
Os contribuintes continuam a pagar os custos da banca.
Have ye no mannes herte, and han a berd?

Pieter Bruegel de Oude De val van Icarus (c. 1558), Koninklijke Musea voor Schone Kunsten van België, Brussel (http://bit.ly/2k4kara)
For Seint Paul seith that al that writen is,
To oure doctrine it is ywrite, ywis— Chaucer
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Chorando se foi…
Dancei-a no Penha Porto, tantas vezes, nos braços de uma rapariga! Quantos de nós não a dançaram? Morreu hoje. A voz da Lambada.
A subida dos juros da dívida explicados às crianças

Para sabermos se as taxas de juro da dívida pública portuguesa estão a subir ou descer não precisamos de seguir as informações financeiras – basta consultar as redes sociais. Se os juros estiverem a subir, não faltarão alarmes sobre os impactos devastadores que o governo apoiado pelas esquerdas está a ter no país. Se estiverem a descer, os mesmos observadores atentos e preocupados tiram férias das redes sociais.
Ricardo Paes Mamede no Ladrões de Bicicletas.
Fica a provocação, com a sugestão para lerem o texto na íntegra, que o sumo está todo lá. Vale sempre a pena ver alguém tão capaz e coerente desmontar a propaganda da direita radical. Imagino-os logo a espumar pelos cantos da boca.
Não era isso que (quase) todos diziam sobre o seu governo, deputada Cristas?

A propósito da polémica proposta para reduzir a TSU como forma de compensar o aumento do salário mínimo nacional (SMN), a deputada Cristas acusou António Costa de ter uma “maioria intermitente“, que não é “estável, credível e duradoura“. Não era isso que tantos portugueses diziam sobre o governo que a candidata à CM da Lisboa integrou? E, no entanto, o governo PSD/CDS-PP lá conseguiu chegar ao fim do mandato. E conseguiu-o apesar das birras e das facadas do parceiro minoritário da coligação. Em 2012, quando o país se insurgiu contra a proposta de aumento da mesma TSU, não para compensar um aumento do SMN, que o caminho era o do empobrecimento, mas à custa da subida das contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social, o CDS-PP tirou o tapete a Passos Coelho. Assunção Cristas estava lá e participou neste duro golpe na estabilidade e credibilidade da coligação. [Read more…]
Doidos à solta

Portugal regressou ontem aos mercados. Porém, para surpresa dos profetas da desgraça, algo de muito estranho aconteceu. Para além de uma procura 3,5 vezes superior à oferta, os investidores que adquiriram Bilhetes do Tesouro português, com maturidades de 6 e 12 meses, irão pagar em vez de receber juros. Sim, pagar em vez de receber. O apocalipse está à nossa porta, so they say, e um conjunto de investidores, aparentemente racionais, está disposto a pagar juros para adquirir dívida pública da república estalinista geringonceira. Será obra do diabo? Ou estará tudo doido?
O principal nomeado para o Prémio Quanta Falta de Vergonha na Cara 2017
“Porque aquilo que nós estamos a fazer com esta acção (votar contra a descida da TSU na Assembleia da República) é salvar a concertação social e não parece”– Luís Montenegro na Grande Entrevista, RTP, em 18-01-2017
O leão desdentado
Theresa May – a antiga moderada hesitante quanto ao Brexit – atirou-se que nem uma leoa à União Europeia, honrando a heráldica da velha Albion. Mas o leão da Albion está desdentado e a fúria da primeira-ministra britânica é mais fruto de uma agressividade nascida da frustração que um sinal de força e firmeza.
Em resumo, o que a zangada senhora disse foi: queremos sair da UE, queremos manter todas as vantagens e dispensar todas as obrigações e desvantagens, ou nos dão o que queremos ou a vingança – quiçá traduzida num mega-paraíso fiscal – será terrível; mandem-nos os vossos quadros mais qualificados que os outros nos encarregamos nós de devolver. [Read more…]
Contatos e horários

© Ronaldo Schemidt/AFP/Getty Images (http://bit.ly/2jYOF1w)
Chomsky made a clear claim – recursion is fundamental to having language. And my paper did in fact present a counterexample. Recursion cannot be fundamental to language if there are languages without it, even just one language without
If some tribe were found in which everyone wears a black patch over one eye, it would have no bearing on the study of binocular vision in the human visual system. [1]
In contrast, descriptive generalizations should be expected to have exceptions, because many factors enter into the observed phenomena. Discovery of such exceptions is often a valuable stimulus for scientific research. [2]
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Recentemente, pelos vistos, António Costa esperou, “sereno”, «por palavra de Marcelo». Curioso, eu também. Mas foi há muito mais tempo.
Agora, quanto ao tema em epígrafe, [Read more…]
O estado de graça possível
Trump continua a falar e escrever como um troll alcoolizado. As consequências só não foram ainda trágicas porque os líderes e governos visados o vêem como um inimputável. É o estado de graça possível. Do governo alemão veio uma bofetada em modo de aviso, de Putin um cordial cachação, da China e do seu presidente veio – com aquela paciência de um povo que conta a sua história em milénios…- um elegantíssimo e rendilhado discurso que disse tudo o que havia a dizer nunca mencionando o nome do grunho, para espanto do público do Fórum de Davos.
And the beat goes on...
Comboio China-Londres

Chegou há minutos o primeiro comboios de mercadorias directo China-Londres. Foram 18 dias de viagem
Bruno de Carvalho no rumo certo
quando escreve projecto. Bruno de Carvalho no rumo errado quando escreve técnico-tático. Prefira-se o rumo certo.
Traídos e vendidos

ENVI é a sigla (em inglês) da Comissão do Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar que conta com 69 membros – a maior comissão legislativa do Parlamento Europeu.
Pensar-se-ía – muito ingenuamente – que o principal objectivo da dita Comissão e dos eurodeputados que dela fazem parte seria a defesa dos interesses dos cidadãos europeus nessas matérias.
Nada disso. Na sexta-feira passada, aquando da votação do projecto de parecer da ENVI sobre o CETA (o acordo de “comércio livre” entre a UE o Canadá), ficámos a saber que, para a maioria dos seus eurodeputados, valores mais altos – e poderosos – se levantam. [Read more…]
Basta! O Sporting precisa de uma reflexão urgente

Como já escrevi em determinadas ocasiões neste espaço, sou um Sportinguista puro, doente, a roçar o fanático há 29 anos. A minha relação com o Sporting é una: nunca abandonei o apoio a este clube nos maus momentos, fazendo sempre das tripas coração para o ver quando financeiramente o posso e não o posso fazer, estando a equipa de futebol, de hóquei, de andebol, de futsal, de ginástica ritmica a ganhar ou a perder, a golear ou a ser goleada, com ou sem títulos nas últimas temporadas. Quando o mês está a correr mal e estica mais do que aquilo que era devido. Quando a tristeza assola mais a alma do que a alegria. Quando o Godinho, o Soares Franco, o Bettencourt e toda aquela tralha de Cascais que acha que somos raia miúda e que jamais deverá governar os destinos do clube, nós os Sportinguistas que nos fundimos com o clube, que o tomamos como uma parte muito importante das nossas vidas, com o mesmo quase acabaram. Quando, com este grande amor que nos possui durante 365 dias por ano, 24 horas por dia, que levamos ao peito ao frio, à chuva, que transportamos como capa quando os rivais nos escarnecem dos nossos sucessivos fracassos, que nos enche de orgulho e de lágrimas, ao ponto de não querermos ir à escola, de não conseguirmos desfrutar de uma refeição como deveria ser desfrutada quando perde aquele jogo importante.
DN cada vez mais irrelevante…
O cliente é, ou deveria ser, a pessoa mais importante para qualquer empresa, pois sem ele qualquer negócio vai à falência…
Cliente, consumidor ou leitor, a palavra aqui é irrelevante, por mais que os órgãos de comunicação social sobrevivam graças à publicidade, quando um anunciante paga para promover um produto ou serviço, espera obter retorno do investimento através das pessoas que visualizam o anúncio. No caso dos jornais existem também receitas obtidas com as vendas, mas as tiragens são bastante reduzidas, insuficientes para a sobrevivência. [Read more…]
Desastre contínuo e sem fim
Nem Bruno, nem Juveleo, nem Jesus, nem Raúl José, nem Bas Dost, nem Coátes numa marrada uruguaia bem assente na sequência de um pontapé de canto. Há que dizê-lo abertamente e sem rodeios, chamando os bois pelos nomes quando a figura é fraca: este Sporting não joga um caralho e anda completamente à deriva. Sem entrega, sem alma, sem discernimento e possivelmente, a continuar assim, sem futuro.
Uma selecção
feita pela Rádio Renascença do encontro entre António de Castro Caeiro e Frederico Lourenço.
Era uma vez em Portugal

Marco Faria
Três rapazes, dois dos quais vieram de muito longe, dizem que da Mesopotâmia, quiçá num tapete voador e estudavam aviões em Ponte de Sor.
São filhos do embaixador do Iraque.
Os gémeos, não sei se verdadeiros ou falsos, eram descendentes de um reino de “fakirs”, e desde o saco amniótico que sabiam manejar a arte dos sabres, e deram um enxerto de porrada a um adolescente da Ibéria, tendo este ido parar aos cuidados intensivos de um hospital da cidade de Ulisses e submetido a coma induzido pelos melhores físicos do seu tempo. Foi uma noitada em que todos se lembravam do que ocorrera no Verão passado, 18 de Agosto de 2016. [Read more…]
O sucesso do Capitalismo
Ana Cristina Pereira Leonardo

Quando a fortuna acumulada de 8 (OITO) marmanjos equivale à miséria detida pela metade mais pobre da população mundial, 3,6 mil milhões de pessoas (TRÊS VÍRGULA SEIS MIL MILHÕES), somos obrigados a concluir que o Capitalismo é um sucesso, pelo menos para oito terráqueos.
60% das promessas eleitorais cumpridas
E não estamos satisfeitos? É que, como diz Ana Belchior, algumas das não cumpridas eram “aquelas que verdadeiramente interessam aos cidadãos“.
Trabalho de campo

No esplêndido Steigenberger Grandhotel Belvédère – centro espiritual do Fórum Económico Mundial (FEM) desde que, em 1971, Klaus Schwab decidiu criar este encontro em Davos, a mais alta cidade da Europa – alojam-se, a cada ano, alguns dos mais eminentes participantes do FEM.
Este ano, discutem aquelas que são as grandes preocupações da alta finança e das elites políticas: as alterações climáticas e o aumento da desigualdade de rendimentos e de património. [Read more…]
A receita da Fernanda

Há uns anos, em 2013, a Fernanda ia ser operada e receou já não acordar da anestesia. Por isso, preparou-se devidamente, escrevendo noite fora um dos seus textos mais pessoais, sobre Natália Correia e sobre mais uma catrefada de gente que viveu os loucos tempos do PREC.
A primeira vez que vi Natália Correia foi nos idos de 1959/60, pela mão de Vasco Lima Couto, poeta e actor que morreu novo. Foi num sarau literário num antigo clube perto do Rossio. Eu era então estudante universitária e os meus olhos deliciaram-se a conhecer outro poetas, outros escritores, que, viciada em leitura desde muito cedo, eu tinha lido. Não fui apresentada a ninguém, não tinha estatuto para isso, mas ainda assim fui brindada com uma briga homérica entre Lima Couto e Natália Correia que, incomodada com a irreverência do jovem do Porto, desfaleceu nos braços de Pedro Homem de Melo. Fiquei pregada ao chão. [Premonições, Fernanda Leitão]
Foi o João José Cardoso que nos deu a notícia.
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Será um Catavento? Ou talvez mais, o quanto pior, melhor!
Rui Naldinho

A propósito da posição que o Pedro Passos Coelho e o PSD pretendem tomar no parlamento em relação ao Acordo de Concertação Social alcançado para este ano de 2017, Marques Mendes chamou-lhe catavento.
Marcelo Rebelo de Sousa deve ter ficado roído de inveja por Marques Mendes lhe ter roubado esse título honorífico, digno dos personagens que depois de defenderem uma determinada ideia, passados tempos afirmam o seu contrário, garantindo que aquilo que afirmaram antes não é bem a mesma coisa do que estão a defender no presente.
Coisas de políticos! Ou como diz o escritor Rui Zink, “as coisas desesperadas que as pessoas fazem para serem populares e terem muitos likes”!
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A economia da pobreza

Segundo o mais recente relatório da Oxfam, as oito pessoas mais ricas do mundo possuem uma riqueza combinada superior aos 3,6 mil milhões de terráqueos mais pobres. Metade da população mundial. Este facto, por si só, seria motivo de vergonha para a humanidade, não fosse ela tão passiva para com as graves desigualdades que continuam a aumentar o profundo fosso entre ricos e pobres. Perdão: entre multimilionários e desgraçados.
A situação é de tal forma grave, que, há um ano atrás, seria necessário juntar os 62 mais ricos para perfazer a mesma quantia que a metade mais pobre do mundo possui. E isto diz-nos muito sobre os efeitos das sucessivas crises nas carteiras de quem governa o planeta. Recorrendo a um dos clichés mais realistas que existem, os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. [Read more…]
Repugnante

O Correio da Manhã consegue descer às profundezas do abjecto, não se limitando a fazer notícia de um hipotético suicídio de uma criança, em directo nas redes sociais. Patrocina-o.
Isto não é jornalismo. É apenas e só repugnante.









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