Três é singular?
Portugal S.A.
Privatização das bases de dados do estado: a seguir com muita — mas mesmo muita — apreensão.
Mais barata é a tua tia
Anda por aí um conjunto de ignorantes, quase sempre paineleiros com opinião sobre tudo, o que é sinónimo de
ignorância sobre todas essas coisas.
Seguindo as indicações do Primeiro Ministro, Passos Coelho lembrou-se de falar em refundação e anda por aí meio mundo a discutir o vocábulo utilizado. Sim, o outro meio está a ver quem tem mais pontos, o Sporting A ou o Sporting B.
Sobre a Educação apareceu por aí uma coisa, a que alguns chamaram estudo, que vinha, segundo eles, mostrar que o Ensino Privado ficava mais barato que o ensino público. Sendo mentira essa conclusão – pelo menos não é isso que se pode concluir do Relatório do Tribunal de Contas, importa apresentar apenas alguns números, disponíveis para consulta no site do MEC.
E avanço apenas com 2:
– no relatório da região Norte, na página 166 podemos consultar os números sobre os docentes que trabalharam em Vila Nova de Gaia entre 2004/05 e 2010/2011. Reparem na linha que se refere ao Ensino Especial, na linha que se refere ao Ensino Privado. Quantos professores tem?
– as Escolas Públicas, em Vila Nova de Gaia, recebem alunos de áreas muito delicadas, nomeadamente de bairros sociais, de comunidade étnicas, etc. Naturalmente os colégios privados do concelho não têm que receber esses alunos. A pergunta que fica é: são precisos mais professores para trabalhar com os alunos mais complicados ou com aqueles a quem até uma vassoura era capaz de ensinar a tabuada?
A relação alunos / professor no Pré-Escolar de Gaia é, comparando Público / privado, 15,9 / 17,4; no 1º ciclo a relação é 16,7 / 18,6 e no 2º ciclo 8,2 / 15,7. Facilmente se percebe que nas escolas públicas há necessariamente mais (e é assim que se responde às dificuldades da Escola Pública) professores a trabalhar do que nas Escolas Privadas.
Será que os papagaios de serviço estariam disponíveis para fazer uma coisa diferente?
Troca por troca.
As Escolas Públicas mandam x alunos para o Privado e estes, em troca, remetem os mesmos x alunos para as Escolas Públicas.
Justo? Ou demagógico?
Morre um ministro de Salazar
e o presidente da distrital do Porto do PS faz-lhe o elogio.
Francisco Louça
O Francisco Louça foi o líder partidário que conheci mais de perto. É um homem espantoso, com qualidades reconhecidas
por todos. Na visão desta semana podemos ler (ver e ouvir na versão digital) uma entrevista de que assinalo duas notas:
– a dívida não é pagável. Podemos correr e saltar, mas não vai dar para pagar e por isso a receita deste governo é um erro. O que se paga de comissões à TROIKA (FMI, Comissão Europeia, BCE) é semelhante ao que nos roubam em subsídios.
– foi um erro o BE não ter ido à reunião com a TROIKA.
Pois.
Vem tarde o reconhecimento, mas chegou.
Votei no BE, fui aderente do BE, mas deixei de o ser também por causa desse erro. Estive também em completo desacordo com a atitude do BE no momento das moções contra Sócrates, bem como nas Eleições Presidenciais.
No meu caso, este reconhecimento do Louça, vem tarde, mas ainda assim merece o meu aplauso, que, no entanto, retiro pela forma como indicou a Catarina e o João para a liderança do BE- em Democracia não é assim que funciona.
Meio aplauso pela saída e um MEGA obrigado pelo contributo que tem dado à Democracia Portuguesa.
PS não pode dar a mão a estes incompetentes
Percebo que se tente fazer a defesa do Governo e até entendo que se procure atacar a oposição.
José Sócrates e Teixeira dos Santos, bem ou mal, responderam à crise de 2008 com a receita que todo o planeta usou- bem ou mal foi entendimento (recomendação!) da União Europeia recorrer ao investimento público para dinamizar a economia. O que aconteceu depois, bem ou mal, foi julgado pelo povo nas urnas. E goste-se ou não, ficou encerrado um processo – o PS de José Sócrates.
E agora é o tempo de Vítor Gaspar à frente do Governo – para o bem e para o mal. O que lá vai, lá foi! Não concordo com a criminalização da vida política, até porque isso significaria ficar sem Presidente – por falar nisso, alguém sabe quando acabam as férias dele?
Alegam os Boys que o PSD deu a mão ao PS, que agora, com Seguro, foge a sete pés do apoio ao Governo.
Foge e bem porque já se percebeu que a receita do Primeiro-Ministro, Vítor Gaspar, não funciona. E se não funciona, o melhor para o país é deixar esta gente, incompetente, sozinha, com a vergonha dos seus comportamentos. É que o governo já caiu, mas eles ainda não repararam.
Ou se calhar já, porque ninguém os vê junto do povo.
Campeonato do Mundo de Futsal: Portugal – Japão
Depois da vitória contra a Líbia, Portugal entra, agora mesmo, em campo contra o Japão. Nesta fase inicial da competição, Portugal tem ainda mais um jogo contra o Brasil, uma das duas melhores equipas do mundo – a outra é a Espanha. Assim, uma vitória no jogo de jogo significa o apuramento.
Ah! É verdade – o serviço público de televisão está a transmitir o jogo (Canal 2).
Manifesto do Partido Comunista em versão cartoon
O Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels num pequeno filme animado de 8 minutos. O texto é o do próprio Manifesto, a realização pertence ao cineasta independente americano Jesse Drew.
Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 8 – A civilização industrial no século XIX
Unidade 8.1. – O mundo industrializado
Nem Presidente, nem 1º Ministro, mas…
…foi hoje inaugurada em Barcelos uma estátua do Condestável. Nesta altaneira vaga de desgraças que têm assolado o país, convém ir rememorando aquilo que outrora foi um grande símbolo da soberania nacional. Na foto, da direita para a esquerda e com todo o nosso respeito:
Dois generais que esperamos não serem oriundos de qualquer aviário perto de si, três senhores que nunca vimos mais ou menos gordos em parte alguma, uma gatarrona de botas altas “à d’Artagnan” e o sempre pontual descendente de Nuno Álvares Pereira. Bem vistas as coisas, lá esteve o Poder Local, a Igreja, as Forças Armadas, alguns representantes do Terceiro Estado (S. Bento) e a Coroa. O Portugal que desfia um novelo de nove séculos de História. Ao contrário de em certos cincos d’Outubro, o povo esteve presente, tal como por regra acontece, faça sol ou faça chuva. As autoridades e bandeira da “república”, nem por isso. Isto, no dia em que na Marinha Grande aconteceu algo de inesperado.
* Fotos pescadas aqui.
Secretário de Estado critica governo
Este texto do Paulo Guinote mostra-nos João Grancho, mais um dos muitos exemplares que parecem ter coluna vertebral e cérebro até ao momento em que fazem parte de um governo. Em tomando posse, assumem rapidamente a sua condição de invertebrados, capazes de pôr em prática medidas contrárias a pareceres e opiniões que declaravam ter, porque, agora, é preciso actuar em nome de um “caminho definido na política educativa do Governo.”
É natural que um membro da equipa de Nuno Crato tenha essas características, porque lhe fica bem ser parecido com o chefe. Para além disso, também não podemos esquecer de que matéria são feitos os deputados que apoiam este governo.
João Grancho defendia, entre outras coisas, em Abril de 2011, que as turmas não devem ter mais de 20 alunos ou que a estabilidade profissional é importante para os professores, e, em Maio de 2012, declarava que não é aceitável continuar a abusar da contratação de professores, impedidos de entrar para os quadros, apesar de já trabalharem há vários anos. Hoje, está a trabalhar num governo cuja actuação é contrária a tudo aquilo que João Grancho pensava ou dizia pensar.
Quem quer subir uma escada é obrigado a ignorar os degraus inferiores. João Grancho irá longe.
Foto de Cristina Villas-Boas
O trabalhador é essencial
O processo produtivo precisa de uma cadeia de investimentos para colocar um bem no mercado. Frase que precisa de várias definições. A primeira, o que é o processo produtivo. Tenho definido esta atividade como a realizada por um ser humano que sabe transformar um bem primário, dado pela natureza cultivada por ele-ela-eles, em bem manufaturado ou que a enxada ou no processo industrial, processo que precisa de uma fábrica com máquinas para a criação de um valor que é vendido no mercado em troca de dinheiro ou preço da venda do bem estruturado. Preço de venda que remunera o tempo investido na sua criação, o uso da sua força de trabalho e a sua incessante forma de operar para criar o bem como valor que vai ao mercado.
Parabéns Académica
Não, não é a Académica do futebol, mais nova e apenas um organismo autónomo. Nem a de outros desportos. Nem a das secções culturais e organismos. É a Associação Académica de Coimbra toda que hoje faz 125 anos. A maior e mais antiga associação de estudantes, com as suas coisas boas e também seus defeitos, e que foi minha segunda casa tantas anos. Parabéns, pá, estás cada vez mais nova.
Parabéns, Português, pela sua conta poupança BPN
Quatro anos depois – foi a 2 de Novembro de 2008, 5.3 mil milhões de euros foram enterrados no BPN. Destes, 2.7 mil milhões, dizem, saíram de impostos. Dos subsídios de férias que você não recebeu, do IVA a mais que pagou, da pensão que não não entrou na sua conta, do IRS que lhe bateu à porta, do … Constituem a sua conta poupança BPN que não pediu e na qual nunca tocará.
Há erros e incúria. Nacionalizar um problema sem saber ao que se ia nunca estará entre os primeiros. Tamanha impune irresponsabilidade tem no entanto rostos. Há que não os esquecer.

Leituras: [Read more…]
Um professor de espantos
Tenho andado a descobrir o escritor e professor brasileiro Rubem Alves aos poucos. Com quase 80 anos só pode ter muito que ensinar. Hoje conheci a sua posição relativamente à missão ou ao papel do professor. Ele diz coisas simples como estas:
há muito tempo que procuro propor o novo tipo de professor. É um professor que não ensina nada, não é professor de matemática, não é professor de História, de geografia…É um professor de espantos.
O objectivo da educação não é ensinar coisas, porque elas já estão na internet, estão por todos os lugares, estão nos livros. É ensinar a pensar. Criar na criança essa curiosidade. (…) criar a alegria de pensar. (…) a relação com a leitura é uma relação amorosa. (…) Quando o professor manda, já estragou. (…) Não mandando ler, mas lendo.
A missão do professor não é dar as respostas prontas. (…) é provocar a inteligência, provocar o espanto, provocar a curiosidade.”
Dar o exemplo.
Nesse tempo ainda não havia correio electrónico
António José Seguro respondeu hoje à carta do primeiro-ministro, mas só a revela depois de ele a ler.
Uma esmolinha para o magistrado, faxavor!
Paula Teixeira da Cruz terá afirmado que não se deve retirar aos magistrados o direito a andar gratuitamente de transportes públicos, porque isso obrigaria o Estado a pagar ajudas de custo para as deslocações de serviço.
Arrisco-me a ser confundido com o portuguesinho que critiquei há pouco tempo, mas seria interessante investigar quantos e quais são os trabalhadores que pagam, do seu bolso, o transporte que os leva ao local de trabalho. [Read more…]
Portugal, colónia do FMI

Quando nas eleições legislativas de 5 de junho de 2011, cerca de 42 por cento dos eleitores se abstiveram e a esmagadora maioria dos restantes 58 por cento deram o seu voto aos partidos que assinaram o memorando da Troika, [Read more…]
Percebem por que razão o desemprego baixou?
Os negócios do Policarpo
Policarpo diz que só há uma saída para a crise. Não explica porquê: talvez lhe tenha sido revelado pela “única pomba feia do mundo / Porque não era do mundo nem era pomba“.
A solução para a crise feita dogma de fé, e o “valha-nos nossa senhora” que a alternativa é a revolução, é cantiga milenar; já o Cerejeira assobiava assim e antes dele tantos outros. Fiel ao poder que lhe beija a mão, e dela se vale, a ICAR esquece que a sua influência já viu melhores dias mas afadiga-se na defesa dos seus interesses: [Read more…]
Os cortes no pré-escolar e as consequências para o seu filho
Sabia que 150 crianças podem passar parte do dia apenas com a supervisão de dois adultos?
Rentabilizar recursos significou desde logo que deixasse de existir 1 (uma) Assistente Operacional (auxiliar de educação) por cada grupo de Jardim.
Os infantários já começaram a ser refundados. Porque pior é sempre possível, o impossível vem já a seguir.
Velhos são os trapos
Que projeto este, da Companhia Maior! Admirável. Vale a pena conhecer (encontra excertos de peças no youtube). Uma companhia de teatro formada por atores séniores (com mais de 60 anos), «depois de uma vida plena».
A Companhia Maior tem dois anos de idade e residência no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa. Depois de A Bela Adormecida, de Tiago Rodrigues, e de Maior da coreógrafa Clara Andermatt, os actores e as actrizes deste grupo ensaiam agora Iluminações, que se estreia amanhã no Pequeno Auditório do CCB e continua em cena nos dias 4, 5 e 6 de Novembro.
Com a encenadora Mónica Calle, 46 anos e também participante neste espectáculo Iluminações, os intérpretes da Companhia Maior pensam e falam da mortalidade. “E porventura vão mais longe do que alguma vez pensaram ir, despindo-se em palco num gesto que é também metáfora dessa ideia cara a Calle de o intérprete se revelar a si mesmo — e ao outro — inteiro verdadeiro”.
Quem puder, vá ver! Parece que farão digressão nacional, neste que é o Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre as Gerações.
Parabéns a todos estes actores e a todos os que estão na génese deste projecto maravilhoso e deveras inspirador para todos.
Carta aberta a Jorge Sampaio
Francisco Camacho | EIRA
Exmo. Sr. Presidente
Dr. Jorge Sampaio
Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães
Endereço-lhe esta carta perante a insustentabilidade a curto prazo da estrutura de produção e criação artística EIRA, de que sou director artístico e fundador, provocada pelo incumprimento das obrigações contratuais no âmbito da programação de Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura
A EIRA foi contratada para a co-produção e apresentação do espectáculo “Andiamo!”, tendo cumprido escrupulosamente o acordado e assegurado a estreia na Fábrica Asa no dia 15 de Setembro. Fê-lo na ausência do pagamento de qualquer uma das prestações estipuladas no contrato, datado de 21 de Março, devendo a primeira prestação ter sido paga aquando da sua assinatura. A primeira parcela de 20% do montante total foi paga só a 10 de Outubro e mais nenhum pagamento se lhe seguiu.
Ao longo destes meses, foram assegurados pagamentos de colaboradores e fornecedores assim como a aquisição de bens e serviços indispensáveis à concretização do espectáculo, através de fundos próprios. Recorremos, entretanto, a crédito bancário, o que nos forçou aos encargos adicionais com juros. Na ausência de qualquer resultado perante as tentativas quase diárias de cobrança da dívida ou tão só de garantir um prazo para a saldar, encontro-me eu, e a EIRA, numa situação impossível.
Nunca, ao longo de quase duas décadas de existência da EIRA, nos vimos confrontados com uma situação de gravidade tal que ameaçasse a nossa existência. [Read more…]
Acordo ortográfico e a tradução para português
No Público do passado dia 28, foi publicado um texto de Paula Blank sobre os problemas causados pelo chamado acordo ortográfico (AO90) no âmbito da tradução e revisão de textos em inglês sobre equipamento médico. Podem ler aqui.
Note-se que o texto de Paula Blank não trata propriamente das questões ortográficas, debruçando-se, antes, sobre as diferenças terminológicas e sintácticas que separam o português do Brasil do de Portugal. Essas diferenças fazem com que um técnico português tenha graves dificuldades de compreensão, quando consulta uma tradução feita por um brasileiro. Depreende-se, aliás, que um técnico brasileiro sinta as mesmas dificuldades, se for confrontado com uma tradução portuguesa. [Read more…]
Daens
Narra a história do Padre belga Adolf Daens(Jan Decleir), um pioneiro na luta pelos direitos dos trabalhadores em seu país nos finais do séc. XIX. Nessa época, as tecelagens do norte da Bélgica decidiram substituir os operários por mulheres e crianças, a quem pagavam salários menores. Conseguiam, assim, manter preços que permitiam enfrentar a concorrência da indústria inglesa. Essa era a situação, por exemplo, na cidade de Aalst, para onde vai o padre Daens. Impressionado pela miséria que presencia, o religioso lidera um movimento de protesto.
Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 8 – A civilização industrial no século XIX
Unidade 8.1. – O mundo industrializado














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