A resposta nas imagens. Abaixo.


Pedro Passos Coelho (PSD) e Hugo Chávez.


José Sócrates (PS) e Hugo Chávez.

Paulo Portas (CDS-PP) e Hugo Chávez.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
A resposta nas imagens. Abaixo.


Pedro Passos Coelho (PSD) e Hugo Chávez.


José Sócrates (PS) e Hugo Chávez.

Paulo Portas (CDS-PP) e Hugo Chávez.

Cláudio Nunes Valente, cidadão português com autorização de residência nos EUA, que entrou no país em 2000 para estudar na prestigiada Brown University, era o principal suspeito pelo homicídio do físico e professor do MIT, Nuno Loureiro. Suicidou-se pouco antes de ser detido.
Não vim aqui em modo crónica criminal, deixo isso para os populistas profissionais da imprensa sensacionalista, mas quero falar-te sobre o outro lado deste caso escabroso. Sobre o facto de, na sequência do sucedido, Donald Trump ter mandado suspender o programa de vistos DV-1.
Agora repara: por causa de um criminoso, todas as pessoas que se candidataram e entraram nos EUA com um visto DV-1 são agora colocadas em causa. Incluindo outros portugueses, trabalhadores e honestos, sem manchas no currículo. Como se a maioria fosse culpada pelos crimes de uma pequena minoria.
Nada disto surpreende. É a extrema-direita a ser extrema-direita. A extrema-direita que generaliza de forma abusiva para criar medo e alarme, e poder apresentar-se como a solução que não é. E não é muito diferente daquilo que André Ventura, o CH e os incels da quadrilha do palerma que odeia mulheres defendem para Portugal: se um imigrante cometer um crime, sobretudo se for pobre e do subcontinente indiano, a culpa é colectiva.
A grande diferença, parece-me, é que, desta vez, quem vai pagar as favas, nos EUA, serão, também, emigrantes decentes que decidiram deixar o nosso país para procurar uma vida melhor do outro lado do oceano. Emigrantes que muita dessa gente diz defender e representar, pese embora prefira agradar ao corrupto que lidera o culto MAGA, porque o seu nacionalismo está ao nível do de um nazi latino que acredita na superioridade da raça ariana.
Outra diferença é que não há um único registo de um imigrante do subcontinente indiano que tenha assassinado um português em solo nacional. Mas Gurpreet Singh foi assassinado por dois portugueses em Setúbal. É por estas e por outras que a generalização deve ser manuseada com cautela. Nunca sabemos quando nos pode rebentar nas mãos.

Com muita pena minha, não fiquei minimamente surpreendido com o prémio da “paz” criado pela FIFA com o objectivo bajular Donald Trump e cair nas suas boas graças.
Tem sido prática recorrente. Quem deseja o favor do presidente americano sabe como obtê-lo.
Outros ofereceram-lhe estátuas douradas, aviões de 400 milhões e generosos investimentos nos muitos negócios da família Trump, agora elevados à categoria de assunto de Estado.
Em troca receberam investimentos, perdões, reduções nas tarifas e deu-se até o caso insólito de Trump permitir a construção de uma base militar do Qatar em solo americano. Sim, uma base militar do Qatar em Idaho. Desse mesmo Qatar que serviu de porto seguro à liderança do Hamas e que comprou o favor de Trump com um avião.
Bajulação, suborno, corrupção.
Waste, fraud and abuse.

Sim, eu sei que não se pode criticar Cristiano Ronaldo. Ronaldo, para muitas pessoas, é um semi-deus acima da crítica e do comum mortal. E quem o critica só o pode fazer por inveja, azia ou qualquer uma das justificações patéticas que quem não tem argumentos válidos costuma usar. Uma das melhores ilustrações, parece-me, do atraso do nosso país.
Não me recordo, confesso, de criticar Ronaldo. Nunca pedi a cabeça dele, nunca pedi o afastamento da selecção e sempre elogiei os seus feitos futebolísticos. Mesmo depois de se ter transformado numa espécie de embaixador de um dos regimes mais totalitários e assassinos do mundo, o saudita. Um regime que mata por apedrejamento e manda esquartejar opositores. Se quisesse, Ronaldo poderia trabalhar para Vladimir Putin, e elogiá-lo publicamente como faz com o assassino e financiador de terroristas, Mohammed bin Salman, e a maioria assobiaria para o lado. E, convenhamos, pouco distingue o carniceiro russo do “boss” de Cristiano Ronaldo.

Parece que há acordo para um cessar-fogo imediato em Gaza. Trump está mesmo a dar tudo pelo Nobel da Paz.
E se for esse o preço a pagar para parar o genocídio, que seja.
Não seria o primeiro execrável a vencê-lo. Se um war monger como Henry Kissinger pode ganhar um prémio dedicado à paz, qualquer incendiário é elegível.
Mas o cessar-fogo não chega.
É preciso auxiliar milhares de pessoas.
É preciso reconstruir Gaza.
É preciso acabar com a fome.
É preciso libertar todos os reféns.
E é fundamental que o cessar-fogo dure para lá dessa libertação.
Também é preciso libertar a Palestina, não apenas Gaza, mas toda a Cisjordânia ocupada por colonatos ilegais. Libertar a Palestina de colonos terroristas e de terroristas do Hamas, e de outras organizações de fundamentalistas islâmicos que por ali andam. Deixar aquelas pessoas respirar e ter uma vida minimamente normal.
Será desta?
Espero que sim.
Mas, à cautela, vou festejar moderadamente. Com estes protagonistas, convém refrear as expectativas.

Quando André Ventura se indigna com o momento de clarividência de Marcelo, não são preocupações com a diplomacia que o movem. Caso contrário, não se teria comportado como um perfeito anormal quando Lula da Silva esteve no Parlamento. Goste-se ou não de Lula, ele é o chefe de Estado de um importante parceiro de Portugal e a diplomacia não pode andar ao sabor de histerismos ideológicos.
Na verdade, André Ventura está apenas a defender o seu corrupto preferido, que, de facto, se comporta como activo russo. Enriqueceu em parte à custa de oligarcas russos, o que equivale a dizer à custa do Kremlin, humilhou os serviços secretos americanos para dar razão a Putin, em Helsínquia, e recebeu o ditador russo com aplausos, sorrisos e palmadinhas nas costas, há dias no Alasca, enquanto destrata permanentemente os seus aliados da NATO.
Em cima disto há a humilhação de Zelensky na Casa Branca, a postura de vários oficiais da sua administração que se recusam a assumir que a invasão russa é, de facto, uma invasão, e, soubemos estes dias, que Trump recebeu bons conselhos de Putin sobre como conduzir eleições. Porque se há autoridade na gestão eleitoral transparente e democrática, esse alguém é, seguramente, Vladimir Putin. [Read more…]

Não tenho toda a informação que gostaria para ter uma opinião formada. À velocidade que hoje circula, já não dá para acompanhar porra nenhuma. A overdose de temas, polémicas, romances, notícias, tiktoks, cenas do futebol, cenas da CMTV, escândalos, dramas, tweets e duelos virtuais danificou irreparavelmente o meu foco.
Ainda assim, tenho a forte sensação de que o ICE se transformou numa espécie de Gestapo, com as suas máscaras e passa-montanhas, o seu equipamento táctico e o seu orçamento militar, a aterrorizar não apenas imigrantes ilegais, como residentes e cidadãos regularizados e documentados. Às ordens directas do pior dos presidentes.
Já se viram congressistas e senadores estaduais e nacionais detidos, um juiz algemado e ameaças de uma possível detenção e deportação de Zohran Mamdani, o socialista em ascensão no Partido Democrata, aparentemente o melhor posicionado para vencer as autárquicas em Nova Iorque. Chega a ser comovente, ver artistas de variedades sul-americanos e caribenhos, que cantaram e dançaram por “Mr. Trump”, agora detidos, deportados e indignados:
Pois claro que é uma injusticia, Janet. Mas estavas à espera de quê? Não o ouviste dizer ao que vinha? Achavas que contigo ia ser diferente, se nem alguns cidadãos nascidos em solo americano estão a salvo?

A imagem perfeita do novo quadro das relações internacionais: Mark Rutte, antigo primeiro-ministro holandês, agora secretário-geral da NATO, envia uma mensagem bajuladora a Trump, que responde sacando um print e publicando, sem edição, a totalidade do momento MAGA do liberal holandês.
Há quem defenda que Rutte está a ser um grande negociador, como quando, no outro dia, Costa deu a Trump uma camisola do Ronaldo, autografada pelo próprio CR7. Parecem-me coisas diferentes. Uma camisola, mesmo que autografada pelo melhor mundo, não é a mesma coisa que aquele lamber de botas até ao mais ínfimo orifício na sola. [Read more…]

Acho piada à malta que acredita religiosamente que o CH, se fosse governo, faria mais do que os outros partidos em matéria de corrupção.
Até porque o presidente-herói da maioria deles, Donald Trump, acaba de ser subornado pelo Qatar com um avião de 400 milhões de euros, e não se lhes ouviu um pio. Qatar que, recordem-se, é o albergue e financiador do Hamas. A matou centenas de pessoas na construção do Mundial.
Alguém se indignou?
Nem um.
Pelo caminho, ainda apertou a mão ao novo presidente da Síria, o antigo líder da Al-Qaeda lá do sítio, e prometeu levantar as sanções contra o país. Assim, do nada? Pelos vistos não. Parece que vai nascer uma Trump Tower em Damasco.
Alguém rasgou as vestes?
Claro que não. [Read more…]

A liderança do CH festejou a eleição de Donald Trump.
Festejou e, por outras palavras, disse ao país: é isto que defendemos para Portugal.
Grande parte dos seus dirigentes e eleitos usa as redes sociais para elogiar cada ordem executiva assinada pelo novo presidente. André Ventura foi mesmo a Washington, prestar tributo à sua referência ideológica, mas ficou à porta da tomada de posse, como podemos ver na foto que acompanha este texto, porque não tem estatuto para entrar na festa dos oligarcas. Só para os servir.
Compreende-se o encanto. Trump é um farol e uma inspiração para a extrema-direita europeia.
O problema é que os nossos piores receios sobre a segunda vinda de Trump estão a confirmar-se de forma rápida e avassaladora.
As tarifas, as ameaças à soberania de aliados europeus, a tentativa hostil de condicionar a União Europeia, a morte anunciada da NATO, o ataque à Ucrânia e a Zelenskyy (que Trump apelidou de ditador não-eleito e humilhou na Sala Oval, o que contrasta com a simpatia e amabilidade que usa para falar de Putin e de outros tiranos como Kim Jong-un e Xi Jinping, que Trump sempre recusa apelidar de ditadores), o apoio aos neo-nazis da AfD, o desmantelamento em curso das instituições americanas e os milhares de milhões em alívios fiscais aos bilionários, enquanto preço dos medicamentos e das mercearias sobe de forma muito acentuada para os mais necessitados, a corrupção sem vergonha, enfim, todo um programa que era já expectável, e que, em larga medida, entra em choque com muito do que Ventura apregoa, sendo certo que o líder do CH é capaz de afirmar tudo e o seu contrário, consoante o seu interesse, que objectivamente não é o português: é o de André Ventura.

1.
Francisco partiu. O Papa que tentou e conseguiu reaproximar a Igreja das pessoas já não está entre nós. Mas deixa um legado disruptivo, fundado numa mundivisão mais próxima dos ensinamentos de Jesus Cristo, que colocou os pobres, os migrantes ou as vítimas de abusos sexuais e da violência armada no centro da sua acção. Para grande irritação dos extremistas que instrumentalizam o Cristianismo como arma de arremesso na sua cruzada por um Ocidente mais autoritário, mais intolerante e menos livre.
A disrupção causada por Francisco, contudo, não se esgota na narrativa. Longe disso. Francisco foi o primeiro jesuíta e o primeiro latino-americano a liderar a Igreja Católica. A lista de visitas pastorais incluiu países periféricos e pobres como a Albânia, o Sri Lanka, a República Centro Africana, o Bangladesh ou Myanmar. Visitou Lampedusa e ali rezou pelos migrantes que se afogaram no Mediterrâneo. Foi o primeiro papa a visitar o Iraque. Apostou no reforço do diálogo inter-religioso com ortodoxos, muçulmanos, judeus e budistas. E não teve medo de agarrar o touro dos abusos sexuais na Igreja pelos cornos, não se limitando a abordar o tema, mas tomando medidas efectivas para responsabilizar os membros do clero envolvidos.
Francisco foi um papa corajoso.
Não se acomodou ao status quo de uma instituição naturalmente conservadora.
Aliás, a sua coragem foi tal que abriu um precedente inesperado, permitindo que os padres católicos abençoassem casais do mesmo sexo e manifestando-se contra a negação da comunhão a políticos católicos que defendessem o direito ao aborto. Não porque fosse defensor da homossexualidade ou da prática do aborto, contra a qual de resto sempre se opôs, mas porque entendia com clareza a mensagem de tolerância que está na génese do Novo Testamento. Uma mensagem que muitos católicos parecem não ter percebido ainda, por muitos terços que rezem. Porque ler a Bíblia dá muito trabalho.

No início do ano, os Conservadores canadianos estavam cerca de 20% acima dos Liberais nas sondagens. No poder desde 2015, os Liberais estavam desgastados e arriscavam ficar, pela primeira vez, abaixo do segundo lugar, atrás do NDP.
Mais eis que entra em cena Donald Trump, com a narrativa a anexação, o discurso mais hostil da história contra o Canadá e as suas patéticas tarifas. E alguns líderes conservadores, infectados pelo vírus do populismo, alinharam no fanatismo MAGA. Entre eles o líder do partido Pierre Poilievre.
Resultado?
Gerou-se uma onda de unidade nacional anti-Trump, os Liberais inverteram a tendência, venceram a eleição e o “traidor” Poilievre não foi sequer eleito para o Parlamento.
Mais um grande feito para juntar à longa lista de acontecimentos notáveis dos primeiros 100 dias de Donald Trump na Sala Oval.
Poético.

“Não se começa uma guerra contra alguém 20 vezes maior e depois se espera que as pessoas lhe deem mísseis”
A frase é de Trump e acompanha mais uma regurgitação populista do Fascist-in-Chief americano, que voltou a acusar Zelensky de ser o responsável pela invasão decidida por Putin.
É um novo capítulo da novela russa, que começou um concurso de misses em Moscovo, poderá ou não incluir uma filmagem de uma orgia com prostitutas e trocas de urina, seguiu para a interferência de Moscovo em favor de Trump nas eleições de 2016 e conhece agora novos episódios, marcados por beijos do Donald na zona traseira do Vladimir, a quem dá tudo sem pedir nada em troca, incluindo manter o regime russo a salvo das tresloucadas tarifas pensadas por um tipo que as justifica citando um académico que não existe, e cujo nome é um anagrama do seu. [Read more…]

A democracia foi uma ilusão necessária. Uma ferramenta de propaganda e expansionismo que permitiu aos EUA conquistar ideologicamente a Europa e vencer a Guerra Fria. O seu propósito era claro: consolidar a hegemonia mundial norte-americana. Se a democracia fosse uma prioridade, que na realidade nunca foi, Allende não teria morrido em La Moneda e o Irão poderia muito bem ser hoje um estado secular.
A ilusão da democracia foi, maquiavelicamente, um meio para atingir um fim. Na Europa, claro. No Vietname, Indonésia, Iraque e nos vários golpes de estado patrocinados na América Latina foi imperialismo puro e duro. E o imperialismo é inimigo da democracia.
Não será por isso descabido dizer que foi o soft power, não o poder militar, aquele que deu a vitória aos EUA na Guerra Fria. Foi ele que seduziu a Europa com o Plano Marshall, África com ajuda humanitária e a Ásia com comércio internacional. E que permitiu aos EUA passar incólumes na Sérvia, na Líbia e no Afeganistão. Entre outras exportações de democracia, com os magníficos resultados que se conhecem. [Read more…]
Isto vai dar barulho, muito barulho, imenso barulho. Eis o decreto de Trump e a opinião do excelente (excelentíssimo) Daniel J. Olson.

Parece que as “pessoas do mal” andaram a criar vídeos gerados por inteligência artificial para gozarem com o presidente dos presidentes da cambada incel.
No primeiro vídeo, que já gerou um clima de perseguição nos corredores administrativos, Donald Trump aparece a beijar os pés do presidente de facto (tal como o filho do Mark Robinson para pessoas brancas, o jovem XYLGBTMAGA/Twitterx2AoQuadrado, já nos tinha afiançado na semana passada) dos Estados Unidos, o oligarca Elon Musk. Outrageous! Toda a gente sabe que, caso Donald Trump tencionasse beijar alguma parte do corpo do sul-africano, não seriam os pés…
E como se não bastasse, hoje alguém invadiu a conta de Donald Trump no Instagram para publicar um vídeo onde aparecem transexuais vestidos de sultões a dançar na praia em Gaza. Para quem andou a assinar decretos para tirar transexuais do desporto… já se percebeu que os quer empregar no paraíso em Gaza (ao contrário de vocês, seus balofos rednecks, que o máximo onde poderão ir é a Las Vegas). Dizem que o invasor também se chama Donald Trump, mas eu não confio – há-de ser tudo uma teoria da conspiração. Alguém acredita que a administração que confundiu Gaza na Palestina com Gaza em Moçambique, com preservativos à mistura (já agora, repito a questão de Trump junto dos seus apoiantes: vocês sabem o que é um preservativo?) seria capaz de tal comicidade?

A juntar a toda esta promiscuidade de extrema-esquerda, um dos soldados do braço-armado do puro homem laranja, desceu um lugar no pódio dos podbros, tendo sido destronado por um podcast de… liberais. Não se faz! É uma sacanagem! E, mais do que tudo, é certamente uma teoria da conspiração! Alguma vez as pessoas mudam de opinião quando vêem que as políticas reais daquele que apoiaram e em quem votaram, quando passam da retórica à acção, lhes lixa a vida toda com F maiúsculo?! Nunca na vida! Somos todos fiéis cordeirinhos do deus-nosso-senhor.
É caso para dizer: MAGA is woke.


Trump escolheu e empossou David Lebryk como seu Secretário do Tesouro.
Durou 11 dias no cargo.
Por ser incompetente?
Não sei. Mas o percurso enquanto nº 2 do Tesouro Americano, que sobreviveu a Obama, Trump, Biden e novamente a Trump, leva-me a crer que a incompetência não terá sido a razão do seu afastamento.
Já o embate com o grupo de jovens hackers ao serviço do DOGE de Elon Musk, na vã esperança de lhes vedar o acesso à informação contida nos sistemas do Departamento do Tesouro, terminou com Lebryk a meter baixa, a que se seguiu, dias depois, o pedido de demissão. Vá lá que ainda não caem de janelas. Por agora, as exportações russas para a nação trumpista ficam-se pelo bullying a nações mais pequenas, troll farms e filosofia duginiana. [Read more…]

No dia em que se assinalam 3 anos da invasão da Ucrânia pela Federação russa, a 24 de Fevereiro de 2022, a Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que exige o fim da agressão e reitera o compromisso com a soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia.
Sem surpresas, apenas a Hungria se distanciou dos parceiros europeus, votando contra a resolução apresentada conjuntamente pela Ucrânia e União Europeia. Orbán é um autocrata alinhado com Moscovo, uma espécie de cavalo de Troia do Kremlin no Conselho Europeu, e as suas intenções são conhecidas, como é conhecido o seu total desprezo pela democracia liberal.
Ao lado da Hungria votaram 18 países. Federação Russa, Bielorrússia, Burkina Faso, Burundi, República Centro Africana, Coreia do Norte, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Israel, Mali, Ilhas Marshall, Nicarágua, Níger, Palau, Sudão e… guess what?
Exactamente: os Estados Unidos da América. [Read more…]

Na Arábia Saudita, uma ditadura tão ou mais violenta que a russa, Washington e Moscovo discutiram a paz para a Ucrânia. Sem a presença da Ucrânia ou de qualquer dirigente europeu. Será, tudo parece indicar, a paz que se previa desde o início: a paz que beneficia o agressor e que oficializará a ocupação de parte do território ucraniano. Ucranianos – e europeus – aprenderão uma importante lição, recentemente aprendida, da pior maneira, por afegãos e curdos: os EUA usam e deitam fora os seus proxys. E não, não é de agora.
Marco Rubio, que liderou a comitiva americana, deixou um aviso à UE: “terá que estar à mesa em algum momento, porque também tem sanções que foram impostas”, acrescentando que todas as partes devem fazer concessões, incluindo a parte que não foi tida nem achada nas negociações. Ou seja, o que Rubio nos está a dizer é que devemos deixar cair as sanções para garantir um acordo que não nos diz respeito.
Abanaremos o rabo, como Putin antecipou?
Tudo indica que sim. [Read more…]

A nova América iliberal, que despreza ignorantemente o papel do soft power para o seu estatuto de potência hegemónica, decidiu humilhar e hostilizar os mais antigos e importantes aliados dos EUA: os estados europeus.
A China, que não é estúpida como o exército de memes de Musk e Trump, está atenta. E vai lucrar com isso.

Trump teve uma ideia para a Faixa de Gaza. Não é uma ideia nova, Putin teve a mesma em relação à Ucrânia. E Xi Jinping tem uma parecida para Taiwan. Trata-se de ocupar e colonizar aquela área. E, no caso americanos, de expulsar os residentes que, seguramente, não terão capacidade financeira para se manter no projecto imobiliário que ali irá nascer. A Riviera de Gaza. Ou, como li por aí, Gaz-a-Lago.
Agora imaginem que Trump, Putin e Xi decidem dividir o resto do mundo em “zonas de influência”.
[Not so] Fun fact: nós ficaríamos na “zona de influência” russa.
Mas pelo menos teremos um novo destino turístico super instagramável.

Os chineses criaram o seu próprio ChatGPT. Chama-se Deepseek. A ferramenta é de tal forma eficaz que o sector tecnológico norte-americano caiu desamparado na bolsa de Wall Street e perdeu mais de 600 mil milhões de euros. Afinal, o poder das tecnológicas não é assim tão grande.
O que se passou ontem ajuda a explicar a deriva autoritária do capitalismo, sobretudo nos EUA. É que, para o grande capital, para usar a expressão do PCP, os lucros tendem a sobrepor-se à democracia e aos direitos humanos.
Foi assim quando os grandes empresários alemães se aliaram a Hitler, é assim quando bilionários como Elon Musk atacam sindicatos e políticas sociais, e usam os seus recursos quase infinitos para financiar e promover forças de extrema-direita. [Read more…]
Trump mandou despedir os procuradores que o investigaram. A oficialização da natureza autoritária dos EUA segue imparável.

Ninguém votou em Elon Musk.
No entanto, il consigliere tem neste momento mais poder e exposição mediática que JD Vance. E ombreia com Trump.
Aliás, a saudação nazi – sim, foi uma saudação nazi, e foi intencional, mas já lá vamos – roubou claramente o protagonismo a Donald Trump. No dia seguinte ao mais importante da vida do outra vez presidente dos EUA, o maior comeback da história da política americana, o tema não foi Trump. Foi a actuação do Adolfo de Pretoria. E Trump, dono do mais pedante ego à face da Terra, não deve ter ficado nada contente. A Soberba é pecado mortal, mas Donald é muito cristão. Enviado por Deus.
Esta é uma das minhas esperanças: que os gigantescos egos de Trump e Musk colidam. Sem retorno. A seguir abasteço-me de pipocas e vou assistir ao combate entre nativistas e broligharcs no octógono, com Joe Rogan a comentar e Trump a tirar selfies com Dana White na fila da frente. Se tivesse que apostar, apostava nos segundos. In America, cash rules. Ou como muito oportunamente o colocaram os Wu-Tang Clan: C.R.E.A.M. Dolla dolla bill, y’all.
Adiante.

Trump em 2020: Vamos banir o Tiktok. Esta aplicação é uma ameaça à segurança nacional dos EUA.
Trump em 2025: O Tiktok não pode ser banido. Vou reverter a lei para proteger a segurança nacional dos EUA.

Parabéns a todos os americanos que elegeram este Adolfo, e também a todos os fascistas por essa Europa fora, que rejubilaram com a sua vitória. Estou em pulgas para ouvir as balelas nacionalistas de Ventura e respectiva entourage, no dia em que vierem pelas Lajes.

Donald Trump, licenciado em conluios, mestre em fraudes fiscais e doutorado em nepotismo, decidiu entregar o recém-criado Departamento de Eficiência Governamental a Elon Musk e Vivek Ramaswamy.
Nota artística: não só se diz que o departamento foi ideia do próprio Musk, como o seu acrónimo – DOGE – é literalmente uma homenagem à Dogecoin, a criptomoeda favorita do principal oligarca e financiador da segunda vinda do trumpismo, versão “on steroids”. Ou então é só uma coincidência muito engraçada.
Adiante.
Nem me vou indignar com o inegável conflito de interesses de ter dois potenciais beneficiários das borlas fiscais de Trump a gerir um departamento cujo principal objectivo é cortar nas gorduras de um Estado que nem SNS tem. Mas que não se inibe de gastar muitos milhares de milhões em armas, para manter aquele que, ano após ano, é o exército com maior orçamento do mundo. E não é expectável que Trump aceite cortes no sector militar. Para não falar nos muitos contratos das empresas de Musk com o estado federal, na Defesa e na NASA, que dificilmente sairão beliscados. [Read more…]

Donald Trump, mestre em conluios, fraudes fiscais e nepotismo, decidiu entregar o Departamento de Eficiência Governamental a Elon Musk e Vivek Ramaswamy, dois empresários com interesses na área, seja enquanto fornecedores do governo, seja enquanto beneficiários das borlas fiscais que vão resultar do desinvestimento no sector público.
Há quem garanta que é com tarifas, conflitos de interesses e tachos para esta nova oligarquia que o capitalismo será mais forte. Mas eu ainda sou do tempo em que o capitalismo era feito de mercados livres, livre concorrência e – alegado – mérito. No fundo, o capitalismo é aquilo que quem manda nos EUA quiser que ele seja. O que só reforça ainda mais a farsa em que se transformou.
Drain the swamp and fill it with brand new shit.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?

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“A maior parte da música é uma merda”
–-Mário Barreiros
“Isto é muito confuso para a tua cabeça”
—Jorge Jesus
“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
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