A nova lei da comunicação social polaca prevê ao seu Ministro das Finanças demitir quem quiser e nomear quem quiser para a direcção dos órgãos de comunicação estatal, numa medida sem precedentes no país. Assim sendo, o Ministro Polaco das Finanças (espanto; porquê o Ministro das Finanças) poderá desfazer a vida a quem, ouse dentro dos órgãos de comunicação social do Estado, criticar as medidas do seu governo, assegurando-se que, daqui em diante, todos os jornalistas que trabalhem no sector público polaco, se coadunem com as instruções informativas que forem ministradas pelo executivo polaco sob o risco de virem a ser saneados. O controlo da imprensa é e sempre foi um pequeno passo que os governantes trilharam para exercer o tão ambicioso controlo social através da manipulação da informação. A lei aprovada na Polónia tem efectivamente esse pretensioso objectivo.
A escultura portuguesa ficou hoje mais pobre

A cultura portuguesa, nomeadamente a escultura, ficou hoje mais pobre com a morte de Jaime Azinheira que, para além de um escultor de referência, foi também professor na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde deu aulas até 2005.
Jaime Azinheira licenciou-se em Escultura na Escola Superior de Belas Artes do Porto onde fez também o seu doutoramento.
As suas esculturas salientavam-se por serem feitas em materiais frágeis, como o papel ou gesso, através de uma técnica original e única de moldagem.
Os seus trabalhos de escultura de uma enorme singularidade, cenográficos, são objectos artísticos muito expressivos.
Nos seus trabalhos Jaime Azinheira serviu-se de figuras caricatas, em situações do dia a dia, muitas vezes monstruosas, mas sempre com um lado humano muito patente.
Uma grande parte da sua obra que marca de forma indelével a escultura portuguesa pode ser vista na Casa Museu Teixeira-Lopes, em Vila Nova de Gaia e no Museu Amadeo de Souza-Cardoso, na cidade de Amarante.
Da solidez dos mercados
“É o pior princípio de ano para o índice Dow Jones desde 1932” [DN]
A zona cinzenta de Maria de Belém

Não tenho acompanhado os debates presidenciais. O entusiasmo que me colou à TV por altura de todos os debates televisivos que colocaram frente-a-frente os líderes dos partidos em disputa pela vitória nas Legislativas é agora substituído pelo tédio de assistir a uma campanha para uma presidência da República na qual um candidato, Marcelo Rebelo de Sousa, leva uma vantagem absolutamente desigual sobre todos os seus opositores e, como se tal não bastasse, ainda é levado ao colo pela imprensa. Não admira que já se autoproclame sucessor de Cavaco Silva. [Read more…]
“Refugiado”

É a palavra do ano [JN].
(na imagem, um ser humano atira flores a outro ser humano igual a ele mas sem flores para atirar)
Charlie Hebdo, um ano depois

Deus, uma AK-47 e o olho que tudo vê. Religião, terror e medo. Quase um ano após o atentado, o mundo é um lugar ainda mais inseguro. Pena que alguns terroristas continuem a ser recebidos de braços abertos no Ocidente.
Democracy in Europe Movement 2025
O tabu do tabu
Fazer uma reportagem com um ângulo definido e não procurar o outro lado é mau jornalismo. O Público este domingo, com o apoio da Fundação Francisco Manuel dos Santos, estreia a “Série Especial: Racismo em português” com a reportagem “Ser em africano em Cabo Verde é um tabu”. Não porque seja mentira que Cabo Verde, na generalidade, não quer ser África. É verdade. Mas a identidade cabo-verdiana existe e está bem vincada, nas nove ilhas habitadas. A generalização de África, enquanto continente, a uma única cultura (a dita “africanidade”) é a típica visão ocidental. Mas agora os ocidentais querem quebrar o tabu. E caíram no perigo da história única, que Chimamanda Ngozi Adchie explica tão bem. Entramos, portanto, na era do tabu do tabu. [Read more…]
E novidades sobre o acordo ortográfico? Não há!
Pronto, confesso, o título é ligeiramente enganador. Em verdade vos digo que no Brasil o dito e chamado acordo ortográfico (AO90) passa a ser obrigatório, terminando, assim, o período de transição.
No entanto, e no fundo, não há novidades. Vejamos.
Alguns defensores do chamado acordo mostraram um tímido contentamento, festejando a ilusão de que, agora sim, passa a haver sintonia ortográfica entre Brasil e Portugal. Convém re-re-relembrar que a par de algumas aproximações ortográficas, o AO90 mantém muitas diferenças preexistentes e, re-re-re-pasme-se!, cria diferenças anteriormente inexistentes, obrigando, por exemplo, a que os hotéis portugueses deixem de ter recepção. [Read more…]
Presidência da República: debates

Depois do 1° dia de debates ficou claro o que eu já pensava. Há dois candidatos a PR com conteúdo, propósito, coerência e que merecem atenção: Henrique Neto e Marisa Matias.
O Henrique Neto é um homem sério, que conhece a vida e as suas dificuldades, mas que nunca cedeu perante elas para seguir o seu caminho. É um exemplo de determinação, como empresário, como cidadão e como homem de família. As suas intervenções políticas são sempre muito ponderadas, refletidas, muito maduras, responsáveis e cheias de pontos de reflexão e caminhos de solução, sem querer nunca apontar caminhos únicos. Como homem da realidade, não poderia ser de outra forma sendo empresário, sabe que não existem caminhos únicos mas tão somente opções – as quais têm vantagens e inconvenientes -, e o que devemos fazer é ser capazes de escolher aquelas que resolvem problemas no curto prazo e abrem horizontes mais largos no médio e longo prazo.
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O debate presidencial surreal
Ontem tivemos o esperado debate do ano na TVI 24 que reuniu Marcelo Rebelo de Sousa, Tino de Rans e mais duas personagens, provavelmente muito respeitáveis, mas que não percebi ao que vêm nestas eleições presidenciais.
Um candidato supersónico que abriu as hostilidades lendo uma declaração escrita e à velocidade que entrou no debate saiu do mesmo. Tivemos Tino de Rans a discutir o tamanho dos sapatos e a altura de Marcelo. Por sua vez Marcelo a dizer-nos que Tino é um calceteiro de excelência. O professor dos óculos redondinhos roxos a contar-nos que não tem um salário, mas sim um ” secalhário “. Tino de Rans a dizer-nos que tinha um perfil muito parecido com o de Marcelo e que, por isso, a segunda volta das eleições iria ser disputada entre ambos. O professor dos óculos roxos redondinhos a dar-nos conhecimento que era o homem certo para o lugar incerto, daí que muito provavelmente tenha dito que caso não consiga sequer obter um voto será eleito Presidente da República.
Por outro lado tivemos Tino a dar-nos conhecimento que iria devolver o Palácio de São Bento ao povo porque o seu gabinete iria ser na rua. Tivemos Marcelo a dar-nos uma pequena lição de Direito explicando aos portugueses que uma coisa é ser cliente outra é ser proprietário. Tivemos ainda Tino de Rans, com um ar de grande felicidade, a dizer-nos que com ele teremos uma primeira dama com apenas 24 anos. E claro Marcelo Rebelo de Sousa a ver o jogo da bancada elogiando o candidato supersónico, o outro Professor e Tino de Rans. E o entrevistador, Paulo Magalhães, a fazer um esforço brutal para tentar passar a imagem que estávamos perante um debate presidencial sério.
Serei o único
a crer que Paulo Morais já mete nojo? Todos já sabemos que Portugal é um país cheio de corrupção. Que a corrupção começa nas altas esferas do Estado. Que as sociedades de advogados metem gente no parlamento a anuir publicamente todos os contratos por elas\eles celebrados com os privados para lesar o estado. Que os governos estão minados de gente inserida pelos grupos de pressão maçónicos da alta finança, da elite empresarial deste país. Paulo Morais engoliu uma cassete e anda há anos a bater na mesma tecla. Nunca acreditei muito nos movimentos sociais deste país porque todos tem um objectivo subliminar que é o de rapidamente se constituirem como força política. Raramente vemos um movimento social em Portugal cujo objectivo seja apenas pugnar pela execução política (de fora para dentro) das suas ideias. Não acredito também nos papagaios que são constantemente chamados a papagear nas televisões. Sede de protagonismo é quase sempre a tónica que os move.
Presidenciais 2016 – debates
Assisti aos 4 debates desta noite. No 1º Sampaio da Nóvoa surpreendeu-me pela positiva, postura serena, calma, dominou completamente Marisa Matias, que poderia ter ficado encostada às cordas na questão do Orçamento rectificativo. A eurodeputada não consegue despir a militância, representando uma facção do Bloco de Esquerda que dificilmente valerá eleitoralmente metade do resultado alcançado pelo partido nas últimas legislativas. Claro que tacitamente Sampaio da Nóvoa que aspira a voos mais altos, porque precisa dos votos da candidata numa eventual 2ª volta, permitiu que Marisa Matias passasse incólume sem grande contraditório. De resto Marisa Matias também não pretendia levantar grandes dificuldades ao opositor de hoje, limitando-se ao soundbyte. O seu objectivo é marcar território para si própria e para o Bloco de Esquerda, criando durante a campanha, principalmente nos debates, as maiores dificuldades que conseguir a Maria de Belém e principalmente a Marcelo Rebelo de Sousa. [Read more…]
O debate político do ano

O ano de 2016 começa politicamente em grande. Hoje vamos poder assistir, às 23h30, na TVI24, ao debate político do ano.
O debate reunirá os candidatos presidenciais Marcelo Rebelo de Sousa e os conhecidíssimos, nas suas ruas, Jorge Sequeira, Cândido Ferreira e Vitorino Silva (vulgo Tino de Rãs).
Este debate, sem qualquer menosprezo pelos debates que se seguirão, penso que decidirá quem vai ser o próximo Presidente da República.
A não perder por todos os indecisos que ainda não decidiram o seu voto!
Primeira chalaça de 2016

2016 começou com um fantástico serviço público televisivo. Como sempre. Enquanto a RTP 1, transmitia um formato exclusivo e único na televisão portuguesa no qual dava a volta ao mundo no que a festejos diz respeito, com 3 apresentadores de quinta categoria a encher o bandulho dos telespectadores (a contar pelos tuits que eram publicados num banner de rodapé, o programa estava basicamente a ser visto por emigrantes nos Estados Unidos e Venezuela) com as passagens de ano nas maiores praças do mundo, a TVI, sem orçamento ou ideias para fazer melhor, limitou-se apenas a retratar as pitorescas passagens de ano nas capitais de distrito onde hordas de incontroláveis carrascões eram incapazes de sibilar “melhores desejos” para 2016 do que ganhar o Euromilhões, ou quiçá, não terminar a noite nas urgências por causa do mosto. A TVI conseguiu, pelo menos, divertir-me na primeira hora do novo ano. Não só pelas pielas em directo, mas também pela actualização do número de mortos na estrada e pelo fantástico rebento que saiu da terra aos primeiros minutos de 2016: uma fantástica, diria, batata de classe Laura, de 3 toneladas e 680 kg de peso. A julgar pelos números da coisa, estamos perante um novo que ser que porventura irá alimentar, no futuro, alguns milhares de bocas. Cuidado com os piropos.
Pizzo
Começa pelos hotéis, um Euro por noite, até um máximo de 7 Euros por cliente. Em seguida virão as chegadas ao aeroporto. Iniciada a extorsão será difícil parar o apetite do polvo e não custa a crer que outras autarquias venham a seguir este triste e lamentável exemplo…
O meu desejo para 2016 – a erradicação da precariedade
Uma das pessoas que me é mais próxima, concluiu os estudos superiores em 2016. Fez-se a festa rija. Esticou-se um bocadinho no orçamento mensal e até se abriu uma garrafa de espumante da região do Dão. Afinal de contas, foram 3 meses de sofrimento: para mim, stressado no trabalho numa empresa subsidiária de uma grande multinacional e para ela, às voltas com uma cadeira que tinha em atraso há dois anos: Introdução à Contabilidade. Nos meus intervalos de tempo, lá fui, com paciência de Jó mostrando o que era um crédito, um débito, um par de rubricas, acrescenta dali e tira daqui, uma demonstração de resultados, um EBIT, um EBITDA. Passou. Concluiu. 14! Well done.
Sem delongas, demorou meia hora a fazer-se à estrada do mercado de trabalho. Sem cair no surrealismo bacoco de procurar exclusivamente emprego na área lá se fez à estrada. Mais de 30 curriculum enviados por dia. Uma experiência mal sucedida. O desespero total, quando, a uma sexta-feira me chega a casa a dizer que no dia seguinte, ia trabalhar numa daquelas pragas associativas que andam por aí a pedir para a AMI e para a Unicef.
Lembram-se da mensagem de Ano Novo de Cavaco?
Findo 2015, bateu a bota com a perdigota? Pedia portanto Cavaco que os partidos preparassem com 9 meses de avanço o período pós-eleitoral, o mesmo que 9 meses depois iria gerar um impasse de mais de 50 dias.
Da intocável elite caloteira

Escreve Nicolau Santos, no Expresso Diário de 28 de Dezembro:
Perguntam os meus colegas: «Sabe quem é Emídio Catum? É um desses empresários da construção, que estava na lista de créditos do BES com empresas que entretanto faliram. Curiosamente, Catum estava também na lista dos maiores devedores ao BPN, com empresas de construção e imobiliário que também faliram». E como atuava Catum? «O padrão é o mesmo: empresas pedem crédito, não o pagam, vão à falência, têm administradores judiciais, não pagam nem têm mais ativos para pagar, o prejuízo fica no banco, o banco é intervencionado, o prejuízo passa para o Estado». Simples, não é, caro leitor?
A pergunta que se segue é: e o tal de Catum está preso? Não, claro que não. E assim, de Catum em Catum, ficámos nós que pagamos impostos com uma enorme dívida para pagar que um dia destes vai levar o Governo a aumentar de novo os impostos ou a cortar salários ou a baixar prestações sociais. Mas se fosse só o Catum… Infelizmente, não. Até as empresas de Luís Filipe Vieira deixaram uma dívida de 17 milhões do BPN à Parvalorem, do Estado, e tinham ainda por pagar 600 milhões de crédito do BES. O ex-líder da bancada parlamentar do PSD, Duarte Lima, deixou perdas tanto no Novo Banco como no BPN. Arlindo Carvalho, ex-ministro cavaquista, também está acusado por ilícitos relacionados com crédito concedido pelo BPN para compra de terrenos. E um dos homens fortes do cavaquismo, Dias Loureiro é arguido desde 2009 por compras de empresas em Porto Rico e Marrocos, suspeita de crimes fiscais e burlas. Mas seis anos depois, o Ministério Público ainda não acusou Dias Loureiro, nem o processo foi arquivado.
Um feliz 2016
A todos os autores, comentadores e leitores do Aventar. Deixo aqui para quem não conhece C. Duncan, uma música do álbum “Architect”, a meu ver dos melhores de 2015.
Samoa, 1 de Janeiro de 2016, chove

Samoa Americana (GMT-11), ao lado de Samoa, o primeiro lugar a entrar em 2016 (GMT+14).
Refletindo sobre o Banif e BES. Mais perguntas.
A propósito do artigo “Porque não um bail-in?“, gostaria de deixar mais algumas perguntas e reflexões suplementares, nomeadamente, sobre o impacto que tudo isto pode vir a ter – com elevada probabilidade – no contribuinte, na imagem e confiança em Portugal, e no nosso futuro a médio e longo prazo. Eu gosto de fazer perguntas e procurar respostas. Isso é saudável, recomendo mesmo que todos o façam, pois isso pode ajudar a evitar calafrios futuros e faturas surpresa gigantescas para pagar pelo contribuinte.
A verdade é que alguns meses depois da resolução do BES – feita a 3 de Agosto de 2014 -, o Banco de Portugal vem agora assumir que não foi eficaz na capitalização do Novo Banco, isto é, fez mal as contas. Na decisão de ontem e em complemento da resolução do BES, o Banco de Portugal alterou a decisão original (diz agora que faz um complemento) e reclassificou a dívida sénior passando-a do Novo Banco para o BES (Banco Mau). Com isso resolve problemas atuais de balanço, reduzindo o passivo em 1985 milhões de euros, antecipando de forma parcial a nova Diretiva Europeia de bail-in e contrariando as decisões de 3 de Agosto de 2014. Ora, parece evidente que no caso do Banif – onde se faz um intervenção com dinheiro dos contribuintes e de investidores – e agora do Novo Banco – recorrendo somente a investidores -, o Banco de Portugal não quis que ficassem sobre a alçada da nova diretiva Europeia de bail-in (entra em vigor no dia 1 de Janeiro de 2016). Porquê?
O piropo e a desgarrada
Notícia destes dias, a propósito de aditamento ao artigo 170º do Código Penal. Por proposta da dupla PSD/CDS-PP, os chamados piropos passaram a ser criminalizados, ou seja, “ pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias, se pena mais grave lhe não couber por força de outra disposição legal”.
Uma deputada do PSD, disse, a propósito, que “as mulheres e as meninas estão muito mais defendidas”. “Praticamente todas as coisas que são ditas na rua para importunar as mulheres, tudo aquilo que é ordinarice, fica assim criminalizado. “
Lembrei-me logo das desgarradas minhotas! Qualquer dia temos que as propôr a Património Mundial Imaterial da UNESCO!
Piratas e Marcelos, Velhos e Novos: a sustentabilidade que nos vendem e o mundo real

Corria o ano da graça de 2013. Em Setembro, o Jornal de Negócios noticiava a entrada do BES no índice mundial de sustentabilidade do Dow Jones, integrando assim um restrito grupo de 23 instituições bancárias de topo. A classificação obtida pelo banco liderado por Ricardo Salgado, 85 pontos, suplantava a média (58 pontos) e fixava-se pouco abaixo da classificação líder mundial, com 93 pontos. Cinco meses depois, em Fevereiro de 2014, o BES apresentava prejuízos na ordem dos 518 milhões de euros. Em Julho do mesmo ano, o prejuízo encontrava-se já na casa dos 3570 milhões de euros*. Em Agosto passado, segundo o Expresso, os prejuízos do banco ascendiam já a 9 mil milhões de euros e a factura continua a aumentar. Mas isso não será novidade para o caro leitor. Até porque a factura está a sair do seu bolso. Por muito que lhe tentem vender o embuste da intervenção lucrativa ou o tentem fazer de otário. Resta saber quem são os piratas que elaboram estes índices. Valem tanto como a palavra do ex-primeiro-ministro. [Read more…]



Eu sou o homem que voa. 






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