Podem sempre pedir um parecer à Sérvulo & associados

Supremo confirma que nota de cobrança de IMI não cumpre a lei

Ética cristã-liberal

Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida clarifica posição sobre a eutanásia: são contra quando é a pedido do doente, mas são a favor quando é a pedido da troika.

Roubado no Facebook ao Luís Branco

Um cafezinho, por favor!

«Um cafezinho, por favor!» – disse o homem que entrou apressado no estabelecimento onde costumo beber o meu, antes de começar o meu dia de trabalho. Uma rotina imprescindível!

Não nos limitem, nem inventem um imposto sobre este vício que, afinal, está provado, faz bem à saúde.

Não se acanhe – beba mais café“, aconselha um especialista na prevenção de cancro. “Bem, acorde e cheire o café: «É extraordinário»”, assevera um especialista hepático. «O café é de facto um medicamento milagroso que salva vidas.» Apesar de se considerar ser ainda um «mistério cientifico» o efeito no organismo de uma simples chávena de café, estudos epidemiológicos alargados demonstram repetidamente os seus espantosos benefícios.

O cafezinho é ainda pretexto para o encontro, para «pôr a conversa em dia», para um encontro com alguém que ainda não se conhece pessoalmente, para fazer um intervalo no trabalho que não rende, é um acompanhador óptimo quando se lê um livro ou o jornal, ou se escreve aqui para o Aventar! Etc., etc. 

Um cafezinho é um pequeno prazer que ainda nos podemos dar ao luxo de ter! É um mimo!

O «etc.» é para si, leitor. Continue a lista!

Dia Internacional da Blasfémia – 30 de Setembro

(por Amadeu)

«A religião de uma época é o entretenimento literário da época seguinte.»

Ralph Waldo Emerson

No dia 30 de Setembro todos somos encorajados a exprimir abertamente o criticismo ou mesmo o desdém para com qualquer religião. Assinala-se assim o dia em que foram publicados no jornal dinamarquês Jyllands-Posten, em 2005, as caricaturas sobre Maomé de que resultaram uma enorme polémica, distúrbios e tumultos em que morreram 137 pessoas.  Pode-se pensar que cá na Europa há tolerância para estas coisas, mas analise-se em maior detalhe o que se passa. Existem ainda leis anti blasfémia na Áustria, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Itália, Holanda e Islândia.  Existem também leis contra os “insultos religiosos” 21 países Europeus.
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Será que o Iberismo resolvia a nossa crise comum?

Igreja Portuguesa eleita melhor recanto de Espanha?

Ou será uma estratégia para trocar a Catalunha por Portugal?

Senhor Primeiro Ministro, até quando?

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Esta questão não é apenas minha! É a do povo de Portugal! Parte de esse povo confiou em si e votou em si e na sua coligação. O PSD e o CDS-PP, têm a fama de ser pessoas cristãs, católicas romanas. Em contrário, tenho a fama de ser cientista, sem provas, em nada acredito. Nunca me conheceu, nunca nos temos visto, graças a sua Divindade. Se o Senhor o um dos seus secretários, e tem muitos, todos pagos pela fazenda pública, como deve ser para quem governa, for ao motor de pesquisa Google, e escreve-se Raúl Iturra, grandes surpresas ia encontrar. O povo confiou em si e nas suas dádivas de homem cristão, católico e romano, como o seu colega na coligação que nos governa. [Read more…]

Portugal: Da União Ibérica à Restauração

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 6 – Portugal no contexto europeu dos séculos XVII e XVIII
Unidade 6.1. – O Império Português e a concorrência internacional

Fotógrafos portugueses

André Boto (Facebook; site). [Aceitam-se sugestões]

O estranho caso da rainha de inglaterra

Num toque de finados, Pinto Monteiro foi à RTP lançar mais umas larachas. O homem que há-de ficar conhecido por ter andado de tesoura na mão a recortar partes das transcrições de escutas onde José Sócrates era citado vem dizer que a polícia efectua escutas ilegais. Depois acrescentou que tem essa convicção. Há ou não há? Tem provas ou não tem? Fez alguma coisa quanto a isso ou não?

Esta inenarrável personagem aproveitou ainda para descartar água do capote quanto às incoerências que marcaram o seu mandato. Não deixa saudades este “último beirão honesto“.

Só posso achar bem

RTP1 reduz Telejornal para 45 minutos. O formato que tem sido emitido pelas televisões já há muito que deixou de ser noticiário para ser telenovela noticiosa.

As fundações e a cobardia do governo

A longa e polémica história da Fundação do PSD-Madeira que o Governo não extinguiu

A escola mortuária

A transformação de uma antiga escola primária em capela mortuária é o retrato de Portugal, pintado pela própria realidade, com o contributo inestimável de todos os artistas que têm passado pela política portuguesa.

Nuno Crato, na sua qualidade de coveiro, deverá rejubilar com esta confirmação de que, nas escolas, há professores a mais e agentes funerários a menos. Para além disso, com tantos mortos nas salas de aulas, será possível aumentar ainda mais o número de alunos por turma, porque é da natureza do cadáver ser sossegado. Esperemos, ainda assim, que não se caia no facilitismo humorístico de chamar ignorantes aos defuntos, por não terem levantado o braço no afã de responder a uma pergunta simples. [Read more…]

ocupam o passeio

O passeio é estreito. A mulher desce a rua com as crianças, três meninas. As crianças chalreiam, riem alto. A mulher não diz nada, tem os olhos postos nalgum ponto distante, no fim da rua. A mulher vai cansada. As crianças e a mulher ocupam o passeio todo. A rua é antiga, o passeio é estreito. A mulher e as três crianças são negras e ocupam o passeio.

O homem está parado à porta da mercearia. Tem à mão apoiada na parede e fala lá para dentro, para um merceeiro oculto nas sombras da mercearia antiga. Na outra mão leva um saco de plástico com uma lata de salsichas. O homem vira-se no pior momento e embate na mulher. A mulher espanta-se porque vai a pensar noutra coisa. O homem enfurece-se.

– Então, é assim?!

A mulher não diz nada, sustém-lhe o olhar. Ele repete, agora mais alto:

– É assim?! [Read more…]

Portugal, daqui a uns meses

Greve Geral em Atenas, em imagens.

A OCDE põe a nu afirmações falsas do ministro

Santana Castilho *

A OCDE publicou o seu habitual relatório “Education at a Glance”, com o qual pretende influenciar as políticas seguidas pelos países membros, em obediência aos dogmas da economia de livre mercado. Se é certo que a educação não pode ignorar as realidades económicas, não menos certo é que a sua missão primeira é desenvolver pessoas, que não mercados. Eis a razão por que olho com reserva o que a OCDE conclui sobre os sistemas educativos. Porém, é de estudos da OCDE, adulterados ou parcialmente lidos, que os detractores dos professores e da escola pública se socorrem muitas vezes para envenenar a opinião pública. Por isso, faz sentido trazer a público alguns dados que desmentem as últimas atoardas propaladas. [Read more…]

Liga mundial sob o signo da chuva

Armindo de Vasconcelos

A Liga Mundial começou sob o signo da chuva, mas a qualidade do piso sintético, que faz do complexo desportivo de Lousada um dos mais apetecíveis a nível internacional, permitiu que se disputasse ainda o primeiro jogo da primeira jornada, no qual Gibraltar venceu Marrocos por 1-0, num desafio sem grandes motivos de interesse e em que os gibraltinos dominaram quase sempre. Ficou, aliás, patente a diferença de ritmo entre ambas as selecções: Gibraltar, com mais contacto internacional, ao ataque desde o início; Marrocos, acantonado no seu meio-campo e lançando tímidos contra-ataques.

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Já o sentimos na pele, Sr. PM

Um português ou uma portuguesa dorme agora menos horas, mas estraga mais o colchão de tantas voltas que dá na cama. O sono não chega, não obstante o cansaço de mais horas de trabalho (para ganhar menos). É a ansiedade, a pressão, o stress, a insegurança, o futuro dos filhos, o futuro dos filhos, o futuro dos filhos.

Ontem tive mais três motivos que me tiraram o sono: o restaurante onde costumo almoçar (cada vez menos) está a trespassar (depois de reduzir o preço da diária há cerca de um ano); o testemunho na primeira pessoa de uma mulher com dois filhos que se vê desempregada; e o pedido de uma aluna na casa dos vinte («Professora, se souber de algum trabalho…»).

É a crise e o desemprego a tocar-nos na pele. Sentimos os seus cheiros.

Recordo, a este propósito, as palavras do jurista Paulo Marcelo (Económico, 29/5): “O desemprego está a tornar-se um lugar-comum; que o digam as mais de 819 mil pessoas que não encontram trabalho. O desemprego espalha-se como um cancro, atingindo 14,9% da população activa). Este valor foi ultrapassado no espaço de apenas 4 meses, estando a passos largos dos 16%, sendo Portugal o terceiro país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) onde o desemprego mais cresceu desde julho de 2011.

Como prevenir esta doença? Não há ninguém imune.

Mas temos que seguir em frente. Levar com a nossa vida adiante!

(Dn online )

Batalha de Alcácer-Quibir

A presente unidade inicia-se com as dificuldades do Império Português do Oriente. Para além da concorrência internacional, diversas causas internas contribuem para essa crise. Uma delas é a crise política em que o país se vê mergulhado após o desaparecimento de D. Sebastião na Batalha de Alcácer-Quibir. Dois anos depois, em 1580, Portugal perdia a independência. Este excerto de Non ou a Vã Glória de Mandar, de Manoel de Oliveira, retrata essa batalha.
Quanto ao filme completo, pode ser visto em post anterior desta rubrica.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 6 – Portugal no contexto europeu dos séculos XVII e XVIII
Unidade 6.1. – O Império Português e a concorrência internacional

A fantochada

As fundações católicas nem sequer foram recenseadas. Deus é grande e o governo o seu profeta.

474 mortes civis desde 2004

incluindo 176 crianças, apenas 2% de baixas entre lideres militares de topo. É este o resultado da utilização de drones pelos EUA. E, claro, os ataques são ilegais… (em inglês)

Agora, passado este tempo todo?

PJ efectua buscas nas casas de Mário Lino, Paulo Campos e António Mendonça
Devem encontrar grande coisa! Novamente se comprova que meter a Justiça a funcionar deve ser o maior desígnio nacional.

O pénis ou a vida?

Os eunucos vivem mais do que os homens não castrados

Fazer mal, especialidade governativa

Finalmente, o governo tornou pública a lista de fundações a abater. É de salutar o fim dos apoios a essa enormidade chamada Fundação para as Comunicações Móveis. Mas é pouco. Muito pouco.

Fundações que não terão qualquer corte: (…) Belmiro de Azevedo, BIAL (…), Fundação Social Democrata da Madeira. Com 30% de corte: Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, Fundação Mário Soares, Fundação Inês de Castro (…). A extinguir: Fundação Paula Rêgo (…).


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6000 manifestantes em Madrid, diz o governo

Por isso 1400 polícias devem chegar.

Foto do El Pais.

Mais um motivo para apoiar a independência da Catalunha

Pode ser que a Madeira siga o exemplo.

61 mil euros em ajuste directo por uma causa perdida

A história conta-se em poucas palavras.

De acordo com as Leis existentes quando termina o contrato de trabalho de alguém, há o direito a uma indemnização, a compensação por caducidade.

No caso dos Professores, a FENPROF tem liderado os processos que pela via judicial têm permitido vitórias umas atrás das outras  – 48 até hoje. No entanto o MEC insiste em não pagar.

Há uma posição da Procuradoria Geral da República, do Provedor de Justiça e outros se seguirão.

Mas, apesar desta realidade, o MEC foi pagar sessenta e um mil euros por ajuste directo a uma sociedade de advogados para que esta elaborasse um parecer sobre o assunto, procurando justificar o não pagamento: as provas estão no site da FENPROF e quem recebeu, de acordo com o referido documento, o dinheiro foi a Sérvulo e Associados – Sociedade de advogados, R.L..

Ou seja, nos tribunais o MEC perdeu 48 processos, mas mesmo assim Nuno Crato foi dar 61 mil euros à Sérvulo e Associados – Sociedade de advogados, R.L.,

Comentários?

– Chegaram vários. Este tem a sua importância.

Não pagarás a dívida dos outros até porque nem terás dinheiro para isso

José Vítor Malheiros enumera hoje as perguntas óbvias:

Devemos dinheiro a quem? E quanto? Quem o pediu e para quê? Onde está a lista das dívidas? Quem a certifica? Quem a auditou?

Blasfémia. Horror. Leva com um chorrilho de banalidades neoliberais que tem o seu clímax nisto:

 Aquilo que se chamava ataques especulativos eram tão somente investidores a deixar de comprar dívida portuguesa e outros receosos a aceitarem apenas juros mais altos.

Nestas cabecinhas delirantes não existe nenhuma coincidência no facto de o “receio” concertado exigir juros especulativos, de o fazerem simultaneamente em vários países, e fingem que 2008/09 nunca existiu em Wall Street. Foi só o défice, esse mantra ritual dos dividocratas. Calhou, foi uma coincidência, porque tinha de suceder, como se dever dinheiro não fosse na história dos estados tão natural como sempre foi. [Read more…]

Aguiar Branco faz variação sobre a cigarra de Macedo

E as formigas são as forças armadas.

O Nariz Vermelho

Os nossos doutoresJá lá vão 10 anos…

Parabéns Operação Nariz Vermelho!

Hoje, no Jornal de Notícias, Beatriz Quintella fala deste projeto que deu à luz e que teve como ponto de partida um artigo que leu em 1993 sobre o trabalho dos Doutores Palhaços que visitavam crianças hospitalizadas nos Estados Unidos.

Já foram muitos sorrisos, muitas crianças que, por instantes, esqueceram a dor e o medo. O trabalho destes doutores palhaços é fundamental, mesmo que demore a chegar aquele sorriso no menino calado, de ar carrancudo e que se coloca sozinho a um canto. (Pode apoiar este projeto aqui).

Penso também nos outros meninos e meninas que, não estando doentes, já sofrem que chegue. Possamos nós, gente comum, dar-lhes um pouco de alegria, tornar-lhes a vida um pouco mais fácil. No nosso dia-a-dia, no nosso trabalho…

Às vezes passa-me pela cabeça, mas não concretizo, tenho vergonha, poderão pensar que endoideci de vez: «e porque não trazer um nariz vermelho no bolso e colocá-lo no momento certo para aquele aluno que não há maneira de sorrir?». « – Não é Carnaval…».

O riso falta também na sala de aula…

A cultura também se exporta

Em meados de Julho passado, foi levada a cena na Casa do Vinhal, em Vila Nova de Famalicão, uma peça de teatro dedicada a José de Azevedo e Menezes, ilustre famalicense cuja vida e obra tive oportunidade de estudar para redigir a dramaturgia.

A peça foi representada pelo grupo de teatro “O Andaime” que é composto por jovens estudantes e dirigido por Fernando Silvestre (direcção, encenação e voz-off), com música duma orquestra da “Arteduca” dirigida por Gil Teixeira,  tendo a produção, no âmbito do projecto “Viver Famalicão”, ficado a cargo da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, entidade promotora da iniciativa que, espera-se, irá repetir por outras ilustres casas famalicenses. É, também, por todos os envolvidos, um belo exemplo do que se pode fazer com amor e paixão à arte.

Ora, da peça de teatro, faz parte uma curta-metragem com os personagens José de Azevedo e Menezes, Vicente Pinheiro (da Casa de Pindela) e Bernardino Machado, cuja acção decorre durante as suas juventudes (1868). Foi realizada por Paulo Lima, que este ano foi estudar cinema para Barcelona e cujos trabalhos, como aquele de ora falo e outros (que aqui voltarei para falar), demonstram já o quanto promete. Aqui está ela: