Os exames de inglês/Cambridge e o preço para os portugueses

O custo de algo não se resume a um número, traduzido num valor monetário. Lugar comum, sempre ouvimos dizer que a vida não tem valor, apesar da afirmação de Pedro Passos Coelho, enquanto chefe deste governo, lhe colocar um tecto por não se salvar alguém “custe o que custar”.
O conhecimento, outra coisa invalorável, acaba também por estar associado a aspectos que têm um preço perfeitamente quantificável, sendo um deles os mecanismos de medição, ou melhor, de gradação, desse conhecimento, como é o caso dos exames. [Read more…]
«the rising of the women means the rising of the race»*
Alguém pergunta qual é o papel do homem na ciência, hoje?
A questão que me colocaram não era esta. Tanto mais porque hoje é o dia internacional da mulher. A questão que me colocaram e a que, supostamente, eu deveria saber responder em dois parágrafos, de forma objetiva, foi: qual é o papel da mulher na ciência, hoje?
A minha resposta seria um manifesto inteiro, sobre os homens e sobre as mulheres, na ciência e fora dela. Sobre as persistentes desigualdades de género, na ciência, na academia, no mundo ocidental e fora destas esferas. Na verdade, poderia escrever um manifesto inteiro sobre o respeito dos direitos humanos mais básicos e a sua violação constante, em todas as dimensões da vida coletiva, em todos os pontos do planeta. Até um manifesto sobre a sorte e sobre o azar de ter nascido com o sexo certo, no lado certo do mundo e no lado certo da rua.
Em dois parágrafos não se faz um manifesto. Apenas se pode começar por dizer que se me fazem esta pergunta, que se esta pergunta merece sequer reflexão, sobretudo se apenas merece reflexão num dia específico, é porque, evidentemente o papel da mulher na ciência, o papel da mulher em toda a parte, hoje, ainda está longe de ser igual ao do homem.
Muitos cientistas, homens e mulheres, têm demonstrado, objetivamente, estes papéis desiguais, sem outra origem aparente que a circunstância de se ter nascido homem ou mulher. Estou a simplificar obviamente e estou apenas a referir-me ao lado do mundo que costumamos qualificar como ‘desenvolvido’.
Dados do Eurostat (2008) demonstram que, apesar de existir um equilíbrio quase completo entre homens e mulheres nas Universidades (onde uma boa parte da investigação científica, da ciência, se faz, hoje), no topo das carreiras, onde as grandes decisões (científicas e outras) se tomam, os homens continuam a dominar e ultrapassam a percentagem de mulheres de forma impressionante.
Em Portugal, por exemplo, mais de 45% dos docentes e investigadores são mulheres, mas 80% dos que estão nas posições de topo são homens. Na Universidade de Aveiro, por exemplo, 42% dos docentes e investigadores são mulheres, mas contam-se pelos dedos das mãos, as mulheres que ocupam as direções dos departamentos, que têm assento no Conselho Científico, que são vice ou pró-reitoras. [Read more…]
Quando é que desistimos de ser idealistas?
André Serpa Soares
Não sei se é fenómeno nacional ou global mas, pelo menos em Portugal, é certo que não temos cultura de exigência.
Tendemos a relativizar as falhas dos poderosos, assim como desvalorizamos as dos que nos são mais próximos, desde aqueles com quem convivemos na nossa actividade profissional, até aos nossos familiares e amigos. Provavelmente, até acabamos por ser mais exigentes com estes últimos do que com os outros.
Isto nota-se em quase tudo, desde a larga tolerância à falta de pontualidade – confesso que é algo que me encanita – até à forma como aceitamos, de forma mais ou menos passiva, os erros e omissões daqueles que pregam o rigor e têm a obrigação de ser um exemplo.
Na política, por exemplo, em nome de um putativo pragmatismo e defendendo a escolha do “mal menor”, deixámos de acreditar e pouco exigimos. São já clássicos da nossa cultura política frases como “rouba mas faz”, “é mau, mas os outros são piores” ou, ainda mais triste e habitual, “são todos uns ladrões mentirosos”. [Read more…]
Miguel Angel Belloso leva uma sova de Pablo Iglesias
Ainda gostava de entender a necessidade que terá sentido o DN para ir contratar um neoliberal no mercado espanhol, Miguel Angel Belloso de seu nome. Parece-me injusto, há tanto religioso do mercado por cá, não havia necessidade.
Como, ao contrário das televisões portuguesas, os nossos vizinhos caíram na asneira de debater com adversários, aqui fica o Belloso (e ajudante) a levar uma abada do Pablo Iglesias. Imaginem um Carreira ou um Gonçalves em idênticas circunstâncias…
Monica Lewinsky
As bibliotecas também se abatem
Jorge Gustavo Lopes
Na bela vila da Nazaré famosa pela sua história e tradições e, mais recentemente, pela sua onda gigante, existe uma bela biblioteca inaugurada em 2008. Mas neste cenário idílico algo aconteceu….
No passado mês de Março de 2014 foi dispensada uma equipa de quatro funcionários qualificados que asseguravam, desde a abertura da biblioteca em 22/11/2008, o seu pleno funcionamento e a possível transformação deste espaço numa espécie de “Pavilhão Multiusos Cultural” num evidente atropelo à utilização de dinheiros públicos e fundos comunitários e numa lógica de destruição de um espaço cultural moderno e de serviço público. [Read more…]
Economista britânico diz que Europa está na iminência de um ‘IV Reich’ | iOnline
Lusa . 4 Mar 2015 – 15:22
O economista britânico Stuart Holland disse hoje em Lisboa que a Europa está “na iminência de um IV Reich”, referindo-se à situação na Grécia e à “hegemonia de Berlim” na União Europeia.
“Temos uma hegemonia alemã que (os antigos chanceleres) Willy Brandt e Helmut Kohl não queriam. Eles não queriam uma Europa alemã, mas Angela Merkel que não tem as referências da Europa Ocidental não aceita conceitos como a solidariedade”, disse à Lusa o economista britânico, à margem da conferência “Grécia e Agora?”, que decorre na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Texto integral em http://wp.me/p29WGc-Ak
Portugal não é a Grécia
Depois dos casos BPN, BPP, BCP, BANIF, BES, Sobreiros, Miguel Relvas, Submarinos, Vistos Gold e do seu próprio caso pessoal – contributivo e Tecnoforma -, entre muitos outros, percebe-se agora que ao insistir na ideia de que “Portugal não é a Grécia!”, Passos Coelho estava afinal a defender o bom nome e a honorabilidade do povo grego (que não as das elites dirigentes da Grécia que são iguais às nossas).
Publicado originalmente em: http://wp.me/p29WGc-Ah
granad(eiro)
Acabaram com a carreira ao homem, diz no parlamento. A sua carreira já havia terminado há muito quando um dia obstou o uso da golden Share por parte do estado na opa que a telefónica lançou sobre a vivo, inviabilizando plano que zeinal bava tinha para PT e que bom rendimento traria aos cofres do estado.
Ficamos a saber também que Ricardo Salgado ignorou 21 recomendações de gestão de Carlos Costa quanto à gestão do bes. Aqui reside a acusação que o ministério público/credores que ficaram no banco mau irão pegar para entalar o banqueiro. Se ele era o dono disto tudo porque é que tinha que respeitar as normativas do banco de Portugal, conhecendo de antemão a sua insuficiente qualidade na supervisão?
Desvio no BES
Campeão das diferenças salariais
Entre 2008 e 2013, Portugal foi o país da UE onde houve o maior aumento na disparidade de salários entre homens e mulheres.
Para que serviram os resgates à Grécia: o FMI explica
«O dinheiro serviu para salvar os bancos franceses e alemães, não a Grécia», declarou Paulo Nogueira Batista, membro do Conselho de Administração do FMI, em representação do Brasil, que defende a reestruturação da dívida grega, e que as instituições da troika devem respeitar a soberania da Grécia. [vídeo em inglês].
O BES foi governado por um bando de granadeiros
Ficámos ontem a saber que o BES pertencia a um bando de granadeiros. Henrique Granadeiro também demonstrou na Assembleia da República que em Portugal se pode ser gestor de topo e ignorar os mínimos de História de Portugal, transformando Egas Moniz em primo de Afonso Henriques, o que dava chumbo na antiga 4ª classe, a que ele fez, ou seja, a PT esteve entregue a um analfabeto.
Já desconfiava.
Juncker ao El País
Auditoria Banco de Portugal/CMVM/Deloitte confirma:
A gestão de Ricardo Salgado foi criminosa. Preparem a cela nº45.
Na Alemanha, Passos Coelho já se teria demitido
Não são apologistas do rigor nórdico? Então de que é que está à espera o primeiro-incumpridor? Para que conste, lá já houve uma demissão… por uso das milhas de vôo.
Efectivamente: hoje, no sítio do costume
A presente resolução do Conselho de Ministros determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo no ano lectivo de 2011 -2012 e, a partir de 1 de Janeiro de 2012, ao Governo e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo, bem como à publicação do Diário da República.
Penhorar comida?
As Finanças penhoraram arroz, massa e bananas que tinham sido doados à associação “O Coração da Cidade”. A associação reconhece a dívida ao fisco, mas a questão central é outra: estes bens, destinados ao apoio social, são impenhoráveis.
Crónicas de Timor-Leste – I
António José
Nota prévia:
O meu amigo Tozé é, há uns bons 30 anos, o mais ardente defensor da causa timorense que em Portugal houve. Anarquista e libertário, dos verdadeiros e dos sete costados, passou de Tozé Fotógrafo ao Tozé por Timor. Não abraçou a causa, como tantos fizemos, porque entre ele e a causa houve mais fusão que dialéctica.
Um dia, tantas vezes o esperámos, Timor tinha de conhecer o Tozé, e o Tozé não se importava nada de conhecer Timor. Já lá está, Coimbra emprestou-vos o Tozé, é favor devolverem intacto e bem disposto, e aqui vou adaptar o que nos vai contando no Facebook; são crónicas de um fotógrafo, as imagens não me chegam nas melhores condições, mas faz-se o que se pode e a mais não somos obrigados.
João José Cardoso
25/2/2015
Há coincidências engraçadas… acabo de me cruzar com Adelino Gomes. Não resisti e incomodei-lhe a leitura. Uns dedos de conversa … “lembra-se nuns Dias do Desenvolvimento?”… Em que o encontrei mais de três décadas depois de o ouvir falar pela primeira vez, sobre Timor-Leste … tinha a Indonésia invadido Timor e dizimava… Obrigado Adelino Gomes. Foi consigo que a ilha encantada começou aqui “por dentro”. [Read more…]
Eurogrupo: a Grécia como desafio democrático
O primeiro-ministro grego está debaixo de fogo e os canhões apontados à Grécia estão em Bruxelas, com o apoio dos governos português e espanhol. Tsipras disse que os gregos encontraram em Bruxelas um eixo de poder que tem um objectivo político muito claro: assegurar os resultados eleitorais que melhor servem os interesses dos partidos que têm partilhado o poder nos países onde haverá eleições este ano, e os dos seus parceiros de negócios.
Numa tentativa desesperada de defesa dos referidos interesses (que não são os dos povos, sabêmo-lo hoje, ao custo do nosso sofrimento e da indignidade das nossas vidas de cidadãos de países supostamente desenvolvidos e democráticos, mas onde cheira de novo a fascismo, naquela versão que a gente sabe), Mariano Rajoy disse que os ibéricos não são responsáveis «pelas frustrações dos radicais de esquerda» quando confrontados com a realidade dos factos. Como se a realidade fosse unicamente composta pelos factos que melhor servem os interesses de Rajoy. Já o Governo alemão, acusou Tsipras de ter cometido um erro que não é habitual, ao atacar os seus parceiros europeus, «algo que não se faz no eurogrupo», disse o Governo alemão. Isto está bonito.
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