Ferreira Leite ou Rui Rio: um dos dois poderá vir a ser o próximo primeiro-ministro

Estou a escrever este texto no momento em que o Presidente da República está a dar posse ao governo de Passos Coelho. Um governo que, dada a actual conjuntura política, terá um prazo de validade muito curto. Aliás ainda ontem Fernando Negrão afirmou que este governo não aceitará ficar em gestão. Estas declarações surgem no seguimento do que eu pensava sobre Pedro Passos Coelho. Eu sempre considerei que Passos Coelho não aceitaria liderar um governo de gestão.

Por outro lado é mais que conhecida a opinião de Cavaco Silva sobre um governo liderado por António Costa com o apoio parlamentar do Bloco de Esquerda e do PCP. Aliás, ainda, esta semana, o Presidente da rui_rioRepública reafirmou que não se arrependeu de nada do que disse no dia 22 de Outubro.

Neste seguimento acredito cada vez mais que teremos um novo governo de iniciativa presidencial, 35 anos depois do último de iniciativa do Presidente, Ramalho Eanes, liderado por Maria de Lourdes Pintassilgo.

Por isso, e em coerência com as opiniões que são públicas de Cavaco Silva, os nomes de Manuela Ferreira Leite e Rui Rio surgem como os mais prováveis para liderarem um governo de iniciativa do actual Presidente da República.manuela_ferreira_leite

Estes dois nomes, para além de agradarem a Cavaco Silva, não terão com certeza a oposição do PSD e António Costa não terá grande margem de manobra para contornar a nomeação de qualquer um destes nomes. É conhecida a boa relação pessoal entre Rui Rio e António Costa, bem como foi público durante a última campanha eleitoral a aproximação do líder do PS às ideias defendidas por Manuela Ferreira Leite.

Esta solução de um governo de iniciativa presidencial poderá ser fatal para Pedro Passos Coelho, sendo que entendo que a solução de Rui Rio poderá ser mesmo a morte do “ Passismo “.

Virgílio Macedo, um dos “ SHM “ de MAC, é um dos novos secretários de Estado.

virgílio-macedo1Hoje a imprensa, ao final do dia, tornou público que  Virgílio Macedo, Presidente da Distrital do PSD do Porto, será o novo secretário de estado da administração interna.

Na denúncia que apresentei à PGR, DCIAP e PJ relativamente a Marco António Costa, uma das pessoas que referi como sendo um dos “SHM “ foi precisamente Virgílio Macedo. Esta minha denúncia deu origem a um inquérito aberto pela Procuradoria Geral da República que tornou público que o mesmo processo corre termos no DIAP do PortoNessa denúncia, que tornei pública através da minha página no facebook escrevi que No plano dos “ interesses “ a Distrital serve, entre outras coisas, para arregimentar avenças nas áreas financeiras, contabilísticas e jurídicas para os “ SHM “. Aliás, prova disso mesmo é o facto de Virgílio Macedo e a sua empresa ter possuído e continuar a possuir diversas avenças milionárias como Revisor Oficial de Contas em diversas autarquias e empresas municipais no Distrito e no País.”

Tenho que reconhecer que Pedro Passos Coelho estará a ter dificuldade na formação do governo atendendo às condicionantes da actual conjuntura política, mas existem mínimos que não podem ser ultrapassados.

Neste sentido entendo que seja completamente inaceitável nomear para qualquer cargo público Virgílio Macedo. Creio que ainda seja possível que o Presidente da República, Cavaco Silva, não permita que Virgílio Macedo tome posse amanhã na cerimónia que está agendada para as 12h00.

Eu que conheço Virgílio Macedo não lhe reconheço sequer capacidade política para ser presidente de uma junta de freguesia. Espero que esta decisão seja reversível porque se não o for lamento dizer mas estamos no “ grau zero “ da política.

Cavaco Silva e a bomba atómica escondida

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Nos últimos dias muita tinta tem corrido sobre a declaração do Presidente da República aquando da indigitação de Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro. Uma intervenção polémica que foi elogiada por alguns, mas criticada por outros, mesmo no plano internacional.

Após a sua indigitação Pedro Passos Coelho apresentou, num curto espaço de tempo, o governo que deverá ser empossado pelo Presidente da República na próxima sexta-feira. É um governo com 16 ministros, composto sobretudo com a “ prata da casa “, com a promoção de secretários de estado a ministros e com dois independentes completamente desconhecidos.

Tenho ouvido e lido que este é um governo de recurso atendendo a que cairá após a reprovação do programa de governo na Assembleia da República.

Eu, porém, tenho outra opinião que ainda não vi equacionada. Eu acredito que este governo se manterá em funções até às próximas eleições eleições presidênciais.

E isto pode acontecer por duas ordens de razões. A primeira, que tem sido comentada por muitos analistas, é que o governo se manterá em gestão por decisão do actual Presidente da República. A segunda, que ainda não vi adiantada por nenhum comentador político, é por via da “ bomba atómica “ que Cavaco Silva tem escondida. E esta “ bomba atómica “ passa pela simples demissão do actual Presidente da República após o “ chumbo “ do programa do governo da coligação no Parlamento.

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Já não cheira a poder

PPC

Juro que acreditava que as fontes do PSD falavam a sério quando diziam que se ia apresentar um governo de “combate” e de “comunicação”. Um governo que mostrasse ao País que estaríamos a perder qualquer coisa com a moção de rejeição. Pensei que surgiriam nomes fortes da sociedade portuguesa e da política, empenhados em mostrar a sua indignação por aquilo a que andadaram a chamar de “golpe de Estado”. Afinal, temos um governo de terceira linha, composto por ministros fiéis, ex-secretários de Estado e apparatchiks do PSD. A coligação já se rendeu. Nunca pensei que o fizesse tão depressa. Nem sequer vão tentar captar votos dos deputados do PS ou ficar em gestão. Ninguém quis dar a cara por isto. Já não cheira a poder.

Daniel Oliveira@Expresso

Foto: Nuno Ferreira Santos@Público

Fórmula “ Cavaco “ = ( BE + PCP ) = (550.892 + 445.980 ) = 996.872 votos = 0

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Na declaração do presidente da república, ao País, no dia 22 de Outubro, Cavaco Silva em muito ultrapassou aquilo que se espera do mais alto magistrado da nação. Um presidente da república deve ser um moderador, nunca um analista ou comentador político.

Entendo que, em momento algum, não deve ser colocada em causa a indigitação de Pedro Passos Coelho para primeiro-ministro, mas é inaceitável a segunda parte da sua intervenção em que faz considerações, análises e comentários políticos sobre alguns dos partidos com vasta representação parlamentar.

O PR não pode interferir, nem tem voto na escolha do programa do governo. Esse papel cabe à Assembleia da República, nomeadamente aos deputados. Mas também nesse campo Cavaco Silva errou. De forma alguma o PR pode implicitamente apelar à insubordinação dos deputados dando lugar a uma “ limianização “ do Parlamento.

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Prender banqueiros criminosos? Sim, é possível

Iceland

Nesse estranho país chamado Islândia, a justiça já condenou 26 banqueiros a penas de prisão efectiva por crimes financeiros que tiveram impacto directo na crise financeira que em 2008 deixou o país de rastos. Gente grande e poderosa. Como se consegue este feito? Parece que, por aqueles lados, existe um sistema de justiça que funciona. E esse funcionamento abrange banqueiros, ao contrário daquilo que acontece por outras paragens.

Por cá, na pátria dos brandos costumes, nada disto acontece. Em contrapartida, vão-se arranjando umas prisões domiciliárias de conveniência e quem paga a factura desta lucrativa forma de criminalidade somos nós. E como se isso não fosse suficiente, ainda temos que ver/ouvir um primeiro-ministro tecer rasgados elogios a uma dessas personagens. O que na Islândia é considerado um criminoso, é por cá tido como uma referência. Pelo menos para Pedro Passos Coelho.

21 de Outubro de 2015

Efectivamente, é hoje.

Sapos com arroz

Passos Costa

Aparentemente, Pedro Passos Coelho já tem a constituição do novo governo na cabeça, faltando apenas ser chamado pelo senhor Aníbal para a expectável coroação. E agora que Portas colocou o lugar à disposição, será António Costa o preferido a ocupar o cargo de vice-primeiro-ministro? Seria estranho que não fosse, os próprios eleitores da PàF votaram na coligação com essa possibilidade em perspectiva e é sabido que era esse o desejo de Passos Coelho, o tal factor de confiança e estabilidade que faltava. Já em Abril, o ainda primeiro-ministro afirmava, perante o Conselho Nacional do PSD, que era sua vontade governar com o PS. Tal como José Matos Correia, o dirigente “social-democrata” que elaborou o programa de governo da coligação, que em entrevista ao DN há duas semanas garantia que uma hipotética coligação com o PS estava em cima da mesa. Afinal de contas, não estamos em tempo de simulacros negociais.

P.S. O almoço de hoje na cantina da creche do PàF são sapos com arroz. Sim, outra vez arroz.

Foto: LUSA@Zap

Portas ” oferece ” lugar de vice primeiro-ministro a António Costa.

foto@tvi

foto@tvi

A noite passada Paulo Portas deu à TVI uma memorável entrevista. Foi notório o esforço de mostrar à saciedade a sua humildade. Aliás, se existe virtude que Portas tem é sem dúvida a humildade. Os portugueses devem ter ficado deveras convencidos e até comovidos com o líder do CDS. Todos ainda nos recordamos de uma famosa entrevista que deu a uma estação de televisão na época em que ainda era jornalista e director do célebre semanário ” Independente “. Nessa entrevista ficamos com a ideia absoluta que estávamos perante um homem de uma humildade singular e uma vida dedicada ao serviço público.

Na entrevista de ontem deu mais uma exemplo de uma humildade fora do comum. Não é que Paulo Portas até nos disse que estaria disponível, para em nome da estabilidade governativa e do superior interesse público, para ceder os seu lugar de número dois do governo a António Costa. Das três uma: ou está a gozar com os portugueses ou perdeu a completa noção do ridículo ou então no seu enorme ego avança o velho sonho de ser líder no PSD.

Num governo de uma eventual coligação entre PSD, PS e CDS, que defendi que seria aquele que melhor defenderia os interesses do nosso país durante os próximos quatro anos, estes três partidos, totalizariam na Assembleia da República 193 deputados, em que o PSD teria 89 deputados, o PS ficaria com 86 deputados e o CDS com apenas 18. Estes dados traduzidos em termos percentuais corresponderiam a uma representação parlamentar de 46,11% do PSD, de 44,56% do PS, ficando o CDS com apenas 9,33% de representatividade na Assembleia da República.

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Back to the ‘fatos’ and ‘contatos’

2015

Roads? Where we’re going, we don’t need roads.

Dr. Emmett Brown

***

Como muito bem recorda Jorge Mourinha, 21 de Outubro de 2015, dia emblemático do segundo  Regresso ao Futuro, está aí à porta.

Exactamente: 21 de Outubro de 2015.

Os autores do argumento não sabiam que, cinco dias antes, algures em Portugal, António Costa iria escrever uma carta a Passos Coelho (pdf) com ‘contatos’ (lá mais para a frente, sublinhe-se, aparecem ‘contacto’ e ‘contactos’) — além dos sempre interessantes ‘aspetos‘.
contatos

Zemeckis e Gale não terão previsto que, na antevéspera do dia 21 de Outubro de 2015 (isto é, hoje), se leria o seguinte, no sítio do costume:

dre19102015

De outro modo, o argumento poderia ser ligeiramente diferente:

DOC: Estamos a descer para Hill Valley, Califórnia, são 16:29… de quarta-feira, 21 de Outubro de 2015.

MARTY: 2015? Quer dizer que estamos no futuro.

JENNIFER: Que estás a dizer? Como é que podemos estar no futuro?

MARTY: Jennifer, não sei como te hei-de dizer isto, mas… estás numa máquina do tempo

JENNIFER: E estamos em 2015?

DOC: 21 de Outubro de 2015.

JENNIFER: Então, não estavam a brincar. Marty, podemos mesmo ver o nosso futuro. Disse que iríamos ter um Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em 1990, certo? Então? Correu tudo bem? Foi óptimo? Foi espectacular? Conseguiu-se a “unidade essencial da língua portuguesa“?

MARTY: Doc! Que raio está a fazer?

DOC: Calma. É um gerador de ritmo alfa para induzir o sono. Não quero que ela veja nem os ‘fatos’ e contatos’, nem a receção e a recepção e a recessão. Ninguém deve saber demasiado do seu futuro. Quando ela acordar, vai pensar que foi um sonho.

“Um governo PSD+CDS e PS não te[ria] nenhumas condições para funcionar”

Pedro Passos Coelho antes das eleições sobre um hipotético centrão (que o radicalismo neoliberal do PàF e o audaz programa do PS seja como for impedem). Mais lembrando PPC que “o modelo económico é diferente”, “o programa económico é divergente” e ainda que “o programa político não é conciliável”.

Professores “da esquerda” e “muito arrogantes”?

Segundo a RTP, Francisco Assis terá dito que não aceitava a “arrogância de alguns setores da esquerda portuguesa” e terá denunciado a “pressão inaceitável de outros setores muito arrogantes”. Lamente-se, de novo, o recurso à coloquialidade.

Uma verdade que os leitores do Expresso não estão a ver

No dia 25 de Junho de 2010 (ou seja, há muito tempo), o Expresso fez um anúncio. Nesse anúncio, o Expresso prometia isto, aquilo e aqueloutro. Já tínhamos percebido que as coisas não eram assim tão simples. Para que não haja dúvidas acerca da situação actual, temos o esclarecimento do director-adjunto:

vieira pereira

Exactamente: ‘espectáculo’ e ‘actuar’.

Não, o Expresso nunca adoptou o Acordo Ortográfico de 1990 — não o adoptou nem em 2013, nem em 2014. Obviamente, 2015 não iria constituir uma excepção.

Efectivamente, há um problema e a solução é muito simples.

Dedicado aos ressabiados de direita que andam por aí a estrebuchar

Fiquei por estes dias a saber, pela turba que entoa cânticos de apoio ao PàF nas redes sociais, que a possibilidade de um governo que integre CDU e BE resultaria numa ditadura de esquerda. Que se prepara um golpe de Estado. Que os mercados serão implacáveis com a heresia democrática de haver quem à esquerda do PS se perfile para encontrar soluções governativas. O apocalipse ao virar da esquina. [Read more…]

O pânico está instalado na PàF

foto@sol

foto@sol

A PàF está em pânico. É suficiente ter visto a cara com que Pedro Passos Coelho e Portas sairam da reunião com António Costa e estar atento ao nervosismo e aos comentários, nas últimas horas, que correm nas redes sociais dos indefectíveis apoiantes da coligação PSD / CDS.

Vamos falar a sério e sermos intelectualmente honestos.

Os discursos ” revanchistas ” de alguns dirigentes do PSD e CDS na noite de 4 de Outubro não ajudaram nada.

No dia seguinte Cavaco ajudou à festa ignorando os partidos com representação parlamentar falando apenas com Pedro Passos Coelho.

A partir desse momento António Costa inteligentemente, apesar de ter perdido as eleições, passou a liderar, com base no erro político do presidente da República, o processo de formação de um governo assente numa maioria parlamentar.

Infelizmente para quem, como eu, votou e confiava em Pedro Passos Coelho é esta a história dos últimos 10 dias.

Em regra as histórias têm um final feliz, mas temo que esta tenha um desfecho infeliz para Passos Coelho.

As eleições Legislativas inauguraram um novo tempo político.

foto@publico

foto@publico

Estas eleições legislativas estão a inaugurar um novo tempo político no nosso país. E foi isso que muitos ainda não perceberam ou então fazem de conta não terem percebido.

As recentes eleições na Grécia deixaram marcas e sinais importantes para os partidos radicais europeus. Estes perceberam que definitivamente não têm espaço para crescimento político na actual conjuntura política europeia.

A Unidade Popular que congregou os dissidentes do Syriza, incluindo o célebre ex-ministro das Finanças Yanis Varoufakis, teve menos de 3% dos votos não tendo sequer representação no Parlamento Grego.

Esta foi uma lição que BE e PCP perceberam claramente. Aliás durante a campanha eleitoral deram sinais disso mesmo. António Costa percebeu também tudo isto. Talvez não tenha sido inocentemente que disse que não aprovaria o orçamento de estado da coligação PSD / CDS.

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António Costa quer fazer história.

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António Costa foi sempre conhecido por ser um político moderador e um homem de diálogo. Temos que reconhecer que a sua gestão política na autarquia de Lisboa, nos últimos anos, é disso um excelente exemplo.

Nos últimos 40 anos estivemos habituados que o Partido que ganhava as eleições, independentemente de ter maioria absoluta, era quem governava o País. Mas também não me esqueci ainda que um governo de maioria absoluta, presidido por Pedro Santana Lopes, foi demitido pelo Presidente da República, Jorge Sampaio. Isto foi o passado, esta é a hora de tratar do futuro.

Pela primeira vez coloca-se a hipótese que o Partido mais votado possa não vir a formar Governo atendendo a que estes tempos exigem estabilidade governativa. Eu apoiei e votei em Pedro Passos Coelho. Lamento muito que eventualmente não venha a ser o próximo Primeiro- Ministro, mas confesso que, neste momento, estou mais preocupado com a estabilidade governativa e o futuro do meu País, do que com os interesses do meu Partido. Estou convicto que o exercício do poder ” amacia ” e modera os partidos e os seus políticos. Ainda me recordo bem do tempo em que Paulo Portas tinha decidido que nunca ia ser político. Recordo-me também que quando chegou à liderança do CDS/PP era um anti-europeísta convicto. Hoje é Vice-Primeiro- Ministro e é o maior de todos os europeístas.

Parece-me que se poderá estar a inaugurar um novo tempo.  As reacções, atitudes e comportamentos de António Costa, desde o dia 5 de Outubro, deixam transparecer que o líder socialista está envidar todos os esforços no sentido de conseguir congregar à sua volta o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista, Os Verdes e o PAN, de modo a poder apresentar ao Presidente da República uma solução governativa maioritária no Parlamento que garanta a estabilidade preconizada e defendida pelo Professor Cavaco Silva nos últimos anos.

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Vítor Gaspar informa: meta do défice para 2015 não será cumprida

Gaspar

Em Agosto, o governo garantia aos portugueses que o défice de 2015 ficaria abaixo dos 3%, sem necessidade de recorrer a medidas adicionais.

No início de Setembro, a UTAO revelava que o défice no primeiro semestre, ajustado de medidas extraordinárias, rondaria os 4,7% e que para conseguir atingir a meta dada como garantida pelo governo seria necessário que o valor do défice não ultrapassasse 1% durante o segundo semestre de 2015.

Passos não desarmava e, no calor do combate eleitoral, chegaria mesmo a afirmar que o atingimento da meta dos 3% era “uma questão de honra“. Os amigos do Banco de Portugal ainda tentaram vir ontem em socorro do cacique mas Vítor Gaspar, directamente do quartel-general do FMI e de folha de Excel em punho, colocou um ponto final na encenação e apresentou a revisão em alta do Fundo para os números do défice: 3,2%, meio ponto percentual acima da previsão utópica feita para iludir gado ovino em período pré-eleitoral e, ainda assim, uma previsão muito optimista e simpática para um valor que actualmente se aproxima mais do dobro do valor anunciado pela propaganda governamental.

Mais um embuste deste governo, mais uma meta que não será cumprida. Resta saber que desculpa irão os Pàf’s usar desta vez para encobrir o logro.

Pedro Passos Sócrates

PPSócrates

Eles tentaram tudo. Usaram recursos públicos ao serviço dos seus partidos, manipularam as redes sociais, esconderam-se por trás de um nome a apelar ao patriotismo e fizeram os caudilhos desaparecer dos cartazes. Eles tinham os comentadores mais influentes, tinham os bloggers da corda a atacar o PS todos os dias, tinham o Observador, o Sol e o Correio da Manhã. Eles fugiram a entrevistas, fugiram a debates, fugiram aos portugueses e terminaram a campanha envoltos em cordões humanos de jotas e seguranças como bolhas de actimel à volta do homem que abria portas na Tecnoforma. Eles reduziram o discurso ao nível mais primário possível, prometeram números impossíveis, empunharam terços e insistiram em enganar os portugueses quando disseram que o Novo Banco não ia ter custos para os contribuintes. Até António Costa e a campanha desastrosa do PS deram aquela forcinha. [Read more…]

Portugueses escolheram Passos Coelho para Primeiro-Ministro.

Pedro-Passos-Coelho

Apoiei e votei em Pedro Passos Coelho, como a maioria dos portugueses, para Primeiro-Ministro. Felicito Pedro Passos Coelho pela vitória e cumprimento todos os outros partidos que democraticamente foram a votos valorizando estas eleições Legislativas.

Passos Coelho e a coligação ganharam as eleições, mas sem maioria absoluta, tal como aqui previ no passado dia 30 de Setembro. Agora, em condições normais o Presidente da República irá convidar, nos próximos dias, Pedro Passos Coelho para formar Governo. Aliás, António Costa, ontem no seu discurso afirmou que entendia que deveria ser o Partido mais votado a ser convidado para formar Governo demonstrando sentido de estado disponibilizando-se para dialogar com a PAF, no que diz respeito ao futuro orçamento de estado e do país, e a afastar a hipótese de formar um governo em coligação com o Bloco de Esquerda e a CDU.

As surpresas da noite eleitoral foram o resultado histórico que Catarina Martins e o BE conseguiram obter elegendo 19 deputados para a Assembleia da República, o desaparecimento político do CDS na Madeira e nos Açores, círculos onde PSD e CDS concorreram em separado, e a eleição de um deputado, pela primeira vez, pelo PAN ( Partido das Pessoas Animais e Natureza ).

Como sempre afirmei considero fundamental a continuidade da estabilidade governativa. Estou certo que Pedro Passos Coelho e António Costa estarão à altura de, neste momento, colocar os superiores interesses do país acima dos interesses partidários.

Para registar no directório da aldrabice pré-eleitoral

[Défice abaixo dos 3%] “já não é uma promessa, é uma questão de honra“. Directamente da cartola de Pedro Passos Coelho.

Sondagens minoritárias

Sondagem

Em períodos pré-eleitorais, os PS’s e os PSD’s desta vida têm dois tipos de reacções face aos resultados das sondagens: se a sondagem for de encontro aos seus objectivos, é motivo de entusiasmo e optimismo. No caso da sondagem dar a vitória ao adversário, desvalorizam-se as sondagens porque as sondagens valem o que valem e no dia da votação é que se vai ver. É conforme lhes convém. [Read more…]

A negação da política

«Isto não é uma eleição para este ou para aquele partido, é uma eleição para o futuro de Portugal» Pedro Passos Coelho, 24 de Setembro de 2015

Mentir é parte da estratégia. Só a engole quem quer.

Défice

O BCE, essa organização tomada de assalto por temíveis milícias de extrema-esquerda, publicou na passada semana um estudo sobre o impacto orçamental do apoio ao sector financeiro durante a crise, que arrasa a actuação dos governos portugueses no período 2008 – 2014. O estudo refere que os portugueses gastaram 19,5 mil milhões de euros (11,3% do PIB) para ajudar a salvar os bancos das aventuras dos seus dirigentes, que continuam a usufruir de imunidade absoluta e patrimónios generosos e intocáveis. Eu sei que não teve nada a ver com estes esquemas caro leitor, mas a verdade é que já teve que desembolsar nada mais nada menos que 1950€ para limpar os danos causados pela trafulhice bancária. E se pensa que ficou por aqui desengane-se. [Read more…]

O número que tramou Pedro Passos Coelho

Andamos há anos a penar, a pagar e a minguar pelo défice orçamental. É por ele que pagamos mais impostos (por ele e pela dívida, que é um somatório de défices anuais), é por causa dele que se corta despesa na Saúde, na Educação, na Cultura, em tudo. Mas depois, quando um défice é revisto, dizem-nos que não, que é passado, que é só contabilidade, coisa de estatística, matemática driblada. Hoje o défice de 2014 passou de 4,5% para 7,2%. E depois?

Pedro Santos Guerreiro, esse destacado militante da extrema-esquerda, no Expresso.

Dr. Passos Costa

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As claques do PàF festejaram durante vários dias a vitória de Pedro Passos Coelho (PPC) no debate radiofónico transmitido em simultâneo pela TSF, Renascença e Antena 1. Motivo: António Costa (AC) meteu os pés pelas mãos com os números relativos aos cortes de 1000 milhões em prestações sociais que constam no seu programa e o sucedido resulta imediatamente num triunfo absoluto do homem que abria portas na Tecnoforma. Interessante a ausência de comentários dos abanadores de bandeiras da coligação sobre o grande momento que marcou a agenda da campanha na passada Segunda-feira, quando o ainda primeiro-ministro anunciou, há hora do almoço, que o seu governo se preparava para efectuar um pagamento antecipado ao FMI no valor de 5,4 mil milhões de euros para, no final do dia, vir emendar a mão e explicar aos portugueses que afinal o pagamento diz respeito a um empréstimo obrigacionista. Costa desculpou-se no Facebook, Passos Coelho num comício, devidamente protegido pela bolha para que não se volte a encontrar com senhoras de cor-de-rosa ou a protagonizar momentos patéticos como a da subscrição pública a favor dos lesados do BES. [Read more…]

Passos Coelho hermeticamente fechado

que foge a debates e entrevistas e cuja campanha se passou a restringir a ambientes controlados e devidamente blindados pela polícia e por batalhões de jotinhas de bandeira em riste, não vá aparecer a senhora de cor-de-rosa.

Os sonsos

José Xavier Ezequiel

epa04865535 President of PSD (Social Democratic Party), Pedro Passos Coelho (R), greets the CDS-PP (Social Democratic Party) president, Paulo Portas (L), in Lisbon, Portugal, 29 July 2015, during the presentation of the coalition electoral programme for the upcoming legislative elections that will take place 04 October.  EPA/MARIO CRUZ

Os dirigentes do PAF ‘indignaram-se’ no último fim-de-semana com o facto de António Costa ter anunciado que, caso perca as eleições, não viabilizará o próximo orçamento de estado.

Segundo Passos Coelho, é inaceitável que um partido que pede estabilidade não aceite viabilizar o ‘seu’ orçamento, caso ganhe. Acrescenta Paulo Portas que, ainda por cima, se recusa a viabilizar um orçamento que não conhece.

Vamos lá por partes, como dizia o meu falecido primo Delfim, quando começava a ficar com um copito a mais. O PAF apresentou-se a este acto eleitoral sem programa. Ao contrário do que aconteceu há quatro anos, o PAF já nem sequer faz promessas. Limita-se a dar ‘garantias’. A mais importante de todas é a de que prosseguirá, caso ganhe as eleições, a mesma linha de governação. [Read more…]

Eles nunca sabem ao que vão

Passos

Numa entrevista conduzida pelo simpático e inofensivo Vítor Gonçalves, Pedro Passos Coelho passou ontem pelos estúdios da RTP para debitar as exactas mesmas coisas que tem dito todos os dias – com a excepção do nome de José Sócrates, por recomendação médica e imposição da malta que lhe diz o que deve dizer nestas coisas – pelo que não veio qualquer novidade ao mundo. A venda do Novo Banco não é nada com ele, Portugal está um espectáculo, visto das varandas da São Caetano e do Caldas, e a economia gera emprego cada vez menos precário, pelo menos no que às suas clientelas diz respeito. Tudo isto sem esquecer, claro, o momento kodak de António Costa no debate de hoje, que tanto gosta de falar de números apesar de se ter espalhado ao comprido nas contas sobre as prestações sociais. Passos, tal com Costa teria feito, não perdoou. [Read more…]

Passos Coelho está de parabéns!

Conseguiu aguentar um debate inteiro sem trazer o seu congénere Sócrates para a discussão. Tivesse ele feito o que lhe mandaram os assessores no primeiro e não teria sido tão patético.