A classe média na rua

Miguel Relvas a líder da oposição, já!

Impérios de Pedra – Coliseu

Documentário legendado em português sobre o Coliseu de Roma, um dos monumentos mais importantes da capital do Império.
Um anfiteatro «dedicado à morte», que surgiu a partir de um contexto político que é explicado no filme. O ideal para iniciar o estudo da arte em Roma.

Penitência, 2012

Descalços na Procissão de Penitência, cumprindo promessa à Rainha Santa Isabel, Coimbra, 2012

Almançor

Mesquita de Cordoba 13

Interior da Grande Mesquita de Córdoba

No apogeu do Califado Omíada de Córdoba e extensão máxima do território muçulmano na Península Ibérica, governou o Al-Andalus o hajibe Abu Amir Muhammad Ibn Abdullah Ibn Abi Amir, de cognome Al-Mansur, “o vitorioso”, conhecido pelos cristãos pelo nome de Almançor.

Homem extremamente ambicioso, determinado e implacável, político hábil e grande estratega militar, foi senhor absoluto da corte de Córdoba, remetendo o Califa em exercício para um papel de mera figura decorativa. Levou a cabo 57 campanhas militares contra os reinos cristãos do Norte, durante as quais nunca conheceu a derrota, fixando a fronteira ao longo do vale do Douro. Dos seus feitos contam-se os ataques a Barcelona, Santiago de Compostela, León e Pamplona.

A audácia e coragem de Almançor granjearam-lhe um enorme prestígio entre os muçulmanos da sua época e um correspondente temor e ódio por parte dos cristãos, como ilustra uma passagem da Crónica Silense sobre a sua morte:

“Mas, no final, a divina Piedade se compadeceu de tanta ruína e permitiu erguer a cabeça dos cristãos, pois passados doze anos foi morto Almançor na grande cidade de Medinaceli, e o demónio que havia habitado em si foi para os infernos.” (Cronica Silense, in WIKIPEDIA, página electrónica citada) [Read more…]

Pedro é o lobo

Pedro Passos Coelho agradece, secretamente, o trilho desbastado por Sócrates, recebe, penhorando-nos, a ajuda de Cavaco, e exulta, contido, com o contributo do Tribunal Constitucional.

Na alcateia em que vive, o macho-alfa chama-se Merkel. Pedro, o lobo, vive na base da hierarquia e limita-se a receber ordens. Entre as suas presas preferidas avultam o sistema nacional de saúde e as escolas públicas. Não lhe passa pela cabeça atacar PPPs e BPNs, festim exclusivo de outros canídeos superiores. Num país pastoreado por predadores, a ovelha é que se lixa, mas quem nasceu para ovelha tem de ser comido por lobos.

O mais baixo magistrado da nação

Sem o auxílio do bolo-rei, as declarações de Cavaco Silva têm outro sabor. De acordo com o vídeo, Cavaco não manda fiscalizar o Orçamento de Estado, porque nenhum outro Presidente o tinha feito. Ficamos, ainda, a saber que Cavaco, mesmo que entreveja alguma inconstitucionalidade num Orçamento, prescindirá da sua função de defensor da Constituição e dos cidadãos. E assim se confirma que o Presidente da República é, actualmente, o mais baixo magistrado da nação.

Amanhã à mesma hora um novo dia

O convite para integrar o “elenco” desta magnífica companhia chegou por mãos amigas. Olha lá uma coisa que ando aqui a remoer há uns tempos: queres juntar-te ao Aventar? Eu disse logo que sim, orgulhosa por o meu amigo Fernando considerar as minhas fotos dignas de tão nobre montra, sem pensar muito no assunto, toda contente por aqueles senhores de um dos blogs mais lidos do País acharem que eu tenho alguma coisa a dizer ao mundo através das minhas fotografias, que são, como hei-de dizer, a minha voz.
Mas como as fotografias não obedecem nem deixam de obedecer ao acordo ortográfico e como hoje é o primeiro dia do resto da minha vida, resolvi então escrever este textinho inaugural e juntar-lhe a primeira de muitas fotografias que gostaria de ir partilhando com os leitores/espectadores deste espaço de liberdade bem frequentado.

A outra tourada de San Ferminak

Nesta os touros vão fardados.

Prenderam o amigo libanês

Esse portento de rectidão, Dias Loureiro, ficou sem parceiro de negócios.

Caso Relvas: Outras licenciaturas rápidas e competentes

A pedagogia do oprimido. As minhas memórias de Paulo Freire

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Recebi-o no Instituto de Ciências Sociais, da Organização Mundial para a Educação e a Unidade-ORMEU, da UNESCO, que eu presidia. Não tinha trabalho, convidei-o a ser mais um docente do Instituto. Mas que docente! Corria o ano de 1966. Fugia da perseguição irracional do Presidente do Brasil, Marechal Castelo Branco. Esteve meses em prisão e submetido a tortura.
Antes, mandei-o descansar, mas Paulo era Paulo Freire: o seu melhor descanso era ensinar. Começou de imediato. [Read more…]

O ano em que encarece a palha

Num país estranho de que me falaram, rapazes de vida airada brincavam até aos 40 anos, aprendiam tudo acerca de intriga, manobrismo e rasteiras nos partidos em que, tendo começado a colar cartazes, acabaram por ser dirigentes, passadeira pela qual chegaram a mandantes. Estudar é que não era com eles e nem mesmo trabalhar, porque para isso estavam aboletados na CP (Casa do Pai). Sabiam vagamente do interior do país e do seu povo por serem dados à grande cidade e às delícias que ela traz a quem não sabe quanto a vida custa a ganhar.
Mas um dia perceberam que, na grande cidade, eram olhados de alto por uns barões e marqueses de muito título e pilim. Mudaram de agulha e resolveram ser como eles. Começaram pelo pilim, pelas negociatas proporcionadas por uns bardinas partidários que sabiam da poda. Quando a carteira engordou, trataram dos títulos: como não era possivel ser barão  ou marquês, mesmo rebentando com o Visa e a conta bancária, porque é aquela chatice de haver neste mundo coisas que não se compram, atiraram-se a ser “dótores”. Sem estudarem, porque eles não tinham pachorra para isso.  Que estudassem outros, uns parvos sem o golpe de asa dos ladinos. E era esse país tão estranho que o puderam fazer na mais estrita legalidade, segundo roncaram os donos das escolas por onde saltaricaram.  É que as leis eram cozinhadas no parlamento, sítio esquisito onde os partidos estavam acampados: por fás e nefás eram todos primos e compadres. Tão esquisito, o tal sítio, que nele pai e filho não podiam parlamentar ao mesmo tempo. É que, se ao pai fosse perguntado o que fazia o filho, não podia o progenitor sujeitar-se à violência da verdade: meu filho deputa. [Read more…]

Os últimos dias de Pompeia


Pompeia passa ao lado do programa de História do 7.º ano. Os próprios manuais da disciplina raramente fazem alusão ao tema. A verdade é que, graças a Pompeia, é possível saber muito sobre a soicedade romana e seu quotidiano.
O cinema tem dedicado a sua atenção à tragédia de Pompeia. Na net, está integralmente disponível a longa metragem de 1959, «Os últimos dias de Pompeia», dirigida por Sergio Leone.
Outros filmes sobre o tema: «Pompeia: A fúria dos deuses» (dobrado em brasileiro) e «Pompeia – Último dia» (legendado em português). Este último, um documentário-filme, talvez seja o que tem mais interesse do ponto de vista do programa da disciplina de História.

Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 2.2. – O Mundo Romano no apogeu do Império

A ganhar as mentes e os corações

Os EUA matam mais 15 em ataque de drones no Paquistão.

Hóquei em Campo: ”Ainda não temos equipa”

Armindo de Vasconcelos

É já no próximo fim-de-semana que começa a disputar-se o Europeu de hóquei em campo, sendo que o Championship III, como já escrevemos, se realiza no Jamor.

Rui Graça, 61 internacionalizações pelo nosso país, prestes a completar 37 anos, é o actual seleccionador nacional júnior. Em conversa que tem cerca de uma semana, o jovem técnico falou connosco quando quisemos apalpar o pulso à preparação da equipa masculina. [Read more…]

Paulo Portas, funcionário do PC chinês

Anseio por voltar a assistir a um debate parlamentar em que Paulo Portas atire à cara do PCP os defeitos da China ou de outras ditaduras de origem ou natureza comunista com quem, entretanto, Portugal tenha negócios. Aliás, o termo “negócios”, que faz parte do título ministerial de Portas, ganhou o sentido puramente empresarial de quem trabalha para vender o país a quem dar mais dinheiro, independentemente da sua proveniência. [Read more…]

A função pública que pague a crise

Voltou a mentira dos salários da Função Pública e do Sector Privado, negada por Manuela Ferreira Leite e por um estudo, que continua escondido, da Capgemini.

É rotina.

Acrescenta-se a teoria de que os funcionários públicos não podem ser despedidos. Curiosamente o não despedimento de  100 000 funcionários foi justificado com as indemnizações que teriam de ser pagas, logo o problema não é não se poder despedir, sendo verdade que o estado não pode recorrer ao expediente de declarar falência para abrir a mesma chafarica com outro nome, esse clássico do empreendedorismo nacional. Numa altura em que a subcontratação de enfermeiros, médicos e professores passou a regra (para pagar a empresas privadas há sempre dinheiro), esta conversa de treta roça o ridículo.

Ah, e a ADSE, como se a sua função neste momento não fosse a de subsidiar os negociantes da saúde…

Tudo isto porque, dizem, não há dinheiro. É por não haver dinheiros que as PPP’s seguem de vento em popa, grande parte da economia real escapa aos impostos e as grandes fortunas não são taxadas. Mas isto é paleio. Assaltar os salários dos funcionários públicos ou despedi-los é que está a dar.

Volta a Portugal em apupos

Relvas esmaga a concorrência em Mafra.

Porque Macário não é o Porcalhão de Paris

O que é que eu penso de Macário Correia? ‘Gosto’ dele. Não é de agora. Se violou várias e sucessivas vezes o PDM local, é porque o PDM é histérico e fez queixinhas, pôs-se a gritar, mas só depois de tirar o máximo de proveito e rebolar-se com dois orgasmos ou três debaixo do roliço e nada macabro Macário. Tavira é suculenta. Eu compreendo. Não é por nada, mas bom será que esse autarca aprenda que as violações aos PDM têm consequências. Que actos ilegais perpetrados por ele e pelo resto da classe política também têm consequências. [risos] Aqui temos de rir e rir muito. Sim, haverá consequências. Mas poucas. Em pequeno e muito bem medidas dentro dos grandes princípios-banana portugueses e do infatigável faz-de-conta justiciário português, quando envolve detentores de largos milhões sabe-deus como. Portanto quase nada. Portanto, nada.

Consequências para Macário, mas não para Isaltino. Consequências para Macário, mas não para Paulo Campos. Consequências para Macário, mas não para Maria de Lurdes Rodrigues. Consequências para Macário, mas não para o Mendonça ou para o Lino. Consequências para o Macário, mas não para Teixeira dos Santos, e muito menos para o Filho da Puta absoluto e supremo que depois de ter feito a sua merda moral nos palanques e conciliábulos do Poder enclavinhado com garra aquilina, laureia a pevide por Paris, largando a sua merda metabólica no sistema de drenagem local, a qual deslizará, lenta, até uma ETAR ou um afluente do Sena. [risos] [Read more…]

Macário Correia reformado aos 55 anos

e à espera de lhe ser concedida segunda pensão (os 2.321,44€ da primeira não chegam). São uns suínos.

Youtube vai ter que aumentar

Pois é.

Em cada Mega – agrupamento, mais de 50 professores serão despedidos. Nos agrupamentos “normais” o número andará à volta dos trinta.

Os números apresentados pela FENPROF que elevam os números totais para a casa dos vinte mil parecem pequenos.

Isso – dia 1 de setembro de 2013 mais de vinte mil professores que hoje educam os nossos filhos serão despedidos em nome da TROIKA.

O youtube vai ter que crescer. E não faltarão bolachas.

Só um dos 4 avaliou Sócrates

Ups!

Não!

Afinal não é sobre o curso de Filosofia em Paris.

A Delicadeza

É nome de um livro, que dá nome ao filme francês que estreou esta semana em Portugal e classificado como «comédia romântica». Uma história de David Foenkinos (1974), considerado hoje um dos melhores escritores da nova geração, pelo menos na França.

Nathalie fica viúva. Entra numa «letargia» que dura cerca de três anos, “até ao dia em que rouba um beijo a um colega de trabalho tímido e pouco carismático”. 

“Será um beijo capaz de mudar tudo?”, lê-se na contracapa do livro (Editorial Presença, 2011). O autor cita Maupassant: “O beijo, contudo, não é mais do que um prefácio.” Foi uma amiga que me ofereceu o livro o ano passado pelo meu aniversário. Uma boa prenda, como são sempre os livros…

Isto é a delicadeza enquanto ficção!

Enquanto realidade: é uma qualidade que poucos têm. E quando encontramos alguém com ela… preste bem atenção: é maravilhoso. Um gesto, uma palavra, uma pergunta no tom certo, um toque nos ombros, um mimo…

Preste atenção. Esteja atento ou atenta às pessoas delicadas, poucas, é certo, que vai encontrando na sua vida ou no seu quotidiano.

Tentemos ser uma delas.

Ainda as máfias em Portugal

O vídeo que o Helder deixou ali mais abaixo é de visionamento obrigatório. Está nele dissecado o que se passa e o que se  não passa nas PPP, nas rendas de rendimento garantido pelo estado, nas fundações privadas e na corrupção. Depois dos 52 masoquistas minutos que dura o vídeo, volta a familiar sensação de os mafiosos terem tomado conta do poder em Portugal. Desde a banca que nomeia os seus fiscalizadores, ao parlamento como centro de negócios e passando pelos escritórios de advogados que fazem as leis, a malha de extorsão fiscal, que tira aos pobres para dar aos ricos, como é dito no programa, é tecida por aqueles que supostamente nos representam.

Não há acasos nesta realidade. Aqueles que se apresentam a votos são escolhidos pelos os partidos, levando a que o nosso primeiro-ministro chegue ao poder por opção de uns poucos milhares de militantes.  Este facto molda toda a realidade, já que os que o podem fazer não optam pelo harakiri das mudanças que abanariam o seu quadrunvirato da eleição / obra / financiamento partidário / enriquecimento pessoal.

De entre os assuntos abordados no programa há um que, para mim, era menos familiar, pelo que aqui fica a transcrição. [Read more…]

Constantino, o Imperador Católico


Documentário da BBC, legendado em português, sobre Constantino, o imperador romano do séc. IV que deu liberdade de culto aos cristãos e que se converteu, ele próprio, ao Cristianismo. Há um outro documentário sobre Constantino que merece uma referência.
Da série «Filmes Completos para o 7.º ano de História»Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 2.2. – O Mundo Romano no apogeu do Império

Regaleira

Não basta parecer sério

P. Vaz

No exercício de cargos públicos, não basta parecer sério e falar bem na televisão. É preciso ser mesmo sério (!) e fazer dissipar quaisquer dúvidas.
Por outras palavras: quão normal e verosímil é um estudante, com 4 cadeiras feitas em 36, conseguir equiparação às restantes 32 apenas com base num alegado curriculum profissional?

A Máfia das Parcerias Público-Privadas em Portugal

José Gomes Ferreira continua, metodicamente, a expor o roubo do país. Se não viu, não deixe de ver este Negócios da Semana sobre as Parcerias Público-Privadas.

Da legalidade e da seriedade como empecilhos

Se pudéssemos exportar o chico-espertismo e a esperteza saloia, a balança comercial estaria, com certeza, equilibrada, tal é a variedade de manhas minúsculas e pequenas sagacidades em que somos pródigos.

A classe política, independentemente da graduação académica, produz alarvidades quotidianas que, por muito engravatadas que apareçam, têm a profundidade do grito de um qualquer avinhado que reclame penalties a favor do seu clube numa tasca obscura.

As leis e a seriedade são obstáculos que o político, esse estereótipo sempre confirmado pela realidade, resolve ignorar.

Passos Coelho, aparentemente sem pensar, usando da sua pusilanimidade barítona, já ameaçou estender os cortes aos privados, favorecido por um Tribunal Constitucional que, enredado nas teias partidárias, se vê obrigado, muito a contragosto, a defender a Constituição, relativizando-a, ou seja, atacando-a.

O CDS, sempre cristão no pior sentido da palavra, ignora o ensinamento de Jesus e atira um pedregulho na direcção do Tribunal Constitucional, ao mesmo tempo que ataca os funcionários públicos, recuperando o argumento – desonesto de tão simplista – de que ganham mais do que os privados.

Cavaco Silva, mais preocupado com a sua reforma e com o mural do facebook, teve o gesto do costume em defesa dos trabalhadores: ficou quieto. Será, agora, obrigado a balbuciar uma qualquer vulgaridade equivalente à ideia de que cinco minutos antes de se morrer está-se vivo, ao contrário do que acontece em Belém, onde, um minuto depois de ter sido eleito, o Presidente da República passou a ser um peso morto.