Átrio dos Gentios

Decorre durante os próximos dois dias o Átrio dos Gentios, em Braga e Guimarães, subordinado ao tema “O Valor da Vida”.

Ana Luísa Amaral (“não sei se sou crente”; “tenho saudades de Deus”) confessa que gostava de ter fé e D. Carlos Azevedo explica o conceito do Átrio dos Gentios, no debate que ocorreu hoje à hora do almoço na Rádio Renascença.

“Crentes e não crentes amam a vida, defendem a dignidade e têm inquietações sobre estas questões.”

Vale a pena ouvir, não demora muito tempo. São dezoito minutos que ainda cabem na nossa vida!

“Felicidade inteligente”; “todos sentimos a dor, todos pensamos”; ” a arte pode ser um caminho para expandir os afectos”; “a compaixão, sentir com o outro”; “ver o outro feliz”; “o futuro exige de nós que sejamos ponto de partida” ; “precisamos de recantos e cantos onde a nossa alma se anime”; “narrar a vida torna-a mais preciosa”; “a poesia é a versão laica da oração”- são algumas das ideias que se podem ouvir entre a poetisa e o sacerdote.

Não há muros entre nós, crentes, e não crentes.

Na mama do estado, o sistema dual e a reindustrialização do pote

O tal sistema dual e a lógica do chumbas vais para um curso tipo profissional têm sido tratadas pelo lado pedagógico, o que já é barbaridade que chegue, mas há pior. Coloquemos a coisa do lado da economia.

O que se pretende é por um lado poupar no ensino (muito menos professores já que a componente profissional não funciona na escola e a outra deve ficar muito abaixo dos actuais Cursos de Educação e Formação) e ganhar nas empresas, a tal reindustrialização de que fala aqui o Álvaro.

Putos a estagiar numa fábrica: se o trabalho do menino é pouco só não o aproveita quem é louco, e isto não está para loucuras. De uma assentada mete-se a canalha em pleno período obrigatório de trabalho infantil a 42 euros por mês. Como está a legislação o obrigatório poderá ir até aos 18 anos. Perfeito. [Read more…]

Pequena dúvida semântica

As palavras “possibilidade” e “posse” vêm ambas do latim e têm ambas dois esses mas terminam por aí as semelhanças, não é?

A razão da minha dúvida? Eu passo a explicar: quando me querem vender a história de que vivemos acima das nossas possibilidades eu fico um bocadito baralhada e dou por mim a pensar que acima do possível fica o impossível e se é impossível estão a endrominar-me. Por outro lado reconheço que vivemos todos acima das nossas posses mas  isso não é só possível como é o que tem feito a economia mexer e os senhores que agora nos tentam levar ao castigo são os que mais perdem se ela pára…

Andam confundidos com os esses ou andam a querer confundir-me?

Só coisas que me apoquentam…

Chamar-lhes nazis é exagerado

Mil alemães trabalham por 3 mil gregos.

Só à estalada.

Coitadinhos

A tal banca “obrigada” a comprar dívida pública, sofre de lucros.

A pessoa que somos

481 A pessoa que somos, e que parece evidente, aprende-se devagar.

Também é matéria difícil. Mas tudo o que é essencial na vida é difícil. (…)

(Vergílio Ferreira, Pensar)

Um dia… Um dia, alguém irá conseguir que A Minha Pessoa seja matéria a estudar nas escolas! Ideia maluca? Eu não sei…

Só à pedrada

1500 pessoas nomeadas pelo actual Governo receberam subsídio de férias em 2012.

Vila Nova de Gaia é um excelente exemplo

De como se trabalham as notícias! Existe um Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) para salvar municípios que estão com as contas no vermelho. Há umas piores que outras, mas não é um programa de boas festas.

Vamos imaginar, caro leitor que os seus rendimentos são de 1oo euros mensais.

Imagine agora que a sua dívida são 400 euros. Em Portugal  estamos com a TROIKA e a dívida vai nuns míseros 120%. Isso mesmo – em Gaia está na casa dos 400%.

Com o pagamento dessa dívida tem um compromisso mensal que lhe levam 30 euros. Outros 30 vão para as despesas com pessoal, de que não pode abdicar. Ou seja, 60 euros já eram. A página 10 das opções municipais para 2012 são um bom exemplo do que é uma gestão autárquica suportada por uma equipa de futebol de assessores de imprensa.

Continuo, como cidadão de Gaia, completamente surpreendido com o favorecimento do sr. Candidato ao Porto na Comunicação Social. [Read more…]

Portos em Greve

ESTIVADORES – QUATRO MESES EM GREVE
Os portos Nacionais estão em greve. Paralisados na sua maioria.
Felizmente ainda há Leixões que não adere às ordens dos sindicatos do Centro e do Sul, muito embora tenha parado no passado dia 14. Mas esta greve nada teve a ver com a outra, embora os efeitos tenham sido os mesmos.
O porto esteve parado, e assim parece  continuar, não porque os trabalhadores estejam a faltar ao trabalho, mas porque não há barcos para carregar ou descarregar.
A fotografia que ilustra este “post” foi tirada por mim, hoje, em Leixões, às 9h00 da manhã.
No entanto, a carga movimentada em Leixões atinge os 14 milhões de toneladas.

As exportações por Leixões continuam a crescer a bom ritmo com um aumento até Outubro de 22%, à semelhança do que aconteceu em 2011 em que o crescimento do ano foi de 34%.
No que diz respeito às exportações por via marítima, coisa de que o País necessita como do pão para a boca e que representam cerca de 16% do total das nossas exportações, estas estão a ressentir-se imenso. O País e as empresas estão a perder dinheiro diariamente o que afecta a nossa economia. [Read more…]

Não se faz mais com menos

repetimos várias vezes que há ainda muitos alunos sem professor.

Trata-se apenas de um exemplo bem visível do que está a acontecer em quase todos os serviços do Estado – sai gente, fundamentalmente contratados (entre os professores o desemprego subiu quase 70%) e para a reforma e não entra ninguém para os seus lugares. Se há funções onde mais um ou menos um, a diferença não é visível, embora o trabalho se faça em piores condições e com menos qualidade, outras há, onde menos um faz toda a diferença.

Para o meu filho, que continua sem ter Professor de Educação Física este tipo de notícias não faz sentido.

Mas estou certo que os defensores do regime virão comentar com uma explicação válida.

São as tais gorduras!

Já sei – a culpa é do Sócrates

Certo?

Pampilar não é só papel

Ontem ao jantar ouvi falar desta empresa de produção de artigos de papel para consumo doméstico (Vila Nova de Gaia): a Pampilar, nome difícil de fixar. Mas fica na memória a sua filosofia empresarial. Pensam nas pessoas, nos funcionários. É feita de gente que lhe dá as cores.

Em tempo de crise é um exemplo que chama a atenção, sem dúvida: divide os lucros anuais com os trabalhadores. Em média, a Pampilar oferece por ano até 5 mil euros aos funcionários.

“A empresa está a funcionar bem e pondera até contratar mais 20 pessoas.”

Queremos isto para todos os trabalhadores: o reconhecimento do seu trabalho; considerá-los como peças fundamentais do sucesso das empresas; um tratamento humano e justo, no fim de contas.

Disse um dos funcionários mais velhos da Pampilar: “esta é a minha segunda casa”.

Trabalhar tem que ser bom (ou suportável). Não pode ser um castigo, um inferno, «uma merda», uma prisão… Ninguém ganha com isso.

Trabalhadores satisfeitos, resultados alcançados.

Da próxima vez que fôr às compras, procuro a marca Pampilar!!

É verdade: os governos criam desemprego

Passos Coelho: “Não são os Governos que criam empregos”

A Greve Geral e as avestruzes

Por Noémia Pinto

Irrita-me que as pessoas se comportem como avestruzes.

Na 4ª feira andei pelas ruas. Embora não seja sindicalizada, desfilei com os sindicatos. Embora não seja radical, gritei palavras de ordem. Não me orgulho de todas as que gritei alto e bom som, mas gritei-as. Embora não seja arruaceira, mantive-me na Praça por horas depois da manifestação acabar.

Raramente faço greve, e quando faço, sou como muitos dos outros, fico em casa, vou dar umas voltas e, pronto!, lá se passou mais um dia de greve.

Mas a situação do país exige que me manifeste, que faça greve e vá para as ruas juntamente com os meus companheiros. Acredito genuinamente que nestes dias todos somos iguais. Que as diferenças são postas de parte para que todos lutemos por um futuro melhor. Por mudar a sociedade. É disso que se trata.

Confesso que tenho sido cobarde muitas vezes, demasiadas vezes. Quando trabalho a contrato, não faço greve. Receio represálias… No entanto, apoio e faço o que posso para mostrar o meu apoio. Posso não estar fisicamente em luta, mas estou-o de outra forma. Luto como posso.

Ora, a mim irrita-me que os meus amigos facebookianos, quase todos amigos reais, que eu não gosto dessas modernices de ser amiga de desconhecidos, não se tenham manifestado usando aquela rede social. Partilharam receitas, partilharam estados de espírito, partilharam canções, partilharam lindas fotos de flores, fofos bebés de duas e quatro patas, partilharam tudo. Tudo menos o mais importante.

Embora me tenha sentido em harmonia com aqueles, infelizmente, poucos milhares de pessoas, gostaria de ter amigos reais ao meu lado. Pelo menos saber que eles estavam comigo ali, se não fisicamente, pelo menos em pensamento. A ouvir e entoar a nossa Grândola, a cantar e dançar Bella Ciao, a ouvir e repetir En el pozo María Luísa, a emocionar-se com o Hino Nacional, a recordar baladas antigas: Somos Livres, Os Vampiros, Canta, Amigo Canta, a gritar «Auditoria à dívida, auditoria!», «O povo unido jamais será vencido», ou «A luta continua, nas empresas e na rua», «Abril de novo com a força do povo», «Portas, Cavaco e Passos são amigos dos ricaços» e, o que me emocionou particularmente, «Grécia, Espanha, Irlanda, Portugal, a nossa luta é internacional». [Read more…]

Rede Ferroviária de Portugal em 1988

O troço Guimarães-Fafe encerrara três anos antes. Cavaco Silva era primeiro-ministro desde 1985.

Quanto ganha um estivador?

Ângelo Correia, o homem que na primeira greve geral portuguesa inventou uma revolução armada com pregos, com a lata que lhe é peculiar, garantiu que enquanto administrador de um porto assinava vencimentos de estivadores da ordem dos 5000 euros  por mês.

A realidade complica um bocado as coisas:

Por exemplo, um trabalhador da mais alta categoria da carreira – superintendente – poderia trabalhar 16 horas por dia, durante 22 dias seguidos, e mais 8 horas por dia todos os Sábados e Domingos do mês. Com esse horário, ele pode chegar a ganhar até aproximadamente 5.685.02€ (incluindo o subsídio de alimentação).

É ler este estudo de Alan Stoleroff, que desmonta a mentira. E quanto ganhava Ângelo Correia como administrador portuário, e  já agora, quantas horas trabalhava por mês?

Abraços

Quem não pecou que atire a primeira pedra

E ontem alguns manifestantes fartaram-se de não pecar.

Um partido que decide não ser governo

O Bloco de Esquerda escolheu ter uma liderança a dois. Imaginando que vence as próximas eleições, quem será o primeiro-ministro? Quem terá assento no Conselho de Estado? É o primeiro-ministro. Que nome figurará na legislação assinada pelo primeiro-ministro? E até num debate, vão os dois contra um opositor? Os do Bloco de Esquerda lá terão as suas razões; eu cá não vislumbro vantagem alguma em termos da qualidade política neste modelo de liderança bicéfala.

Outro aspecto que me causa incredulidade é a vontade do BE para nacionalizar a banca. Tivemos o problema privado do BPN transformado em problema público pelo PS de Sócrates e quer agora este partido nacionalizar os falidos BCP, BPI, BES, etc?! Repare-se bem na argumentação. Dizia Semedo hoje na RTP1 que assim era uma forma de meter o dinheiro emprestado à banca ao serviço da economia. E que tal esse dinheiro nem sequer chegar a ser oferecido à banca? Sei lá, assim tipo o capital não viver do estado? Realmente, depois de um buraco criado pelos socialistas, só cá faltavam n buracos criados pelos bloquistas.

São duas medias que me levam a concluir o óbvio. O Bloco de Esquerda é um partido que decidiu nunca ser governo. Pode por isso fazer as propostas que queira com a certeza que nunca será chamado a executá-las. Falar é fácil. E falar em eco ainda deve ser mais fácil. Uma coisa é certa, uma vez que para mim o factor de escolha no momento do voto é o programa eleitoral, aliado à memória do que é/foi executado quando este se transforma em programa de governo, nunca o BE terá o meu apoio com estas políticas.

A direita portuguesa é desonesta

Eu sei que corro o risco de me dizerem que não faz muito sentido utilizar um pleonasmo no título, mas há muito que confessei as minhas múltiplas incompetências, de entre as quais, destaco, a escrita. Pensei no descer para baixo ou no subir para cima, mas acabei por juntar direita e desonestidade.

E antes de baterem, permitam que explique.

Em Portugal, segundo dados do Eurostat, a hora de trabalho, em 2011, tinha um custo de 10,30€. Ou seja, 30,1% do custo na Alemanha.

Mas, comparando a nossa produtividade com a do país de Merkel, podemos verificar que a nossa é 72,6% da alemã.

Ou seja, se os nossos salários estivessem em linha com o que recebem os alemães, de acordo com as respectivas produtividades o nosso custo de hora laboral seria de  24,9€, isto é, mais de 100% do que realmente é.

Os portugueses, caros defensores do regime, são mal pagos! Muito mal pagos!

Umas contas bem simples que mostram a verdade e que colocam uma interrogação aos aldrabões que por aí andam – vão continuar a dizer que o problema em Portugal são os elevados custos do trabalho?

E se tentassem investir numa gestão com menos boys e com mais competência não conseguiriam aumentar a produtividade?

E se o dinheiro do país fosse usado para aumentar a produtividade da nossa economia em vez de ser entregue à TROIKA?

E se em vez de tirarem dinheiro às pessoas para safarem os bancos e os juros da TROIKA, porque é que não deixam de pagar os juros e entregam o dinheiro à economia real?

14N: Greve Geral Europeia

Parece que há por aí uns tantos algo perturbados  que correram rapidamente a dar os parabéns aos  fortes que trabalharm, enquanto criticavam os fracos que faziam greve. Podemos percorrer as milhares de imagens do dia de ontem e rapidamente percebemos que, nas ruas, estiveram os ricos, os poderosos…

Percebo o jeito que dá a alguns, felizmente poucos, o que aconteceu ontem no Parlamento. Pensei em questionar a direita populista que sai à blogosfera nestes dias, o que me tem a dizer sobre os números de hoje, mas quero apenas fazer minhas as palavras do Paulo Querido:

Basta. Não darei nem mais um contributo, nem mais um link ou like, para a cena das pedradas e da carga policial. Caso não tenham reparado, caros e ilustres concidadãos, FOI DIA DE GREVE GERAL NA EUROPA, a mais importante não de um, mas de 2 séculos.

Portanto, se não se importam, refocamos no que interessa? Obrigado.

Uns vêem, outros não

Sensatez e imbecilidade.

As Pedradas Incendiárias do Desastre

«Passos, escuta, és um filho da puta!», ouvia-se ontem na rua. Muito bem, imbecis!
E Justiça contra as malfeitorias políticas passadas, não é cá servida?! Não!
E responsabilização justiciária de Mega-Ladrões?! Também não!

Sim, os direitos poderão ser, aqui e ali, atropelados e algumas ilegalidades poderão ser cometidas. Os homens falham. A tensão acumulada precipita actos impulsivos de consequências imprevisíveis e algumas aselhices policiais. É normal. Por cá, ninguém está habituado a explosões de sangue, gás, pedradas e balas de borracha. Quem, de dentro ou de fora, quiser incendiar Portugal poderá não ter nada mais a recolher senão cinzas. A CGTP está a pisar o risco, abrindo a porta a excessos contraproducentes num combate que deverá ser exemplar.

Muitos Portugueses ainda não olharam olhos nos olhos o problema crónico do País, os erros em que, sob governações socialistas, laborou por demasiados anos. Até há um ano e meio, vivíamos de crédito. Crédito ilimitado, infrene, acrescido, solicitado em escalada louca, migalhas para todos, comissões chorudas para políticos na mediação de negócios ruinosos para o Estado, isto é, contribuintes. Era o socialismo a cavar o nosso desastre. Nenhum alarme nas ruas. Nenhuma angústia. Nenhuma forma de censurar o rumo desastroso. Hoje, temos Victor Gaspar fazendo o contrário, segundo um paradigma correctivo novo: dívida equilibrada e controlada; défice definido nos Tratados respeitado; economia-PIB equivalente ou superior aos gastos públicos. [Read more…]

Mais Espelhos

De Dulce Maria Cardoso e de Luís Gouveia Monteiro. Clique para abrir os pdf’s.

Ao cuidado dos que defendem este governo

Aprendam, enquanto é tempo. Vai chover para o vosso lado, nenhuma polícia trava um povo, e a tropa não está do vosso lado.

Portugal não é a Grécia, mas Lisboa e Madrid são Atenas

O infundado, quanto estafado, argumento de que ‘Portugal não é a Grécia’, propalado com ridícula presunção, fica-se pela dimensão manipuladora e falsa que o gerou : PROPAGANDA DESONESTA!
Recatamente, testemunhei o que se passou em frente à Assembleia da República.
Sem dificuldade, concluí que nos percursos da existência humana, dos estilos de vida confortáveis à pobreza, ou mesmo à miséria, o comportamento dos povos, ainda por cima numa Europa de cultura e níveis vanguardistas de civilização, é mais predominante o que os identifica daquilo que os distingue.
Histórica e socialmente, os movimentos de contestação, com actos de maior ou menor revolta anti-poder, registam o mesmo estado de ebulição, desde que provocados pela mesma super-temperatura ultraneoliberal da ilimitada austeridade. Chame-se ‘troika’ ou outra designação de sentido nefasto.
Para comprovar que, uma vez programados e consumados os processos anti-humanitários, a geografia da contestação não se sujeita a condicionalismos de qualquer espécie, excepto a efervescência social. Madrid viveu hoje cenas idênticas às de Lisboa: [Read more…]

O liberalismo de Pinochet

defesa dos golpes de estado. Nada de novo. É da história, a forma de rapazes de Friedman praticarem os ensinamentos do mestre.

Dois em um e com BD e tudo

Percebo, finalmente, porque se referem sempre aos tais arruaceiros como “profissionais”. Pontaria, é só uma questão de pontaria. As pedras deles, pelo que parece, só acertaram na polícia enquanto que a polícia, bando de amadores, acertou em tudo o que mexia.

Todo o país viu? Não, senhor ministro. Uma pequena aldeia de Belém povoada por um irredutível freguês resiste ainda e sempre às ofensivas da comunicação social.

Progredir ou regredir

Confesso que tinha alguma expectativa em relação ao dia de ontem – cheguei a pensar que o trabalho à peça iria fazer regressar alguns textos ao Aventar. Gosto sempre de ver o que pensam (coisa rara!) os adversários, porque é exactamente disso que se trata. E não falo por mim, falo pelo país.

Já por aqui escrevi que respeito e muito duas posições sobre a GREVE:

– os que querendo fazer, não podem aderir porque não podem abdicar de um dia de salário;

– as pessoas que concordando com os motivos, partilhando das reivindicações, discordam da forma de luta. As estes, penso que teria o direito de pedir uma alternativa, mas fica para reflexão posterior.

Tenho mais dificuldade em compreender um grupo de gente que não concorda, porque simplesmente nunca concorda com qualquer tipo de luta. Recorre a argumentos que vão da recusa de um direito existente na Constituição até aos valores supostamente rigorosos – 800 milhões de contos? Mas então houve ou não houve Greve? E, já agora, esse valor, a ser verdadeiro, daria um PIB de quanto? Sim – podem considerar feriados sábados e domingos nas contas… [Read more…]

Uma greve bem sucedida

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Arménio Carlos entende bem que o trabalhador é um bem essencial, como referi em outros textos meus deste blogue. Durante semanas a CGTP preparou a greve do 14 de Novembro, que acabou por ser um sucesso. Os estivadores, os transportes, as fábricas, especialmente as de vidro exportados a outros mercados, as escolas fecharam, a FENPROF, o SNEsup, calculam que todo fechou. Não houve aulas ontem, com excepção em Universidades privadas onde se educam os ricos deste país, os médicos e o seu sindicato atendiam apenas nas urgências dos hospitais, enfermeiras, enfermeiros, assistentes hospitalares tratavam apenas de casos graves, os tribunais, fechados por causa de greve de juízes e de funcionários, a administração pública, o sindicato dos sargentos da PSP, em fim, tantos, que nem cabem na página em que estimava referir esta greve bem-sucedida. Portugal parou!
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