Candidatura do Euro a Património Imaterial da Humanidade

Já foi lançada a candidatura:

O teu apoio é fundamental para o sucesso desta iniciativa até porque parte substancial do trabalho já está feito. Partilha, participa, comenta e se puderes mantém debaixo de olho a taxa cambial do Franco suíço.

No facebook

Hoje dá na net: O Fantasma da Liberdade

Le Fantôme de la liberté é um dos meus filmes favoritos do mestre Luis Buñuel e está disponível em grande parte no youtube com legendas em português. Sobretudo aquele que  é aqui o primeiro capitulo e demonstra o que aconteceria se invertêssemos os valores, mais precisamente se trocássemos o papel social da comida e da merda, é a coisinha mais hilariante da História do Cinema e uma aula sobre relativismo e absolutismo dogmático pela mão do mais ateu dos cineastas. Leia a sinopse na wikipédia e não perca, clicando aqui.

A afronta da OCDE ao orçamento do Gaspar e à 1/2 hora do Álvaro

Vítor Gaspar foi vítima de um ataque externo. A OCDE contraria – e de que maneira! – os pressupostos do OGE 2012 apresentado ao país, pelo Ministro das Finanças.

Ignoro se, com recurso ao estilo estereotipado e sonolento, Gaspar reagiu dentro da bitola habitual. Nem sei também se, para além de eventuais telefonemas a Juncker e a alguém do BCE, assim como da tranquilização do inquieto Coelho, fez grande coisa para além de olhar de viés para os números com que, hoje, a OCDE presentou Portugal; números esses, diga-se, que se enquadram no cenário descrito no vídeo acima publicado.

Segundo notícia difundida em vários órgãos de informação, aqui e aqui por exemplo, a OCDE prevê para a ‘Economia Portuguesa’, em 2012, os seguintes valores macroeconómicos:

OCDE

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Passos dados

O Fado bom e o fado mal fadado

O fado foi reconhecido património imaterial da humanidade pela UNESCO. É bom mas, se fizerem o mesmo em todos os países como por cá fazem os tugas, não adianta grande coisa.

O pessoal embandeira em arco, impa-se, acha-se o centro do universo, orgulha-se de ser um povo admirado pela restante humanidade e ignora que o mundo está cheínho de património imaterial igualmente respeitável (ver lista incompleta e não actualizada), para não referir que a candidatura mais enaltecida pelo comité foi o saber tradicional dos xamãs jaguares do Yuruparí, na Amazónia colombiana (claro que todos sabem isso, está bem de ver, e vão começar a falar respeitosa e elogiosamente, dia sim, dia não, do Yuruparí), que a música mariachi mexicana, a peregrinação ao santuário inca Qoyllurit’i, no Peru, um ritual agrícola de replantio de arroz realizado em Hiroshima, no Japão, uma procissão de cavaleiros realizada na República Checa e um teatro de sombras tradicional chinês entraram na mesma lista de que o fado agora faz parte.

Mas estamos fadados para isto: nos dias de festa ignoramos os outros e achamos que somos os maiores, nos outros dias maldizemos a vidinha, o paísinho que temos e o nosso triste fado.

PS: Outra boa notícia é a reabertura do Hot Club a 21 de Dezembro, com três dias de espectáculos grátis. É aproveitar agora e dar lá um saltinho, que ainda não pagam o novo IVA (aumentado) para a cultura.

Os melhores professores e as melhores escolas estão no Norte e no Centro

Antes que algum leitor mais empernido de entendimento apareça por aí, quero deixar claro que o título deste texto não corresponde à minha opinião, por muito lisonjeiro que fosse para mim, profissionalmente nortenho há quase vinte anos.

Com base nesta notícia, será possível ler e ouvir comentários simplistas semelhantes ao título deste texto. As causas do insucesso escolar são conhecidas, sobretudo quando se está, efectivamente, interessado em conhecê-las e dependem muito das condições socioeconómicas dos alunos ou da importância dada à escola, entre outros factores menos decisivos (embora não menos importantes).

Que simplismos desses nos cheguem do exterior do sistema não admira. Já é mais grave quando são proferidos por quem está nas escolas, o que acontece, todos os anos, quando são publicados os rankings das classificações dos exames e os estabelecimentos mais bem cotados se apressam a publicitar o que fazem para que esses resultados aconteçam, como se o mesmo não fosse feito em escolas com piores resultados.

Aguardemos, então, pelas reacções, como costumam dizer os jornalistas desportivos, no fim do jogo. Entretanto, a Educação continua a ser um Património Imaterial ao abandono.

 

Para acabar de vez com os impostos, imposto zero

Dedicado a todos os liberais, em particular ao educólogo Ramiro Marques, vendedor de publicidade nas horas vagas.

O que vai à horta e o que fica à porta

Depois de coreografias baseadas na valsa e no tango, o PS, sempre pouco seguro, prossegue o caminho da abstenção, tal como fez ao longo dos últimos seis anos, quando se asbteve de escolher políticas a favor da Educação, da Saúde ou do Estado Social, preferindo ajudar bancos e garantir favores a construtores civis, a concessionários de auto-estradas ou a vendedores de equipamentos informáticos.

Diante de um assalto disfarçado de Orçamento de Estado, António José Seguro aceitou ficar à porta, mesmo fazendo de conta que não tem nada a ver com aquilo que Passos Coelho e Vítor Gaspar andam a fazer no interior da horta. Se lhe perguntarem alguma coisa, o pobre dirigente socialista deverá dizer qualquer coisa como “Eu não tenho culpa! Até lhes disse para deixarem lá algumas couves!”

7 de Dezembro, na Biblioteca Nacional

Por intermédio do Combustões, recebemos o convite para a inauguração da grandiosa exposição que comemora os 500 anos de relações entre Portugal e a Tailândia (Sião). A preciosa documentação exposta, entre cartas, Tratados e Convenções, literatura e fotografia, atesta a forte presença cultural – que também já foi política, religiosa e militar – portuguesa naquele reino asiático. Um catálogo ilustrado, marca o início das comemorações que decorrerão durante os próximos meses.

Uma boa notícia: aquela gente afim de BPN, BPP, Freeport, Covas daqui e dali, Liscont, aeroportos “já-mé”, auto-estradas de e para nenhures, acções fora da Bolsa, sucatas e pescarias de robalos, etc, etc, estará na Biblioteca Nacional noutro horário. Isto evitará encontros desagradáveis aos leitores do Aventar.

Diário de campo I.

O imaginário europeu no que diz respeito ao continente Africano ainda se encontra totalmente turvado pelo que podemos denominar um excesso de exotismo. Aparentemente, por mais que se leia e se discuta sobre África e sobre os seus problemas de cariz estrutural, nunca se está preparado para o choque ‘cultural’ que acarreta o mergulho no seio das suas dinâmicas sociais. Pelo menos para mim foi assim. Caindo no risco do exotismo bacoco, atrevo-me a dizer que há qualquer coisa de indizível sobre África que tem de ser experimentada no corpo.

A minha primeira viagem para África aconteceu recentemente. O local escolhido, por motivos que agora não interessam, recaiu sobre Niamey. E agora a pergunta: que raio de sítio é esse? Onde é que isso fica? Niamey é a capital de um dos países da África Ocidental, mais precisamente do Níger, e não uma cidade da Nigéria como muita gente pensa, inter alia, por esta cidade no site da Air France Portugal aparecer como uma cidade Nigeriana [?]. Além do mais, o facto das notícias sobre este país rarearem na imprensa portuguesa também não é alheia à confusão que geralmente se gera em torno do Níger [e consequentemente da Nigéria]. [Read more…]

Hoje dá na net: D.O.A.

D.O.A. mais um clássico do film-noir. Frank Bigelow foi envenenado e sabe que tem poucos dias para viver. Tenta descobrir quem o matou e porquê. Página no IMDB. Em inglês, sem legendas.

Destino

Fado é Destino. Está tudo dito.

O melhor do Futebol:

 

Ao segundo golo, o V. (benfiquista) levantou-se e foi comer. Ao meu lado, H. (adepto do Braga) lançou um palavrão enquanto eu gritava como um doido ao ver as redes balançar. Quando Hulk fez o passe para o terceiro golo explodi de alívio para tristeza dos meus dois companheiros/camaradas.

Um bracarense, um benfiquista e um portista foram ao Dragão ver o Porto-Braga. As nossas diferentes paixões não foram nem são motivo para deixar de ir, num frio final de tarde, juntos, assistir a um jogo de futebol. Foi, independentemente do resultado, um final de tarde bem passado. O futebol é isto. Devia ser sempre assim. Infelizmente, como se viu, ontem, na Luz, não é assim.

Eu não aceito ter de ir para dentro de uma “jaula” para assistir a um jogo de futebol. Nem aceito que, para ir ver um jogo do meu Porto a um qualquer estádio de futebol, tenha de esconder o meu fervor, a minha paixão pelo meu clube. Por isso mesmo, levo sempre o meu cascol e como não entendo estas coisas de forma diferente, preferi deixar de ir a certos estádios. Quem ficou a perder? A receita de bilheteira do outro clube (deixando de vender, no mínimo e à minha conta, dois bilhetes).

O que aconteceu na Luz, e noutros dias em tantos outros estádios, é uma vergonha e uma desgraça para o futuro do futebol. Quando vou assistir ao vivo a um jogo vou para me divertir, para assistir a um espectáculo. Não vou para agredir nem para ser agredido. Nem para me meterem numa qualquer jaula ou para incendiar cadeiras. Não.

Hoje, fui com o V. e o que me ri com as suas bocas de lampião. Fui com o H. e o que me diverti com as suas bocas de “guerreiro do Minho”. Eles foram comigo e o que se riram com o que está escrito no meu cascol. Diversão, paixão e amizade. Futebol, portanto. O contrário não é digno de “estar” no futebol.

E no próximo jogo da Champions, lá estaremos. Juntos. O do costume a sofrer com o Porto e os outros dois a rirem-se e, lá no fundo, no fundo, sempre foram do Zenit desde pequeninos 🙂

(estava a ver que no fim me dava uma coisinha má!)

Desorientação completa – 600 mil milhões para Itália

O “La Stampa” anuncia hoje que o FMI está a preparar um resgate de 600 mil milhões de euros para a Itália (também saiu uma nota no Público).


Actualização: O FMI já veio desmentir a notícia do La Stampa.

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O ‘Amadora-Sintra’ e o logro das PPP’s na saúde

“O Estado espera há oito anos fim do processo que vale 60 milhões”, título do jornal Público na edição de hoje, Domingo. O Estado Português, dócil e modelado por um sistema judicial moroso e de frequentes desconexões e ineficácias, o Estado Português, dizia, bem pode esperar sentado. A título de imagem, chame-se-lhe “O Estado Sentado” – houve aqui uma oportuna inspiração cuja origem, todavia, omito.

O processo é complexo e envolve mais de 20 quadros e altos responsáveis pela gestão do sector de saúde. Das diversas figuras envolvidas, consta Margarida Bentes. Desenvolveu trabalhos de grande mérito na área da gestão pública da saúde, assumindo particular relevância a comparticipação no estudo e concepção dos GDH’s (Grupo de Diagnósticos Homogéneos), para efeito de determinação de critérios de custeio do sistema de financiamento dos hospitais públicos.

De toda esta longa e absurda novela, de Margarida Bentes, entretanto falecida, transferiram para os herdeiros as obrigações decorrentes da chamada responsabilidade reintegratória, ou seja, o dever dos herdeiros devolverem o dinheiro ao Estado. De resto, na súmula possível de um documento jurídico complexo e confuso, o Tribunal de Contas, no número 1.9, números 7 e 8, pode destacar-se: [Read more…]

Podemos cortar também?

Fado de Lisboa, património da humanidade

Gosto de alguns fados, como gosto de alguns tangos, de algumas valsas, de alguns minuetos, de algumas sinfonias e de várias músicas de géneros diversos. Não gostarei menos ou mais de fado de Lisboa como um todo só porque a UNESCO deu uma medalha a uma comissão e que, como ontem frisou Rui Vieira Nery, presidente da comissão científica da candidatura, apenas representou o fado de Lisboa porque «o fado de Coimbra tem uma dignidade própria». Mas, dignidades à parte, assim o leio, há o fado – o de Lisboa, naturalmente – e o fado de Coimbra. Para concluir em grande quanto a bairrismos, aqui ficam as variações do coimbrão Artur Paredes, tocadas pelo filho Carlos Paredes.

Pequenos furtos, grandes trabalhos

Um pequeno furto de 1,75 euros, ou 6 embalagens de chocolate furtados por um sem-abrigo, ou um frasco de descafeinado que uma reformada tentou roubar no Lidl, “podem custar aos ‘criminosos’ e ao Estado muito dinheiro”.
Como li PÙBLICO, “Pequenos furtos desencadeiam milhares de processos milhares que podem durar anos nos tribunais”.
Não está certo roubar: é crime. Mas estes pequenos furtos, de valores insignificantes, poderiam ser resolvidos de uma forma mais prática e rápida e sem prejuízos para todos nós: será necessário comunicá-los todos às autoridades? Em seis meses a PSP recebeu quase 800 denúncias de furtos.
Um sem-abrigo e o chocolate… não se compreende? Vivem na rua, não têm morada fixa, torna-se complicado notificá-los. É ridiculo, é ridículo, que a polícia perca tempo à procura do homem que roubou chocolates. Uma senhora que se quer dar a um pequeno luxo de beber um descafeinado ou de tingir o seu leite e de lhe dar sabor nos dias de dificuldade, acaba por deitar tudo a perder, condenada a «ter de roubar» para pagar as custas do processo. Um desvario de 2, 98 euros traduz-se num pesadelo de 642 euros.
Em tempo de crise que vivemos, em que o desemprego deixa muita gente na pobreza e na rua, e em que as reformas são um insulto, não haverá tribunais suficientes para dar resposta  a tantos processos.
Roubar não está certo, mas o castigo tem que ser proporcional ao crime e adequado ao criminoso (é um insulto chamar criminoso a quem quer comer e não pode)…
Há crimes bem mais graves e no entanto…

Céu Mota

Grécia, crise à parte o turismo continua

Excelente promoção turística, que deve ter custado uma horita de trabalho e merece circular pela net. Comparem isto com os milhões gastos na nossa promoção turística. E sendo certo que não temos as mesmas paisagens naturais e monumentais, fazer o mesmo por cá não custava nada.

Hoje dá na net: Yellow Submarine, O Submarino Amarelo (1968)

Também está farto dos tratos de polé aplicados a All together now? Nada como ver, ou rever, o original no Submarino Amarelo, o filme que George Dunning fez com os Beatles.

Legendado em castelhano (versão sem legendas)

Ficha do filme no IMDB.

A diferença mínima entre pobres e ricos: 1 euro / mês

Segundo esta notícia do Público, a maioria PSD-CDS e PS têm estado a debater alterações da proposta do OGE de 2012, no que se refere a cortes dos subsídios de Natal e de férias de pensionistas que aufiram mensalmente uma valor bruto entre 485 e 1000 euros.

É verdade que pensões entre os referidos limites correspondem, em muitas situações, a vidas marcadas por dificuldades de diversa natureza, limitando condições de subsistência e, por se tratarem de idosos, de acesso a medicamentos e até a cuidados de saúde.

Todavia, é verdade também que quem beneficie de uma pensão de 1001 euros mensais, ou mesmo 1050 euros, valores brutos em ambos os casos, pode também enfrentar grandes dificuldades de vida, por ter a seu cargo um agregado familiar mais numeroso. Os encargos associados a filhos desempregados e até à subsistência de netos podem fazer diminuir os rendimentos ‘per capita’ para valores muito mais baixos do que aqueles que, em certos casos, são gerados por pensões inferiores em alguns euros – há quem aufira 1000 euros mensais, por exemplo, e tenha um agregado familiar menor.

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Investir na Educação? Não, isso é nojento!

Tudo o que deveria ser obrigação do Estado está a ser abandonado, ficando à mercê dos privados e ao alcance de quem tiver possibilidades financeiras. Num país ainda subdesenvolvido no âmbito da Educação, continua o desinvestimento.

O governo prossegue um caminho que levará a que as universidades só possam ser frequentadas por jovens das classes altas ou por aqueles a quem for lançada uma esmola. Com cortes sobre cortes e com a Educação dominada pela busca do lucro e dependente do assistencialismo, daqui por uns anos, será necessário recorrer ao robô Curiosity para descobrir vida inteligente em Portugal.

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Quem é, quem é?

O fado é chato, maçador, aborrecido

Dá sono. «Ó musiquinha sonolenta», como vi escrito por aí num site brasileiro.
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Esclarecimento

Apreciar a leitura de alguém não coincide com convergências e divergências. Felizmente o mundo está cheio de gente com em relação a quem politicamente, ou futebolística, ou artística ou seja o que for estou nos antípodas mas não deixo de  ler com agrado, mesmo quando me vão picando.

No caso dos que escrevem no Senatus esse agrado até é generalizado. Mas solicitava que entendessem a ironia como figura de estilo ou então perde a piada toda.

Benfica – Sporting / FCP – Braga : quem vai ganhar?

Com o Benfica e o Porto empatados e o Sporting a um ponto de distância, com o FCP a defrontar o sempre difícil Braga, a 11ª jornada da Liga portuguesa tem os condimentos todos para haver surpresas e reviravoltas na tabela classificativa. Como uma das partes interessantes do futebol são os prognósticos (antes do jogo e não no fim como dizia o outro) e as provocaçõezinhas amigáveis, convidamos os leitores a adiantarem alguns bitaites.

Os meus? O Benfica ganha por dois a zero e o Braga por um a zero. Será?

Coitados dos juízes, ainda bem que os partidos os defendem

Segundo o Correio da Manhã e confirmado pela TSF, o parlamento aprovou esta sexta-feira por unanimidade uma proposta do PCP que elimina a possibilidade das pensões dos magistrados jubilados serem alvo de contribuições extraordinárias, como as incluídas no orçamento.

Continuar a ler no porquemedizem sobre esta melhoria orçamental trazida pelo PCP e para a qual todos os outros partidos também tinham propostas.

Transportes públicos e transportes privados

Há muito que ando a pensar no problema dos transportes públicos dos grandes centros urbanos. Os transportes são públicos porque, penso eu, preconizam um serviço essencial à sociedade que deve ser assegurado pelo Estado a um custo inferior ao que resultaria se o serviço de transporte fosse assegurado por transportes privados.

Tanto a Carris como os STCP (Sociedade dos Transportes Coletivos do Porto) funcionam em áreas muito movimentadas, com muitos clientes. Tanto uma como outra, digo eu, têm condições para ter resultados de exploração positivos. Acontece que, na realidade, estas duas empresas têm acumulado prejuízos atrás de prejuízos. Não tenho dúvidas que, estando em áreas metropolitanas com muita população, esta atividade seria facilmente assegurada pelos privados.

Vivo numa zona rural onde os transportes públicos que existem pertencem a empresas privadas. A taxa de ocupação é muitíssimo inferior à taxa de ocupação da STCP ou da Carris, mas as empresas continuam a assegurar o transporte regular e conseguem gerar lucro, caso contrário já se teriam retirado. Urge perguntar, por que razão estas empresas continuam a dar prejuízo? Não será melhor deixar as empresas privadas explorarem a atividade de transporte naqueles locais (pelo que sei, corrijam-me se estiver enganado, as empresas privadas estão proibidas de circular em algumas zonas, que são exploradas exclusivamente por aquelas empresas)? O erário público agradece.

Se o Estado deve proteger os mais carenciados, por que razão é que os transportes continuam a ser públicos nos grandes centros urbanos (onde há mais pessoas, logo mais interessados em explorar esta atividade) e continuam a ser privados nas zonas mais rurais, onde os privados não são muito atraídos pelas condições de mercado?

Texto de João Pinto / Cortesia de Criticamente Falando

Sérgio Godinho, quarenta anos de canções

Sérgio Godinho comemora, por agora, quarenta anos de canções. A 16 deste mês foi assim no Coliseu do Porto

Ontem foi a vez do Coliseu de Lisboa. Um concerto fantástico – transmitido pela RDP para todo o mundo, procurem o podcast – a mostrar porque há tantas canções de Sérgio Godinho nas nossas vidas.

Em Matosinhos houve greve na Assembleia Municipal

Entretanto, enquanto se discutiam todas as matérias que, na minha humilde opinião, merecem alguma atenção, e não digo toda, vá, para não ser muito exigente, havia gente com outros afazeres.

O vereador Guilherme Aguiar, eleito pelo PSD e cooptado pelo PS, estava com a cabeça em água enquanto procurava a carta que lhe faltava para completar o jogo de Solitário no seu moderno Ipad.

Um tal de blog