Concurso de Professores prolongado


Só pode!
A menos de um dia de terminar o prazo e o sistema está indisponível durante horas.
E a pobre contratada que esteve durante quatro horas a preencher o boletim e, no fim, nada ficou gravado. Haja vergonha!

a Joana da Figueira e os rapazes da Madeira

violência familiar:uma testemunha

Para as crianças vítimas de violência familiar

Sabemos que o mito que orienta o nosso comportamento é o da Sagrada Família definida pelos cristãos romanos: um pai que trabalha, uma mãe a tomar conta da vida doméstica, uma criança que brinca com os seus pares e ensina aos eruditos do Templo de Jerusalém, por brincalhão, sorridente e sábio que é ao ponto dos pais ficarem impressionados. Ideais conhecidas por nós da cultura romana e faladas por mim nesta coluna imensas vezes. Reiterada, para lembrar sempre o necessário respeito incluído na interacção dos seres humanos, seja qual for a sua idade e a sua geração. Esse respeito que precisa de ser entendido como a conversa entre adulto e criança, com ideais e palavras definidas pelo entendimento do mais novo. O mito serve apenas para nos indicar da necessária bondade e educação que esse adulto transmite ao mais novo. No denominado Decálogo ou Dez Mandamentos, existe uma frase que manda respeitar pai e mãe. Mas, não há retorno: em lado algum é possível ler honrar as crianças. Pode-se comentar que todo o Decálogo tem por objectivo organizar o contexto de bem-estar para o conjunto do grupo social. E, sem qualquer dúvida, receio do esquecimento dos pequenos no conjunto da vida social. Diz Freud em 1885 que a criança  é todo ser humano desde a concepção até o começo do entendimento aos cinco anos de idade. Procura o seu divertimento ideal e erótico e a subtracção à morte, o que denominou Eros e Thanatos, para surpresa do mundo científico e do mundo social em geral. Até ao dia de hoje. Em 1966, um seu seguidor, Wilfred Bion, contradiz e para definir que o ser humano, criança ou adulto, tenta confrontar a dor para aceitar a humilhação a que a vida definida por Adam Smith, John Maynard Keynes, Margaret Thatcher, Ronald Reagan,

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A evolução da espécie sionista

A comunidade sionista portuguesa está indignada com este cartoon de André Carrilho.  Infelizmente não se notam sinais de estarem indignados com a sua própria história, em que de vítimas passaram a carrascos.

Tomem lá mais este do mesmo autor, e façam lá o papel de coitadinhos, já que vos falta uma coisa na cara: a vergonha, é claro.
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Israel: Pirates from Spam Cartoon on Vimeo.

A propósito do romance de Lúcio e Rosalina

Nos últimos dias, a imprensa notícia e comenta amiudadas vezes o assassínio em Dezembro de 2009 de Rosalina Ribeiro, nas proximidades do Rio de Janeiro. Tinha sido amante do empresário e milionário Lúcio Tomé Feteira, falecido em 2000. O jornal i na edição de hoje revela alguns detalhes das vidas e da ligação amorosa das duas figuras.

Lúcio Tomé Feteira foi meu patrão, na antiga Covina. Há alguns méritos na história do industrial. Contestou a política de condicionamento industrial salazarista e pagou a ousadia com um exílio no Brasil.

Ao saber aproveitar o financiamento do sogro, teve meritória acção na iniciativa e liderança do processo de introdução da indústria mecânica de chapa de vidro em Portugal. Sucedeu Justamente em 1936, através da fundação da Covina – Companhia Vidreira Nacional. Após o 25 de Abril, uma fatia de 80% do capital da vidreira, proporção pertencente a empresários portugueses, foi nacionalizada. Os restantes 20% mantiveram-se em poder da companhia francesa Saint-Gobain; mais tarde, em processo de privatização, a referida multinacional adquiriu ao IPE os 80% de capital que lhe faltavam e ficou proprietária absoluta da empresa. O nome Covina viria, pois, a volatilizar-se.

Vale a pena analisar os efeitos da privatização citada. No tempo dos accionistas portugueses e mesmo com a empresa maioritariamente nacionalizada, a Covina empregava cerca de 1.200 trabalhadores, em Santa Iria de Azóia. Hoje e desde há mais de dois anos, a produção  está paralisada e aquilo que foi uma fábrica de muita gente laboriosa não passa de um armazém com cerca de 30 trabalhadores ou “para-trabalhadores”.

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Expensive parking…


O aeroporto de Beja “já está” operacional”, mas apenas para aviões sem passageiros. Excelente notícia, a EMEL bem podia apoderar-se da infraestrutura, um luxuoso parque de estacionamento. A Bragaparques estará interessada?

Já agora, aproveitem o espaço e arrendem-no à USAF, de modo a poder ali ser instalada uma base para drones.

Concursos de professores – a trapalhada do costume

Acaba na quinta-feira, pelas 18 horas (por que será que tem de terminar às 18 horas se todo o processo decorre via net?), o prazo do concurso de professores para o ano lectivo de 2010/2011.
Apesar de concorrerem apenas professores contratados e professores em destacamento por diversos motivos, as trapalhadas já são inúmeras. O «call-center» de apoio ao candidato está indisponível desde ontem – por isso ninguém pode esclarecer as suas dúvidas; e o site da DGRHE (Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação) está assustadoramente lento e revela falhas constantes. Ontem, uma candidata esteve duas horas a manifestar as suas preferências e, quando quis gravar, o impresso virtual foi ao ar e desapareceu tudo. Neste momento, já são muitos aqueles que não conseguem aceder ao site.
Não colhe, como é óbvio, a justificação de que está tudo a concorrer ao mesmo tempo. Ainda faltam dois dias e meio para o prazo terminar. E com uma única semana de prazo, é óbvio que tem de haver uma grande concentração seja em que dia for.

Professor Doutor

Continuando a explorar a informação do site do parlamento quisemos ver se a ideia de que na Assembleia da Republica predominam os advogados era real.

Assim sendo pegamos na informação disponibilizada por este serviço e criamos uma nova tag cloud usando o wordle.

Curiosamente, pelo menos para mim, também temos um grande número de professores entre os nossos deputados. Não é seguramente por falta de capacidade técnica e científica que os trabalhos no parlamento serão melhores ou piores.

A única alteração que fiz em relação à informação estava no site do parlamento no passado dia 6 e 7 de agosto foi mudar o género das profissões de forma a ser sempre a versão masculina.

Paulo Guinote v Santana Castilho: Cavalheiros, entendam-se!

Paulo Guinote e Santana Castilho são duas figuras de proa da Educação em Portugal. Dois professores que têm lutado por um melhor ensino e pela dignificação do estatuto da classe docente.

Com Paulo Guinote, no Umbigo, e Santana Castilho, no Público, aprendi a ganhar forças. Quando o cerco apertava e Maria de Lurdes Rodrigues e os seus capangas tentavam infligir-nos o golpe de misericórdia, estes dois homens ali estavam para nos dar forças, para denunciar, para desmascarar.

É por isso que me custa ver estes dois homens de candeias às avessas. Por causa de um artigo que Santana Castilho escreveu para o Público (e que o Aventar publicou como habitualmente) e que motivou a resposta de Paulo Guinote e o contraditório de Santana Castilho.

Não me interessa quem tem razão, porque quando as posições se exrtremam facilmente se percebe que a razão é de todos e não é de ninguém. O que me interessa, aqui, é lembrar um «pequeno» pormenor: o inimigo continua aí, à espreita, pronto a continuar a tarefa que Maria de Lurdes Rodrigues e os seus capangas não conseguiram terminar. Por isso, esta não é hora de divisões mas sim da união. Afinal, não estamos todos no mesmo barco?

Sem Internet no Alentejo e na Vida – Uf!

Vida serena, a de Ribeira das Vinhas, minha aldeia adoptiva. Tem cerca de quatro dezenas de casas dispersas. Nem sempre habitadas. Parte da população é flutuante. Os residentes fixos, ao todo, não excedem três dezenas e meia, com poucas crianças. Vivem na companhia de galinhas, patos, perus, coelhos, ovelhas e o porco; sim, o pobre porco condenado à matança no ritual da festança anual – Ah! E os inevitáveis cães. Amanham a terra e praticam a agricultura de subsistência.

Alfacinha de gema, sinto-me filho daquela aldeia alentejana. Hoje não tem sequer um estabelecimento aberto. O último a encerrar foi ‘a venda’ do senhor ‘Maneli’. Não escapou ao furacão feroz e omnipresente das superfícies modernas, na cidade mais próxima. Com o fecho da loja, evaporaram-se os fins de tarde regados a tinto ou cerveja, acompanhados de torresmos caseiros, azeitonas e do casqueiro alentejano; e ainda de farpas e queixumes contra políticos, esquecidos daquela gente. Excepto em tempos de campanha eleitoral, claro.

O espírito de aldeão transformou-se em deleite do meu dia-a-dia alentejano, embora tenha de percorrer 3 km, até Galveias, para tomar um café. É um hábito mais, cumprido sem sacrifício, diga-se. Dois dedos de conversa no café e, de regresso a casa, repito uma das praxes diárias. Acciono o portátil, acedo à Internet. Só que naquela malfadada tarde, e de súbito, a ‘net’ despejou-me ou despejou-se do computador. Verifico o ‘modem’ e confirmo a existência do sinal, via ADSL. “Bom, a merda do computador pifou!”, desabafo de mim para mim. Desfalcado de meios de sobrevivência de cibernauta, fiquei destroçado e em ebulição. Tive vontade de destruir tudo à minha volta. Ímpeto passageiro.

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Nadadores-Salvadores, Uma Espécie de Trabalhadores Sem Formação Adequada?

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OS NADADORES-SALVADORES QUE TEMOS

Hoje, num dia de uma temperatura alta, diria mesmo, num dia escaldante, resolvi ir almoçar a um restaurante de praia, daqueles onde ainda se consegue comer com um custo baixo.
Atravessei Leça em direcção ao Cabo do Mundo, e, antes da pista de Karts, resolvi parar. Praia, restaurante e aparcamento remodelados recentemente.
Prato do dia, que isso eles também têm para preços económicos, massa com molho de tomate e frango. Bastante bem servido, a quantidade dava perfeitamente para duas pessoas. Pelo mesmo preço, também servem a sopa e uma bebida à escolha.
Para adiantar pormenores, e encurtar a história, devo dizer que comi tudo a que tinha direito, que era uma hora da tarde, e que a esta hora, quatro da tarde, ainda estou «enfartado».
Ao meu lado, no restaurante, um nadador-salvador. Rapaz dos seus vinte e poucos anos, bem constituído, alto e moreno do sol. Comeu o mesmo que eu, com a diferença de que, enquanto eu deixei alguma comida no prato, tanta ela era, ele comeu até à última partícula. No fim, do mesmo modo que eu, tomou um café. Levantou-se, saiu e logo de seguida foi substituído no repasto por uma nadadora-salvadora, que curiosamente comeu o mesmo que ele. Não fiquei à espera de saber se tinha comido tudo até final.
Agora, depois de ter presenciado isto, pergunto-me: [Read more…]

Nem se Via o Sol

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Neste fim de semana resolvi ir dar um passeio pelo Douro Vinhateiro. Meti-me a caminho, no sábado após o almoço, que a carteira só dava para um dia de folga e no sábado de manhã ainda há quem trabalhe.
Tinha marcado estadia para uma unidade hoteleira muito boa entre a Régua e o Pinhão, e ansiava por lá chegar e deitar-me ao sol, na piscina de onde se vê uma curva e mais um bocado do rio.
No Porto estavam trinta graus e o calor apertava.
Auto-estrada fora, ar-condicionado ligado, velocidade de cruzeiro de cento e dez, cento e vinte e um sorriso nos lábios.
O termómetro do carro marcava já trinta e oito, e a subir, como eu, na IP4. O sol nem se via graças a algumas nuvens. Trinta e nove, quarenta, mas dentro do carro estava-se bem.
Chegados ao alto do Marão, resolvi parar. Abri a porta do carro e um sopapo de ar quente atingiu-me, misturado com o cheiro a incêndio. As nuvens que eu via a tapar o sol mais não eram que fumo dos inúmeros fogos espalhados pela região. Continuei o meu caminho já com uma atenção virada para essa realidade.
Chegado ao hotel, ainda tentei ir para a piscina, onde a exemplo de todo o caminho e também das horas que se seguiriam, o sol não se via e o chão estava coberto de cinzas, juntando a isso um calor abrasador.
Já no quarto e ligada a televisão, soube que muitos dos incêndios tinham começado de noite (????) e [Read more…]

a criança, esse valor de câmbio

uma das crianças sujeitas ao que anda na moda: a pedofilia

Para a escola de Belas

Estou empenhado em duas lutas, em duas frentes diferentes. Um, é mostrar aos leitores, como pensavam os fundadores da nossa ciência da Antropologia, especialmente em etnopsicologia da infância; a outra, em desmascarar os adultos abusadores de crianças. Este texto tem por objectivo a luta por crianças sãs e a viverem no seu lar.

O que acontece na faixa de Gaza e quotidianamente no Afeganistão, esses Talibãs que não apenas matam, mas abusam das crianças. Como na Madeira….

Temos hábitos. Hábitos de conceitos. Hábitos de significados. Hábitos emotivos. Os primeiros, são de grande facilidade de definir: um conceito diz o que uma coisa é, uma actividade ou um facto. O significado, diz-nos a abstracção dessa realidade. Como valor, o tempo usado em fabricar uma mercadoria. Como câmbio, a utilidade de trocar um bem que eu faço por um bem que não tenho, intermediado pela abstracção dinheiro ou capital. E fica assim, rapidamente tudo definido e no seu sítio racional. Os emotivos, nem conseguem ser hábitos. Ou, por outra, temos o hábito de ter emoções e sentimentos, como referi no jornal de Julho deste ano. Texto que referia conceitos abstractos de sentimentos. E, como refere a dedicatória, bom para o que eu costumo denominar processo de ensino e aprendizagem.

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As amigas são para as ocasiões


Cândida Almeida travou equipa mista liderada pela PJ para investigar o Freeport

Como Se Fora Um Conto – A Minha Tristeza e a Dona Ana da Casa Grande

Se estiver triste ou alegre ou se se sentir assim-assim, ou ainda se estiver mais sensível do que de costume, não leia. Esta é uma história penosa.

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É quase noite e é forte, a dor da tristeza. É sempre assim, não importando a razão porque se está triste. Desta vez em nada é diferente. Estou triste, e o tempo que tudo cura demora a passar.

É chato o estar triste. E ainda por cima as pessoas olham-nos de través e se tiverem oportunidade, fogem de nós. Para tristeza, basta-lhes a que carregam, não precisam de se aborrecer com a dos outros. Até eu me olho de través, e nessas alturas, se pudesse, ia-me embora de mim, e não voltava.

«Lembro-me que nos meus tempos de miúdo, perto da casa de meu avô, vivia uma senhora que estava sempre triste. Era uma mulher muito rica que vivia sozinha num enorme casarão, sem marido, sem filhos, sem qualquer familiar. Chamavam-lhe dona Ana da casa grande. À sua passagem, falava-se baixinho, comentando o que ninguém sabia. Amores antigos e impossíveis, diziam uns, enquanto outros se inclinavam para as hipóteses de assassinatos múltiplos, [Read more…]

Contadores de Verão

film strip - Contador de incêndios

A notícia: «Mais de 2000 incêndios nos últimos seis dias em Portugal continental», Público, 07.08.2010

E também:

  • «Falta de dinheiro retira vigilância do Parque Nacional da Peneda-Gerês», TSF, 06 de Agosto de 2010
  • «Continua activo incêndio no Parque Nacional Peneda Gerês», i, 08 de Agosto de 2010
  • «Fogo: Mata do Cabril em perigo na Peneda Gerês», i, 08 de Agosto de 2010

As habituais e inúteis soluções sazonais pela via legislativa: «Tutela quer penalizar abandono das florestas», RTP, 08 de Agosto de 2010. Que de resto já tinham sido tentadas, sendo de sublinhar que o próprio Estado se esquece de fazer a sua parte na limpeza dos seus baldios (notícias de 2009 e 2005).

Foto de fundo: Chevrolet

prostitución de crianças

reedito este texto en memória del amigo que me desafaria a escreve-lo

Devuelvan nos al niño!

(canção sem palavras)

Em memória de mi amigo Estevão Stoer, amigo durante anos, cujos comentários me desafiaram a escrever este texto. Como outros escritos da minha vida.

1. A ilusão da infância

Ilusão de quem? Do adulto ou da criança? O adulto tem pensado como deve ser uma criança. Tem desenhado as suas habilidades e aptidões, a sua inocência e a sua responsabilidade. A compilação de decretos eclesiásticos do Bispo católico Graciano, feita durante o século IX e convertido em Código no passado século XX, define à infância. Com essa inocência e irresponsabilidade civil e criminal, já conhecidas pelos meus leitores, à força de tanto martelar sobre o facto neste jornal. Napoleão Bonaparte, mandou também compilar esses textos, para o Código Civil que nos governa. [Read more…]

O Manel e a Maria


Recentemente foram publicadas as estatísticas da actividade dos nossos deputados. Essa é uma informação interessante na medida em que ter uma visão quantitativa do que fazem os nossos representantes é sem dúvida melhor do que não ter nenhuma ideia do que fazem.

Claro que, na minha opinião, este tipo de trabalho não seria feito só uma vez por ano, mas sim continuamente, nem teria que ser necessariamente feito pela A.R., podiam simplesmente dar-nos as ferramentas para nós, cidadãos, usando as ferramentas da web 2.0 fazermos nós próprios a nossa análise.

Como ainda não temos uma forma fácil de aceder à vastíssima informação que o site do parlamento disponibiliza, e quando digo fácil quero dizer à moda do sec xxi ou seja automatizável, referenciável, etc., um grupo de pessoas achou que podia contribuir na criação dessa infraestrutura.

Quem estiver interessado em pormenores técnicos ou nos dados que construíram esta, e outras, visualizações entre em contacto com esse grupo. Se só quiserem ver o resultado final fiquem atentos ao Aventar.

Ah!, a imagem é uma tagcloud de todos os nomes de todos os deputados cuja informação estava no site do parlamento no passado dia 6 e 7 de agosto.

António Dias Lourenço, O Segredo

O Segredo, um filme de Edgar Feldman.

António Dias Lourenço, (…), comunista, relembra os anos de encarceramento no Forte de Peniche, durante a ditadura fascista em Portugal, focando-se no episódio da sua evasão em 1954. É essa fuga, de uma coragem física notável, que o filme pretende mostrar. Percorrendo a velha cadeia de alta segurança e o que resta do antigo edifício, Dias Lourenço evoca as peripécias pelas quais passou para se evadir e mostra algumas das salas onde ele e os seus camaradas viviam diariamente. Foi depois de ter sido castigado a um mês de “segredo” (um cubículo sem luz destinado às piores reprimendas) que resolveu engendrar uma das mais bem sucedidas e espectaculares fugas.

Prémio Tóbis para o melhor documentário português de curta-metragem “DocLisboa 2008”

RTP

[clicar na imagem para ver o filme completo no youtube]

Prognóstico no final de um jogo:

A falta que Ricardo Costa vai fazer ao Benfica esta temporada.

Já agora: espero que a TVI seja multada. Se é para transmitir um jogo é com som e tudo, e não para deixar que os comentadores do Canal Benfica ocupem a cabine, embora lhes tenha escutado lágrimas, verdadeiras, escorrendo pela cara, o que provoca um ruído engraçado tal como esta frase,

O Benfica não mostrou a sua habitual capacidade goleadora

do Público, como rescaldo, também tem a sua piada.

Vai fazer uma falta do caraças.

Touradas

A análise e os conhecimentos que tenho sobre a independência da Catalunha, País Basco etc. permitem -me, quando muito, uma opinião, e não uma certeza sobre qual dos lados tem razão, e sobre o caminho a seguir. Isso, na realidade, é para quem lá vive, para quem sente de perto os problemas e para quem sabe verdadeiramente o que quer, e mesmo esses…muitas vezes contradizem-se. A quem está de fora, é difícil uma tomada de posição acertada. Mas todos temos direito à nossa forma de ver as coisas.
Quanto á opinião da Carla e do A. Pedro Correia de que a abolição das touradas na Catalunha não passa de uma manobra política para pôr de fora o último grande símbolo do Estado espanhol, não estou de acordo. Não quer dizer que não venha a jeito, mas tal maneira de interpretar só se torna redutora, ao fim e ao cabo,  de uma luta e de um movimento de resistência tenaz, que está acima de mera finalidade política, contra o sofrimento inútil e bárbaro de um ser vivo, para deleite de uma assistência sadomasoquista. É um movimento com 25000 assinaturas, emque se empenham directamente 180000 cidadãos, e em que Parlamento catalão decidiu, por 68 votos a favor, 55 contra e 9 abstenções, que as corridas estão fora da lei na região. Ou melhor, estarão a partir de 1º de janeiro de 2012. Abandonadas até por aficionados da velha guarda, as touradas sobrevivem à custa de subsídios do governo, o que não seria mau se as touradas fossem, como entende a nossa pianista da cultura, um caminho cultural.
A criminalização da tourada não foi, portanto, ao contrário do que muitos espalham, um golpe parlamentar, uma jogada política eleitoreira, uma manobra nacionalista visando distinguir a Catalunha do resto da Espanha, mas a última faena de uma dura luta popular, democrática, histórica, seguindo os trâmites exigidos pela ordem jurídica, após amplo debate canalizado institucionalmente desde novembro de 2008, à luz de depoimentos de cidadãos os mais diversos, etólogos, filósofos, toureiros e defensores dos direitos dos animais.

5 Cubanos

(adão cruz)

Solidariedade com os cinco cubanos presos nos EUA

No passado dia 21 de Julho, o cidadão cubano Gerardo Hernández, preso há 12 anos nos EUA, foi encerrado numa cela de dois metros por um, sem ventilação e onde a temperatura atingia os 35 graus, privado de quaisquer bens pessoais, mesmo dos mais elementares artigos de higiene, proibido de receber visitas, inclusive do seu advogado – numa situação que, como incisivamente sublinhou o Presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcon, «equivale a tortura». [Read more…]

Aldrabices nucleares


Entre berreiros indiciados por maiúsculas, lendas e narrativas de propaganda de diverso corte, mentirolas de café, preconceitos e maluquices, temos uma plêiade de maníacos comentadores de inexistentes verdades. Ora leiam o texto de JMF AQUI, continuem a deleitar-se com os comentários e se tiverem paciência, deixem a vossa opinião. Realmente, a propaganda resulta, especialmente quando é oportunista e mentirosa, bastante conveniente para o bípede comum. Deixei alguns longos comentários e em resposta aos do costume. Em vão.

Dias Lourenço (1915 – 2010), o operário de Vila Franca

Dias Lourenço, o segundo a contar da esquerda, ao lado de Tito de Morais, Palma Inácio e Manuel Serra.

António Dias Lourenço da Silva nasceu em 1915 em Vila Franca de Xira. Morreu hoje.
Operário, aderiu ao PCP em 1931. Viveu na clandestinidade entre 1941 e 1949, situação interrompida pela primeira detenção. Torturado, encarecerado em Caxias e depois em Peniche, foi condenado a mais de 8 anos de prisão. Fugiu antes de cumprir metade da pena, passando de novo à clandestinidade. Participou na preparação da fuga de Álvaro Cunhal (v.), em 1961, mas no ano seguinte voltou a ser preso, sendo desta vez condenado a 23 anos. Preparava uma nova fuga quando se deu o 25 de Abril. No regime democrático, foi Deputado à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República entre 1976 e 1987, tendo sido eleito nas 4 primeiras Legislaturas.

Touradas e Catalunha

Apesar deste meu poste, cujo conteúdo mantenho inteiramente, não quero passar por aquilo que não sou: um paladino quixotesco da actividade taurina. No entanto, esta reflexão da Carla Romualdo e a ligação que ela faz entre o meu texto e a recente proibição das touradas na Catalunha, trazem-me de novo à vaca fria ( já que regressar ao touro quente poderia ferir susceptibilidades).

A recente proibição das touradas na Catalunha, disfarçada, como e bem diz a Carla, de “preocupação com os direitos do animal”, mas que  “não deve ser mais do que as ganas de pôr fora do território catalão o último grande símbolo do Estado espanhol” faz-me notar uma terrível, e para mim insanável, contradição: alguns dos argumentos que aplicam ao fim das touradas deveriam ser dirigidos à vontade independentista.

Entre outras razões, afirmam os proibicionistas ser anacrónico, nos tempos que correm, a manutenção das faenas. Ora, é precisamente isso que eu acho da independência da Catalunha – totalmente anacrónica nos tempos que correm. Não ponho, sequer, em causa que  existem razões históricas para que esse sonho se manifeste e tivesse toda a razão de ser até há três ou quatro décadas. Concordo com a vontade autonómica, a revitalização da língua, a valorização de usos e costumes (de que, curiosamente, a tourada faz parte). Mas a independência da Catalunha, no actual quadro europeu e no futuro desenho federalista da europa, faz tanto sentido como a independência das Berlengas ainda que se lhes acrescentasse a Madeira, Porto Santo e as Selvagens. Ou seja, não faz sentido nenhum.

Tendo a Catalunha autonomia crescente e estando os estados europeus em fase de progressiva diluição de poderes, a criação de um estado  independente na Catalunha não passaria de um ridículo espectáculo em que o touro catalão seria morto em plena arena ao fim uma vida brevíssima, que não justificaria, nem de longe, nem de perto, o bilhete que os aficionados pagariam pelo ingresso (não se cria um país para durar vinte ou trinta anos). [Read more…]

Climas temperados, ar condicionado e estupidez natural

Um outro excerto do Grande Livro do Pensamento Único assegura-nos que Portugal tem um clima temperado, sem excessos, seja lá o que isso for.

Como consequência directa, naquela meia-dúzia de dias em que faz mesmo frio ou muito calor é de senso comum ligar-se o ar condicionado, incluindo os estabelecimentos comerciais.

E aqui começa o problema. Como o clima é temperado e os excessos escassos, o povo não está habituado à ideia de uma loja poder estar aberta mantendo a porta fechada. Claro que tendo o ar condicionado ligado e a porta aberta a temperatura do ar dentro do estabelecimento pouco muda, mas isso não tem qualquer tipo de importância. O facto de o consumo de energia disparar também é irrelevante, no fundo quem há-de aumentar os lucros da EDP é o cliente do comerciante, que se limita a a incluir a factura da sua estupidez  no preço do que vende.

Ainda existe a possibilidade de os nossos comerciantes, como o clima é suave e temperado, estarem desta forma a tentar amenizá-lo nas ruas, o que devia ser considerado serviço público. Mas não é. Se a estupidez pagasse imposto e o comércio nunca fugisse ao fisco até era.

Da imagem: no comércio dito tradicional de Coimbra encontrei dois exemplos destes. Duas excepções confirmando a regra.

desesperos de criança e de adulto maior

a alma dos desesperados...

O leitor pode pensar que não existe comparação entre um grupo de crianças e um de idosos. Contudo, o meu trabalho de campo tem-me demonstrado que as emoções são muito semelhantes: o desespero existe nos dos dois extremos do processo da vida. O primeiro facto a tratar, é procurar a forma de canalizar essa emoção quer para idosos, quer para o futuro adulto.

A velhice e a doença que normalmente a acompanha, faz do adulto sujeito de mimos, como se de um bebé se tratasse. Esse idoso que, um dia, não conseguirá falar ou movimentar o seu corpo. Os seus pares de geração ou de gerações próximas perdem a paciência devido à lentidão dos movimentos, das palavras que faltam, dos esquecimentos. E, como se de um bebé se tratasse, vão falando com palavras parvas, no intuito de ajudar. Uma senhora que lia e conduzia o seu carro, apesar dos seus 85 anos, sem óculos e sem problemas de orientação, até que um mês depois, vítima de um aneurisma, fica imobilizada, logo, lenta e envergonhada numa procura desesperada das memórias que o derrame cerebral tinha lavado, como um rio. Uma amiga próxima da sua geração, ao pretender estimular esse rio, nublou com adivinhas de nomes e sítios, essa memória perdida e, conjunturalmente, enervada ao perceber que não consegue agir, como esperado. E, na sua boa intenção, a amiga insiste: coitadinha, claro que sabes, vá lá, diz… Num acesso de fúria mal contida, intervenho e digo com arrogância: Não era melhor dar a pista com uma palavra para ela continuar a frase… Frase a minha que não é ouvida porque os adultos sadios entendem que adulto maior e doente precisa de…compaixão,  como refiro no texto, A criança velha, publicado neste sítio de ensaios académicos. O meu apoio à criança velha mas consciente da sua situação, ajuda-a encontrar as palavras costumeiras, com calma, e diz: Bom, foi um prazer, vou andando, e a conversa acaba. Mas, a senhora compassiva, porque é assim que tem sido ensinada, começa com festinhas na cabeça desse adulto maior, beijinhos nas bochechas e

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Noções Gerais de Electricidade

“Eu não percebo porque é que o pássaro não apanha choque”*

(recém-encartado da escola pública) – * pergunta ao Cagalhães, jovem!

O Dizimista

O alegado representante de Cristo na Terra vem ao Reino Unido para uma série de concertos em várias salas de variedades.

Entrada paga. A Máquina precisa de dinheiro. Só não me lembro de nos Evangelhos autorizados ter lido de algum colecta feita por Jesus. Só me lembro de alguém que se vendeu por trinta moedas. Cristo, anda cá ‘baixo ver isto…

A esquerda impotente

O capitalismo liberal e financeiro nesta crise mostrou a sua face a todos-embora já muitos o tenha denunciado ,desde há muito-agora, ficou claro perante milhes de pessoas  desempregadas,exploradas com  trabalho precário,e exploradas nos seus direitos,que há uma ideologia que defende e pretende obter  o máximo do rendimento dos seus capitais, sem  se importar  com as consequencias socias, ambientais,e humanas que isso pode acarretar.
 
Por outro lado, também ficou claro que perante esta crise ,nem a esquerda ,nem os grupos progressistas,nem a cidadania, nem os movimentos sindicais  tiveram qualquer capacidade de resposta perante o  seu desenrolar .
 
Os Estados,  no  início, tiveram  de ajudar os bancos que ameaçavam falência,receando um efeito em cadeia,  com o destroço total da economia,e quanto maiores eles fossem maior era o perigo, mas fizeram- no sem lhes perguntar  porque é que  tinham chegado  áquela situação, e sem lhes exigir contrapartidas futuras,ou regras de funcionamento mais claras.
 
Depois, entraram em cena  novos capítulos do espírito neo liberal,  traduzidos para nós, nos  Pactos de Estabilidade,exigindo reduções  drásticas dos deficits públicos  dos Estados.
 
 
A liderar esta filosofia aparece a Alemanha  ,depois do esforço que fez para integrar  a sua zona Oriental,e quem encabeça esta luta e´o partido Democrata Cristão da Senhora Merkel ,virando-se  desta feita  para os  três estados do Sul da Europa,onde há ainda governos sociais democratas, Espanha,Grécia e Portugal,depois da derrota trabalhista em Inglaterra.

Estes Estados perante a correlaçao de forças internacionais e europeias,não  tiveram alternativas senão submeter-se aos ditames da política  europeia , personalisada no Banco Central Europeu, encarnação bancária da ideologia  neo liberal.
 
Entretanto,nem os sindicatos,nem os intelectuais  de esquerda,nem os partidos progressitas, conseguiram até ao momento,  encontrar  um manifesto conjunto ,uma plataforma de acção que expressasse o seu protesto, e o seu desespero,perante medidas tão violentas  impostas aos que menos responsabilidade têm na crise,mas são, os que mais a vão pagar,todos os trabalhadores em diferentes escalões da sociedade.
 
 
Enquanto as forças  neo liberais tratam os seus problemas a nível global,vidé europeu,a esquerda e as forças progressistas ainda não sabem trabalhar  sequer, a nível Ibérico,quando mais europeu! 
Era necessária uma resposta conjunta , articulada do movimento sindical,uma resistência legítima ,com os partidos  de esquerda e progressitas ,sem populismos,mas apresentando respostas possiveis para a conjuntura .
 
A crise está para durar , logo, é tempo dos sindicactos em díalogo com todas as forças políticas progressistas e   descontentes com a situação, sem esquecer  a Cidadania ,fazerem propostas  conjuntas a nível da solidariedade  europeia  para estancar  o ataque sem freio, das multinacionais e da ideologia neo liberal ,mas não esqueçamos que o problema é político, e não exclusivamente sindical
 
Se a esquerda europeia ,se quer opôr a isto tudo,   tem de saber articular -se, e a lutar e trabalhar. Desde já, nós aqui ,ao nivel ibérico, logo depois, à escala europeia. E toda a esquerda ao nível europeu.
António Serzedelo

Inception (A Origem): o sonho comanda a vida

Consta que Christopher Nolan demorou dez anos a concluir o argumento de Inception (A Origem). Bem precisou deles. Mas o resultado é altamente satisfatório. Eis-nos perante um dos grandes filmes dos últimos anos, que garante muito mais perguntas que respostas.

Ambientado nos tortuosos caminhos da mente, Inception é um digno sucessor de uma obra extraordinária para um realizador que fez 40 anos há poucos dias. É um filme de autor, pois, mas que não se fecha em si mesmo, como as fitas tão pessoais que não deixam ninguém entrar, sobretudo os espectadores. Inception é pessoal, claro, mas é também um entretenimento.

Inception

O filme é de Nolan mas estamos todos convidados a partilhar o momento e decidir depois o caminho que pretendemos. Se o enigmático final deixa algo por determinar, cabe-nos a tarefa de escolher. É a nossa tarefa. Cada um constrói o fim que prefere.

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