Kissy chamava ternurentamente o pai Henry a seu filho Peter

Foi em 69, sim, que um dos mais emblemáticos filmes da geração “hippie” estreou. “Easy Rider”, foi realizado por Dennis Hopper, tendo como protagonistas o próprio, Peter Fonda e Jack Nicholson.
O filme trata de 2 motociclistas, um vestido à americano motoqueiro e outro com vestimentas de nativos norte-americanos, que viajam juntos pelo Sul e pelo Sudoeste americano em busca da liberdade, liberdade representada pelo uso de estupefacientes e vida comunal, em contraponto à ideia de família ideal (patriarcal, claro, defendida pelos evangélicos e católicos. Sem ser um filme de qualidade de monta, a verdade é que se tornou em ícone de “contra-cultura”, abrindo as portas de Hollywood para uma nova geração que pretendia, iludida ou não, experimentar outro estilo de vida, livre de conceitos e preconceitos raciais e religiosos em forte tensão à época nos Estados Unidos.

Ah, sim, não era sobre o filme que pretendia falar, mas do facto do pai tratar carinhosamente o filho Peter por Kissy, Kissy Fonda.

Porque me lembrei disto? Porque em mim se aflorou [Read more…]

Apanhámos um Oligarca Russo do RSI

Somos os maiores, carago!

José Crespo de Carvalho, os refugiados ucranianos e o futuro do mercado laboral português

José Crespo de Carvalho, professor no ISCTE e cronista no Observador, brindou-nos a todos com uma bela dissertação sobre as vantagens económicas de receber refugiados ucranianos. Há quem o tenha acusado de promover a exploração, da forma mais desumana possível, cavalgando o drama dos refugiados para promover a ideia de que os portugueses são mandriões que não querem trabalhar. Más línguas, seguramente. Más línguas de subsídio-dependentes que não querem trabalhar.

No artigo “Ucranianos em Portugal e o mercado de trabalho”, José Crespo de Carvalho deixa bem clara a sua posição no destaque do artigo, que podem ver em cima. Ideias chave:

[Read more…]

Que se foda Putin e que se fodam os controleiros

Fruto do brutal policiamento da linguagem em curso, que atingiu proporções inimagináveis (e estupidificantes) desde o início da invasão da Ucrânia, vivemos hoje dias orwellianos, caracterizados por sucessivos fatwas dos jihadistas que garantem o cumprimento da nova sharia, que ordena que toda e qualquer análise dos acontecimentos que não esteja alinhada com a narrativa dominante e com os cânones do políticamente correcto deve ser chicoteada, torturada e abatida.

Ultimamente, tenho escrito amplamente sobre a situação na Ucrânia, de várias perspectivas, nas várias redes que utilizo. Neste meu cantinho no Aventar, onde me dedico a analisar os factos, na minha perspectiva e com as minhas limitações, recorrendo a factos, condicionais contrafactuais e outros aspectos relacionados com o que se passa de facto na Ucrânia, tenho sido acusado, amiúde, de estar alinhado com a propaganda de Vladimir Putin. A essas pessoas, com muita franqueza e com todo o respeito que me merecem, queria dizer-lhes o seguinte:

  • Ide-vos foder.
[Read more…]

Os cúmplices europeus de Vladimir Putin

Noticiou ontem o Público que França, Alemanha, Itália, República Checa, Eslováquia, Espanha, Croácia, Finlândia, Áustria e Bulgária venderam armamento e equipamento militar à Federação Russa nos últimos oito anos, após a invasão e anexação da Crimeia. Fun fact: a UE decretou um embargo de venda de armas e similares ao regime de Putin, em Junho de 2014. Não faz mal. Acena e sorri. Se questionares estás a fazer propaganda pró-Putin.

No texto do implacável embargo da intransigente União podemos ler o seguinte: é proibida a venda, fornecimento, transferência ou exportação directa ou indirecta de armas e material conexo de todos os tipos, incluindo armas e munições, veículos e equipamento militar, equipamento paramilitar e respectivas peças sobressalentes, para a Rússia por nacionais dos Estados-membros ou a partir dos territórios dos Estados-membros ou utilizando navios ou aviões que usem a sua bandeira, quer sejam ou não originários dos seus territórios”. E então, que fazer? Simples: arranja-se uma lacuna na lei – tantos advogados em part-time nos Parlamentos europeus têm que servir para alguma coisa – e decreta-se um regime excepcional de coiso. Sim, de coiso. Mas podemos chamar-lhe filhadaputice, se preferirem.

[Read more…]

O combate também está nas nossas mãos

Whataboutismos e Falácias

Whataboutism (também chamado de whataboutery) é uma variante da falácia formal tu quoque em que se tenta desacreditar a posição do argumentador ao acusá-lo de hipocrisia sem refutar seu argumento… A falácia consiste de utilizar uma situação ou prática muito próxima ao que se é criticado utilizando-se de estruturas do tipo: “E aquilo…”, “E sobre…”, “E o(a)…” ou “E o que dizer, então…”. Geralmente, a utilização dessa falácia é feito para relativizar moralmente um evento ou situação utilizando-se de outro.

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Whataboutism

[Read more…]

Nada mais a acrescentar…

Pelo meio de muitas justificações para os ataques russos a prédios de habitação, hospitais, maternidades, um teatro cheio de civis e até a gente na fila para comprar pão, Carlos Branco conclui: “Nós não estamos ainda numa situação de ataque deliberado e sistemático aos civis”

Óptima ideia!

E se a UE criasse uma unidade para descobrir património de oligarcas? Piketty lança a proposta.

Costa, Santos Silva e o governo em geral é que não devem achar nada bom. Desde que o money cá chegue, eles raladinhos de onde vem…

Entretanto em Cuba…

Em Julho do ano passado (11 e 12) na cidade de Habana muitos cubanos manifestaram-se a exigir democracia, liberdade. Muitos foram espancados e outros foram mesmo presos. Ontem, o Supremo Tribunal de Cuba anunciou as sentenças: 31 manifestantes pela liberdade foram condenados a penas de prisão entre os 20 e os 30 anos. Outros 25 foram condenados a penas de prisão entre os 15 e os 19 anos. Já 48 manifestantes pela democracia apanharam penas de prisão entre os 10 e os 14 anos. Só um dos manifestantes presos foi absolvido. Em Cuba.

Sobre as manifestações pela liberdade e pela democracia levada a cabo pelos cubanos em Julho de 2021, o PCP reagiu com uma nota à imprensa onde, para além de outros “potantoto” dizia o seguinte:

O Partido Comunista Português expressa a sua solidariedade com Cuba, o Governo e o povo cubanos que, enfrentando uma situação exigente e complexa inseparável da intensificação da acção de ingerência e de agressão do imperialismo, se empenha de forma determinada no combate à epidemia, na defesa da sua soberania e independência e dos seus legítimos direitos, incluindo ao desenvolvimento.

Realmente, o PCP é como o algodão….

 

 

 

 

Acordos, rendições, História e vida

Há uns anos, Xanana Gusmão foi preso e apareceu na televisão a fazer declarações conciliatórias, depois de ter sido sujeito a um interrogatório “intenso”, nas palavras das autoridades indonésias. Nesse momento, eu integrava num grupo de corajosos lutadores que bebiam bravamente umas cervejas. Havia, até, alguns guerrilheiros mais afoitos que tinham chegado ao ponto de pedir umas tostas mistas. Penso que é fácil imaginar o ambiente pesadíssimo que se vivia naquela trincheira – a vida em combate é dura, meus amigos!

Um dos convivas, enquanto engolia um trago de cerveja, olhou para a televisão e sentenciou, em tom de desprezo, a propósito de Xanana: “Este gajo é um palhaço!” Como é que era possível, alguém, muito provavelmente torturado, trair daquela maneira soez os ideais da justa guerrilha que tinha comandado durante anos? Realmente, não era admissível! Fraco!

Ainda esperei uns segundos, cerrei os olhos em busca de alguma ironia. O valente bebedor estava a falar a sério. Do fundo do meu sossego burguês, sentado em cima de um privilégio que não o deveria ser, limitei-me a dizer que era muito fácil enfrentar exércitos e prisões ali onde estávamos e querer dar lições a um homem que teria sido sujeito sabe-se lá a quê. O meu interlocutor não gostou. Não éramos íntimos e assim continuámos, ninguém perdeu nada com isso. [Read more…]

Os novos “Yuri Petrovich Vlasov”

I love the Russian people. That is why I have to tell you the truth. Please watch and share. AQUI

Espiões já estarão a estudar como assassinar Putin

Espiões já estarão a estudar como assassinar Putin — mas o golpe pode vir do Kremlin.
Guardai segredo, por favor, para não chegar ao ouvidos dele!

O suicídio da extrema-esquerda ou quando o “verniz” é de má qualidade…

Lembram-se daqueles princípios que a extrema-esquerda gritava histérica como se fossem a única razão de vida que eles tinham, género a “auto-determinação” dos povos, a “não-ingerência” das potências, o respeito pelas “deliberações populares”, etc. Pois, já naquela altura soava a falso. Obviamente não os princípios que esses são inatacáveis, mas a forma como eram freneticamente apregoados. O evidente tom “falsete” indiciava o pior. E agora, caíu a máscara. Nunca, mas mesmo nunca aqueles princípios significaram o que quer que fosse para a extrema-esquerda. Eram apenas argumentos vazios (para eles) que usavam quando lhes dava jeito.

[Read more…]

Putin e a nazificação

Putin não está, como afirma, a desnazificar a Ucrânia, sendo que o resultado da ocupação será precisamente o contrário. Até à guerra a Ucrânia era um país dividido e os nazis estavam longe de representar a maioria dos ucranianos. Depois da guerra, aquilo que antes eram franjas nacionalistas vão ter tendência a ganhar preponderância, sendo que as expressões mais radicais desse nacionalismo vão estar em melhor posição do que estavam, vão ter heróis nacionais, honras de Estado e protagonismo internacional. De resto, Putin nunca teve problemas em acarinhar e financiar fascistas, de Trump a Salvini, de Le Pen a Bolsorano, de Orban a Netanyahu, sem falar sequer da sua acção no plano interno onde em demasiadas esferas da governação pouco se distingue daqueles que agora diz combater. Putin é um anti-comunista primário, um capitalista ferrenho e sabe que são esses terrenos que está a lavrar na Ucrânia.

Putin anuncia auto-purificação na Rússia

Putin, em discurso transmitido pela televisão, acusa os russos que são contra a invasão da Ucrânia de “traidores” e de serem uma “quinta coluna” que pretende a “destruição da Rússia”.
Anuncia, então, que será necessário uma “auto purificação” da sociedade para fortalecer o país.
Sabemos o que isto quer dizer num regime ditatorial como o que ele administra na Rússia: perseguição, detenção, prisão sem julgamento, envio para campos de concentração e morte, de quem se manifestar contra a invasão da Ucrânia.

Cite-se do “Nation World“:
«Russians “will always be able to distinguish true patriots from scum and traitors and will simply spit them out like a gnat that accidentally flew into their mouths,” he said. “I am convinced that such a natural and necessary self-purification of society will only strengthen our country.”»
É esta besta que [Read more…]

Vladimir Putin, Isabel II e o Holodomor

– Sim, Vlad. Nós também fizemos um Holodomor na Índia, vários até, mas aquilo era tudo sub-gente, muito escurinha, e ninguém quis saber. Para a próxima, em vez da Ucrânia, invade, sei lá, o Bangladesh!

(baseado em factos verídicos)

Ide vós negociar com Putin

(Home of activist Olga Misik)

Putin speaks of cleaning the nation from traitors and of course there are list of potential first victims. Their apartments are already marked. Never again what?

Vladimir Putin: “Russian people will always be able to distinguish true patriots from traitors and just spit them out like a fly that accidentally flew into their mouth. Such a natural and necessary self-purification of the society will only strengthen our country.

Não se negoceia com criminosos de guerra. Não se negoceia com quem mata. Não se conversa com quem faz ao seu povo e ao povo da Ucrânia o que este tirano está a fazer. Podem ir vocês e levem convosco a tropa do “mas”. Putin bom é um Putin com um tiro na cabeça. Tal como Hitler.

A culpa é dos generais

Ao que tudo indica, ter-se-á decretado que alguns generais portugueses são emissários de Vladimir Putin. Confesso que não li e ouvi tudo o que escreveram e disseram, mas, como em tudo na vida, já li e ouvi tiros certeiros e auto-chumbo grosso no pé destes nossos generais-comentadores, que integram o exército de analistas da cobertura orwelliana da invasão da Ucrânia. 

Contudo, noto que acontece com eles o mesmo que tem acontecido com alguns analistas provenientes da academia, quando optam pelo comentário objectivo, focado na análise concreta dos factos, e não em perspectivas político-partidárias, guerras ideológicas ou manipulações emocionais. E isto é particularmente arriscado, ou não estivesse o ambiente altamente propício ao simplismo e a abordagens maniqueistas. O novo politicamente correcto impera, mais ainda que o próprio Putin, e quem ousa fazer uma análise que tenha em conta a sequência de acontecimentos que nos trouxeram até aqui corre o risco de acabar na fogueira virtual, acusado de putinismo e outras heresias.

[Read more…]

O paleio dos “mercados” e a realidade

O preço do petróleo voltou a descer, mas os preços nas bombas de gasolina continuam em alta. Que tal os lucros das companhias petrolíferas serem colectados e utilizados para pagar apoios sociais e protecção do clima? É que “o mercado”, obviamente, não regula os preços.

Galp lucra €457M em 2021 e entrega aos accionistas €565M entre dividendos e recompra de acções.

Petrolíferas em festa com os Autovouchers.

PCP: Tudo lhes acontece

A mensagem do Facebook circula pelas redes sociais. “As publicações com PCP estão temporariamente ocultadas aqui”. Mas a explicação não está num bloqueio ao partido e sim às referências a uma droga, o pó de anjo, que é conhecida em inglês pela mesma sigla.

É culpa do imperialismo americano, do Zelensky e da NATO.

Margaret Thatcher sobre as sanções aplicadas à Federação Russa

O problema do capitalismo de casino é que ele só dura até acabar o dinheiro dos regimes ditatoriais.

Margaret something

O que vale é que podemos sempre salvaguardar os princípios democráticos e substituir o Putin pela joia de moço que é o Bin Salman.

Negociações para o fim da guerra – ponto de situação actual

Segundo anuncia o Financial Times, citado pelo Business AM, as negociações encontram-se neste ponto:
“Se a Ucrânia aceitar um estatuto de neutralidade, renunciar a juntar-se à OTAN, comprometer-se a respeitar limites quanto às forças militares e armamento, assim como não aceitar receber armas nem a instalação de bases militares estrangeiras, a Rússia aceita o cessar-fogo e a retirada da Ucrânia.”

História is a bitch…..

Entre 1640 e 1668, entre Portugal e Espanha, tivemos a chamada “Guerra da Restauração”. Portugal lutava contra o ocupante, Espanha. Lutava pela restauração da sua independência enquanto nação. Para alguns, o melhor teria sido Afonso VI de Portugal ter desistido, acatar as exigências de Carlos II de Espanha. Foi uma guerra violenta. Por vezes, entre vizinhos que se conheciam. Outras vezes utilizando mercenários e não faltaram incidentes de crueldade singular. Os portugueses não aceitaram ser súbditos dos seus vizinhos castelhanos. E ao não aceitarem as exigências de Carlos II de Espanha, este teve ainda muitas vidas para ceifar…

Para alguns, hoje, nada teríamos para festejar a 1 de Dezembro. O Aventar seria mais um blogue em castelhano e, com sorte, a gasolina estava mais barata. O mais certo seria que em Portugal os chamados partidos independentistas fossem maioritários nas eleições regionais. Os seus líderes, com algum azar, estavam presos ali para os lados de Valladolid. Porque mantinham viva a vontade frustrada em 1640, porque, ainda hoje, tantos séculos depois, não perdoam a rendição de Afonso VI. Estes gajos independentistas não querem perceber que com a sua decisão, Afonso VI evitou mais um banho de sangue. Os castelhanos sempre o acusaram de ter estado ao serviço do imperialismo britânico, mas que teve a lucidez de na 25º hora ter recuado. Os independentistas relembram que os castelhanos assassinaram Afonso VI, pela calado, uma semana depois da assinatura do acordo (palavra simpática para rendição).

A ver se percebi, é isto que estão a pedir a Zelensky para fazer? É isto que consideram ser o melhor para os ucranianos? É fácil pedir para os outros se renderem. É fácil pedir aos outros para viverem sob o jugo de um ditador como Putin. A mim cheira-me a egoísmo. Mas isso sou eu que estou a soldo do imperialismo ocidental. Seja lá o que isso for. Se é viver num país onde posso livremente escrever estas merdas, livremente escolher os meus líderes, livremente escolher onde quero viver e trabalhar, livremente escolher o que quero ver nos meus tempos livres e livremente ser português, então estou a soldo desse tal imperialismo ocidental. Do russo, cubano, venezuelano ou norte coreano é que não, obrigado.

ALTERIUS NON SIT QUI SUUS ESSE POTEST

Zelensky recua na neutralidade da Ucrânia

Não osbtante parecer que se caminharia para um acordo, Zelensky recua relativamente à neutralidade futura da Ucrânia, recusando um estatuto idêntico ao da Suécia e da Áustria.

Ucrânia – negociações indiciam um avanço significativo

Ambas as partes, Rússia e Ucrânia, apontam para um avanço significativo conducente ao cessar-fogo e ao fim da invasão russa. Estaremos perto da retirada de Putin da Ucrânia? Julgo que teremos de esperar e, pior ainda, sem saber ao certo o que esperar.
O facto de Vladimir Medinsky, líder da delegação russa nestas negociações, admitir que consideraria positivo que a Ucrânia assumisse um estatuto de neutralidade idêntico ao da Suécia e da Áustria, membros da União Europeia, mas não da OTAN, indicia que, ou pode subentender-se, a Rússia admite uma Ucrânia independente e até como membro da União Europeia.

Putin sabe, penso, que não tem condições para ocupar a Ucrânia, nem sequer de suportar um governo fantoche contra os ucranianos que, neste momento e muito naturalmente, apenas [Read more…]

De ditador em ditador, até à descredibilização final

Muito se tem falado sobre os PCPs desta vida, e respectivas posições sobre a invasão da Ucrânia (e muito bem), mas muito pouco sobre certos e determinados quadrantes ideológicos, que conseguem fazer igual ou pior, sempre daquela forma hipócrita e dissimulada que os caracteriza. São todos muito democratas excepto quando a economia exige a capitulação perante os interesses económicos que mandam nisto tudo. E eles capitulam, sem pestanejar. Ou, parafraseando o CEO da Volkswagen, “Limitar a actividade a países democráticos não é um modelo de negócio viável para os fabricantes”. Esclarecedor.

Vejamos, por exemplo, o caso dos impolutos conservadores britânicos, grandes guardiões da democracia, que passaram anos a receber milhões de rublos da oligarquia russa, sabendo perfeitamente a proveniência desses financiamentos, o que nunca os fez recuar. Nem cleptocracia oligárquica nem os envenenamentos de opositores de Putin por terras de Sua Majestade, como os casos de Alexander Litvinenko e Sergei Skripal.

[Read more…]

Francisco J. Marques e o FC Porto (ACTUALIZAÇÃO)

ACTUALIZAÇÃO: Coloco aqui a publicação de Francisco J. Marques na sua página de twitter.

A notícia do CM sobre mim é falsa, não estou detido, não tenho pulseira eletrónica, não dormi nos calabouços. É verdade que ontem fui ouvido devido a uma queixa de violência doméstica, em que me são imputados dois crimes, não existindo acusação de agressões físicas.

 

A notícia é do Correio da Manhã e da jornalista Tânia Laranjo. O jornal e a jornalista em questão nutrem, há muitos anos, um ódio visceral ao FC Porto e seus dirigentes, o que me obriga a avisar que por uma questão de princípio vou acreditar que a notícia em causa seja verdadeira, mesmo sabendo o risco que corro vindo de quem e de onde…

Feita a ressalva, vamos ao que interessa. Obviamente que os comportamentos de funcionários do FC Porto na sua vida privada não podem nem devem ser misturados com o clube. O clube, enquanto sua entidade patronal não faz a mínima ideia de como se comporta o funcionário dentro das paredes da sua casa. Porém, quando esses comportamentos se tornam públicos (e SE PROVADOS) e forem violadores das mais naturais condutas de uma pessoa de bem, então ao clube exige-se agir em conformidade. No FC Porto, no meu clube, aqueles que praticam violência doméstica não podem, de nenhum modo, representar o clube. Sejam eles quem forem.

São conhecidas, seja por escritos no blog quer, sobretudo, por opinião transmitida em diversas “Conversas Vadias” que não nutre qualquer simpatia por FJM. Mesmo assim espero, sinceramente, que a notícia seja mais uma invenção ou deturpação do CM/Tânia Laranjo. A não ser, a porta de saída é o único caminho.

Sobre a violência doméstica já AQUI deixei bem clara a minha posição. Em 2009. Era o Aventar uma criança. Não a mudei.

 

BE: Tiques de multinacional do imperialismo ocidental?

Segundo a tendência interna do Bloco de Esquerda, chamada “Convergência” o processo de despedimento dos trabalhadores do BE peca por falta de transparência:

Estamos claramente perante uma situação anómala e violadora dos Estatutos em que uma decisão que deverá ser tomada pela Mesa Nacional nem na Comissão Política foi discutida, tendo sido o Secretariado a apropriar-se indevidamente em claro abuso de poder – que, como órgão executivo, nem sequer tem – de funções da Comissão Política, mas com a conivência fraudulenta desta com total desconhecimento dos membros eleitos pela moção E e N.

Nesta matéria espero que a comunicação social esteja atenta. Não vá dar-se o caso da velha máxima: “Olha para o que eu digo e não para o que eu faço”.

No estilo esmagador que caracteriza a maioria, a proposta foi recusada com a justificação do respeito pelos funcionários a despedir que não podiam ficar dependurados de demora na decisão. O respeito e carinho que a maioria nutre pelos funcionários são de tal monta que alguns deles só souberam do  despedimento quando receberam a nota de vencimento.

Vocês não sei mas eu estou a ver aqui, ALEGADAMENTE, tiques de multinacional do imperialismo ocidental na forma como este problema está a ser tratado pelo Bloco de Esquerda. Mas isso sou eu que sou do contra…

Vladimir Putin e o Padrão dos Descobrimentos

No meio de tanta desgraça, de tanto sofrimento, destruição e morte, há quem não tenha mais o que fazer do que incitar ao ódio numa das suas versões mais imbecis, apelando ao boicote de Tolstoi e Tchaikovsky, insultando emigrantes russos que, na sua maioria, saíram do país para escapar ao regime de Putin, e até, imagine-se, a normalizar o bullying a crianças russas. Como se algum deles tivesse alguma coisa a ver com Vladimir Putin.

O que vem a seguir?

Destruir todos os bares, restaurantes discotecas e supermercados que vendam vodka?

[Read more…]