
Jimmy Carter foi, de todos os presidentes americanos, aquele que mais vezes esteve do lado certo da história. O mais decente, a meu ver, dos inquilinos da Casa Branca. E se a sua morte era expectável, pelos 100 anos e pelo estado muito debilitado da sua saúde, não deixa de ser significativo que a sua partida coincida com o momento mais frágil da história da democracia americana. Que descanse em paz.









Foto: Maria António Gonçalves (




O meu avô tinha dois apelidos e um deles era Leitão. No Carnaval, havia sempre um anónimo que lhe ligava para casa, perguntando à pessoa que tinha a sorte ou o azar de atender:
A maior parte do território que é a minha alma está ocupada por um imenso oceano de cinismo, em que os políticos são todos demasiado parecidos, a humanidade é essencialmente desagradável e o futuro é tão provavelmente mau que a felicidade é constituída por pequenas ilhas onde habitam hojes prazenteiros que convém aproveitar, porque os amanhãs até poderão cantar, mas há sempre o risco de desafinarem.





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