Declaração de Voto: Pronuncie-se

Iniciada a campanha eleitoral, com as eleições a aproximarem-se e os partidos a manterem distâncias relativamente fixas nas sondagens, o Aventar dá voz ao (e)leitor, convidando-o a expressar-se e a influenciar, se possível, os resultados finais. Pronuncie-se, tenha uma palavra a dizer, a tribuna é sua.

Porque devemos votar ou não votar, porquê num certo partido e não noutro, porquê num certo candidato em vez de outro? Qual a sua opinião?

Junte-se aos muitos (e)leitores que se têm pronunciado e faça a sua declaração aqui

As mais-valias urbanistícas

A família Silva tem um terreno, agrícola, herdado, comprado, não interessa. De repente por alma e graça de um município que decide alterar o PDM, não interessa agora sem com ou sem razão, o terreno passa a solo urbano, passível de levar com umas casinhas em cima.

O que valia x passa a valer 10 vezes mais (estou  a ser muito moderado).

Sorte grande? Não, umas das maiores injustiças da nossa legislação sobre solos.

Dei propositadamente um exemplo pacato. Podia, e todos os nós os conhecemos, dar outros, em que o terreno mudou de mãos pouco tempo antes de o PDM ser alterado. Podia fazer assim a história da destruição do nosso património natural, do facto de termos muito mais casas do que gente para as habitar (e esperemos pelos resultados do censos), de todos assistirmos a um crescimento urbano desenfreado e louco, de assim se explicarem fortunas espantosas e o grosso da corrupção autárquica (já alguém foi condenado por um cambalacho destes?). Podia, mas não vale a pena. Limito-me a apontar, com o exemplo dado, uma fonte de receitas para o estado, mais que justa e urgente. Uma luta que tem sido desenvolvida pelo meu conterrâneo Pedro Bingre, um perigoso militante do… PS.

E agora procurem lá uma proposta para resolver esta vergonha no programa da troika, ou se quiserem, nos programas do PP/PS/PSD.

Imagem roubada ao Pastel de Vouzela

Não se escreve “acampada”, escreve-se “acampamento”.

Já percebemos que discutir a questão das acampadas (a propósito, acampada é termo que não se regista nos dicionários portugueses) é questão ingrata. Os que estão a favor, estão a favor, os que estão contra, estão errados. Não são admitidas contradições (até Torquemada era mais tolerante). A democracia gerida das escadas de uma estátua, ou das cadeiras do parlamento pode ser tão ou mais opressora consoante a habilidade oratória ou literária dos tribunos. A única coisa que os distingue mesmo é a água de colónia. Ou a falta dela. Que o diga Daniel Oliveira que acha anedóticos os 136 debates partidários exigidos pelo tribunal. Vejam lá o topete! A mudança operada nesta criatura, outrora sentada num frio degrau da praça (no tempo em que a liberdade era para todos) até ao assento de pele das tribunas parlamentares é de espantar. Quando o BE (ou aquele grupo heterógeneo de barbudos e oculizados trotskistas) precisava de apanhar beatas do chão para saciar o seu vício de poder, os pequenos partidos eram as forças oprimidas do sistema capitalista neoliberal. Hoje, já gordo e bem fornecido de todos os carregamentos de charutos habaneses acha que os pequenos partidos são um engodo do sistema capitalista neoliberal. O que chateia não são as acampadas em Lisboa, em Madrid e o diabo a 4. É que esta gente, ao fim de um ou dois banhos está igualzinha aos outros.

O que (não) quero ouvir dia 5 de Junho

Não faço apostas sobre vencedores ou sound bites discursivos, mas sei o que (não) quero ouvir da boca do vencedor das eleições na noite de 5 de Junho de 2011. Não quero um discurso virado para o passado, de dedo apontado, mas palavras maturadas por uma longa reflexão sobre o caminho que nos trouxe até aqui. Não quero a responsabilização, mas a responsabilidade de quem sabe que o Estado serviu mal e se tem servido enquanto as assimetrias crescem. Não quero o discurso milagreiro – anos de políticas erradas não se solucionam a 5 de Junho, numa noite, nem provavelmente num mandato eleitoral. Não quero a apologia do fácil, o discurso da ilusão, a negação dos problemas – só uma radiografia honesta poderá evitar falsas partidas. Não quero a diabolização, a exploração do medo, mitos bafientos sobre esquerda e direita ou dicotomias ultrapassadas. Não quero unanimismo, mas promessa de diálogo e decisão firme na discórdia. Não quero um vencedor diminuído por imposições externas ou pronto a sacudir a responsabilidade dos sacrifícios para Bruxelas. Não quero um discurso vazio de prioridades ou de soluções. Não quero um discurso economicista, de números, preso ao défice, à dívida, sem rostos, sem gente, sem histórias – quando a troika nos dá as metas, cabe-nos a nós cuidar das pessoas. Não quero um discurso paternalista, que não lance desafios, que não seja exigente – o mediano não é bom, o bom não é o muito bom, o muito bom não é o excepcional. Não quero um discurso choramingas, de país incompreendido pela Europa, vítima de calculismo interno de outras nações.

Quem fizer o discurso de vitória dia 5 de Junho terá que ter a consciência de que tempos de excepção requerem palavras de excepção.

Renegociação da Dívida: a somar

Prometi, num post anterior, ir actualizando uma lista de organizações e personalidades que começam a defender a renegociação (reestruturação) da dívida portuguesa. Como disse então, aposto que esta lista vai crescer muito e juntará cada vez mais pessoas oriundas de diferentes quadrantes políticos.

Agora chegou a vez do economista-chefe do Deutsche Bank, Thomas Mayer, falar nisso.  [Read more…]

A viagem de campanha

Viagem de campanha

Gil Vicente Campeão

Os de Barcelos são campeões…

Tiro no pé é o desporto da moda: PS e PSD nos primeiros lugares do ranking

tiros nos pés - fernando nobre e almeida santosAs equipas do PS e do PSD continuam a lutar pelos primeiros lugares do ranking do desporto da moda, o tiro no pé. Trata-se de um dos desportos mais fáceis de praticar, tendo em conta que o objectivo é atingir o próprio pé. Embora, para os praticantes, seja um desporto barato, bastando pouca inteligência e membros inferiores completos, possui a estranha particularidade de poder vir a revelar-se caríssimo para os espectadores, que terão, aliás, a hipótese de dar a sua opinião sobre os principais contendores no próximo dia 5 de Junho.

O PSD tem mostrado possuir, nos seus quadros, exímios praticantes desta modalidade, com destaque para Eduardo Catroga e Fernando Nobre, atletas de recursos praticamente inesgotáveis que nunca desistem de uma jogada. O jovem Passos Coelho apesar de ser, ainda, uma promessa, mostra qualidades que lhe garantem um futuro auspicioso, havendo fortes probabilidades de vir a praticar este desporto ao mais alto nível.

Se é certo que o PS começou com alguma desvantagem no campeonato em curso, a verdade é que Almeida Santos não quis deixar os seus créditos por mãos alheias e já garantiu à sua equipa alguns pontos que lhe poderão permitir uma recuperação estrondosa, revelando uma habilidade inusitada ao atingir, com um único tiro, o próprio pé e o de José Sócrates. Mais recentemente, Manuel Alegre, que se andava a treinar à parte, teve uma oportunidade de mostrar serviço e brilhou, usando a sua experiência de caçador, ao mesmo tempo que revelava uma tocante solidariedade, disposto a deixar-se atingir ao lado de Sócrates.

José Sócrates está prestes a ser excluído da prova, uma vez que, ao longo dos últimos seis anos, destruiu quase inteiramente ambos os pés, uma das mãos e grande parte da cabeça. Ainda assim, tentando recuperar algum terreno, continua a disparar freneticamente em todas as direcções.

Ditadura da mediocridade

O (chamado) Partido Socialista tem sido dirigido por um Secretário – Geral cujo lema é a ditadura da mediocridade.

José Sócrates, bajulado e instruído pelo seu núcleo duro (os “ideólogos” que com ele colaboram na alienação do real), considera [e os muitos factos identificáveis ao longo destes anos de governação (dita) socialista confirmam-no] que a ditadura da mediocridade é a modernidade que o PS tem para dar a Portugal!

A realidade indesmentível e incontornável da situação do país impõe assumir uma atitude clara e inequívoca que impeça que as próximas eleições sejam uma legitimação democrática formal de um poder socialista que se tem servido da democracia para a diminuir e perverter.

É muito claro que se o (chamado) Partido Socialista ganhar as próximas eleições verá legitimada a sua “modernidade” e desenvolverá até ao máximo expoente possível a identificação do Estado com o Partido!

Para Sócrates a sociedade civil só existe quando pode utilizar algum cidadão que se tenha notabilizado nalgum sector da vida social para o exibir como troféu! No Estado Socialista em que Sócrates quer transformar Portugal, só há lugar para Sócrates, para os turiferários e para os ideólogos (teólogos do Estado Socrático).

No Estado Socrático a única existência reconhecida aos cidadãos é a de funcionários de Sócrates! [Read more…]

Estilo vietnamita

 

(Em Hanói)

© packardemrodagem

Erros nossos, má gestão, poder ardente

Amado Camões e os erros socialistas

Amado assume que governo cometeu erros num comício do PS

Os brioches de Fernanda Câncio

Ao 12 de março Fernanda Câncio reagiu assim:

ao acampamento do Rossio assim:

Quando a multidão do 12 de março se juntar à ideia de que a rua é nossa, ocupada a tempo inteiro até à mudança, quando a elite do regime tremer porque os desempregados, e muitos dos precários descobriram na Tunísia uma fórmula de mudar o regime, quando os que durante estes anos alimentaram a corrupção, as negociatas, os especuladores, as famílias donas de Portugal, a democracia bipartidária + 1 (alimentada pela comunicação social com as diárias mentiras repetidas de tal forma que um empréstimo com juros elevados se chama ajuda), quando as coisas ficarem mesmo pretas, quando lhe cair uma verdadeira democracia em cima, Fernanda Câncio, a empregada do amigo Oliveira, publicará uma foto com o título

“Não têm pão comam brioches”

ou talvez não. De qualquer forma Maria Antonieta, no seu tempo, ao que parece, também não a disse.

Leitura recomendada:  O dia em que a Madame Mubarak desce à Praça Tahir de Lisboa

Cavadela no pé

Não sei o que dói mais, se os já habituais tiros no pé, se a falta de jeito para lidar com enxadas, perdão, com uma desempregada.

Constata-se que além de pastilhas para a rouquidão nesta campanha também há quem precise de ansiolíticos.

Atenção, há um elefante na sala

Chegámos ao fim da primeira semana de campanha. Na sala, estão José Sócrates, Passos Coelho e um elefante que se chama troika. Passos Coelho começa por acusar Sócrates de andar a esconder nomeações, que não são publicadas em Diário da República por ordem do governo. Sócrates responde a Passos que não existem nomeações de manhã, mas, à tarde, lá vai dizendo que afinal foram nomeados seis governadores civis. Passos pede mais explicações. O elefante boceja. Sócrates diz que Passos quer fazer política de casos. Passos garante que afinal o que se anda a esconder são gastos públicos. Cita relatórios. O elefante mexe-se na cadeira. Sócrates ensaia uma aula de economia: transferências entre organismos do Estado não aumentam o défice – é tirar de um lado e pôr no outro. Passos responde com a falta de transparência. Agora, são as contratações. Sócrates está indignado, chocado ou com qualquer outro estado de espírito perturbador. O elefante olha para o relógio, no respeito dos prazos democráticos, antes de entrar em cena: vai ter de estar na sala com aqueles dois pelo menos mais uma semana. No entretanto, o tema passa a ser o aborto. Passos votou sim no referendo à Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), mas considera necessário reavaliar a lei. Sócrates percebe que a intenção do líder do PSD é a de voltar atrás na lei. Sócrates está novamente indignado, chocado ou com qualquer outro estado de espírito perturbador. O elefante começa a ficar impaciente e ausenta-se, por momentos da sala, para reavaliar um novo empréstimo à Grécia e passar os olhos nas últimas do caso DSK. Na sala não há casos – daqueles que envergonham a política e que são esmiuçados pela comunicação social até ao ponto do condenável – há casosinhos. E não é com casosinhos que se esconde um elefante.

Exposição de Onik Sahakian

Onik Sahakian Nasceu em 1936, na capital do então Império Persa. Em criança, recebeu uma bolsa de estudo para a frequência do Curso de Pintura de Miniaturas Persas, no afamado Honarestan Zibaé Keshwar (Instituto de Belas Artes de Teerão). Em 1956 partiu para os EUA, ingressando na Chouniard Arts School de Los Angeles, concluindo o seu Master em 1964, tendo estudado as técnicas dos pintores clássicos, sendo influenciado pelas escolas francesa, holandesa e italiana, embora numa fase posterior, viesse a interessar-se pelos impressionistas franceses. Foi consultor da Imperatriz Farah Diba, no âmbito do Centro Cultural Niavaran.

Conheceu Salvador Dali em 1958 e essa amizade perduraria até ao fim da vida do pintor espanhol, inevitavelmente sendo também atraído por uma certa visão do mundo, plasmada no irresistível apelo do Surrealismo Daliniano. Em 1987, Onik estabeleceu-se em Lisboa e aqui realizou a sua primeira exposição em território nacional, onde o seu multifacetado talento proporciona trabalhos de pintura e joalharia – algumas das jóias de Gala eram de sua autoria -, escultura, cenografia e guarda roupa para ballet.

O Aventar convida todos os leitores para a inauguração da sua exposição “Time for Wine and Roses”, a realizar-se no dia 2 de Junho de 2011, pelas 19.00H, na Galeria MAC – Movimento Arte Contemporânea (Av. Álvares Cabral 58-60, Lisboa).

êta-lê-lê, ki-bê-lêza…


Há uns dias, foi dizendo que dentro em breve teria de iniciar os discursos de forma diferente, onde a par dos “amigos e amigas, companheiros e companheiras”,  coubessem também os “camaradas”.

Paulo Portas esteve na feira de Sátão, lá para as bandas do Cavaquistão. De cravo na mão, foi dizendo coisas acerca do seu estado de espírito, “mais esquerda que o PSD” . Culminou esta acção de campanha, com uma visita a uma exposição de murais sobre o 25 de Abril. Sim, leram bem, é isso mesmo.

Com um bocadinho de sorte, um dia destes, Jerónimo de Sousa ainda o convida para substituir o desaparecido MDP/CDE, fazendo ingressar o CDS na CDU. Como a Frente Nacional da antiga RDA.

O mundo em que até o futebol apodreceu

O Barcelona venceu a ‘Champions League’, ao derrotar o Manchester United por 3-1 em Wembley.

Os aficionados do clube catalão, naturalmente, saíram à rua para festejar o título e aconteceu aquilo que o vídeo nos mostra: cenas de grande violência, entre manifestantes e as severas forças policiais locais. Resultado: 132 feridos são citados pelos jornais La Vanguardia e “i”, estando 2 desses feridos em estado grave.

Como os tristes acontecimentos de violência não fossem, já por si, suficientes, em Santiago de Compostela, uma jovem de 17 anos morreu, por acidente diga-se, quando também festejava a vitória do Barça.

Registe-se que, nos confrontos na capital catalã, não se envolveram os “acampados na Praça da Catalunha”. Reforçou-se, assim, a falta de qualquer justificação para a violência de que foram alvo há dias por parte dos ‘mossos d’esquadra’ e polícia urbana catalãs, como denunciou aqui o João José Cardoso.

O ‘acampados’ da Praça da Catalunha lutam contra o tipo mundo em que nos transformámos; ignominioso, corrosivo e em que tudo, até o futebol e o que o rodeia, apodreceu. Triste.

Paulo Portas: eu sou uma pessoa que gosto de manter a coerência

2013, 5 de Junho

waveofthefuture

Trabalho baseado n’ “A Grande Onda de Kanagawa”, de Hokusai.  Imagem do início dos anos 90,
então lançada pelo Boston Computer Museum  e por uma  revista chamada  The High Tech Times, com
o nome “A onda do futuro”.  Mais detalhes no post “A onda do futuro é agora o passado” (em inglês). 

 
Faz hoje dois anos que decorreu o acto eleitoral que ficou conhecido por “as eleições da troika”. Tem sido uma quarta-feira infernal e daqui a pouco, em directo nos três canais televisivos privados, o líder da oposição falará ao país. Talvez algum desses viciados da bloga repita a boca “ó Luís, fico melhor assim ou assim?” mas poucos se lembrarão desse episódio quando Sócrates falar. [Read more…]

Problemas no PSD: Passos Coelho discorda de si próprio

Depois de ter concordado com Santana Castilho, que discordava do programa apresentado pelo PSD no âmbito da Educação, e após afirmar que a lei do aborto deverá ser revista, apesar de ter votado a favor no referendo, e tendo concordado em cumprir algo que não assinou, o Aventar soube que Passos Coelho entrou numa fase em que discorda das suas próprias opiniões segundos depois de as ter formulado. Um dos seus assessores do presidente do PSD, diz que chegou a haver violência física, tendo sido necessário chamar a segurança, uma vez que Passos Coelho chegou a esmurrar o próprio nariz, tendo, ainda, tentado pontapear-se nos testículos. Miguel Relvas já manifestou a sua preocupação: “Isto já chegou a um ponto em que o Passos até já anda a dizer que, mesmo que ganhe as eleições com maioria absoluta, não se vai convidar a si próprio para Primeiro-Ministro.”

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Passageiros à Espera

do comboio na estação de São Pedro do Estoril.

A explicação (o humor não engana):

Caro packardemrodagem, o humor responde:

 

Um pequeno-almoço a saber a azia

O Fabio Coentrão é uma coisa: o camarada Mário de Almeida deu-lhe a volta e o miúdo lá se prestou a aparecer na campanha de Sócrates.

Souto Moura e Siza Vieira não jogam à bola (embora o primeiro tenha construído um dos mais belos estádios do mundo). Têm outra idade, empenhamentos políticos, outra forma de estar na vida.

Sócrates tinha agendado para amanhã um pequeno-almoço com os dois. Tinha, mas mal Siza soube que era uma acção de campanha reforçou o seu apoio à CDU. Souto Moura pelos vistos disse logo que tinha mais que fazer. O pequeno-almoço sumiu-se da agenda de campanha.

Este episódio, somado à idiotice de ir arrebanhar carneiros para o Martim Moniz, um bocadinho menos discreto que nas aldeias do costume com as oferendas habituais, é mais uma prova de como a máquina eleitoral do PS está de rastos. Fim de ciclo, a derrota avizinha-se. Até Almeida Santos já deu por isso.

Querida, encolhi o pavilhão*

 

* título e vídeo roubados no blog “A aba de Heisenberg”.

Marquem na agenda: 26 de agosto há futebol

A abrir a temporada, promete ser o jogo do ano: Barcelona e FC Porto, as duas equipas que melhor futebol jogam na Europa, encontram-se no Mónaco.

Como já escrevi, no dia seguinte os jornais vão ter no cabeçalho

Villas-Boas vinga Mourinho

Sim, é uma profecia.

Dívida pública

A Parque Escolar, as obras sem dinheiro e a dívida escondida

 

Como se sabe, há uma técnica clássica para se resolverem problemas nas contas públicas. Dizem que foi descaradamente usada na Grécia para falcatruar o défice mas que cá isso não aconteceu. Apesar do falso grande feito nas contas públicas, do truque dos dividendos da PT e da venda de património do Estado ao próprio Estado, o qual a seguir o Estado vai alugar a esse mesmo Estado. Fora isto, nada de especial. Cá não se escondem elefantes brancos debaixo do tapete.

Paixões não se discutem

Daqui a pouco, numa televisão perto de si, o jogo do ano, eu estarei a torcer pelo:

 

‘Porque hoje é Sábado’ e estar distante da campanha

São muitos os Sábados em que recordo e revisito o poema ‘Dia da Criação’, declamado pelo autor, Vinícius de Moraes, no vídeo exibido.

Até hoje, Sábado, tenho sido repelido pela burlesca,  zombeteira no mínimo, campanha eleitoral que PS, PSD e CDS, ditos partidos do ‘arco do poder’, têm protagonizado. A título de amostra, recorremos às últimas intervenções de Sócrates, de Passos Coelho e de Paulo Portas. Ilustram com rigor a qualidade dos conteúdos políticos da campanha eleitoral dos partidos subscritores do memorando da troika, publicado na última versão em 20 de Maio no sítio do Ministério das Finanças (A SIC ontem pretendeu lançar uma “cacha” com a notícia da 2.ª versão, mas a verdade é que a mesma já havida sido publicada sete dias antes).

Um parêntesis para destacar que, dos três líderes citados, Portas é quem tem tido o desempenho  mais inteligente, aplicando um tacticismo em que é deveras hábil, afirmando-se ao mesmo tempo como intérprete perfeito das teorias de Maquiavel em ‘O Príncipe’.

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Fotografia – Perafita

Afinal, o que foram fazer à troika?

O Bloco de Esquerda e o Partido Comunista foram criticados por não se terem reunido com a troika. Sinceramente, pareceu-me que essa atitude tinha mais prós do que contras. Face àquilo que se está a passar, começo a deixar de ver os contras.

Agora, os dois partidos que, para além do PS, assinaram o memorando aparecem surpreendidos ao saber que o documento que subscreveram não corresponde exactamente ao texto aprovado no Conselho Europeu.

CDS e PSD clamam que o Governo não os informou das alterações, o que é negado por Sócrates, o homem que, nas palavras elogiosas de Paulo Portas, “tem contactos curtos e intermitentes com a verdade.” Passos Coelho, por outro lado, assume que, seja como for, o novo texto será cumprido, deixando a impressão de que quaisquer outras alterações serão, ao mesmo tempo, criticadas e bem-vindas.

O governo, ao não informar o país e os partidos, está apenas a ser coerente, pelo que se impõe a crítica à sua actuação. Outra pergunta, no entanto, se impõe: o PSD e o CDS não se sentem igualmente desrespeitados pela troika? Se houve negociação e assinatura, não deveriam os dois partidos criticar a instituição que, pelos vistos, faltou à palavra? Ou será que, afinal, essa assinatura serviu apenas para marcar presença e ficar na fotografia, na esteira de Durão Barroso nas Lajes? Afinal, o que foram lá fazer os meninos?