E eu pertenço a uma raça de homens que paga as dívidas dos outros

Passos: Pertenço a uma raça de homens que paga o que deve

«Nem os funerais escapam»

Leio na primeira página do DN de hoje.

“Nem subsídio de morte escapa aos cortes orçamentais de Vítor Gaspar”. O subsídio por morte será cortado a metade.

Uma pessoa tem que pensar duas ou três vezes antes de morrer… vai dar muito mau jeito a quem por cá fica, que terá menos apoios (a notícia refere-se aos familiares dos funcionários públicos ou reformados da CGA).

Se já não interessava morrer, agora muito menos!!

Mas com este enorme aumento de impostos e cortes em vários subsídios, a vida está pela hora da morte.

Já estou a imaginar as cabecinhas pensadoras dos Bancos a criar um novo Plano de Poupança… o PPM.

Caminhada do Movimento Revolução Branca: um testemunho

José Mário Cachada
Dirigente do Movimento Revolução Branca

Genericamente poderemos afirmar que a teoria é a visão abstrata das coisas e que a realidade é aquilo que existe, que é.

Ora, quanto maior for o afastamento da construção teórica em relação à realidade, mais vincadamente será possível estabelecer a distância a que se está do objetivo (do real) e, com maior clarividência, se identificarão os caminhos a percorrer para o atingir.

Elementar é que o observador visualize claramente a situação, pois só a partir dela poderá inequivocamente saber onde termina a construção teórica e começa a realidade. E, para uma identificação correta o “sujeito” deverá conhecer o assunto, estar atento e pautar a sua análise pelo rigor e isenção, evitando “ver” o valor das coisas pelo seu tamanho ou pelo local onde se encontram. Estes “valores” poderão constituir pontos de referência e não devem ser absolutizados.

Vem tudo isto a propósito de uma caminhada, realizada ao longo de 12 dias, por mim e pelos meus companheiros e Amigos, dirigentes do Movimento Revolução Branca, procurando contribuir para “REFUNDAR Portugal”. 12 dias, em que 5 cidadãos, nos quais me incluo, se encontram a caminhar do Porto até Lisboa, ao longo de 80 etapas e de 330 quilómetros, na busca da (devolução da) dignidade, na busca de um “Estado ao serviço dos Cidadãos”. [Read more…]

O que vale é que ninguém foi prejudicado!

FMI reconhece que calculou mal o impacto da austeridade na economia

O PEC já não sei quantos explicado a quem não sabe fazer contas

Como é óbvio só saberemos o tamanho exacto do golpe lá para 15 de Outubro. Tudo em nome de uma coisa tão simples como isto: pagar juros usurários, recapitalizar o capital financeiro internacional que se entalou em 2008.

Dizem que é a dívida. É sim senhor, mas no meu caso lamento muito mas não tenho nada a ver com tal assunto: nunca votei CDS, PSD ou PS e muito menos me abstive.

Pobreza, precariedade,   desemprego

As 50 medidas de austeridade entre Junho de 2011 e Agosto deste ano

1 em 5

Um quinto das famílias é atingido pelo desemprego.

Fundações 1 – Funcionários do estado 0

Cortes na função pública explicam dois terços da redução da despesa em 2012 (JNegócios)

Está quase, já se diz o óbvio na TV

O mais importante:

…E há uma coisa que é muito interessante, que é: o PS nunca propôs, com o PSD e com o CDS, um corte nestas rendas, e nós vimos as reuniões na presidência da república e só se fala de solução com aumento dos impostos. Eu não me admiro nada que as pessoas se manifestem depois, à frente da presidência da república, com a desilusão que têm. É que nunca corta na despesa, nunca corta em todos este privilégios que são milhares de milhões de euros e que, se cortados, por exemplo nas PPPs, nos institutos a mais, nessas coisas, até daria para descer os impostos sobre os portugueses e anular o défice.

Acorrei que matam a Cultura

Vai haver «peixeirada» ou insulto, porque é este o estado a que a Cultura chegou em Portugal, dizem os organizadores desta semana que se pretende de luta pelo sector.

Destinar 1% do Orçamento de Estado para a Cultura é um insulto e isso não se percebe num país civilizado, ou que se espera civilizado, disse Pedro Penilo à Antena 2 esta manhã.

O Manifesto em Defesa da Cultura, redigido pelo Movimento em Defesa da Cultura, é um documento contra  as medidas impostas pela “troika” e para exigir aumento do investimento público no sector.

Não aceitam o discurso da crise. Vão fazer uma semana de luta pela cultura, a Cultura que em Portugal já nem merece Ministro nem lugar na mesa das decisões políticas.

No Banco Central Europeu não há austeridade

O custo da nova sede em Frankfurt ultrapassa os mil milhões de euros, admitem responsáveis do banco.

E Passos Coelho rouba os cidadãos e diz que é primeiro-ministro

Britânica rouba ‘ferry’ e grita que é o pirata Jack Sparrow

E Eles Lá Dentro

Os problemas de comunicação do governo

Por muito que queiramos (ou quiséssemos) olhar para os políticos como casos individuais, o seu comportamento é demasiado estereotipado para que o mereçam, tornando, por exemplo, as Farpas queirozianas textos infelizmente intemporais, tal é a triste semelhança entre os politicotes da Regeneração e os espécimes ministeriais nossos contemporâneos.

Sempre que algum aspecto da governação suscita crítica ou revolta, lá surge um sequaz do governo a choramingar que os ataques resultam da dificuldade em explicar as medidas. Na realidade, o governante limita-se a agredir o cidadão, esperando que este compreenda que o soco que lhe acerta na queixada é, afinal, beijo apaixonado, manifestação evidente de um amor mal compreendido. No fundo, o governo pouco difere do perpetrador de violência doméstica que explica à vítima que a quantidade de porrada é directamente proporcional à paixão. [Read more…]

Os sonhos molhados de Camilo Lourenço

Camilo Lourenço, mais do que um carreirista, é um medinacarreirista. Tal como o exemplar matricial, vive convencido de que é o grilo falante do portuguesinho, esse pinóquio que substituiu a mentira pelos gastos “acima das suas possibilidades”. Enquanto ao mentiroso de madeira lhe crescia o nariz, ao portuguesinho minguam-lhe os bolsos, para gáudio do Camilo que vê nesse encolhimento uma manifestação da justiça divina, não faltando muito para lhe ouvir gemidos de êxtase, sempre que o luso gastador é vergastado por mais um corte salarial ou um aumento de impostos.

Quando já não parecia possível descobrir mais delícias orgásticas causadas pelo cilício da austeridade, eis que o Camilo é surpreendido por uma tumefacção benfazeja, diante da visão do portuguesinho açoitado pela Valquíria Merkel. Chega a mesmo a sussurrar de olhos fechados: “Dá-lhes Angela, dá-lhes. Com força!” Adivinhando o clímax, sorri, entreabrindo os lábios, imaginando a raça superior a pisar os pigmeus da periferia, esses porcos que cospem no prato “greek style”. E é então, ao sentir-se tão superior no desprezo que se manifesta em inglês, que vê luzes, relâmpagos, foguetões. O que lhe vale é ter sempre um par de calças sobresselente à mão. “Ah, Angela, Angela!”

Diz que há funcionários públicos a mais

É fácil encontrar nas notícias os vários sinais da crise que o cidadão comum, eterno sísifo, suporta todos os dias. Hoje, apetece-me realçar este título: Segurança Social tem 154 técnicos para 37 mil casos de regulação parental. A leitura da notícia torna evidente a falta de recursos humanos num campo em que as resoluções tardias afectam a vida de milhares de crianças.

Entre actuais governantes, respectivos conselheiros e opinantes da mesma cor, fazem-se sempre umas contas muito simples e descontraídas: Portugal tem funcionários públicos a mais. Sem se perder tempo com estudos ou com planeamento, faz-se de conta que o conjunto de ordenados de profissionais qualificados é o mesmo que despesa e, levianamente, atira-se com a necessidade de despedir ou, no máximo, com a alegada benesse de baixar salários para evitar despedimentos.

Enquanto o país prossegue o seu naufrágio, comandado por roedores, é vê-los fugir em todas as direcções: Coelho vai em frente; Portas sai porta fora.

Banhos de água fria

Sem mudar de assunto… Parece que ultimamente tudo vai dar ao mesmo…

Etty Hillesum –  uma judia holandesa que morreu em Auschwitz em Novembro de 1943 e que escreveu um diário entre 1941-1943 – viu-se privada de muita coisa pelo regime nazi, apesar de ter sido, como dizia muitas vezes, afortunada comparativamente a outros.

Os decretos contra os judeus sucederam-se:  era precisa uma autorização para comprar pasta de dentes, deixaram de poder ir aos lugares de hortaliças, tiveram que entregar as bicicletas,  andar de eléctrico foi proibido e foram obrigados recolher a partir das oito, etc.

Neste momento, estamos, também nós, cada vez mais condicionados e pobres e revoltados e impotentes e desesperados face às medidas levadas a cabo pelos políticos que nos saiem na rifa.

Transcrevo, então, uma passagem, escrita a 4 de julho de 1942):

Cada camisa lavada que vestes é ainda uma espécie de festa. E cada vez que te lavas com um sabonete bem cheiroso numa casa de banho, que é só para ti durante meia hora, também.

Espero que não cheguemos a este ponto. Que não sejamos enviados para uma espécie de campo de concentração…

Comecemos desde já a dar valor a estas «insignificâncias» como uma roupa lavada ou um banho de água quente (que nos aquecem por dentro também) antes que delas sejamos privados…

O governo e o general brejeiro

Mais um esquerdista, ainda por cima malcriado. Jorge Rebelo de Almeida, da Conferação de Turismo e presidente do Grupo Vila Galé, fala da forma muito peculiar como este governo impõe a sua austeridade.

Solução para o défice: pornografia (com vídeo)

Portugal exporta filmes pornoO Aventar disponibiliza um filme completo.

A entrevista de justificação de Passos Coelho

Abebe e Leite avisam

“Só por teimosia se pode insistir numa receita que não está a dar resultados”. “Alguma coisa tem de ajustada”, afirmou a ex-ministra

das Finanças, porque entende que se o país seguir a linha traçada, “não só não se atingem os objectivos como o país chega ao fim destroçado“.

Por outro lado, o chefe de missão do FMI da troika, Abebe Selassie avisa que “se o programa for apenas austeridade, a economia não vai sobreviver”.

Continuamos assustados. Irão Passos Coelho e Vitor Gaspar “arrepiar caminho” como exorta Manuela Ferreira Leite? Continuarão teimosos, fazendo ouvidos de mercador, esse traço característico dos nossos políticos?

É forçoso fazê-lo escolher outra receita, outra estratégia, antes que «um terço» seja para morrer (José Vítor Malheiros).

«Morte», «destruição», «sobrevivência»: já são as palavras que competem com austeridade. A causa já está a dar os seus efeitos.

«Quem avisa amigo é», um ditado muito velhinho e sábio.

(Publicado dia 16 /9 no DN)

Nojo Unânime nos Sofás e nas Ruas

Não me apetece atirar-me à jugular de Miguel Relvas, agora no Brasil, em manobras de charme cujo fedor divino ainda não sentimos e talvez não sintamos: nada mais insensível e alheado dos Portugueses e de Portugal que quantos supõem que prosperarão indiferentes à nossa falência e acrescida miséria. Isto é um castelo de cartas. Há muitos pescoços a que nos devemos atirar todos os dias, gente para quem o apoio aos mais desfavorecidos é tão preocupante como arrancar pêlos dos colhões, no sofá sossegado. Relvas e Passos são os capatazes que elegemos. Quanto mais capatazes, mais elogiados são por quem tem o dinheiro e no-lo pode ou não emprestar.

A sua surdez, incivilidade e serviço delegado pela Troyka prestado ao País são iguaizinhos ao serviço, incivilidade e surdez de outro bando de filhos da puta que criou todas as condições para ser possível um tal confisco impune do trabalho de milhões de nós com remissão ao desemprego de outros tantos. Não será por deixar de ser insensível e menos bando de filhos da puta que qualquer filho da puta que venha a ser Governo evitará a redução do salário mínimo. Não a queremos. Não é por ser masoquista que este Governo apanha com a nossa raiva de ânimo leve. É o Mundo, alheio às nossas dores de corno, que quer e fará tudo por que sejamos mais pobres e sem outras ilusões que as que o PIB raquítico permitam e paguem. A Grécia ajoelhou-se e não chegou. Nunca chega. Ou perdemos tempo ou atiramo-nos de bruços, já. Há uma guerra pela sustentabilidade dos estados e pela resistência à supremacia económica chinesa que não nos poupará em nada, iludamo-nos como quisermos. [Read more…]

Leia e divulgue: as contas do Diário Económico sobre a TSU

Leia toda a análise aqui, em PDF: Diario Económico 2012-09-10

  • Descida da TSU não cria mais emprego
  • CDS assume “desconforto” e Seguro ameaça chumbar OE
  • Saiba o que Passos anunciou e o que falta saber
  • Austeridade não evita mais medidas para baixar défice orçamental
  • Consumo das famílias já caiu 5.9% desde que a ‘troika’ chegou
  • Inconstitucionalidade pode impedir entrada em vigor do OE em Janeiro

Acabar com o desemprego é fácil

Contratados a três euros/hora para escolas

“Um terço é para morrer”

José V. Malheiros (não) foi duro! Escreveu hoje no Público O Sonho de Pedro Passos Coelho. Coloca aspas na primeira frase e fecha aspas após a última palavra de um longo e eventual sonho do PM ou, melhor, o grande pesadelo dos portugueses:

Um terço é para morrer. Não é que tenhamos gosto em matá-los. (…)não os vamos matar-matar (…). O Mota Soares (…) com aquela cara de anjo (…). O Paulo Macedo (…) não é genocídio, é estatística. (…) Estas tretas da democracia e da educação e da saúde para todos foram inventadas quando a sociedade precisava de milhões e milhões de pobres (…). O outro terço temos de os pôr com dono. (…) O outro terço são profissionais e técnicos (…) estes estão no papo. (…) Com um terço da população exterminada, um terço anestesiado [futebol, telenovelas e reality shows] e um terço comprado, o país pode voltar a ser estável e viável. (…) O Ângelo diz que, se continuarmos a portarmo-nos bem, um dia nós também vamos poder pertencer à elite.”

Estamos todos no papo, independentemente do terço a que pertencemos.

Mas pensando bem… Malheiros não fez bem as contas. A divisão em 3 partes não é rigorosa.  Infelizmente, é mais que “um terço para morrer” …

Ricardo Araújo Pereira e o facebook de Passos Coelho, o Pedro

Pedro Passos Coelho, o «best of» um ano depois


Há cerca de um ano, compilei cerca de 10 minutos de mentiras de Pedro Passos Coelho enquanto líder do PSD na Oposição. Um ano depois, este filme – que já foi visualizado quase 250 mil vezes e conta com mais de 500 comentários – continua extremamente actual. Infelizmente, o primeiro-ministro não pára de nos surpreender (ou não), sendo que acredito que não vai ficar por aqui. Enquanto o deixarem, ele vai continuar.
Para recordar, o «best of» de Pedro Passos Coelho…

Cartilha das papas e dos bolos

O governo criou um documento para ajudar os ministros a explicar as últimas medidas. Encontrado no Expresso.

Passos Coelho comenta as medidas do governo

Vale a pena ler a mensagem que o Pedro deixou no facebook. Tanta vacuidade faz com que seja um fortíssimo candidato a Belém. Os erros de português são da responsabilidade do autor do texto.

Amigos,

Fiz um dos discursos mais ingratos que um Primeiro-Ministro pode fazer – informar os Portugueses, que têm enfrentado com tanta coragem e responsabilidade este período tão dificil da nossa história, que os sacrificios ainda não terminaram.

Não era o que gostaria de poder vos dizer, e sei que não era o que gostariam de ouvir.

O nosso país é hoje um exemplo de determinação e força, e esse é o resultado directo dos sacrifícios que todos temos feito. Porém, para muitos Portugueses, em particular os mais jovens, essa recuperação não tem gerado aquilo que mais precisam neste momento: um emprego. Quem está nessa situação sabe bem que este é mais do que um problema financeiro – é um drama pessoal e familiar, e as medidas que anunciei ontem representam um passo necessário e incontornável no caminho de uma solução real e duradoura.

Vejo todos os dias o quanto já estamos a trabalhar para corrigir os erros do passado, e a frustração de não poder poupar-nos a estes sacrifícios é apenas suplantada pelo orgulho que sinto em ver, uma vez mais, do que são feitos os Portugueses.

Queria escrever-vos hoje, nesta página pessoal, não como Primeiro-Ministro mas como cidadão e como pai, para vos dizer apenas isto: esta história não acaba assim. Não baixaremos os braços até o trabalho estar feito, e nunca esqueceremos que os nossos filhos nos estão a ver, e que é por eles e para eles que continuaremos, hoje, amanhã e enquanto for necessário, a sacrificar tanto para recuperar um Portugal onde eles não precisarão de o fazer.

Obrigado a todos.

Pedro

Mentiras em tom menor

O Tenor desafinou. Escolheu o cânone directo do aumento da receita seguido da fuga da mentira do não aumento de impostos. Desde a primeira decisão de mais  impostos que o tom estava dado. Agora segue-se uma segunda aumentada,  com o descaramento de afirmar que não optou pela subida generalizada dos impostos. De certa forma é verdade, já que as empresas pagarão menos. Mas é sobretudo mentira, pois o Tenor pretendia referir-se aos contribuintes em nome individual. Agradeça-se a coda ao Tribunal Constitucional e à habilidade do artista que conseguiu manter (ou aumentar) o nível fiscal na função pública ao mesmo tempo que aumentava o do privado.

PS: a pauta trauteia-se  com o Frère Jacques