Acordo ortográfico: os dislates de Evanildo Bechara

Evanildo Bechara é um importante linguista brasileiro e uma das figuras de proa do acordismo, ou seja, um defensor daquilo a que alguns chamam acordo ortográfico (AO90). Que um amador profira disparates sobre assuntos que não domina é coisa que não me espanta, espantando-me, no entanto, a facilidade com que os amadores dão opiniões, usando de uma pose profissional que não é mais do que leviandade. Desgosta-me muito, no entanto, que um especialista debite disparates sobre a área que domina ou devia dominar.

Evanildo Bechara, para defender o AO90, prescinde de ser linguista e nada diz ao senso comum, acumulando vários dislates numa entrevista ao Estadão. Citarei e comentarei alguns deles, porque a entrevista está exaustivamente analisada aqui. [Read more…]

Ir para fora cá dentro

ImageOs sucessivos líderes políticos criaram um sistema que resolveu, durante décadas, todos os nossos problemas. Mas quem nos deu tudo secou tudo à nossa volta

O António trabalha na suíça numa pastelaria. O patrão diz que é o melhor empregado que já teve, e diz mais: Os portugueses são os melhores trabalhadores que há lá na terra dos cantões. António já fazia o mesmo na padaria Miranda em Freixo de Espada à Cinta, mas nota uma diferença fundamental – Aqui tenho mesmo que trabalhar, não conheço ninguém. Estou entregue a mim próprio.
O Rui trabalhava em Coimbra na construção civil mas regressou a Toronto no Canadá. Foi a família que o devolveu a Portugal num turbilhão de emoções feitas de barrigas de freira, crédito bancário e pasteis de Tentúgal. Quando a crise entrou foi-se outra vez embora. Ninguém lhe pagava. Os anos que viveu na Lusa Atenas foram feitos alegria, projetos sem orçamento, sol e praia, trabalhos a mais, simpatia e incompetência.

O problema de Portugal não é uma questão económica. É um questão de atitude. Qualquer trabalhador português emigrado é um Cristiano Ronaldo da vida. Pasteleiros na Suíça! Golo. Trolhas no Canadá! Vai buscar! Futebolistas em toda a parte? É sempre a aviar. Mas cá dentro, como sempre fizeram tudo por nós, ficámos uns calaceiros incorrigíveis. Só funcionamos bem quando estamos órfãos. [Read more…]

A Grândola no Porto em dia de Greve Geral


Das coisas mais bonitas que já vi e ouvi…

Governar pela força

Um testemunho de quem experimentou hoje, pela primeira vez, as bastonadas da polícia.

 

A Inutilidade de uma Greve

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A INUTILIDADE DE UMA GREVE QUE MAIS UMA VEZ FOI GERAL
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Nos tempos de hoje, a luta através da greve empobrece quem a faz e também a todos os outros para além de nunca atingirem os interesses dos que supostamente defendem nem dão esperança, excepto momentânea, aos desempregados, aos precários ou a quaisquer outros.

Esta greve, desta vez e mais uma vez geral, não vai trazer riqueza, antes mais desespero e mais austeridade.

Esta greve, grosso modo, custou ao País qualquer coisa como oitocentos milhões de contos, o preço dos dois submarinos do então Ministro da Defesa, o dr Portas, e alguém, todos nós na verdade, o vamos ter de pagar.

Esta greve não teve, como nenhuma outra alguma vez o terá, os seus mandantes e responsáveis à cabeça dos tumultos, insultando e atirando pedras e incendiando coisas, antes e sempre o sacrifício de alguns jovens, iludidos pelas parangonas partidárias e sindicais e pelas palavras de ordem incessantemente gritadas aos megafones, que, qual carne para canhão, dão o corpo ao manifesto, e por isso, recebem bastonadas e são obrigados a identificarem-se por via dos ataques que fizeram às forças da ordem. Com isto a revolta desses jovens cresce e alimentam ainda mais o “poder” desses partidos de esquerda e estrema esquerda e os sindicatos que à volta deles gravitam.

Esta greve, anunciada como uma grande e estrondosa vitória das classes trabalhadoras, foi uma enorme derrota, já que todo o País perdeu, e ninguém, a não ser os que se julgam melhores que todos os outros e estão sossegados nas suas cadeiras do pequenino poder que consideram ter ganho mais algum peso político, ganhou. A dívida vai ter de ser paga e a austeridade vai continuar e provavelmente aumentar nem que seja para pagar mais esta perda de dinheiro.

Tudo isto é uma enorme mentira e uma grande chuchadeira que interessa só a alguns, com o dar o peito às balas por parte de muitos.

Quando eu gosto, eu digo

«Por que temos medo de dizer a uma pessoa que gostamos dela?». Minha mãe, imagino que ela gostasse de mim. Mas ela nunca me disse. Nem o meu pai. Teria sido tão bom se ela me abraçasse e dissesse: «Meu filho, como eu gosto de você!». Dirão que não é preciso. Discordo. É preciso. Escrevi uma carta para meu irmão mais velho que começava assim: «Meu querido irmão Ismael…». Ele me respondeu espantado: «É a primeira vez na minha vida que alguém me chama de querido». E ele já estava nos seus 75 anos de idade! Resolvi que não vou ficar atrás da cortina, espiando. Quando gosto, eu digo.

            (Rubem Alves, Do Universo à jabuticaba)

Pagam? eu bato

Alguma polícia, neste momento em directo a PSP, já de madrugada a GNR, agradece a Miguel Macedo o aumento de 10,8 por cento em 2013.

a PSP vai receber no próximo ano 796.9 milhões de euros, mais 13,2 por cento do que em 2012, a GNR 937.9 milhões de euros, mais 9,9 por cento.

É o que se chama a Corporação. Pagam? batemos. Mas nem todos se vendem, e ainda hoje me deu gozo ver um a fugir, só pelo olhar.

Já agora, quanto custa a tropa, Aguiar Branco?

Contra o Vosso Embevecimento Narcisista

As greves gerais são, hoje, manifestações ineficazes
perfeitamente arqueolíticas.

Infelizmente, as greves na Europa só podem ser uma festa na Índia e na China, actos tardios de náufragos enganados quanto ao número de balsas e à gravidade do rombo no casco colectivo europeu. Não impactam um centímetro nas actuais políticas sufocantes de sobrevivência europeia, tentativa de recuperação económica através do nivelamento por baixo relativamente ao resto do mundo, onde, ao contrário da Europa, se produz 90% da riqueza mundial. Não espelham nem dão esperança a desempregados porque o mercado de trabalho está entupido de direitos adquiridos por uns e inacessíveis aos demais, à maioria, talvez para sempre. A luta, através da Greve, é paradoxal: empobrece as principais vítimas das políticas seguidas e não atinge os interesses que passam bem ao largo dos sofrimentos das pessoas, os quais vieram para ficar. A riqueza e a vitalidade económico-financeiras já não estão aqui. Estão longe, no Dubai, em Singapura, em Hong Kong, sim, em Angola e, sim, no Brasil. Está tudo errado, se uma greve não significa nem garante o que pretende obter: uma direcção por onde o Mundo não irá, um rumo que a globalização não seguirá. Esta Greve ‘Geral’ tem um lugar raso no grande cemitério das greves inúteis porque no fundo equivale à insana atitude ataráxica d’ Os Jogadores de Xadrez, de Ricardo Reis, diante de um desastre muito mais amplo. Esta noite, tirem-me da frente, nas TV, a vossa face de embevecimento narcisista por terem feito greve, neste oceano de desactivados e desempregados de que faço parte. Olhem bem para os nossos cornos, primeiro! É que quando me vierem dizer que a vossa Greve ‘Geral’ foi geral, os senhores estarão a passar a si mesmos um dos mais estrondosos atestados da vossa mumificação intelectual.

Quem trabalha à peça não pode fazer greve

O 31 da Armada publicou mais hoje que em 24 dias de desemprego geral.

Por falar em História

Ah, Pinkerton, a repressão privatizada… outros acabaram assim:

 

O impacto do acordo ortográfico é tão grande…

… que o Expresso já lhe chama “impato”.

Alunos sem aulas desde Setembro: a longa greve de Nuno Crato

No Agrupamento de Escolas do Cerco, no Porto, há 300 alunos que continuam sem aulas desde Setembro, em consequência do novo processo de contratação imposto pelo Ministério da Educação. Situações como esta existem em várias escolas do país. Em nome de um simulacro de autonomia, a vida das escolas continua emperrada por burocracia, com prejuízo para os alunos.

Confirma-se, mais uma vez, que Nuno Crato, como Ministro da Educação, está em greve desde o início do mandato. Aguarda-se, a todo o momento, que comece a trabalhar. São pessoas destas que dão mau nome aos grevistas.

Fim dos títulos monomodais STCP

Ex.mo Senhor Ministro da Economia e do Emprego:

A 23 de Janeiro do corrente ano, V.Exa. assinou, conjuntamente com um representante do seu colega das Finanças, um despacho conjunto que trouxe, em geral, um brutal aumento dos preços nos transportes colectivos. A 1 de Janeiro próximo, terá lugar o último e mais dramático episódio dessa lamentável novela, com o fim dos títulos monomodais em diversas empresas. Quero referir aquela que me afecta: a STCP.
Sou actualmente detentor de um título de assinatura combinada CP/STCP; a esta última, por uma assinatura que me permite viajar em toda a rede STCP, pago presentemente 32,50 Euros; com o fim desse título, e para fazer apenas uma pequeníssima parte dos percursos que posso fazer hoje, passarei a pagar 56,00 Euros – se V.Exa. não determinar outro aumento geral.

Com o que pago no comboio (54,05 Euros), em Janeiro conhecerei um aumento superior a cem por cento no custo dos transportes, em apenas cinco anos!

V.Exa. não podia decidir, para a área metropolitana do Porto, o que decidiu para a área metropolitana de Lisboa, porque são realidades muito diversas. Desde logo porque no Porto as zonas Andante são um verdadeiro quebra-cabeças, um disparate e um ROUBO: por menos de três quilómetros pagam-se três zonas Andante, ou seja, trinta e seis euros por mês!
Repare V.Exa. que o brutal aumento do custo da minha assinatura coincidirá com uma drástica redução da oferta nas linhas que uso diariamente, conforme hoje mesmo foi noticiado. Gasto diariamente três horas a chegar e regressar do trabalho, a pouco mais de 20 Kms de casa! E poderia demorar menos de metade, gastando menos, se o Estado cumprisse a promessa feita na altura do desmantelamento da linha ferroviária, construindo os 15 kms de carril que faltam (que o canal já lá está) para ligar o Metro do ISMAI à estação ferroviária da Trofa.

São já conhecidos dados sobre a irreflectida medida de acabar com as assinaturas dos reformados e pensionistas: a STCP viu as suas receitas diminuírem, porque muitos cidadãos nessa condição abandonaram a assinatura. Com a nova medida, a STCP perderá ainda mais receita; mas algumas empresas privadas muito lucrarão com isso!

E até sei, senhor ministro, quem é que, de entre os barões do partido que maioritariamente suporta o Governo, tem assento nos respectivos órgãos sociais…

V. Exa. está ainda a tempo de recuar, pelo menos até que o estúpido zonamento Andante seja revisto, de acordo com princípios básicos como o da proporcionalidade; V.Exa. está ainda a tempo de não infernizar completamente a vida de quem trabalha, subtraindo-lhe mais uma grossa fatia dos seus magros rendimentos, a somar à devastação fiscal que aí vem.

Cumprimentos,

Carlos de Sá
Vila Nova de Famalicão

Mundial de Futsal: chorei contigo Mágico

O Ricardinho não merecia.

A equipa não merecia, mas a incapacidade, em vantagem, de jogar 4 x 5, bem como o inverso (jogar 5 x 4 em desvantagem) não deixaram a nossa equipa de futsal ir mais longe.

Vou guardar na memória o jogo fantástico do melhor jogador do mundo, que marcou um golo que é de outro planeta. Veja os melhores momentos.

Nas meias-finais vamos ter um Espanha – Itália e um Brasil – Colômbia, pelo que, tudo indica, Brasil e Espanha irão discutir o título.

O Sr Arménio Acusa o Governo de Usar a Polícia de Choque para Intimidar os Grevistas

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(video antigo)
Terá o sr Arménio razão nas suas acusações?
Para que servem e a quem servem os piquetes de greve?
E haverá quem não adira à greve? A que custo?
Que pensam as pessoas nas ruas?
A GREVE NA EUROPA
Tumultos por todo o mundo grevista.

A greve dos calões

Mozart luta contra a servidão nas suas óperas

 

Mozart na sua infância

 

Escrever sobre Mozart, é apenas um pretexto para referir um precursor da defesa dos, hoje em dia, denominados defensores dos direitos humanos. Durante a sua época de vida, existiam abusos de poder contra os trabalhadores da terra dos senhorios que as possuíam. Os trabalhadores eram denominados servos, palavra que vem da definição: Aquele que não dispõe da sua pessoa, nem de bens. Ou homem adstrito à gleba e dependente de um senhor. Fonte: Dicionário Priberam da língua portuguesa. [Read more…]

Um sucesso

Uns fazem, outros em vez de trabalharem protestam contra a greve.

Campeonato Mundial de Futsal: Portugal – Itália

Portugal entra em campo daqui a meia hora (11h30) para os quartos-de-final do Campeonato do Mundo de Futsal. A história não está do nosso lado e a armada brasileira da equipa italiana é uma das mais fortes do mundo. É um jogo em que não dá para arriscar um prognóstico – mas a confiança no melhor do mundo é total!

Mas hoje não é um dia qualquer para o futsal – é, sem qualquer tipo de dúvida, o dia com mais jogos do outro mundo: além do Portugal – Itália, um Brasil – Argentina (a oito minutos do fim os brasileiros perdem por 2-0, mas já acertaram 4 bolas nos postes e o Falcão parece que vai jogar afinal parece que vamos ter prolongamento depois do empate a 2. Acabou o prolongamento e o Brasil ganhou 3-2) e um fabuloso Rússia-Espanha. Sobra um Colômbia – Ucrânia um pouco menos apelativo.

O jogo de Portugal passa no serviço público de televisão (RTP2), sendo que no site da Fifa podem também acompanhar todos os jogos.

Surpresa?

Apenas por acontecer só agora.

Ai aguentamos, aguentamos! Resta saber até quando!

Santana Castilho *

Primeiro foi Vítor Gaspar, afirmando que “existe um desvio entre aquilo que os portugueses querem que o Estado social lhes forneça e os impostos que estão dispostos a pagar por esses serviços”. Depois foi Passos Coelho, com mais uma das suas eloquentes trapalhadas, falando da impossibilidade de adiar uma “reforma mais profunda” do Estado (como se já tivesse feito alguma!), caldeando-a com uma coisa que o país inteiro procura agora saber o que significa: “uma refundação do nosso programa de ajustamento”. Fechou o triângulo das trivialidades a boçalidade de um banqueiro, com o “ai aguentam, aguentam!”. Três figurões, com um considerável currículo de asneiras recentes nos negócios que dirigem, inquinaram maliciosamente uma questão essencial para todos. Não a de saber como conseguir o impossível, isto é, pagar em escassos anos uma dívida contraída pelo desgoverno de décadas e onerada por juros agiotas. Mas a de saber o que fazer para pôr a economia a crescer e nos aproximarmos de países que, não tendo mais recursos que o nosso, oferecem aos seus concidadãos um Estado social que os servos da senhora Merkel dizem não ser possível manter. [Read more…]

A greve geral

Hoje é dia de greve geral da função pública e dos transportes. Todos os anos há, pelo menos, uma. Estava aqui a pensar quando é que terá sido a greve convocada para que os do privado passassem a ter ADSE e semana de 35 horas. Alguém me pode mandar a convocatória para que eu constate o que perdi por não ter aderido a essa greve? Agradecido.

O Espelho, primeiro fragmento

O ESPELHO é um jornal de papel, de parede, de boca em boca ou de mão em mão, o que for preciso. Aquilo que, em cada momento, garanta o nosso papel e os nossos ofícios. O ESPELHO é uma máquina que mostra aquilo que precisamos de ver.

Já anda pelas paredes e de mão em mão. Leia os primeiros textos em pdf, de Paulo Varela Gomes e Joana Gomes Cardoso.

Salus Vidago Campilho

Três águas em três paragens da Linha do Corgo. Pedras Salgadas é um pouco a jusante e em Carvalhelhos não passava a linha.

Sabe bem gozar tão pouco…

Não, não é a sério. Sim, é provocação à Greve Geral. Claro que teve piada.

 

Falta de higiene mental

Agora aprenderam a tomar banho.

Há quem não tenha aprendido.

Luís, o poeta, decassílaba-se sobre a Greve Geral

Logo de Macedónia estão as gentes,
A quem lava do Axio a água fria;
E vós também, ó terras excelentes
Nos costumes, engenhos e ousadia,
Que criastes os peitos eloquentes
E os juízos de alta fantasia,
Com quem tu, clara Grécia, o Céu penetras,
E não menos por armas, que por letras.

Logo os Dálmatas vivem; e no seio,
Onde Antenor já muros levantou,
A soberba Veneza está no meio
Das águas, que tão baixa começou.
Da terra um braço vem ao mar, que cheio
De esforço, nações várias sujeitou,
Braço forte, de gente sublimada,
Não menos nos engenhos, que na espada. [Read more…]

Motivos para a Greve Geral: de cabeça perdida ou partida

Os nossos governantes são os primeiros a contribuir para a GREVE GERAL.

Este, das duas  três: ou bateu com a cabeça ou está a bater-se ao tacho!

Outros, insistem numa visão ditatorial do futuro do país. Em Democracia ninguém, nem o adjunto do senhor Primeiro-Ministro Vitor Gaspar, talvez o pior primeiro-ministro da nossa história (sim, eu ainda me lembro do Santana Lopes), pode dizer que só há um caminho.

Meu caro  Pedro Passos Coelho, em Democracia os sentidos são sempre múltiplos e é isso que lhe vamos dizer daqui a pouco:

– não é inevitável que me roube a mim para capitalizar os bancos;

– não é inevitável que fale em reduzir gorduras no estados para depois entregar a TAP, a RTP, a CGD, a REN e outras empresas públicas aos seus amigos.

– não é inevitável que me roube o salário e os subsídios para pagar comissões à TROIKA e continuar a aumentar o défice.

Se quiser continuar  a grande velocidade para o fim, força! Mas vá sozinho. É por ali, pela porta da direita!

Quem tem cu…

Forças de segurança vão receber um aumento de 10,8%.

Há uma linha que nos separa

Gosto de pensar que não sou um radical, um perigoso esquerdista que teima em andar por aqui. Mesmo sabendo que não é verdade e que, para muitos, farei parte dos que comem criancinhas ao pequeno almoço – confesso que prefiro um leite quente e uma torrada – gosto de pensar desse modo.

Mas também gosto de ser afirmativo e não deixar de expressar uma opinião, coisa que só esta casa, o Aventar, me dá em pleno! Somos de facto um blogue muito especial. Conseguimos estar juntos, mesmo tendo posições opostas sobre tantas coisas.

Com o meu (nosso amigo) José Magalhães discordei a propósito dos bifes e discordo também sobre a Greve. No entanto não deixo de ter uma inveja enorme de não conseguir escrever à altura da qualidade dos textos dele.

Apetecia-me bater-lhe com as palavras todas do dicionário, mas sinto-me um bocadinho como uns azuis que, mesmo ganhando muito, continuam pequenitos (já vou levar por causa desta!). Mas, caro amigo, fica a intenção. Um dia, abro o dicionário e pimba…

Ainda por cima, aparece-me no meio um candidato a uma ménage à trois.

Quer dizer, já não me chegava um, ainda tenho que levar com dois? [Read more…]