D. Afonso V já tem sucessor: temos um novo Africano, também apelidado de “Obama de Massamá“.

(Foto do IOnline)
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
D. Afonso V já tem sucessor: temos um novo Africano, também apelidado de “Obama de Massamá“.

(Foto do IOnline)
Desde a minha Carta de Amor a Dublin, debrucei-me sobre alguns aspectos da vida em Dublin: os pubs, a cerveja, a música (nos pubs), a Guiness, o Temple Bar (e os seus pubs), o que se come, o que se bebe (nos pubs).
Falta uma referência ao que de mais importante Dublin tem: as pessoas. Não é que seja grande viajante pela Europa e pelo mundo, mas já conheço uma boa mão-cheia de países. E nunca, até hoje, vi pessoas tão simpáticas como as de Dublin. De uma simpatia, hospitalidade e disponibilidade ímpares.
São pessoas que fazem de Dublin a cidade que é. Uma cidade que não tem propriamente grandes monumentos (não terá um único), mas que tem um ambiente formidável e único.
E agora, que venha a bola.
Meados da década dos Beatles. Estão presentes duas locomotivas eléctricas da série 2500, as primeiras da CP para a voltagem de 25 kV, inaugurada em 1956 no âmbito de um esforço de modernização pós-guerra de várias redes ferroviárias europeias. Durante mais de uma década, e na principal via férrea do país, circularam lado a lado comboios a carvão, a gasóleo e eléctricos. Estas locomotivas foram recentemente desligadas da ficha, meio século de bons serviços prestados.
A Bíblia (500 a.C.-150 d.C.), Verbo, Lisboa, 1976. Há versões anglicanas, católicas romanas, calvinista, luterana, presbiteriana e outras.
Agostinho, Santo (Agostinho de Hipona) (367), o Livre Arbítrio, Braga, Faculdade de Filosofia, 1986.
—, (397), Confessions, Thomas Nelson & Sons Ltd, Londres, 1937.
—, (412-426), La Ciudad de Dios, ed. Porcia, Buenos Aires, 1988.
Alcorão (651-652), Europa-América,Lisboa, 1989.
Allende, Isabel (1982), La casa de los espíritus, Plaza & Janés, Barcelona. [Read more…]
Lutam pelo mesmo que leva as pessoas à rua um pouco por todo o mundo.
Programa “Discursos cruzados” que vai para o ar às Terças, pelas 21.30 na rádio Digital FM (http://www.digitalfm.pt/webtv/) conta com a participação do nosso José Mário Teixeira. Eu vou ouvir!
Então vamos falar a sério.
Vamos falar sobre um sistema que criou a falsa ilusão de ser igual ao sistema normal de ensino mas não o é. Vamos falar sobre um programa que criou expectativas aos seus “alunos” mas que o mercado de trabalho ridicularizou (com piadas como: “pois, o teu certificado deve ser das Novas Oportunidades” ou “olha este deve ter vindo das novas oportunidades”, etc.). Os motivos? Simples:
Falta de credibilidade por via de um gritante deficit de exigência. Serviu para maquilhar dados estatísticos mas não foi uma mais-valia para a esmagadora maioria. Depois, causou situações gritantes como estas:
‘Melhor’ estudante do País chegou à universidade só fazendo um exame e teve 20
Foram 530 os alunos que este ano entraram no ensino superior através do programa «Novas Oportunidades» sem terem terminado o liceu, noticia o «Expresso». Entre eles está Tomás Bacelos, o aluno que com apenas um exame de inglês entrou com a média mais alta na universidade este ano: 20 valores. [Read more…]
No Jornal da Noite da SIC de hoje surge a desculpa oficial por o governo não ter disponibilizado a tradução do memorando da troika. Cintando de memória, dizem do lado do governo que o documento não foi publicado antes porque era secreto; que só hoje, depois de aprovado no ECOFIN, é que pode ser tornado público. Secreto?! O Expresso e o Público e outros órgãos de comunicação social estiveram a praticar um ilícito? E o próprio governo, andou na ilegalidade por divulgar um documento oficial? Enfim, engole patranhas quem quer.
Fica bem a quem erra ter a humildade de reconhecer o erro, o que constitui um passo da aprendizagem. Não foi o que o governo fez. Pelo contrário, procurou ludibriar os portugueses com um pretenso secretismo nunca antes usado nem pela troika nem pelo governo. Longe vai o tempo do primeiro-ministro que afirmou nunca se enganar e raramente ter dúvidas. Este não o diz mas a arrogância é a mesma.
Teixeira dos Santos confirma: só em juros, Portugal podia ter uma frota de sessenta submarinos! A pergunta a colocar é: se em vez de pagarmos 30.000 milhões em juros, tivéssemos essa quantidade de submersíveis, quem nos atacaria por um calote?
Sessenta submarinos? Caramba, até o almirante Dõnitz esfregaria as mãos de contente!
Segundo o Tribunal da Relação do Porto:
I – O crime de Violação, previsto no artigo 164.º, n.º 1, do CP, é um crime de execução vinculada, i.é., tem de ser cometido por meio de violência, ameaça grave ou acto que coloque a vítima em estado de inconsciência ou de impossibilidade de resistir.
II – O agente só comete o crime se, na concretização da execução do acto sexual, ainda que tentado, se debater com a pessoa da vítima, de forma a poder-se falar em “violência”.
III – A força física destinada a vencer a resistência da vítima pressupõe que esta manifeste de forma positiva, inequívoca e relevante a sua oposição à prática do acto.
IV – A recusa meramente verbal ou a ausência de vontade, de adesão ou de consentimento da ofendida são, por si só, insuficientes para se julgar verificado o crime de Violação.
Com eleições a aproximarem-se, com os partidos a manterem distâncias relativamente fixas nas sondagens, o Aventar dá voz ao (e)leitor, convidando-o a expressar-se e a influenciar, se possível, os resultados finais. Pronuncie-se, tenha uma palavra a dizer, a tribuna é sua.
Porque devemos votar ou não votar, porquê num certo partido e não noutro, porquê num certo candidato em vez de outro? Qual a sua opinião?
Faça a sua declaração aqui ou, se preferir, na caixa de comentários deste post.
Tradução do memorando? Devia haver. É o que diz o chefe. Já podem linkar a nossa tradução do programa do próximo governo. O homem ficou embaraçado. Não se faz ao chefe.
Da nossa parte foi só serviço público. Incómodo? Acontece.
…mas parece que foi contra a vontade da “esposa“. Divórcio à vista…
-Não gostas de ler nem escrever? A matemática aborrece-te? A escola é uma seca? Os professores são chatos? Vai mas é dar uns pontapés na bola, descobre o Ronaldo que há em ti, ainda recebes equivalência ao 9º ano sem teres a maçada de estudar ou ires às aulas….
Depois da lata de baixar o IVA do golfe (o desporto; não estamos a falar do carro) para 6% e das facilidades concedidas à Herdade da Comporta, duas benesses ao banco do ministro BES, hoje recebeu o Grupo Espírito Santo uma má notícia: «Portugal perde organização da Ryder Cup 2018 para a França».
É a vida. Mas o Estado continua a ser bom encosto: «BES pede financiamento de 1,25 mil milhões com garantia do Estado».
Não deixa de ser curioso como a aproximação de eleições acabou por recentrar o BES na agenda económica, algo bem patente com a repetida aparição pública de Manuel Pinho na última semana em diversos órgãos de comunicação social (RTP, TSF, Expresso). Coincidências? Sim, seguramente. Sem dúvida. Obviamente.
Sócrates diz que quem ganhar as eleições “é que vai para o governo”. Uma verdade de La Palisse. Mas como e em que circunstâncias? É que existem demasiados ses para tantas certezas. Se o PS e o PSD se encontrarem numa situação de empate, decerto terá a responsabilidade de formar um governo, quem conseguir obter uma maioria parlamentar. Com o CDS, evidentemente. Não nos admiremos muito, se Paulo Portas obtiver para o seu Partido o melhor eleitoral desde as eleições de 1976, quando arrebanhando 15,98% dos sufrágios, o CDS conseguiu eleger 42 deputados. É que verdade seja dita: o PC e o BE auto-excluem-se de qualquer executivo ou maioria parlamentar que tencione cumprir o Diktat (vulgo Memorando) celebrado com as instâncias representadas pela Troika-Regente.
Pelo evoluir da campanha que se prevê iconoclasta, logo veremos em que atoleiro o sistema se enterrará, para grande gáudio de Belém. A guerrilha que os cavaquistas têm imposto a PPC, deve querer significar algo.
Uma outra questão, será saber o porquê de tanta ansiedade em manter o poder. Ainda haverá algo que convenha permanecer na penumbra?
…foi feita pelo Aventar -com a colaboração de alguns leitores, está aqui, muita gente sabe isso e nós agradecemos a quem ajudou a divulgá-la:
Albergue Espanhol, 5Dias.net, 31 da Armada, A Educação do Meu Umbigo, Blasfémias, Estado Sentido, Esquerda.net, Cachimbo de Magritte, Atributos e tantos outros blogues, redes sociais e agregadores de conteúdos que nos seria impossível nomear todos.
Como se vê, há muito quem saiba. E há quem não saiba (ou faça de conta) por não lhe interessar. A sonegação de informação por parte do poder é uma estratégia antiga e conhecida, cabe aos cidadãos lutar contra ela.
Hoje PS e PSD andam a brincar às Novas Oportunidades. É assunto que já me ocupou o teclado: as fraudes sistemáticas, as mentiras de Luis Capoulas, e a razão porque o logro é endémico:
As fraudes só passam porque as equipas deixam. E as equipas deixam porque têm metas para cumprir, pairando sempre sobre a sua cabeça a ameaça de encerramento do CNO. Estamos a falar de pessoal maioritariamente contratado (agora menos a recibo verde, é certo) ou sem componente lectiva na escola onde está colocado, e do ou cumpres ou ficas desempregado.
Passo a explicar a Passos Coelho porque não vale a pena fazer auditorias externas. Primeiro porque já foram feitas, com o objectivo de não servirem para nada, mas feitas. Segundo porque embora todas as equipas tenham ordens para certificar qualquer analfabeto que se preste a um processo de certificação de competências isso não está escrito em lado nenhum: existem metas que não dizem claramente validem, fingem dizer outra coisa, tipo despachem, cumpram, inscrevam. Coisa fantástica, na ANQ as instruções superiores passam sempre para a base da hierarquia via formação: é que numa reunião não se escreve, só se diz, não ficam provas. Quando as coisas chegam às equipas são factos orais consumados.
E por último porque José Manuel Canavarro, autor do programa do PSD para a Educação, no intervalo de outros negócios privados e de uma carreira académica muito turbo, também dá uma perninha à ANQ: [Read more…]
Uns estão virados para Dublin e o jogo de amanhã. Outros já foram os mais irlandeses dos políticos portugueses.
Em 2001 Paulo Portas foi a Dublin, não havia futebol, mas muito que aprender com o governo:
Durante a reunião com o ministro das Finanças, Paulo Portas pretende abordar o método irlandês para atingir o equilíbrio orçamental, a contenção da despesa pública, as reformas estruturais e o uso e fiscalização dos fundos comunitários.
Devia lá voltar amanhã. O jogo promete ser um bom jogo, e pode ser que encontre o tigre celta perdido no coração do neo-liberalismo europeu agora falido.
Anda um gajo qualquer no Albergue orgulhoso por causa do Aventar e dos Celtas.
Já se sabe: com a campanha eleitoral, Passos Coelho está transformado numa espécie de Zelig. De manhã, é africano, à tarde, é pescador, e, à noite, diz o que os professores gostam de ouvir e não me admiraria que viesse a dizer que é o mais docente dos candidatos.
Hoje, o presidente do PSD criticou, com argumentos justos, o embuste chamado Novas Oportunidades. Imediatamente, Luís Capucha, saltando em defesa do seu latifúndio, ligou o mp3 e fez ouvir os dois mandamentos acéfalos do costume:
1. atacar as NO é atacar os profissionais que aí trabalham e os alunos que por ali passam;
2. as pessoas que atacam as NO são uns elitistas que pensam que a Educação não deve chegar a todos.
Quanto à primeira ideia, a verdade é que é possível descobrir facilitismo (ou é impossível não descobrir) nas NO, sem que isso signifique criticar as pessoas: os professores são obrigados a cumprir o que lhes é imposto, mesmo que não concordem (o que também acontece fora das NO), e os alunos mais ingénuos são enganados, acabando por confundir a posse de um diploma com a aquisição de conhecimentos. Os alunos menos ingénuos limitam-se a aproveitar a ocasião, o que é humanamente compreensível.
A acusação de elitismo, por outro lado, não passa de um inábil princípio de intenções. Na verdade, criticar o facilitismo das NO é outra maneira de afirmar que os alunos merecem melhor. Facilitar-lhes a vida, na verdade, é só desrespeitá-los. A expressão “processo educativo” é, no fundo, muito feliz, se tivermos em conta o substantivo ‘processo’: aprender não é obra de um momento, é um percurso com passos que devem ser seguros.
Capucha é o verdadeiro homo socraticus: limita-se a soltar duas ou três ideias e não se afasta daí um milímetro, não vá dar-se o caso de ter de argumentar verdadeiramente.
Vinte e cinco mil volts acima das nossas cabeças, Março 2011.
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José Sócrates em debate com Jerónimo de Sousa, afirmou com alguma convicção que o memorando teria sido traduzido e disponibilizado aos portugueses. Mas o Minitério das Finanças não fez esse trabalho. Quem o fez foi a equipa do Aventar com a colaboração dos seus leitores. Pode ler, não graças ao governo, nem aos partidos, nem sequer à comunicação social, seguindo este link.
O Público refere que o governo preferiu dar aos portugueses apenas uma versão reduzida. Mas, enfim, nem isso é verdade, o que existe no site do MdF é apenas uma apresentação e um discurso, onde se tomam as liberdades de comunicação normais deste governo.
Entramos nas horas finais de campanha e o Aventar continua a dar voz ao (e)leitor, convidando-o a expressar-se e a influenciar, se possível, os resultados finais. Pronuncie-se, tenha uma palavra a dizer, a tribuna é sua. Participe numa iniciativa que consideramos ter sido um sucesso, a julgar pela participação dos leitores.
Porque devemos votar ou não votar, porquê num certo partido e não noutro, porquê num certo candidato em vez de outro? Dê a sua opinião.
Primeiro uma divulgação precipitada: um militante da direita francesa tuítou a notícia da detenção do pré-candidato presidencial antes da polícia nova-iorquina ter piado, com o detalhe, errado, de que esta teria ocorrido no hotel.
Agora começam os alibis:
Parece-me ligeiramente precipitado dar DSK por culpado do que também pode ter sido uma armadilha, que interessa à política francesa, mas também a outras (o próximo homem do FMI não vai ser europeu, e convém não esquecer que a especulação financeira tem atacado sobretudo a Europa). Para já veio ao cimo o verdadeiro personagem Dominique. Como muita gente tem repetido, alguém que faz às mulheres o mesmo que o FMI tem feito aos povos.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Tuttle Creek Rd., Lone Pine, Califórnia, EUA, Junho de 2025
(a propósito de tudo sobre o excelente Bad Day at Black Rock, por causa do Spencer Tracy)
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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