O que teme Marcelo?

MRS RS

Marcelo Rebelo de Sousa é tido como predestinado vencedor das Presidenciais. As sondagens apontam para uma vitória à primeira volta e o próprio sentenciou o seu destino há um mês atrás: “Daqui a semanas sou Presidente da República”.

Não contente com o resultado das sondagens, que chegam mesmo a afirmar que Marcelo vai buscar votos ao PCP e ao Bloco, o catavento tem feito das tripas coração para conquistar a esquerda. Num dia visita a Festa do Avante, no outro faz comícios na Voz do Operário, não perde uma oportunidade para piscar o olho ao governo de António Costa e chega mesmo a afirmar que é “a esquerda da direita”. Poético. Quase tão poético e emotivo como quando capitulou perante Pedro Passos Coelho no congresso do PSD em Fevereiro de 2014. [Read more…]

Quero o comentador Marcelo de volta

E por isso já aderi ao movimento.

Marcelo desmentido, mais uma vez

Marcelo Rebelo de Sousa está a ter uma pré-campanha difícil, o que é natural, porque está afastado do debate político há muito tempo, tendo-se limitado, no últimos anos, a desempenhar papéis em revistas à portuguesa, acolitado por compères compreensivos. Hoje, foi, mais uma vez, desmentido, depois de, no debate com Maria de Belém, ter citado o deputado comunista João Ferreira, que, na sua página de facebook, explica:

No debate com Maria de Belém, ontem na RTP1, disse Marcelo Rebelo de Sousa: “como disse o deputado comunista João Ferreira, Maria de Belém é ziguezagueante, tem duas caras, faz um discurso à esquerda enquanto procura charmar à direita”. Presumindo que o candidato se referia a este que vos escreve, já que outro João Ferreira deputado do PCP não conheço, cumpre-me humildemente advertir que:
1. Não disse nem o que está acima nem rigorosamente mais nada, publicamente e até à data, sobre a citada candidata;
2. Se o tivesse feito, se alguma coisa tivesse dito publicamente sobre Maria de Belém, certamente não seria que ela “faz um discurso à esquerda”, optaria antes por destacar e criticar aspectos reais do seu posicionamento político.
3. Juro que não sei o que é “charmar”, pelo que dificilmente usaria essa palavra para dizer o que quer que fosse;
4. Não sendo propriamente novidade, mais uma vez se confirma que o candidato do PSD e do CDS alia à sua conhecida (e reconhecida pelos pares) qualidade de cata-vento uma notável capacidade de invenção ou uma delirante imaginação. Ou ambas, melhor dizendo.

 

Marcelo, o coerente

Se há personagem lusa que sempre mostrou ao que vinha, essa pessoa foi Marcelo.

Diz o candidato-que-faz-de-conta-que-está-morto: “Privilegiar a Escola Pública é um erro.”

Acrescenta ainda a suprema inteligência do candidato-que-faz-de-conta-que-está-morto que a FENPROF manda no MEC.

Diz que a Liberdade de Escolha é fundamental e subscreveu a aposta de Nuno Crato no ensino Privado.

Agora quer ser Presidente da República. martelo

Ora, não podia ser mais coerente. Há quem o acuse de ser incoerente. Eu discordo. Este senhor é a coerência em pessoa, com direito a foto e tudo, no dicionário ilustrado, algures ali pela letra c.

Ele defende que o dinheiro do povo seja colocado nas escolas privadas. Eu defendo que o dinheiro seja usado para valorizar a Escola Pública.

Ele defende que a Escola Pública, estando maior, está pior. Eu escrevo que a Escola Pública, atendendo à forma como o PSD a tratou, até está muito bem.

Coerências à parte, quando eu for candidato a Presidente irei continuar a defender a Escola Pública. Ele, sendo um não-candidato, mantém a coerência e defende quem o financia.

Por isso, caro leitor, já sabe: se defende o desinvestimento na Escola Pública, seja coerente, vote Marcelo

O homem da vermelhinha

Eu como professor de direito teria muita dificuldade em dizer duas coisas diferentes sobre a mesma questão jurídica“. Ok. Mas um Presidente da República pode dizer o que quiser. Por isso é que Marcelo já era Presidente da República antes de ser professor de direito. E de nascer.

A beatificação de Marcelo Caetano, por Marcelo Rebelo de Sousa

MRS MC

Se Cavaco Silva era um cidadão perfeitamente “integrado” no Estado Novo – e se dúvidas restassem, a contradição entre rejeição da atribuição de uma pensão a Salgueiro Maia e a atribuição de uma pensão por serviços “excepcionais e relevantes” a dois ex-inspectores da PIDE/DGS fala por si – um fascista praticante portanto, Marcelo Rebelo de Sousa não lhe fica muito atrás e será, no sentido facho da coisa, o candidato ideal para suceder a Cavaco.

Regressemos a Fevereiro de 2009. No colóquio “Tempos de transição”, dedicado à vida íntima de Marcelo Caetano, da qual Rebelo de Sousa fez parte, tendo o seu pai, Baltazar Rebelo de Sousa, amigo de Caetano e destacado fascista, desempenhado inúmeras funções na estrutura dirigente da ditadura, da Mocidade Portuguesa ao Parlamento-fantoche do Estado Novo, passando pelos ministérios da Educação, das Colónias, Saúde e Assistência, Corporações e Previdência Social, o agora candidato à presidência da República não poupou nos elogios a uma das figuras maiores do regime opressor que impôs ao país um reino de ignorância, manipulação e terror durante quatro décadas. [Read more…]

A zona cinzenta de Maria de Belém

MdB

Não tenho acompanhado os debates presidenciais. O entusiasmo que me colou à TV por altura de todos os debates televisivos que colocaram frente-a-frente os líderes dos partidos em disputa pela vitória nas Legislativas é agora substituído pelo tédio de assistir a uma campanha para uma presidência da República na qual um candidato, Marcelo Rebelo de Sousa, leva uma vantagem absolutamente desigual sobre todos os seus opositores e, como se tal não bastasse, ainda é levado ao colo pela imprensa. Não admira que já se autoproclame sucessor de Cavaco Silva. [Read more…]

O debate do século

Vitorino Silva a.k.a. Tino de Rans VS Marcelo Rebelo de Sousa. Imperdível.

Um Presidente diferente

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Que enorme diferença. Ver Marcelo Rebelo de Sousa a ser entrevistado enquanto candidato a Presidente da República na SIC e tentar comparar com a esmagadora maioria dos nossos políticos em situações do género.

O que costumam fazer os nossos políticos quando são entrevistados em televisão? Simples, responder com a máxima ambiguidade possível e até impossível. O que fez Marcelo? Respondeu a tudo de forma clara, directa e sem “rodriguinhos”. Sem procurar agradar a Deus e ao Diabo. Sem fugir a nenhuma pergunta. Sem atacar ninguém. Limitou-se a dizer o que pensa e com bom senso. De forma séria e ao mesmo tempo descontraída. Dominando perfeitamente o meio e sabendo utilizar o modo certo. Sem artificialismos.

E arriscando. Muito. Afirmar que não vai fazer uma campanha tradicional – não aceita donativos de nenhuma espécie, só vai ter uma sede de campanha (em Lisboa), não vai colocar cartazes nem outdoors nem nada é, mesmo nestes tempos e mesmo com a notoriedade que se lhe reconhece, um enorme risco.

É um candidato diferente. Estou convencido que se vencer, como espero, será um Presidente diferente. E como Portugal precisa de um PR diferente…

Maria de Belém, uma mulher sem “caráter”

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Maria de Belém nunca poderá ser Presidente de todos os portugueses, a partir do momento em que escolhe, para o seu cartaz, apenas uma das duas grafias admitidas pelo AO90. No mínimo, em lugar de “carácter” deveria estar “cará(c)ter” ou “carácter/caráter”, até porque há crianças que, devido a este anúncio, podem ficar privadas de uma facultatividade obrigatória por lei.
Deste modo, a candidata presidencial está a excluir os eleitores de acordo com o modo como pronunciam uma palavra, o que constitui uma discriminação inaceitável e é um mau princípio de campanha para a Presidência da República, cargo que deveria promover a união, mesmo sabendo que não foi o que aconteceu nos últimos dez anos.

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Sócrates à presidência

gritaram os indefectíveis apoiantes do ex-primeiro-ministro este Sábado em Vila Real. Não se admirem se o virem na corrida a Belém em 2021. Caso consiga escapar de todas as acusações que sobre ele pendem, fazerem dele uma “vítima” foi a melhor coisa que lhe poderia ter acontecido.

Marcelo lança a confusão entre as hostes do PàF

MRS

Por esta é que eles não esperavam. Deviam mas não esperavam. Passos Coelho bem alertou o partido, em Janeiro de 2014, quando afirmou que o candidato presidencial do PSD não podia ser um “protagonista catalisador de qualquer conjunto de contrapoderes ou num catavento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político” que buscasse “popularidade fácil. Mas Marcelo, para o bem e para o mal, é tudo isso e muito mais e a possibilidade de causar estragos num partido nervoso e em risco de desintegração é elevada. [Read more…]

O Rio foi pelo marcelo abaixo

Afinal parece que eu tinha mesmo razão. O ex-candidato Rui Rio está fora.

O nome da Maria

Maria de Belém vai candidatar-se à presidência da República. Compreende-se, que diabo. Com aquele nome, a tentação é irresistível. Imaginem um título na nossa imprensa: “Passa a ocupar o Palácio de Belém a Dra. Maria do mesmo”…

Com a chancela do Clube Bilderberg

Balsemão pressiona Rio Rio a avançar para Belém.

O empresário idiota

uma ideia que a comunidade hispânica nos EUA e eu partilhamos sobre Donald Trump, que na Terça-feira afirmou que o México envia “traficantes” e “violadores” para o país. Teria a sua piada ver a Casa Branca ocupada por alguém ainda mais idiota que G.W. Bush.

Dos reality shows para a Casa Branca

o ayatollah do capitalismo selvagem Donald Trump está na corrida presidencial americana. Nas palavras do próprio, será “o melhor presidente que Deus alguma vez criou“. Medo.

Alberto João Jardim prepara o assalto a Belém

O que me proponho é isto: se aparecerem pelo menos 10 mil proponentes, eu avanço, mas é preciso que apareçam” (Expresso). O “contenente” vai estremecer…

O horror e a demagogia de Sérgio Sousa Pinto

Não percebo como tanta gente anda tão incomodada com a entrada de Sampaio da Nóvoa na corrida presidencial. Principalmente quando a esmagadora maioria destas pessoas parece não ter dúvidas que o reitor não tem a mínima hipótese. Se ele é tão irrelevante como tanta gente diz, porquê tantos holofotes e enxovalho? Não se percebe.

O que também não se percebe é a violência da reacção do socialista Sérgio Sousa Pinto. Segundo o DN, o deputado foi arrasador com o candidato a Belém:

Não lhe basta a sublime virgindade de, em 60 anos, nunca se ter metido com partidos, de que fugiu como do tifo. Também parece que agradece a Deus a graça de ser pobre. Antes do partido dos mujiques que do movimento do Mujica. Assistimos com horror à demagogia venezuelana do PODEMOS e o fenómeno político latino-americano apareceu-nos pela porta traseira. Esta não é a minha esquerda

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Candidaturas

Sendo o acesso à candidatura a Presidente da República sujeita a tão simples condições – ter 35 anos – parece estranho que não se perfilem resmas de candidatos. A função não é especialmente difícil, ou melhor, é difícil de desempenhar bem mas fácil de desempenhar mal. Mas a verdade é que de tal modo ela foi sendo, ao longo dos tempos, transformada numa arte medíocre, que o seu exercício acaba por afastar os melhores. Ainda bem que há quem, com melhores ou piores propósitos, mais ou menos qualidades, se sujeite.
(está bem, pronto, o dia hoje esteve cinzento e deu-me para isto)

Hipótese

Nunca faltei a uma eleição, posso garantir-vos. Desde 1969, quando votei pela primeira vez. Nunca me abstive, anulei um voto ou votei nulo (isto não implica crítica a ninguém, cada um sabe de si). Achei sempre que há, entre as hipóteses oferecidas – nomeadamente nas presidenciais, já que nas outras eleições mantenho a escolha da estreia -, uma preferível.

Mas há dias, estando num café, da minha paz “gozando doce fruito”, fui surpreendido pelo habitual debate televisivo entre Santana Lopes e António Vitorino. Encolhi os ombros e voltei ao meu jornal. Mas uma voz surda, com um toque de raiva mal contida, fez-se ouvir: “ainda vamos ter de escolher entre estes dois **##~~&&**“»» na segunda volta das presidenciais”. A ideia foi-se-me agarrando aos ossos e comecei a sentir um vazio no eestômago.

É que a possibilidade, ridícula que pareça, cada vez se me afigurava mais possível. E, por uma vez – pela primeira vez! – ocorreu-me como seria agradável passar esse dia à beira-mar da manhã ao pôr do sol – quer dizer, do abrir ao fechar das urnas. Eu sei, não é bonito nem faz bem à saúde ter pensamentos tão sombrios com este frio. E sabe-se lá o que farei no próprio dia. Mas deixem-me gozar, por hora, esta pequena indulgência.

Dava uma bela presidente

Magdalena OgorekNão vou colocar em causa a competência de alguém que não conheço nem fazer julgamentos antecipados ao estilo da elite parola da extrema-direita obcecada por unicórnios. A menina Magdalena (sim, consta que ainda é solteira) pode ter tanto de competente com tem de atraente. Mas que a escolha de uma ex-apresentadora de TV e ex-consultora de comunicação do Banco Central da Polónia com 35 anos, cuja experiência política parece roçar o nada, para representar os sociais-democratas do SLD na corrida para as presidenciais lá do sítio causa alguma estranheza, isso causa. Agora que dava uma bela presidente, disso ninguém terá dúvidas. Entre esta jovem e o ser que habita o Palácio de Belém eu não pensava duas vezes. O pior que poderia acontecer seria a menina Magdalena mostrar-se tão inútil quanto Cavaco, com a diferença que a cara dela não causaria enjoo e vómitos a ninguém.

Da Madeira com amor

João Jardim prepara-se para entrar na corrida para Belém. Ambição? Nada disso. Jardim quer tão somente apresentar as suas ideias, ganhar nem lhe passa pela cabeça. (yeah right…)

Duelo

Marcelo Rebelo de Sousa e Santana Lopes deram hoje, quanto às eleições presidenciais, o tiro de partida. Um no outro.

O corredor de fundo

José Xavier Ezequiel

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Sempre que se fala de presidenciais, esta santa criatura levanta-se da carteira e põe o dedo no ar. Já foi delfim do antigo regime, líder da direita, quase-presidente da República pelo centro-direita, enjeitado do cavaquismo, ministro do centro-esquerda, crítico ‘feroz’ dos governos de Sócrates e logo pretendente a reocupar o antigo lugar no centro-direita. Sem qualquer sucesso, diga-se em abono da verdade.

Por estes dias, entrou na agenda o assunto presidenciais. E quem apareceu logo a dar uma entrevista ‘de fundo’ na RTP? O do costume. Cheirou o vento, apalpou os odres do tempo e para que lado resolveu cair? Para o centro-esquerda. Outra vez.

Ó senhor ‘pressor’, ainda não percebeu que, excepto a imprensa que precisa de encher o chouriço, já ninguém o consegue levar a sério?

Se eu fosse a si, fazia como o Dr Marinho Pinto e tentava a sorte com o Partido da Terra.

Durão a presidente?

Nada disso! Um cargo internacional que este cherne já não nada em águas periféricas.

 

O animal está de volta

Afinal, as Presidenciais são já daqui a 3 anos…

Ainda as Presidenciais: Coelho, Nobre e o resto

Coelho e Nobre incandesceram a noite das presidenciais. Homens da comunicação social, politólogos, comentadores e gente anónima assim ajuizou. Concordo também, recusando,embora, deter-me na mera constatação dos factos. Há capítulos da história eleitoral para investigar e tentar interpretar as causas do sucesso de ambos. Sim, as causas existem e são diferentes para cada um deles.

Os votos em Coelho, perfazendo 4,50%, foram produzidos por razões demográficas e políticas distintas, se considerarmos a distribuição geográfica dos eleitores. O discurso cru e terra-a-terra, no Continente, rendeu-lhe os votos de descontentamento e do protesto em relação à classe política convencional; na Madeira, onde colheu 39% de votos, abaixo apenas 5% de Cavaco Silva, poderá significar que, naquele arquipélago, o estilo boçal e dominador do Alberto João, apenas, será susceptível de ser combatido com eficácia, se as armas utilizadas estiverem no mesmo comprimento de onda.

Passamos a Fernando Nobre. Tido por  homem bom, mas sofrendo de entropia comunicacional, chegou ao resultado de 14,1%,  o qual até parece ter surpreendido o próprio. Se Nobre comunicava de forma deficiente  e, em reportagens das TV’s, revelava fraca atracção popular, excepto no Bolhão, como se justifica, então, a percentagem de votos alcançada? Uma das explicações, a meu ver, foi ter contado com o suporte da máquina soarista; da qual o rosto mais emblemático foi a mandatária Margarida Pinto Correia – havia sido há anos mandatária para a juventude de Mário Soares.

Presidenciais: Conclusão

O Prof. Cavaco Silva, a meio do discurso de vitória, afirmou que o seu próximo mandato será pautado por uma “magistratura actuante”. Ora, o anterior foi, palavras do próprio, uma “magistratura de influência”. Posso estar confundido mas de “influência” para “actuante” vai uma enorme diferença.

A mudança é fruto do que se passou durante a campanha eleitoral e, de igual forma, do resultado final destas eleições. Podemos olhar para os resultados de várias maneiras e conforme os gostos – Cavaco Silva, Fernando Nobre, Francisco Lopes, José Coelho e quase quase Defensor Moura cantaram vitória. Por sua vez, o valor da abstenção foi o maior de sempre (53,7%) e que dizer do valor dos votos em branco (4,26%) ou dos nulos (1,93%)?

O Presidente Cavaco Silva percebeu, muitíssimo bem, aquilo que aconteceu: venceu, é certo, mas ficou aquém do que desejava fruto de duas coisas muito simples mas bem significativas: uma campanha cuja recta final foi torpedeada por notícias nada abonatórias para a sua honra e honestidade e devidamente “cavalgadas” pelos partidários de Sócrates; um claro protesto maioritário contra o sistema e contra aqueles que, directa e indirectamente, suportaram este governo (fosse através de uma magistratura de influência, fosse pela pressão nunca vista da ala “cavaquista” para uma aprovação “sem espinhas” do actual orçamento de estado). Basta juntar a abstenção recorde, com os votos brancos (cinco vezes mais) e os nulos. E nem me atrevo a acrescentar o voto em José Coelho e parte substancial do voto em Fernando Nobre.

No seu conjunto, o povo deixou uma mensagem clara: o Presidente é reeleito mas o aviso fica feito.

Os outros destinatários não sei se perceberam. Já Cavaco Silva percebeu e daí a mudança de “magistratura”. Da mera e ambígua “influência” para a “actuante” é todo um novo caminho, todo um programa…

Breves notas de rodapé:

1. O discurso de derrota de Manuel Alegre merece um forte aplauso. Foi digno.

2. O resultado de José Coelho no Continente é surpreendente. Na Madeira é um forte aviso de duplo destinatário: para Jardim e para a actual oposição socialista na ilha.

3. A votação expressiva de Fernando Nobre merece destaque: é verdade que foi menor que a de Alegre nas anteriores mas o Presidente da AMI nunca teve a exposição pública deste nem qualquer cargo político de relevo.

4. O discurso de Pedro Passos Coelho foi brilhante e uma bofetada de luva branca em muito boa gente…

(Igualmente publicado AQUI)

O discurso de vitória de Cavaco, azedo e indigno de um Presidente da República

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