A rainha que tem as mãos sujas de sangue

O caso Dominique Strauss-Kahn, haja calma

Primeiro uma divulgação precipitada: um militante da direita francesa tuítou a notícia da detenção do pré-candidato presidencial antes da polícia nova-iorquina ter piado, com o detalhe, errado, de que esta teria ocorrido no hotel.

Agora começam os alibis:

Parece-me ligeiramente precipitado dar DSK por culpado do que também pode ter sido uma armadilha, que interessa à política francesa, mas também a outras (o próximo homem do FMI não vai ser europeu, e convém não esquecer que a especulação financeira tem atacado sobretudo a Europa). Para já veio ao cimo o verdadeiro personagem Dominique. Como muita gente tem repetido, alguém que faz às mulheres o mesmo que o FMI tem feito aos povos.

Dominique.

A comunicação social e os blogues não falam de outra coisa, da prisão de Dominique Strauss-Kahn presidente do FMI, acusado de abuso sexual. A excitação e os trocadilhos sucedem-se na habitual azáfama comentadeira. Mas o que eu acho mais frustrante e até triste é que o presidente de uma instituição internacional, poderosa, como é o FMI consiga ser acusado e preso devido ao testemunho de uma empregada de hotel e os nossos políticos, nomeadamente o Primeiro-Ministro, sobre quem pendem tantos rumores e acusações, permaneçam impunes e ainda sejam várias vezes reeleitos. A ver vamos se a maçonaria ajuda este socialista francês.

De Assange à Fontinha.

Vivemos num período, à escala global, em que infringir as regras, ser desonesto ou não cumprir obrigações individuais ou colectivas torna a ser algo de heróico, de divino. Subitamente milhares de Robin Hood sobem aos palcos e recebem medalhas.

Obama, presidente do país mais conflituoso do mundo foi galardoado com o prémio Nobel da Paz e Julian Assange, que noutros tempos se consideraria um mau espião, foi recentemente premiado. E hoje leio que Richard Stallman, um hacker informático dos anos 80, vai ser recebido na Universidade do Porto com honras de catedrático. De resto nada disto é novo. Antes de ser o ícone que hoje é, Mandela, por exemplo, foi bombista e um perigoso reaccionário. É é impossível não pensar o quão esquizofrénico é tudo isto. O mundo pende, perigosamente, sobre uma ideia de punição: uma punição que extrapole a justiça, a ética, o bom-senso. Os mesmos que aplaudem os heróis como Assange, aplaudem-nos porque eles são o instrumento do seu ódio, não pela acção ou finalidade do acto em si (de resto, a criação de Stallman, o software livre, é louvável, mas não pela destruição de todo o outro).

Um caso recente e mais próximo de nós: a okupação na escola da Fontinha, no Porto.

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Finlândia – um perigoso reaccionário no Parlamento

Se isto for um verdadeiro finlandês, a Finlândia perdeu o interesse todo.

Fosse outro o presidente dos EUA…

Uma operação militar dos EUA, comandada directamente a partir da Casa Branca, sob ordens directas do presidente Barack Obama, logrou capturar e abater o hediondo terrorista Osama Bin Laden. Acontece que o inimigo público nº 1, o homem mais procurado planeta, terá sido abatido apesar de desarmado, segundo admite a própria Casa Branca, porque teria oferecido resistência. Assim a modos, “expliquem-me como se eu fosse muito burro”, como conseguiria alguém desarmado, resistir a uma ordem de detenção por militares de forças especiais? Será que Bin Laden era, e nós desconhecemos, um mestre de Kung-fu?

Fosse ainda George W. Bush presidente dos EUA, e teríamos nesta altura uma histeria na esquerda europeia, que se tem mostrado subserviente e acéfala desde que a Casa Branca mudou de inquilino.  [Read more…]

O corpo de Bin Laden

Bin Laden era, nos dias que correm, uma espécie de ex-presidente de uma grande multinacional na reforma, com a dificuldade acrescida de ter os movimentos limitados, as comunicações controladas e parte do mundo a tentar localizá-lo. Em abono da verdade, Bin Laden era, actualmente, quase inofensivo.

Para além de questões religiosas que envolvem a forma de tratar um cadáver islamita, que não discuto, existem aspectos que importa considerar. Um deles, talvez o mais importante, tem a ver com a força simbólica do corpo de Bin Laden. Desse ponto de vista parece-me evidente que o corpo morto de Bin Laden seria hoje bem mais importante do que o corpo vivo na sua última condição de refugiado. Quero dizer, se se soubesse exactamente em que local se encontram os restos mortais de Bin Laden, esse local passaria a concitar ódios e amores extremos e extremistas, seria sempre um lugar de elevada sensibiliade e com gente disposta a aproveitar-se do facto para os piores motivos.

Por outro lado, Bin Laden prisioneiro e julgado num tribunal internacional, readquiriria  também uma força simbólica que actualmente não possuía e as consequências de tal processo seriam absolutamente imprevisíveis no que se relacione com o aumento do terrorismo e das várias radicalizações fundamentalistas.

Suponho que a própria exibição das imagens de Bin Laden morto não acabará com todo o tipo especulações e teorias de conspiração. Tal como aconteceu com muitos ícones da cultura popular, Bin Laden, ainda que falecido, vai continuar a andar por aí.

Cinema na Casa Branca

40 minutos nem dá um episódio do 24 Horas.  No 24 Horas não espreitavam assim, da porta, mas tirando isso está parecido. É uma excelente foto do fotógrafo oficial da Casa Branca, com um Obama pequenino mas iluminado ao fundo, a mãozinha na boca da secretária de estado a dar o toquezinho de ansiedade, uma moldura de homens de braços cruzados, e ficamos a querer ver o que eles estavam a ver.

Estamos todos à espera da estreia. A execução de Bin Laden. Sem o Jack Bauer, suponho. Num Youtube perto de si.

A chapelada dos media.

A ideia de que a Comunicação Social existe para salvaguardar a Liberdade, para defender os Direitos Humanos, cai por terra quando se percebe a dimensão do logro da manipulação da imagem sobre a morte de Bin Laden. A Comunicação Social existe para isso mesmo, para manipular, para especular, para enganar. E por detrás de uns tontinhos que saem das escolas de jornalismo a pensar que vão salvar o mundo pela notícia, está o bonecreiro que idealiza um outro mundo, mais de acordo com as suas regras e com as regras de um ou outro grupo de homens bastante mais inteligentes do que os aprendizes de frases feitas. De resto, o dito jornalismo “independente” é tão ou mais independente consoante sobem ou descem as audiências.

A morte de Bin Laden e a idiotice do mundo

As bolsas de todo o mundo subiram – a de Lisboa parece ter batido recordes – e o preço  do petróleo  baixou graças à morte de Bin Laden. O clima é de festa. Pergunta-se: mudou alguma coisa? Superámos a crise? O planeta está melhor e mais seguro? O terrorismo acabou?

Não é por morrer um idiota que acaba a idiotice. Felizmente também não é por isso que se vai embora a primavera.

Obama, mostra-nos Osama!

Preferível, seria a captura do meliante. Abateram-no, dizem eles.  Paciência.

Após dez anos às voltas em tudo o que era montanha, rio, planície ou casinhotos, parece que um restrito grupo de forças especiais liquidaram Bin Laden. Grande gritaria nos media e um Obama – em queda de popularidade – surge de imediato e justamente  aproveita e vangloria-se do acto.

Precisamos de ver para crer. Apareceu uma foto provavelmente “fotoshopada” e além da apressada declaração do atirar da carcaça ao mar, nem uma imagem que comprove o anunciado. Este tipo de circunspecção e avareza na informação, fará as delícias dos malucos das teorias da conspiração. Se uns disserem que Osama já morreu há muitos anos, outros garantirão que tudo isto não passará de uma encenação com claros fitos eleitoralistas.

Após o 11 de Setembro, o derrube dos taliban e o ataque ao Iraque, queremos ver o corpo do delito. Sim, queremos ver um video fidedigno, claro e que sem hipótese de hesitações, ateste a veracidade da notícia.

É o mínimo.

Vida e morte em fotomontagem

Osama Bin Laden fotomontagem Photoshop Osama Bin Laden fotomontagem Photoshop «Vários canais de televisão do Paquistão retiraram do ar imagens do suposto corpo de Osama Bin Laden, após a divulgação  de que a foto era falsa. “Era uma imagem falsa, ela já havia circulado na internet em 2009 (?)”, afirmou Rana Jawad, diretor do canal Geo TV de Islamabad.» (fontes: O Dia e Mirror)

O Público acrescenta que «segundo o responsável de fotografia da AFP, a montagem usa a parte de baixo da fotografia antiga de Bin Laden, de 1998. O Guardian mostra a segunda foto usada na montagem, que circulava já há dois anos na Internet, sendo usada por pessoas que acreditam em teorias da conspiração para alegar que o líder da Al-Qaeda estava já morto.»

Osama Bin Laden fotomontagem Photoshop

image O El Mundo mostra uma possível foto montagem usando essas duas fotos. Se até aqui já havia conspirações q.b. quanto a Bin Laden e os atentados às Torres Gémeas, depois desta manipulação, logo repetida pela CNN e demais estações americanas, mais questões terão os festivos americanos a explicar..

Bin Laden morreu mesmo?

Depois de procurarem Bin Laden em grutas e em tendas, em montanhas e desertos, os americanos foram dar com ele não tão escondido quanto isso, num complexo residencial de luxo. As autoridades paquistanesas, se pressionadas, vão ter alguma dificuldade em explicar tanto desconhecimento.

Já as americanas, naturalmente pressionadas, terão também coisas a explicar, nomeadamente a pressa com que se libertaram do cadáver. Compreende-se que o corpo de Bin Laden pudesse criar tantos engulhos morto como criou vivo, aumentando a sua aura de mártir, motivando peregrinações de apoio e de repúdio, confrontos e eventual aumento de intolerância racial e religiosa, sendo o mar o melhor guardador para tão grande e incómodo segredo. No entanto, àparte questões que têm a ver com o tratamento do corpo por parte da religião islâmica, tão breve tempo de exposição poderá sempre fazer com que subsistam dúvidas sobre a verdadeira morte de Bin Laden e dar origem às teorias de conspiração mais disparatadas. [Read more…]

Procurado por assassínio de nacionais americanos fora dos EUA

Procurado por: Assassínio de nacionais Norte Americanos fora dos EUA; Conspiração para assassinar nacionais Norte Americanos fora dos EUA; Ataque a uma instalação federal resultando em mortes.

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Bin Laden morto: Obama mostra “cojones”

Eis o grande trunfo eleitoral de Obama. Entretanto, no seu retiro texano, entre uma costeleta e uma cerveja, Bush deve estar com uma depressão e Sarah Palin, ainda barricada à espera de um ataque de dinossauros, sente a sua virilidade posta em causa.

Bin Laden, um dos muitos monstros criados pelos EUA, mordeu o criador, matando, pelo caminho, uma quantidade enorme de inocentes. Deixa tantas saudades como Pinochet (o do outro 11 de Setembro) ou como Bush ou como Saddam. Se os americanos fossem menos cowboys, poderiam aproveitar o momento para festejar menos e pensar mais.

Sorry, old republican chaps!

Royal Wedding Posting

Pode ser um exagero, pode ser uma lamechice, pode ser excessivo em tempos de crise. Mas a euforia não se esconde, só os mais tristes não gostam de uma história de amor e dinheiro gera dinheiro. Lamento muito pelos republicanos que nos dias que correm espumam mais raiva do que o habitual mas, caros amigos, a cerimónia vais ser transmitida a biliões de pessoas, milhões vão estar presentes e, provavelmente a maior parte do mundo (que é feminina) queria estar no lugar da Kate. É certo que segundo as últimas sondagens 10 por cento dos britânicos queria ter uma república, mas acho melhor não passarem pelo vexame republicano da Austrália que viu negado os seus “democráticos” intentos pelo referendo de 2005. E certo é também que nestes dias aumentam os clamores moralistas sobre os gastos daquela gente que vive o conto de fadas. Porém, no país de Oscar Wilde, toda a publicidade, mesmo a má, é boa. Sugiro aos que nunca sonharam que no próximo dia 29 desliguem a televisão, a rádio e que nos dias a seguir não leiam jornais. Vai ser doloroso.

A canalhice

Segue o esclarecimento de Miguel Portas sobre uma foto canalha publicada na imprensa porno castelhana. Confesso que também gramava saber quem plantou a foto no dito pasquim. Quando à autoridade moral dos canalhitas que a têm espalhado por aí, está ao nível dos deputados portugueses que votaram contra a alteração ao regime de viagens dos parlamentares europeus.

1. A fotografia publicada por um jornal electrónico espanhol de mentideros, “el confidencial”, começa a chegar a alguns órgãos de comunicação social em Portugal.

2. O jornalista que colocou essa notícia não teve, sequer, o cuidado de me contactar previamente, ao contrário de outros profissionais espanhóis de radio e imprensa escrita. Esses tiveram observaram a regra deontológica de não publicar uma imagem tirada por um eurodeputado que, segundo o pasquim em causa, terá sido movido por “motivos de vingança pessoal”.   [Read more…]

Matar o próprio povo: uma das maneiras de ser amigo do Ocidente

José Maria Aznar ficará para a História como um daqueles rapazolas que se reuniu nos Açores com figuras tão ilustres como George W. Bush e Tony Blair. Os três juntaram-se na presença babada de Durão Barroso, contratado para desempenhar o papel de mordomo sorridente e solícito. Nesse dia auspicioso, descobriram que Saddam Hussein era portador de armas de destruição maciça que nunca foram encontradas até hoje.

A queda de Saddam terá sido, seja como for, um momento positivo para a humanidade, pois o único ditador bom é o ditador deposto. Nada disso impede a discussão sobre os métodos usados e as circunstâncias escolhidas para derrubar ditadores ou a constatação de que a definição do conceito de ditador parece estar, tantas vezes, dependente de interesses.

O mesmo Aznar que participou na selecção de Saddam como inimigo preferencial, ao mesmo tempo que esquecia outros ditadores úteis, surge, agora, a criticar o Ocidente por continuar a fazer o mesmo. Até se poderia tratar de uma inflexão no pensamento do antigo primeiro-ministro espanhol, disposto, finalmente, a exercer a política com nobreza, mas, ao defender que Kadafi não devia ser atacado por ser amigo do Ocidente, revela a habitual baixeza de quem só se lembra dos direitos humanos no Natal. Quem tortura, mata ou explora o próprio povo pode ser amigo do Ocidente?

Senado dos EUA acusa Moody’s e Standard & Poor’s

Segundo relatório publicado esta 6.ª feira, e após  investigação demorada e minuciosa, o Senado norte-americano acusa as conhecidas agências de notação financeira (ou de “rating”) de terem sido co-responsáveis pelas causas da crise que, em 2008, eclodiu no ‘sistema financeiro norte-americano’ e que contaminou a maior parte das economias mundiais; em particular, as europeias.

Com efeito, adianta o relatório que ambas atribuíram nota máxima (AAA) ao créditos hipotecários de elevado risco; no fundo, ao produto “subprime” que deu origem à bolha imobiliária dos EUA e à torrente dos chamados ‘produtos tóxicos’. 

A Fitch, outra agência conhecida, saiu inocente do processo, em que as duas anteriores foram coniventes, como provam mensagens e trocas de informação detectadas na investigação.

Portugal, Grécia e Irlanda têm sido países muito fustigados pela sucessivas baixas de notação ditadas por tais agências, em particular das ora acusadas Moody’s e Standard & Poor’s. Mas, à parcialidade e falta de rigor de critérios das agências de “rating”, dignas de enorme credibilidade para os tais mercados e investidores usurários, já me referi no texto ‘Economia Portuguesa (I) – As Agências de Ratingde 30 de Abril de 2010. A UE, agora, teria margem de manobra para agir na regulação da actividade das ditas agências em espaço europeu. Assim quisesse limitar o poder das nefastas agências.

Viva a República de Espanha!

Há 80 anos fundava-se a II República espanhola. Por breves anos entre os nossos vizinhos todos os homens nasciam iguais em direitos e deveres.

Hoje não é o caso. Uma família é mais família que as outras. Que venha a III República. E que seja uma República Federativa, já agora.

Efectivamente sem “patriotar”.

Londres, Covent Garden, 2011, NR (c).

Visito Londres durante a preparação para o casamento do século, o do Príncipe Guilherme de Windsor com Catherine Middletton. O acontecimento é um estado febril. Por todo o lado lojas oficiais e não oficiais desdobram-se em merchandising: canecas, pratos, bandeiras, bules, etc, etc, tudo com a efígie do casal. Não há mãos nem braços que cheguem para abarcar a publicidade que se faz à cerimónia, ao cortejo e a toda a preparação para o real enlace. Na rua, a somar às incontáveis Union Jack que edifícios públicos e privados exibem com brio, várias pessoas transportam consigo pequenos estandartes e bandeirinhas. De resto, nas exposições que se multiplicam sobre a Monarquia, ouvia as crianças perfeitamente familiarizadas com o nome de cada um dos seus anteriores monarcas e sobre uma ou mais características  da sua vida ou reinado, por mais desinteressantes que fossem.
O símbolo da Coroa está por todo o lado, desde as obras dedicadas ao Jubileu da Rainha, à lembrança de Diana de Gales, até aos príncipes Guilherme e Harry. O turismo vive, afinal, destas “futilidades” de castelos, reis, princesas, como se vê pelas filas intermináveis para entrar na Torre de Londres.  As Jóias Reais da Coroa Britânica estão entre os objectos mais vistos do mundo (quem afinal pagaria para ver o guarda roupa da primeira-dama de Portugal?) E quanto mais difíceis estão os tempos, mais aquelas régias figuras (que alguns consideram vazias) significam algo para o povo que as exalta, o mesmo povo (a maioria) que as trata com respeito e alguma reverência, como o capitão do barco que fez a visita guiada pelo Tamisa e que nunca se dirigiu à monarca pelo nome, mas por Her Majesty The Queen.
Volto a Portugal. Os jornais dirigem-se, desde o presidente ao primeiro-ministro por tu, os políticos tratam-se uns aos outros por ladrões e, nos cafés e na rua, todos se tratam mal. Não é uma questão de respeito, é uma questão de auto-estima. Um país que não gosta da sua História, que não acredita nela nem nos seus intervenientes, que não se agrega em redor dos seus símbolos em tempo de crise, dificilmente conseguirá chegar a ser um país. E isto é assim há muito tempo.
Somos como muitas das bandeiras republicanas espalhadas por edifícios públicos: cheias de surro, esfarrapadas e mal representadas.

Um vendia magalhães, este vende tapetes, o outro vai ao pote

Cavaco-tapetes

foto roubada, com a devida vénia, ao samuel: Cavaco Silva – «Este com temas do mar, fui eu que inventei, de férias na casa da Coelha…

As minhas memórias e a segunda morte de Allende

Derradeiro discurso de Allende, Rádio Magalhães, as 14 horas, antes da sua morte

Bem sei que estamos no mês de Abril e que a primavera devia estar em pleno esplendor, com árvores carregados de frutos ou de promessas de deliciosas laranjas, amêndoas, maçãs e outras que nem me queria lembrar para não parar a escrita e ficar doente de tanta doçura. Promessas de frutos que podem ou não acabar em flor. Entre Chile e Portugal, as épocas estão cruzadas: estamos em Outono no Chile e em

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Corrida às eleições: nós e Tencha de Allende

Horténsia Bussi de Allende

Horténsia Bussi de Allende

CORRIDA ÀS LEGISLATIVAS. UM EXEMPLO DE CALMA.

OIÇAM, PEDRO PASSOS COELHO E JOSÉ MANUEL SÓCRATES

Uma Breve e Querida Homenagem de exemplo de calma. Estamos em eleições, todo o mundo corre, agita-se, fala mal dos contrários, louvam os seus candidatos e nem se lembram da lei, lo que nunca foi o caso com a Tencha, que entrego como exemplo de paz e confiança!

Hortensia Bussi Soto de Allende nasceu a 22 de Julho de 1914 e faleceu em Junho, 18, 2009) Formou-se na Universidade do Chile, em Santiago do Chile em História e Geografia. Para pagar os seus estudos, trabalhou como Bibliotecária do Gabinete Nacional de Estadísticas.

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quem me dera ser criança e saber perdoar…

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Para a Sua Excelência, o Presidente Allende.

Estou certo de ter publicado este texto na nossa Revista Educação, Sociedades e Culturas, bem como na Página da Educação quando era jornal com José Paula Serralheiro, e talvez, neste blogue. Mas, estamos em época de eleições, a todo minuto somos chamados a votar com antecipação. Os Presidentes dos paridos, especialmente o PSD, com o seu líder Pedro Passos Coelho, estão certos de obter maioria! Mas há dois grupos políticos que lutam pelo poder de forma desalmada. Durante o período de governo do Partido Socialista e seu Primeiro-ministro José Sócrates, Passos Coelho e o seu grupo minoritário do PSD, hostilizaram até obriga-lo a se demitir. Facto que nos leva a todos pensar que foi uma rasteira muito bem fabricada com intervenção do Presidente da República quem, na sua reeleição, no quis intervir. Mas o discurso de toma de posse para um segundo mandato, era clara a sua preferência: criticou ao Governo, esqueceu que era Presidente de todos nós portugueses, o que fez desmaiar o ânimo aguerrido do PS e do seu líder, José Manuel Sócrates. O poder executivo não deve nunca abandonar o poder, como fez Mário Guterres no seu tempo. Se um político bem formado e que sabe governar abandona o cargo, ficamos expostos a sermos vítimas de um governo de salvação nacional. No meu ver, o PM devia ter continuado o seu

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SOS, Contra a proibição das Sementes Livres

Ontem a minha caixa de correio foi inundada com vários mails sobre a questão das sementes. Aqui ficam os mais importantes sobre este escândalo gravíssimo e verdadeiramente anti-natural, já que as sementes são património de todos, apuradas por gerações e gerações de seres humanos.

Indignem-se, divulguem pelas redes  sociais, assinem as petições e apelem a terceiros que as assinem. Já chega de empobrecer o património coletivo. Basta.

*

Em 2011 a Comissão Europeia vai propor novas regras relativas à reprodução e comercialização de sementes, a chamada “Lei das Sementes”. Esta lei irá impedir os agricultores de guardar sementes e ilegalizar todas as variedades de plantas não homologadas.

Este assunto é gravíssimo e põe em causa a nossa soberania alimentar…

Dou um exemplo muito concreto… vai passar a ser ilegal, o ‘Ti Ferreira guardar as sementes de uma abóbora para semear no ano seguinte… [Read more…]

Shunga 春画

 

Shunga Escola Utagawa

春画 ou Shunga é a designação dada à arte Erótica Japonesa. Em tempos shunga, estes que estamos a vivenciar, a assistir embasbacados, incrédulos – pior: desarmados – com o que se está a passar com Portugal, é uma benesse ter esta alternativa Shunga Japonesa para irmos entretendo o olhar, pois já nada nos sobra. Já nada sobra de Portugal no estertor deste gozo Europeu.

(Sim. Estou F-de-Decepcionada).

PS.: 春画 ou Shunga também significa Imagem de Primavera. Podem explorar mais Imagens da Primavera no F-Se! , especial destaque para o Kitagawa Utamaro.

PS2: Parabéns Aventar! Obrigada! Esta é a minha Shunga Prenda.

Um conselho de amigo para Portugal

No passado domingo, o Sunday Independent resolveu publicar uma carta em forma de crónica, ou vice-versa, sobre  o novo desígnio português, o FMI. Como as coisas boas são para se saberem, Francisco da Silva resolveu fazer o que ele designa de “tradução livre”, a qual aqui reproduzimos com uma vénia. 

Um conselho de amigo para Portugal

Querido Portugal, daqui escreve a Irlanda. Sei que não nos conhecemos muito bem, embora tenha ouvido dizer que alguns dos nossos investidores estão por aí a cavalgar a recessão.

Podem ficar por aí um tempinho. Não quero parecer intrometido mas tenho lido umas coisas sobre ti nos jornais e acho que posso dar-te um ou outro conselho sobre o que se passa contigo e que vem aí. A piada que corre é: sabem qual a diferença entre Portugal e Ireland? Cinco letras e seis meses. [Read more…]

O risco de bancarrota nacional

Tanta pró-actividade propagandeada para a nova magistratura; afinal…

Cavaco também está à rasca

 Bancarrota nacional é o óleo endémico-infeccioso com que, no discurso e comentário políticos, se vem ungindo a vida dos portugueses. O cidadão comum, constrangido por problema colectivo sem precedentes há décadas, sente o garrote da ameaça às mais simples condições de vida.

Chegámos, pois, onde chegámos, pela mão de homens, como Cavaco, que, sem  pudor, reclamam hoje a produção de bens transaccionáveis, por eles próprios dizimada. Guterres, a seguir, não ficou atrás, Barroso ajudou Portas a comprar uns submarinos e evadiu-se. Finalmente, temos tido Sócrates, homem sem perfil de estadista ou sequer de cidadão credível.

Por dever democrático, e dado o momento que vivemos, os políticos de partidos que nos governam há 30 anos deveriam declarar, sem subterfúgios, que uma  provável bancarrota fará implodir os sistemas de prestações sociais e salários do Estado, de remunerações do sector privado, da actividade empresarial e ameaçar as  poupanças de muitas famílias, aforradas nos bancos. Isto, para citar apenas um subconjunto de graves incidências.

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Soldados Americanos posam ao lado de cadáveres

Esta foto mostra o corpo de Gul Mudin, filho de um agricultor que foi morto em 15 de Janeiro de 2010. Um membro da denominada "kill team" posa atrás dele. Esta imagem faz parte de uma colecção de mais de 4000 que o Der Spiegel obteve

Está a rebentar outra história de abusos e desumanidades por parte de soldados nos palcos de guerra do Afeganistão.

Isto serve para lembrar que não existem guerras com honra.

 
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