A lista de Relvas

De acordo com uma antiga Recomendação do Conselho de Europa e ao abrigo da Directiva sobre Serviços de Comunicação Social Audiovisual e da Lei da Televisão, o governo publica anualmente uma lista dos “acontecimentos de interesse generalizado do público” que não podem ser apropriados por operadores de televisão cujas emissões sejam pagas. A ideia é permitir que o valor económico de determinados eventos não seja explorado em detrimento do interesse que suscitam no grande público, permitindo aos operadores de televisão free-to-air de âmbito nacional solicitar aos canais por subscrição detentores dos respectivos direitos de transmissão, a preços não especulativos, o acesso à transmissão televisiva desses acontecimentos.

As características e o valor económico dos espectáculos desportivos fazem deles candidatos preferenciais a integrar aquela lista, sendo o futebol o que concita a maior adesão popular. Não estranha por isso que cerca de metade dos eventos habitualmente listados se refira ao futebol, sendo a parte restante preenchida com outras provas desportivas com tradição em Portugal (Volta a Portugal em Bicicleta) ou que envolvam a participação de atletas portugueses (nos jogos olímpicos, todas as participações; nos campeonatos da Europa e do Mundo das diversas modalidades desportivas, as participações na fase final; nas outras competições internacionais oficiais entre clubes nas modalidades de andebol, basquetebol, hóquei em patins e voleibol, apenas as finais). Os únicos eventos não desportivos integrados usualmente nestas listas são as cerimónias de abertura e de encerramento… dos jogos olímpicos. [Read more…]

O lugar da mulher é ao fogão

Não há mulheres na política chinesa porque o seu lugar é ao fogão“. Este título chama a atenção a qualquer mulher.

“Quanto mais se sobe na hierarquia política chinesa, mais a  presença das mulheres se torna rara. No Comité Central do partido apenas 6% dos membros são mulheres; no Bureau político, um órgão de 25 elementos, há apenas uma mulher; o Comité Permanente (o mais poderoso na hierarquia) nunca integrou uma mulher.”

Mas Mao Tsetung disse que elas são “metade do céu”!!!!!

O nosso lugar já não é ao fogão. Nunca foi. Embora eu escreva muitos posts com o computador sobre o micro-ondas!!

 

Greve geral: ménage à trois

Acerca da minha relação com as greves de um dia, não tenho muito a acrescentar àquilo que já escrevi e partilho a opinião do Ilídio Trindade, partindo do princípio de que haveria união suficiente para se fazer uma greve por tempo indeterminado.

De qualquer modo, não posso dizer que esteja exactamente entre o João Paulo e o José Magalhães, porque, como o primeiro, vejo muitas razões para protestar, mesmo recusando-me a fazer greves que considero inofensivas; ao contrário do segundo, no entanto, penso que, relativamente ao Estado e ao Governo, os cidadãos deste país não são devedores de coisa nenhuma, são credores de uma dívida incomensurável e protestar, com ou sem greve, é, na realidade, reclamar o pagamento, ou seja, fazer cobranças difíceis.

Entretanto, qualquer um deles cai no erro – eventualmente inevitável – de retratar (ver é outra coisa) a realidade a preto-e-branco, embora eu tenha a certeza de que sabem que o mundo tem mais cores. A incómoda afeição que sinto por ambos impede-me, no entanto, de transformar estas minhas discordâncias em palavras agrestes, até porque, seja como for, andar à porrada a três não deve ser fácil, sobretudo para quem fica no meio.

Pela boca morreu Passos

Santana Castilho *

O orçamento de Estado para 2013 quer tapar à bruta três enormes buracos: um enorme buraco resultante de uma enorme derrapagem do orçamento de 2012; um enorme buraco orçamental previsto para 2013; e um enorme buraco que resultará de uma enorme derrapagem na execução de 2013, prevista por antecipação, passe a redundância, no próprio orçamento de 2013. Com efeito, lá estão alguns milhares de milhões de “almofada”: para uma receita que, embora orçamentada, não será cobrada; para responder ao desemprego que esconde; e para suprir um corte na despesa que, embora orçamentado, acabará por não ser feito. Com 3 milhões de pobres e os restantes exaustos pelo confisco fiscal, com o PIB a cair entre 2,8 e 5,3 por cento (FMI dixit), só fanáticos suicidas orçamentam assim. É preciso pará-los.

A credibilidade técnica de Vítor Gaspar foi um mito com pés de barro. Estimou que as receitas do IVA subiriam 11,6 por cento e acabaram caindo 2,2. Previu, em Março passado, que o encargo do Estado com o desemprego cresceria 3,8 por cento e, em Agosto, já ia em 23. O consumo público contraiu 3,2 por cento em 2011 e a Comissão Europeia estima que contraia 6,2 este ano. O consumo privado caiu 4,2 por cento em 2011 e a CE prevê que caia 5,9 este ano. E Gaspar ignora, quando orçamenta e taxa. E ignora o Tribunal Constitucional. E volta a ignorar, com arrogância e desprezo, o presidente da República e o próprio FMI. Ignora tudo e todos. E ignora o “melhor povo do mundo”, que esmaga com impostos em 2013. [Read more…]

Dirigentes de prestígio avalizam novos corpos gerentes

Armindo de Vasconcelos

 

Marijke Fleuren e Jorge Alcover vêm a Portugal no sábado, dia 17, para a tomada de posse dos novos corpos gerentes da Federação Portuguesa de Hóquei, ciclo olímpico 2012/2016.

A holandesa, Presidente da Federação europeia, visita Portugal pela primeira vez e vem auscultar a realidade portuguesa, nomeadamente ao nível da organização de eventos internacionais, que têm tido enorme sucesso no mundo do hóquei. O facto de aproveitar a tomada de posse para visitar o nosso país pela primeira vez é um claro sinal de estímulo ao novo Executivo e aos novos ventos que se avizinham, e que a modalidade encara com imensas expectativas. [Read more…]

Greve Geral

Os trabalhadores portugueses têm mais do que um motivo para declarar greve. O primeiro que toca os meus ouvidos, é a falta de emprego para sua força de trabalho, como o define a lei que protege a greve. Lei retirada das ideias dos tempos antigos em que o direito a greve não existia, nem contrato, nem direito à saúde ou abonos pela família que se tinha e era necessário alimentar. Foi apenas em 1890 em que 8.000 trabalhadores saíram as ruas de Lisboa para pedir um direito mínimo de trabalho de apenas oito horas. Greve efetuada quatro anos depois do dia em que em Chicago, em um 1º de Maio, centenas de trabalhadores eram assassinados pela policia por não assistir a seus postos de trabalho. Foi a bomba que fez detonar as greves por todo o mundo.

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Foi a Merkel que mandou

Está na cara. Fez-se porque foi a patroa que ordenou. Era o que faltava haver responsabilidades cá.

Precisamos da Anocas – NIB 0035 0429 00053055000 65

O Fernando Moreira de Sá explica por que razão precisamos da Anocas.

Se muitos derem pouco, conseguiremos muito. Comecem já.

Germanofilia: Setúbal, 1938

Oficiais alemães visitam fábrica de conservas.
Fotografia de Américo Ribeiro, arquivo municipal, Casa de Bocage / Divisão de Museus. Fonte.

Greve Geral, Coisa Maravilhosa

GREVE GERAL, OH, COMO ESTOU CONTENTE
Amanhã há greve. Dizem-me que até é geral, como outras que por aí houve e às quais não aderi. Mas desta vez é diferente, não é Nacional, é Internacional.
Esta coisa do que é Nacional é bom, já deu o que tinha a dar. Agora o que é preciso é generalizar e diversificar e internacionalizar.
Uma greve geral implica parar o País. Uma greve geral implica fazer perder dinheiro ao País. Uma greve geral implica empobrecer o País. Mas, que se lixe, é mesmo para isso que aqui estamos, para arrazar e, qual Fénix, ressurgirmos renovados e  felizes.
Estou a ponderar aderir a esta greve.
Afinal ela é muito mais abrangente do que as anteriores que acabaram por ser um fiasco, apesar de, do mesmo modo que esta se propõe, terem empobrecido o Zé Povinho empobrecendo o País. Desta vez propoem-se empobrecer vários países. Coisa fina e de força! [Read more…]

Greve Geral europeia

Portugal, Espanha, Itália, Malta, Grécia, Chipre…

Há quem me diga que uma GREVE GERAL é uma GREVE política e que por isso e tal…

É exactamente isso – é um acto político!

Quem está com o Governo não faz GREVE!

Quem, como eu, como NÓS, está CONTRA o Governo e as suas políticas, faz greve!

Estão do lado de quem luta os que ficaram sem emprego, os que passam dificuldades, aliás, sem possibilidade de fazer GREVE porque não têm trabalho – até por eles a expressão da nossa luta faz ainda mais sentido. Acima de tudo por quem não tem trabalho faz sentido esta GREVE EUROPEIA! [Read more…]

Olá Anocas, vamos conseguir destruir o MH!

A Anocas precisa de nós? Não.

A Anocas é uma criança. Para os pais um filho nunca é um adulto. É e será sempre uma criança, o nosso bebé. A Anocas, por acaso, é mesmo uma criança. De seis anos. Que vive, como ela o diz, com um Monstro Horrível.

Quem ainda não conhece a Anocas, está convencido que ela precisa de nós. Até ao dia em que a conhece. Em que olha para os seus olhos e neles vislumbra algo tão especial, tão estranhamente doce e fora deste mundo que nos leva a uma conclusão profundamente diferente: Não, a Anocas não precisa de nós. Somos nós que precisámos da Anocas.

Do seu olhar, da sua alegria, da sua vida.

Quando a minha Mafalda me disse, no alto dos seus nove anos de idade, que decidiu oferecer à Anocas o seu porquinho mealheiro, religiosamente engordado desde tempos idos, sem fazer a mais pequena ideia do valor do seu recheio, fiquei sem palavras. Quando a minha mulher me disse que tinha acabado de fazer uma transferência para a conta da Anocas, fiquei a matutar. E eu, que posso eu fazer para ajudar a Anocas? [Read more…]

14 de Novembro: Greve Geral

Primeira vantagem de uma greve geral ibérica (e não só): os vídeos .

Ouvir a terra

Os portugueses expatriados não são melhores nem piores portugueses do que os que não precisaram de emigrar. São apenas portugueses e é o que basta para os identificar. Embora vivam longe, alguns até muito longe, “no peito vai-lhes um país”, no certeiro resumo de Pedro Barroso.  Mesmo que, por razões práticas, tenham outra nacionalidade alem da portuguesa. Porque mãe há só uma e ninguém a esquece nem lhe é indiferente. É por isso que devoram o que de Portugal se conta nas televisões e rádios, nos telefonemas e e-mails da família e dos amigos. [Read more…]

Mudar de Vida

Apoie este filme sobre José Mário Branco, aqui.

Turismo eleitoral

Marcelo em Berlim, Merkel em Lisboa

Almoço Aventar, Epifania do Outro

E, levantando-as do chão, a Maria Celeste deu-nos folhinhas de choupo, recordando como a sua forma é a de um coração, cor, cordis, cordata.

Ao princípio, nunca se faz a menor suspeita de como a palma das nossas mãos e a amplitude dos nossos braços desabrocharão perante a epifania do outro que não conhecíamos, do outro já conhecido. Tudo parece incerto, ou tolhido de ansiedade ou sem quaisquer expectativas que contrastem com a banalidade habitual de se estar vivo e haver vagamente gente que passa ao largo, dia-a-dia. Há quem acalente antecipadamente a alegria do Encontro agendado. Há quem albergue uma migalha de medo, talvez insegurança por causa desta tenda de carne onde moramos, batida pelo sol dos anos, vergastada pelos aguaceiros da dor inescapável. Depois, sem peias, sem reservas, sem barreiras, milagre da comida, sortilégio da bebida, vontade-árvore de dar tudo sem esperar nada, o almoço transfigura-nos e o afecto faz-se torrente, esporo de pólen da Elaeis guineensis, inseminando de milagre e de anti-acaso o estarmos juntos. Tudo concentrado numas horas de nada. Gargalhada daqui, aceno dacolá, um sorriso, um brilho bruxuleante no olhar acalentado pelo brilho no olhar bruxuleante. Falo por mim e, ouso-o!, falo pelos demais amigos do Aventar, ontem, na adega do Casino da Urca, a um passo de Santa Clara-a-Velha: se éramos corpos, ficámos corpo. Mais corpo.

«Mais um copo, Fernando!» «Bela jeropiga caseira, Jorge!» «Não poderia deixar de me fazer acompanhar das minhas filhinhas e da mulher! O Ricardo, igual.» «Vamos no Cozido à Portuguesa.»

O tempo trai-nos. Por ser fugidio e não haver como descarregar todos os ficheiros de quanto somos no âmago, queremos dizer-nos tudo ou ouvir tudo de todos na fracção infinitesimal de um segundo.  Só crianças se entregam assim e se partilham assim, numa avidez desmedida, sorte a delas e a nossa, se lhes semelharmos. Pensámos nos aventadores que não estavam. Espreitávamos o que aventavam.

A Maria Celeste esteve connosco. E o que eu nela vi foi grandioso: viagem que fala de si, da Itália ao Amazonas, encanto que pulsa com a vida, com a arte, com o cosmos, com tudo o que Portugal tem de único e admirável. Conversar com a Maria Celeste, abraçá-la, beijar-lhe a fronte muitas vezes, comover-me com ela, rir e pasmar com as descobertas e reflexões dela, recordou-me o quando éramos todos meninos e passávamos certamente toda a tarde a brincar e a interrogar-nos. Às vezes o nosso buraco de adultos é inconfessável, no seu deserto de presenças, e mesmo intransponível, até que a insistência muito além de cordata de alguém nos estende a mão para ressurgirmos à luz. Foi assim comigo. Foi assim, sem dúvida, com a Maria. Mas eu sabia bem ao que ia. Ela, talvez não inteiramente. Esvaiu-se-nos a tarde, fomos felizes mesmo em rebelia contra um tempo impiedoso de tão apressado.

Tanto mais teria eu de pincelar acerca do José João, do seu humor e narrativas; do Fernando, simpatia que incarnou e se fez homem; da neo-aventadora Teresa, espirituosa como poucas; da astuta e bela Carla; da meiga e vivaz Céu; da maternal Noémia; da Lourdes maternal, mulher que eu amo; de todo um grupo sob o deslumbramento das nossas quatro meninas que brincavam por todo o perímetro. Nem faltou um forte abraço à gente boa que tão bem nos acolheu e alimentou. Enfim…

Não, não há palavras!

Quando uma imagem…

…nos deixa sem palavras. Ou um título diz tudo:

Merkel elogia Portugal por cumprimento “excelente” do memorando

Ovos de serpente

Os grandes males começam por vezes com uma pequena afronta, a mancha inicial que, por ser pequena, se perdoa ou ignora, mas há-de alastrar.

Começam por prevenir-nos de que não podemos comer bife todos os dias. Ou que não podemos todos ter acesso aos mesmos tratamentos médicos. São frases que se apresentam como razoáveis, que pretendem apelar ao nosso bom senso e quem as profere garante não pretender ofender os mais pobres e muito menos pôr em causa os direitos dos mais vulneráveis. E de um ponto de vista estritamente racional e abstracto, imaginando que estamos a falar de células numa folha de cálculo, por exemplo, até podemos dar por nós a concordar. É verdade, não se pode comer bife todos os dias. E para quê desperdiçar um tratamento caro em alguém por quem a ciência pouco mais pode fazer? [Read more…]

Egrégios avós

Em 1903 os avós dela mandaram colocar em duas das mais nobres pontes da cidade quatro estátuas de quatro grandes homens: James Cook, Cristovão Colombo, Vasco da Gama, Fernão Magalhães. Quatro gigantes, dois portugueses. Ou três, há quem o jure.
Em 1944 as estátuas de James Cook e Fernão Magalhães foram destruídas em nome de uma Europa que a Alemanha dos pais dela atacava.

Em 1954 na cidade dos quatro grandes homens nasceu Angela Merkel.
Hamburg. Foi por lá que a talvez doce Angelinha terá visto o primeiro português, um tal de Vasco da Gama que as gentes dela respeitavam e quiseram homenagear.
Não, não tinha cara de manso e era bom que a agora Senhora Merkel se lembrasse disso quando pensa nos netos dele.
PS (Conseguir pôr um PS no primeiro post é obra): O “bazert” lá de cima é Teresa aqui em baixo e um dia destes, tenho fé, irei vencer a teimosia do wordpress e conseguir que o Teresa passe lá para cima. Sim, dizem que agora eu também ando por aqui, bota abaixo um copo, bota aqui a assinatura, pronto, já está, não doeu nada, agora que tens a chave da casa desembaraça-te e é se queres. Quis. E, já agora, boa tarde. Se nos vamos voltar a ver convém que seja educadinha)
PS2: Se o post saiu torto e a fotografia de lado a responsabilidade é do jeropiga de ontem que a modos que tolheu a minha vontade de aprender a mexer neste bicho e a vontade deles de me ensinarem.

Beija-me… beija-me… beija-me!


Por Noémia Pinto

Há uns anos largos, muito largos, ainda trabalhava eu no meu primeiro emprego, a empresa entrou em dificuldades económicas. Começaram os salários em atraso, começaram as greves, começaram as interrupções de rua, começaram os discursos dos patrões cheios de promessas, para acalmar os ânimos e para que as pessoas voltassem ao trabalho.
Lembro-me perfeitamente: durante uma dessas pausas para ouvir o patrão falar, uma colega, a Maria Augusta do corte, dizia sempre «beija-me… beija-me… beija-me!» E isto sempre que o patrão abria a boca.
No final do discurso, quando já todos os trabalhadores voltavam aos seus postos de trabalho, perguntei à Maria Augusta por que motivo dizia aquela palavra. A resposta dela deixou-me sem palavras, de sorriso na boca e com uma memória que ainda hoje me assola em momentos de falas enganadoras. Algumas pessoas certamente já saberão, por esta altura, qual a resposta que recebi. Eu nunca a tinha ouvido e fiquei estupefacta com a sua pontaria.
E é isso que hoje me apetece dizer. À Frau Merkel, à sua comitiva de Fraus e Herrs que hoje visitam Portugal, que assim nos espezinham e mostram como nada valemos nesta Europa germanizada. Ao sr. PPC, ao sr. PP, ao sr. Gaspar, ao sr. Relvas, e a todos os outros, que assim se mostram subservientes, lacaios de uma mulher que defende uma ideologia de destruição na qual eu não acredito. Ao sr. Seguro que se limita a falar, mas nada apresenta de positivo. A todos quantos até agora só falam, falam e não dizem nada. Apenas destroem mais este nosso frágil país.
Beija-me… Beija-me… Beija-me!
«É que eu gosto que me beijem quando me estão a foder!»

Leixões já está na frente

do Campeonato Nacional de Voleibol.

Alemanha invade Portugal

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Ainda ontem comemorávamos o fim da primeira guerra mundial, começada pelo Império Alemão, Governado pelo denominado Kaiser Guilherme II da casa de Hohenzollern. Ainda ontem era comemorado o Armistício no Cenotáfio construído em Londres em honra de todos os mortos dessa guerra, milhares deles, onde está enterrado o corpo de um soldado desconhecido que representa os mortos durante essa guerra.
A Alemanha recuperou e passou a uma segunda Guerra, tendo como aliados o Império do Japão e a Itália de Mussolini. Precisavam de espaço para induzir a ideologia nazi de Hitler.
Por causa dos antecedentes, o que esperamos de Ângela Merkel, a Chanceler Alemã? Um armistício, como o comemorado no dia de ontem no Cenotáfio londrino, uma colaboração em investimentos em fábricas e indústrias? Uma publicidade da sua pessoa que entrou na Direção da União Europeia sem convite? Uma renovação do seu mandato? Porque Passos Coelho a visita tanto e o nosso Presidente lhe oferece um almoço? Por conveniência de serviço? Para ultrapassar a imposta austeridade deste desgoverno? [Read more…]

Mal vestida

São muitos e variados os motivos para não gostar de Merkel.

Mas só um é verdadeiramente importante  e foi a sonda Curiosity que a confirmou- é a primeira vez que alguém, pelo menos nos Planetas Terra e Marte, se consegue vestir pior que a Maria Cavaco Silva.

O Aventar é uma casa especializada em altura costura desde sempre. Ou não. Se calhar é só, deixa ver, há precisamente meio minuto – o tempo necessário para escrever as primeiras linhas deste post.

Pelo contrário, em Inglaterra, há muito tempo descobriram o problema da prima Angela- só espero que ela tenha tomado banho nos entretantos.

Sabemos todos que a líder alemã não fica a dever muito à beleza e, claro, isso não nos leva a todos para a rua – estamos de acordo, nem todos seriam bem-vindos. Até por causa do cheiro – já nos chega a amiga Angela.

Mas há uma solução na net. Aliás, na net há solução para quase tudo. Até para encontrar o marido de Maria Cavaco Silva, que insiste em não sair da net. Ninguém me tira da cabeça que o almoço entre ele e a Angela será via Facebook.

Mas, falava eu da solução. Querem arriscar?

Eu, pelo sim, pelo não, não arrisco. Ainda anda por aí alguma sonda enviada por Jupiteriano qualquer e depois temos um problema maior que o nosso défice.

E já nos chega o Gaspar!

Portugal-Itália nos quartos de final

Confirma-se! No Mundial de Futsal, a Itália é a vecchia senhora que se segue: 4ª feira de manhã.

Arquitectura para cães ou o futuro é deles

Niemeyer, 104 anos, o arquitecto brasileiro conhecido sobretudo por traçar Brasília, está doente; os nossos jovens arquitectos emigram; os ateliers dos grandes como Siza Vieira estão a dispensar pessoal e o gabinete pode fechar; e o presidente da Ordem dos Arquitectos afirmou à RR que “A profissão de arquitecto atravessa, tanto quanto há memória, a mais grave crise de sempre, por falta de oportunidades, trabalho e encomendas, o que tem como resultado uma situação de praticamente paragem de grande parte dos ateliers ou dos profissionais envolvidos, sobretudo, na área de projectos, mas também todos aqueles que estão ligados ao sector da construção”.

desemprego na construção civil já atinge 100 mil (dados de Outubro).

Não havendo casas de gente para construir, os arquitectos e designers “de renome”  dedicam-se ao desenho de uma linha de casas de cães

O futuro é dos animais!

O que pensará Niemeyer destes novos clientes e da nova «arquitectura»?

Não me admirava nada que por aí surgisse um novo curso ou nova disciplina nos cursos de Arquitectura.

E para concluir: cães tratados como gente e gente tratada como cães

Um vídeo para Merkel

Mesmo que não se concorde, em absoluto, com o conteúdo do vídeo, tem, no mínimo, um valor documental. No dia em que Merkel visita aquilo que considera uma das suas colónias, o valor é, também, simbólico. Uma iniciativa de Marcelo Rebelo de Sousa, secundada e produzida pelo Rodrigo Moita de Deus, dois perigosos esquerdistas radicais.

Carta aberta a Merkel

A senhora vem aos saldos.

Num mundo que se forma, cada vez mais a dois, a poderosa China e os states talvez sejam dois hemisférios. Será neste enquadramento que a Chancelarina quer, com a sua Alemanha, fazer de equador?

Será que é intenção de sua eminência transferir parte da produção a baixo custo, uma espécie de produção à chinesa para o sul da Europa? Pensará esta gente que o futuro da Europa se faz com Portugal, Espanha, Grécia e Itália como fábricas dos ricos do Norte?

Não me parece grande opção e só entendo o ok dos queques de leite do PSD e do CDS a esta ideia porque estão a ver se conseguem um tachito. A maioria deles nunca trabalhou – passaram por Gaia, fugiram atrás de coisa maior e estão a ver para onde cai.

Para aqui (PORTUGAL) e por aqui (PORTUGAL), não! Obrigado.

Minha cara mulher de verde, qual vegetal insosso, não é bem-vinda a Portugal.

A porta de saída é a serventia da casa e pode ir acompanhada.

 

 

Amén

Continua a haver um conjunto muito diversificado de opiniões sobre a presença da TROIKA por cá:

– o BE e o PC: TROIKA, rua!

– o PS, esta não! Outra talvez…

– PSD está para esta TROIKA como o Cardozo para os Benfiquistas – desde que dê para ganhar…

– CDS que não é carne nem peixe, está com um pé dentro e com as duas mãos fora do Governo.

Para uns, Portugal tem que seguir um caminho de austeridade, vareia o percurso.

Para outros, este é o caminho do sucesso. Também a Dama lhe deu para opinar sobre o Drama Luso. Claro que não é Merkel a mãe do nosso problema – isso é com outra Maria. Agora, há uma coisa que sua excelência não tem razão:

– Esta receita não vai resultar! É um erro continuar a acreditar nisso!

Podemos até concordar no erro das auto-estradas, podemos até concordar que foi um erro Cavaco Silva ter dado dinheiro europeu para abater barcos e acabar com as nossas pescas. Temos ainda toda a paciência para lembrar o que Cavaco Silva fez à agricultura nacional. Há até toda a capacidade de encaixe para ouvir os meninos de leite do CDS e do PSD virem agora falar do regresso à produção nacional.

Mas já não há qualquer tipo de pachorra para nos dizerem que o caminho é este!

Não é!

Vai ser passada a quem?

Mas está tudo tolo?

O Secretário de Estado do Nuno Crato vai passar a informação a quem?

Qual é o objectivo?

Dar bifes aos putos?