No texto de Rui Tavares no Público: ” O euro é assim: um jogo de países contra países e, no fim, ganham os bancos.
Em busca do salário perdido
Penso nesse homem ou nessa mulher que, a esta hora, se sente ainda mais pobre e mais desesperado. Imagino o pior dos cenários.
Não deve viver muito longe da minha casa. A crise, se ainda não entrou na minha (sou afortunada), anda por perto: na minha rua, na escola dos meus filhos, etc.
No estabelecimento onde costumo tomar café reparei, certa vez, numa criatura com o jornal aberto nos anúncios de Emprego. Apontou um contacto num guardanapo. Talvez tenha conseguido o desejado emprego. Espero que sim.
É tão difícil «arranjar» trabalho nos dias que correm. A falta que faz o merecido e tão necessário salário…
O discurso de António Sampaio Nóvoa no 10 de junho
Um claro erro de casting. É certo que ninguém ouve os discursos no dia 10 de junho, mas este já é um vírus a massacrar os que o convidaram.
Acordo Ortográfico: “Jornal de Notícias” pára para ver
A imagem foi detectada pelo olho de lince do nosso Dario Silva, na página do Jornal de Notícias, ontem de manhã. Relembre-se que o centenário e respeitável periódico adoptou o acordo ortográfico (AO90) já há algum tempo.
Na Base IX, 9º, do AO90, estipula-se que “deixam de se distinguir pelo acento gráfico: para (á), flexão de parar, e para, preposição; (…).” Como já várias pessoas notaram, o mesmo acordo obriga, no entanto, à manutenção do acento em “pôde”, para que não se confunda com “pode”, uma de muitas inconsistências inaceitáveis. [Read more…]
O Livro Egípcio dos Mortos

Documentário fundamental para o estudo da religião no Antigo Egipto. O Livro dos Mortos reune as crenças dos egípicos relativamente à morte e à vida eterna.
Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 1.3. – Contributos das primeiras civilizações
Contra Uma Reforma Administrativa Cujas Vantagens Ninguém Conhece

Viver o 10 de Junho em Barcelos, 10 de Junho, o “dia da raça“.
Pequenas Correcções (II)
Ao contrário do que o Pedro Marques Lopes afirma, os bancos podem, sem qualquer problema, falir. O papel do estado nessa circunstância é garantir que o processo decorre sem pânico e circunscrevendo os efeitos secundários o máximo possível.
Maria Keil 1914/2012
Pequenas Correcções (I)
Um rosário de lágrimas
As queixas da direita pela intervenção do estado espanhol no mercado bancário. Choram tanto que não se ouve quase nada.
«La ostentosa Portugal»
Quero agradecer à nossa leitora Alexandra a informação dada sobre a seleção portuguesa através do seu comentário ao post «Já ganhámos!». Ela escreveu “Desde cá, vê-se assim:…”. Ou seja, como estamos a ser vistos pelos nossos vizinhos espanhóis, também eles em crise e a pedir ajuda internacional.
Alexandra enviou-nos o link para o jornal El País online de ontem, dia do jogo com a Alemanha. Pode ler-se, por exemplo, e tento traduzir: “O conjunto luso hospedou-se no hotel mais caro do torneio, desatando a indignação de um país sumido numa grave crise económica. (…) gastaram o dobro de Espanha, mais austera. (…) Portugal nunca ganhou nada como seleção”. Vale a pena ler a notícia.
No Dia de Portugal, há que refletir sobre este defeito do português: a mania do exibicionismo (ou ostentação). Fica-nos mal. É uma mentira que se conta…
A revisitada teoria da suspensão da democracia
«Quando uma câmara está excessivamente endividada, quem vier depois a ganhar eleições não tem margem para tomar qualquer decisão política.» Rio, no Público.
Piratas Majus

Um Drakkar Viking no Viking Ship Museum de Oslo
Durante os séculos IX e X o Al-Andalus foi assolado pelos ataques dos piratas Majus, normalmente conhecidos por Vikings, que lançaram o terror nas regiões costeiras. Os seus raids, de curta duração, durante os quais pilhavam, saqueavam e faziam prisioneiros que vendiam posteriormente como escravos, iniciavam-se com o aparecimento dos célebres navios com cabeça de dragão, os drakkars, extremamente manobráveis, com os quais subiam os rios para atacar as cidades situadas nas suas margens.
A grande estatura dos guerreiros Vikings, as armas temíveis com que se muniam e os enormes cães que corriam na vanguarda dos seus exércitos, incutiam o pânico nas populações, e granjearam-lhes a fama de sanguinários que perdura até aos nossos dias.
Apesar de terem colonizado áreas consideráveis no Norte da Europa e aí se terem dedicado a um comércio intenso com a Escandinávia, as suas acções no Al-Andalus foram actos de pura pirataria, já que não tinham como perspectiva nem a colonização, nem tão pouco o estabelecimento de entrepostos comerciais, dada a falta de meios para manter sob o seu controlo territórios tão distantes. [Read more…]
Hoje é o dia
A desculpa que se segue
Isto estava tudo a correr tão bem, a austeridade estava a funcionar maravilhosamente, a Espanha é que estragou tudo. A cantilena vai durar umas boas semanas. Tem um pormaior aborrecido: o erro deles é uma cópia do nosso: austeridade e salvar bancos. E claro que eles se vão desculpar com a Itália que se segue.
imagem Viajando pela Jangada da Vida
O Circo do Jogo
O embate de ontem com a Alemanha só deu circo no resultado, no mais os titulares foram suficientemente briosos para fazer esquecer as insinuações que Manuel José atirou como um ferrete indelével e agoiro de mau gosto.
No final da partida, pensei que teria sido interessante se a Alemanha tivesse marcado mais cedo, situação que levaria obrigatoriamente ao que se viu: uma reacção de brilho com fogachos vulgarizadores dos alemães, coisa que tivemos tarde de mais, e não tivemos enquanto o empate ou o medo pareceram suficientes. Somos geniais sob pressão e mais ainda quando estamos a perder, já muitos o disseram. No alto mar, especialmente sob uma procela de morte, era preciso um porto. Fazia-se por ele. Nas Ilhas Encantadas do Sul, nesses longes oceânicos de áfricas e brasis, cercados de índios, nativos e aborígenes, era preciso mulheres para federar o sangue. Casava-se com elas, olha o desgosto!
Actualmente, no campo de futebol, é preciso que nos fodam. Aparece logo aí uma genialidade tirada do cu com um gancho que por vezes, raramente, dá bónus, isto é, bons resultados. É quando acordamos e faz-se luz. Por que acham que a Troyka nos avalia positivamente e os elogios ao Governo e ao Povo chovem dos quatro cantos do mesmo mundo que hoje corta os ratings da Espanha aqui ao lado?! Porque damos tudo. Ontem, conforme previsto, perdemos, tirando o facto de não termos sido arrasados. É sempre a mesma merda com a Alemanha.
Mas se o circo de Manuel José compareceu neste primeiro jogo, foi somente no pequeno pormenor do resultado, repito. Aposto que ontem a raiva dos nossos jogadores era tal que prescindirão de bom grado da folga cultural-sexual-familiar a que teriam justamente direito em caso de vitória ou empate. É bom que se compenetrem disto: estão quase fora deste Euro.
Ramsés entre o divino e o terreno

Documentário do Canal História, legendado em português, sobre um dos mais importantes faraós da história do Antigo Egipto, Ramsés II.
Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 1.3. – Contributos das primeiras civilizações
Quem tem medo compra um cão
Portugal 0- Alemanha 1. Quando é que Mourinho se reforma como seleccionador nacional?
Como foi anunciado pela Reuters
Espanha formaliza pedido de ajuda europeia – só não lhe chamam resgate, o resto é igual
Saudades de Cerejeira

Posso gostar mais ou menos ou nada das opiniões emitidas por clérigos e afins, mas não gostaria de viver numa sociedade em que estivessem proibidos de falar. Por outro lado, as generalizações são sempre injustas, é certo, mas a História da Igreja Católica contém demasiados episódios de ligações a poderes opressivos ou de práticas sinistras, com torturas físicas e psicológicas incluídas.
De braço dado com o Estado Novo, a Igreja portuguesa do século XX participou em várias indignidades, quanto mais não fosse por omissão. A mesma instituição que nunca perdeu tempo a criticar as ditaduras de esquerda incitava os fiéis a acatar mansamente a miséria e a opressão. [Read more…]
Fuck You, Januário!
Nunca gostei do Januário e o que soube dele, pedante, bruto e aristocrático em privado como Soares, piorou-me o conceito. Se ele é bispo castrense, eu, que sou católico com todo o meu ser e desde o âmago das minhas convicções, quero ser hindu. Januário é feio. Januário veste-se mal. Januário cheira mal da boca. Januário especula e inocula os concubinos. O Januário nu é horroroso. Quando o devoto coro canta de mais, o Januário, enquanto ministra beatamente a comunhão, manda dizer ao maestro: «Mande parar essa merda!»
O que me chateia não são as hipérboles de mau gosto com que vem homologar Pedro Passos Coelho e o seu Governo pacientólogo ao velho e avaro Regime salvador de Salazar. Isso é estilo e diarreia. O que me chateia é que Januário meta nojo selectivamente, tendo-o eu visto e ouvido, ao Torgal, com estes olhos e orelhas que serão absorvidos pela Terra da Promissão na Sua Gloriosa Catábase, indiferente e taciturno perante a espessa obscenidade masturbatória dos média em que consistiu o grande assalto ao Estado pelo Filho da Puta que agora se locupleta em Paris: o Filho da Puta promoveu e chantageou todo um eleitorado pelo aborto contraceptivo. Torgal assobiou para o lado. O Filho da Puta pariu e mandou parir obscenidades grosseiras como a do Tua. Torgal assobiou para cima. O Filho da Puta é responsável pelo monstruoso crime sem castigo das últimas PPP político-comissionistas, altamente onerosas dos contribuintes, mas vantajosas para os decisores e a parecerística outsourcing sorna do Regime, com a agravante de o País tomar o rumo que tomava. Torgal mijou para fora do testo. [Read more…]
Desemprego de Professores: dito assim, por outros, ganha mais força?

O dia de Santo António está por aí a chegar e às vezes sentimos alguma afinidade com os discursos aos peixinhos. Vamos escrevendo e falando sobre o que tem sido feito ao nível dos despedimento dos Professores, mas até parece que ninguém nos quer ouvir.
Fala-se da necessidade de lutar, de aparecer nas Manifestações e nas Greves, mas…
Depois abre-se o jornal e … Alguém diz o que andamos a dizer. Mas não somos Nós a dizer. São Eles:
“Em Dezembro de 2011 existiam 7892 diplomados desempregados na área de Formação de Professores/Formadores e Ciências de Educação, mais do dobro do número registado em Junho do mesmo ano (3874). Os dados agora revelados pelo GPEARI (Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais) do Ministério da Educação e Ciência (MEC)”
Será que assim ganha mais força a afirmação que o MEC dispensou milhares de Professores este ano e que se prepara para dispensar ainda mais no fim deste ano? Será?
Será que este título te vai levar à rua? Ou será que vais às compras para depois fechar o dia a ver o Ronaldo?
Líderes católicos e ortodoxos europeus pedem prioridade ao trabalho e à criação de emprego
Isto deve estar a provocar curto-circuitos em algumas cabeças.














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