
América Desigual
Donald Trump: masturbação e sexo oral em defesa da herança judaico-cristã
Na imagem temos Donald Trump, num comício no swing state do Wisconsin, a simular masturbação e sexo oral com um microfone, para gáudio dos militantes da sua seita.
E não, não é IA. Aconteceu mesmo. Na volta achou que estava numa festa do Puff Daddy. Ou na ilha do Epstein. Lembrem-se disto da próxima que alguém vos tentar convencer que este javardo é o representante na Terra da herança judaico-cristã ocidental. O último bastião da moral e dos bons costumes. Um conservador à moda antiga.
Não é.
É só um manipulador de fanáticos, racistas e extremistas, um boneco de Putin que instrumentaliza a religião com o objectivo de destruir o que resta da democracia.
A liberdade que os gurus de André Ventura têm para nos oferecer
Qualquer semelhança com uma distopia inspirada nos regimes nazi ou soviético não é pura coincidência.
Harris v Trump
Votar em Harris e lutar politicamente 4 anos, ou votar em Trump e não votar novamente. (Palavras do próprio)
A clareza de Hugo Soares

A dificuldade assumida pelo líder da bancada parlamentar do PSD, sobre escolher entre Donald Trump e Kamala Harris, diz-nos quase tudo o que precisamos de saber sobre as suas convicções ideológicas e sobre o tipo de sociedade que defende. Sobretudo porque a agenda de Kamala assenta essencialmente no modelo social-democrata que surge no nome – e apenas no nome – do PSD.
Mas as palavras de Hugo Soares dizem-nos algo mais alarmante: dizem-nos que um alto dirigente do partido que governa Portugal, e um dos homens mais próximos do primeiro-ministro, considera como opção válida alguém que tentou um golpe de Estado por não aceitar os resultados eleitorais.
Alguém que sugeriu que Putin invadisse aliados da NATO.
Alguém que elogia o estilo de Xi Jinping e se diz amigo de Kim Jong-un.
Obrigado pela clareza, Sr. deputado.
That Little Girl Was Me
Aquando das primárias do partido democrata em 2020, Kamala – munida de uma vulva e tez bronzeada, valiosos trunfos que a fizeram legitimamente sonhar com o cargo – teceu graves acusações direccionadas ao futuro presidente Bidé:
- que acreditava nas mulheres que o acusaram de crimes sexuais;
- e que, nos idos 1970’s, Bidé promovera políticas racistas que visavam impedir crianças pretas de frequentar a escola. Para adicionar carga dramática à acusação, usou o seu próprio exemplo, procurando torná-lo até um slogan: “That little girl was me”, que até chegou a colocar em t-shirts.
Reforço, sem embelezamentos ou cognomes jocosos, para que seja claro: antes de aceitar ser sua vice, Kamala acusou Joe Biden de ser um criminoso sexual e um racista activo que usava a sua influência política para segregar crianças pretas como ela própria.
Sendo Bidé o ungido pelo Deus dos warlords Barack Obama, isto valeu naturalmente a Kamala a perda de apoios, o que – a juntar ao seu caricaturalmente detestável e vil carácter, que fez com que nem sequer lograsse mil votos populares, num resultado absolutamente humilhante – a obrigou a largar precocemente a corrida.
Ressuscitada pelas referidas vulva e tez, é ver agora o partido que a rejeitou – bem como o comentariado americano mainstream, que os nossos Marques Lopes, a quem basta acenar uma cenoura apetitosa, adoram plagiar – a anunciá-la como a grande Candidata.
Que Bidé é um racista perverso não é propriamente informação fresca; muito menos o é a escandalosa hipocrisia e descaramento destes montes de merda que enxameiam o universo político – e, claro, a conveniente memória píscea dos agenda setters. Mas os poucos de nós que se recordam destas coisas têm obrigação de relembrar os outros, porque as massas só sabem o que lhes dizem os media das elites bem-pensantes e eu não estou a ver Marques Lopes a falar disto tão cedo.
O primeiro debate Biden/Trump de 2024
(Transcr.)
President Joe Biden and former President Donald Trump participated in their first debate of the 2024 election season on CNN Thursday.
Read the rush transcript of the debate here: [Read more…]
A farsa do cancelamento woke, explicada em 7 minutos
Jon Stewart expõe aquilo que é óbvio para muitas pessoas, entre as quais me incluo: que o choro incessante da direita radical e da extrema-direita, alegadamente oprimidas pela cultura de cancelamento, não passa de um barrete enfiado da cabeça aos pés.
Mas Stewart vai mais longe, demonstrando factual e igualmente a pulsão canceladora da direita trumpista, que persegue os opositores de Trump e até faz com que sejam expulsos de órgãos do Partido Republicano, como foi o caso de Liz Cheney.
Fazia-lhes bem passar umas férias no Estado unipessoal do amigo de Trump, Kim Jong-un. Podia ser que aprendessem uma coisa ou duas sobre cancelamento da liberdade de expressão. Mas talvez se sentissem em casa, a julgar pelo apreço que revelam pelo culto fanático do líder.
Quem confronta André Ventura com os seus aliados?
Donald Trump:
“Think of President Xi. Central casting, brilliant guy…He runs 1.4 billion people with an iron fist. Smart, brilliant everything perfect”
Do conservatives really want a man who praises and admires the Chinese communist dictator to be the GOP nominee for… pic.twitter.com/H17M0DAirh
— Republicans against Trump (@RpsAgainstTrump) February 3, 2024
Na entrevista que deu à Fox, Trump teceu rasgados elogios a Xi Jinping, que considerou:
Smart, brilliant everything perfect.
Importa estarmos atentos. E questionar os neosalazaristas em ascensão, para lá da instrumentalização da luta dos polícias e da gritaria sobre casas de banho mistas.
A extrema-direita contemporânea, onde se integra o CH, tem um fascínio por líderes autoritários e totalitários. Não admira que Orbán continue a ser o emissário de Putin no Conselho Europeu, de onde regressa directamente para o mesmo bolso onde estão Le Pen, Salvini ou Tino Chrupalla, os amigos de André Ventura. [Read more…]
Putin estende a mão a Trump
Ayatollah Trump, o “enviado de Deus”

Evangélicos do Iowa mobilizaram-se para impedir a “crucificação” do “enviado de Deus”. E o ayatollah Trump ganhou as primárias.
A extrema-direita, dos populistas mais básicos e oportunistas aos neofascistas convictos, já avisou ao que vem: não querem fazer nenhuma nação great again. Querem transformar o Ocidente num conjunto de teocracias inspiradas nos regimes totalitários do Médio Oriente.
One step at a time.
Rumo à sharia cristã.
The Handmaid’s Tale da vida real segue dentro de momentos.
Next stop: Republic of Gilead
O novo speaker da câmara dos representantes, Mike “MAGA” Johnson, é um nacionalista cristão. Em 2019 afirmou “Não queremos estar em democracia”. Pragmático.
O muro de Joe Biden

Um dos compromissos eleitorais de Joe Biden, que alegadamente o distinguia de Donald Trump, assentava na total oposição à construção do muro na fronteira sul, para conter a emigração ilegal.
Nem um centímetro de muro, garantia o então candidato democrata.
E o que sucede?
Sucede que, na semana passada, a Casa Branca anunciou a construção de 32km de muro em Starr County, no Texas.
Donald Trump agradece. Vai dar um cartaz muito jeitoso, para campanha que se avizinha.
Trump, Bolsonaro e José Miguel Júdice entram num bar…

No seu espaço de comentário político da passada semana na SIC, José Miguel Júdice fez, com alguma subtileza, um exercício de normalização da extrema-direita, ao colocar, no mesmo patamar, os protestos em França contra o aumento da idade da reforma e os ataques ao Capitólio e à Esplanada dos Ministérios.
O objectivo do comentador, parece-me, não é tanto condenar os protestos em França. É, isso, sim, minimizar duas tentativas de golpe de Estado, nos EUA e no Brasil, despromovendo-os à categoria de protesto inorgânico.
Não perderei muito tempo com a absurda comparação, até porque a considero normal, vinda de um salazarista que integrou uma organização terrorista de extrema-direita. [Read more…]
O calvário de Jesus Trump

Al Capone foi apanhado por evasão fiscal, um crime menor comparado com os restantes.
Donald Trump está prestes a ser apanhado por falsificação de registos comerciais, relacionados com um suborno a uma actriz porno, Stormy Daniels, por serviços sexuais.
E a parte mais engraçada, no meio desta salgalhada, é que este indivíduo, que já deu mostras de ser uma heresia – no sentido cristão do termo – com pernas, é uma espécie de Messias para uma importante fatia dos cristãos americanos e europeus, como é o caso de André Ventura e seus discípulos.
Ou seja, o novo Jesus dos neofascistas é um tipo enterrou a ex-mulher num campo de golfe, que visitava a ilha do Epstein com frequência e usou dinheiro da campanha para fazer a girlfriend experience com uma estrela da indústria pornográfica, com a qual traiu a antiga primeira dama, Melania Trump.
Haverá homem mais cristão que este?
Oremos.
A extrema-direita europeia fala a língua de Putin. Ventura também.
President Putin: "See what they do with their own peoples—the destruction of the family, cultural and national identity, perversion, mockery of children, and pedophilia are declared the norm. The norm of their life."pic.twitter.com/6VVHSQv5za
— Hassan Mafi (@thatdayin1992) February 21, 2023
Cito:
Eles mentem constantemente, pervertem factos históricos, levam a cabo ataques constantes à nossa cultura, à Igreja Ortodoxa Russa e a outras organizações religiosas no nosso país.
Vejam o que eles fizeram com os seus próprios povos: a destruição da família, da cultura e da identidade nacional, a perversão, o abuso das crianças e a pedofilia como norma. A norma do seu modo de vida.
Sacerdotes são forçados a abençoar casamentos entre pessoas do mesmo sexo. E eu quero dizer-lhes: leiam as sagradas escrituras, os livros de todas as outras religiões, está tudo ali. Incluindo que a família é a união de um homem com uma mulher. Mas os textos sagrados são agora questionados. [Read more…]
Joe Biden em visita surpresa a Kiev (c/ video)
#Ukraine This is really happening. @POTUS is in Kyiv on Mykhailivska Square. To the sounds of air raids, he honoured the fallen defenders of Ukraine. pic.twitter.com/qH6oomH5ED
— Hanna Liubakova (@HannaLiubakova) February 20, 2023
Trump rastejou e poliu os sapatos de Putin em Helsínquia, Biden visitou Kiev ao som das sirenes. Goste-se ou não de Biden – e eu não morro de amores por ele – a diferença é inequívoca.
O Partido Republicano convertido em agremiação de extremistas
.@WalshFreedom: “Democracy is under attack.” pic.twitter.com/4QNfhcebKq
— COURIER (@CourierNewsroom) October 28, 2022
Joe Walsh é um ex-congressista do Partido Republicano. Que nos alerta para a tomada do partido por extremistas como Trump, DeSantis, Marjorie Taylor Green ou Kari Lake. Que nos alerta para os esquemas desta extrema-direita fundamentalista, que usa o seu poder para dificultar o voto em zonas predominantemente democratas, que vai armada para os locais de voto com o intuito de intimidar os seus adversários, que nunca aceita resultados eleitorais, excepto quando estes ditam a sua vitória e que defendem golpes de Estado e intervenções militares em caso de derrota.
Por algum motivo, para mim incompreensível, é nos exigido que tratemos esta gente como moderada. E ai de quem os trate com eles realmente são: uma extrema-direita fundamentalista, autoritária e anti-democrática. Porque o problema não é a segregação eleitoral, a violência armada, a rejeição da democracia ou o apelo ao golpe militar. O problema são as pessoas LGBT, os pronomes, o wokismo, os impostos e ciência. Não admira que celebrem Putin e rejeitem os valores da democracia liberal.
Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus

Marco Rubio, senador republicano reeleito na Florida, começou o discurso de vitória agradecendo a Deus por lhe permitir estar na América, afirmando, de seguida, que Deus se fez homem através de Jesus, caminhou pela Terra e voltará um dia, e por ele viveremos uma vida eterna.
Não me interessam as convicções religiosas de cada um. Não me dizem respeito. Não me interessa se rezam a Deus, Alá, Buda ou à Mãe Natureza. Interessa-me, isso sim, que a liberdade de culto seja plena. A democracia exige-o
Interessa-me também a laicidade, condição essencial para a existência de um sistema democrático. Ideologias e partidos vão e vêm. Perdem e ganham. Transformam-se e extinguem-se. Já o fundamentalismo religioso não ganha nem perde eleições. Não responde à razão. E, quando toma o poder, entranha-se, corrói e suprime a liberdade. Democracia e teocracia são incompatíveis. Sempre foram, sempre serão.
Segundo a narrativa dominante, Rubio tem um posicionamento ultraconservador. E o ultraconservadorismo tem direito ao seu lugar à mesa da democracia. Quer mais armas na rua, muros nas fronteiras – as mesmas que deixaram entrar a sua família vinda de Cuba – e não gosta de homossexuais. Outros, como é o meu caso, não são apreciam o faroeste, racistas e homófobicos. Não podemos gostar todos do mesmo. Cada um com as suas pancas.
Mas esta instrumentalização da religião, que de resto é prática comum no Brasil e em várias praças europeias, é uma perigosíssima ameaça à sobrevivência e à própria existência das democracias liberais. Com Orbán, Morawiecki e Meloni ainda se vai aguentando. Com a superpotência nuclear nas mãos de gente que professa o nacionalismo cristão e defende o Estado subjugado a religião, é capaz de ser mais complicado de lidar.
Isto, a meu ver, era mesmo como dizia Jesus: a César o que é de César, a Deus o que é de Deus. E a política é dos Césares, não dos sacerdotes. Tal como a democracia, que emana das leis que geram consenso alargado entre os Césares, não da ambiguidade da Bíblia, interpretada de diferentes formas, no tempo e no espaço, à medida das crenças e ambições de cada papa, inquisidor ou falso messias. A Deus o que é de Deus. E de Deus é a fé, a devoção e o culto. Os Césares que se ocupem de assuntos menores, como as leis e a política. Como de resto ensina o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos. De que adianta fazer política com a Bíblia na mão, se depois preferem ler o Bannon?
Ron de Santis, o Trump letrado que vai tirar o sono ao original

Ron De Santis quer ser presidente. O seu discurso de vitória disse-o e a claque presente gritou “two more years”, pese embora o cargo de governador seja para quatro.
Trump terá, finalmente, um adversário de peso: um Trump letrado. Tem o crachá da NRA, debita a narrativa securitária, aprecia a xenofobia e a homofobia, tem populismo para dar e vender e adora meter Deus ao barulho. Seja o grunho ou o educado, os eleitores de extrema-direita ficarão igualmente bem servidos com qualquer um dos Trumps.
Valha-nos o humor, que a política é uma tragédia

Há quase um quarto de hora de publicidade antes do Isto é Gozar com quem Trabalha. Achei importante começar por aqui para enquadrar o impacto do RAP – o gajo que não tem redes sociais – na televisão portuguesa. E a televisão, sublinhe-se, é um bocado como o Facebook: toda a gente diz que está obsoleta, que já ninguém usa aquilo, mas os números dizem o contrário.
Bem sabemos que os humoristas não decidem os destinos do mundo. Nos EUA, antes de ser eleito, John Stewart, Steven Colbert, John Oliver e Conan O’Brien foram implacáveis com Donald Trump. Foi um esforço inglório, mas rendeu quatro anos de boas piadas. Algumas fizeram-se sozinhas.
Tchau, Bolsonazi

No Brasil, a democracia venceu e o autoritarismo foi derrotado. O autoritarismo, a extrema-direita, o ódio, a milícia, o lobby das armas, os parasitas que querem destruir a Amazónia, os Talibans evangélicos e restantes chalupas. Não sei quanto a vós, mas eu tenho vários motivos para festejar. A menos que a milícia tente um golpe à lá Trump. Fingers crossed.
Os talibans de Varsóvia e o futuro da democracia

O governo polaco quer impor penas de prisão até dois anos para quem for apanhado a blasfemar. Isso mesmo: quem fizer piadas sobre a Igreja Católica vai dentro. Aquela vibe sharia. E a União Europeia, que se apresenta hoje como o último reduto de liberdade e democracia, continua a revelar uma tolerância preocupante com estas manifestações de despotismo e fundamentalismo religioso, sem impor qualquer tipo de consequência à deriva autoritária que é contrária aos seus princípios fundadores. Tal como acontece com Orbán, que há dias fez um discurso tão racista, tão xenófobo que uma colaboradora de longa data se demitiu e acusou o PM húngaro de usar um discurso que não se distingue do nazi.
É mais um teste de resistência às democracias liberais, num momento de profunda fragilidade, de guerra e de provável mudança radical no status quo internacional. Os estragos que o nacionalismo protofascista causou nos últimos anos, e em particular nos últimos meses, da tentativa de golpe de Estado nos EUA à invasão da Ucrânia, poderão facilmente atirar-nos para uma distopia orwelliana, que de resto já se começa a desenhar do outro lado do Atlântico, onde uma guerra cultural e ideológica ameaça o equilíbrio de forças do concerto das nações.
Fetos abortados usados na produção de energia (e outros sinais de talibanização e demência avançada na América de Trump)
Do que vou lendo por aí, sinto que muita gente não tem noção daquilo que hoje se passa nos EUA. Que acredita que os EUA são o cosmopolitismo de NY ou a vibe hollywoodesca das grandes cidades da costa oeste.
Não é.
Os EUA são hoje uma democracia em profundo declínio, em larga medida fruto da brutal radicalização do Partido Republicano, que sempre teve os seus flirts com extremismos e extremistas.
Podia aqui escrever linhas e mais linhas sobre inúmeros temas, da multiplicação dos tiroteios, sem paralelo à escala mundial, à recente revogação de Roe vs Wade, passando pelo racismo estrutural ou pelo fundamentalismo religioso, que não distingue alguns movimentos americanos da praxis Taliban, mas vou antes pegar num dos grupos que melhor ilustra este estado de alucinação colectiva que parece marcar o início do fim da hegemonia dos EUA: os movimentos “pró-vida”.
Catherine Glenn Foster, uma activista da extrema-direita norte-americana que preside à Americans United for Life, uma dessas organizações radicais travestidas de “pró-vida”, prestou declarações no congresso norte-americano, em Maio deste ano, no âmbito do processo que terminou com a revogação de Roe vs Wade. Sob juramento, Glenn Foster garantiu que as empresas de energia de Washington DC usam fetos abortados para produzir energia:
“Bodies [are] thrown in medical waste bins, and in places like Washington DC, burned to power the lights of the cities’ homes and streets”
E acrescentou:
“Let that image sink in with you for a moment. The next time you turn on the light, think of the incinerators, think of what we’re doing to ourselves so callously and numbly.”

Este discurso absolutamente absurdo, demente e digno do mais radical dos imãs wahhabitas já não é um discurso de franja. É mainstream. É o legado de Trump. E será gravado na campa do Ocidente: aqui jaz a civilização mais avançada de sempre, que decidiu sucumbir à estupidez, à conspiração mais idiota e ao mais arcaico fundamentalismo religioso.
RIP, uncle Sam.
Abortos republicanos
Sarah Huckabee Sanders after her gubernatorial primary win: "We will make sure that when a kid is in the womb, they're as safe as they are in a classroom."
— Brian Tyler Cohen (@briantylercohen) June 26, 2022
Um. pic.twitter.com/qNsWoxUmJU
Sarah Huckabee Sanders, outrora porta-voz de Donald Trump, hoje candidata a governadora do Arkansas, quer que as crianças estejam tão seguras no ventre da mãe como nas salas de aula. E diz isto sem se rir.
Liberdade para matar crianças

Esta era a Makeena.
A Makeena tinha 10 anos, andava na quarta classe e foi uma das 19 crianças assassinadas pelo terrorista americano de 18 anos, que há duas semanas fuzilou 21 pessoas na Robb Elementary School, no Texas.
O massacre de Uvalde foi o 30 tiroteio ocorrido em solo americano, ao longo de 2022. Só em escolas do ensino básico e secundário. Se incluirmos universidades, o número sobe para 39 casos. 39 tiroteios em instituições de ensino, em menos de cinco meses. E o massacre de 24 de Maio foi o mais violento e mortal dos últimos 10 anos. Teríamos que regressar a Sandy Hook, 2012, para encontrar um número de vítimas mortais mais elevado.










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