Mentir Para Ganhar Eleições

Vai um homem desprevenido ler certas coisas e queda-se a pensar que entre um pseudo-suposto economista e um aprendiz de amestrador de gambuzinos não há diferença. Não pode haver. Há mistificadores para todos os gostos, mas nada se compara ao mistificador demagógico socialista. O mistificador demagógico vive preocupado com a opinião dominante, hoje arrasadora da gestão demagógica do País, entre 2005 e 2011. O mistificador demagógico anda aterrorizado com o alastrar das evidências, provas, números da dolosa incompetência e malignidade de um Estado Socialista Gastador e completamente desenfreado a comissionar, por exemplo, PPP rodoviárias dispensáveis, sob o estímulo igualmente pernicioso e parasitário do banqueiro Salgado.

O mistificador demagógico socialista vive apavorado com a rejeição liminar por parte de milhões de eleitores portugueses da demagogia socialista que promete o céu, se tivermos eleições antecipadas, e promete a suavidade do dinheiro abundante em qualquer circunstância, se se remover o actual Governo e o actual Presidente, hereges blasfemos da sacral casa socialista dos soares, dos alegres e do diabo que os carregue. O mistificador demagógico socialista cai no descrédito nas televisões, rádios, jornais, nos cafés, nos transportes públicos, quando insiste na folga e na possibilidade de folga para parar com a austeridade ou na capacidade de unilateralmente a parte portuguesa obter mudanças na parte troykiana. Todavia, insiste. [Read more…]

Leiam livros, são mais leves

Consta que duzentas mil crianças ficaram feridas com quedas de televisores, nos últimos 20 anos, nos Estados Unidos.

Não chora, Pedrocas!

Na elaboração deste texto, muitas pessoas e um animal sofreram danos irreparáveis. O animal é uma rã. Lamentamos.

PedroPassosCoelhoPassos Coelho já era uma anedota. Com esta tirada, passou a fazer parte de uma, inspirada numa outra que tinha como personagens um cientista e uma rã.

Para quem não se lembrar, aqui fica uma revisão da matéria: um certo cientista resolveu fazer uma experiência com um batráquio. Com o animal ainda incólume, gritava “Salta!”. A rã, cumprindo, exemplarmente, o papel de cobaia, saltava. Amputado cientificamente de uma das pernas, o pobre anfíbio ainda cumpriu, titubeante, a segunda ordem para saltar. Quando, finalmente privada da perna restante, a rã não saltou, apesar de instada pelo cientista, este concluiu que a rã, sem pernas, teria ficado privada de audição.

Passos Coelho, decerto parente próximo do asinino cientista, ficou espantado com o facto de as pessoas terem gastado menos dinheiro, contribuindo, numa atitude antipatriótica, para o aprofundamento da crise. O jerical governante, depois de ter cortado as pernas aos cidadãos, privando-os de rendimentos e de empregos, fica admirado por saber que os ingratos não percorrem os trilhos do consumo. Realmente, como é que é possível que gente com menos dinheiro gaste menos dinheiro? [Read more…]

Inglaudade

born-equal-bib

Um dia todos os ingleses nascerão como iguais; depois desigualizem-se, esse é outro assunto.

Só levam 200 anos de atraso quanto ao continente mais próximo. Há pior.

Palácios

Paulo Portas  já encontrou moradia digna parao gabinete de vice-primeiro-ministro?

A culpa é nossa, a culpa é nossa, a culpa é nossa

passos coelho

A crise tem sido mais forte porque as pessoas gastaram menos do que previmos.

Via Américo Mascarenhas, no facebook.

O galope das dívidas públicas europeias e portuguesa

O determinismo monetário do BCE tem causado nos últimos dias situações dignas de reflexão, como levar, hoje de novo, o BdP a valorizar o Euro face ao Dólar (1,366 € = 1 UDS) e ao Franco Suíço (1,237 € = 1 CHF).

A citada valorização da moeda europeia é incoerente. Contraria a fragilidade das economias europeias face ao comportamento da economia norte-americana (reduções sucessivas do desemprego e incremento da actividade económica) ou à estabilidade económico-financeira da Suíça, país, de resto, que, embora mais controlado no presente, continua a ser o refúgio de intensas somas de capitais.

O fenómeno ainda suscita mais perplexidade, porque, precisamente hoje, o Eurostat divulgou o agravamento das dívidas públicas na Zona Euro e na própria UE a 27 países, confirmando a fragilidade de uma Europa desigual, sem rumo nem coerência nas políticas da UE e principalmente da Zona Euro.

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O Estado a que isto chegou…

tve

Também eu estou solidário com os trabalhadores da Livraria Sá da Costa. E além destes com a manicure do cabeleireiro do bairro onde cresci, do senhor que tirava imperiais no café e servia os clientes à mesa enquanto jogavam uma partida de sueca ou dominó, ou até com a senhora que se dava ares de importante, atrás do balcão da loja de utilidades domésticas. Não são os únicos. Sucedem-se aos olhos do transeunte, lojas com vidros a precisar uma lavagem urgente, onde apenas se vislumbra por trás da sujidade o anúncio com rosto e telefone do empregado da imobiliária, anunciando uma excelente oportunidade que pelos vistos ninguém pretende aproveitar. Dirão alguns que a culpa é do capitalismo. Outros mais exacerbados em Portugal responsabilizam a troika. [Read more…]

Ó dúvida cruel

A “Presidenta” do Brasil irá tratar o Francisco por “Papo”?

Roubado ao João Roque Dias

Não se pode pedir a um homem de letras que saiba fazer contas…

António Costa, jurista e político português, é o actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa, desde 2007. Para ele, a matemática sempre foi uma ciência estranha, difícil de perceber o porquê de ter que ser exacta. Para ele, o aumento do passivo municipal em cerca de 163 milhões de euros nos últimos seis anos não passa afinal de uma redução em relação a 2011. 

Segundo as contas do Sr. Costa, o que deve ser comparado é quanto é que o próprio gastou em 2011 e quanto é que gastou em 2012, não interessando, portanto, se o valor de 2011 já era uma ode à má gestão. Interessa apenas que em 2012 – graças à sua negociata com o governo dos terrenos do aeroporto que lhe rendeu cerca de 300 milhões de euros – até conseguiu ter menos despesa. 

Cantilena

Cavaco falou
O cão ladrou
O gato miou
O burro zurrou
E ninguém se importou

Concursos de Professores

Finalmente! A pouco mais de um mês do arranque de mais um ano lectivo, o MEC finaliza a primeira parte dos concursos de Professores – são as listas que permitem ver quem mudou de escola (entre os efectivos) ou se houve alguém que tivesse entrado nos quadros.

Ou Portugal ou a Autópsia das Culpas

O Presidente falou. Sublinho a aposta inovadora que fez para o futuro nos entendimentos e acordos interpartidários em Portugal, especialmente no eixo da governação, os quais devem passar à normalidade, como nos países europeus mais ricos, mais prósperos e mais descomplexados.

O Presidente havia promovido uma negociação aberta, leal, entre os três partidos de Governo, PSD, CDS, PS, negociação sensível às actuais exigências do País no sentido de um acordo que robustecesse a parte portuguesa no confronto negocial com a Troyka. Esse acordo não foi gerado, mas as portas de diálogo ficaram abertas e nunca mais se podem fechar. Com a sua palavra, o Presidente mata a crise aberta a 1 de Julho. Fora só uma crise política. Uma crise conjugal no Governo. Essas crises superam-se sem esmagar os filhos pelo meio, na refrega estúpida por atenção, por mais sexo ou por outra coisa qualquer que atrapalha a vida de um casal.

Ganha o Governo, com a garantia de remodelação que preparara e vai agora propor. Ganha o Governo com o fôlego novo e o novo foco para os próximos dois anos, a economia. Ganha o Presidente porque define uma saída daquela crise, onde anteriormente se via prolongamento e indefinição dela por sua mão. Repito: era só uma crise política. Um nada comparado com a crise financeira e económica que impacta injustamente na vida das pessoas com cuja realidade os semedo, os jerónimo, os galamba, os sócrates, os soares e os alegre não estão nada preocupados, ocupados que estão no grande jogo-religião fanática do xadrez táctico político, na movimentação de peças cegas que não produzem um prego nem colhem um pepino, mas lançam o azedume, a cizânia do ressentimento e do facciosismo primitivo e insultador. Ganham os portugueses por escaparem a eleições, isto é, aos reles desejos de vingança baixa da Ala Socratista do PS, ainda no Parlamento a instigar a humilhação de Seguro e nos corredores minoritários e demagógicos da baixa conspiração. Perdem todos os grupos e facções que apostam todas as fichas no pior desempenho possível do Memorando, na destruição preso-por-ter-cão-preso-por-não-ter do Presidente, apostados na manutenção no Estado Português da velha pressão vampirista e corrupta das morsas dos partidos que, em 39 anos, têm sempre comprometido um País Viável, um País capaz de Superavits, um País como os outros do Norte europeu, capaz de gerar e distribuir riqueza.

Investe-se demasiado na autópsia das crises políticas e das respectivas más-disposições, Ricardo. Que tal privilegiar o Povo que sobrevive, que muda de vida antes que lha mudem, parafraseando Carlos Sá, o Povo que não vive de política nem para a política, mas de trabalho e de sofrimento pessoal apenas para sobreviver?! O Povo que recusa perguntar o que é que Portugal pode fazer por si e age no sentido de fazer o máximo por si mesmo e por ele?!

Isenção

Depois da comunicação de Cavaco, quis conhecer as “reacções dos partidos” àquela coisa. E vi e ouvi. Meio discurso do BE, um discurso do PSD, meio discurso do PCP, um discurso do CDS. Os labregos que editam os telejornais já devem ter recebido festinhas dos donos.

E agora, algo completamente diferente

catarras

Cavaco, o entalador, fala ao país

baralhar e voltar a darComo se percebeu desde logo, o PS nunca aceitaria um acordo com o governo. Obviamente. Aceitar seria um tremendo tiro nos dois pés e, além disso, traduzir-se-ia na partilha de todos os insucessos que tem sido a governação do governo PSD-CDS. Também ao PSD não agradava que se estabelecesse um acordo que, na prática, equivaleria a ficar num governo de gestão durante um ano. E o CDS viu o seu líder fazer um ping-pong em tempo muito mais curto do que o habitual em Portas. Cavaco entalou-os a todos.

Cavaco, nessa altura, resolveu passar da inactividade política para o primeiro plano, condicionando em absoluto o cenário da política nacional. Com o esperado não acordo, prestou um enorme favor ao PSD ao empurrar o PS para um cenário de perde-perde. Perderia por não negociar, perderia por negociar um acordo e perde, como se vê, por negociar e negar um acordo.

Voluntariamente ou não, a acção de Cavaco fortaleceu o governo e é seguro dizer que  não foi um jogador imparcial. Baralhou as cartas, deu e hoje o jogo ficou na mesma, ao ponto do Presidente da República nem sequer se ter demitido.

Quero Voltar Para a Ilha

cavaco-silva-selvagens2“Volta, estás perdoado”.

Declaro aberta a caça ao troll

O Parlamento Europeu decidiu investir 2,5 milhões de euros numa campanha de propaganda para infiltrar “trolls”.

História do Presente: (quase) sem palavras

Para quem gosta de Política, Economia e Inteligência Económica em Música e em Vídeo

Os Bancos, o Esquema de Ponzi mundial, os Resgates e o regresso da Geopolítica

onde-estao-os-pobres

Versão Integral em Ergo Res Sunt

O hábito de não me habituar

Parafraseando Thomas Mann, tenho o ‘hábito de não me habituar’. Uma teimosia por contágio, talvez.

Quando Cavaco fala ao País, é impossível furtar-me à ideia de que aquilo que ouço e vejo não é disparate, pronunciado por alguém que consegue ter o porte empoleirado na petulância, recheada de balofo e tecnocrático pensamento. Não consigo acreditar nos discursos, nas propostas políticas e na arrogância de quem se julga monopolista da verdade. Mais uma vez, no famigerado ‘projecto de salvação nacional’ acabou de comprovar-se a razão do meu ‘hábito de não me habituar’. Daqui a umas horas, na comunicação ao País, haverá nova prova, estou certo.

Se ouço o Coelho – sem querer até eu e uma multidão entrámos na reunião da Comissão Nacional do PSD, na última semana – não consigo dissocia-lo do Monty Phyton em ‘Como Irritar uma Pessoa’. Quem se habitua a admirar Coelho? Por aqui também não consigo eliminar o ‘hábito de não me habituar’.

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Máxima

Nunca se negoceia com terroristas. Eis o que está a aprender António José Seguro.

Vai Seguro e não Maduro

Pois é, Tozé, antes de te meteres em sarilhos, devias lembrar-te que “eles” têm mais comentadores televisivos e jornalistas a soldo do que tu. Agora, no jogo perverso e infantil do “a culpa foi daquele menino”, estás a levar um banho.

Desde a fala-barato-de-café Clara Ferreira Alves (que os ingénuos pensam representar na SIC e no Canal Q a área de opinião do PS), até ao gelatinoso Marques Mendes, que te tratou especialmente mal, passando pelo Carlos Abreu Amorim que regressa à TV quando a tarefa é particularmente lambe-botas e pela nata do capital e chupistas sortidos que se agitam nervosamente.

Quiseste dar-te de ares e fazer o número do patriota dialogante que se retira com um adorno depois de fazer uma “chinquelina” ao inimigo. Esqueceste-te da gente rasca com que te ias meter, sobrevalorizaste as tuas possibilidades e, agora, os prejuízos serão socializados, como sempre acontece por cá. E, afinal, tudo o que tinhas de fazer era sorrir para e do Cavaco, mandá-lo amanhar-se com as suas próprias armadilhas e esperar que as contradições do outro lado fizessem o seu trabalho, já que aqueles que realmente lutam já tinham feito o seu. Ninguém te explicou?

Sujeito passivo…

O portal das finanças parece que encontra divergências com o contribuinte, perdão, com o sujeito passivo. Passivo? Lá está, faz sentido, o sujeito activo anda a abusar de nós à fartazana.

sujeito passivo

A propósito de SPAM (não me refiro ao conteúdo das mensagens enviadas, isso é propaganda política pura e dura, da qual prescindo, s.f.f.), alguém pode dizer a essa malta que  o aviso de confidencialidade em todos os mails é desproporcional, é ridículo também estar em inglês (a par com uma outra parte que quase parece português) e que estão a gastar os bits da Internet?

Ó senhores, andam a entupir a Internet com isto e um dia destes ainda vai ser precisa uma Porcaria Para Pagar, digo, uma obra para melhorar as vias de comunicação cibernética e então é que vão ser elas. Lá virão mais umas Somas Com Utilidade Tributária para pagar em diferido a obra, numa cena à Guterres e, por fim, mais uma banca rota, a destruir todo o fantástico trabalho de equilíbrio das contas públicas que o Coelhoportas conseguiu até ao momento.

A seguir, o referido aviso de confidencialidade. [Read more…]

Cuidado, Rui!

rui costa
Rui Costa obteve mais uma fulgurante vitória em alta montanha na Volta à França que agora decorre.

Por muito entusiasmante que isso seja, deixe-me recomendar-lhe cautela, ó Rui. É que se continua nesses preparos ainda acaba a ser condecorado pelo Cavaco e a dar protocolares abracinhos ao Passos e ao Portas. Desculpe introduzir este momento de terror na sua festa, mas sempre o vou avisando: se continuar a ganhar etapas, fique aí por França uns tempos e não atenda telefonemas duvidosos.

Se vier a Portugal, faça-o na clandestinidade. Se não souber como se faz, posso apresentar-lhe alguns especialistas na matéria..

PSD e CDS, inocentes vítimas de uma maquinação diabólica do PS

Sim, Joaquim, claro que o PS tem muitas culpas no estado a que o nosso país chegou. Fui dos que mais atacou José Sócrates neste blogue. Claro que poderíamos continuar a andar para trás e falar dos 10 anos de cavaquismo, em que o défice cresceu como cresceu à custa do eleitoralismo de quem queria ganhar eleições, da mesma forma que a força produtiva do país ia desaparecendo.
Ou recuando mais ainda, poderíamos falar dos 800 anos de Monarquia, forma de governo profundamente ridícula e essa sim responsável pelo país que temos hoje.
Mas é a actual crise política que está em causa. Mais do que a crise económica e financeira, que seria exactamente igual se estivesse o PS a governar – com este PS, as medidas seriam as mesmas. As que a Troika mandasse.
E por muito que te custe, a actual crise política não tem nada a ver com o PS. A coligação PSD – CDS anda às turras há 2 anos. Passos Coelho diz uma coisa e Paulo Portas vem dizer outra. Passos Coelho anuncia medidas e Paulo Portas vem dizer que não aceita. Passos Coelho apresenta o rumo do Governo e Paulo Portas, no CDS, apresenta um rumo diferente.
Foi aí que começou a actual crise política. Que continuou com a demissão de Vítor Gaspar. E com a nomeação da nova Ministra das Finanças sem que Passos Coelho se dignasse a dar cavaco dessa decisão ao seu parceiro de coligação. E que teve um novo episódio com a demissão de Paulo Portas. E que culminou com a não-aceitação da remodelação por parte do Presidente da República. Que culpa é que o PS tem de tudo isto?
Se o PS cometeu algum erro na actual crise política, foi quando aceitou iniciar negociações com o Governo. Não o devia ter feito. Fazendo-o, permitiu que agora a Direita venha dizer coisas como as que tu dizes. Ditas como se nós fossemos todos burros.

A Culpa é do PS

O PS é uma nódoa. Tudo o que o PS fez no passado agudizou os problemas portugueses do presente e basta isso para não merecer qualquer espécie de felicitações pelos próximos cem anos. Tudo o que o PS faz no presente é empatar. O PS não disse que não. Fingiu voz grossa. O não de hoje, impostura e fingimento, será o sim de joelhos amanhã.

O PS não é mais decente nem menos decente que aquela gente do PSD e do CDS. Se formos a falar de demagogia, na medíocre competição demagógica entre a Esquerda e a Direita Portuguesas, não há defesa possível para ninguém, só a necessidade fisiológica de flagelar as nádegas da Esquerda e da Direita pelos próximos cinquenta anos, se não quisermos ser mais drásticos. Além de ser uma nódoa, o PS é medíocre, filho da mediocridade técnica económica-financeira do dr. Soares, sobrinho da mediocridade intelectual e da indigência moral do coiso Alegre.

Foi o PS que governou os últimos treze anos e fez deslizar Portugal para a Bancarrota. Não foi o PSD e o CDS. Foi o PS que armadilhou as Contas Públicas com um número infindável de ónus, dívidas, trapalhadas, swap, PPP, último fellatio ao lóbi do betão, dívidas, dívidas, dívidas, compromissos pesadíssimos aos contribuintes pelos anos dos anos e as décadas das décadas, o que explica parte da necessidade de ir além da Troika, se tal, mesmo exigindo muitos mais sacrifícios no curto prazo ao povo português, significasse menos sacrifícios por menos anos e o fim dos sacrifícios em poucos anos. Não foi o PSD e o CDS.

Foi o PS que deixou as empresas públicas de transportes num estado verdadeiramente calamitoso, com resultados operacionais negativos, défices acumulados. Era o PS que desorçamentava inúmeras parcelas que agora comparecem nos exercícios orçamentais, tendo passado anos a disfarçar a real dimensão da dívida, tal como fizera o último Governo Grego, antes da respectiva bancarrota. Um Estado miserável, esventrado, apenas útil à cambada de rapaces e parasitas da política, um Estado assim herdado não permite que se cumpra com facilidade um único resultado positivo em termos de indicadores económicos e sociais, coisa aliás consistente com o facto de estarmos sob resgate, com um magno problema de dívida pública, da qual é preciso sair segundo a realdade e não, porque isso é impossível, segundo os nossos mais generosos e voluntaristas desejos. [Read more…]

A culpa não é do PS

Não dou os Parabéns ao PS porque o PS fez a única coisa admissível: dizer que não. Um Partido em condições nem sequer se tinha sentado à mesa com gente daquela.
Mas perante tanta demagogia da Direita mais vergonhosa de que há memória em Portugal, sou obrigado a vir defender o PS, algo que nunca pensei vir a acontecer.
Não foi o PS que governou desdizendo tudo o que prometera em campanha eleitoral. Foi o PSD e o CDS.
Não foi o PS que governou para além da Troika e que exigiu muitos mais sacrifícios ao povo português do que aqueles que estavam no Memorando. Foi o PSD e o CDS.
Não foi o PS que não conseguiu cumprir um único resultado positivo em termos de indicadores económicos e sociais. Foi o PSD e o CDS.
Não foi o PS que apresentou Orçamentos sucessivamente inconstitucionais. Foi o PSD e o CDS.
Não foi por causa do PS que se demitiu o Ministro das Finanças Vítor Gaspar.
Não foi por causa do PS que a Srª Swap foi nomeada para substituí-lo.
Não foi por causa do PS que se demitiu o Ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Portas.
Não foi por causa do PS que o Presidente da República não aceitou a remodelação do Governo.
Não foi no PS que o Presidente da República perdeu a confiança. Foi no PSD e no CDS. E se o Presidente da República não tem confiança no PSD e no CDS, por que razão haveria o PS de ter?
O povo português foi muito claro em 2011. O PS não devia governar. Quem é o Presidente da República, o PSD ou o CDS para dizerem que o PS deve fazer algo para o qual não foi mandatado pelo povo português? [Read more…]

Da competência política dos decisores (proposta do PS)

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«(…) A equipa técnica da Troica que nos visita não tem competência política para tomar decisões. A renegociação, e o redireccionamento, do nosso programa de ajustamento precisam de um envolvimento dos responsáveis políticos da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do FMI.» Mais aqui.

O gorado “compromisso de salvação nacional”

Gato Preto, Gato Branco

Gato Branco, Gato Preto

Gato Preto, Gato Branco – filme genial de Emir Kusturica. Ficha no IMDB.

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