… se calhar já se resignavam. Efetivamente, não parece que haja grande coisa a fazer. Temos de aprender a viver com as nossas deceções.
Empresarialização do ensino público: um país desigual
A reportagem só está acessível, para já, em papel ou num online exclusivo para assinantes. O título aí está, à vista de todos, como muitas das coisas que, no fundo, não vemos.
O excerto que pode ser lido por qualquer navegante virtual é revelador de que o inaceitável acaba por ser aceite como normal.
É uma realidade que escapa a quem vive nos grandes centros urbanos, mas há 61 secundárias onde os alunos não podem escolher o curso que querem, porque não há estudantes suficientes para abrir mais do que uma área de aprendizagem, no 10.º ano. O número foi enviado ao JN pelo Ministério da Educação, mas uma busca feita no portal Infoescolas indica que, em mais de uma dezena de casos, essa Secundária é a única do concelho. É o caso de Pampilhosa da Serra e de Oleiros, cujas histórias pode ler ao lado.
O que está a negrito define de que modo o Ministério da Educação toma decisões há muitos anos: para abrir turmas e/ou disciplinas é necessário um número mínimo de alunos. Isto refere-se a escolas públicas, claro, ou seja, a instituições cuja função, entre outras, é a de oferecer aos alunos aquilo que não podem alcançar de outra maneira, a não ser que as famílias tenham dinheiro e/ou (in)formação suficientes.
Assim, em concelhos com poucos habitantes, e de acordo com as directivas do Ministério da Educação, os alunos não podem escolher a área que queiram frequentar no Ensino Secundário, sujeitando-se a um controlo apertadíssimo. Mesmo nas escolas de concelhos mais povoados, as minorias que queiram estudar latim ou alemão não são protegidas, com o próprio Estado a contribuir para o empobrecimento cultural de um país. [Read more…]
Vera Lynn faz 100 anos
Perguntava Roger Waters se alguém se lembrava de Vera Lynn, se alguém se lembrava de ela dizer, cantando às tropas britânicas, que nos voltaríamos a encontrar num dia de sol?
O que é feito de Vera Lynn? – Vera Lynn, celebrou hoje 100 anos de vida.
EDP: A Esquerda que ladra mas não morde
A EDP teve em 2016 lucros de mil milhões de euros. Não obstante, recebeu no mesmo período um perdão fiscal de 20 milhões. Fora os outros.
E mesmo assim, já garantiu que a sanha contra os contribuintes vai continuar. E mesmo assim, sem precisar de garantir, os portugueses vão continuar a pagar uma das electricidades mais caras da Europa.
Escandaleira que não perturba a Esquerda e seus apoiantes. Já lá vai quase ano e meio de Geringonça e, no entanto, continuamos à espera – sentados, de preferência – de medidas que acabem com a pouca-vergonha. Planos Nacionais de Barragens, Barragem do Tua, rendas excessivas, perdões fiscais – em António Mexia e no seu buraco, cabe tudo. Mil milhões de lucro? Qual seria o défice se esse lucro fosse do Estado?
Do PS, nada espero. É exactamente igual ao PSD. Do PCP e do Bloco, esperava mais um (gigantesco) bocadinho.
Passos prefere Coelho a Cristas
Gostos não se discutem, como sabemos, mas tudo pode ter tido a ver com uma questão de a busca de uma fé mais leal e, se assim não fora, que seria do amarelo!

A democracia é o que o PSD quiser

Num momento em que o PSD se dedica a um rasgar de vestes diário, a propósito das críticas ao trabalho do governador do Banco de Portugal (BdP) que se ouvem à esquerda, agravadas pela reportagem da SIC, Assalto ao Castelo, que veio comprovar factualmente que Carlos Costa foi negligente e irresponsável no que à catástrofe BES diz respeito, importa recordar que, por muito menos, o Tribunal Constitucional (TC) foi alvo de violentas críticas por parte das mais altas patentes do exército laranja. [Read more…]
Eu leigo me confesso, como a Justiça me confunde…
[Rui Naldinho]
Os advogados a quem cabe a tarefa de defender os seus constituintes nos inúmeros processos que decorrem nos tribunais portugueses são muitas vezes acusados, e bem, pelos Órgãos de Justiça, em especial pelos Juízes que nos Tribunais vão julgando esses processos, de utilizarem com frequência expedientes dilatórios, cujo único fim é atrasar o julgamento no tempo, para que a decisão final do mesmo, com ou sem condenação, o seguro morreu de velho, recaia já fora de tempo.
Como analfabeto nestas matérias do Direito, eu fui ler o que significava o termo jurídico, expediente dilatório.
Expressão jurídica que se traduz na utilização do expediente (despachos, petições, requerimentos, ofícios) desonestamente usado pela parte, sem intuito sério ou construtivo, sem cabimento processual, que visa apenas torpedear e retardar o prosseguimento da acção, entorpecer a sua normal tramitação e a realização da justiça.
Olhando para a forma como o Ministério Público tem conduzido todo este Processo da Operação Marquês, desde a fase de investigação à fase de instrução, com sucessivos pedidos de prorrogação de prazos, largamente ultrapassados, para a conclusão do mesmo, sem que haja uma acusação formal dos arguidos, ou o arquivamento do processo se for caso disso, falta muito pouco para os quatro anos, fico com a sensação de que estou a ver o filme ao contrário. Ou seja, quem parece estar a criar expedientes dilatórios é o Ministério Público, que não encontra maneira de acusar Sócrates, Salgado, Vara e tantos outros, com provas sólidas. Posso até estar errado. Mas sou livre de pensar desta forma, perante aquilo que vejo. [Read more…]
Banho turco

É comovente ver o proto-fascista Erdogan preocupado e, até, indignado com o que ele diz ser a falta de liberdade e democracia nos países da Europa que lhe recusaram espaço para seu número de circo político. Na verdade, a criatura não queria, bondosamente, levar a sua campanha referendária aos seus compatriotas espalhados por esses países. Fosse esse o caso e a oposição turca também se poderia movimentar à vontade sem receio de ser presa ou morta. Erdogan investiu, sobretudo, sobre os países que atravessam processos eleitorais, tentando neles intervir de vários modos, influenciando as decisões políticas dos cidadãos – nomeadamente os de origem turca, mas não só – e procurando caçar a oposição turca exilada ou pressionado os governos desses países para que lhe fizessem o trabalho sujo. Não por acaso, a acusação de a Alemanha ter um regime nazi seguiu-se à exigência – recusada, e bem, pelo governo alemão – de prisão dos “terroristas” turcos residentes na Alemanha que são, do ponto de vista de Erdogan, os opositores ao seu regime, nomeadamente os curdos.
Só a França cedeu na importação da “campanha” do governo turco, autorizando um comício no seu território. E a grosseria agressiva e belicista do discurso do ministro turco destacado para a função foi a merecida paga que os anfitriões receberam por terem patrocinado essa imitação grotesca de “liberdade de expressão”, por essa patética insegurança na defesa de princípios fundamentais. A violência do último discurso de Erdogan – para consumo interno e externo – não devia, penso eu, deixar dúvidas quanto à natureza do seu projecto e aos riscos que aí vêm. [Read more…]
Os adjectivos
De là son amertume constante, sa tristesse, sa déception parfois, mais surtout sa hargne et aussi son enthousiasme.


(1) frustração: nome feminino;
(2) tristeza: nome feminino;
(3a) deceção: “sem resultados“;
(3b) decepção: nome feminino.
Embora seja mais Wilmet, Van Raemdonck, Havu & Pierrard, deixo-vos Grevisse & Goosse:
L’adjectif est un mot qui varie en genre et en nombre, genre et nombre qu’il reçoit, par le phénomène de l’accord, du nom (parfois du pronom) auquel il se rapporte. Il est apte à servir d’épithète et d’attribut.
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A Seção Consular de Portugal na Bélgica não existe
Texto publicado anteontem no Luso.eu, portal da comunidade portuguesa na Bélgica.
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La linguistique est une science, humaine certes, non pas molle.
— Marc Wilmet
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Comecemos pelos fatos. Para quem não estiver a par destes assuntos, segundo o dicionário brasileiro Houaiss, «algo cuja existência pode ser constatada de modo indiscutível» é a definição de fato. O fato, nesta acepção, ou seja, na acepção de facto, abunda, como se espera, no brasileiro Diário Oficial da União. Contudo, como é lamentável e culpa única e exclusiva das autoridades portuguesas, os fatos na acepção de factos abundam no homólogo português, no Diário da República. Efectivamente, no sítio do costume, com ‘fatos’ e ‘contatos’ e ‘seções’ se tem vindo a adoptar o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90).
Recentemente, o texto A Seção Consular de Portugal na Bélgica não é caso único, de Ana Garrido, fez furor em determinados sectores da população portuguesa: nomeadamente junto de quem se exprime por escrito em português europeu. Esse texto, composto por grafias como ‘setores’ ou ‘afeta’, dir-se-ia redigido à luz do AO90. Todavia, a ‘seção’ (no título e no corpo do texto) é norma ortográfica do português do Brasil, onde a grafia <seção> (por <secção>) é adoptada.
Efectivamente, a ‘secção’ encontra-se, tal como os ‘factos’ e os ‘contactos’, entre os danos colaterais do AO90 na norma europeia do português. Este trio [Read more…]
Os nossos carrascos e os tipos que levam o país a brincar

Os mercenários da Standard & Poor’s anunciaram ontem a manutenção do rating da República Portuguesa no nível BB+, also known as “lixo”, atribuindo-lhe uma perspectiva “estável“. São más notícias para o país, que continua enfiado no buraco dos terroristas financeiros, piores ainda para os partidos à direita, que continuam a apostar as suas fichas na hecatombe das finanças públicas, muitos deles a rezar sucessivos terços para que o caos se instale e o assalto ao poder se torne mais fácil. Para sua desilusão, o problema não se agravou. Ainda. [Read more…]
Somos belas, recatadas e do lar
É por isso que gosto de futebol
O único sector em que os operários ganham mais do que os administradores
O plano C de Pedro Passos Coelho

Após várias tentativas falhadas, Pedro Passos Coelho lá terá que recorrer ao seu núcleo duro para a corrida autárquica à capital. A escolha de Teresa Leal Coelho não foi ainda oficializada, é certo, mas como onde há fumo costuma haver fogo, a decisão do líder do partido, que fez ouvidos de mercador à concelhia lisboeta, é já encarada como dado adquirido pela esmagadora maioria da imprensa nacional. [Read more…]
Notícias da Palestina
Tamel Abu Ghazaleh nasceu no Cairo em 1986 no seio de uma família palestiniana. Aos 2 anos cantava e tocava música, tendo começado a compor com a idade de 9 anos. Iniciou formalmente a sua educação musical em 1998 no Conservatório Nacional de Música de Ramallah (actualmente, Conservatório Edward Said), onde estudou os seus instrumentos de eleição – o oud e o buzuq -, assim como teoria musical, história, análise, composição, arranjo e performance, sob a supervisão do músico palestiniano Khaled Jubran.
Em 1991, Abu Ghazaleh lançou o seu primeiro single, “Ma Fi Khof” (“Sem Medo”), que passou a ser amplamente cantado em protestos durante a primeira Intifada. O seu primeiro álbum, “El Janayen Ghona” (“Jardins de Música”), com canções por si elaboradas entre os 5 e os 15 anos, foi editado em 2001. Em 2006, com 20 anos de idade, produziu o seu segundo álbum, “Mir’ah” (“Espelho”), que editou em 2008. O registo das sete canções, escritas nos períodos de recolher obrigatório da segunda Intifada, reflecte a experiência de viver na Palestina durante esse período.
Em 2007, fundou a organização de música independente “eka3”, concebida como incubadora de negócios de promoção da música árabe, através da qual fundou a editora musical “Mostakell”, uma empresa de agência musical e uma empresa de licenciamento de música, tendo ainda sido co-fundador da revista de crítica musical “Ma3azef.com”.
Em 2010, Tamel Abu Ghazaleh fundou o grupo musical multi-géneros “Kazamada” com Zeid Hamdan, Mahmoud Radaideh e Donia Massoud e em 2012 co-fundou a banda alternativa “Alif”, com Maurice Louca e Khyam Allami, tendo colaborado com variadíssimos músicos árabes e participado em diversos projectos artísticos desde 2005.
(Do currículo do autor em http://www.tamer.ag/)
No ano passado, editou em nome próprio o álbum “Thult” (“Terceiro Álbum”), de onde vos deixamos o vídeo da música “Khabar Ajel” (“Notícias”): um convite aos famintos do mundo para visitarem a Palestina e deliciarem-se com os manjares que ali são diariamente servidos (a letra está disponível em inglês na página da origem). Bom fim de semana!
Ameaça de bomba na Estação do Oriente, Lisboa
Uma grande confusão, com enormes filas para o acesso às plataformas da CP e do Metro. Que seja um acto de engraçadismo sem graça.

Tiques Velhos, Truques Novos
Haverá sempre quem não tenha memória e quem faça de conta que a não tem.
E não faltarão aqueles que procuram usar a edição na História.
- Quatro pernas bom, duas pernas melhor!
- Nenhum animal dormirá em cama com lençóis.
- Nenhum animal beberá álcool em excesso.
- Nenhum animal matará outro animal sem motivo.
- Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros!
- Todo animal trabalhará no mínimo 18 horas por dia.
Vídeo: Geringonça.
Citação: Fábula de Orwell, O Triunfo dos Porcos (via).
Não compreendo a estranheza
Assunção Cristas sempre fez questão de não desligar a sua vida política da religiosa, com Cristo sempre presente, qual o espanto de ela colocar uma cruz em tudo?

Números que passam despercebidos

Pois é, Jorge. A emissão de dívida de curto prazo com juros negativos recorde não foi merecedora de grandes manchetes, o que é de estranhar visto vivermos num país onde a imprensa, toda ela e sem excepção, se encontra ao serviço da máquina soviética da Geringonça. O mais certo é nem ter havido emissão de dívida nenhuma. Se houve, com certeza que terá sido a habitual catástrofe, com juros altíssimos e perigo de resgate ao virar da esquina.
Da mesma forma, passaram despercebidos os números revelados anteontem pelo Eurostat, esse barómetro comuna, que dão conta de um crescimento do emprego na ordem dos 2,4% no quatro trimestre face a igual período de 2015, mais do dobro da média europeia (1%) e da zona euro (1,1%). E passaram bem porque só podem ser um grande barrete. Qualquer pessoa de bom senso percebe que um país controlado por comunistas e bloquistas não cria emprego.
Cartoon via Unique Design
A luta de classes no PSD

Passamos dias a fio a ouvir Passos Coelho e respectiva corte falar na ameaça que a Geringonça representa para a democracia. Estalinismo para aqui, ataque às instituições para acolá, o paleio é sempre o mesmo, os profetas são sempre os mesmos e a profecia, apesar de revestida de vincada parvoíce, lá vai sendo propagada pela imprensa de esquerda que é controlada pela direita. Um festim para quem gosta de se rir com estas coisas.
Mas eis que, no meio da confusão em que se transformou a estratégia do PSD para as Autárquicas, somos confrontados com um exemplo de autoritarismo de Passos Coelho, que após várias tentativas falhadas, parece ter finalmente encontrado o seu candidato à maior autarquia do país. Se a escolha irá recair sobre Teresa Leal Coelho, um nome literal demais para correr bem, em breve ficaremos a saber. O que já sabemos, pelo menos a julgar pelo desabafo indignado de Mauro Xavier, publicado ontem no Facebook, é que a concelhia lisboeta não foi tida nem achada nesta escolha. [Read more…]
Biblioteca Joanina pode ser vista no novo filme “A Bela e o Monstro”
A Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra foi a mais directa e reconhecível inspiração para o espaço imaginado no filme da Disney.
A Biblioteca Joanina:

Créditos:
Imagens do filme “A Bela e o Monstro: © Walt Disney Pictures.
Imagens da Biblioteca Joanina:© UC | Paulo Amaral
Texto e mais detalhes: página da Universidade de Coimbra
Isto não é capitalismo nem empreendedorismo…
Isto é roubo. Publique-se a lista do crédito mal parado, doa a quem doer…












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