cromos de colecção

Pena de Morte para Homosexualidade no Uganda

De vez em quando recebo um mail que sinto dever publicar no Aventar. É o caso desta petição que pretende evitar a pena de morte para os homosexuais no Uganda. Leia, assine, divulgue, faça qualquer coisa, a maior crise é a demissão e há mundo para além da nossa casa. Eis o mail integral:

Em 24 horas, O parlamento de Uganda pode votar uma nova lei brutal que prevê a pena de morte para a homossexualidade. Milhares de ugandenses poderiam enfrentar a execução – apenas por serem gays.

Nós ajudamos a impedir esta lei antes, e podemos fazê-lo novamente. Depois de uma manifestação global massiva ano passado, o presidente ugandense Museveni bloqueou o progresso da lei. Mas os distúrbios políticos estão crescendo em Uganda, e extremistas religiosos no parlamento estão esperando que a confusão e violência nas ruas distraia a comunidade internacional de uma segunda tentativa de aprovar essa lei cheia de ódio. Nós podemosmostrar a eles que o mundo ainda está observando. Se bloquearmos o voto por mais dois dias até que o parlamento feche, a lei expirará para sempre. [Read more…]

“Porque eu morro…

Se passa um dia só e não te vejo” E a voz delicodoce do “cantor de sonhos” espraia-se numa suavidade lânguida, de um erotismo angelical. E as balzaquianas mamalhudas, matronas vermelhuscas de calores menopáusicos, desfraldam as banhas, reviram os olhos, baloiçam os úberes até ao umbigo e abanam as ancas opulentas num último estertor de excitação. É um alucinante delírio orgásmico colectivo, num clímax que se prolonga como num eco: “Porque eu morro…” Pois é. “Esqueçam tudo o que a musa antiga canta / Que outro valor mais alto se alevanta” – Camões, “Os Lusíadas”. “Tony! Tony! Tony!… Faz-me um filho, Tony.” E o Tony: “Porque eu morro…”. Num refrão angustiadamente repetido. E um patusco, roxo como um fígado, disfuncionalizado da histeria colectiva: “Faz lá um filho à gaja, pá. Antes que morras…” Fizeram o mesmo pedido ao Quim Barreiros, não sei se antes, durante ou após o chupanço “nas tetas da cabritinha”. E a resposta segundo o próprio: “Eu fazer, fazia, o pior é que a gaita já não ajuda muito”. É o Portugal português, o “incrível país da minha tia / trémulo de bondade e de aletria”, no entendimento de Alexandre O’Neill. [Read more…]

Seus palermas, sondagens há muitas…

Parece que é da Marktest, e sai amanhã. Encontrei no Facebook, entrego a quem provar pertencer-lhe:

PPD/ PSD (39,7%),
PS (33,4%),
CDS-PP (9,0%),
CDU (6,5%)
BE (4,8%).

Banqueiro, amigo, o povo tá contigo!

E para quem vai um quarto do empréstimo?

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Roma com medo de profecia sísmica

Para que não restem dúvidas, esta notícia é de 11 de Maio de 2011 d.C., e não de MMXI a.C.

O QUÊ PSD? Terrorista, o Sócrates? Ou Por Que Saliva Passos Coelho & Afins, os Sacripantas!

Assistimos a uma campanha PSD Sacripanta – com um Porta-Voz Sacripanta – com objectivos Sacripanta – de valor de Sacripanta. Mais palavras para quê? SACRIPANTA é a justa.  Quem se subjuga, agora, no silêncio, a Sacripantas, que se cale para sempre. Não venham depois bradar o Sócrates!! Ai o Sócrates! Não, não é o Sócrates, nem o terrorista, nem o mentiroso ( ó! que ridículo é o coro de Santos em desespero da Santa verdade, Y logo no Planeta Terra! Y com os condicionalismos da Condição Humana … ).  Os Sacripantas salivam Y todos fecham os olhos: o Sócrates!! Ai o Sócrates. O Sócrates é o PS! Y uma coisa é justa dizer sobre o Sócrates: no dia 23 de Março de 2011, Portugal só teve um Homem à altura da sua História: O Sócrates! O Sócrates que eleito numa maioria relativa, respeitou essa maioria relativa. Não teve foi quem o acompanhasse nesse respeito; os, agora, Candidatos Sacripantas colocaram-se à frente dos interesses do país. Sim. Há o Candidato José Sócrates Y há os Candidatos Sacripantas que salivam  por isto: [Read more…]

Cartas a Sócrates – [8]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Se soubesse, amor, o caminho mais fácil, fugiria lamentando-
-me. Assim, amor, só me resta percorrer avidamente, sem
cansaço, esta via sinuosa, derrotando-me solidão ante solidão.
    
                                 
Se eu soubesse, amor, quando coincides, também, solidão, não
rejeitaria o caminho mais ágil.
     
Mas, no interior há uma prece aclamando: quão diferente
poderia suceder se soubesses, amor, combater esta forma
estranha de resistir distância dissuadindo-me no meu corpo,
transformando-me para outra vida evidenciar.

PS.: #ILoveSocrates Night & Day 🙂

Publicado no F-Se!

Memorando da Troika – A tradução oficial é a do Aventar

O Memorando da Troika foi divulgado ao país no dia 3 de Maio. Em Inglês. Entretanto, o País ficou à espera que fosse disponibilizada a tradução de documento tão importante. Pelo Governo, por um dos Partidos ou pela Comunicação Social – todos tinham obrigação de o fazer.
O País ficou à espera, mas mais valia que tivesse ficado à espera sentado. Os dias passaram-se e nada. Não fosse o Aventar traduzir o documento na sua totalidade, através do Helder Guerreiro e do Jorge Fliscorno, e hoje o País continuaria sem saber o que diz esse Memorando. Um trabalho de fôlego que tem vindo a ser constantemente actualizado e melhorado graças à participação dos nossos leitores e às mais diversas contribuições.
Repare-se que o Aventar é um blogue constituído por pessoas que têm as suas profissões e que não tinham qualquer obrigação de substituir nesta matéria o Estado, o Governo, os Partidos ou a Comunicação Social.
Percebe-se agora que não vai haver tradução oficial do Memorando de Entendimento com a Troika. Nem é preciso. A tradução do Aventar já está a correr por mail e já foi publicada em todo o lado, mesmo que muitos – de forma extremamente elegante – tenham preferido omitir a fonte a que recorreram.
Não havendo tradução por quem de direito, a tradução do Aventar passa a ser, assim, a TRADUÇÃO OFICIAL do documento. Não precisam de agradecer.

Quem faliu o país não foi ele, fui eu – O poder do silêncio

Por Santana Castilho *

1. Nós, eleitores, somos avessos à mudança. É só olhar para a história da nossa democracia. Avessos à mudança, conservadores e medrosos. A irracionalidade do medo, digo eu, não permitirá a 30 por cento dos eleitores, dizem as sondagens, ver que o Estado protector foi posto em licença sabática, substituído dissimuladamente pelos interesses e pelas empresas do regime e está falido. Isso, com todas as letras, falido.
Se tudo correr bem, teremos salários porque nos vão emprestar 78.000 milhões de euros. Mas não desaparece o problema. Desaparece o aperto com que o aventureirismo e a irresponsabilidade de Sócrates nos arrastaram para a vergonha internacional.
O chefe da equipa do FMI foi claro quando referiu, publicamente, que a situação a que chegámos, isto é, não termos reservas para satisfazer compromissos se não vierem em nosso socorro já em Maio, obrigaria a que o pedido de resgate tivesse sido apresentado há muito tempo. [Read more…]

Laurentino Dias é grande, mas não é grande coisa

Foi mais ou menos o que disse Pinto da Costa acerca do ainda Secretário de Estado do Desporto, que manifestoua sua preferência pela vitória do Braga na Final da Liga Europa.
Pinto da Costa atirou-se a Laurentino Dias e fez muito bem. Sendo governante, a função dele é ser imparcial e tratar de igual modo os dois clubes. Não interessa se é de Fafe ou de Vila Fresca de Troca-o-Passo, interessa que deve manter uma posição equidistante perante todos.
Claro que a Laurentino Dias, que só tem tamanho e mais nada, isso não interessa nada. Todos nos lembramos da forma como em 1988, era então Deputado do PS e Presidente da Assembleia Municipal de Fafe, esteve por trás da despromoção do Famalicão
ao e da subida do Fafe à I Divisão.
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Ainda a comunicação de Sócrates sobre a troika

sócrates e teixeira dos santos - comunicação ao país sobre a troika - 2

Isto está é a precisar é de um Rui Rio a mandar nesta merda toda

A estória é simples: havia uma escola abandonada no Porto, e um grupo de pessoas decidiu okupá-la. Recuperou o edifício, e dinamizou-o como espaço de utilidade social, cultural e educativa. Leiam as suas intenções.

Ouvindo as palavras educação, social e cultura, Rui Rio mandou apontar as pistolas.

Diz-se no JN:

“Acho mal saírem daqui, trabalharam tanto e fazem uma coisa destas. Vêm de metralhadoras e pistolas e levam os rapazes presos”, disse exaltada Dona Branca, moradora na Rua da Fábrica desde que nasceu.

Foram muitas as críticas ao despejo do movimento ES.COL.A — Espaço Colectivo Autogestionado do Alto da Fontinha.

“Isto parecia o farowest. Nunca vi tanta polícia na Fontinha”, desabafava Margarida, enquanto Fátima enchia os pulmões: “Parecia que vinham prender o bin Laden. Do meu lado era de pistola em punho. É um disparate. Antigamente eram seringas, drogas, tudo e desde que este grupo veio para aqui foi uma limpeza. Tínhamos professores que vinham dar aulas às crianças gratuitamente”. [Read more…]

Estação do Tojal

Estação do Tojal, Linha de Évora, Abril 2011.

O imaginário das crianças: Os silêncios da cultura oral – Capítulo I

CAPÍTULO  I

AS CULTURAS DA CULTURA: INFANTIL, ADULTA, ERUDITA

A questão

Miguel (v. Genealogia 1), o neto do Marques, queria uma bicicleta. Conseguia equilibrar-se na minha, que era preta, de ferro e pesada. Seu pai, a trabalhar nas obras de uma cidade longínqua, não tinha dinheiro suficiente para comprar uma; a mãe, jornaleira, guardava o dinheiro para os gastos da casa. Os avós, quinteiros da casa da aldeia onde eu e eles vivíamos, observavam os vizinhos e sonhavam com outra vida enquanto entregavam produtos e dinheiro das vendas aos proprietários. A bicicleta não podia materializar-se, e Miguel Marques sabia; com sete anos, sabia. Mal podia, entrava na garagem [Read more…]

De pé, ó vitimas do júri

A luta continua, e fica comprovado: a Europa não gosta de nós. Quero uma jangada de pedra, a flutuar por aí. Até ao Brasil.

(aqui entre nós: desculpem lá, mas a classe operária feminina, a camponesa nem tanto, na década de 70 arejava as pernas. era uma concessãozita, minimal, e tinha ajudado. isso e um decote)

Actualização: Brainpool, vão prá Eurovisão que vos pariu e para o corno que a amansou.

O Festival Eurovisão e os Homens da Luta

Por causa dos Homens da Luta fiz o que há muitos anos não me lembro de fazer: estive a assistir ao Festival Eurovisão (semifinal). Uma xaropada de todo o tamanho, um hino ao mau-gosto europeu, pimbalhice pura.

Os Homens da Luta não se apuraram. Podia ter sido ao contrário que a minha opinião não mudava um milímetro. Aquilo é tão mau que ninguém pode orgulhar-se de ganhar. Só participar, já envergonha.

Cenário pós eleitoral

-O sistema eleitoral português é o que é, não adianta agora discutir se deveríamos ter mais ou menos deputados, eleitos em círculos uninominais ou nacional único. Essas questões são totalmente pertinentes, mas irrelevantes no próximo dia próximo dia 5 de Junho. A eleição será realizada de acordo com as leis em vigor. O que proponho agora aos estimados leitores e colegas do blogue, é que pensem num cenário, a julgar pelas últimas sondagens, não será totalmente irrealista. Imaginem que o PS vence as eleições mas com menos de 1 por cento de vantagem sobre o PSD, no entanto o partido liderado por Passos Coelho, consegue eleger mais deputados. A primeira questão é, quem deverá ser indigitado Primeiro-Ministro? Para complicar um pouco mais a equação, o CDS/PP afirma-se claramente como a 3ª força política, mas não obtém mais votos que a soma entre CDU e BE, no entanto consegue eleger um número de deputados, que somados aos eleitos do PSD, ultrapassam os 116, logo entre ambos conseguem formar uma maioria absoluta no parlamento. Este cenário é ficção? Para já é mera especulação, mas seria o país governável a partir do próximo dia 6? Deixo à vossa consideração…

O imaginário das crianças: Os silêncios da cultura oral – Prefácio

Para minha neta Maira Rose van Emden, filha de Cristan van Emden e Paula (née Iturra-González)

I

O processo educativo é aquele que mais marca o quotidiano das nossas vidas e é o mais quotidiano dos processos que orienta o nosso agir. Todo o grupo social precisa de transmitir à geração seguinte a sua experiência acumulada no tempo, como condição da sua continuidade histórica. A intenção de entender a transmissão e aquisição do saber das novas gerações e seu desenvolvimento nas gerações que as acompanham, dá margem a uma disciplina que pretende conhecer, quer os meios, quer as estruturas dos processos de ensino/aprendizagem. [Read more…]

Eduardo Catroga é o melhor amigo de José Sócrates

 

Eduardo Catroga defende a mobilidade total. Um professor de Setúbal poderá ser convidado a trabalhar nas Finanças do Porto.

Descoberto aqui.

 

Eduardo Catroga, que terá sido convidado para Ministro das Finanças de um futuro governo PSD, sempre deslumbrado com a modernidade, terá afirmado que o futuro da função pública está na mobilidade, não só espacial como funcional. O funcionário público do futuro estará sempre munido de uma tenda e de uma mochila, porque outros amanhãs poderão cantar. É claro que um governo que se proponha fazer isto àqueles que estão sob a sua tutela, será ainda mais permissivo face às empresas que, qualquer dia, mesmo na Europa civilizada, poderão dispor do direito de vida ou de morte dos seus funcionários

É certo que seria importante conhecer o contexto em que estas afirmações foram produzidas, mas já temos duas ideias absolutamente chocantes:

1. A absoluta falta de sensibilidade relativamente àquilo que é a vida das pessoas. Passará pela cabeça deste senhor que alguém que trabalhe em Setúbal tenha família em Setúbal? Saberá o homem que o Porto não fica propriamente a caminho do Portinho da Arrábida?

2. A ideia de que os funcionários públicos são profissionais indiferenciados e, no fundo, sem qualificações. Assim, um professor pode ser funcionário das Finanças de um dia para o outro, do mesmo modo se pode saltar de uma repartição de Finanças para uma sala de aula?

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Os amigos europeus

Vejam só quanto são nossos amigos os parceiros europeus.

Os 78 mil milhões da ajuda externa estão divididos em duas parcelas: uma assegurada pelo FMI (26 mil milhões) e outra garantida pelos países europeus (52 mil milhões). Acontece que os juros do empréstimo do FMI serão de 3.25% nos primeiros 3 anos e de 4.25% no quarto ano. Já a taxa de juro média dos empréstimos garantidos pelos países europeus será “claramente abaixo dos 6.0% e deverá ficar nos 5.5%” (afirmou Olli Rehn, citado pelo i).

Isto porque «as regras europeias prevêem que a taxa de juro aplicada aos programas de assistência financeira seguem a regra aplicada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) mais um “pequeno prémio” de risco (no Público.)»

Portanto, este “pequeno” prémio de 2.25% é quanto vale a ajuda dos nossos  parceiros. Ainda bem que não são nossos adversários…

Agora, vejam lá quem é o papão. Andou-se meses a falar que o FMI nos ia engolir vivos e, afinal, são aqueles que ficam para lá de Vilar Formoso que nos vão às canelas. Acresce ainda que o nosso iluminado engenheiro andou a tentar não pedir ajuda externa (leia-se FMI) à espera de uma eventual flexibilização do tal Fundo Europeu de Estabilização Financeira. Se tal tivesse acontecido vê-se agora quão bom teria sido. Não valia mais ter pedido ajuda ao FMI (leia-se FMI e não FMI+BCE+CE) em vez de se ter colocado a estratégia eleitoral à frente de tudo o mais? Valer mais, valia. Mas não era a mesma coisa.

C’um Catroga!

De Sócrates e da sua governação de 6 anos, os portugueses sabem o suficiente. O diagnóstico está  feito. Portanto, no presente, o que preocupa os cidadãos é o futuro, próximo e duro, sabendo à partida que o programa de governo, independentemente de partidos integrantes, é aquele que a troika estabeleceu neste memorando.

Relativamente às próximas eleições, os  votantes, em número normalmente abaixo dos abstencionistas, começam a dar indícios de poder a privilegiar o PS de Sócrates em relação à alternativa PSD. Esta sondagem do ‘Público’ é mais um sinal nesse sentido, a somar a outras divulgadas na última semana.

Parece-me oportuno interrogar: a que se deve esta quebra do PSD? Entre diversos motivos, cito: a imaturidade de PPC, a senilidade do ribatejano Catroga, um oportunista já denunciado no ‘Aventar’ pelo João José Cardoso; e sobretudo a incapacidade do conhecido economista falar claro e verdade. Nem sequer tem o cuidado de estar em sintonia com  Passos Coelho.

O líder social-democrata afirma-se contrário ao corte de salários, para compensar a´redução da TSU até 4%, preferindo aumentar os impostos sobre o consumo.  No entanto, Catroga, no ‘Prós e Contras’ de ontem, afirmou que os impostos não serão aumentados.

Bom, Catroga que manifesta  eloquente falta de condições comportamentais e intelectuais para o exercício de funções governativas, comunica mal, entrando gratuitamente em litígio  em diversas frentes. Ontem, foi com Silva Pereira, o que até seria natural, mas também com António Pires de Lima do CDS, seu antigo companheiro na Nutrinveste, e ainda com o Prof. Carlos Coelho que se encontrava entre a assistência.

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A comunicação do Primeiro-Ministro ao país, feita na véspera da troika apresentar o memorando

o ilusionista

É de ler e ouvir o que Sócrates disse ao país sobre o que o não seria o memorando da troika e o que, depois, se veio a saber. Engana-me, que eu gosto.

Uma solução para a crise

menino de oiro

Vender o Menino D’Oiro

A mobilidade segundo Eduardo Catroga, o maratonista da economia portuguesa

Eduardo Catroga defende a mobilidade total. Um professor de Setúbal pode ser convidado a trabalhar nas Finanças no Porto.

Como o compreendo. Um homem habituado à mobilidade como ele, quer a solidariedade dos outros.

Vejamos: Eduardo Catroga tão depressa é presidente do Grupo Sapec (uma empresa que tem como maior accionista o grupo Luso Hispanic Investement, patrioticamente sediado no Luxemburgo); como vai a correr para vogal do Conselho de Administração da Nutrinveste (Compal, Frize, Nicola, Fula, Clarim, etc etc); acelera como membro do Conselho Geral e de Supervisão da EDP (percebem agora de onde veio a peregrina ideia de privatizar a Rede Eléctrica Nacional?) e ainda derrapa mas não cai na qualidade de membro não-executivo do Conselho de Administração do Banco Finantia (nunca ouviram falar? e na Sofinloc, sua subsidiária, especialista no crédito para que o povo tenha um carro novo? e na Sofinloc IFIC, o segundo maior agente de seguros em Portugal? e nas Ilhas Caimão onde o Finantia tem uma delegação para desviar mais uns milhões ao pagamento de impostos?). Nos momentos de ócio ainda recentemente encabeçou a lista vencedora nas eleições para o Conselho Leonino.

Tudo isto se compreende num homem que aufere uma reforma de 9693 euros, classe média, portanto.

Sigamos pois não o cherne mas o exemplo de quem ainda negoceia tudo e menos alguma coisa em nome do PSD, e é o candidato natural a ministro das Finanças num governo do Grupo Mello, cargo que já ocupou nos idos de Cavaco Silva, tendo sido o primeiro a colocar a dívida pública acima dos 60% do PIB. Isto é que é um político de primeira, carago.

Filhos de uma grandessíssima luta

O portuguesinho anda sempre muito preocupado em ser bem-comportado quando se devia revoltar, ao mesmo tempo que vive obcecado por quebrar regras sem importância em nome de direitos irrelevantes, o que o leva a não respeitar filas ou a deitar lixo para chão.

Os “Homens da Luta” conseguem o milagre de herdar o espírito de revolta que nasceu com o 25 de Abril, atacando o comodismo burguês, e, pelo caminho, ridicularizam a própria imagem dos que cultivam o espírito de revolta e cultivam, na clandestinidade, o mesmo comodismo burguês. Para usar uma expressão associada ao Jel, com os “Homens da Luta” vai tudo abaixo.

É verdade que, hoje, em Dusseldorf, não vão representar Portugal. Para o fazerem teriam de tentar imitar o pior que se faz na Europa, só porque é o que se faz na Europa. Pelo contrário, os “Homens da Luta” continuam, pelo menos, a abanar o país do respeitinho, o país que vive preocupado com o que vão pensar de nós, o país que, para ser o bom aluno, chegou a um ponto em que é muito menos país do que era.

Para o ano, espero que sejam os “Ena Pá 2000” a ganhar o Festival. Luta que os pariu a todos!

 

A caminho de Dublin (faltam 8 dias)


A cerveja é uma marca fundamental da cidade de Dublin, ou não fosse a bebida mais consumida nos inúmeros pubs que existem em toda a cidade. Ali, a cerveja escorre directamente da fábrica da Guiness para as goelas dos dubliners e seus visitantes.
A Guiness foi fundada em Dublin em 1759 por Arthur Guiness. Desde essa altura, a sua composição é a mesma: malte irlandês, água de Dublin, lúpulo e levedura. Produzida em 55 países, é consumida actualmente a um ritmo de 10 milhões de copos diários. O seu símbolo é a Harpa irlandesa.
Ir a Dublin e não beber uma Guinness é muito mais grave, mas muito mais, do que ir a Roma e não ver o Papa. Afinal, com uma Guinness à frente, quem é que no seu juizo perfeito quereria ver o Papa?

Hoje é dia de luta, com alegria

Como e quem pode votar na Eurovisão, meia-final de hoje:

1 – Não é permitido votar no país onde se está a ver o programa. Por exemplo, quem está em Portugal não pode votar na canção portuguesa.

2 – Só podem votar na Semi-Final 1 (10 de Maio às 20 h de Portugal) os 19 paises a concurso mais a Espanha e o Reino Unido.

3 – Cada pessoa (telef) só pode votar 10 vezes.

4 – Os portugueses que estejam num dos países abaixo referido devem sintonizar o canal que nesse país estiver a transmitir o evento e votar através do número que aparecer no ecrã para votação. A canção portuguesa acaba em 16 seja qual for o país.

5 – Só quem estiver nestes países pode votar na canção portuguesa:

Polónia, Noruega, Albânia, Arménia, Turquia, Sérvia, Rússia, Suiça, Geórgia, Finlândia, Malta, Sam Marino, Croácia, Islândia, Hungria, Lituânia, Azerbaijão, Grécia, Espanha, Reino Unido.

As Grandes Promessas Eleitorais

O Pacote das Grandes Promessas para o seu verão 2011!

Sem emenda

O Sr. Candidato e o Sr. Deputado, dirimiram as suas contas de balcão de carvoaria, interessando-se pelos remoques e responsabilização mútua de alegadas malfeitorias. Num país com dezenas de milhar de quilómetros quadrados de terras abandonadas, com uma costa subaproveitada e uma Zona Económica (pretensamente) Exclusiva ignorada e sem defesa, pois se vivêssemos em normalidade, teríamos 16 patrulhas oceânicos, 6 submarinos, 10 fragatas, aviação naval e uma frota pesqueira capaz de lançar redes em todos os oceanos, colocando-nos nos congeladores uma Pescanova nacional. Os dois convivas limitaram-se a escrever na água. Nada, nem uma ideia, nem uma frase que indicasse a esperança num projecto viável. Ignoraram o espaço lusófono, desconhecendo ou desinteressando-se da potencialidades do mesmo.  Com as cidades e os respectivos centros históricos a caírem aos pedaços, sem elevação falaram de betões, de carris chiques que não queremos nem podemos pagar e nem sequer um suspiraram acerca dos sempre úteis “grandes desígnios” que ninguém percebe como coisas atingíveis.

Definitivamente, esta gente – toda ela – já é passado. Com  um absurdo “empate técnico” na forja acesa à beira da estátua de Afonso de Albuquerque e alimentada pelo ambicioso interessado na fraqueza dos outros, já pouco há a esperar quanto a um projecto exequível e sem dúvida austero, mas com credibilidade.

Há 101 anos caiu sem defesa, o regime que na nossa longa História, mais se parecia com estes dias de descontentamento. Pelos vistos, mais tarde ou mais cedo, teremos uma reedição de acontecimentos.