Desemprego de Professores: dito assim, por outros, ganha mais força?

O dia de Santo António está por aí a chegar e às vezes sentimos alguma afinidade com os discursos aos peixinhos. Vamos escrevendo e falando sobre o que tem sido feito ao nível dos despedimento dos Professores, mas até parece que ninguém nos quer ouvir.

Fala-se da necessidade de lutar, de aparecer nas Manifestações e nas Greves, mas…

Depois abre-se o jornal e … Alguém diz o que andamos a dizer. Mas não somos Nós a dizer. São Eles:

“Em Dezembro de 2011 existiam 7892 diplomados desempregados na área de Formação de Professores/Formadores e Ciências de Educação, mais do dobro do número registado em Junho do mesmo ano (3874). Os dados agora revelados pelo GPEARI (Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais) do Ministério da Educação e Ciência (MEC)”

Será que assim ganha mais força a afirmação que o MEC dispensou milhares de Professores este ano e que se prepara para dispensar ainda mais no fim deste ano? Será?

Será que este título te vai levar à rua? Ou será que vais às compras para depois fechar o dia a ver o Ronaldo?

Líderes católicos e ortodoxos europeus pedem prioridade ao trabalho e à criação de emprego

Isto deve estar a provocar curto-circuitos em algumas cabeças.

Despacho de Organização do Ano letivo: a 3ª análise, à procura da autonomia

A autonomia das Escolas é a necessidade mais urgente do nosso sistema educativo. Já foi decretada pelo menos três vezes, mas existir, de facto, nunca existiu.

Tenho, também, muitas dúvidas sobre o que cada um de nós entende por autonomia. Como se concretizaria? Na definição do currículo? Ou apenas autonimia para a sua implementação ou só para a distribuição dos programas (parte do currículo) ao longo do ano?

Na escolha de professores? Na seleção de alunos? Na possibilidade de expulsar alunos da Escolaridade obrigatória? Na possibilidade de exigir propinas?

Creio que não será fácil encontrar pontos de encontro nesta temática, aparentemente consensual entre todos. Percebem-se, também por isso, as dúvidas que surgiram à volta do Despacho de Organização do Ano letivo, que, todos percebemos, é uma espécie de manual do maior despedimento da nossa história coletiva.

Por um lado, o Legislador pretende alguma gestão flexível, mas por outro, insere expressões como  “dentro dos limites estabelecidos” (artigo 3º, ponto 2) ou  como, no artigo 13º, ponto 4: “Ouvido o conselho pedagógico, o diretor decide.[Read more…]

Governo recomenda tratamentos a pessoas saudáveis

Vamos imaginar que uma pessoa está saudável. Percebe-se que lhe seja passada uma receita ou recomendado um tratamento? O leitor imagina-se, estando são e viçoso, a receber um vale para usar numa farmácia a fim de recolher, gratuitamente, medicamentos para curar doenças que não tem? [Read more…]

O Nilo, Fonte de Vida

Documentário do Odisseia sobre o rio Nilo e a sua importância para a vida do Antigo Egipto. As imagens e as explicações, que deverão ser legendadas (a locução é em espanhol), tornam este filme importante para a primeira aula desta unidade.

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 1.3. – Contributos das primeiras civilizações

Os cavaleiros e o mendigo

New York Times concorda com Januário Torgal Ferreira

Portugueses são os mais ‘complacentes’ com austeridade, diz New York Times

Carta de um investigador a Angela Merkel

Querida Ângela,

Desculpa que te escreva em castelhano, mas o meu nível de alemão é similar ao de um orangotango de Bornéu em tempo de acasalamento. Podes pedir aos teus colegas Zapatero ou Rajoy que te traduzam esta carta. Ambos são célebres poliglotas, como deves ter descoberto nas reuniões do Conselho Europeu.

Agora a sério… Um dos aspectos, que pouca gente conhece de ti, é que és doutorada em física. Entre 1978 e 1990, foste investigadora na prestigiada Academia de Ciências de Berlim e publicaste importantes artigos no campo da química quántica. Suponho que isso ajuda a explicar porque, enquanto a Espanha cortava 35% nas ciências, desde o começo da crise, a Alemanha aumentava 20%.

Ângela, envio-te esta carta, porque estou cada dia mais preocupado que o teu governo nos faça de gregos. Sim, já sabes, que virás ao “resgate” e nos imporás reformas similares às que fizeram à Grécia: mudança da Constituição para que o pagamento da dívida tenha prioridade sobre qualquer despesa social, descida de 23% do salário mínimo, corte de pensões e despesas da saúde, etc. [Read more…]

O estado da nação e o estado da Europa


A Gui Castro Felgas fez um resumo.

A arte de bem privatizar a saúde

As leis são para cumprir, mas não por todos.

Fez Filosofia nas Novas Oportunidades?

O locutor da RTP de serviço ao Euro não trata um jogador grego pelo primeiro nome para não se confundir com alguém que estuda em Paris.

O Centro Infantil deValbom vai ser privatizado já, mas as obras continuam ( o Estado paga!)


Já aqui o disse, o Centro Infantil de Valbom vai ser privatizado e todo o seu pessoal mandado embora.

Por mero acaso, foi totalmente remodelado em Agosto de 2011, com obras que incluíram a pintura das paredes e dos tectos das salas e espaços comuns e a totalidade das instalações eléctricas e sanitárias. Obra para custar milhares de euros!

Em Junho de 2012, foi colocada uma rede em todo o espaço exterior – 10 mil metros quadrados – para reforçar a segurança do espaço.

Hoje mesmo, 3 dias depois dos funcionários serem informados de que vão todos embora porque a instituição vai ser privatizada, esteve no infantário uma arquitecta para ultimar o projecto das obras na sala da creche, que vão começar de imediato.

Ou seja, o Centro Infantil de Valbom vai ser privatizado já em Setembro, mas em Junho o Estado continua a fazer obras e a gastar dinheiro num espaço que já decidiu que vai entregar. Como é óbvio, a ideia é poupar a despesa aos privados que vão ficar com a instituição. Nós todos, contribuintes, pagamos. Afinal, Passos Coelho já nos disse que os sacrifícios são para todos.

O “Porto Menu”, o Adobe Illustrator e as Camadas…

Ah, afinal parece que a camada com texto “Rio ÉS UM FDP” foi colada no Adobe Illustrator…
Chama-se a isto …?

Ó Álvaro, já viste isto?

Vitória no Euro valeria 551 milhões à economia portuguesa.

Manifestação pelo direito ao emprego

Porque é um direito, e porque a luta contra o desemprego será obra dos próprios desempregados, ou não o será.

Mentir é feio

Nem o KKE nem a Syriza tem coisa alguma a ver com cocktails molotov em manifes. Mas à burguesia dava jeito.

Números, o resto é paisagem

Como combater o desemprego

França vai encarecer despedimentos para combater o desemprego. Os imbecis vão apontar para o dedo.

Avante Januário, avante

A direita ficou histérica porque Januário Torgal disse umas evidências. A coisa desceu ao nível de um pasquim ter descoberto que os bispos são muito bem pagos, de à falta de melhor se apelar ao facto de o homem ser bispo da tropa para o tentarem calar e já faltou mais para chamarem a inquisição.

Tudo isto porque um discurso de Passos Coelho lhe fez recordar os apelos à resignação de Salazar, olha a novidade, e ter feito algumas comparações entre a União Nacional e o seu herdeiro PSD (fundado precisamente pelo que sobrou da estrutura da ANP). Nada de especial, portanto, mas para a nossa direita a ICAR só faz sentido quando se comporta como o leque que lhes abana os governos.  A mesma ICAR do terrorista cónego Melo quando teve um Bispo do Porto dissonante permitiu que o calassem. Isto de sustentar uma religião para ser ópio do povo e andarem por ali trânsfugas é uma chatice

O que significa a frase “Rio és um fdp”?

A inscrição surgida na capa de um guia de restaurantes do Porto com os dizeres “Rio és um fdp” pode, segundo algumas versões, ter sido manipulada digitalmente e nunca ter existido no local. Nesse caso, a ser verdade, terei de dar razão às medidas que a CMP hoje anuncia.

Curiosa, no entanto, é a interpretação que o editor da revista fornece, o qual

nega ainda que a frase “Rio és um fdp” seja uma ofensa ao autarca. “Que eu saiba, “Rio” é um substantivo próprio que significa um curso de água e o resto são três iniciais, um verbo e um artigo”

Perante tal conclusão, resta-nos adivinhar o significado da frase. Suponhamos que se refere ao rio Douro. No espírito do manipulador poderiam estar ideias tão poéticas como, por exemplo: [Read more…]

Isto promete

Professores contratados podem processar o estado ao abrigo de directiva comunitária.

Estão todos falidos

Bancos espanhóis serão salvos no Sábado – quem vai pagar não vão ser os banqueiros. (Rajoy nega.)

Todos inocentes

O deputado do PS Marcos Perestrello demitiu-se da administração da Finertec – a empresa de consultadoria onde Miguel Relvas esteve até chegar ao governo

As palavras estão gastas

(ilustração de Manel Cruz)

As palavras estão gastas estão gastas as palavras.

Mesmo gastas as palavras são olhos de distância e água as palavras são sopros de horizonte as palavras são bonitas são bonitas as palavras ditas e não ditas.

São boas as palavras por dentro e por fora mesmo as palavras más. [Read more…]

Resistências

Cartoon de Ferran Martin

¡No pasa nada!

Com uma ronda pelos jornais de cá novamente se confirma:  nas Astúrias não existe batalha campal entre os mineiros e a polícia de choque.

Paulo Campos, o anjinho

It Wasn’t me, diz ele.

Pais e educadores, acordem!

A Educação é um edifício em mau estado. O proprietário, o país, tem-se alheado completamente da gestão do condomínio, entregue a pessoas cujas decisões têm como consequência a fragilização de alicerces corroídos pela incúria.

Este texto de José Calçada é de leitura obrigatória. Limito-me a realçar duas teses, entre outras: não se deve exigir apenas à Escola o que se devia exigir também à sociedade e “é absolutamente falso que existam professores a mais”.

Dias de Verão em Carcavelos

Temos ao longo das praias da linha de Cascais esplanadas maravilhosas onde a uma tarde basta a companhia certa.

O asteróide Portugal

Morreu, ao início desta semana, o autor de Fahrenheit 451, Ray Bradbury.

O número 451 é a temperatura a que o papel arde (em graus Fahrenheit). Interessante. O que a gente aprende.

Bradbury declarou que Fahrenheit 451 não trata de censura, mas de como a televisão destrói o interesse pela leitura. Sendo uma obra de ficção científica, apresenta um mundo onde os livros são banidos.  

Mas, no nosso mundo, no Irão, Garcia Marquez ou Platão são livros censurados – isto não é ficção científica. As autoridades iranianas consideram-nos como drogas.  

Bradbury conta que “todo o romance foi escrito nos porões da biblioteca Powell, na Universidade da Califórnia, numa máquina de escrever alugada”. B. quis, com este romance, mostrar o seu grande amor pelos livros e bibliotecas.

Há 20 anos, a comunidade científica prestou uma homenagem ao escritor,  “baptizando um asteróide com o nome 9766 Bradbury“, algo que o sensibilizou ainda mais que todos os prémios literários recebidos ao longo da sua vida.

Parece que já foram catalogados mais de 500 mil asteróides, mas existem ainda milhares deles por descobrir… Quem sabe um deles terá um nome português. Ou será que já existe??

Vou ver: Eureka! Existe  o asteróide 3933 Portugal!

P.s: inicialmente batizei este post como «o asteróide Bradbury» mas, depois desta descoberta, não resisti a chamar-lhe «o asteróide Portugal». Há muito que anseio que Portugal seja comparado a uma estrela… E não digo mais nada.