Salvem esta criança!

O futuro da América depende disso!

Gordon Kaye (1941-2017)

Partiu hoje aos 75 anos o icónico René du Cafe de Allo Allo

Uma questão de princípio…

jj
Na qualidade de sportinguista, presumivelmente sócio com as quotas em dia, Jorge Jesus tem total legitimidade para integrar a comissão de honra da recandidatura de Bruno de Carvalho à Presidência do Sporting Clube de Portugal. Mas o cidadão Jorge Jesus não se pode esquecer que exerce uma actividade remunerada no clube, o que pressupõe direitos e deveres. Mesmo que possamos considerar o cenário pouco provável, em caso de derrota nas eleições de Março do candidato apoiado pelo treinador, estará Jorge Jesus preparado para colocar o lugar o lugar à disposição da eventual nova direcção do clube, caso ela venha a existir? Era bom que este ponto fosse clarificado, mas ainda não vi esta pergunta formulada pela imprensa desportiva ao treinador, agora que o black-out terminou…

A TSU e a hipocrisia do PS

Nem vou falar do PSD de Passos Coelho. Porque já vimos o que foram os 4 anos da sua governação, porque sabemos aquilo que a casa gasta e, sobretudo, porque não gosto de bater em mortos. Mesmo aqueles que ainda não foram enterrados.
No fundo, em demasiados aspectos, o PS não é muito diferente do PSD. Relembre-se que na Oposição, foi sempre contra a redução da TSU. E o próprio António Costa nunca falou da TSU como contrapartida para o aumento do Salário Mínimo. Nem na campanha para as primárias do PS, nem na campanha para as Legislativas de 2015, nem em nenhuma outra altura.
Vêm agora dizer-nos que foi o Presidente-da-República-estacionador-nos-lugares-de-deficientes que esteve na base da medida. É igual ao litro. Esse senhor não tem poderes legislativos e só pode patrocinar seja o que for se o Governo estiver pelos ajustes.
Pelos vistos, esteve. Nem que para isso tivesse de rasgar os acordos com os parceiros de Esquerda (propositadamente?), onde assumia expressamente «a reavaliação das reduções e isenções da TSU».
Com efeito, o PS reavaliou as reduções da TSU. Só que para baixo.

Lettres de Paris #75

«There is never any end to Paris»

This slideshow requires JavaScript.

assim chamou Hemingway a uma parte de ‘Paris é uma Festa’ (A Moveable Feast, no original). Hoje que é a última noite que passarei em Paris após 3 meses, mas sei que também para mim Paris não acaba aqui. Que hei-de voltar, embora por menos tempo. Porque se volta sempre a Paris, porque é impossível não querer voltar a Paris. Estou um bocado triste, é verdade, ou não será bem tristeza, mas uma certa melancolia, que não é a mesma coisa, de deixar a cidade onde vivi nos últimos tempos. Foi por pouco tempo, bem sei, mas ainda assim, constroem-se rotinas, criam-se laços, frequentam-se sítios, reconhecem-se cantos e lugares e de repente tudo isso deixará de existir e será substituído por outros sítios, outros cantos, outros laços, outros lugares, outras rotinas, que me são muito familiares. Penso que as retomarei sem esforço. Voltar a casa também tem os seus encantos. Mas, como já escrevi numa das cartas anteriores, nos primeiros dias será difícil não estar aqui, sei-o bem.

 

[Read more…]

Aprendam senhores, aprendam como se enxotam mendigos e afins

radial

José António Cerejo

Este é um texto que era para ser irónico (se eu soubesse sê-lo) e que é dedicado à Câmara de Lisboa e à Junta de Freguesia de Campolide. Resolvi publicá-lo no dia em que, devido à vaga de frio que se faz sentir, foi accionado o plano municipal de contigência para a população sem abrigo.
Ora bem! A Câmara de Lisboa e a Junta de Freguesia de Campolide merecem um prémio. O nome do dito até pode ser Prémio da Inovação Social Autárquica, ou até mesmo do Empreendedorismo Social Autárquico – coisas muito na moda. Imagine-se que, discretamente, sem alarde, nem polémica, conseguiram resolver o problema dos mendigo romenos, um quebra-cabeças que muitas outras autoridades locais, um pouco por toda a Europa, procuram há décadas solucionar sem sucesso.
Que chatice, mendigos nas ruas, gente feia, porca e má a cada esquina e debaixo de cada viaduto, a incomodar quem passa, e quem manda sem poder fazer nada, atado de pés e mãos. E não há muros, arame farpado, rusgas policiais, ou brigadas de limpeza municipal, que lhes resistam.
Os gajos furam por todo o lado e não arredam pé. Chega o Inverno, o frio do Leste empurra-os para terras de clima mais ameno e aí estão eles de novo. É assim desde há mais de vinte anos. Sobretudo desde que a Roménia, com as suas insuportáveis minorias ciganas, aderiu à União Europeia em 2007. [Read more…]

Continua a azia

passos-azia

Higiene democrática” não está mal visto. Aplica-se a quem não sabe que não se elege um primeiro-ministro e que é preciso uma maioria no Parlamento.

Não me venham falar de virgens ofendidas – o Sporting merece mais respeito!

sporting-1

O golo bem validado ao Marítimo na 1ª parte. Denote-se que num lance destes, o árbitro tem que estar atento obrigatoriamente a dois pormenores.

sporting-2

Na 2ª parte, o mesmo auxiliar, no mesmo ângulo de visão, com uma linha espacial de passe bem menor do que aquela que tinha na 1ª parte para analisar no lance do golo do Marítimo, com Bast Dost no campo de acção directa do olhar (enquanto que no lance do Marítimo, o árbitro tinha que estar atento a dois pormenores: ao momento do passe a 40 metros de distância da linha defensiva e ao posicionamento dos homens que estavam dentro da área) viu um fora-de-jogo inexistente e o árbitro João Pacheco só decidiu apitar quando viu que Ruiz tinha ultrapassado Charles, encontrando-se completamente isolado para dar o toque final…

A minha pergunta de partida para este post é a seguinte: Se o lelé da cuca Madeira Rodrigues for eleito e o Bruno de Carvalho e o Jorge Jesus forem queimados em praça pública como se fazia no tempo da Inquisição, fazem o favor de nos deixar em paz?

[Read more…]

É mesmo para acabar.

“Com a retirada de Obama e a entrada em cena do Luís XIV da Quinta Avenida, o mundo entra noutra fase. Podemos chamar-lhe incerteza mas incerteza é o que menos existe” – Clara Ferreira Alves, Expresso, 21 de Janeiro de 2017.

Quando acabei de ler o artigo desta semana de Clara Ferreira Alves na revista do Expresso fiquei a pensar que nunca como nos últimos tempos concordei tanto com aquilo que ela escreve. Sempre gostei de ler os seus artigos e ainda mais quando discordo das suas opiniões. Mas este seu texto, com o título “É para Acabar”, é do melhor que tenho lido nos últimos anos. Está ali tudo, devidamente retratado e colocado no seu real contexto:

captura-de-ecra-2017-01-21-as-21-42-26

captura-de-ecra-2017-01-21-as-21-40-21

A maior prova, se tal seria necessário, foram os resultados das eleições nos Estados Unidos. A imprensa a fazer campanha contra Trump e o resultado foi ao contrário. O mesmo se diga no que toca ao Brexit. Retomando o texto de Clara Ferreira Alves:

captura-de-ecra-2017-01-21-as-21-40-45

Estou plenamente convencido que assim será. Um a um, eleição a eleição os “Trump” mais ou menos letrados por esse mundo fora, a começar pelas próximas eleições em França, vão vencer com o voto popular. Porque o povo está farto. Completamente farto e prefere o “quanto pior, melhor”. As elites merecem que assim seja, para desgraça de todos. Voltando ao artigo de Clara Ferreira Alves:

captura-de-ecra-2017-01-21-as-21-41-02

Subscrevo tudo isto que a Clara Ferreira Alves escreveu. Para mal dos nossos pecados, estou convencido que assim será. É mesmo para acabar…

Resumindo,

O Obama quer mas o Trump fecha.

David Dinis e o Público

david-dinis-publico

Rui Naldinho

David Dinis foi convidado pelos sociais-democratas Alexandre Relvas e António Carrapatoso há cerca de três anos para dirigir o primeiro projecto digital de comunicação em Portugal, o jornal electrónico “Observador”. O referido diário mais parece um blogue da “extinta” PAF, com jornalistas e colaboradores escolhidos a dedo. Os temas, as notícias e os assuntos estão alinhados politicamente, tendo a direita como sua clientela quase exclusiva. Mas, tirando esse “pormenor”, nada terei a acrescentar, uma vez que só lá vai quem quer. Aquilo até nem se paga!

[Read more…]

Os “ensináveis” – convites para a precariedade no trabalho

herbalife

Ontem à noite quando fui abrir a minha caixa do correio, apareceu-me esta enorme pérola. As questões de linguística deixo-as obviamente para quem de direito, ou seja, para o meu estimado colega de bancada Francisco Miguel Valada. Decerto que o douto autor deste convite, de tão mestre que é na arte de ensinar a venda da banha da cobra, não se deverá importar de representar no papel de ensinado.

Ao ler este convite fiquei embasbacado. Fruto das mais recentes experiências que tive à procura de emprego, confesso-me cada vez mais assustado em relação ao mercado de trabalho.

[Read more…]

Obama para para?

Não! Obama pára para. Efectivamente: pára para olhar a multidão.

efectivamente-para-para

E o próximo a ser saneado pelo Dinis vai ser…

Pacheco Pereira

America first will never make America great…

trump-4

É obviamente cedo para avaliar o desempenho do Presidente Trump, contudo as expectativas estão demasiado baixas, pelo que o homem até pode surpreender favoravelmente, mas não creio. Um velho ditado diz “nunca digas, nunca”, a verdade é que jamais me passaria pela cabeça concordar mais com o Presidente da China do que com o Presidente dos EUA.

De todas as intenções anunciadas por Trump, neste momento não passam disso mesmo, intenções, porque não existe ainda qualquer diploma para aprovação no Congresso, a que mais discordo, embora tenha dúvidas como isso pode ser feito e qual o verdadeiro alcance, será a implementação de medidas proteccionistas. [Read more…]

A Rádio (Im)popular

radio-popular-660x330

A RTP merece um enorme aplauso graças a um programa televisivo que, ao longo dos tempos, se destaca pela qualidade do seu jornalismo de informação, o “Sexta às 9”. Não escondo o espanto sempre que o vejo pois não estou habituado a jornalismo de investigação semanal no nosso país e ainda menos com esta qualidade – nem sequer escondem o nome das “crianças”. Coisa ainda mais rara.

Desta vez, a reportagem foi sobre a Rádio Popular e a venda de telemóveis iPhone como novos quando na realidade são usados, mais precisamente, recondicionados. A reportagem pode ser vista neste link.

[Read more…]

Donald J. Trump – 3

trump-3

Donald J. Trump – 2

Inauguration 2017

Donald J. Trump

trump-2

Lettres de Paris #74

«Nós… pimba!»

This slideshow requires JavaScript.

acordei, acreditem ou não, com alguém do lado de fora da janela a cantar «e se elas querem um abraço ou um beijinho, nós… pimba, nós… pimba!». Fiquei momentanemante mais baralhada do que já sou quando acordo. E estou a ser simpática para comigo mesmo, quando digo que acordo ‘baralhada’. «Nós pimba?» pensei meia estremunhada. A pessoa, um homem, continuava a cançoneta do lado de lá da janela e eu levantei-me, abri as cortinas, abri uma fresta pequenina da janela, porque estou outra vez constipada (deve ser o meu corpo a ter uma reação alérgica ao meu regresso a Portugal, obviamente), entraram menos 3 ou 4 graus para dentro do quarto, mas assim mesmo, meti o nariz de fora para identificar o cantor. Acontece que era um rapaz, empoleirado nos andaimes do prédio em frente, a trabalhar com umas ferramentas esquisitas e armado em artista do Olympia. Meti-me para dentro, nunca suspeitei que os trabalhadores da obra em frente fosse portugueses, mesmo porque juro que já tinha ouvido um rádio em altos berros com canções que me pareceram árabe, mas posso estar enganada e estar já tão desusada de ouvir falar português à minha volta que quando ouço me parece árabe.
Seja como for, o rapaz continuou o seu trabalho, acrescentando ao repertório outras músicas igualmente de fino recorte, que eu não consegui identificar. Fui tomar o pequeno almoço, com o nariz completamente entupido e a lamentar que a constipação… pimba!… tenha aparecido outra vez e eu ainda para mais sem cêgripes. Quando saí passei na farmácia e deram-me uma coisa qualquer homeopática. A ver. Já tomei dois, conforme as instruções e não me sinto particularmente melhor. Uma parte do dia passou entre fungadelas e espirros e assoadelas de nariz, alguma tosse. Até que às duas e meia apanhei o 27 e fui ter com a Anne-Marie à entrada do metro da Opéra. Foi a primeira vez que vi, neste tempo todo, o fantástico edifício à luz do dia. Já o havia visto também assim, de outras vezes, mas desta foi uma estreia. O edifício é lindo, realmente, tal como Café de la Paix ali ao lado. Lindo e bastante caro, diga-se. Mas vale a pena lá entrar ao menos uma vez. Não foi hoje, já tinha feito isso outro dia. Eu e a Anne-Marie fomos a um café mais modesto, ali ao lado. Não conhecia pessoalmente a Anne-Maria, apesar de já ter trocado emails com ela e gostei bastante de a conhecer. Falámos de trabalho, de Paris, de Lisboa, da França, de Portugal e da vida em geral e quando dei por mim, pimba, já passava das quatro e meia e a luz do dia estava a desvanecer-se. Lá se iam os meus planos de me despedir às claras de aguns dos sítios de que mais gosto em Paris.

[Read more…]

Muito obrigado, Pedro Passos Coelho

ppc2

Imagem via Uma Página Numa Rede Social

A revolta instalou-se porque o PSD se prepara para chumbar a descida da TSU, como forma de compensar o aumento do salário mínimo nacional (SMN). Honestamente, não percebo o frenesim. Mas alguém esperava que este PSD, dominado pela liderança mais radical de que há memória, fizesse o frete ao governo minoritário de António Costa? Francamente. [Read more…]

Trump checklist

Convidar os amigos. Feito. Obter a password da conta @POTUS. Feito. Códigos das bombas. Feito. Partir isto tudo. On the way.

Washington a ferro e fogo

Os protestos anti-trump aqui, em directo. O Huffington Post fala de 25 mil pessoas envolvidas no protesto. A CNN avança que 100 manifestantes já foram detidos. Manifestações com milhares de pessoas em Nova Iorque, Chicago e São Francisco.

Não em nosso nome!

rossio

Um dos argumentos preferidos de liberais, sociais-democratas e “socialistas” perante as amplas críticas e protestos provenientes de variadíssimos sectores da sociedade aos tratados de “comércio livre” CETA (UE/Canadá) e ao TTIP (UE/EUA) é que essas críticas, manifestadas por milhões de cidadãos e de centenas de federações e diversos partidos, resultam de uma recusa geral da globalização por extremistas proteccionistas, tanto de extrema-direita como de extrema-esquerda. Em Portugal, esta ardilosa tese (embora claramente demagógica) é recorrentemente apregoada aos quatro ventos, por Vital Moreira.

Descreditando assim de uma assentada qualquer crítica, por mais fundamentada que seja, a estes tratados – e a competência da sociedade civil a respeito dos tratados é notável – pretende-se, sem qualquer base, passar a mensagem de que os doidivanas que protestam são contra a globalização, seja ela em que moldes for.

Pois bem, isso mais não é que uma mentira e a prová-lo está a convocação, pela Plataforma Não ao Tratado Transatlântico, de um evento que terá lugar já amanhã, sábado, pelas 14 horas no Rossio, sob o lema: Por um comércio Justo, contra o CETA! O evento enquadra-se no Dia Europeu de Acção descentralizada, com acções espalhadas pela Europa fora.

Se puder, não deixe de estar presente e divulgue! O Parlamento Europeu vai votar sobre o CETA no próximo mês de Fevereiro. Precisamos de mostrar aos eurodeputados que nos representam que não queremos tratados injustos, destinados a concentrar mais ainda o poder e a esboroar a nossa soberania.

O triunfo dos porcos

All the way from Washington
Her bread-winner begs off the bathroom floor
We live for just these twenty years
Do we have to die for the fifty more?

1 ano e 10 dias sem Bowie. Dia 1 do triunfo dos porcos. Dia 1 de um novo mundo. Esperemos que não. Esperemos que a besta seja controlada, seja de que maneira for. Não é que os conselheiros de estado, as múltiplas agências, os múltiplos lobbies que planam pelo Congresso e pelo Senado sejam gente melhor do que o pai do Barron porque não o são, mas pelo menos, mal ou bem, destes temos sempre uma previsibilidade (mais para o mal do que para o bem) que não nos surpreende.

[Read more…]

A culpa de Costa

Portugal's Prime Minister Antonio Costa reacts during a biweekly debate at the parliament in Lisbon, Portugal September 22, 2016. REUTERS/Rafael Marchante

O governo minoritário do PS, no seu engenhoso exercício de equilibrismo político, jogou uma cartada arriscada com a indexação da redução da TSU ao aumento do salário mínimo nacional (SMN). Porque os acordos firmados com os partidos à sua esquerda, em matéria de redução das contribuições dos patrões para a Segurança Social, não são opção. Porque, do lado direito do espectro, principalmente em questões estruturais, mais não pode esperar do que uma feroz oposição, que de resto sempre alimentou. No que estaria António Costa a pensar? [Read more…]

Trump: um desabafo

sheriff_california

Helena Ferro de Gouveia

Há uns anos em Berkeley entrei no supermercado para fazer as compras semanais. À minha frente na fila estava uma mulher negra com uma criança pela mão. O único item que tinham era uma maçã vermelha e enorme, como são as maçãs da Califórnia. A mulher entregou um cartão, não sei se de débito, se de crédito e não funcionou. Entregou outro. Não funcionou. A maçã ficou na caixa e a mulher saiu do supermercado falando baixinho com a criança.

Em Berkeley um capuccino e uma fatia de bolo vegan custavam 25 dólares no Café Gratitude e, não muito longe de minha casa, ficava Stanford e as empresas milionárias do Silicon Valley.
Quando apanhava o BART, metro, para São Francisco observava o exército de pobres nas estações.
A desigualdade perturba-me, a desigualdade na maior economia mundial – onde há fome, subnutrição, incontáveis sem abrigo, bairros de roullotes e ausência de horizontes para milhões de pessoas – é obscena.

Porque não confio em Trump? [Read more…]

John Lewis e os russos

Se o partido Republicano dos EUA parece ter ensandecido, o espectáculo dado pelos Democratas tem sido patético. Embalados pelas tretas da CIA, até alguns dos mais liberais – no sentido político, claro – debatem a vitória de Trump através de argumentos evasivos, não hesitando em despertar velhos fantasmas tão queridos à direita.

Até o senador John Lewis, ícone da luta pelos direitos civis nos EUA, referência da comunidade negra – ou afro-americana, como eles gostam de dizer, vá lá saber-se porquê – manifestou ruidosamente a sua recusa em comparecer à tomada de posse de Trump por considerá-lo um presidente ilegítimo. Porquê? [Read more…]

Lettres de Paris #72 et #73

Le jour avant le jour avant le jour avant le jour que je dois quitter Paris

This slideshow requires JavaScript.

são os meus últimos dias em Paris e receio bem que esta vai ser uma despedida difícil. Que voltar à rotina, a uma pequena cidade onde pouco acontece em termos culturais, pouco que valha a pena, quero dizer, ou melhor, pouco que me agrade se assim quisermos colocar as coisas… que deixar de ver o Sena quase todos os dias, que deixar de ver a pequena Place Saint-Andre-des-Arts todos os dias, que deixar de dizer Bonjour à estátua de Monsieur Montagne e de lhe tocar levemente no pé dourado muito amiúde, que deixar de ver a torre da Sorbonne, que deixar de comer os eclairs au caramel da Pradier, que deixar de ver as montras da Compagnie, que deixar de comer confit e magret de canard, que deixar de percorrer a pé e de autocarro todas as ruas de Paris, que deixar de ver as extraordinariamente comoventes (não me perguntem porquê mas aquilo comove-me) da Catedral Ortodoxa Russa, que deixar de ver a Tour Eiffel a iluminar-se tout brillante, que deixar de ver a Pont Neuf e os barcos no rio, para dizer apenas algumas das coisas de que vou sentir, pelo menos nos primeiros tempos, muito a falta, vai ser, sei-o bem, extraordinariamente difícil para mim. Deixar de ver esta beleza, esta grande beleza, de ter os sentimentos que Paris, toda a Paris, mesmo aquela mais feia, me provoca quotidianamente, vai deixar-me triste por uns tempos.
 

[Read more…]

God Bless Us

Celebridades como Robert De Niro ou Michael Moore discursam agora num protesto anti-trump ao pé da Trump Tower em Nova Iorque. Aqui, em directo, na página de facebook da CNN.