Leia a ficha técnica.
A psicanálise da homossexualidade
O divã de Freud
Após lançar rascunhos sobre a psicanálise, o que era dito pelo cientista em questão sobre a homossexualidade? Bem sabia ele quais eram as suas preferências. Era casado com a sua mulher Marta, com a qual tinham já quatro filhos. Ela já não queria mais e solicitou separar quartos.
Como judeu, o Talmude proibia a masturbação e o amor entre pessoas do mesmo sexo. No entanto, como diz na sua auto análise, sentia uma certa paixão pelo seu cunhado, casado com a irmã da sua mulher. O livro de Didier-Ansieu, de 1959, L’Auto-analysede Freud, Payot, Paris, traduzido ao luso-brasileiro em 1990, confirma esta asserção. Ninguém diz que Freud teve opções pelo mesmo sexo, mas o seu celibato obrigatório, levava-o a procurar sentimentos de acolhimento, por causa da sua mulher o ter mandado ao quarto vizinho. Como analisava no texto sobre resiliência, todo o ser humano precisa de afectividade e Freud tinha apenas a sabedoria dos seus discípulos e as queixas dos seus doentes e a [Read more…]
As heroínas do Chile: Javiera Carrera

Javiera Carrera aos seus 19 anos, pintura al óelo de Bejamin Subercaseaux
Foi apenas na Primeira Grande Guerra de Europa, a data em que as mulheres começaram a aparecer nos campos de batalha O seu papel era de enfermeiras. A britânica Florence Nightingale, solicitou licença ao seu Governo para levar um grupo de aguerridas mulheres para curar feridos no campo de combate na guerra de Crimea. Florence Nightingale (Florença, 12 de Maio de 1820 — Londres, 13 de Agosto de 1910) foi uma enfermeira britânica que ficou famosa por ser pioneira no tratamento a feridos de guerra, durante a Guerra da Criméia. Ficou conhecida na história pelo apelido de “A dama da lâmpada“, pelo facto de servir-se deste instrumento para auxiliar na iluminação ao auxiliar os feridos durante a noite. Sua contribuição na Enfermagem, sendo pioneira na utilização do Modelo biomédico, baseando-se na medicina praticada pelos médicos. Também contribuiu no campo da Estatística, sendo pioneira na utilização de métodos de representação visual de informações, como por exemplo gráfico sectorial (habitualmente conhecido como gráfico do tipo “pizza”) criado inicialmente por William Playfair. [Read more…]
Coisas que (felizmente) nunca mudam:
Quase de regresso a Portugal fico a saber que existem coisas que, felizmente, nunca mudam. Somos Porto!
A Vencer desde 1893.
Falta de olho
A visita do Papa Bento XVI a Espanha, ficou desde logo marcada pela conversa da despesa de 25 milhões de Euros.
Esquecem os preocupados da despesa que a visita papal trouxe a Espanha milhares de fiéis de todo o mundo que lá vão gastar dinheiro em restaurantes, museus e hotéis – como os chineses do Futre. Além da projecção mediática usufruída por Espanha que ainda ganhou em tomar de perto as palavras de um Papa universitário e com um pensamento sobre a actualidade digno de ser estudado.
Dos revoltados espanhóis sobre os custos da visita papal, gostaria de saber quantos já não se importam de comprar bilhetes de futebol e sustentar clubes com salários megalómanos para os tempos em que vivemos?
Nestas coisas é preciso ter um pouco mais de visão. Ou de olho, mas com cuidado não vá Mourinho meter o dedo…
Bem Vindos ao Cairo 005
Economia de mercado
Acredito na economia de mercado. Por economia de mercado entende-se um sistema económico em que os agentes económicos podem actuar livremente. O sistema de economia de mercado pressupõe que sejam os privados o motor da economia, do desenvolvimento e do crescimento económicos. Ao Estado cabe a função de regulador. O Estado deve incentivar a participação dos privados na actividade económica, reservando-se ao papel de fiscalizador da actividade económica.
Admite o governo construir o ruinoso TGV?
-Também eu gostaria de ver clarificada a posição do actual governo face ao desastroso projecto de investimento no TGV. Terá Álvaro Santos Pereira assumido uma vez mais uma posição de subserviência do interesse nacional face a Espanha, ou terão existido pressões da Alemanha e França, interessadas que estão na venda da tecnologia, que permitirá reforçar as suas exportações e criar postos de trabalho lá, enquanto aumenta o endividamento cá, com a consequente subida na taxa de desemprego? Explique-se o sr. Ministro, ou se for politicamente incapaz, por ele o senhor Primeiro-Ministro!
os heróis da independência do Chile
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Chile Jura a Independência a 12 de Fevereiro de 1818 Óleo de Subercaseaux
Escrevia um dia destes sobre as cantineiras ou companheiras, que acompanham os soldados à guerra, lutam como os seus colegas de armas e recebem um estipêndio do exército pelo qual lutam, neste caso o do Chile. Escrevia também sobre as Damas da Aristocracia que lutavam pela causa da Pátria, como Paula Jaraquemada e Javiera Carrera, as mais conhecidas, salientadas e honradas por serem da aristocracia. [Read more…]
Dúvida neoliberal
Ao ler o título do texto do nosso JJC, uma dúvida assaltou o meu espírito: se o povo afirma que “quem dá aos pobres empresta a Deus”, não seria melhor suspender a caridade para não se correr o risco de um dia mais tarde as agências de notação finaceira classificarem as contas de Nosso Senhor como lixo?
Um neoliberal é isto, Álvaro!
Santana Castilho *
1. O Álvaro, que veio do Canadá para pôr a economia do país na ordem, disse na Assembleia da República que não sabia o que era um neoliberal. Agostinho Lopes ensinou-o assim: “…É alguém que tem três axiomas com que justifica tudo: globalização, revolução científica e técnica e competitividade. É alguém que tem três mandamentos sagrados: privatizações, liberalização dos mercados e desregulamentação dos mecanismos de orientação económica. E tem um único instrumento como variável de ajustamento dos desequilíbrios: o preço do trabalho …”. A lição dada ao Álvaro, se complementada com a compulsão para aumentar impostos e taxas, faz uma bela síntese da actividade do Governo até agora.
Veja o código de barras, compre produtos portugueses
A seleção portuguesa de futebol, esta de sub20 que acaba de suceder à primeira geração que vendeu bem, a dita d’oiro, demonstra como nem o nosso capitalismo de topo, o dos mercados de técnicos especializados no esférico rolando sobre a relva, confia no que produzimos. Vejam onde andam os jogadores no Maisfutebol e façam as contas.
Isto avisado do que vamos ouvir, mesmo que ganhemos a final, sobre um coletivo que não tem estrelas, rebibaunhau pardais ao ninho, e como me apetecia agora googlar para aqui todos os diagnósticos garantindo que não passávamos a fase de grupos.
Mais uma prova de que só com os trabalhadores e esquecendo as elites, ocupadas em mandar pelo menos 9 milhões de euros por dia para offshores, se pode vencer a crise.
Esta força cosmopolita do Verão
Dá gosto passear pelas cidades portugueses durante o mês de Agosto. A riqueza linguística que nos adorna em qualquer passeio, escutada e apreciada em cada conversa que por nós passa ou que cruza no nosso caminho.
Desengane-se quem pense que tal só acontece pelos reinos do Algarve (ou Allgarve… já não sei ao certo), ou na capital do império ou na Invicta. Nada disso. Pelo Minho fervilha esta palete idiomática em qualquer cidade ou vila, com a acrescida particularidade de haver conversas em francês e alemão que são entremeadas com palavrões portugueses.
Isto sim é riqueza cosmopolita, em vernácula manifestação da nossa cultura universalista.
Quem dá aos colégios empresta a Deus?
O governo decidiu aumentar em de 80000€ para 85000€ o financiamento do ensino privado por turma, aumentando igualmente o número de turmas subsidiadas sem ter em conta a concorrência desleal (porque muitas escolas privadas seleccionam os seus alunos) com o ensino público.
Como ficou a seu tempo demonstrado o custo de uma turma no ensino privado pode ficar por 73.920 euros, ou menos, dependendo das ilegalidades que se vão cometendo sobre os professores que ali trabalham.
Não tenho grandes dúvidas de que os 5000 euros/turma irão direitinhos para o lucro dos empresários e fiquemos assim com mais uma certeza no que toca ao apregoado liberalismo coelhista: o governo gasta mais, sustenta o empreendedorismo e ataca o próprio estado.
É fartar vilanagem.
Tudo em família
Vital Moreira tem umas crónicas giras no Público e a de ontem, terça-feira, foi mesmo engraçada, lançado para o imaginário socialista uma série de dicas de argumentação:
- Todo o país, salvo a Madeira, anda em contenção;
- O buraco da Madeira é uma das razões por Passos Coelho ter sido “enigmático” quanto ao tal “desvio colossal” (não importa a VM a inexatidão da citação…);
- Houve “uma verdadeira conspiração de silêncio em relação ao desvario financeiro de Jardim”;
- O governo escondeu esta “informação durante várias semanas”.
Vital Moreira termina em grande com este parágrafo:
Imaginemos só que os protagonistas desta lamentável história eram respetivamente Carlos César e o Governos de Sócrates! Tudo é diferente quando as coisas se passam dentro da família política…
Tudo muito giro. Cavalgando a onda, factual, do desvairo financeiro que AAJ sistematicamente pratica com elevada arrogância, Vital Moreira, num passe de mágica, iliba os governos socialistas da sua qualidade de maiores financiadores da falta de vergonha na Madeira (lembram-se de Guterres e do perdão da dívida à Madeira?) e, em simultâneo, faz de conta que os Açores são mares de rosas.
Há o pequeno detalhe da falácia:
Fonte: MF/DGO (republicado)
Acontece que José Sócrates e Carlos César são também os protagonistas desta lamentável história. O primeiro pelo aumento das transferências para a Madeira e para os Açores e o segundo por ter beneficiado de um aumento de 54% nas verbas transferidas. Mas lá está, dentro da mesma família política, tudo é diferente.
Para memória futura, aqui fica a crónica em questão.
Amizade
Amizade, sentimento entendido melhor pelas crianças que pelos adultos. Historicamente, foi usado pelos liberais do Século XVIII. Hoje em dia, há dois significados: ganhar distância ao falar com um desconhecido; ou agir até à exaustão para quem queremos. Amizade e parentesco, conceitos ou emotividades que podem andar muito perto. Ou sentimento que faz alguém sentir-se parte da família. Uma unidade de dois ou mais, para o [Read more…]
Carta do Canadá: A grande mentira
A partir de 31 de Agosto do corrente ano, os professores de Português colocados no Canadá e nos Estados Unidos em regime de “destacamento”, perdem o vínculo ao sistema educativo de Portugal. Estes professores, muitos deles com 30 anos de serviço à língua portuguesa, fizeram os seus descontos para a segurança social e nunca receberam salários pagos pelo estado português. Trabalharam em escolas privadas, pelas quais pagaram os seus impostos no Canadá. Resta-lhes a opção de regressarem a Portugal para trabalharem numa escola ou de, simplesmente, resignarem-se a perder o que julgavam direitos legítimos e adquiridos. São raros os que optam pela primeira solução por terem aqui a sua família e a sua vida organizada há muitos anos e,também, pelo receio de regressarem ao país no momento em que estão a ser fechadas centenas de escolas, com promessa formal de serem encerradas mais umas centenas no próximo ano lecttivo, o que garantidamente aumentará o astronómico número de desempregados.
Esta situação foi criada e acelerada pela teimosia ignara de um antigo secretário de estado das Comunidades, António Braga, que não descansou enquanto não tirou o ensino básico de Português no estrangeiro ao Ministério da Educação para o entregar ao Instituto Camões(IC), portanto sob a tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros, organismo que, sobre não ser vocacionado para este grau de ensino, tem dado ao país a imagem de uma espécie de gare de Santa Apolónia: um desassossego, uma salganhada, um sorvedouro de milhões. O objectivo de Braga era claro e à sua altura: ficar com as rédeas do ensino, fazer gato sapato dos dirigentes do IC, de modo a colocar nas coordenações os seus amigos, assim apaziguando as recalcadas iras do seu tempo de mestre escola. Prova do que afirmo foi o saneamento selvagem da coordenadora para os Estados Unidos, Graça Borges Castanho, requisitada à Universidade dos Açores, e o afastamento precipitado da coordenadora para o Canadá, Graça Assis Pacheco, convidada pela presidente do IC a renovar o seu mandato por mais três anos, tendo já cumprido 14, depois de prova de concurso, o que obviamente só foi possível pela desautorização boçal que o antigo governamente impôs à (pelos vistos) passiva responsável pelo departamento. [Read more…]
Setembro é já a seguir…
…e traz de volta Avenida à Rasca 193 – o condomínio mistérico, para mais doze representações em Lisboa, na Fábrica de Braço de Prata. 














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