Está feito

Até nunca.

– Alô, pai?

Era só para dizer-te que fui ministro, mas não deu tempo para avisar-te.

A casinha ou a porta do cavalo?

Na SIC já se procurava um facto político. Passos Coelho saiu pela porta do cavalo. É um protesto. Afinal, se calhar, foi à casinha. Nada de mais simbólico. #diadadespedida

Nem os mercados

Então temos a bolsa de Lisboa a subir, com as acções do BPI e do BCP em alta? Ao que isto chegou. Bandalhos de esquerda a manipularem os mercados.

Manifestação de apoio ao governo: quando uma imagem vale mais que mil palavras

Emplastro

Todo o mundo é composto de mudança

Paulo Portas, no longínquo ano de 2011: “Para o líder do CDS, não é importante na formação do próximo Governo se o PS tem mais votos: se a direita tiver maioria absoluta, governará.” (DN)

Moção de Rejeição do PEV na íntegra

via Scribd.

Moção de Rejeição do PCP na íntegra

via Scribd

Moção de Rejeição do BE na íntegra

via Scribd.

O povo está com a PàF!

A legenda, porém, é enganadora. Onde diz “Pedro Passos Coelho” leia-se “Emplastro”.

Moção de Rejeição do PS na íntegra

via Diário de Notícias.

«A direita chama desenfreadamente por Portugal,

parece que o perderam pelas europas.»
[No Facebook de Joana Villaverde]

Ferozes anti-europeístas

Então, ó rapaziada da direita, o vosso camarada Cameron a desancar na Europa e na UE – ameaçando abandoná-la -, mostrando-se um feroz “anti-europeísta” – como vocês e os jornalistas pouco dotados dizem – e vocês calam-se? Deixam-no continuar a governar o Reino Unido? Nem mandam lá o Abreu Amorim ou o Nuno Melo pôr aquela malta toda na ordem? Delenda Albion, I say! Long live Steps Rabbit, I say! Ou assim..

Governo de esquerda em Portugal, uma oportunidade para a Europa

Um artigo de opinião de Romaric Godin, no La Tribune.

Portugueses,

O Aventar apresenta, em primeiríssima mão, um rascunho do discurso que Sua Excelência o Presidente da República proferirá aos portugueses após a rejeição do programa do Governo na Assembleia da República! Este documento foi-nos sigilosamente facultado por um amigo do Aventar ligado ao partido que ainda suporta (sublinhamos o termo) o Senhor Presidente e que integra a sua casa civil. Não garantindo que espelhará a intervenção que fará nos próximos dias, o Aventar está assim em condições de assegurar a sua autenticidade enquanto rascunho. [Read more…]

Outono Vermelho

Vermelho

Eles estão impacientes. A máquina de propaganda era uma das mais fortes e bem oleadas de que havia memória, a estratégia de se fingirem de mortos resultava a ponto de haver quem não soubesse que o PàF era afinal uma coligação entre o PSD e o CDS-PP, os trambolhões da campanha do PS faziam a sua parte e algumas sondagens chegavam mesmo a atribuir maioria absoluta às tropas de além-Troika. A coisa não correu como esperado mas nem tudo estava perdido. Não seriam os primeiros a governar com maioria relativa. [Read more…]

Passos tem mais encanto na hora da despedida

Ferreira Fernandes, como habitualmente na mouche, despede-se de Passos.

Paulo Trigo Pereira

na sua primeira intervenção como deputado independente pelo PS, lembrando a legitimidade democrática não apenas  do Governo cessante como do que se posiciona para ser empossado, e fazendo a Passos Coelho duas perguntas fundamentais. Aqui.
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Observou (e falou) de mais

“Governo corta verbas a Observatório por ter revelado números da emigração”. (Público)

Vitória de Pirro

A direita finge não perceber que lhe falta a maioria no Parlamento. Quer ganhar, nem que tenha que abater o país com papões.

O PPD / PSD está em ” estado de coma “

estado-de-coma

O que é feito do PPD/PSD fundado por Francisco Sá Carneiro? Onde estão os princípios, os valores, as causas e a ética política defendida por Sá Carneiro?

O PPD/PSD de Sá Carneiro era um partido do centro que, comparado com este “ novo PSD “ com toda a certeza seria, hoje em dia, um partido de centro-esquerda que defendia o estado social assente em três pilares basilares, a saúde, a educação e a segurança social. E que estes pilares deveriam ser garantidos pelo Estado.

Há vários anos que o PSD está doente porque o exemplo de destacados militantes como Dias Loureiro, Duarte Lima, Isaltino Morais, Valentim Loureiro, Arlindo de Carvalho e Oliveira Costa, feriram de “morte“ a credibilidade do Partido Social Democrata, a partir de meados da primeira década de 2000, em que foram tornados públicos vários casos escandalosos que envolveram estes e outros militantes do partido.

Entretanto as maiores distritais do partido foram tomadas por dirigentes políticos medíocres, carreiristas, sem quaisquer méritos, completamente dependentes da política. A partir daí passou a valer tudo para manterem os seus lugares, porque estes e apenas estes valiam para a manutenção dos seus lugares e das suas enormes clientelas.

Mais tarde, em 2010, com Pedro Passos Coelho ascenderam a lugares cimeiros do partido dirigentes políticos do tipo “ trepa-trepa “, em que o mérito era medido em função do número de votos dos “ exércitos “ que comandavam e que valiam exclusivamente para a eleição do presidente do partido. A mediocridade passou a ser premiada. Quanto pior melhor que assim não incomodavam. E esta passou a ser regra.

Se até então o PSD estava doente passou a viver em “ estado de coma “.

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À direita, sempre a mesma estratégia

Atacar os outros, em vez de defender as suas ideias.

Não há futuro sem memória

No seguimento do actual momento político recordo aos actuais dirigentes do PSD uma entrevista que Francisco Sá Carneiro deu, em 21/11/1979, ao extinto semanário “Tempo” em que afirmou

“sou estruturalmente antipresidencialista e sempre entendi que, em Democracia, a política deve ter no Parlamento a sua razão e o seu objectivo.”

Estou convicto que se, muitos destes “novos donos” do PSD, conhecessem o pensamento político do fundador do PPD/PSD sobre o papel fundamental e primordial do Parlamento não tivessem dito e repetido tanta asneirada.

A crise dos refugiados explicada para lá da jihad nas redes sociais

As redes sociais têm esse problema: amplificam tudo, da eloquência à estupidez, da tolerância à violência, sem que a maior parte dos receptores tenham o cuidado de verificar fontes e enquadramentos. A crise dos refugiados e o acolhimento de que estão a ser alvo na Europa tem despertado o que de melhor e de pior existe no ser humano.

O melhor temo-lo visto nas TV’s e nos jornais: comitivas de boas-vindas, da Alemanha a Portugal, que recebem os refugiados com palavras de motivação, comida e brinquedos para as crianças. Famílias que se disponibilizam a acolher estas pessoas, instituições que procuram minimizar o seu sofrimento e apelos que se multiplicam no sentido de unir esforços para evitar que a tragédia assuma proporções bíblicas. Muitos têm sido inexcedíveis mas outros, movidos por sentimentos xenófobos ou apenas por pouco ou nada saber sobre o que realmente se passa e por se deixaram levar pela jihad que tomou conta das redes sociais e de muitas conversas de café, em larga medida alimentada por uma extrema-direita que encontra no medo instigado pela crise dos refugiados uma forma de crescer eleitoralmente, têm contribuído para uma campanha de desinformação que contraria a raiz democrática e humanitária que (supostamente) deveria nortear a União Europeia.

De uma forma simples, este vídeo ajuda a perceber aquilo que se está a passar. Verdade absoluta? Isso é coisa que não existe. Cabe a cada um dos caros leitores retirar as suas próprias conclusões.

 

 

Trauliteiros

Andaram um mês a gritar que a instabilidade aí viria se eles não fossem governo e hoje zurraram de alegria com a queda da bolsa e com a subida dos juros. Depois deste mês de terrorismo, já se sabia que se chegaria ao presente resultado.  Portugal à frente? Que ninguém se engane, a única coisa que à frente está é o lugarzinho no poder, custe o que custar, nem que seja para rebentar com isto.

Querem governar com uma minoria de menos de 2 milhões de votos. Depois de 20 chumbos no Tribunal Constitucional, demonstra-se que continuam a não querer jogar pelas regras estabelecidas. Há um Parlamento e parece que o Conselho não chega para governar.

Posso vir a ganhar pouco com o governo de esquerda. Mas esse pouco, somado ao que a direita me iria tirar, será mais do que suficiente para justificar a lição. Aprendam. Com o vosso radicalismo de direita conseguiram a união impossível.

Hoje parece que estava agendada a discussão do programa de governo. Aconteceu? Alguém deu por ela? O que é esse programa, afinal? Umas folhas impressas a corpo Arial 16, como o Guião da Reforma do Estado do irrevogável?

Os trauliteiros andam zangados, o que é compreensível. É chato morrer na praia, quando o gabinete já estava à vista.

Um Governo do lado do povo

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Le peuple des pauvres (JF Favre 2008)

Não creio estar a exagerar se disser que os últimos quatro anos foram os piores de todos desde que sou portuguesa. Piores para o povo, que vi fenecer, entristecer, partir, ser privado dos seus direitos humanos e constitucionais, destruído nos seus mais legítimos anseios, numa devastação que não julgava possível à acção política em democracia no decurso de uma só legislatura.

Incontáveis vezes escrevi sobre nós, meu povo, atingido por essa política com inaudita agressividade e revoltante indiferença por parte dos governantes. Escrevi sobre suicídios, sobre a desolação que passou a ser o cenário de todas as ruas de Portugal, sobre a indignação que bem vi a crescer-te no peito, sobre os mais pobres dos pobres, sobre o desinvestimento público na Educação, sobre a desigualdade na Europa, sobre as divisões da esquerda, também. Escrevi uma peça de teatro chamada Partir. Escrevi muito sobre a Europa. Traduzi o livro de Thomas Piketty sobre a desigualdade O capital no século XXI. E, tal como comecei a dizer em 2013, António Costa is the man. Acompanhado por outros homens e mulheres que finalmente compreenderam a que ponto era urgente começar a reverter a destruição. [Read more…]

Entrega das assinaturas – ICE anti-TTIP

entrega assinaturas

Hoje, 9 de Novembro, o Presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz recebeu 3.284.289 assinaturas da parte da Iniciativa de Cidadania Europeia (ICE) auto-organizada “Stop TTIP e CETA”. Os representantes e activistas que estiveram presentes pediram a Schulz que desse sequência a uma audição no Parlamento Europeu. A ICE auto-organizada foi lançada em Outubro de 2014, após a Comissão Europeia se recusar a registá-la como ICE oficial. A Comissão entende que uma ICE não pode conter pedidos negativos nem pode incidir sobre negociações em curso. A ICE “Stop TTIP e CETA” interpôs uma acção judicial contra a Comissão Europeia no Tribunal Europeu de Justiça, estando o resultado da mesma previsto para início de 2016.

Política do espírito

A partir de quarta-feira, ministros, secretários de Estado e dirigentes locais do PSD e do CDS lançam-se à estrada para realizar em dois dias 18 sessões de propaganda que deixariam António Ferro orgulhoso. “Jornadas Portugal Caminhos de Futuro”, assim se chama a iniciativa, no mínimo insólita para dias que não são de campanha eleitoral. [Expresso]

O debate na AR está extraordinário

Só a Oposição é que faz uma discussão interna do programa do governo! As bancadas da direita não fazem mais que gritar impropérios e debitar ódios antigos. Muito educativo.

À sueca

Márcio Alves Candoso

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Assim ‘no escuro’, como se diz em alguns jogos de cartas, aposto que Cavaco Silva vai dar posse, com mais ou menos reacções vagais, ao Governo liderado por António Costa. Eu confesso que ‘pago para ver’ – hoje estou numa de jogo -, mas não poderá ser de outra maneira. E porquê?

Porque o Governo NÃO integra membros daqueles dois-partidos-que-a-gente-não-o-diz-o-nome. Essa terá sido a condição de Cavaco Silva para não pôr entraves à coisa – sem ‘virar a mesa’, portanto. Até porque, das forças que apoiam o Governo, quem mais perde com a ausência de PCP e BE é o PS. O que será uma pequena consolação para o refugiado de Belém, na altura de ter de engolir o sapo inovador, que é alcandorar ao poder um Governo de…. enfim, de esquerda. [Read more…]