‘Cambalache’, o tango recomendado para políticos

Tango ‘Cambalache’ de Discépolo

Estamos em fim-de-semana. É  tempo de pausa para missas,  idas ao ‘shopping’, ao cinema ou ao pontapé na bola. Ou ainda para permanecer em casa a ler, a meditar na merda a que chegámos ou a tentar reparar o sacana do autoclismo que não se silencia.

Compadecido com a dor do político a quem falta parceiro para dançar o tango, invadiu-me a ideia de recomendar: talvez com este histórico tango, o ‘Cambalache’, a escassez se converta em abundância de pares para dançar. O autor, Enrique Santos Discépolo Deluchi, falecido em 1951, criou-o em 1935.

A letra é intemporal. À semelhança do tango e das milongas  que nos cantam para aumentar impostos, congelar salários e pensões, eliminar ou reduzir prestações sociais, infernizando-nos a vida.

Agora como não chumbam estão no 10º ano e fazem testes Pisa com muito melhores resultados

Onde é que meteram em 2009 os alunos com 15 anos que em 2006 estavam no 7º e 8º?

No Expresso de hoje Isabel Leiria pensa que estão no 10º ano, porque agora não reprovam e como tal sabem mais. Fantástico. Mas também podem estar num Curso de Educação e Formação (CEF) e não terem feito os testes Pisa.

A grande mudança no ensino em Portugal entre 2006 e 2009, afectando os alunos que dantes chumbavam de forma a estarem no 7º e 8º com 15 anos, foi precisamente terem sido encaminhados para os CEF’s (e muito bem, acho eu).  Nos CE’Fs pelo menos não chumbam. Mas os CEF’s não constam desta tabela. Até parece que os alunos dos CEF’s foram marginalizados desta oportunidade de demonstrarem as suas competências, o que seria uma enorme injustiça, e para alguns uma grande batota.

Por coincidência a subida da média nacional nos testes Pisa resulta sobretudo da subida dos piores alunos. Ou do truque de terem sido substituídos por outros, correspondendo aos que em 2006 estavam no 10º ano, bastando para isso que os alunos dos CEF’s com 15 anos não tenham feito o teste.

Um caso em que uma escola básica pediu escusa porque o “grupo de estudantes a avaliar tinha uma taxa muito elevada de casos de insucesso,” é conhecido.

Nesta remota hipótese, que não queria colocar mas já coloquei depois de esfregar os olhos na caixa de comentários do post onde esta tabela foi publicada pelo Paulo Guinote,  toda a propaganda que o governo tem feito seria um enorme barrete, a enfiar por todos nós, e ainda pela OCDE a quem primeiro teria servido.

O que está totalmente fora de causa, é claro, mas fará de Maria de Lurdes Rodrigues a maior prestidigitadora de números da História da Educação em Portugal.

A Beleza da Sociedade Automóvel

Um dia todos teremos o direito constitucional a um carro, ou a um porsche em cima do passeio, em cima do jardim, dentro das rotundas, dentro das universidades, ao redor das cidades…  via Menos1carro.

Luís Vilar: às vezes até em Coimbra a justiça funciona

Um político profissional, que de empregado bancário passou a movimentador de milhares nas suas contas depois de alcançar o estatuto de vereador, o pior que Coimbra já teve, consegue ser notícia.

Valha-nos isso. Aventei algumas vezes sobre o arguido Vilar*, por conta do processo dos amigos dos Correios, ou mais recentemente pelas sua participação nas recentes eleições internas da Federação de Coimbra do PS.

Hoje, dia em que foi condenado no primeiro dos seus processos a ser julgado, sinto que a minha cidade está mais limpa e asseada. Faltam os outros casos, e sobretudo falta dignidade a Vítor Batista. O ainda deputado do PS entregou a Luís Vilar  a responsabilidade pelo financiamento do PS distrital nas eleições do ano passado, quando já era acusado por crimes de financiamento partidário ilícito, uma das razões porque hoje foi sentenciado em tribunal. Vítor Batista vai abandonar já o seu lugar de deputado? ou no mínimo o seu grupo parlamentar vai correr com ele? esperem sentados.

Entretanto e mais uma vez Domingos Névoa lá se safou, se bem entendi por prescrição. Um dia os estacionamentos subterrâneos da Bragaparques chegarão à superfície. É tudo uma questão de tempo.

* a expressão arguido Vilar é © do Fernando Moura, que pela primeira vez em Portugal fez a cobertura de um julgamento para o blogue das suas meninas, um grande marco na História da blogocoisa em Portugal, dando um gandabaile aos dois diários locais, fora o resto. Na blogosfera, essa expressão geometricamente desadequada, ninguém vai dar por isso. Parabéns a quem esta tarde mandou o servidor abaixo por excesso de visitas, coisa que nunca aconteceu ao Aventar, ia lá agora ter acontecido.

Dois professores em E.V.T. – acabar ou não?

O currículo do Ensino Básico, contempla a disciplina de Educação Visual e Tecnológica.
São, normalmente, 4 tempos de 45 minutos por semana e o programa contempla várias dimensões, podendo, de forma simplista, escrever-se que se trata de uma disciplina de carácter artístico na área da plástica, da expressão visual, algo do tipo desenho ou trabalhos manuais, para uma linguagem mais antiga.
É, claro, uma disciplina central na área da educação artística e a sua metodologia sempre foi suportada no desenvolvimento de projectos – é uma área onde os alunos aplicam conceitos, procedimentos e metodologias essencialmente práticas.
A Associação de Professores da Disciplina já manifestou TOTAL recusa da proposta do governo: a disciplina de EVT passará, segundo o documento, a ser leccionada apenas por um professor.
E, na minha perspectiva, a medida carece de fundamento pedagógico: a metodologia da disciplina exige mais que um professor porque a sua dimensão prática exige um acompanhamento muito próximo de um docente. E essa exigência deriva da necessidade de garantir um trabalho de qualidade, mas, acima de tudo, para garantir a segurança. Ter um grupo de 28 alunos com facas, martelos, serras, chaves, pregos, metais ou outro tipo de ferramentas nas mãos pode ser muito perigoso – será que depois os professores serão também responsabilizados como aconteceu com um docente de Educação Física?
Pelo que escrevi no post anterior estou convencido que esta medida vai mesmo avançar. E pergunta-se: o que vai acontecer aos professores sem colocação?
Tenho cá um palpite que vão ficar responsáveis pelas AEC’s.
É um palpite.

Ora Bessa!

Daniel Bessa

Há comportamentos de certos homens públicos que me causam psoríase. Olho para o percurso político-partidário deles e fico perplexo e indignado.

Daniel Bessa, Joaquim Pina Moura, Mário Lino e António Mendonça, todos oriundos de certa esquerda, constituem alguns exemplos de eloquente falta de vergonha. Vidas de videirinhos que, para manter benesses, não hesitam em tornar-se serventuários de ideologias que antes combateram (?) e opostas ao individualista egoísmo que, pelos vistos, sempre os norteou.

Segundo o ‘Público’, Daniel Bessa considera: “A economia está ser aniquilada pelo Estado Social”. É caso para afirmar com estrondo: “Ora Bessa!!!”. Eu e felizmente muitos, muitos mais pensamos exactamente o contrário; isto é: “O Estado Social está a ser aniquilado pela economia”. Então não foi Bismarck, um conservador do século XIX, o fundador do Estado Social? É ou não verdade que, terminada a Guerra Fria, os Estados europeus, a partir de Margaret Tahtcher, e com neoconservadores e socialistas (?) em sintonia, produziram e desenvolveram o modelo  da drástica redução do papel do Estado na economia, das PPP’s e da infabilidade  do mercado da ‘mão invisível’? O que é que o Estado Social contribuiu para as bolhas financeiras, imobiliárias e desgovernação do sistema financeiro? Tudo o que nos fez aportar ao território do descalabro dos sistemas económicos, do euro e das desigualdades sociais emanou do Estado Social? [Read more…]

Estudo Acompanhado: o que é isso? Acabar ou continuar?

Água em Vila do Conde
Nos últimos dias têm sido divulgados documentos que mostram a intenção do Governo em diminuir a despesa na área da educação. Ao que se sabe o corte na casa da dezena percentual do orçamento educativo só tem, de facto, implementação possível no próximo ano lectivo, isto é, nos últimos quatro meses do ano civil. Logo, o corte teria que ser ENORME para que fosse possível alcançar as metas estabelecidas pelas finanças.
A nova organização da mancha curricular dos alunos não contempla área de projecto, estudo acompanhado e reduz o par pedagógico na disciplina de EVT para um só professor.
Sobre a Área de Projecto escrevi no post anterior que o seu fracasso deriva da prática errática da sua aplicação e não tanto da sua existência.
No caso do Estudo Acompanhado os resultados são outros.
Esta área curricular não disciplinar foi criada, segundo a Lei, ” visando a aquisição de competências que permitam a apropriação pelos alunos de métodos de estudo e de trabalho e proporcionem o desenvolvimento de atitudes e de capacidades que favoreçam uma cada vez maior autonomia na realização das aprendizagens;”.
No terreno, o Estudo Acompanhado é prioritariamente atribuído aos docentes de Língua Portuguesa e Matemática – no 2ºciclo, um de cada, no 3º ciclo a um destes, em função da realidade de cada escola.
Tem sido usado como espaço de alargamento, no caso da matemática, das horas de trabalho em tarefas matemáticas. Seriam algo próximo da sala de estudo, das explicações privadas, das mestra de antigamente, mas num ambiente académico, contextualizado e pensado pedagogicamente.
Esta prática contribuiu MUITO para os resultados agora conhecidos nos testes de PISA.
E portanto, nas escolas, ninguém percebe como é possível o governo pretender acabar com esta área curricular. Já há movimentos de resposta a tal intenção e, talvez por isso ou não, José Sócrates disse algo de diferente no parlamento.
Dúvidas? Talvez não. É a estratégia de cinco anos deste Engenheiro – avança com um conjunto absurdo de medidas no espaço mediático, recolhe e analisa reacções e depois, retira algo que verdadeiramente nunca esteve em cima da mesa.
Neste sentido penso poder concluir que Estudo Acompanhado vai continuar e que Área de Projecto e o par pedagógico de EVT são mesmo para extinguir.

Inquérito parlamentar já

O rei João II teve uma morte no mínimo misteriosa. Muitos historiadores, contando com o parecer de alguns médicos precursores do tele-diagnóstico, têm-se inclinado para o envenenamento do monarca, ordenado pela própria rainha, nada de espantar se tivermos em conta que o rei limpara o sebo ao duque de Viseu, seu cunhado, e a mais uns tantos.

Contudo trata-se de uma interpretação discutível. Ainda recentemente Manuela Mendonça, presidente da Academia Portuguesa de História, defendeu a teoria do falecimento devido a doença crónica. É portanto um caso polémico, e “um dever para com a verdade” o seu esclarecimento.

Uma comissão parlamentar de inquérito impõe-se. Já. Aposto que o deputado Paulo Portas, um devoto do chamado Príncipe Perfeito, vai assumir esta iniciativa.

ACOP: Associação propõe ao Governo que revogue o artigo 17 do Código da Publicidade

Ante as clamorosas ofensas ao Código da Publicidade, algo que se observa em toda a linha, mas com particular incidência sobre a regra que comporta restrições ao álcool, a ACOP – Associação de Consumidores de Portugal – propõe ao Governo se revogue o artigo 17 do Código da Publicidade, cujo teor é o que segue: [Read more…]

Papa Ratzi Aprova Preservativos Com Sabores


via Cavalheiros.

O ensino privado que todos pagamos vai ficar na mesma

Interpelado por Paulo Portas (quem melhor que ele para defender a privatização do ensino) Sócrates tremelicou e lá lhe saiu um “sem prejuízo do ano lectivo e do ciclo de ensino”. Forçar a transferência de alunos a meio do ano seria um disparate, quanto a isso todos de acordo.

Agora “ciclo de ensino” traduzido do socratês é muito claro: tudo vai ficar como estava, escolas privadas sustentadas pelo estado a concorrerem com as públicas, lucros chorudos para empresários e mais uma fonte de financiamento da ICAR.

Valha-nos que caiu o mito do custo por aluno nos colégios ser inferior ao do público mas na hora da verdade este governo é incapaz de resistir à pressão de uma Igreja, e de gente como o seu ex-deputado António Calvete. Tudo como dantes, quartel-general no largo do Rato.

Os juizes portugueses serão atrasados mentais?

Tudo no mesmo dia:

. O Tribunal da Relação de Coimbra considerou que o homem que deu duas bofetadas na ex-mulher não pode ser condenado por violência doméstica.

. O Supremo Tribunal de Justiça ilibou a REFER do pagamento de uma indemnização de 80 mil euros à família de uma jovem que foi colhida por um comboio na Estação de Ovar depois de ter conseguido passar por um buraco no muro que impede o acesso às linhas.

. O Supremo Tribunal de Justiça condenou um professor de Educação Física ao pagamento de uma indemnização de 75 mil euros a uma aluna que se lesionou ao fazer um salto mortal, exercício obrigatório no 9.º ano.

Ora, temos aqui que dar duas bofetas não é violência doméstica (quantas seriam necessárias?, pergunta muito bem Ana Matos Pires), que uma empresa não tem de cuidar das suas infra-estruturas, sobretudo aquelas que oferecem perigo para os seus utentes, e que um professor é o responsável por uma aluna se magoar ao fazer um exercício obrigatório e tem o dever de estar em todo o lado ao mesmo tempo. Agora que o Governo quer acabar com os pares pedagógicos em EVT, quando um aluno vazar um olho com um x-acto já têm quem responsabilizar. O professor, claro.

Perante estas inexplicáveis decisões da Justiça portuguesa, que, comme d’habitude, penaliza sempre a parte mais fraca (a mulher em detrimento do marido, a jovem em detrimento da grande empresa, o professor em detrimento da aluna), aguarda-se com expectativa a febril intervenção desse paladino da verdade e da honestidade, desse infatigável defensor dos pobres e dos oprimidos que dá pelo nome de Marinho e Pinto.

Posso vomitar?

Acabo de ter acesso aos questionários relativos à ADD – Avaliação de Desempenho Docente – numa escola próxima da minha. Aí se estabelecem os critérios que permitirão avaliar os professores segundo determinado nível. Assim fiquei a saber que um professor EXCELENTE é aquele que: [Read more…]

Em Londres é assim

Protesto estudantil, ontem em Londres

Da Weasel, o fim da banda da doninha

Os Da Weasel anunciam que a banda acabou. Quem nunca viu a doninha, já não vê. É pena, a menos que venham projetos melhores – sozinhos ou acompanhados. Aqui, Da Weasel com Manel Cruz, a seguir – carregue em Continuar a ler– bora lá fazer a puta da revolução e, outra ironia, nunca me deixes.

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A eterna paralelidade dos sacanas

Um quarto da actividade económica em Portugal é paralela. Paralela em economês é o eufemismo para gajos que fogem aos impostos, mas usufruem dos impostos. Tipos porreiraços que não alcançando o supremo usufruto da parceria público-privada (desde a Lusoponte ao colégio sustentado por todos nós) roubam ao estado não pagando ao estado, mas utilizando os serviços que o estado nos presta a todos (da saúde à estrada). A versão mais esperta do chico, desde o pequeno biscateiro ao grande Dias Loureiro.

Tipos a quem roubar não tira o sono, porque na sua moral muito sua não gamam nada, desenrascam-se como diria o velho Soares, Mário.

Canalhitas, portanto. Que contam com o teu vá lá, que se lixe, quando não lhes exiges a factura (e menos pagas).

Um quarto da economia de um país em crise dava para mandar a crise passear para a sua mãe alemã num instante. Num mundo onde o offshore é lei, confesso o meu relativo desinteresse pelo biscateiro. Hoje, dia Dia Internacional contra a Corrupção, prometo que  a partir de 1 de Janeiro não me esquecerei de vós, pequenos e enormes trapaceiros: por cada cêntimo que me vai ser roubado não me esquecerei do Manel, do António, da Constância, de cada um dos que nos roubam (que o estado também é nosso), e me fazem ser roubado.

Ir-vos ao focinho seria um prazer. Na impossibilidade de o fazer, sois muitos e maiores que eu,  alguma coisa se há-de arranjar.

As "Zambézias"


Não foi a surpresa do dia, nem sequer da década. Há muito que se conheciam as nada estranhas ligações entre o poder político-militar da Frelimo e negociantes de todos os azimutes. Quando da independência, houve quem colhesse fartos benefícios das atempadas contribuições anti-Portugal, entre as quais avultavam as verbas distribuídas pelo senhor Olof Palme. Madeiras e transportes foram algumas das recompensas vertidas pelos detentores do poder na antiga Lourenço Marques, bem embaladas naquela conhecida retórica do situacionismo bem pensante dos “amanhãs”, “justiça”, “libertação” e outros tantos recursos tirados da luxuosa valise Louis Vuitton que a progressista oligarquia europeia tem sempre à mão.

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2711

Eles fazem a festa e eu invadi a sala…

Águas… Totalmente… Controladas

Naquele Tempo, ouvia-se dizer que a electricidade não se dá bem com a água. Isso era dantes!

recuar?!…

Quem vai à guerra… (2)

Novas do campo de batalha: as contas do twitter e facebook da Anon_Operation foram canceladas. É como nos desenhos animados: o gato nunca apanha os ratos, e neste momento o twitter é este: http://twitter.com/anonops aliás: http://twitter.com/Anon_Operationn (obrigado CJT pela correcção).

Parece ter sido utilizada uma arma de destruição maciça: a publicação de 10 000 números de cartões de crédito é uma bomba atómica, com efeitos colaterais como todas as bombas atómicas. Tolice, embora sirva para todos entendermos que a falta de segurança de informação como esta é o pão nosso de cada dia (e não apenas um problema da diplomacia americana).

Sobre esta operação transcrevo de seguida uma carta aberta dos seus responsáveis.

A Letter from Anonymous

Our Message, Intentions, and Potential Targets

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Vá pró cavaco que o parta!

O Presidente da República, e candidato à reeleição, esteve ontem particularmente inspirado para  comunicar com o povo.

Ao repetir corriqueiro auto-elogio, advertiu em tom messiânico: “é preciso escolher o candidato mais preparado…” – e quem é ele, quem é? Cavaco Silva, nem mais. 

Depois de intensa e prolongada reflexão, confessou ao jeito de humilde crente: “espero que as promessas às vítimas do mau tempo em Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã sejam cumpridas…” – e quem mostra assim ser um homem de fé, quem é? Cavaco Silva, obviamente.

Por fim, a comunicação social desafiou-o a falar da ‘revisão das leis laborais”, mas o PR argumentou que esse tema estava fora da agenda política; e do alto da sua cátedra, proclamou: “é essencial encontrar um rumo da produtividade e da competitividade da economia” – quem é capaz de ser o português mais visionário, quem é? Cavaco Silva, quem havia de ser!? [Read more…]

Make-up


Os defensores de inadiáveis causas, já têm mais um excelso problema com que se preocupar. No Sudão, uns tantos modelos masculinos foram multados por terem sido maquilhados, tornando-os mais apresentáveis para os ecrãs televisivos. Tal coisa é considerada indecente e imoral, daí a pena.

Já agora, que tal seria fazermos o mesmo com toda a “manfianagem” que nos entra diariamente casa-adentro? O presidente da República, o 1º ministro, os ministros e anexos, os líderes de todas as oposições, os artistas e apresentadores, miúdos dos Morangos, etc, etc, etc. Com tanto pecúlio angariado pelo “imaquilhável” Teixeira dos Santos, Portugal saía da crise já na próxima semana. Ele que contrate o sr. Munir, especialista em contornar assuntos delicados.

Aventar recolhe reacções à prisão de Assange (4)

testemunho

Depois dos anteriores, chegou ao Aventar esta dúvida sobre o impacto que a educação tem na formação dos indivíduos.

Quem vai à guerra dá e leva

As nobres instituições que às ordens do dono estão a boicotar a wikileaks, através do cancelamento de contas bancárias ou de processos judiciais absurdos,  começaram hoje a provar o sabor da guerra: uma associação de hackers denominada Anon_Operation passou ao contra-ataque.

Os sites da Mastercard, Postfinance estão offline. A Paypal já esteve. Esta gente ainda não tinha percebido que na net não mandam os governos. Vai perceber num instante.

Um Desejo Eléctrico de Estacionar

Praça da Batalha, Porto, 08 Dezembro 2010. Pelo menos meia hora de empatamento.

Área de Projecto: o que é isso? Acabar ou continuar?

Nos tempos de Guterres em S. Bento, numa altura em que Ana Benavente andava pelo Ministério, o Governo introduziu mudanças no currículo, tornando as escolas espaços menos disciplinares, mas mais curriculares.
Acabou, entre outras coisas, com as aulas de 50 minutos e introduziu as aulas de 90 ou de 45 minutos. Introduziu também três novas áreas curriculares não disciplinares: a Formação Cívica, o Estudo Acompanhado e a Área de Projecto.
Sobre estas duas últimas, importa agora reflectir um pouco na medida em que o Governo, no âmbito da cultura do défice, se prepara para as extinguir.
A Área de Projecto visa, de acordo com a Lei, ” a concepção, realização e avaliação de projectos, através da articulação de saberes de diversas áreas curriculares, em torno de problemas ou temas de pesquisa ou de intervenção, de acordo com as necessidades e os interesses dos alunos.”
Era trabalhada no primeiro ciclo pelo professor titular da turma, no 2º por um par pedagógico de professores da turma e no terceiro apenas por um professor da turma.
Muito se poderá escrever sobre as suas possibilidades, sobre os seus méritos ou até sobre a sua dispensabilidade… Uma coisa é mais ou menos aceite por todos: a área de projecto nunca o chegou a ser, de facto. Começou por ser uma espécie de área escola, nos últimos tempos foi tomada de assalto por todo o tipo de trapalhadas (planos de leitura, educação sexual, educação x ou projecto y…) Área de Projecto? Nem vê-la.
Nas salas de professores era comum dizer-se que não servia para nada e que poderia ser extinta.
Bem, ao que parece, o Governo está de acordo.
Pela minha parte, enquanto professor com experiência na área diria: a generalidade do trabalho em área de projecto é mal feita e por isso o seu fim mereceria o meu acordo.
Mas, acho que a Escola Pública necessita de um espaço deste tipo desenvolvido com qualidade. Sou pela continuação da Área de Projecto.
E porquê? Porque em contexto de área de projecto tem sido possível fugir da dimensão curricular e académica da escola. É onde conseguimos implementar um processo pedagógico com base nos projectos, é onde podemos articular (de facto) aprendizagens diversas, é onde podemos mobilizar competências em torno de uma ideia, de um conceito, de uma dificuldade. É, sem margem para dúvidas, a área escolar que mais aproximava a escola do mundo exterior.
É central e essencial numa escola de qualidade.

O Irmão Mais Novo de Timor Leste

Estou completamente de acordo com este poste do J. Mário Teixeira e saúdo-o por aqui recordar a efeméride.

Isto das causas tem tanto que se lhe diga que, com um Timor-Leste aqui à porta -o Saara Ocidental- todos fecham os olhos e negoceiam alegremente com a “Indonésia” do caso. Porquê? Porque há demasiados interesses comuns e muito investimento em casa de um ocupante que também é um vizinho importante.

E porque é que eu, ao ler estas declarações, me lembro do mestre a ganhar tempo, a emperrar negociações e empurrar peças de xadrez com a barriga que era Ali Alatas? E, ao lembrar-me, comparo a Europa que (tardiamente) se solidarizou com Timor com esta Europa que acena e diz que sim, que compreende inteiramente a posição do MNE marroquino, que é preciso dar tempo ao tempo, que a boa-vontade é grande e etc. & tal & rebéu, béu, atirando para as calendas o reconhecimento dos direitos sarauís.

As causas funcionam, claro, mas longe nossa casa, se possível do outro lado do mundo. Ou não somos todos a favor de maior justiça social entre os chineses?

Aventar recolhe reacções à prisão de Assange (3)

a really inconvinient truth

Mesmo em béd Portugise, que ninguém levará a mal depois do José na Universidade de Columbia, o Al também transmitiu ao Aventar o seu ponto de vista sobre as verdades que estão a vir a público na Wikileaks.

Os teste de Pisa 2009 – o mérito aos Magalhães


O sr. Primeiro veio, acompanhado do sr. Rodrigues e da Sra. Ministra, ontem a público apresentar os resultados obtidos pelos alunos Portugueses nos testes de PISA 2009 (OCDE).
Tirando a demagogia já notada por Mário Nogueira à comunicação social, ficam duas ou três notas interessantes:
– Sócrates quer ter como suas e da Senhora Ex-Ministra da Educação, as glórias dos resultados. Apetecia perguntar se não seriam eles também responsáveis pelos de 2006?
– Em função da resposta óbvia à pergunta anterior, poderíamos argumentar, mas a “sua” entrada no poder (2005) consegui ser tão eficaz que já produziu resultados em 2009? Mas… na Educação, os resultados não acontecem a médio, longo prazo?
– Se a única parte do Estatuto que entrou em vigor, foi a parte que corta a carreira dos professores; Se, da Avaliação, a única parte que entrou, foi a da confusão e a da burocracia, que diabo fizeram os seus governos para melhorar os resultados?
A verdade factual é esta: no auge da luta e da acção de rua dos Professores, foi possível obter os melhores resultados nestes testes. A prova que faltava para mostrar que a luta foi pela Escola Pública!