios, mais nos negócios Mota Engil que na política. [Read more…]




No dia 10 de Novembro, Pedro Mota Soares declarou o seguinte: “Hoje um casal com filhos pode receber quase 330 euros de rendimento mínimo, pode ter um conjunto de apoios de abono de família de 35 euros, pode ter um conjunto de apoios escolares de 276 euros, pode ter um apoio à renda de 280 euros, pode ter um apoio de transporte de cerca de 45 euros e chega ao final do mês com um rendimento de 950 euros.”











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